quarta-feira, 29 de abril de 2009

Go To Hell...

Dentro de alguns dias, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, estará no Brasil. Será recebido com pompas e honras oficiais em Brasília por Lula da Silva e associados. Alguns grupos judaicos já convocaram manifestações de protesto e de repúdio pela presença de Ahmadinejad no país. Uma dessas manifestações ocorrerá no próximo domingo, na Avenida Paulista.

A vinda de Ahmadinejad será uma excelente oportunidade para nossos esquerdistas do PT, PCdoB, PSOL e outros que tais demonstrarem todo seu amor e compromisso com a democracia, a tolerância e os direitos humanos. Poderão fazer o que já fazem nossos vizinhos argentinos, que se recusam a receber o louco de Teerã, bem como a manter qualquer contato com o governo iraniano, que em 1994 patrocinou um atentado à bomba contra um centro israelita em Buenos Aires, e que desde então protege os responsáveis pelo ataque, que deixou 85 mortos.

Certamente, como bons humanistas e inimigos ferrenhos que são de qualquer ditadura ou ditabranda - e vocês hão de convir que a iraniana está longe de ser uma ditabranda -, nossos esquerdistas deixarão extravasar toda sua indignação, toda sua revolta, convocando seus milhões de militantes da CUT, UNE e outros aparelhos ideológicos e ONGs, em protestos barulhentos contra esse conhecido antissemita e homofóbico, apoiador do terrorismo e negador do Holocausto, que prega o genocídio contra os judeus. Paladinos da liberdade que são, não deixarão passar em brancas nuvens essa oportunidade. O mínimo que se espera de tão angelicais criaturas é que queimem a bandeira do Irã em frente à embaixada do país. Talvez, mesmo, Oscar Niemeyer aproveite a ocasião para inaugurar um monumento em homenagem aos mortos no Irã desde 1979.

Esperemos para ver o que nossos Greenhalgs, Freis Bettos, Sáders e Marilenas Chauís farão para demonstrar toda sua devoção à democracia e à civilização quando da visita do governante iraniano. Vou ficar esperando. É pagar para ver.

por Gustavo Bezerra

Ainda em 2010...

O governador José Serra afirma que sindicatos do funcionalismo paulista, ligados ao PT, estão doidinhos para fazer com que pipoquem greves no Estado. Será mesmo? Não posso crer! Como é que eu vou acreditar que os petistas possam mobilizar suas bases sindicais para prejudicar o seu provável adversário na eleição presidencial? Serra deve estar delirando! O PT nunca fez isso, gente! Jamais esse partido usou os sindicatos e a CUT para tentar desestabilizar adversários políticos. Nunca mesmo! Sempre foi tão decoroso! Ainda me lembro quando os petistas defendiam a redução dos benefícios previdenciários para o funcionalismo federal, mas eram contra a mesma redução para o estadual, em São Paulo. Lá, eles chamavam a defesa da tese de "responsabilidade". Aqui, eles a combatiam porque a classificavam de "neoliberal".

No caso da Polícia Civil, por exemplo, nós vimos bem: baderneiros disfarçados de policiais, com o revólver na cinta, iam para manifestações, a que compareciam também deputados do PT. E compareciam para quê? Ora, todo petista tem de estar onde o povo está, não é mesmo?, ainda que o tal povo tenha sido a principal vítima da baderna porque, por um tempo, teve prejudicados os serviços.

O PT é o que é. No último ano do governo FHC, o partido e a CUT botaram a tropa na rua cobrando 70% — sim, 70% — de reajuste para o funcionalismo federal. No primeiro ano do governo Lula, o reajuste foi de 0,1%. E não houve greve. Algumas pessoas perguntam: “Mas o que significa, Reinaldo, na prática, o aparelhamento do Estado?” Essa é uma de suas características: põe-se o que é público — a mão-de-obra do estado — a serviço do privado, que é o partido, que é o PT. Essa é apenas uma de suas manifestações.

A imprensa, no geral, não dá muita bola pra isso. Ao contrário até: daqui a pouco, os líderes sindicais começam a plantar notícias nos jornais — que vão regá-las, adubá-las, tratá-las com desvelo — sobre a suposta penúria dos servidores paulistas, a renitência do governo em dar aumentos, o autoritarismo etc. E líderes sindicais aparecerão para atacar o governo. Todos eles ligados, invariavelmente, ao PT ou a grupelhos ainda mais à esquerda. E o jornalismo terá plena consciência dessa vinculação pornográfica entre partido, projeto de poder e sindicato. Mas vai se calar a respeito. Ou os petistas acusarão o “serrismo” da imprensa paulista.

E jornalista, em São Paulo, não liga que o tratem como idiota. Ele só não quer que suspeitem de que ele tem simpatia pelos tucanos — ainda que, de fato, não tenha (já que a maioria é filopetista). Ser massa de manobra do petismo, bem, aí tudo bem. Afinal, vocês sabem, o PT é aquele partido ético... Essa, claro, é a banda ingênua. Há também a dolosa — que não é banda, mas bando

por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 28 de abril de 2009

Somos Únicos...

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Embora os adoradores do deus Comunismo queiram que sejamos todos roboticamente iguais, como eles não se diferem uns dos outros em seus pensamentos espúrios, SOMOS TODOS ÚNICOS. E cada um de nós tem suas próprias capacidades. E por isso não cedemos à ignorância que eles tanto propalam.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Controle da Cultura

Conforme determina cláusula pétrea, um dos primeiros passos de Lenin na rota da “construção do socialismo” dentro da URSS foi estabelecer o controle dos “meios sociais de produção”, nele incluído, óbvio, completo domínio sobre os veículos de comunicação, estabelecimentos de ensino e da produção cultural.

Mas, antes de adotar qualquer medida, demonstrando grande senso de objetividade, logo depois de desfechar seguro golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky, o mentor da “ditadura do proletariado” tomou a iniciativa de mandar um bando armado se apossar das chaves do cofre do Banco do Estado russo. Ele queria, desde logo, o controle da grana.

(Só a título de ilustração, o historiador inglês Orlando Figes, no seu bem documentado livro sobre a revolução russa, “A Tragédia de um Povo” - Record, Rio, 1999 -, relata episódio, considerado a um só tempo grotesco e brutal, do infeliz diretor do banco oficial que, ao negar a entrega das chaves da caixa-forte ao bando revolucionário, levou um tiro na nuca depois de perder parte da mão arrancada por uma dentada).

Ao impor o seu sistema de governo, de caráter totalitário, Lenin, amparado no poder dissuasório da coerção e da violência, tinha por objetivo a tomada (e a destruição) dos “meios de produção e expressão do pensamento burguês” (em russo, “burzhooi”), tidos historicamente como ultrapassados. Caberia a ordem emergente estabelecer os padrões de supremacia dos valores do pensamento proletário e fazer dos meios de comunicação e da produção cultural instrumentos ideológicos a serviço da propaganda e das metas revolucionárias sob o controle burocrático do Partido Bolchevique (leia-se comunista).

O modelo de “organização da cultura” imposto por Lenin nos primeiros anos do regime, embasados na censura e no patrocínio estatal, só atingiu o patamar da excelência na Era Stalin, univocamente voltada para a expansão da ideologia comunista no seio da sociedade. Para consolidar tal projeto, e manter o ativo controle do aparato burocrático sobre a difusão das idéias e da criação artística, Joseph Stalin, então considerado “Guia Genial dos Povos”, não precisou chafurdar muito: ele tinha ao seu dispor, alojado no Comitê Central do Partido Comunista, a figura de Andrei Aleksandrovich Jdanov, o estrategista da política cultural do regime e mentor do “realismo socialista”, o preceito estético, de “valor universal”, que tinha como princípio comprometer a criação artística – notadamente no cinema, teatro, literatura, música e pintura – com “a transformação ideológica e a educação do proletariado para a formação do novo homem socialista”.

Desde logo, com as chaves do cofre nas mãos, Jdanov disse a que veio: fiel intérprete do espírito revolucionário, deixou a entender que dali em diante a atividade cultural seria uma empresa voltada para implantação do socialismo. Dentro deste escopo, Jdanov selecionou artistas e burocratas afiliados ao PC e estabeleceu as novas regras para obtenção dos financiamentos oficiais no terreno das artes. Para avalizar os projetos culturais (ou censurá-los), e distribuir as benesses, ele fixou critérios, organizou comissões e conselhos e, no controle seletivo da produção cultural, em vez de arte, criou a mais formidável máquina de propaganda jamais imaginada, capaz de fazer o mundo acreditar que Stalin era Deus e que o povo russo, submetido a eternas cotas de racionamento, vivia no Paraíso Terrestre.

Pensadores e artistas genuínos pagaram caro pelo processo cultural acionado pelo stalinismo, decerto mantido até hoje em várias partes do mundo (vide Cuba, China e adjacências). A partir da “seletividade” imposta por Djanov no campo da produção cultural, centenas de criadores foram marginalizados da atividade artística. Outros foram presos ou ficaram loucos. Outros tantos foram cortados da lista de distribuição de benesses oficiais e segregados como “formalistas”, “reacionários”, “cosmopolitas” e “inimigos do povo”.

No reino discricionário da cultura oficial soviética, por exemplo, a notável poetisa Ana Akhmatova (para Jdanov, “meia-freira, meia-meretriz”) foi levada à miséria, Maiakoviski ao suicídio, Solzhenitsyn e Boris Pasternak aos campos de concentração. Dostoievski, por sua vez, foi banido das bibliotecas públicas. O próprio Serguei Eisenstein, o inventivo cineasta da propaganda stalinista, amargou o diabo depois que exibiu para o crivo crítico de Stalin a sua versão de “Ivan, O Terrível” (parte dois), morrendo em seguida.

Em tempos recentes, depois da morte de Stalin, aos preceitos do Jdanovismo foram adicionados, no campo da “organização da cultura” socialista, os ensinamentos de Antonio Gramsci (“Il Gobbo”), teórico comunista italiano, criador da estratégica “revolução passiva”. O modelo traçado por Gramsci para a construção do socialismo, em vez do apelo ao mito da força proletária, privilegia o papel da cultura e o poder multiplicador dos meios de comunicação, fundamental para a difusão de um novo “senso comum” no seio da sociedade. Sem a “revolução do espírito”, diz Gramsci, “a ser disseminada pelo intelectual orgânico, não se pode destruir o Estado burguês” (leia-se democrata).

No Brasil, ao assenhorear-se do poder, Lula e seus agentes, passaram a laborar, dia e noite, aberta ou veladamente, na “construção do socialismo”. Para consolidar tal projeto, se faz necessária, como o presidente-sindicalista já deixou claro, a expansão do “Estado Forte”, onde ao indivíduo cabe pouco mais do que o papel de burro de carga, a alimentar uma colossal e dispendiosa estrutura burocrática.

Na esfera da cultura, desde a proposta de criação da Ancinav, em 2004, o governo, sempre tentando o controle total sobre os recursos tomados à sociedade, busca a ingerência direta no processo da criação artística. Nada leva a crer que a atual investida na revisão da Lei Rouanet tenha outro objetivo.

(Como a parafrasear Fidel, o Nosso Guia, com a grana no bolso, por enquanto esconde o definitivo recado: “Dentro do socialismo, tudo; fora do socialismo, nada”).

por Ipojuca Pontes

O Brasil e a Lógica do Genocídio

A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados “malditos” que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. “Creio porque é absurdo”, eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época.

A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.

Assim, os campos de concentração soviéticos seriam “obra de reeducação” e os carrascos “educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos”. Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de “estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito”. O nazismo pregava que “os judeus não são humanos”. Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: “vocês não têm direito de viver, vocês são judeus”.

A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da “raça pura”. A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda “escória burguesa”.

As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto? Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?

Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.

O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias. Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado “sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto”. E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.

O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: “Sua presença é um insulto à decência e à humanidade”. O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: “deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar”.

A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência ao antissemitismo. Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.

Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hesbollah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol. No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiro Ahmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.

por Maria Lucia Victor Barbosa

Como se Decompõe Uma Nação

Em seu relatório de 2008, a International Transparency situa o Brasil em 80º lugar, com nota 3,5 sobre 10, no ranking da corrupção. Estamos nivelados com Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. Perdemos até para a Namíbia, Tunísia e Gana, países onde as práticas são consideradas mais corretas do que aqui. É constrangedor o que o mundo pensa de nós! Estou convencido, caro leitor, de que temos a obrigação moral de enfrentar essa pauta, refletindo sobre a realidade que os números refletem. É intenção deste artigo, portanto, identificar o que nos conduz a tão lamentável reconhecimento mundial.

Em contradição com a opinião de muitos, penso que o povo brasileiro é de boa índole. Nossa gente, em sua imensa maioria, tende a agir bem. Mas vem sendo submetida, essa boa gente, de modo sistemático, a uma estratégia perversora, cujo longo e tenebroso roteiro pode ser agrupado nos quatro conjuntos de ações que exemplifico a seguir, sem esgotar a pauta:
  1. Ações pelo império do “politicamente correto”. Elas envolvem tolerar tudo, sempre, exceto a opinião do Papa. Combater a disciplina e jamais dizer “não” a si mesmo. Rejeitar a noção de limites. Inibir o exercício da autoridade nas famílias, escolas, instituições públicas e privadas. Abrandar as penas, tornar morosos os processos. Instaurar o império da impunidade. Assumir, como critério de juízo, a ideologia segundo a qual as vítimas da criminalidade são socialmente culpadas, ao passo que os bandidos são inocentes porque a sociedade os obriga a ser como são (tese do Marcola que coincide com o espírito da última Campanha da Fraternidade). Matreiro, Macunaíma, o herói sem caráter, piscará o olho.
  2. Ações contra a identidade nacional. Elas envolvem reescrever a história do Brasil de modo a promover a cultura do ajuste de contas, da vingança e do resgate imediato de dívidas caducas. Denegrir o passado, borrar a imagem dos nossos grandes vultos, construir estátuas para bandidos e exibir, como novos modelos da nacionalidade, os peitos e bundas dos heróis e heroínas do BBB. Macunaíma esboçará um sorriso.
  3. Ações contra a alma e a consciência das pessoas. Elas envolvem rejeitar, combater e, quando isso for inútil, tornar irrelevante a idéia de Deus. Sustentar que pecado é conceito medieval e que coisas como bem e mal são muito relativas, dependentes dos pontos de vista e da formação de cada um. Declarar obsoletos o exame de consciência, a coerência com a verdade e a retificação das condutas. Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude. Combater a Igreja desde fora, pela via do ateísmo militante, e desde dentro, invadindo os seminários com literatura marxista. Macunaíma rirá seu riso desalmado.
  4. Ações contra a virtude. Elas envolvem atacar a instituição familiar, ambiente essencial à transmissão dos valores e assemelhá-la a uma coisa qualquer. Tornar abundante a vulgaridade. Servir licenciosidade e erotismo à infância e colocar a maior autoridade do país a distribuir camisinhas no carnaval. Evidenciar a inutilidade da Lei, tornando nítido, por todos os meios, que uns estão acima dela, que outros, sem quaisquer consequências, vivem fora dela e que outros, ainda, são credores do direito de a descumprir. Macunaíma, o herói sem caráter, rolará no chão, às gargalhadas.
por Percival Puggina

É Proibido Comparar

Algumas coisas são chatas. Outras, extremamente chatas. Destas últimas, comentar coisas que já falei.

Há alguns dias, mais precisamente em 17 de Fevereiro, a Folha de São Paulo fez um editorial em que chamava o regime militar brasileiro (1964-1985) de “ditabranda”. O trocadilho óbvio era com “ditadura”.

Os números, já publiquei aqui, vindos do livro Dos Filhos Deste Solo, escrito pelo ex-ministro Nilmário Miranda, petista, e pelo jornalista Carlos Tibúrcio - uma co-edição da Boitempo Editorial e da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT -, lista, com enorme boa vontade nos critérios, 424 casos de pessoas que teriam morrido ou que ainda são dadas como desaparecidas em razão do regime militar — ainda que numa razão nem sempre direta. Estão contados aí pessoas vítimas de acidentes, suicídios, gente que morreu no exterior e até os justiçamentos: esquerdistas assassinados por esquerdistas por serem supostos traidores. E desses 424 foram assassinadas mesmo, comprovadamente, 293 pessoas, incluindo as que morreram na guerrilha do Araguaia.

E por causa deste editorial, membros da "burritsia" esquerdista - além dos militontos de sempre - destilaram seu ódio contra a Folha, indignados com o que lhes pareceu uma diminuição ou justificação das barbaridades cometidas pelos militares, como a tortura e a censura.

Nada mais mentiroso - o que, aliás, é marca característica das esquerdas. O tal editorial faz, inclusive, em algumas partes, comparações nefandas, parecendo querer passar a mão nos atos e fatos causados pela esquerda: uma hora acusou Fujimori, ditador peruano, de ser precursor de Chávez; noutra, afirma que este pretenso ditador trilhou este caminho por causa da tentiva de golpe ocorrida em 2002 - esquecendo-se, obviamente, que o próprio Chávez tentou um golpe em 1992.

Mas o que gerou o bombardeio de críticas bovinas por parte da esquerda não foi tanto o fato de o editorial ter chamado a época do regime militar de "ditabranda" - termo, aliás, nem tão novo assim, pois já era bastante empregado pela própria esquerda na década de 80, sendo o governo Figueiredo, em especial, chamado de “ditabranda” -, mas, sim, a ousadia do jornal em mostrar as diferenças existentes entre esta e regimes venerados pela esquerda, como da China, da Coréia do Norte e especialmente o de Cuba.

A indignação destes senhores e senhoras e a aceitação por parte do jornal, pouco depois, em retratar-se publicamente mostra o nível de pensamento politicamente correto ao qual a sociedade tem chegado: a proibição de comparar ditaduras.

O que é mais incrível é que é rotineira a associação que estes mesmos esquerdistas fazem entre o regime militar brasileiro e as demais ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile), apesar de o regime militar ter tido características próprias, independentes até da Guerra Fria, querendo inferir que, sendo todas elas dominadas por indivíduos com tendências à direita do espectro político, todas foram igualmente maléficas.

Porém, como fez o editorial da Folha, quando se compara as tais ditaduras com os regimes comunistas espalhados ao redor do mundo, fazendo-se um levantamento entre a população existente e o número de mortos causados pela implantação deste regime assassino, eis que se levantam os "defensores da liberdade e dos direitos humanos", como eles mesmos tendem a se chamar.

É óbvio que a comparação é válida e tem que ser feita, apesar de que, em se tratando de regimes de exceção, qualquer ditadura ser execrável. Mas o que não se pode esquecer é que no caso brasileiro, a tortura realmente tratava-se de uma exceção, enquanto que nos países comunistas virou uma regra: que o falem os sete milhões de ucranianos mortos de fome em apenas um ano, durante a tomada pela URSS e os mais de cem mil mortos em prisões ou simplesmente assassinados a sangue-frio durante a "revolução" cubana, inclusive a mando ou pelas mãos do próprio Che Guevara.

Além do mais, cabe dizer que, em qualquer sociedade civilizada, o senso de proporção é a bússola mesma que orienta o comportamento e o pensamento humano e a comparação é a base do Direito. Quem mata ou fere um será punido com a sanção que é devida a quem mata e fere um, e não dez ou vinte. Do mesmo modo, quem mata, mutila e tortura não vinte ou cem ou quinhentos ou mil, mas cem mil, ou cem milhões, merece receber uma punição muito mais severa, compatível com a gravidade desses crimes.

Esta grita esquerdista é parte de uma tática de dominação, uma vez que as pessoas que não compartilham com seus ideais comunistas tendem a calar-se diante dos desmandos da turba furibunda. Assim, devido ao fato de já terem dominado quase que a totalidade das universidades, da mídia, das opiniões, qualquer testemunho em contrário deve ser refutado veementemente - inclusive utilizando a mentira como arma de repúdio à Verdade -, maximizando os delitos do adversário e minizando os próprios, até que só se enxergue os crimes do inimigo, e se esqueça por completo - ou se justifique - os cometidos em nome do socialismo.

As esquerdas sabem que os regimes e movimentos comunistas mataram mais, e de maneira muito mais sistemática e, se quiserem, científica, do que qualquer ditadura militar sul-americana, ou mesmo do que os regimes nazi-fascistas. No século XX, foram cerca de 100 milhões os mortos pelo comunismo em países como a ex-URSS, a China, o Camboja e a Coreia do Norte. Isso faz do comunismo uma ideologia muito mais assassina do que qualquer coisa engendrada, até aqui, pela mente humana. Não por acaso, Stálin dizia que a morte de um homem é uma tragédia; a de milhões, é uma estatística. É por isso que as esquerdas berram sempre que alguém tem a ousadia de comparar as ditaduras de direita e as de esquerda: tendo mais esqueletos no armário que esconder, sentem-se injuriadas quando alguém os expõe à luz, chamando de fascista e reacionário quem o fizer.

É bom esclarecer que não estou defendendo as chamadas ditaduras de direita, quer por ideologia quer porque mataram menos que as de esquerda. Estou apenas afirmando que qualquer ditadura é condenável e os mais assassinos são mais condenáveis, mas que as esquerdas não se contentam geralmente em exterminar ou calar seus opositores: fazem questão de implantar um sistema de coerção mental que não tem nenhum paralelo com nada que a direita tenha inventado até hoje, graças ao pensamento abominável, principalmente, de Antonio Gramsci.

O regime militar brasileiro matou 424 pessoas em 21 anos de existência. Foi, portanto, 424 vezes execrável. A ditadura cubana matou quase cem mil, entre fuzilados e afogados tentando escapar da ilha-prisão. Logo, merece ser repudiada cem mil vezes.

Comparar não é relativizar, nem justificar o que quer que seja. É repor a Verdade histórica.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Baderna: Eles Estão Avançando Cada Vez Mais!

Ontem, 22 de Abril de 2009, nosso país sofreu um duro ataque do "progressismo", praticamente levando-o a um infarto.


A "comemoração" do dia do descobrimento não poderia ter sido pior:


  • o Executivo despachou internamente e às 16 horas embarcou novamente para a Argentina, fartando-se em seus 318 dias de viagens fora do país;

  • o Legislativo fartava-se com passagens de avião - pagas pelos nossos impostos - em Brasília, desmoralizando ainda mais uma tentativa de "moralizar" o que já deveria ser moral; e

  • o Ministro Joaquim Barbosa, do STF, contribuía para a derrocada dos valores morais e da crença nas instituições democráticas, conforme sugeria Lenin em seu decálogo, mostrando o fundo do poço em que o povo brasileiro está ficando atolado.
Barbosa, petista indicado por Lula para compor o colegiado daquela instituição, destrambelhou um ataque ao presidente da casa, o também Ministro Gilmar Mendes, que só pode ser classificado como sendo uma bela maquinação: disse-lhe que deveria ouvir a "voz das ruas" e acusou-o de ter "capangas" em sua fazenda no Mato Grosso, provando, mais uma vez, que educação vem de berço, como diziam meus pais. E ainda tem muita gente que o defende...


A "voz das ruas" - militontos organizados prontos para requerer medidas "progressistas" como liberação da maconha e do aborto, cotas raciais e perdão a tudo o que o MST faz - não é Justiça e não tem que decidir a legalidade das situações controversas de acordo com as leis vigentes no país.


Gilmar Mendes, permanente defensor do Estado democrático de Direito e da Constituição brasileira, tornou-se impopular devido ao fato de ter seguido o império das leis e dado "habeas corpus" ao banqueiro Daniel Dantas - e Barbosa e os outros ministros seguiram seu direcionamento, não contestando-o, afinal as leis e jurisprudências assim o permitiam.


A maioria do povo brasileiro não quer saber de política - aliás, sequer de estudar. Só quer as migalhas que caem das mesas da farra que os políticos fazem.


E a maioria dos políticos tem viés esquerdista. Através da baderna, seguindo as diretrizes do decálogo de Lenin e os ditâmes de Gramsci, estão avançando cada vez mais para implantar o comunismo - regime assassino de milhões de pessoas nos países em que ocorreu.


Com a Justiça, já há a baderna. Sem ela, haverá a barbárie!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

MST: Uma Organização Paramilitar

Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: – O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?

Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “– São os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.

Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.

Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?

Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?

Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo:

– Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) depredou em mais de uma ocasião a sede do INCRA no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do INCRA incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claros de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.

O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?

Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST.

Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por aonde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras. Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.

Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.

A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amasiar-se com o crime, a violência e a revolução socialista.

Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas.

Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas!

A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força.

Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.

por Klauber Pires

A Verdadeira Face do MST Finalmente Revelada!

Um confronto entre um grupo de sem-terra e seguranças deixou oito feridos na fazenda Castanhais, pertencente à Agropecuária Santa Bárbara, em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. Outras cinco pessoas eram mantidas como reféns na propriedade até a noite de ontem.

Um segurança da empresa Marca, que presta serviço à Santa Bárbara, levou um tiro no olho e corre risco de morte. Ele foi internado em estado grave em um hospital de Marabá, onde passou por cirurgia. O sem-terra conhecido por Índio também foi gravemente ferido por um tiro, mas não corre risco de morte. Os outros seis feridos foram atendidos em hospitais de Parauapebas.

Após o confronto, os agricultores ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST) decidiram manter quatro jornalistas e uma advogada reféns, juntamente com outros 300 funcionários da empresa, que faz parte do grupo do banqueiro Daniel Dantas.

O clima na propriedade foi definido pelos dois lados como extremamente tenso. Apesar disso, a polícia não havia aparecido no local do confronto. A Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá deve mandar hoje pela manhã uma equipe à fazenda.

"Estamos sitiados. O clima aqui está horrível", disse ao Estado o gerente da fazenda, Oscar Boller. Ele contou que dois seguranças da Marca levantaram as mãos e pediram para negociar com os sem-terra, mas a resposta foi bala da parte deles. A partir daí, segundo Boller, houve a reação dos seguranças.

O MST acusa os seguranças de terem iniciado o tiroteio e prometem não sair da fazenda. Os jornalistas impedidos de deixar o local são os repórteres Vitor Aor, da TV Liberal, Edinaldo Souza, do jornal Opinião, João Freitas e Felipe Almeida, da Rede TV. A advogada Brenda Santis, da Santa Bárbara, também está entre os reféns. Foi ela quem levou os jornalistas à fazenda, para mostrar a invasão. Os repórteres teriam sido usados como escudos pelo MST, segundo Boller.

A Santa Bárbara tem treze fazendas invadidas e ocupadas desde janeiro por agricultores ligados ao MST, à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) e à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri).

Por Carlos Mendes, em 19/04/2009, no Estadão

Como eu sempre disse aqui, o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - finalmente mostrou como realmente age: tornou-se o Movimento Super Terrorista, e, a exemplo do Hesbollah e do Hamas, usou pessoas como escudos humanos. E boa parte da imprensa, atolada pelos jornalistas esquerdistas, não chama a coisa pelo nome. Vejam, abaixo, a reportagem de hoje, de Carlos Mendes, no Estadão:

A Polícia Militar do Pará deslocou ontem 40 homens de sua tropa de elite, com uma missão de desarmamento, para a região de Xinguara e Eldorado dos Carajás, no sul do Estado, onde no sábado à tarde ocorreu um confronto armado entre integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e seguranças da Fazenda Castanhais, da Agropecuária Santa Bárbara. A ação deixou oito feridos.

Cinco pessoas - quatro jornalistas e uma advogada - chegaram a ser mantidas como reféns, mas já haviam sido libertadas quando a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), autorizou a ida da polícia ao local.

Em viagem ao Rio, a governadora afirmou ontem que a situação estava sob controle. "A situação é de tranquilidade, não tem nenhuma estrada obstruída e os feridos, com exceção de uma pessoa que ainda está no hospital, foram liberados. Existem duas versões completamente distintas. Agora vamos apurar qual a verdade, o que realmente aconteceu", disse.

A polícia de Redenção informou ao chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, que não houve cárcere privado de jornalistas nem de funcionários da Santa Bárbara, pertencente ao grupo do banqueiro Daniel Dantas. O que ocorreu, segundo policiais, foi o bloqueio da estrada durante o tiroteio, o que impediu a saída dos repórteres do local.

Os jornalistas, porém, negam a versão da polícia e garantem que ficaram no meio do tiroteio entre os sem-terra e os seguranças da fazenda. Um deles, o repórter cinematográfico Felipe Almeida, da TV Liberal, afiliada da Rede Globo, disse que ele e três colegas de imprensa ficaram "reféns de líderes do MST dentro da fazenda". Segundo Almeida, foram 10 minutos de pânico - os jornalistas teriam sido usados como escudo humano.

Os membros do MST, segundo o relato de Almeida, renderam os repórteres quando eles retornavam da sede da fazenda. "Mandaram que desligássemos as câmeras e avisaram que iríamos ficar com eles. E mandaram que andássemos em direção aos seguranças da fazenda", relatou, explicando como os sem-terra teriam usado o grupo como "escudo".

"Andamos uns 50 metros em direção aos seguranças armados e ainda alertamos os sem-terra que iria haver tiro. Eles disseram: vocês que estão na frente que se virem." O cinegrafista filmou tudo o que aconteceu. Em uma das imagens, aparecem sem-terra quebrando um carro. Em outra, segurança e agricultores estão baleados.

O MST informou que o lavrador Waldecir Nunes, o Índio, baleado por seguranças, levou três tiros, que perfuraram o pulmão direito, o estômago e o intestino. Ele foi operado em um hospital de Marabá, mas os médicos ainda aguardam as próximas 72 horas para dizer se ele corre risco de morte.

O segurança Adson Ferreira levou um tiro no osso abaixo do globo ocular. A bala saiu e não provocou lesões no cérebro. Ele corre o risco de ficar cego.

ABRIL VERMELHO
Em Pernambuco, já chega a dez o número de propriedades rurais ocupadas pelo MST neste mês. No sábado, cerca de 300 famílias ocuparam duas novas áreas nos municípios de Petrolina e Amaraji. Um dia antes, outras 570 famílias participaram da invasão de áreas em cidades da Zona da Mata Norte e da região do Agreste.

Segundo a coordenação estadual do movimento, as ações continuarão até o fim do mês. Desde o dia 13, foram ocupadas fazendas, usinas e engenhos em praticamente todas as regiões do Estado, com a participação de aproximadamente 1,4 mil famílias. Desde abril 1996, quando ocorreu o massacre de Eldorado dos Carajás, os sem-terra fazem anualmente uma jornada nacional de ocupações, chamada de "abril vermelho".

No Rio Grande do Sul, o MST promoveu diversas ações na sexta-feira. Em Canguçu, 200 famílias invadiram a fazenda São João D'Armada, durante a madrugada. Outros 300 iniciaram a Marcha Rumo ao Latifúndio, em São Luiz Gonzaga.Na Região Metropolitana de Porto Alegre, os sem-terra bloquearam por 19 minutos a RS-040, em Viamão, e a BR-290, em Charqueadas.

Os que costumam ler meu blog - e vários outros blogs com tendências liberais e conservadoras - já conhecem os métodos de ataque dos "sem terra". A disputa de terra, para os líderes do movimento, é de somenos importância. Eles lutam, na verdade, é contra a propriedade privada e o "capitalismo". Lutam para implantar o comunismo, sendo eles parte da nomenklatura e os idiotas que os seguem parte do contingente humano que trabalhará forçosamente nos gulags!

Muitos de nós, os que respeitamos e exigimos a aplicação das Leis, acabam desistindo de lutar como aconteceu com o promotor Gilberto Thums - as chamadas forças "progressistas" (nome pomposo para os comunistas assassinos que idolatram o regime de escravidão da extinta União Soviética) fizeram extrema pressão contra o "reacionário". Sua vida virou um verdadeiro inferno:
  • teve conversas telefônicas gravadas clandestinamente;
  • o Ministério do Desenvolvimento Agrário, órgão do governo aparelhado pelo MST, enviou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público acusando a instituição de afrontar direitos fundamentais das crianças ao tentar extinguir as escolas do MST, que ensinam seus alunos a adorar Marx, Fidel, Mao e Che Guevara e a detestar a "burguesia";
  • a Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da Igreja Católica que dá sustentação ao MST, lançou uma campanha mundial, pela internet, que soterrou o correio eletrônico do promotor e Thums, descendente de austríacos, foi comparado a Adolf Hitler, para citar apenas as mensagens menos hostis.

E apesar das constantes negativas de seus líderes, desta vez foram pegos com a boca na botija: sim!, os "sem-terra" estavam, como sempre se falou - e o esquerdismo militante sempre negou -, armados com armas de fogo. E bala para cima dos seguranças da fazenda!

Mas o mais impressionante, desta vez, foi o método terrorista usado pelos grupos "palestinos": o uso de quatro jornalistas que cobriam o confronto, além da advogada da fazenda Castanhais, como escudos humanos. E ainda haverá um ou outro palhaço que irá defender o indefensável: a invasão, as balas, o uso de reféns na luta "pela terra".

Não! A propriedade privada ainda não foi abolida no país. Embora nossa constituição fale sobre o uso social da terra, ainda há nenhuma lei feita para abolir a propriedade privada e, portanto, qualquer ataque a esta é considerada crime - e as invasões promovidas pelos terroristas esquerdistas desta facção criminosa chamada MST nada mais são do que isto: crime!

E alguém haverá, ainda, de gritar: "Mas os seguranças também atiraram nos sem-terra!". Também. E eles estão lá para garantir a segurança das pessoas que lá TRABALHAM. Ademais, sendo seguranças contratados e trabalhando em uma empresa particular que presta serviços à fazenda, têm, todos, porte de arma e ARMAS LEGAIS! Procure qualquer um dos "sem-caráter" daquele movimento terrorista que possua uma arma legal - uma única sequer - e você não achará!

E mais! Pergunte-se o que tem a ver a destruição de um automóvel com a luta pela terra, como foi filmado neste episódio. Mas a coisa é bem pior: em muitas outras áreas invadidas há destruição de casas, máquinas e tratores, morte de animais, roubo de gado, depredação de lavouras, ameaças de morte, saques e incêndios.

No Pará, governado pela bandoleira petista Ana Júlia Carepa, que dá constante apoio ao MST, as invasões em terras produtivas têm gerado impactos danosos para a economia do Estado. O agronegócio, abrangendo o sistema agroindustrial completo, segundo dados da revista Exame, Anuário do Agronegócio 2008, é responsável por 45% do Produto Interno Bruto (PIB) paraense, gerando 16 bilhões de reais.

Mas há mais: os filmes do chamado “massacre de Eldorado dos Carajás”, comemorado pelos membros do MST, desapareceram do YouTube, restando apenas filmetes de prosélitos e demagogos. E por quê? Porque o MST precisa ser mistificado.

É óbvio, aos que já assistiram ao filme completo do massacre, que os policiais se excederam no caso e que deveriam ter dado a sua contribuição para evitar a tragédia, mas o fato inequívoco é que os "sem-terra" avançaram para cima dos soldados com paus e foices. Está no filme, agora banido da Internet e É FATO, portanto É A VERDADE: ouvem-se os primeiros tiros, e os "sem-caráter" do MST não recuam! Continuam avançando e, aí, aconteceu o que já se sabe: o massacre em que todos perderam, menos um: as vítimas e suas famílias; o estado do Pará, que assistiu ao horror; os policiais, tratados como bandidos. Mas o MST ganhou - e vem ganhando até hoje. Exibidas as imagens originais, não haveria tribunal no mundo que não considerasse que os policiais reagiram a um ataque — reação violenta, sim, mas reação. Basta ver.

Mas acontece que NÃO SE QUER VER. Uma nova tragédia poderia ter acontecido no mesmo Pará, na mesma região de Eldorado dos Carajás. Oito pessoas ficaram feridas, duas com gravidade - um segurança e um invasor. E, mais uma vez, o fato cede espaço à mistificação politicamente correta, à idiotia esquerdista que vem reinando cada vez mais entre as pessoas.

Há muita terra sobrando no Pará, mas os invasores não parecem interessados nisso. Eles querem demarcar terreno político em propriedade particular legalmente constituída, que gera emprego, renda e dinamiza a economia regional.

E é sempre bom lembrar: o MST é financiado com dinheiro público - o meu, o seu, o nosso dinheiro suado. A baderna havida no Pará neste fim de semana, com o uso de escudos humanos, foi, então, patrocinada pelo Governo Federal, através dos impostos que pagamos. Seus principais artífices são o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra.

Os sem-terra continuam no local e fazem novas ameaças. Dizem dispensar até mesmo a ajuda federal. Querem resolver tudo à sua maneira: à bala. Querem um novo massacre de Eldorado para continuar sua luta pela implantação do comunismo no país e banir toda a verdadeira produtividade que ajuda o país a ir adiante.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Minha Casa...

O CMN (Conselho Monetário Nacional) divulgou hoje [16/04/2009] as regras para financiar o investimento em infraestrutura dentro do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida".

O prazo para contratação dessa linha de crédito é dezembro de 2012, o que significa que podem ser atendidas obras que vão começar apenas em 2013. Conforme já anunciado, serão R$ 5 bilhões do BNDES, que serão emprestados por meio da Caixa Econômica Federal para as construtoras.

O programa prevê a construção de 1 milhão de casas populares. A princípio, o prazo das construções era 2010, último ano do governo Lula. Mas ao lançar o projeto, o presidente afirmou que não daria prazos e que não queria ser cobrado por isso.

O objetivo dessa linha é financiar as construtoras do setor privado que tenham gastos em projetos de infraestrutura em edificações de empreendimentos imobiliários do programa."Você vai começar a migrar para terrenos mais afastados nas grandes cidades, que não têm ainda infraestrutura básica", disse o Esteves Pedro Colnago, coordenador da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

O empréstimo será de até 100% dos gastos orçados para infraestrutura externa ou interna, limitado a 10% do custo total do empreendimento habitacional. Os juros serão de TJLL (6,25% ao ano) mais 1% ao ano. Com o subsídio, o Tesouro terá um custo de R$ 357 milhões.

O prazo total de financiamento é de 54 meses, 18 de carência mais 36 meses de amortização.

na Folha On-Line


A crème de la crème da notícia sobre o programa habitacional está em duas informações. A primeira: Lula já está avançando governo seguinte adentro. E o que deveria ser concluído em 2010 já se estende para além da metade do mandato do seu sucessor. “Ah, sim, são políticas de governo...” Entendo.
A segunda questão está nesta fala de Esteves Pedro Colnago, coordenador da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda: “Você vai começar a migrar para terrenos mais afastados nas grandes cidades, que não têm ainda infraestrutura básica".
As construtoras envolvidas com o projeto já estão em busca de fazendas e áreas semi-rurais, afastados dos núcleos urbanos, para erguer os tais bairros populares. Procurem saber, leitores, o que é o bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo, que começou a ser pensado nos anos 70 e realizado nos 80. Ou Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.
Falo de São Paulo, que conheço mais de perto. Foram construídas nada menos de 40 mil residências populares em Cidade Tiradentes, que fica a, pasmem!, 35 quilômetros do centro da cidade, no extremo da Zona Leste. Virou uma cidade-dormitório, e os empregos estão longe de lá. Até outro dia, uma viagem de ônibus até o centro demorava quase quatro horas. O tempo foi reduzido para menos de três. Ainda assim, uma enormidade.
Não há um só urbanista responsável que não considere essa opção uma estupidez. O custo em infra-estrutura torna a escolha antieconômica. A estrutura de lazer é quase inexistente. Criados esses bairros, é preciso depois que o poder público — o que vai sobrar para estados e municípios — se encarregue de levar para lá escolas, postos de saúde, hospital, segurança... Lula garante os favelões de concreto. E os outros que se vierem para oferecer serviços.
O mais impressionante é que esta minha crítica nem é assim tão original. Até outro dia, os urbanistas do PT — !!! — defendiam o que chamavam de “adensamento do centro das grades cidades”, o que requereria uma reforma urbana decente. E estavam certos nesse particular. Só não sei como gostariam de fazer — talvez com confisco de propriedade, hehe... Com a dinheirama que o governo se mostra disposto a meter nesse projeto amalucado, poder-se-ia ter dado início a uma reforma urbana dentro da lei e da ordem.
Os centros das cidades já dispõem de transporte, esgoto, telefonia, gás, segurança, lazer, escola etc. A infra-estrutura está toda lá, freqüentemente subutilizada. Penso na cidade de São Paulo. Simplesmente não há terrenos disponíveis — não a ponto de tornar o empreendimento economicamente possível — perto de onde estão os empregos. E essa deve ser a verdade para todas as grandes cidades.
Em outros tempos, URBANISTAS E, ACREDITEM, JORNALISTAS já teriam se ocupado disso que aqui vai. Aliás, não confinar os pobres em bairros nos cafundós do Judas, parece-me, é dessas coisas que os progressistas endossariam, não é? Mas os progressistas fecham o bico quando o projeto é do Apedeuta da Silva. Assim como certos alemães decidiam, no passado, quem era ariano e quem era judeu, Lula decide o que é progressista e o que reacionário.
Ah, sim: as empreiteiras concordam com Lula. Elas também acham que não pode haver coisa melhor do que construir bairros que saem do nada.
por Reinaldo Azevedo

Já Vimos Este Filme

A polícia boliviana desarticulou ontem o que chamou de um complô de "mercenários internacionais" para matar o presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu vice, Álvaro García Linera. A ação, no Departamento (Estado) de Santa Cruz, terminou com três suspeitos mortos e dois detidos, além de uma grande quantidade de armas e explosivos apreendida. Os mortos foram identificados como o romeno Mayarosi Ariad, o irlandês Duayer Michel Martin e o boliviano Eduardo Roszá Flores, que lutou nos Bálcãs e se converteu ao islamismo. Os presos são o boliviano-croata Mario Tadic e o húngaro Elot Toazo, que foram levados a La Paz.

Segundo as autoridades, o grupo criminoso vinha monitorando, havia dias, as aparições públicas de Evo para planejar o atentado. "Os documentos (encontrados na operação) falam dos preparativos de um atentado contra o presidente e o vice-presidente da república", disse García Linera.

Evo, que está na Venezuela, onde participa da reunião da Alternativa Bolivariana das Américas (Alba), acusou a oposição de estar por trás do complô. "No ano passado, a direita tentou me depor com o voto do povo no referendo revogatório, mas fracassou. Depois, tentou um golpe de Estado civil, mas fracassou. Agora, estão planejando nos crivar (de balas), mas estão fracassando."

A suspeita de um complô foi recebida com desconfiança pela oposição. O governador de Santa Cruz, Rubén Costas, disse que tudo não passou de "um show montado para desestabilizar" a oposição e lembrou que ação ocorreu dois dias após Evo ter anunciado sua candidatura às eleições de dezembro.

O cientista político boliviano Gonzalo Chávez disse ao Estado que governo e oposição estão tirando conclusões precipitadas. Para ele, "está claro que algo novo e grave aconteceu na Bolívia, mas ainda não é possível fazer um vínculo com movimentos de direita, ou até mesmo com o narcotráfico".

EXPLOSÃO
A operação policial ocorreu pela manhã, no hotel onde os estrangeiros estavam hospedados, no centro de Santa Cruz. A polícia havia ido ao local à procura dos autores do atentado sem vítimas lançado na madrugada anterior contra a residência do cardeal Julio Terrazas, autoridade máxima da Igreja Católica na Bolívia.

Ao entrar no hotel, os policiais - membros de uma equipe de elite trazida de La Paz para Santa Cruz - foram recebidos a tiros pelos criminosos, que também detonaram uma granada num dos quartos. Em outra busca, a polícia encontrou armas e explosivos num estande da Feira de Exposições de Santa Cruz. Segundo o comandante-geral da polícia, Victor Hugo Escobar, o achado "faz presumir que o grupo tinha outros alvos".

No estande, foram apreendidos fuzis com mira telescópica e explosivos "de um tipo que não existe na Bolívia", segundo García Linera. O local pertence à Cooperativa Telefônica Crucenha, que, segundo o governo, está por trás das campanhas autonomistas das regiões opositoras.

por João Paulo Charleaux, no Estado de São Paulo


Uahhhh! Isso tudo me dá um sono. Filme antigo e em preto-e-branco, desbotado pela queda do Muro de Berlim - e com um bando de idiotas que querem colorizá-lo nem que seja na paulada...

Esta é a quarta vez que o presidente denuncia a organização de um atentado contra ele. Na anterior, em dezembro passado, a denúncia foi feita primeiro pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e mais tarde foi reiterada pelo presidente boliviano - e o índio de araque, de tanto mascar folha de coca - ainda demorou para processar o "atentado" indicado pelo bobolivariano-mor, este, aliás, outro pobre sofredor de golpes e atentados.

E, aí, é sempre assim: a culpa é "dazoposição", "dazelite", do capitalismo, "duzricu"... Tudo pretexto para baixar o sarrafo em que não lhes é caro e avançar na implantação do "socialismo do século XXI" - aquele mesmo socialismo que foi expurgado da antiga União Soviética! E "paredón" para as "persona non grata" deste "novo" socialismo.

Cigarro, Não. Maconha, Sim!

Quando se afirma que a legislação cada vez mais pesada sobre o cigarro e a concomitante flexibilização no tocante a entorpecentes parece ter como uma das principais motivações a legalização ou descriminação do uso destes últimos e o banimento do primeiro, vêem aí uma teoria conspiratória, uma relação muito óbvia, artificial, diferente da costumeira nebulosidade da política.

O PSDB deu o pontapé inicial com projeto de Arnaldo Madeira tornado lei, nos anos 1990, dividindo os estabelecimentos entre fumantes e não-fumantes. O mesmo partido votou favoravelmente ao recente projeto de lei antifumo que, se aprovado, terá poder de retirar o fumante à força policial do ambiente em que estiver. Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, defende a descriminação do uso da maconha, pois os ideólogos social-democratas (socialistas fabianos), aceitam a premissa de que a repressão não dá frutos, só dor e tristeza. José Serra, também do PSDB, tem até o final do mês de abril para sancionar o projeto já aprovado na Assembléia. Se seguir a linha do partido, certamente o aprovará.

Segundo a política de drogas defendida pelos social-democratas:“O documento sugere uma revisão das políticas de repressão às drogas na América Latina, com foco em saúde pública, tratando os dependentes como pacientes e não criminosos, e investindo na prevenção voltada aos jovens, faixa etária onde há o maior número de consumidores. De acordo com a [Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia] ONG, apesar dos grandes investimentos, a estratégia de ‘guerra às drogas’, que tem ênfase na repressão à produção e na criminalização dos usuários, não tem obtido sucesso.”

Ora, essa revisão, como muitos temas polêmicos, não foi e parece que não será discutida em âmbito democrático, mas sim nos círculos dos policymakers, os fazedores de política como FHC, César Gaviria, Ernesto Zedillo, George Soros, fundações patrocinadoras e seus agentes executores, as ONGs, entidades e pessoas não eleitas pela urnas. A repressão ao fumante de cigarro está aí antes de qualquer debate e da aprovação da lei paulista; o cigarro parece ter seus dias contados e a maconha já está tomando o seu lugar. Como afirma o trecho do documento logo acima, “repressão à produção e a criminalização dos usuários (...) não tem obtido sucesso”. Mas a repressão e criminalização de fabricantes e fumantes de cigarro já são levadas a efeito, como se o cigarro e seus produtores estivessem entre os agentes destruidores do tecido social, como o são os relativos a entorpecentes. Ou seja, no caso do cigarro querem nos convencer de que a proibição e repressão deverão funcionar; no caso das drogas, por algum motivo que nos escapa, é a legalização e um tratamento especial que deverão funcionar. Mas quando é para atacar o cigarro, tratam-no como “droga”.

Reprimir quem possui milícias, políticos, legisladores, defensores nos meios culturais, acadêmicos e jornalísticos e, ainda por cima, independência econômica como o narcotráfico possui, não deve ser nada fácil mesmo. Reprimir algumas empresas legais e cidadãos, ambos pagadores de impostos, e colocar cidadão contra cidadão: nada mais fácil. O fumante é o leproso da vez. É essa uma política do mais fácil, da legalização da hegemonia, do fortalecimento do mais forte e da repressão ao mais fraco? Me parece que sim.

Pausa.
No dia 3 de abril, o SESC Pompéia promoveu show da banda Los Sebosos Postizos, na Choperia. Um colega estava lá e relata:“Fui com a minha namorada ao show, ela fuma maconha e é radicalmente antitabagista. Eu, fumo cigarro. Quando acendi um, o segurança do local dirigiu-se a mim e obrigou-me a apagá-lo (tendo eu engolido metade do trago). Após o incidente, minha namorada acendeu seu baseado, fumou-o inteiro, tranquilamente, sem sofrer constrangimento algum...”.

O SESC é bem conhecido por seu caráter politicamente correto, propagador da tal sustentabilidade, espaço da digamos, contracultura estatizada. É esteticamente anticapitalista e serve de braço das políticas culturais coletivistas de esquerda. Isso tudo pago pelo associado mediante participação automática na classe trabalhista em que se encontra e também por repasses do Governo do Estado.

Se observarmos a programação, o show da banda é recomendado a maiores de 18 anos (na verdade, proibido a menores) pois talvez saibam que o fumo de maconha em shows desse tipo costuma ser generalizado. De dia, o SESC promove simulacros de dança de roda, contadores de histórias, teatrinho de bonecos, oficina de papel machê. À noite, a outra face se revela: shows de conteúdo explícito e contravenção, não dedicados aos filhos menores de idade dos associados, ainda que gostem do som dos Sebosos.

Isso quer dizer: os comerciários que não proibirem o fumo de cigarro em seus estabelecimentos, se pegos ou denunciados poderão ser multados pesadamente (a não ser, é claro, a hipótese de suborno à fiscalização, que não se descarta facilmente e que poderá auxiliar na política de repressão, dada sua imensa rentabilidade). Ao mesmo tempo, o Serviço Social do Comércio promove shows onde o uso da maconha é consentido.

O uso de entorpecentes tornou-se, a partir dos anos 1960, uma das maiores bandeiras de liberdade difundidas pelas esquerdas. “Turn on, tune in, drop out” foi o grande lema da contracultura hippie. A revolução comunista pela política fracassou, agora virá pela política das drogas, quebremos todas as barreiras, é proibido proibir, eram os slogans das classes falantes que hoje fazem as políticas ou as inspiram.

Para destruir um lado, lista-se tudo o que este possui de ruim, real ou imaginariamente. Para enaltecer o outro lado, lista-se tudo o que este possui de maravilhoso, real ou imaginariamente. Por exemplo: o cigarro só causa males terríveis – Oscar Niemeyer deve fumar há mais de 80 anos e poderia atestar isso hoje, fumante com mais de 100 anos de idade. Niemeyer é sempre lembrado para falar bem de Fidel Castro e do MST, assuntos sobre os quais pouco ou nada acrescenta. Quando o assunto é fumantes longevos, sua opinião não vale nada; o pobre arquiteto é esquecido. Seus usuários ou quem se oponha à lei são todos uns anencéfalos, dizem os críticos:

“Nenhum ser provido de massa encefálica pode ser contrário a uma lei que visa proteger os fumantes passivos, evita doenças graves e promove uma melhora generalizada na saúde da população.”

Já a maconha só falta curar câncer e, se não o faz, é porque “os governos ainda reprimem pesquisa com ela”, cogitam. E há “empresários da bilionária indústria do cigarro, seres abjetos que vivem do lucro em cima da desgraça alheia”. E há “pobres camponeses que vivem do plantio da maconha e da coca, que sofrem com a ‘guerra às drogas’”. E o falso debate se estende nessa linha por décadas, como se os entorpecentes possuíssem males intrínsecos muito inferiores aos problemas advindos da repressão à sua produção e distribuição. Quanto ao cigarro, este possui todos e somente males, sejam intrínsecos ou não.

Passaram-se os anos, os entorpecentes agora precisam ser “enfocados como problema de saúde pública”. A AIDS precisa ser “enfocada como problema de saúde pública”. A gravidez na adolescência precisa ser “enfocada como problema de saúde pública”. O aborto precisa ser “enfocado como problema de saúde pública”. Já o cigarro não, segundo a saúde pública, este precisa ser criminalizado mesmo e ponto.

por Gerson Faria

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Herança Maldita de Lula

Lula concedeu ontem uma entrevista de rádio em que afirmou esperar que seu sucessor faça bem mais do que ele. Como se vê, já está preparando a herança maldita do passado bendito. Explico-me. Ele sabe que isso não vai acontecer, pouco importa quem seja "o" ou "a" presidente, porque o mundo não repetirá tão cedo o ciclo de prosperidade do decênio que antecedeu a crise global. Talvez não volte nunca mais a crescer naquele ritmo. Com a regulação maior que vem por aí, que vai durar alguns muitos anos, as ambições serão bem mais modestas. A prosperidade tinha um tanto de irracionalidade — alguns anos antes, o próprio Alan Greenspan cravara a expressão “exuberância irracional” para se referir à bolha de tecnologia. O diabo é que ele flertou com ela... De todo modo, parte da tal exuberância era determinada pela sede de consumo dos americanos. Barack Obama já avisou que o mundo deve se preparar para viver sem ela. Assim, o sucessor de Lula encontrará muito mais dificuldades externas do que ele encontrou. Fatalmente.

Poucos estão se dando conta de que Lula prepara uma espécie de conspiração de nuvens negras para o seu sucessor. Que a equação vai estourar, disso não há dúvida. Mas há dois cenários para o estouro: a) com o PT no poder; b) sem o PT no poder. No primeiro caso, o partido e os sindicatos contêm as tropas; no segundo, eles as botam na rua.

Superávit e salário mínimo
Lula está preparando bombas fiscais que vão cobrar o seu preço. A diminuição do superávit, sob o pretexto de incentivar o crescimento, é uma delas — a conseqüência pode ser o aumento da relação dívida/PIB, o que, dizem, será compensado por uma economia mais robusta e pela possível redução dos juros. O governo federal precisa de mais dinheiro para enfrentar o custeio da máquina, não para investir. Lula está “dando” R$ 1 bilhão para os prefeitos, mas decide um reajuste de 9% do salário mínimo para 2010, mesmo com uma inflação de estimados 4% e um crescimento que pode ficar perto de zero — nas contas do governo, será de 2%. O salário mínimo não tem grande impacto nas empresas privadas. As maiores vítimas de sua elevação muito acima da inflação — e do crescimento da economia — são justamente as Prefeituras, que estão de pires na mão.

Casa própria e calote
O tal programa de construção de um milhão de casas próprias — que, evidentemente, não serão construídas até o fim do mandato — já trazem no bojo do próprio programa o estímulo ao calote. Nunca antes "nestepaiz" se viu coisa parecida. Não! Quem faz isso não ajuda os pobres. Antes, cria dificuldades óbvias para as contas públicas. As bombas-relógio estão sendo ligadas. Os petistas — e, justiça se faça, boa parte das oposições caiu no truque — defendem agora o fim da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que dá ao Executivo a liberdade de dispor de 20% do que arrecada com os principais tributos. Em recente artigo na Folha, Fernando Haddad, ministro da Educação, dividiu o mundo entre os “conservadores”, que querem manter a DRU, e os "progressistas", que querem o seu fim — o que liberaria mais verbas para a Educação. Pois bem: tudo iria muito bem se os petistas não estivessem empenhados em acabar com a DRU A PARTIR DE 2011. Lula terá tido, então, oito anos — cinco deles de elevada prosperidade — para pôr fim ao dispositivo. Mas vai jogar a conta no colo do sucessor.

Correção da poupança
As malandragens começam a descer aos detalhes. Chegou ao Supremo a ação que pede o ressarcimento de supostos expurgos aplicados à poupança em razão de planos econômicos adotados no país entre 1986 e 1991. Valor do espeto? Quase R$ 300 bilhões. O ministro Ricardo Lewandowski, ao negar uma liminar da Confederação Nacional do Sistema Financeiro, argumentou que "os elevados rendimentos proporcionaram a constituição de patrimônio suficientemente sólido para garantir o adimplemento de suas obrigações com os correntistas e poupadores". Imaginem só... Economia é fluxo, né?, não a caixa forte do Tio Patinhas, onde se vão depositando moedas de ouro. Ora, qual é a instituição que concentra a maior parte da poupança? Sim, a Caixa Econômica Federal. Se esse troço prospera, a conta acabará caindo no... colo do sucessor de Lula. Pois este blog informa: o governo parou de se mexer. Não está movendo uma palha contra a possibilidade de um rombo gigantesco nas contas.

Fator previdenciário
Não fica por aí. O governo passou agora a defender o fim do fator previdenciário, o que elevará brutalmente os gastos com aposentadoria. Quanto? Os petistas não sabem. Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, tem uma idéia de onde sairão os recursos: de “novos métodos de arrecadação”. Quais? Isso ele não sabe. O sucessor de Lula que se vire. O Apedeuta preferiu não mover uma palha para extinguir o tal fator, criado no governo FHC para impedir as aposentadorias precoces, nos seus dois mandatos. O PT está doidinho para, digamos, esquentar esse debate agora, em ano pré-eleitoral. E é provável que parlamentares da própria oposição não queriam “queimar o filme” com os aposentados.

Lula está preparando rigorosa e meticulosamente a sua herança maldita num cenário externo que, obviamente, será bem mais hostil. E então os brasileiros se lembrarão daqueles tempos benditos... Sua sucessora pode ser a “companheira” Dilma Rousseff? Pode, sim. Estou entre aqueles que acham que as chances de isso acontecer não são pequenas. Ora, o PT tem larga experiência em soltar seus tontos-maCUTs contra adversários e em recolhê-los quando um aliado está no poder. FHC sabe disso. O próprio Lula sabe disso.

É bom que as oposições fiquem atentas. Lula e os petistas começam a montar um cenário que interessa pouco ao país e muito a Lula e aos petistas.

por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 15 de abril de 2009

As Barreiras do Sindicalismo

O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar.
Hayek

A economia de mercado pode ser descrita também como a democracia dos consumidores. Os empreendedores e capitalistas não são autocratas que determinam o que deve ser produzido independente da demanda. Eles estão sujeitos à soberania dos consumidores. São esses que, em última instância, decidem quais produtos serão os vencedores no mercado. Os sindicalistas gostariam de mudar isso, transformando tudo numa “democracia dos produtores”. A idéia é falaciosa, como argumenta Mises em Human Action, já que o propósito final da produção é o sempre o consumo.

O que mais incomoda os sindicalistas no sistema capitalista é sua suposta frieza na busca pelo lucro. Mas o que eles ignoram é que esta busca é justamente o que garante a supremacia dos consumidores. Sob a competição do livre mercado, os empresários são forçados a melhorar suas técnicas e oferecer os melhores produtos pelos menores preços. Por isso eles são levados a pagar somente o salário de mercado, ou seja, aquele decorrente da produtividade do trabalhador, sujeito às leis da oferta e demanda. Se um trabalhador pede aumento porque sua mulher teve mais um filho, e seu empregador nega alegando que o nascimento do filho em nada acrescenta à produtividade da empresa, ele está agindo nos melhores interesses de seus consumidores.

Afinal, esses consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo produto porque o trabalhador aumentou sua família. A ingenuidade dos sindicalistas se manifesta no fato de que eles mesmos nunca aceitariam o mesmo argumento na compra dos produtos que eles consomem. O sindicalista enquanto consumidor não questiona nas lojas se o bem foi produzido por empregados com poucos ou muito filhos. Ele quer o melhor produto pelo menor preço. E quando ele exerce essa escolha, ele próprio está definindo como o empregador deve agir, sempre mantendo o menor custo possível, incluindo um salário de acordo apenas com o valor agregado pelo trabalhador.

Uma característica presente na mentalidade sindicalista é o foco no curto prazo. Para os sindicalistas, a empresa tem um lucro que pode ser dividido melhor entre seus empregados. A função de empresário é muitas vezes vista como sem valor, uma “exploração” que permite a apropriação indevida da “mais-valia”. O sindicalista ignora completamente o fato de que as condições de mercado estão sempre mudando, e que decisões fundamentais, que podem selar o destino da empresa, precisam ser tomadas diariamente. A visão sindicalista é estacionária. Portanto, o sindicalismo ignora os problemas essenciais do empreendedorismo, como a alocação de capital entre os diferentes setores, a expansão de indústrias já existentes, o desenvolvimento tecnológico, etc. Tudo que existe é tomado como certo pelos sindicalistas, que desejam apenas uma divisão diferente daquilo já existente. Como Mises conclui, não seria injusto chamar o sindicalismo de uma filosofia econômica de pessoas com visão limitada.

A essência das políticas sindicais é sempre garantir privilégios para um grupo minoritário à custa da imensa maioria. O resultado invariavelmente será reduzir o bem-estar geral. Os sindicatos tentam criar barreiras contra a competição entre trabalhadores, garantindo privilégios para aqueles já empregados. Quando esses obstáculos são erguidos (como salário mínimo, necessidade de diplomas, restrições de horas trabalhadas e inúmeras outras regalias), o que os sindicatos fazem é dificultar a entrada de novos trabalhadores, que poderiam aceitar condições menos favorecidas. O resultado prático disso é maior desemprego na economia, assim como preços mais altos para os consumidores.

Ninguém precisa defender as idéias sindicalistas, muitas vezes impregnadas de violência, para se sensibilizar com as condições de muitos trabalhadores pobres. Na verdade, pode ser justamente o contrário. A melhor garantia que esses trabalhadores têm para mudar de vida está no sistema capitalista de livre mercado. Com o foco nos consumidores, os empresários terão que investir em tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho. Os salários terão aumento relativo aos preços dos produtos finais, lembrando que todos são consumidores. Os empresários no capitalismo desejam justamente atender as demandas das massas, pois somente assim terão expressivos ganhos de escala. Os produtos de luxo serão sempre mais limitados, voltados para um público menor que aceita pagar bem mais caro.

Por isso os trabalhadores de países capitalistas desfrutam de condições bem melhores que aquelas encontradas em países socialistas. Não adianta achar que imposições legais vão melhorar a vida dos trabalhadores. A solução para isso não está no decreto estatal, mas sim no próprio progresso capitalista. Foi ele que permitiu o acesso dos trabalhadores a diversos produtos que aumentam o conforto de maneira impensável mesmo para aristocratas do passado.

por Rodrigo Constantino

Quem Tem Raça É Cachorro

João Ubaldo Ribeiro é, como sempre foi, um gênio. E sua genialidade produziu a pérola que vai abaixo, deixando para aqueles humanos que ainda preferem andar sobre as quatro patas decidirem se conseguem equilibrar-se sobre os membros inferiores...


A arte esquerdista de, como mandava Lenin em seu Decálogo, dividir a população em grupos antagônicos para discutir problemas sociais, está nos levando ao caos e ao ódio.


No domingo passado, citei aqui a frase de meu amigo e conterrâneo Zecamunista que hoje uso como título. Ele de fato diz isso, como eu também digo, nas conversas intermináveis havidas com amigos desde a juventude, quando nos ocorre a felicidade de revê-los. Coroas meio ou bastante chatos, compreendemos quando os mais novos nos cumprimentam com a possível afabilidade, depois mantendo prudente distância. Portanto, a maior parte de nossas conversas não passa mesmo do papo de dois velhotes irresignados e rezinguentos, que não sai, e geralmente não deve ou não precisa sair dali, pois costuma ser algo sem o qual ou com o qual tudo permanece tal e qual, como sentenciava minha avó Pequena Osório, a respeito de meus livros.


Mas, no caso, quando estamos ameaçados de ver consagrada nas leis do País a divisão do povo basileiro entre raças, acho que devemos fazer o nosso papo transcender os limites do Largo da Quitanda, a ágora da Denodada Vila de Itaparica, onde hoje vultos menores, como Zeca e eu, ocupam com bem pouco brilho o lugar de tribunos da plebe legendários, como Piroca (Piroca é um apelido para Pedro, no Recôncavo Baiano; não tem nada demais, é um fenômeno que atinge o nome “Pedro” de forma curiosa; quer ver, pergunte a um amigo americano o que quer dizer “peter”, com P minúsculo) e Zé de Honorina, este negro pouco misturado com branco, aquele mulato. Zé, aliás, um dos homens mais inteligentes, argutos e eloquentes que já conheci – e cito o que se segue como um dado interessante – não tinha muita noção de que era negro e uma vez me pediu explicações sobre “negritude” e “irmandade” entre negros, conceitos que lhe eram pelo menos parcialmente estranhos.


Mas vou deixar de nariz de cera e de vaselina, porque creio que o assunto merece ser tratado na grossura mesmo, como vem sendo por muita gente, em todas as faixas de opinião. Quem tem raça é cachorro (em inglês, breed, não race), gente não tem raça. Não vou repetir, porque qualquer um com acesso ao Google pode se encher de dados sobre isto, os argumentos científicos que desmoralizam a raça como um conceito antropologicamente irrelevante e equivocado, sem apoio algum entre os que estudam a genética humana. Entretanto, o atraso da espécie (ou raça) humana leva a que continuemos a lhe emprestar importância desmedida e irracional, odiando por causa dele, matando por causa dele e até ameaçando o planeta por causa dele. De qualquer forma, incorporando o conceito de raça a seu sistema jurídico, o Brasil estará dando um ridículo (mas de consequências possivelmente temíveis, ou no mínimo indesejadas) passo atrás, mais ou menos como se o Ministério da Saúde consagrasse a geração espontânea de micro-organismos como fonte de infecções.


Mais ridículo e até grotesco é que os defensores do reconhecimento das “raças” que compõem o povo brasileiro façam isso depender de uma declaração ou opção da pessoa racialmente classificada, até mesmo em circunstâncias nas quais essa opção pode não ser honesta, mas apenas de conveniência, como nos casos, já acontecidos, de gente que se considerava branca declarar-se negra para obter a vaga destinada a um “negro”. Ao se verem num mato sem cachorro para definir a raça de alguém, exceto copiando manuais nazistas e tornando Gobineau e Gumplovicz autores básicos para a formação de nossos cientistas sociais, médicos, dentistas, músicos, atletas e profissionais de outras áreas onde as diferenças de aptidão ou fisiologia são “visíveis”, assim como era visível a superioridade dos atletas de Hitler que o negro Jesse Owen botou num chinelo, os defensores de cotas raciais se valeram desse recurso atrasado, burro, grotesco e patético em sua hipocrisia básica. Não há como defender critério tão estapafúrdio e destituído de qualquer fundamento.


Outra coisa chata, enquanto vemos o Brasil querer botar na letra da lei, o que outros países onde houve e há até mesmo apartheid, como nos Estados Unidos, não só de ontem como ainda de hoje, apesar do presidente Obama, fazem força para retirar, é a persistência do que eu poderia chamar de síndrome de Mama África, contra a qual quem eu mais vejo protestar são escritores amigos meus de países africanos, que não aguentam mais ser embolados num mesmo pacote como “africanos”, transformando em folclore disneyano a enorme complexidade cultural de um continente como a África. Burrice falar em “cultura africana”, “comida africana” e similares, em vez de pluralizar essas entidades, porque são plurais. Além disso, nada mais racista e simplório do que achar que os negros são “irmãos”. Os negros são tão irmãos entre si quanto os europeus entre si, ou seja, irmãos em Cristo, tudo bem. Mas o racismo contra si mesmos de muitos que se acham negros insiste em que há essa irmandade. Documentos escravagistas do Segundo Império, no Brasil, recomendavam que se mantivessem escravos de nacionalidades diversas na mesma senzala, porque muitos se odiavam ou desprezavam entre si mais do que ao opressor. Quem já viu um alemão racista olhar um polonês (eslavo, que curiosamente tem a mesma origem que “escravo”) sabe o que estou dizendo. Desumaniza-se o negro, tornando-o imune à baixeza de seus companheiros de humanidade (mas não de raça). Isto, claro, é outra asnice desmentida pelos fatos ontem e hoje. Ontem, quando mercadores negros de escravos vendiam outros negros por eles mesmos escravizados; hoje, quando negros continuam a escravizar negros e a guerrear entre si, exatamente como os homens de outras raças, o que lá seja isso, desgraça de atraso de vida na cabeça das pessoas, triste exemplo de um país misturado pela graça de Deus querer jogar no lixo esse dom inestimável e irreproduzível, “modernizando-se” pela condenação por vontade própria ao que a História não o condenou.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cuidado com Esse Plebiscito, Gente!

Já dá para perceber que a "marolinha" começou a atrapalhar os planos continuístas de Lula. Vinha tudo, até agora, em céu de brigadeiro. Ou em mar de rosas, como se diz. Lá fora, o mundo endinheirado comprava o que sempre produzimos aqui dentro. O dinheiro que entrava gerava muitos empregos e, principalmente, muitos tributos! Os cofres dos governos, agindo como sócios escravagistas dos que trabalham, ficavam com mais de 37% do produto interno bruto. Uma barbaridade! Durante esses anos dourados, a Nação foi sangrada, sem dó nem piedade. Foi um período extremamente favorável para desvios de recursos públicos, superfaturamentos, licitações fraudulentas, comissões, compras de votos.


Se pelo menos o governo tivesse aplicado bem o que arrecadou... Mas isso não aconteceu. De 2002 para cá, a maior parte foi sempre destinada ao custeio dos Poderes, aos gastos com funcionalismo, a programas supostamente sociais, mas, na verdade, fontes permanentes de clientelismo e demagogia. O disfarce é a guerra à pobreza e projeto de inclusão social.


Essa inacreditável lambança, escancarada e cínica, que já vai para mais de seis anos, não havia encontrado ainda o menor eco na consciência cívica de mais de 80% do eleitorado. Qual a causa desta anestesia? Por que o povo não fica mais indignado? Porque a comunicação oficial diz a ele, o tempo todo, que a lambança é geral, antiga, e não é só do atual governo.


Está certo. Ela é geral, mas, acima de tudo, muito brasiliense. Muito espalhada por lá e infiltrada em todos os escalões, onde é vista com muita complacência, com muita leniência e com muita cumplicidade.


Muito dinheiro para grandes empresas. Muitos lucros para o sistema financeiro. Muitos projetos para profissionais. E, principalmente, muita presença na mídia! E tudo sem vigilância do povo, em volta. Na ilha da fantasia. A força da comunicação oficial é impressionante. Nossa História está cheia de exemplos de bons comunicadores que conseguiram iludir muita gente. Brizola, por exemplo, tentou levantar as massas para desobstruir, por golpe, o impedimento constitucional que lhe vedava disputar as eleições presidenciais marcadas para 1965. Sem essa tentativa de golpe, levada adiante por ele e Jango, não teria havido a reação de 1964! Hoje em dia, pela força de versões sempre repetidas, a atual geração acha que o 31 de Março foi um golpe militar. Não foi. O verdadeiro golpe foi tramado por Brizola e deu errado. As Forças Armadas cumpriram o dever constitucional de manter os Poderes funcionando: Judiciário, Congresso e Executivo. O episódio de 1966, esse, sim, foi típico de quem quer apoderar-se do governo. Quem dá golpe para chegar ao poder golpeia as instituições. O argumento principal é sempre o mesmo: "O Congresso está corrompido. Devemos fechá-lo. Temos de nos livrar dos congressistas, senadores, deputados, vereadores, enfim, das assembleias democráticas. Essa gente não presta!"


A mídia oficial encarrega-se de apresentar os golpistas como patriotas, puros, intocáveis. Enviados dos deuses! Amigos dos pobres, dos negros, dos índios! Intangíveis! Vacinados contra todas as tentações!


A surpreendente ideia de convocar um plebiscito, apresentada pelo senador do PDT, do partido de Brizola, faz honra ao seu fundador. Se o plebiscito for bem elaborado, bem manipulado e bem orientado pela rede oficial de comunicações, fazendo insidiosa e permanente campanha de desmoralização dos parlamentares e endeusamento do atual presidente, certamente o povo vai querer ver-se livre do Congresso. Basta ler as manifestações dos leitores e eleitores, na imprensa e na internet. Vai ser difícil defender a tese contrária. Quem vai dizer que este Congresso é formado de santos e que eles não merecem tal repúdio? A maioria merece, sim! Mas eles merecem como indivíduos! Cada qual carregando a sua parcela pessoal de responsabilidade. A instituição não faz nada sozinha. Desde o episódio do mensalão, ela está desmoralizada. Os escândalos se repetem. O curioso é que fatos que já ocorrem há quase um quarto de século só agora são trazidos à tona e postos na berlinda.


A impunidade dos autores do episódio do mensalão é a radiografia mais fiel e cruel do nosso sistema político e de governo. Mostrou como é absurdo manter o voto proporcional. Mostrou como é absurdo não ter um Orçamento impositivo, para valer. Mostrou como é terrível não poder derrubar governos corruptos, ou ineptos, por meios legais, consagrados. Mostrou como o povo não tem a menor força depois que aperta o botão da urna eletrônica. Mostrou a farsa das nossas Assembleias estaduais e a miragem de mais de 78% de nossas supostas prefeituras. Veio tudo à tona. Veio tudo na imprensa livre, mas veio bem "trabalhado" na mídia oficial.


Até agora o povo estava acomodado. Feliz com algumas conquistas de ordem material: celular, TV a cores, DVD, carro em 60 prestações, crédito consignado para idosos, comida mais barata, viagens de avião.


Mas, como algumas nuvens escuras começam a rondar os céus, o tal plebiscito tem de ser feito já. Antes que o povo acorde. O primeiro passo já foi dado: a súbita proposta feita por um senador que não é do PT. Boa jogada!


Se passar, só temos uma saída: lutar para que ele não seja tão manipulado e falseado como os anteriores, que consagraram esse nosso presidencialismo podre, em que o Executivo julga, legisla e governa sem controles. Será que teremos condições para enfrentar o rolo compressor da mídia oficial?


por Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Verdadeira Civilização

A verdadeira civilização é aquela onde todo mundo dá à todos os demais os direitos que reclama para si mesmo.

Robert G. Ingersoll

1964 vs 2010

Em 1965, o marechal Castello Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, ganhara em cerimônia pública um automóvel Aero Willys. Era o agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava a carreira. Paulo Castello Branco, filho do presidente, costumava contar que o marechal telefonou para o irmão, dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita tivesse presenteado uma gravata, o valor seria muito maior. Castello interrompeu-o:
- Você não entendeu. Afastado do cargo você já está. Estamos decidindo agora se você vai preso ou não.

O togado que negar que o presidente Lula está cometendo descaradamente um estelionato eleitoral – preparando o golpe de 2010 com a terrorista Estela – com programas de governo que criam esperanças para os menos favorecidos, mas que não têm recursos nem prazos definidos para conclusão, ou dependem da iniciativa privada para serem realizados, pode rasgar todos os seus diplomas ou então aceitar a alcunha de cúmplices imorais ou canalhas desse mesmo estelionato eleitoral.

O silêncio do Poder Judiciário diante de tão grotesca leviandade por um desgoverno desqualificado de princípios nos induz ao entendimento de que vivemos numa sociedade sem leis, ou melhor, com leis apenas para os que não são cúmplices dos canalhas da corrupção e da prevaricação corporativista patrocinada pelo petismo e seus cúmplices.

Diante dessa realidade devemos conclamar a todos a sonegarem o máximo que puderem, pois estamos pagando impostos para sermos descaradamente desrespeitados e feitos de imbecis ao palhaços desse desqualificado etílico.

Devemos passar a comprar apenas o rigorosamente necessário fazendo o país mergulhar em uma crise grave o suficiente para destituir esses canalhas do poder público.

Quem compra combustível nos postos da Petrobrás está assinando em baixo de todas as sacanagens que esse desgoverno espúrio está fazendo com o país com um poder público rigorosamente corrupto, corporativista, clientelista e prevaricador.

Se nossa covardia fosse menor do que o poder que temos nas mãos como consumidores, certamente daríamos um jeito no nosso país.

É sempre importante enfatizar o notável feito da Revolução de 1964 que foi ter conseguido evitar que o país participasse também da “caminhada do mundo para o socialismo marxista-leninista, a utopia que proclamava o Fim da História, mas que trouxe à Humanidade quase cem anos de imensas tribulações e deixou uma contabilidade macabra da perda de mais de 100 milhões de vidas humanas”

Falar sobre o período mais sujo da história do país, o período dos desgovernos civis após o regime militar iniciado em 1964, é descrever uma época da agonia da morte da moralidade, da honestidade, e da ética, como fundamentos da construção de uma sociedade justa e digna.

Estamos ainda presenciando um processo de destruição do Estado Democrático de Direito teórico em que vivemos – na verdade devia ser chamado de corruptocracia disfarçada – executado pelos terroristas anistiados pelos militares e pela esquerda canalha que se infiltrou desde a década de 60 no meio acadêmico, jornalístico e artístico, graças ao suborno monetário, material e moral, que abriu as portas para a garantia do apadrinhamento do poder público, para o enriquecimento ilícito dos vendilhões da pátria, e para o controle do poder público por uma corja de corruptos e corporativistas prevaricadores.

O tráfico das coisas de ordem imoral passou a ser o grande motor das relações públicas e privadas durante os desgovernos civis.

A mais grave crise do país não é econômica, mas antes de tudo o resultado de uma degeneração de valores tendo como ponta do seu iceberg a canalhice, a desonestidade, a corrupção e a ostensiva prevaricação que foram semeadas dentro do poder público pelos militantes de uma esquerda apodrecida, mais tarde colocada no poder no maior estelionato eleitoral de nossa história que parece vai se repetir em maior escala em 2010.

Nesse contexto, a perda de vidas humanas que escolheram o caminho da revolução armada para defender seus ideais lutando contra o regime militar é quantitativamente irrelevante diante do genocídio provocado por desgovernos civis corruptos e prevaricadores. É contra esses que os defensores dos “direitos humanos” deveriam se voltar e não contra quem tentou salvar o país das garras desses canalhas que estão quase conseguindo nos conduzir para a submissão degradante a uma corruptocracia corporativista de um Estado Comunista de Direito.

Milhares de cidadãos têm perdido a vida por responsabilidade direta da falta de cumprimento das responsabilidades dos desgovernos civis que ludibriam e exploram os contribuintes desde que assumiram o poder e se revezando no roubo dos contribuintes.

Se um terrorista tem direito a receber pensão vitalícia e indenização milionária, onde ficam os direitos de milhões de deserdados da justiça social e da dignidade que foram amontoados nos guetos residenciais, nas ruas e debaixo das pontes para presenciar a eliminação de familiares e amigos pela miséria, pelas doenças e pelas balas dos bandidos, pelas balas de policiais-bandidos, subprodutos de um poder público absolutamente canalha?

As desonestas deturpações dos atos do regime militar e a disseminação do ódio contra as Forças Armadas que temos testemunhado, têm tido o grotesco propósito de desqualificar as realizações do regime militar e das próprias Forças Armadas como força de combate às tentativas de destruição do Estado Democrático de Direito, assim como responsáveis pelas transformações econômicas sociais que colocaram o país entre as principais economias do mundo, tudo depois destruído pela “abertura democrática” que colocou no poder a escória da sociedade esclarecida e seus cúmplices meliantes.

Os canalhas da corrupção e da prevaricação corporativista demonstram um verdadeiro pavor de uma intervenção de uma junta civil-militar no poder público mais desonesto de nossa história, pois sabem que ao desabar seu castelo de cartas imundo, todos irão, provavelmente, parar atrás das grades.

A cultura oportunista do servilismo ao Estado corrupto e corporativista prevaricador, vem demonstrando, durante os desgovernos civis, um caminho muito fácil para o enriquecimento ilícito pela falência da Justiça, assim como para a formação de núcleos de poder político-econômico – oligarquias políticas traidoras do país – protetores do bilionário roubo dos contribuintes que temos testemunhado durante os desgovernos civis.

Esta imoral revolução que se iniciou após o regime militar é a revolução da tomada do Estado por uma parte da escória da sociedade, uma legião de servidores públicos fixos ou temporários, agentes do socialismo genocida, que escolheram o silêncio ou a cumplicidade explícita com o apodrecimento moral e ético dos poderes da República.

Liderando, sendo cúmplice, ou protegendo esse movimento, se encontra o covil de bandidos chamado de Congresso Nacional tomado desde o fim do regime militar pela também escória da política prostituída.

Não pode existir vergonha maior para uma sociedade do que se deixar subjugar pela covardia, pelo suborno, e por um Parlamento espúrio, que apesar de ser o mais bem pago do mundo simboliza a degradação moral e ética da sociedade, sendo um instrumento da tomada do Estado pelos representantes de uma ideologia fundamentada na leviandade, na falsidade, na hipocrisia, na corrupção, no corporativismo sórdido, e no assistencialismo clientelista que transforma os menos favorecidos em palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.

O golpe que assistiremos em 2010, provocado por mais um estelionato eleitoral patrocinado pelo Retirante Pinóquio, que vive fazendo campanha eleitoral divulgando planos de investimentos em obras sociais sem prazo para execução e dependentes da participação da iniciativa privada ou de governos estaduais, colocará no poder a terrorista Estela como uma compulsória estratégia para preservar o desgoverno do desqualificado etílico das investigações que obrigatoriamente ocorrerão caso a presidência seja ocupada por um representante de um partido de oposição.

Que fique claro para todos que a retomada do controle do país por um político de oposição não representará, necessariamente, nossa libertação do poder dos canalhas da corrupção e da prevaricação corporativista que assumiram o controle dos poderes públicos.

Sabemos que a solução não é esta – o desgoverno FHC foi um digno exemplo –, e sim o controle do país por uma junta civil militar com a responsabilidade de refazer nossa história na direção de uma sociedade subordinada a um verdadeiro Estado Democrático de Direito e não a essa escrota corruptocracia que nos escraviza.

A vitória da terrorista Estela ocorrerá pela força do voto de um imbecil coletivo construído com o maior programa de compra de votos do mundo através do escambo do assistencialismo clientelista, pelo corporativismo calhorda das relações públicas e privadas, e pela inacreditável covardia e traição à pátria de uma comunidade de esclarecidos, amantes prostitutos da ideologia socialista, mas curtidora de todas as dádivas materiais do capitalismo, mesmo que cercados por uma guerra civil que ceifa as vidas, todos os anos, de milhares de vítimas pertencentes às classes menos favorecidas.

O escândalo da insegurança somente toma relevância quando um ou outro bem aquinhoado pelo status social ou pela fama é assaltado ou assassinado por uma bala de um bandido. O resto é resto.

Qual desses canalhas, amantes do socialismo, mora em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, na China, ou em qualquer desses países com sociedades absolutamente dominadas por poderes públicos que fazem das vidas dos cidadãos instrumentos de tortura para satisfazer as vontades dos donos do poder? Estamos próximos do momento em que teremos conservas de fetos de crianças sendo comercializadas nas prateleiras dos supermercados comunistas como iguarias dos canalhas.

Enquanto promete novos milagres sociais, o desqualificado deficiente físico-mental-etílico continua permitindo que o sistema de saúde se apresente como um caos, que a segurança pública seja uma piada assassina, que a estrutura econômica continue envelhecendo e tratada com remendos temporários pela canalhice oficial, e que o processo educacional seja focado na formação de militantes terroristas, ignorantes, imbecilizados e analfabetos funcionais, à exceção de uma “geração mangabeira” que, apesar de teoricamente terem formações educacionais no nível da excelência universitária estão sendo “educados” para possuírem a principal qualidade de enfrentamento dos novos tempos de uma sociedade dominada pelo petismo: um fosso moral e ético sem limites nas suas atitudes.

Por que certa mídia calhorda que domina nosso país não divulga na primeira página do seu jornal ou nos seus noticiários de horários nobres a ficha criminal da terrorista Estela? Medo do que? De perder os financiamentos oficiais? De perder as contas de propaganda do poder público? De perder sua concessão? Ou porque são mesmos comunistas declarados ou enrustidos, daquele tipo que adora Cuba, mas prefere viver no Brasil. Ou, simplesmente, apátridas e covardes que estão construindo suas aposentadorias e patrimônios com a omissão diante da entrega do país nas mãos de canalhas comunistas e terroristas, fazendo da edição dos fatos, ou de suas manipulações, seu meio de manter-se em uma profissão que exige a honestidade e a verdade como fundamento de sua prática?

Esse balcão de negócios espúrios e de canalhices explícitas, que são as relações públicas e privadas, manipuladas na sua transparência pública por um jornalismo marrom, tem sido o maior responsável pelo domínio da sociedade por uma súcia de canalhas desprezíveis da política prostituída, subserviente às oligarquias corruptas e traidoras de nossa pátria que, após o regime militar, passaram a dominar o país, subornando a tudo e a todos.

Por muito pouco do que já fez essa escória da raça humana, se a sociedade tivesse um mínimo de vergonha, este covil de bandidos chamado de Parlamento já teria sido destituído mais de uma vez, até que tivéssemos um mínimo de confiança de que esses bandidos, apelidados com o pomposo nome de congressistas, estivessem presos, e outros ocupando seus lugares, para realmente exercerem o papel que os eleitores lhes delegam quando os elegem pelo voto livre, que seria criar condições para um desenvolvimento econômico que possibilitasse justiça, trabalho, educação e dignidade para os cidadãos que buscassem o caminho da honestidade, da moralidade e da ética, para conduzir suas vidas.

Depois de investir durante décadas contra a moralidade, honestidade e a ética das relações públicas e privadas, a canalha “democrática” do síndico-comunismo e das oligarquias que vem subornando sem limites outra canalha de funcionários públicos, de esclarecidos e seus cúmplices, está chegando o dia em que a escória do socialismo genocida vai assumir integralmente o controle do país, na eleição do novo presidente em 2010: será a posse da terrorista Estela, que está sendo gradualmente conduzida a uma vitória em mais um descarado estelionato eleitoral preparado pelo Retirante Pinóquio, estelionato testemunhado por todos que têm o poder de intervenção, mas que, covardemente, se omitem de tomar uma dura atitude contra esse desqualificado etílico que não tem mais qualquer pudor de gritar para todos através de suas atitudes: VOCÊS SÃO TODOS IMBECIS E PALHAÇOS DE MINHAS VONTADES.

A covardia da sociedade diante do maior programa de compra de votos do mundo, dos movimentos sociais ilegais e criminosos, do poder de polícia subserviente do petismo, do suborno, da corrupção e da prevaricação corporativista que tomou conta do poder público, está jogando a biografia do nosso país na latrina dos piores desastres sociais que o mundo tem presenciado.

Em pleno século XXI o Brasil está caindo nas mãos do socialismo genocida através do instrumento do suborno pela mentira, pela patifaria, pela hipocrisia, pela canalhice, pela ameaça velada das forças paramilitares de movimentos sociais patrocinados pelo petismo, e tudo o mais que caracteriza o comportamento de uma gang socialista-corrupta-genocida que tomou conta do poder público.

Enquanto os traidores do país se preocupam em humilhar e desqualificar as Forças Armadas e, ao mesmo tempo, a escória que tomou conta do poder público prepara suas forças paramilitares dos movimentos sociais e do poder de polícia subornado, para garantirem a consecução do projeto de poder perpétuo do petismo, a sociedade dos esclarecidos não se toca que cairá nas mãos da genética genocida do comunismo assassino que após assumir o poder, simplesmente cospe no prato que comeu, exigindo total subserviência aos seus desmandos, tudo já registrado pela história de mais de 100 milhões de cidadãos assassinados por esses genocidas.

Teremos então uma nova revolução bem diferente daquela iniciada pelos militares e por uma parcela da sociedade civil em 1964.

Será uma revolução resultante do suborno dos esclarecidos que aceitaram durante décadas um movimento de uma esquerda calhorda e de uma trama apátrida liderada pelas oligarquias políticas prostituídas, que abriram o caminho para o enriquecimento ilícito dos corruptos e prevaricadores corporativistas que fizeram do Planalto Central uma Ilha da Fantasia da degradação moral e ética do poder público.

A cumplicidade das classes esclarecidas – especialmente de uma academia apodrecida –, a falência da educação e da cultura das massas ignorantes ou imbecilizadas, e o apodrecimento moral e ético dos poderes da República, notadamente do Poder Judiciário, serão os maiores responsáveis pela provável vitória dos canalhas do socialismo genocida em 2010 através da tomada do poder pela terrorista Estela.

Teremos a partir deste desastre social a formação de uma nova sociedade de castas: a dos sustentados pelo assistencialismo clientelista, a da burguesia petista, a dos covardes esclarecidos das classes mais favorecidas que continuarão em silêncio ou sendo cúmplices, a das oligarquias que detêm o poder político-econômico, e de uma das sórdidas escórias da sociedade brasileira que será a dos parlamentares que estarão compondo o partidão único de apoio à terrorista Estela.

Diante deste fato a sociedade brasileira vai merecer, através das letras das páginas da história, ser desqualificada como a sociedade mais covarde, mais imbecil e mais corrupta da civilização ocidental.

Onde estão os líderes das caras pintadas que ajudaram na queda do presidente Collor de Mello que hoje é aliado incondicional do desqualificado etílico? – Todos foram subornados pelo desgoverno petista. Pode existir um poder público mais promíscuo do que este?

O apodrecimento moral e ético das classes esclarecidas é exemplarmente exemplificado com a divulgação entre a alta sociedade paulistana da corrente FREE ELIANA que pretende influenciar no destino prisional de uma empresária condenada por diversos crimes.

Enquanto isso o presidente do país onde vive esta mesma classe, desde que chegou ao poder por um grotesco estelionato eleitoral não ouve, não vê e não sabe das ações das gangs dos quarenta, amigos íntimos do Retirante Pinóquio e pertencentes à pior corja de apátridas, corruptos e prevaricadores, que já tomou conta do poder público.

Por que esses ricos cidadãos hipócritas e levianos não divulgam uma corrente FREE BRASIL para colocar na cadeia os canalhas das “gangs dos quarentas” e livrar nosso país do golpe que se aproxima: a posse no comando do país pela terrorista Estela?

As Forças Armadas e os civis patriotas, dignos e honrados – os que restam – não podem deixar que esta traição ao país seja consumada. Não podemos permitir que nos transformem em escravos de uma ditadura fascista ou síndico-comunista que formalizará a posição do Estado contra o cidadão que o sustenta.

“Ou Deixar a Pátria livre... Ou Morrer pelo Brasil.”

Ou o silêncio dos covardes e a cumplicidade dos canalhas para que haja a troca da bandeira do Brasil pela bandeira comunista de estrela única depois da posse da terrorista Estela.

por Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática.