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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Diabólico Plano do Foro de São Paulo

A jornalista Graça Salgueiro, do NotaLatina, brinda-nos mais uma vez com suas pungentes reportagens a respeito dos desígnios malignos do Foro de São Paulo. Como ela citou a reportagem da Veja sobre a última reunião do Foro, vou tomar a liberdade de contrapor esta (em vermelho) com seu artigo.

Depois que Lula deu luz verde para que o Foro de São Paulo (FSP) pudesse ser mencionado como um fato, toda a imprensa nacional passou a falar como se fosse um tema corriqueiro, de conhecimento geral da população e absolutamente inofensivo. Durante 16 anos não se viu o mais mínimo comentário sobre a existência nefasta desta organização criminosa, esta mesmo que há poucos dias celebrou seu XVII Encontro anual e que, de repente, ocupou os noticiários de revistas e jornais brasileiros.

Entretanto, salta aos olhos de quem estuda esta organização quase desde a sua criação em 1990 que o modo como foi divulgado o fato demonstra desconhecimento total - não somente do FSP como dos personagens habituées deste sub-mundo -, censura (auto ou imposta) ou conivência com o que aconteceu em Caracas entre os dias 4 e 6 de julho.

Nas reportagens feitas pela revista Veja, que mandou repórteres para cobrir o evento, leio coisas como “reuniões das esquerdas mundiais”, que o evento foi criado em 1990 pelas “lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores” (e não especificamente por Lula e Fidel Castro), com o objetivo de “propor alternativas ao capitalismo”.

Começou hoje em Caracas, a capital da Venezuela, a 18a edição do Foro de São Paulo, encontro anual que reúne cerca de 600 delegados de partidos de esquerda da América Latina e do resto do mundo.

O evento foi criado em 1990 pelas lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ditadura cubana com a meta de propor "alternativas ao capitalismo". Como nenhuma alternativa factível até hoje se materializou, o objetivo ostensivo continua o de sempre. O lema de 2012 é Os povos do mundo contra o neoliberalismo e pela paz.Ora, quem estuda sabe que não foi NADA disso, mas uma tentativa de “reconquistar na América Latina o que perdeu-se no Leste Europeu”, segundo palavras mesmas de Fidel Castro, que temia que com a queda do muro de Berlim e o colapso da antiga União Soviética o comunismo afundasse e acabasse de vez no mundo.



Na prática, contudo, o Foro deste ano tornou-se uma extensão da campanha para presidente de Hugo Chávez, que em outubro enfrenta o candidato opositor Henrique Capriles. A imagem do caudilho estava em toda parte. Pelos corredores, dizia-se que ele, em pessoa, pode aparecer na sexta-feira nos salões do Alba Caracas, hotel estatizado recentemente, para encerrar o encontro.

A ideia de que o Foro é um veículo para reforçar a campanha de Chávez e espalhar sua revolução bolivariana foi expressa tanto por pessoas ligadas ao governo quanto por grupos de oposição. Esses últimos observaram que a reunião constitui uma ingerência no processo eleitoral. Defensores de Chávez, como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, preferiram enxergar no evento uma ratificação da peculiar "democracia" venezuelana. Se Chávez vencer as eleições de outubro, estará a caminho de completar vinte anos no poder.
"Ingerência" foi palavra proibida também ao se falar de Paraguai. Na última sexta-feira, o governo paraguaio revelou que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve em Assunção durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo e fez contato com militares, tentando articular uma resistência à deposição do mandatário, que seguiu a legislação do país. Nesta segunda, um vídeo foi divulgado demonstrando que Maduro realmente fez contato com oficiais do exército. Isso motivou a expulsão do embaixador venezuelano de Assunção, ao mesmo tempo em que tinha início o encontro de esquerdistas em Caracas. Os participantes do Foro peroraram muito contra a queda de Lugo, um dos coadjuvantes da revolução bolivariana. Mas fizeram de conta que a conspiração de Nicolás Maduro - e o vídeo que a comprova - jamais existiu.
 
Com relação à ex-senadora Piedad Córdoba, cognominada pelas FARC de “Teodora de Bolívar”, dizem que ela “usava um lenço na cabeça”. Se um colombiano lesse isso daria gargalhadas, pois em toda a Colômbia ela é conhecida como “a negra do turbante” por usar há anos este artefato em homenagem aos terroristas islâmicos com quem os terroristas das FARC têm “negócios”.

Se houvesse de fato uma preocupação em denunciar o FSP como o que ele é, uma organização criminosa que abriga terroristas e comunistas do mundo inteiro, os enviados a Caracas teriam observado e reportado com fidedignidade o que se tramou lá, e não obviedades fúteis e tolas que não comprometem nenhum dos seus participantes.

Correu pela imprensa a idéia de que “este” Encontro foi feito para dar apoio a Chávez nas eleições de 7 de outubro. Entretanto, se quem escreveu isto estudasse os planos estratégicos do FSP saberia que isto sempre ocorreu em tempo de eleições, sobretudo presidenciais, se o candidato-membro do Foro estiver de algum modo ameaçado. Aconteceu em El Salvador, na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, na Nicarágua e agora na Venezuela. Todavia, há algo mais do que simplesmente apoiar um “companheiro”. A admissão apressada - e ilegal - da Venezuela no Mercosul deveu-se principalmente para garantir que não se possa remover Chávez do cargo, (através de um “golpe de Estado”, como eles alegam em relação ao Paraguai), e eles dão a vitória como certa, “na lei ou na marra”, amparando-o no Protocolo de Ushuaia II, que identifica o Estado com a figura do presidente, defendendo-se uns aos outros. Foi golpe sobre golpe, agora ratificado neste Encontro ocorrido em Caracas.

Chamou fortemente a atenção a quantidade de novos membros associados e os países participantes, pois agora o FSP abriu mais ainda seu leque avançando para a Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Vale a pena elencar alguns. Do Brasil participaram o PT, PSB, PCB, PC do B e o PPL (Partido Pátria Livre do MR-8, cujo nome imita o também terrorista paraguaio PPL, cujo braço armado é o EPP - Exército do Povo Paraguaio). Pela Colômbia, o Polo Democratico Alternativo (PDA), o Partido Comunista Colombiano (criador e mantenedor das FARC) e a organização “Marcha Patriótica”, formada e mantida pelas FARC (esta é a maneira que as FARC têm de, agora, participar legalmente do FSP sem serem molestadas). A Espanha compareceu com o Izquierda Abertzale, o partido do ETA basco. A Palestina veio com o Al Fatah, além das Frentes e do Partido Comunista (PC) e todos os PC’s dos seguintes países: Chile, Espanha, China, Alemanha, Aruba, África, Curaçao, Finlândia, Grécia, Líbano, Portugal, Rússia, Sérvia, Turquia, Curdistão, Vietnã e Venezuela. Saudou-se ainda os “indignados” e “ocupa” dos Estados Unidos e Europa. Mas estes são “detalhes” sem importância alguma para os jornais e revistas brasileiros que cobriram (nos dois sentidos) o evento.

Das resoluções ainda não houve publicação, mas da Resolução Final vale conhecer o que estabelecem os itens 20, 21, 23, 30 (de apoio a Lugo), 32 (que decide formar uma “comissão representativa de partidos e movimentos do FSP para visitar a Colômbia e propor uma agenda de estudo, contatos e apoio para uma solução pacífica ao conflito armado”), 34 que apóia a candidatura de Xiomara Zelaya à presidência de Honduras, e o 38 afirmando que “O FSP manifesta seu compromisso, solidariedade e total apoio” à candidatura à re-eleição de Rafael Correa nas eleições presidenciais do Equador em fevereiro de 2013.

Além de convocar as “forças progressistas” e de esquerda para respaldar a “democracia” venezuelana, estabeleceram algumas metas a cumprir, sendo a primeira delas um “Dia de Solidariedade Mundial com a Revolução Bolivariana e o Comandante Hugo Chávez” no próximo 24 de julho. Promover uma “carta de solidariedade com a Revolução Bolivariana” subscrita por vários setores do mundo (eles são megalômanos, sem dúvida) que será publicada em agosto, realizar um “Twittaço mundial com Chávez” através da conta @chavezcandanga numa data do mês de agosto escolhida por ele e o mais importante: assistir às eleições de 7 de outubro e começar, a partir do término do Encontro até o dia das eleições, visitas aos países e regiões onde governam porta-vozes da Revolução Bolivariana e promover palestras acerca da “verdade” sobre a democracia venezuelana e a “confiabilidade e fortaleza” de seu sistema eleitoral.

Chama a atenção também que não se tenha dito nada no Brasil acerca de um comunicado que o bando comuno-terrorista colombiano ELN enviou ao FSP, pedindo um “diálogo direto ou epistolar para falar de paz” e que nesse mesmo período as FARC tenham intensificado seus ataques terroristas no Cauca, culminando com a derrubada de um avião Super Tucano da Força Aérea Colombiana na última quarta-feira, por um míssil terra-ar. Santos diz não acreditar que as FARC tenham tal artefato bélico mas até as pedras sabem que Chávez comprou da Rússia, entre 2006 e 2008, 472 mísseis e mecanismos de lançamento que os Estados Unidos temiam que fossem parar nas mãos das FARC. E elas mesmas afirmaram terem sido as autoras do atentado e ainda assassinaram um dos sobreviventes que saltou num para-quedas. Mas Santos as defende.

E com a aprovação da lei “Marco Legal para a Paz”, conhecida como “lei da impunidade”, os terroristas das FARC não têm mais com o que se preocupar em sua sanha assassina, que tem o total apoio do FSP. Não custa lembrar que em 2008 o próprio Lula advogou para que as FARC viessem a se tornar um partido político legalizado, e essa lei vem para provar isto. Segundo um documento elaborado pela Universidade Sergio Arboleda, as FARC voltaram a dominar 50 novos municípios de onde já haviam sido expulsas pela Força Pública em anos anteriores (no governo de Uribe), sendo 155 localidades afetadas pela violência terrorista. Hoje, o Cauca já é conhecido como o “novo Caguán”, onde comunidades inteiras estão sendo expulsas pelas FARC, que participaram legalmente do último encontro do FSP e falavam cinicamente de “propostas de paz”.

E no encerramento do XVIII Encontro Chávez esteve presente fazendo um discurso enfadonho de mais de duas horas, falando bobagens, repetindo-se e pedindo vivas a Fidel. Entretanto, de tudo isso o que ficou mais evidente foi sua certeza de que ganhará as eleições, mesmo que seja por meio de fraude, embora tanto ele quanto Valter Pomar tenham se antecipado em “alertar” seus seguidores sobre a “ofensiva” que a oposição fará para não aceitar sua vitória. No vídeo apresentado abaixo, um resumo do longo discurso, observe-se o minuto 07:09 quando ele diz que “ganhará as eleições por nocaute” e depois repete: “tomar por nocaute”, quer dizer, de qualquer maneira, gostem ou não, ele não largará o poder e conta com o apoio irrestrito do FSP.

Tudo isto me remeteu a um magnífico livro intitulado “O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, do escritor russo ex-agente do extinto KGB, Viktor Suvorov, pois o objetivo inicial do Foro de São Paulo, de salvar na América Latina o comunismo que expirava na Europa, ficou pequeno e agora resolveu expandir-se para o mundo inteiro. Em abril deste ano foi criada a Secretaria Européia do Foro de São Paulo e já existe um comitê nos Estados Unidos. Leiam o que diz Suvorov a respeito da criação da União Soviética e depois comparem com tudo o que falei a respeito desse último encontro. Não é coincidência; é uma reedição. E o PT é o equivalente à Rússia.

Em 1919, em Moscou, Lenin e Trotsky criaram a Internacional Comunista, abreviada para ‘Komintern’. Essa organização definia-se como ‘quartel-general da revolução mundial’. O objetivo da Internacional Comunista era a criação de uma ‘República Socialista Soviética Mundial’. Assim começou o processo de criar e fortalecer partidos comunistas em todos os continentes. Tais partidos constituíam braços da Internacional Comunista e a ela estavam subordinados”.

Supostamente, todos os partidos comunistas do mundo, incluindo o da Rússia, eram do mesmo nível. Todos contribuíam para o banco comunal da Internacional Comunista. Delegados de todos os partidos comunistas do mundo organizavam congressos, desenvolviam estratégias e táticas, e elegiam um grupo líder comum - o Comitê Executivo da Internacional Comunista. Esse órgão supervisionava todos os comunistas do mundo. Oficialmente, o Partido Comunista da Rússia era o braço da Internacional Comunista, em pé de igualdade com os demais partidos, e sujeito a aceitar as decisões formuladas em comum”. (“O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, Viktor Suvorov, Ed. Amarilis, pg. 17).

por Graça Salgueiro

terça-feira, 26 de junho de 2012

Paraguai Soberano

A Corte Suprema de Justiça do Paraguai recusou ontem a alegação do ex-presidente Fernando Lugo de que foi inconstitucional o fulminante processo de impeachment pelo qual o Congresso o depôs, entre quinta e sexta-feira passada.

Com a decisão, caem por terra as pretensões de invalidar a posse do vice Federico Franco como sucessor constitucional. Também ontem a Justiça Eleitoral do país vizinho refutou a possibilidade de antecipar as eleições presidenciais, previstas para abril de 2013.

Não resta dúvida de que o impedimento de Lugo se deu sob evidente cerceamento do direito de defesa, cujo exercício ficou confinado a apenas duas horas de argumentação perante os parlamentares. Infelizmente, porém, a Constituição paraguaia não disciplina esse importante aspecto.

Exige apenas que o processo seja aprovado por dois terços da Câmara e que o afastamento ocorra se assim decidirem dois terços do Senado -limites amplamente superados nas votações que consumaram o impeachment.

Como motivo, basta a alegação genérica de “mau desempenho de suas funções”.

Eleito numa plataforma esquerdizante, o ex-bispo católico Fernando Lugo conduzia um governo populista e errático, prejudicado pela conduta pessoal do mandatário, compelido a reconhecer filhos em escandalosos processos de paternidade.

Mas o motivo principal da derrocada foram os efeitos desastrosos da crise econômica no Paraguai, cujo produto nacional deverá encolher 1,5% neste ano. A popularidade presidencial se desfez depressa, tornando possível a formação da esmagadora maioria congressual que o afastou do cargo.

Por afinidade ideológica - maior no caso da Argentina, menor no de Brasil e Uruguai -, os demais governos do Mercosul decidiram suspender a presença do vizinho na reunião do organismo, que deve culminar na sexta-feira próxima, quando examinarão possíveis sanções contra o novo governo em Assunção.

Esse comportamento é injustificável. As cláusulas democráticas previstas pelo Mercosul e pela Organização dos Estados Americanos (OEA) aplicam-se a flagrantes violações da ordem constitucional. Ainda que o impedimento de Lugo seja criticável, as instituições paraguaias têm funcionado de acordo com as leis daquele país.

Com um triste histórico de ingerência na política interna do Paraguai, país que mantém laços de dependência econômica em relação ao Brasil, o melhor que o Itamaraty tem a fazer é calar-se e respeitar a soberania do vizinho.

editorial da Folha de São Paulo


Comento:

Se há uma coisa que eu adoro é a Verdade. E aqui neste blog, os que me leem, sabe que eu sempre corroboro a Verdade com FATOS.

Praticamente todos os governos sul-americanos, incluindo-se aí o Brasil, esperavam milhares de paraguaios nas ruas gritando contra o impeachment do padreco esquerdista. Mas isto não aconteceu. E por quê? Porque todas as instâncias legais - Congresso e cortes Eleitoral e de Justiça, baseadas na Constituição paraguaia - dizem que impeachment é legal e que não há qualquer ilegitimidade no novo governo de Federico Franco. E, assim, a população também o considera.

Mas, então, porque toda esta grita dos governos esquerdistas? Ora, eles gritam não tanto pela troca de poder, mas pelo fato de que eles mesmos temem ser apeados - afinal, vivem cutucando todas as instâncias legais de seus países para que estas não tomem qualquer decisão em relação a suas próprias tentativas de tomada plena de poder.

Lembram-se o que ocorreu em Honduras? O presidente eleito, Manuel Zelaya, tentou dar um golpe, aconselhado que foi pelo beiçola de Caracas, Hugo Chávez, e perpetuar-se no poder CONTRA A CONSTITUIÇÃO DAQUELE PAÍS! Foi sumariamente defenestrado do cargo e do país! Como manda a Carta Magna hondurenha.

O editorial da Folha é praticamente correto. Erra, porém, ao referir-se ao Brasil, quando diz que nossos mandatários têm menor afinidade ideológica com a esquerda; afinal, o PT é sócio-fundador do Foro de São Paulo, junto com Fidel Castro e as FARC, e um dos proponentes da UNASUL, junto com Chávez. E todos estes países fazem parte do Mercosul, tendo a Venezuela entrado recentemente, e aprovaram a entrada dos facínoras ditadores cubanos na OEA, contra a própria carta daquela entidade, que prevê somente a participação de países democráticos!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Confissão de uma Mentira Histórica

Queridos, o texto é um tanto longo, mas prometo que vale a pena porque se tem aí o roteiro de uma impostura. E vocês também verão um intelectual inteligente, cientificamente correto e politicamente ousado (no Brasil, isso é raro), a pôr o discurso oficial do lulismo de joelhos. E ainda poderão flagrar Guido Mantega a contar uma mentirinha num fórum internacional. Vamos lá?

No Fórum Social Mundial em 2009
No discurso quer fez no Fórum Social Mundial de 2009, em Belém, aquela celebração zoológica de zebras de esquerda, antas alternativas e jumentos ongueiros, Lula dirigiu a palavra aos seguintes ilustres:

“Querido companheiro Evo Morales, presidente da Bolívia,
Querido companheiro Rafael Correa, presidente do Equador,
Querido companheiro Fernando Lugo, presidente do Paraguai,
Querido companheiro Chávez, presidente da Venezuela”.

E deitou falação contra o “Consenso de Washington” e o mercado. Segue um trechinho:

“A briga [crise] nasceu porque durante os anos 80 e os anos 90, ao estabelecerem a lógica do Consenso de Washington, eles venderam a lógica de que o Estado não prestava para nada, de que o Estado não podia nada e que o ‘deus mercado’ é que iria desenvolver os países, é que iria fazer justiça social. Esse ‘deus mercado’ quebrou. Quebrou por irresponsabilidade, quebrou por falta de controle, quebrou por causa da especulação.”

Não vou demonstrar - porque já foi demonstrado aqui e em toda parte, e quem não entendeu jamais entenderá - que foi o “deus mercado” que produziu o período de maior crescimento da economia mundial do pós-guerra até estourar a crise. E o Brasil foi um dos beneficiários desse momento. A prova evidente disso é que, mesmo com a economia da China a quase pleno vapor, o crescimento do Brasil em 2009 rondará o ZERO. Mais: medidas que o PT atribuía ao neoliberalismo, como Lei de Responsabilidade Fiscal e superávit primário, foram essenciais para manter a estabilidade da economia.

Em Davos em 2010
Pois bem. Celso Amorim, o Megalonanico, leu em lugar de Lula o discurso que o presidente faria em Davos, no Fórum Econômico Mundial, na solenidade premiação do Estadista Global. Vale dizer: Lula foi laureado por ter sido considerado um destaque no mundo que ele tentou evitar. Tivesse o PT vencido as eleições em 1989, 1994 ou 1998, seríamos, possivelmente, a mais ocidental das nações africanas. Em 89, Lula prometia implantar o socialismo; em 94, prometia acabar com o Real; em 1998, ele já não sabia mais o que prometer. Em 2002, ao assinar a Carta ao Povo Brasileiro, prometeu que seguiria o figurino deixado por FHC. E aí se faça justiça: ele cumpriu a palavra.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, estavam por lá. Depois da premiação, houve um almoço-seminário para debater as perspectivas do Brasil. E Ricardo Hausmann, professor de Harvard, fez Mantega admitir que Lula teve um bom antecessor. Acompanhem o relato (em azul) que Rolf Kuntz escreve no Estadão. Volto em seguida:

Maior economia da América Latina, o Brasil tem falhado em usar seu peso para defender a democracia na região, segundo o economista Ricardo Hausmann, professor de Harvard, ex-economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-ministro do Planejamento da Venezuela (89-93). Moderador dos debates num almoço organizado para discussão das perspectivas brasileiras, Hausmann proporcionou com sua cobrança a grande surpresa do encontro. O Brasil está na moda e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro premiado pelo Fórum Econômico Mundial com o título de Estadista Global.

O almoço, marcado para depois da premiação, poderia ter sido um perfeito evento promocional, se o mestre de cerimônias se limitasse a levantar a bola para as autoridades brasileiras chutarem. Ele cumpriu esse papel no começo da reunião. Deu as deixas para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falarem sobre o desempenho brasileiro durante a crise internacional e sobre as mudanças ocorridas no País nos últimos sete anos. Nem tudo saiu barato: pressionado por uma pergunta de Hausmann, o ministro da Fazenda elogiou o trabalho do governo anterior no controle da inflação e na elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O Brasil”, disse Mantega, “teve um bom presidente antes de Lula.” Mas acrescentou, como era previsível, uma lista de realizações a partir de 2003, como a elevação do superávit primário, a expansão econômica mais veloz e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Não faltou o confronto: a economia cresceu em média 2,5% no período de Fernando Henrique Cardoso e 4,2% na era Lula.

O almoço poderia ter continuado nesse ritmo se Hausmann não resolvesse enveredar pela política. Quando a Venezuela fechou a fronteira com a Colômbia, disse Hausmann, o Brasil mandou uma missão empresarial para ocupar o mercado antes suprido pelos colombianos. Quando a Colômbia anunciou um acordo militar com os EUA, Lula convocou uma reunião da Unasul.

É uma questão de pragmatismo, respondeu o empresário Luiz Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula. Elogiou o presidente por seu apoio à exportação - “agiu como um homem de negócios” - e acabou chegando ao ponto mais delicado: “A Venezuela compra do Brasil US$ 5 bilhões por ano. Que fazer?”

“O Brasil é signatário de uma Carta que o obriga a defender a democracia”, observou Hausmann. O Brasil, disse ele depois ao Estado, poderia ter feito um trabalho mais importante em defesa da democracia, na região, se a sua ação internacional fosse baseada em princípios e não no pragmatismo descrito pelo ex-ministro Furlan. O governo Lula, segundo o economista, deu à Colômbia um motivo para considerar o Brasil não confiável e uma razão a mais para se aproximar dos EUA.

Voltei
A questão de Hausmann que levou Mantega a admitir que Lula teve um bom antecessor não foi propriamente uma pergunta, mas uma lembrança: aquela capa da Economist em que o Brasil é apresentado como Cristo-foguete decolando. O professor lembrou que, segundo a revista, uma das forças de Lula foi justamente o governo que o antecedeu. Fiz uma síntese da reportagem e do editorial da revista no dia 12 de novembro, traduzindo alguns trechos. O post está aqui.

A fala de Mantega, como se vê, é a admissão tácita, escancarada, inequívoca , daquilo que todos nós sabíamos: o discurso da “herança maldita” é pura balela, uma mistificação grosseira. Mas que ainda esteve presente em Davos. No discurso lido por Amorim, sustenta-se que os antecessores de Lula governaram para apenas um terço da população. Hausmann não caiu no truque. E os demais presentes idem. Não se mente lá fora com a mesma sem-cerimônia com que se mente aqui, embora Mantega, como se verá, não tenha resistido a falsear um tantinho a realidade.

A mentirinha de Mantega
Como se lê no texto de Rolf Kuntz, Mantega afirma que a média do crescimento nos anos FHC foi de 2,5% contra 4,2% dos anos Lula. Eu ajudo o ministro da Fazenda. Estes são os índices de crescimento de 2003 para cá:

2003 - 1,1%
2004 - 5,7%
2005 - 3,2%
2006 - 4,0%
2007 - 6,1%
2008 - 5,1%
2009 - (*)

Em 2008, segundo os números oficiais do IBGE, a média de seis anos era, mesmo, de 4,2%. O problema está naquele asterisco de 2009. Se for preenchido com ZERO, já será uma boa notícia. Isso significa que, em 2009, a média de crescimento caiu de 4,2% para 3,6%. Para que a da era Lula seja mesmo de 4,2%, o Brasil terá de crescer, neste ano, 8,4%. Acho que Mantega pode tirar o cavalo da chuva. No auge da honestidade, seria obrigado a admitir que o Brasil, no governo FHC, cresceu a uma taxa superior à média mundial; no governo Lula, inferior. E com uma diferença: os seis primeiros anos de Lula viram o melhor tempo da economia mundial em décadas; os seis de FHC, um dos piores.

Questão democrática
Já a questão democrática, exposta por Hausmann, deve ser vista por aquilo que é: uma humilhação para a diplomacia brasileira. E isso fica para outro artigo. Voltem ao texto de Kuntz e leiam Luiz Furlan a explicar que o presidente se comporta como um negociante… Deus do céu!!!

Furlan, que já foi o chefão da Sadia (comprada pela Perdigão), deve acreditar que a política externa não deve mesmo resistir a certos imperativos categóricos: um peru congelado, uma peça de presunto e um pacote de salsicha.

por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Arrogância e Falta de Medida

TIVE UM choque ao ouvir de ex-colega da ONU que o Brasil começa a parecer arrogante no exterior. “Vocês não eram assim; agora se comportam às vezes com a petulância de novos-ricos!” Minha primeira reação foi descartar a observação como fruto de algum episódio isolado. E se for verdade, pensei depois? Meu amigo é dos mais argutos analistas internacionais e seus exemplos me abalaram a tranquilidade.

Na raiz dessa percepção, está a irritação crescente com o protagonismo excessivo do nosso presidente, a frenética e incessante busca dos holofotes, a tendência de meter-se em tudo, com boas razões ou sem nenhuma. Acaba por irritar outros presidentes, que se cansam de servir de figurantes ao brilho de nossa liderança. Chega a hora em que os demais não aparecem para a festa, como sucedeu na recente reunião de presidentes amazônicos em Manaus. Veja-se o contraste com a sobriedade e o realismo da China. Na recente visita de Barack Obama, o primeiro-ministro Wen Jiabao lhe disse, segundo a agência oficial, que “a China discorda da ideia de um G2, pois ainda é um país em desenvolvimento e precisa manter a mente sóbria”. Lamenta, mas não pode ajudar a resolver os problemas do Oriente Médio, do Afeganistão ou de outros lugares porque está muito ocupada em solucionar os próprios.

Imagine como teríamos reagido se a oferta do G2 tivesse sido feita a nós? O pragmatismo dos chineses significa que eles reservam os meios que possuem (bem superiores aos nossos) para o essencial: o comércio, a tecnologia, as ameaças do entorno asiático onde podem ser decisivos. A diferença em relação à política externa do Brasil revela muito sobre eles e sobre nós.

Queremos ser mediadores no Oriente Médio e em Honduras, onde nossa influência é quase zero, enquanto a Unasul, que fundamos, completa um ano sem conseguir eleger o secretário-geral (Néstor Kirchner é vetado pelo Uruguai) nem encaminhar os conflitos que se multiplicam entre os membros. O erro não é querer ter um papel útil, mas fazê-lo de modo desastrado, sem medida nem coerência. A mesma diplomacia que não suja as mãos em contatos com o governo de fato hondurenho abraça o sinistro presidente iraniano, indiferente à negação do Holocausto, à fraude eleitoral, às torturas e condenações à morte de opositores.

Nosso “timing” não é melhor do que nossa consistência. Recebemos Mahmoud Ahmadinejad na véspera de sua condenação pela Agência Internacional de Energia Atômica com os votos da China e da Rússia. Provavelmente amaciado pelos bons conselhos do Brasil, ele anunciou que vai construir mais dez usinas de urânio. Somos candidatos a posto permanente no Conselho de Segurança, mas assinamos oito acordos com país que está sob sanções do Conselho!

Não nos faria mal escolher com mais cuidado os amigos e as causas que patrocinamos. Tampouco perderíamos se deixássemos algum espaço para os que já nos olham com receio devido a nosso tamanho incômodo e potencial futuro. Ao conseguir convencer o secretário de Estado dos Estados Unidos a vir ao Rio de Janeiro para a conferência interamericana de 1906, Rio Branco insistiu para que visitasse também Montevidéu, Buenos Aires e Santiago, “a fim de dissipar ciúmes e prevenções, afagando o amor próprio” dos hispano-americanos. Ele sabia que “a inveja é a sombra da glória”, verdade que parece termos esquecido.

por Rubens Ricupero, 72, diretor da Faculdade de Economia da FAAP e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, ex-secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esquerdista Gosta de Ditadura!

No discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) na semana que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai cobrar o fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, além de defender que países ricos aceitem reformas no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial.


Segundo o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, o embargo a Cuba traz preocupação ao presidente Lula. “O assunto do embargo a Cuba é um assunto que preocupa o presidente Lula de maneira muito especial. O presidente, no seu discurso nas Nações Unidas, pretende fazer uma menção explícita à necessidade do fim do bloqueio a Cuba pelos Estados Unidos, um bloqueio que o presidente considera anacrônico e que é condenado pela opinião pública no continente”, disse.


No início da semana, Obama emitiu comunicado informando que foi prorrogada por mais um ano a Lei de Comércio com o Inimigo, que impede intercâmbio comercial com países considerados uma ameaça. A decisão tem efeitos práticos apenas contra Cuba.


Nesta quarta-feira, Lula disse que pretende conversar com o presidente americano sobre o embargo a Cuba na reunião de líderes do G20 –grupo de países desenvolvidos e principais emergentes– na próxima semana, nos EUA.


O porta-voz presidencial disse que em relação à crise financeira internacional, Lula pretende tratar das indefinições que ainda persistem no cenário econômico após 12 meses do período considerado mais delicado.


“O presidente Lula defenderá que é essencial renovar o ímpeto de reforma do sistema financeiro e rejeitar a leniência com o capitalismo financeiro desregulado. O presidente alertará para o fato de que, passados 12 meses, os progressos obtidos no combate à crise contrastam com a persistência de muitas indefinições”, disse Baumbach. “O fato de que foi possível evitar o colapso total do sistema não pode ser razão de comodismo e inércia. O presidente também considera prematuro suspender as medidas anticíclicas.”


A reunião anual com os líderes dos países na Assembleia Geral da ONU é tradicionalmente aberta pelo discurso do representante do Brasil, desde o primeiro encontro, em 1947, quando o primeiro orador foi o chefe da delegação brasileira, Oswaldo Aranha.


Por Gabriela Guerreiro, na Folha


Ah! Vamos lá comentar o óbvio. Os que me acompanham sabem o que penso - e para muitos, mais óbvio ainda, é o que os esquerdistas "pensam".


Há poucos dias, o Conselho de Direitos Humanos da ONU expulsou os diplomatas hondurenhos da reunião, manobra comandada pela embaixadora brasileira a mando de Lula e de Celso Amorim. Motivo: o atual governo hondurenho é golpista! (como se os esquerdistas soubessem o que é democracia).


Pouco depois, numa reunião da UNASUL (que nada mais é do que um dos disfarces do Foro de São Paulo), nosso ridículo Sinistro Celso Amorim comandou, junto com o bufão Chávez, a pressão contra a Colômbia para que esta abrisse mão de sua soberania e permitisse que seu acordo com os Estados Unidos fosse monitorado pelos membros da UNASUL - e Chávez, um dos mantenedores das FARC, queria ainda que as negociações com esta entidade esquerdista terrorista fosse feita pela UNASUL, e não plo governo colombiano.


E por que tudo isto? Porque a Colômbia não está nas mãos de esquerdistas! Porque Honduras não está nas mãos dos esquerdistas!


Qual é a exigência que estes membros da UNASUL - o Brasil em particular, que tanto tem gritado contra a Colômbia e Honduras - fazem sobre o acordo armamentista feito por Chávez com a Rússia? E sobre o acordo nuclear feito por ele com o Irã de Ahmadinejad? E com a compra de aviões, submarinos nucleares e armamentos franceses feito pelo Brasil?


Mas estes países já dominados, Brasil à frente, querem mais: uma Cuba livre para espalhar livremente as raízes do mal comunista!, pois muitos ainda respeitam as posições norte-americanas com relação à segurança mundial.


Cuba é um depósito de pessoas governada tiranicamente há 50 anos por Fidel Castro: é um país cuja "democracia esquerdista" é expressa por um número: 100 mil cadáveres! É um país com centenas de "presos de consciência", encarcerados apenas por discordarem da ideologia assassina chamada comunismo - o passo posterior ao socialismo, já dizia Marx.


E qual a diferença entre Cuba, idolatrada pelos esquerdistas, e Colômbia e Honduras? A verdadeira democracia e o respeito ao indivíduo: Cuba é uma tirania, e não está disposta a aderir ao regime democrático; nos outros países, a oposição atua livremente e há instituições que salvaguardam os direitos e deveres de todos os cidadãos.


Mas é em defesa das ditaduras que Lula - e todos os esquerdistas - toma posições mais benevolentes, pois é aquilo que gostaria de fazer, junto com os outros governantes membros do Foro de São Paulo: transformar toda a América Latina numa imensa prisão semelhante a Cuba.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cuba Lançando - Ainda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 18, que os embargos econômicos a Cuba não têm sustentação política, ética e moral. Em discurso de recepção ao presidente cubano Raúl Castro, no Itamaraty, Lula voltou a defender a revogação do ato de exclusão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pedir o fim do bloqueio à ilha imposto pelos Estados Unidos. "É por isso que o Brasil vai se empenhar para a volta de Cuba à OEA", disse Lula.

Lula, em seu discurso, lembrou que a revolução cubana de 1959 serviu de fonte de inspiração para uma geração brasileira durante o regime militar brasileiro (1964-85). "O patrimônio desse povo revolucionário (cubano) nos inspirou nos tempos terríveis da opressão e continua a nos motivar na construção de um mundo melhor", disse. "Muitas gerações de brasileiros, inclusive a minha, celebraram as transformações sociais que Cuba realizou, nesses últimos 50 anos, e estas mudanças colocaram o seu país na condição de nação extremamente desenvolvida em matéria de saúde e educação", completou.

No discurso, Lula pediu mudanças no sistema econômico e político internacional. "Quando a ganância de uns poucos ameaça as legítimas aspirações de bem-estar de muitos, torna-se inadiável uma profunda revisão no sistema financeiro internacional", afirmou o presidente. "Isso exige que os países em desenvolvimento tenham a voz mais ativa nas decisões que afetam toda a humanidade", completou. Lula ainda elogiou Raúl Castro pela adesão de Cuba a tratados internacionais nas áreas de direitos civis, políticos, econômicos e sociais e culturais. "Isso demonstra que o caminho é o da negociação e não apenas o enfrentamento", disse. O presidente observou que a balança comercial entre os dois países se multiplicou cinco vezes desde 2002. No ano passado, a corrente de comércio somou US$ 412 milhões. Ele defendeu parcerias comerciais e tecnológicas, principalmente nas áreas de agricultura, saúde e exploração de petróleo e gás em águas profundas.

Após o discurso de Lula, Raúl Castro agradeceu o governo brasileiro pela "permanente rejeição" ao bloqueio econômico imposto a Cuba pelos Estados Unidos. Ele defendeu a integração dos países do continente. "Nós, os latinos americanos, somos maiores de idade e já podemos ter voz própria e dizer para os vizinhos do norte do nosso continente, da Europa, da Ásia, do mundo inteiro que podemos dar passos que nos conduzam a outra situação", disse. Ele lembrou que o irmão, o ex-presidente Fidel Castro, tem muito afeto pelo povo brasileiro e por Lula.

Raúl Castro disse que Cuba e Brasil trabalham para que os países do continente não tenham intermediários e possam lutar pelo multilateralismo e pela livre determinação dos seus povos. O presidente cubano ainda agradeceu a Lula pela ajuda do governo brasileiro às vítimas de furacões que, neste ano, causaram danos à ilha. Segundo ele, essas perdas representaram 20% do PIB cubano.

Por Leonencio Nossa, no Estadão Online
discurso feito por Lula em 2005 tecendo loas aos membros da entidade.

Agora, os esquerdistas, enriquecidos pelo dinheiro que tiram dos governos, fazem cada vez mais foros (UNASUL, CALC, Mercosul etc.), mas todos eles são apenas mesas diversas para a mesma conversa: a dominação completa da América Latina e a fundação da URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), a fim de "recuperar aquilo que se perdeu no Leste Europeu".

Precisamos URGENTEMENTE nos unir à recém fundada UnoAmérica, dando-lhe apoio para que possamos rechaçar esta estratégia de dominação das esquerdas, antes que terminemos num gulag, numa prisão, como em Cuba, ou num "paredón".

É nosso dever começar a tentar convencer as pessoas menos esclarecidas de que, apesar da aparente calmaria econômica e das bolsas-migalha, o que nosso governante e seus apaniguados, juntamente com os governantes participantes do Foro de São Paulo, querem-nos apenas como escravos, e que, em breve, vão tirar-nos toda e qualquer liberdade que ainda nos resta!



Estamos chegando lá! Em 1990, quando Lula/PT e Fidel/PC Cubano fundaram o Foro de São Paulo, congregando partidos e entidades de esquerda da América Latina - incluindo as FARC -, houve grande interesse em esconder as relações entre todo este pessoal.Várias denúncias foram feitas durante todos estes anos, mas até hoje, muitas pessoas ou desconhecem do que se trata esta entidade ou pensam tratar-se de alguma "teoria da conspiração".

A partir de algumas reportagens feitas por alguns veículos nacionais sérios da mídia (Veja e Estadão), muitas pessoas passaram a acreditar na existência do Foro, principalmente a partir do

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cuba Lançando

Em outros tempos, o ingresso de Cuba no tal Grupo do Rio, sob o patrocínio do Brasil, provocaria um certo alarido na imprensa brasileira. O petralha indagaria: “Nos tempos da ditadura?” Não. Diria que, há coisa de cinco ou seis anos, tal atitude não passaria sem uma crítica severa feita pelos radares, vá lá, democrático-liberais da nossa imprensa. Agora, se houver um muxoxo, será muito. O tal Grupo do Rio reúne países da América Latina e Caribe. Uma das cláusulas de inclusão — e, pois, de exclusão — era a “democracia”. Sim, exigia-se que o país cultivasse um regime democrático. Cuba é uma tirania — notem: nem escrevo “ditadura”, mas tirania mesmo. E é agora membro permanente da tal cúpula.

A reunião se realizou na Costa do Sauípe. A estrela da festa foi o ditador cubano Raúl Castro, que aproveitou para deitar falação contra o embargo americano, afirmando que o país sofre há décadas com isso etc e tal. Conversa. Até quando existia a URSS, a tirania tinha tudo aquilo de que precisava para ser, em suma, uma tirania. Na prática, o embargo hoje já não tem grande importância. O que mantém na miséria a população da ilha é a ditadura.

Celso Amorim, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, não cabe em si de contentamento. Está feliz porque o Brasil conseguiu fazer a reunião sem observadores externos — leia-se assim: ninguém dos Estados Unidos. De fato, trata-se de uma grande honra: a democracia americana não vem nem para olhar, mas se joga no lixo um princípio do grupo e se acolhe uma ditadura. Dela, nada é exigido. Ao contrário: Raúl Castro foi tratado como um grande herói. Entre os presentes, notórios aproveitadores — gente que vem desafiando e humilhando o Brasil nas relações bilaterais: com destaque, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador); na segunda linha, Fernando Lugo (Paraguai). Todos eles regidos pelo maestro Hugo Chávez (Venezuela).

Amorim foi mais discreto no ataque à OEA, mas Castro, que não está muito acostumado a esses ambientes, vá lá, um pouquinho mais plurais, entregou o jogo: a idéia é fazer o tal Grupo do Rio substituir a OEA — porque, afinal de contas, a Organização dos Estados Americanos conta com a presença dos Estados Unidos. A cúpula da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) aproveitou a oportunidade para uma rápida reunião, formalizando a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa — outra tentativa de sabotar a OEA de lado. Não custa lembrar que, no conflito havido entre o filoterrorista Equador e a democrática Colômbia, não fosse a Organização, o país que estava sendo realmente agredido — aquele presidido por Álvaro Uribe — teria ficado sozinho. O Brasil — sim, o Brasil — liderou a tentativa de censura à Colômbia. Por quê? Ora, Brasília não considera as Farc terroristas. Logo, não considerava grave que Rafael Correa abrigasse os bandidos em seu território. Como sei disso? Procurem algum documento da época ou declaração censurando o Equador. Nada! Amorim se mobilizou contra a Colômbia — sem contar o Marco Aurélio Top Top Garcia, que, por estes dias, decidiu submergir um pouco.

Os que, no Brasil, pedem com tanta energia a revisão da Lei de Anistia para punir, como dizem, os torturadores não se importam que Cuba seja paparicada pelo Brasil. A ilha tem reservadas suas masmorras para intelectuais, artistas e oposicionistas em geral. A dupla Castro, por 100 mil habitantes, criou e lidera um regime assassino. Já demonstrei aqui que Fidel é 2.700 vezes mais homicida do que o regime militar brasileiro. Mas o que estou dizendo, não é? Os 95 mil mortos da tirania cubana certamente eram reacionários nojentos, direitistas safados, contra-revolucionários asquerosos, gente que merecia morrer mesmo por não entender os altos desígnios daqueles bravos guerreiros do povo.

Para Lula, este é um momento de ouro. Amorim comentou nestes termos o ingresso de Cuba no grupo: “A posição do Brasil sobre esse tema sempre foi de manter o diálogo aberto. Eu acho que não foi feito com a intenção de pressionar ninguém, isso é uma decisão da América Latina e do Caribe e dos países que integram o Grupo do Rio. Agora, se servir para que o futuro presidente dos Estados Unidos veja para que lado estão soprando os ventos, eu acho válido”. Entenderam? Amorim está mandando um recado para Barack Obama: “Os ventos estão mudando”. Ora, se os ventos mudam porque Cuba passa a integrar um clube, eles mudam necessariamente para pior. Trazem o cheio da morte. Em seu discurso, Raúl Castro teve a coragem de falar dos “muitos que tombaram” para Cuba ser o que é. Nem diga. A sua ditadura matou, reitero, 95 mil pessoas.

por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

América Latina se Une Contra o Foro de São Paulo

É com imensa alegria que o blog divulga a fundação de uma organização que reúne intelectuais, acadêmicos, juristas, escritores e estudantes de vários países da América Latina, em defesa da democracia e da liberdade em nossos países. E com muita honra anuncio que Graça Salgueiro, do NotaLatina, e Heitor De Paola, do Papéis Avulsos, são os representantes do Brasil nesta organização que se chama “União de Organizações Democráticas da América” – UNOAMÉRICA.

A iniciativa da criação desta entidade partiu de Alejandro Peña Esclusa, presidente da ONG Fuerza Solidaria, da Venezuela, que há anos viaja pelo mundo denunciando os ardis do Foro de São Paulo e tentando agrupar pessoas que estejam dispostas a fazer frente ao avanço do comunismo em nosso continente criando um “Anti-Foro de São Paulo”. Finalmente a Federación Verdad Colombia encontrou as condições propícias para organizar o evento que ocorreu neste fim de semana, dias 13 e 14 de dezembro em Bogotá, Colômbia.

Abaixo, segue a tradução, feita por Graça Salgueiro, da nota divulgada por Fuerza Solidaria e a Declaração Final do evento, que dá uma panorâmica do que propõe a UNOAMERICA. Em breve divulgaremos outras notícias a respeito desta entidade que já nasce grande e merecedora de respeito, pois tem como presidente, aclamado por unanimidade, o incansável e abnegado Alejandro Peña Esclusa.


Meus parabéns a todos os participantes pela escolha de Alejandro.Criam confederação de ONGs para enfrentar o avanço do Foro de São Paulo
Bogotá, 14 de dezembro – Foi criada hoje nesta cidade uma confederação internacional de organizações não-governamentais, denominada União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA – cujo objetivo principal será a defesa da democracia e da liberdade, ameaçadas pela expansão do castro-comunismo e sua nova versão, o Socialismo do Século XXI, através do Foro de São Paulo. A reunião fundacional contou com a participação de delegados e adesões da Argentina, da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, de El Salvador, do Peru, do Uruguai e da Venezuela.

Os delegados denunciaram os métodos que os integrantes do Foro de São Paulo usam para destruir as democracias e acabar com as liberdades, utilizando mecanismos como as reformas constitucionais e a fraude eleitoral, para controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, assinalando particularmente Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega.

Do mesmo modo, acusaram a UNASUL de ser um instrumento do Foro de São Paulo para intervir nos assuntos internos de outras nações e favorecer a seus membros, como ocorre na Bolívia, onde a UNASUL avalizou a gestão totalitária de Evo Morales e tergiversou os fatos sobre o massacre de Pando (Informe Mattarollo), culpando injustamente o governador Leopoldo Fernández. Também criticaram o intervencionismo de Chávez, que financia ilegalmente seus aliados, como o fez com Cristina de Kirchner e o faz agora com o salvadorenho Mauricio Funes, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

Segundo indica sua
declaração final (ler abaixo em português), a Uno-América proporcionará aos setores democráticos do continente um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação e permanente apoio mútuo. Adicionalmente, UnoAmérica elaborará programas de desenvolvimento e industrialização, a fim de resolver os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

UnoAmérica será presidida por Alejandro Peña Esclusa, presidente da ONG venezuelana
Fuerza Solidaria, que foi eleito por unanimidade, enquanto que a Secretaria Executiva ficará a cargo da Federação de Organizações Não-Governamentais Verdad Colombia. Ao finalizar o encontro, os delegados invocaram a guia e a proteção de Deus, para cumprir cabalmente com seus objetivos, e convidaram todas as forças democráticas da América a incorporar-se a esta iniciativa.
UNIÃO DE ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA
O continente americano atravessa um momento importante. As mais antigas e tradicionais democracias estão ameaçadas por movimentos de procedências duvidosas, como o expansionista Socialismo do Século XXI. À crítica situação venezuelana se unem, entre outros, o Equador, a Nicarágua e a Bolívia, e na mira encontram-se democracias que resistiram a cair nos encantos do prodigioso talão de cheques petroleiro de Hugo Chávez.

Fraude eleitoral, expropriação de terras e empresas, perseguição a líderes da oposição, vínculos com grupos terroristas, malversação de dinheiros provenientes de recursos públicos, censura a meios de comunicação, tolerância com o narcotráfico e desejos de perpetuar-se no poder, são algumas das características de quem lidera o Socialismo do Século XXI.

Os principais grupos terroristas do continente se uniram a representantes de governos e partidos políticos afeitos a movimentos extremistas, e conformaram um engendro que se conhece como Foro de São Paulo. Desde sua fundação, a cargo de Fidel Castro, até seus recentes encontros liderados por Hugo Chávez, esse Foro se caracterizou por servir de porta-voz dos grupos terroristas para o logro de seus objetivos políticos e armados.

Preocupados pelo destino dos países do continente, um grupo de analistas e representantes de organizações não-governamentais, nos unimos para formular alternativas de solução frente à crescente ameaça expansionista de movimentos extremistas. Convidamos-lhes a conhecer, por meio de nossa página eletrônica, a
União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA.

Sobre o Desarmamento no Brasil

"Uma arma de fogo não pode ferir ninguém, a menos que exista um ser humano para puxar o gatilho. Dez milhões de armas seriam inofensivas, a não ser que algum humano seja motivado pelo ódio, ganância ou preconceito. Assim, essa controvérsia sobre armas transforma-se num problema espiritual. Embora leis restritivas sobre armas possam ter algum efeito em mostrar ao mundo que estamos preocupados com o problema da violência, esta é, realmente, relacionada com o coração e a consciência humana. Se os homens tiverem o desejo de matar e mutilar, eles acharão um jeito, com ou sem armas"
Reverendo Billy Graham, 1968


O Alto Comissário do Povo para a Justiça, Tarso Genro, é um cidadão preocupado com a segurança da sua amada família. Não é por acaso que ele possui duas armas registradas em seu nome: um revólver e uma pistola. Ele sabe que assaltantes, assassinos e estupradores não se importam com o que está escrito no código penal. Sabe também que no seu estado, o Rio Grande do Sul, os homicídios aumentam a cada ano, mesmo após a entrada em vigor da lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento (v.
Relatório de Homicídios no Brasil - Ministério da Saúde – MS - SVS. 2007).

No entanto, ao mesmo tempo em que demonstra tamanha sensatez no âmbito familiar, nosso Comissário parece não se importar com a segurança do resto da população. Bem protegido com suas armas, Tarso Genro tem promovido uma intensa campanha para o desarmamento civil mesmo após o sonoro NÃO recebido no Referendo em 2005.

Nossos amigos marxistas devem estar desconfiados. Tarso, marxista-leninista e autor do livro “Lênin Coração e Mente”, não se lembra mais das recomendações de Marx e Engels sobre o “armamento de todo o proletariado, com fuzis, carabinas, canhões e munições”. Por que ele estaria desarmando o povo? Terá ele se tornado um inimigo do povo ao assumir o poder? Ou será que ele sempre foi um vendido para o
capital especulativo internacional e só usou seus companheiros de ideologia como massa de manobra?

O certo é que o governo desrespeita todos os dias a vontade dos brasileiros e, definitivamente, nos toma por idiotas. Não existe no Brasil maior promotor da exploração e desrespeito do que ele. Além da arrecadação bilionária de tributos em troca de absolutamente nada, temos ainda que vê-lo gastar sem cerimônia e com a maior cara de pau do mundo o suado dinheiro da população, recolhido através de impostos, taxas e contribuições sem fim, contra os interesses dela mesma.

O Governo Federal tem tentado ludibriar a população apresentando o resultado de suas políticas fracassadas como vitórias triunfais. A principal artimanha utilizada atualmente é tirar conclusões com base somente nos números totais (ou variação dos números absolutos) de homicídios. Evita qualquer conclusão que envolva os números totais separados ou discriminados por estado (v.
A Farsa do Desarmamento no Brasil ).

Por que, então, o governo não para com essa palhaçada de uma vez? Porque o Estatuto do Desarmamento é a sexta aplicação no Brasil das diretrizes da ONU, aquela organização totalitária dos petralhas globais.O Estatuto do Desarmamento não foi promulgado para proteger os brasileiros. Muito pelo contrário, ele é o instrumento perfeito para subjugar a população e guiá-la, a força se necessário, pelo
Caminho da Servidão. É uma norma ditada pela ONU, faz parte de um plano maior que pretende desarmar a população civil mundial. A derrota no referendo em 2005 não significou nada. A população não quer ser desarmada? E daí? A ONU mandou desarmar todo mundo, então pronto, fique quieto, entregue sua arma e ponto final.

"Os planos do governo mundial estão expostos desde 1995 no documento 'Our Global Neighborhood', publicado por uma 'Comissão de Governança Global', que prega abertamente 'a subordinação da soberania nacional ao transnacionalismo democrático'. Esses planos incluem:

1. Imposto mundial.
2. Exército mundial sob o comando do secretário-geral da ONU.
3. Legislações uniformes sobre direitos humanos, imigração, armas, drogas etc. (sendo previsível a proibição dos cigarros e a liberação da maconha).
4. Tribunal Penal Internacional, com jurisdição sobre os governos de todos os países.
5. Assembléia mundial, eleita por voto direto, passando por cima de todos os Estados Nacionais.
6. Código penal cultural, punindo as culturas nacionais que não se enquadrem na uniformidade planetária 'politicamente correta'.

É o Estado policial global, a total liquidação das soberanias nacionais. E não são meros 'planos': com os Estados Unidos da Europa, tudo isso entra em vigor imediatamente no Velho Continente, da noite para o dia, sem consulta popular, sem debates, sem oposição, anunciando para prazo brevíssimo a extensão das mesmas medidas para o globo terrestre inteiro pelo mesmo método rápido da transição hipnótica". (Olavo de Carvalho,
Golpe de estado no mundo)

Na
excelente entrevista concedida ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara, o presidente do Movimento Viva Brasil, prof. Bene Barbosa, afirmou que as origens do atual lobby antiarmas é promovido pela ONU desde a década de 1950. Explica também que a ONU considera as armas em posse da população civil – caçadores, atiradores e cidadãos armados – uma ameaça para as futuras intervenções das tropas da ONU.

A ONU está trabalhando para implantar o totalitarismo mundial. O projeto e os objetivos estão expostos em linhas gerais no documento
“Our Global Neighborhood”. Para ver uma outra análise sobre este documento clique aqui.

Um ponto do documento não mencionado pelo professor
Olavo de Carvalho na citação inicial é o apoio explícito e efetivo “para incentivar [as iniciativas d]o desarmamento dos civis” em todo o mundo. (Confira o capítulo Promoting Security ; Último parágrafo).

A ONU utiliza uma técnica de autopromoção através de Organizações Não Governamentais. As ONGs recebem a denominação “Agentes de Mudança na Sociedade Civil” nos seus documentos. A própria ONU com o apoio de Fundações bilionárias pró-Governo Mundial, como a Fundação Ford, financiam milhares de ONGs pelo mundo e estas, por sua vez, têm a missão de promover “uma cultura da não-violência” cuja finalidade real é desarmar a população.

As ONGs e entidades da Rede Desarma Brasil - entre as quais Sou da Paz, Viva Rio, Paz pela Paz e Não Violência - não estão preocupadas em promover a segurança dos brasileiros. O mais engraçado é que a sua função está explicita em sua própria denominação. Querem desarmar o Brasil, o povo brasileiro. Custe o que custar. A segurança é só um pretexto, uma desculpa.

Caro leitor, a palavra “democracia” não possui o mesmo significado para você e a ONU. Para ela esse termo possui o mesmo significado que nas denominações dos seguintes países: República Popular Democrática da Coréia do Norte e República Popular Democrática da China. É a mais cínica aplicação do duplipensar orwelliano. Democracia é Totalitarismo.
por Wellington Moraes

A matéria é muito bem explícita quanto aos desejos totalitaristas dos diversos membros da ONU, em especial, daqueles pertencentes a estas comissões, pois, como meu falecido pai já dizia, "de boas intenções, o inferno está cheio".

Discordo, porém, do articulista quando ele diz que "Tarso, marxista-leninista e autor do livro 'Lênin Coração e Mente', não se lembra mais das recomendações de Marx e Engels sobre o 'armamento de todo o proletariado, com fuzis, carabinas, canhões e munições'", pois nosso sinistro da Justiça, Falso Gênero, exatamente por seguir a cartilha Leninista, pretende implantar o socialismo de acordo com o que Lenin dizia ser o "modus operandi" ideal para a implantação do socialismo (idéias tais bastante aprofundadas por Antonio Gramsci em seus "Cadernos do Cárcere") em seu famoso Decálogo.

Um dos "dez mandamentos" Leninista para a implantação e tomada do poder pelos socialistas é justamente aquele que diz que deve-se "catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa".

Como AINDA estamos numa democracia, no momento em que os governantes queriam, literalmente, tomar todas as armas da população civil, em 2005, surgiu uma grande resistência popular; optou-se, então, por fazer o referendo citado pelo autor.

Porém, em nenhum momento queria-se parar com o recolhimento das armas dos cidadãos respeitadores das leis - e, aí, não interessam os meliantes, pois eles ajudam os socialistas a "promover distúrbios", para que eles façam com que as autoridades legais não os coíbam, através dos chamados "direitos humanos".

Se verificarmos o "Decálogo de Lenin", veremos que, desde o primeiro governo civil, mas mais especialmente a partir de FHC, cada ítem tem sido cuidadosamente cuidado pelas esquerdas para implantarem o socialismo, quer como ordem nacional (Brasil), transnacional (URSAL ou UNASUL, como queiram) ou global (Governança Mundial da ONU).

Eis o Decálogo:
  1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
  2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
  3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
  4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
  5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
  6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
  7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
  8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não os coíbam;
  9. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa;
  10. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista.



Comento:

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Farsa da Unasul: Explicando o Fenômeno

No dia 23 de maio de 2008, uma reunião em Brasília tornou realidade a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), através de um Tratado Constitutivo que criou uma personalidade política própria para o Bloco e, entre outras coisas, um Conselho Sul-Americano de Segurança.

Este Bloco – estipulado nos moldes da União Européia como união política e econômica, com moeda única e parlamento comum – é divulgado como a última salvação econômica da América do Sul, como se o simples ingresso no mesmo fosse tornar qualquer país sul-americano desenvolvido instantaneamente.

A Unasul é apenas uma mal-disfarçada tentativa de implantar na América do Sul um regime ditatorial comunista, exatamente igual ao que foi feito na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a extinta URSS. Diríamos que a Unasul é tão-somente a URSS trazida para a América.


E quem desejar confirmar tal coisa, basta abrir os olhos e analisar as pistas que a própria Unasul nos dá.

Não por coincidência, sua bandeira carrega as cores vermelho-sangue e amarelo... exatamente as mesmas da bandeira da URSS, ainda hoje utilizadas pelo Partido Comunista.

A Sede da Unasul será em Quito, no Equador do socialista Rafael Correa.

O Parlamento da Unasul será em Cochabamba, Bolívia, hoje dominada pelos comunistas de Evo Morales.

E o Banco do Sul, o centro financeiro do Bloco, por onde circulará a moeda única, que Evo Morales sugeriu chamar-se "pacha" (terra, em idioma quíchua) será em Caracas, a capital venezuelana, do déspota totalitarista Hugo Chávez.

Somente estas pistas já revelam bem o que, realmente, é a Unasul: uma tentativa – ou melhor, uma realidade política – de implantar na América Latina uma nova URSS. E porque faço esta afirmação?

Todos os membros da Unasul são governantes de esquerda, apaixonados pela ideologia socialista, preconizada por Karl Marx e levada a cabo por Lenin, Stalin, Pol Pot, entre outros. Ademais, todos fazem parte do Foro de São Paulo, fundado em 1990 pelo PT, na figura de Lula e Marco Aurélio Garcia, principalmente, e pelo Partido Comunista Cubano, na figura do ditador caribenho Fidel Castro.

Desde esta época, os membros do Foro vêm atuando de forma a eleger-se como governantes de seus países, com uns ajudando aos outros - inclusive financeiramente - a manter-se no poder e implantar constituições - ou modificar as existentes - de forma que as liberdades sejam cada vez mais cerceadas em seus respectivos países. Desta forma, temos:


Lula - Brasil;
Evo Morales - Bolívia;
Fidel Castro - Cuba;
Hugo Chávez - Venezuela;
Rafael Correa - Equador;
Cristina Kirshner (e, antes, seu marido, Nestor Kirshner) - Argentina;
Michele Bachelet - Chile;
Fernando Lugo (e, antes, Tabaré Vazquez) - Uruguai;
Álvaro Colom - Guatemala;
Daniel Ortega - Nicarágua.


E todos estes presidentes, que participam do Foro de São Paulo, em maior ou menor grau, acobertam os atos terroristas das FARC, narco-guerrilheiros colombianos e que também pertencem ao Foro, que, há mais de quarenta anos, vem tentando implantar o regime comunista na Colômbia.

Assim, a diferença da criação entre União Soviética a União das Nações Sul-Americanas (que eu prefiro chamar de URSAL - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) é tão somente o método de implementação: a URSS foi implantada por uma revolução violenta, extremamente sanguinária (como foram as implantações na China, no Vietnã, na Coréia do Norte e em Cuba); hoje, com muitas pessoas já precavidas com estas revoluções – o mundo está cansado de revoluções que no final tornam tudo pior do que era antes – a Unasul é implantada aos poucos, gradativamente, de forma sutil, em um movimento lento, cuja intenção é desviar as atenções, extamente como preconizava Gramsci, um comunista italiano. E, de fato, quase ninguém está percebendo para onde estamos caminhando.

No Brasil, onde a ingenuidade chega às raias da ignorância, o povo não percebe a que ponto está sendo conduzida a lenta revolução comunista do governo Lula. É incompreensível que o povo brasileiro se deixe seduzir por promessas de milagres econômicos e feche os olhos à realidade: a de que, em breve, neste caminho, o Brasil está se tornando uma república socialista, de regime ditatorial!

O Presidente Lula põe em postos-chave de seu governo pessoas abertamente ligadas às causas revolucionárias comunistas, com um passado terrorista e guerrilheiro envergonhável: já tivemos
José Dirceu, Antônio Palocci, José Genoíno, Diógenes, Luiz Gushiken, Marina Silva, Nilmário de Miranda, Agnelo Queiroz, e ainda temos Aloysio Ferreira, Carlos Minc, Dilma Rousseff, Franklin Martins, Luiz Dulci, Maria do Amparo Araujo e Tarso Genro, sendo que Dilma e Tarso ainda vangloriaram-se de seu passado terrorista dizendo ter "lutado contra a ditadura". O problema é que eles não lutaram contra a ditadura, mas sim, em prol da ditadura, mas a comunista, cuja implantação era objetivo do COLINA e do VAR-Palmares.
E isto não se aplica somente aos grupos terroristas dos quais a Ministra Dilma e o Ministro Tarso participaram, dado que é fato inegável que os comunistas que lutaram contra a ditadura militar no Brasil, lutavam, na verdade, pela implantação de um regime comunista nos moldes cubanos. Negar isso é negar o fato histórico concreto.

Lula, com seu jeitinho tímido e de "homão" nordestino, na verdade é muito inteligente: move tudo por debaixo dos panos. Uma revolução tão habilmente traçada e planejada, há tantos anos. Não uma revolução: uma conspiração contra a nação brasileira.

São estes os políticos que hoje dominam o Brasil. São estes os políticos que querem implantar um regime comunista na soberana nação brasileira, suprimindo as liberdades individuais e propugnando ideais há muito demonstrados errôneos. São estes os políticos que querem enxertar na América o carcinoma da extinta (extinta? e o que o esquerdista Vladimir Putin está fazendo, novamente?) União Soviética.

Para corroborar o que estou dizendo, vejamos os passos necessários para a implantação de um regime socialista, como querem as esquerdas:

1. Revolução Cultural:
Antes de semear, o terreno deve ser arado e a terra preparada. Não se pode infiltrar a ideologia na mente de alguém sem que antes seu pensamento seja direcionado a recebê-la. Mão Tse-Tung sabia disto, e foi no que se baseou para sua Revolução Cultural na China, a partir de 1966.

No Brasil, a Revolução Cultural acontece: o governo estimula uma degradação de valores como nunca antes vista. Foi no governo Lula que foi aprovada a perniciosa Lei de Biossegurança, que não garante a segurança dos mais indefesos, os seres humanos em idade embrionária. E é neste governo que se quer aprovar o nefasto e animalesco crime do aborto – por iniciativa do Presidente, que convocou uma Comissão Tripartite para elaborar um Projeto de Lei a respeito, e pôs no Ministério da Saúde um médico abortista ao extremo da obsessão.
Não bastando, ainda se quer, neste governo, aprovar uma Lei pela qual todos os brasileiros – todos, e absolutamente todos – são obrigados a tolerar e concordar com os atos imorais e pecaminosos praticados por um homossexual, sendo-lhe proibido o direito de manifestar-se contrariamente às práticas homossexuais, mesmo aquelas em público. E sequer pense o brasileiro em tachar de "promíscuas" as perniciosas paradas gays, pois poderá ser levado ao hospício, para dizer o mínimo, afinal, ainda um dia desses disse o Presidente Lula que ser contrário ao homossexualismo é a "doença mais perversa que já entrou numa cabeça humana".
Mas nada é comparado às máquinas de camisinha nas escolas públicas, pelas quais os adolescentes são expostos e estimulados ao sexo livre e irresponsável. Sexo animalesco e bizarro, na verdade.
É a Revolução Cultural, que no Brasil anda a mil.
2. Amizade com regimes comunistasMas para preparar o pensamento do povo ao acolhimento de um regime comunista, é necessário ainda que sejam fechados laços de amizade com regimes do tipo, para que o cidadão já tenha como parte de sua experiência de vida a convivência com tal regime.
E nisto se dá a lua-de-mel de Lula e Hugo Chávez, a quem o Presidente chama de "companheiro" (que bela qualidade de "companheiro"...). A entrada da Venezuela no Mercosul, não obstante as constantes violações dos direitos humanos naquele país, se dá no mesmo contexto.
É nisto que se dá, também, a tímida reação brasileira às estatizações do gás boliviano, e a maravilhosa relação fraterna entre Lula e o comunista Evo Morales.
Não se pode esquecer a grande amizade deste governo com a China comunista, na qual não há liberdade e que assassinou - e assassina milhares ( ou milhões) - e na qual milhares de homens são presos em verdadeiros campos de concentração e forçados a trabalhar de forma escrava nas indústrias, fabricando estes produtos baratos que atolam o mercado brasileiro ("Made in China"... ou "Made by slave work").
3º Passo: Censura
A Lei da Mordaça Gay, da qual já falamos, é um exemplo do início da censura no Brasil.
A censura já acontece.

Durante o julgamento do STF sobre as células-tronco embrionárias, esta censura tmou proporções absurdas: nenhuma notícia, uma sequer, foi divulgada contra as pesquisas; apenas a favor. Não deve ser coincidência que o governo fosse o maior interessado nas pesquisas com células-tronco embrionárias, pois:
- Não se falou nos tumores que estas células podem causar;
- Não se falou dos benefícios maravilhosos que se pode obter com células-tronco adultas;
- Não se falou de tantas crianças que nasceram mesmo após terem sido conservadas criogenicamente por mais de uma década (desmentindo o argumento dos "embriões inviáveis"...).
Além disso, agora, querem criminalizar a imprensa por divulgar que os próprios órgãos do governo vêm fazendo escutas ilegais para censurar, ainda mais, os brasileiros de bem, como o ministro do STF, Gilmar Mendes.
4º Passo: Reforma Agrária nos moldes soviéticos
Uma Reforma Agrária injusta, confiscatória e completamente desprovida de sentido deverá ser realizada por iniciativa governamental. O proprietário rural terá sua terra desonestamente confiscada para ser redistribuída da forma que o governo bem desejar. Exatamente como na URSS, não se fará distinção entre proprietário rural grande ou pequeno: o proprietário rural é o inimigo, seja ele quem for.

O apoio do governo Lula ao revolucionário MST, que, invadindo propriedades (com o apoio da CNBB), desrespeita o oitavo (não roubarás) e o décimo mandamentos (não cobiçarás a casa nem coisa alguma do teu próximo) de Deus, além de infringir diversas leis que defendem a propriedade privada, pode ser visto como o primeiro passo rumo a este ideal.
5º Passo: Perseguição à religiãoA religião é a pior inimiga do comunismo quando não se dobra perante ele. E a única que tem sido capaz de não se dobrar, por sua coerência e firmeza, é o Catolicismo - não a "Teologia da Libertação" nem as idéias dos membros da CNBB e das pastorais da terra. Por isto, ela deve ser perseguida primeiro.
Nesta primeira fase da perseguição, o Catolicismo será desacreditado junto ao povo. E isto já está acontecendo.
Basta observar o episódio das células-tronco embrionárias, onde a posição contrária da Igreja não era digna de crédito, simples e estapafurdiamente rejeitada pelos opositores (que conhecem sua coerência e exatidão), tachada de obscurantista e medieval. A expressão mais utilizada no episódio das células-tronco embrionárias foi "Estado laico", e não "embrião humano".
Agora se quer tirar, por força de lei, o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, algo que já faz parte da piedade popular.
6º Passo: Censura formalCensura decretada sob forma de lei.

7º Passo: Prisões
Inimigos políticos ou pessoas contrárias ao rumo tomado pelo país deverão ser presas e caladas. Primeiro com base em acusações falsas. Depois, sem motivo.
8º Passo: Decretação do Regime ComunistaSerá decretado um regime ditatorial de cunho comunista. Se dirão palavras do tipo: "Uma nova era se inicia, uma era de igualdade e justiça"... Serão prometidos milagres econômicos, justiça social, o fim da fome e da pobreza, e outras coisas materiais que encantarão a muitos.

9º Passo: URSAL
Uma nova URSS.
10º Passo: Extinção aberta da religiãoA religião, em especial a católica, será perseguida de forma bizarra. O ódio comunista à religião fará muitas vítimas. Como na URSS e na China, o objetivo será claro: eliminar a religião até os seus fundamentos. Igrejas fechadas, católicos presos e assassinados. Verdadeiro "Holocausto Católico", de feições demoníacas.

Cada um destes passos já está em andamento. Deus nos livre que todos eles sejam dados!

Posso parecer pessimista ou chocante demais ao denunciar estes dez passos. Mas nada fiz a não ser olhar para o passado e dele tirar lições para o presente: exatamente o que aconteceu na URSS, na China e na Guerra Civil Espanhola pode acontecer no Brasil. Não quero ser sensacionalista, mas é chegada a hora de o brasileiro deixar de lado a ingenuidade e ver a realidade de forma nua e crua, como ela é de fato.
Seria ingênuo considerar que tudo ocorrerá durante este governo. Não. Este governo é somente o início de um antigo sonho comunista. Uma sucessão de governos deste tipo deverá ocorrer, e logo teremos uma ditadura comunista no Brasil.
Um futuro governo da Ministra Dilma "Estela" Roussef piorará as coisas.
Cabe ao povo brasileiro não permitir tal coisa. Cabe ao Brasil reafirmar sua soberania perante este crápulas terroristas e mascarados, discípulos de Stálin, Mao e Fidel. O povo brasileiro não pode cruzar os braços diante da ofensiva comunista nesta nação. Se este povo não lutar contra esta ofensiva, o Brasil será deixado num berço de serpentes. E estas serpentes o envenenarão, com conseqüências trágicas para a nação.
Levanta-te, brava gente brasileira!
por Taiguara Fernandes de Sousa e José Ricardo Weiss

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Democracia do Foro de São Paulo

Vamos ver duas notícias que saíram nos jornais. Comento depois...Estadão

Venezuela expulsa chefe de ONG de direitos humanos


A Venezuela expulsou o diretor da organização de defesa de direitos humanos Human Rights Watch no país, José Miguel Vivanco, após a divulgação de um relatório que critica as instituições e o governo.

O relatório da Human Rights Watch (HRW), divulgado na quinta-feira, apresenta um balanço dos 10 anos de gestão de Hugo Chávez no qual afirma que o governo "debilitou as instituições democráticas e as garantias de direitos humanos" neste período.

O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que Vivanco violou a Constituição do país.

O documento foi divulgado uma semana após a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela.

Intolerância política
No documento, intitulado "Intolerância política e oportunidades perdidas para o progresso dos direitos humanos na Venezuela", a organização, que tem sede em Nova York, afirma que depois do fracassado golpe de Estado contra o presidente venezuelano, em 2002, Chávez teria "tomado" as instituições do Estado.

Entre as principais áreas criticadas aparecem "o controle" do governo sobre o poder judiciário, "discriminação política aos opositores", "limitações à liberdade de expressão e ao sindicalismo".

Uma das principais críticas apresentadas no documento afirma que na Venezuela "não há separação de poderes" e utiliza como exemplo a ampliação do número de cadeiras no Tribunal Supremo de Justiça, de 20 para 32, em uma reforma realizada em 2004.

Na avaliação da HRW, esse sistema teria sido implementado para que os magistrados favoráveis ao governo alcançassem maioria.

Essa mudança foi qualificada pela HRW "como a mais grave violação do estado de direito", desde o golpe de 2002.

"Existe uma ausência de controle judicial, o que tem sido aproveitado por Chávez para aplicar políticas discriminatórias que limitam o exercício da liberdade de expressão dos jornalistas, da liberdade sindical dos trabalhadores e da capacidade da sociedade civil de promover os direitos humanos", afirmou José Miguel Vivanco, diretor da HRW, durante a apresentação do informe, nesta quinta-feira em Caracas.

Representantes do governo ouvidos pela BBC Brasil rejeitaram o informe da HRW e negaram que no país os direitos humanos e a democracia estejam em perigo.

Informe 'incorreto'
Para German Sálton, representante do Estado venezuelano na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o informe é "incorreto" e não contempla aspectos que, a seu ver, são "conquistas" dos 10 anos de governo.

"A realidade venezuelana mostra números diferentes deste informe: o governo erradicou o analfabetismo, levou saúde à população mais pobre, garante acesso ao trabalho, isso é respeito aos direitos humanos, não violação", afirmou Sálton.

"Quando houve o golpe de Estado e o canal estatal foi tirado do ar, esta organização não emitiu nenhuma frase condenando esta violação à liberdade de expressão, nem tampouco contra o golpe", acrescentou.

Crise diplomática
Para Saul Ortega, deputado da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia Nacional, a divulgação do informe está relacionada com a mais recente crise diplomática entre Venezuela e EUA.

Na semana passada Chávez ordenou a expulsão do embaixador norte-americano de Caracas "em apoio à Bolívia" e recebeu uma idêntica resposta por parte da Casa Branca.

"Não é por acaso que depois da expulsão do embaixador norte-americano os EUA começaram a nos atacar com os dois temas centrais para desqualificar um governo: narcotráfico e direitos humanos", afirmou Ortega à BBC Brasil.

Há dois dias, o governo dos EUA incluíram a Venezuela e Bolívia na lista de países que fracassaram na luta contra o tráfico de drogas no último ano.

Discriminação
No seu balanço sobre a gestão de Chávez, a HRW afirma que "a discriminação política" tem sido uma das características da atual presidência. De acordo com o documento, houve "demissão de opositores políticos em algumas instituições estatais" e a criação de "sindicatos paralelos" aliados às políticas governamentais.

O deputado Saúl Ortega nega a existência de perseguição de trabalhadores opositores ao governo e disse que o Parlamento criou uma lei para coibir esta prática.

"Há uma lei vigente que proíbe as demissões injustificadas, para, entre outras coisas, impedir este tipo de abuso de poder por motivações políticas", afirmou.

Entre outras considerações, Human Rights Watch "recomenda" ao governo o "reestabelecimento da credibilidade" do Tribunal Supremo de Justiça e a criação de um organismo autônomo que administre a freqüência de rádio e televisão.

BBC Brasil, no
Estadão

Voltei... E nem preciso comentar muito. O título do post já diz tudo: é a "democracia" das esquerdas reunidas no Foro de São Paulo (ou na UNASUL, se você quiser) em ação.

Na Bolívia, a prisão do governador foi ilegal e, até agora, todo o "contexto" das ações contra os partidários de Evo foi "supostamente" feito por pessoas ligadas à oposição. Mas quer saber? Eu duvido - e muito! - que o governador opositor a Evo tenha qualquer ligação com os fatos ocorridos. É mais fácil que Evo, o bonequinho do Chávez, tenha sido o mandatário, afinal, Lenin já dizia em seu decálogo para a tomada do poder pelos comunistas:

- destruir a confiança do povo em seus líderes;
- promover distúrbios e contribuir para que as autoridades constituídas não as coíbam;
- falar sempre em democracia e es Estado de Direito, para que, tão logo haja a oportunidade, o poder seja assumido sem nenhum escrúpulo.

Além disso, é evidente que a negação de asilo a Fernandez tem cunho ideológico e não político. Lula, um dos fundadores do Foro de São Paulo junto a Fidel Castro, em 1990, não nega asilo a Olivério Medina, o Cura Camilo, embaixador das FARC no Brasil, e devolve os boxeadores cubanos ao ditador da ilha-prisão.

As FARC, sabemos todos pelo e-mails encontrados nos computadores apreendidos pela Colômbia quando da morte de Raul Reyes, têm ligações com membros da alta cúpula do governo, além de serem afiliadas ao Foro de São Paulo e participarem da revista América Libre - inclusive junto a Paulo Vanucchi, Leonardo Boff, Chico Buarque e outros esquerdistas que moram no Brasil (não, eles não são brasileiros, apenas moram aqui para implantar seu regime de fome, dominação e tortura).

E os boxeadores são propriedade do ditador cubano - eles e mais alguns milhões de pessoas que sequer têm alguma liberdade, pois lá não há democracia e aqui tampouco haverá em breve.

Quanto a Chávez... bem, o que dizer do bufão? Ele é o sucessor de Fidel. Já havia tentado um golpe de estado em 1992, contra o governo instituído, mas conseguiu ser eleito em 2002 e está no poder - cada vez mais - até agora, usurpando rapidamente o Estado de Direito dos cidadãos venezuelanos; e será tarde quando estes quiserem gritar por sua liberdade.

Assim, não é de estranhar que ele expulse uma ONG como a Human Rights Watch, já que o relatório feito pela mesma, acertadamente, critica a falta de liberdade e a tomada de poder feita por ele, pois erradicar o analfabetismo, levar saúde à população mais pobre e garantir acesso ao trabalho é o básico que deve ser feito por um governo - e Cuba, também diz fazer isso há 50 anos, mas priva seus cidadãos do mínimo de liberdade. Lula também já tentou nos privar de algumas liberdades por aqui, logo que subiu ao poder; mas nossas instituições foram fortes, à época. Agora, pouco a pouco, os membros do governo estão tratando de tirá-las de nós, coibindo, principalmente, a liberdade de imprensa (e falo sobre isso num outro post).

Estamos à beira do precipício...


Lula nega previamente asilo a opositor boliviano

Para demonstrar que não interferiria no conflito interno boliviano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a diplomacia brasileira a negar asilo político ao governador do Departamento de Pando, Leopoldo Fernández. A prisão de Fernández havia sido determinada no domingo pelo gabinete de Evo, mas foi adiada por temor de sua detenção prejudicasse o apoio da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) - que se reuniu segunda-feira, no Chile - a seu governo. Fernández foi detido terça-feira.

No domingo, seus parentes apresentaram o pedido de asilo político no Vice-Consulado do Brasil em Cobija. No mesmo dia, o caso foi levado ao Itamaraty e, na segunda-feira, Lula, ainda no Chile, tomou a decisão final. O Itamaraty e o Palácio do Planalto não se pronunciaram sobre o assunto.

Desde terça-feira, o Itamaraty está ciente de que a prisão de Fernández contraria os preceitos legais da Bolívia e o status de imunidade dos governadores dos departamentos (Estados). Fernández foi preso sob a acusação de ter desacatado o estado de sítio em Pando e incitado os confrontos entre manifestantes pró-Evo e opositores, que terminaram com 18 mortos. Pelos trâmites normais, ele deveria ter sido julgado antes pelo Congresso. Ontem, um pedido de habeas-corpus para Fernández foi rejeitado. "Na tolerância aos atos do governo boliviano, pior que o Brasil, só a OEA e a Argentina, que deu apoio incondicional a Evo", afirmou uma fonte do governo que pediu anonimato.

Para o coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo, Gilberto Dupas, a concessão de asilo a Fernández tenderia a esvaziar a pressão da vizinhança em favor do diálogo entre o governo boliviano e a oposição e os levaria a radicalizar suas posições.

"Houve excesso de cautela, um receio de complicar ainda mais a situação", avaliou Dupas. "Não poderia, naquele momento, pôr em risco a mediação da Unasul."

Fontes do próprio governo, entretanto, avaliam que a decisão de Lula refletiu um forte conteúdo político-ideológico. Mas mostrou coerência com outras duas atitudes do Palácio do Planalto. A primeira, de permitir a concessão do status de refugiado político ao ex-padre colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Oliverio Medina - considerado o "embaixador" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil. A segunda foi a deportação ao governo de Raúl Castro, de Cuba, dos pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Ambos haviam desertado durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

por Denise Chrispim Marin, no