terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Comissão da Inverdade!
Foram 20 anos de ordem e de progresso. Os guerrilheiros do Araguaia foram vencidos, evitando-se que hoje, a exemplo da Colômbia, tivéssemos organizações como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuando no coração do Brasil. O nosso povo vivenciou sequestros de autoridades estrangeiras e de avião, dezenas de justiçamentos, tortura, execuções como a do adido inglês e a do tenente da Força Pública de São Paulo no Vale do Ribeira, bombas no aeroporto de Recife e carro-bomba no QG do 1º Exército, respectivamente com mortes de um almirante e de um recruta, latrocínios, roubos etc. O regime, dito de força, negociou e foi além das expectativas dos derrotados ao propor anistia até mesmo para crimes de terrorismo praticados pela esquerda. Agora, no poder, eles querem escrever a história sob sua ótica, de olhos vendados para a verdade.
Projeto do Executivo, ora em tramitação na Câmara, cria a dita Comissão da Verdade, composta por sete membros, todos a serem indicados pela presidente da República, logo ela, uma das atrizes principais dos grupos armados daquele período, que inclusive foi saudada pelo então demissionário ministro José Dirceu como "companheira em armas". Ninguém pode acreditar na imparcialidade dessa comissão, que não admite a participação de integrantes dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica. Essa é a democracia dos "companheiros". Ainda pelo projeto, apurar-se-iam apenas crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não tratando de sequestros, atentados a bomba, latrocínios, recebimento de moeda estrangeira de Cuba, sequestro de avião e justiçamentos.
É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo completamente o papel dos militares, que, em 1964, por exigência da imprensa, da Igreja Católica, de empresários, de agricultores e de mulheres nas ruas intervieram para que nosso país não se transformasse, à época, em mais um satélite da União Soviética. Os militares sempre estiveram prontos para quaisquer chamamentos da nação, quando ameaçada, e, se a verdade real é o que eles querem, as Forças Armadas não se furtarão, mais uma vez, a apoiar a democracia. Se hoje nos acusam de graves violações de direitos humanos no passado, por que não começarmos a apurar os fatos que levaram ao sequestro, à tortura e à execução do então prefeito Celso Daniel em Santo André? Ou será que, pela causa, tudo continua sendo válido, até mesmo não extraditar o assassino italiano Cesare Battisti por temer o que ele possa revelar sobre seu passado com terroristas brasileiros hoje no poder?
por Jair Bolsonaro
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O Terrorista Vannuchi Quer Rever a Anistia a Qualquer Custo
Na sexta-feira, 29, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou seu parecer ao Supremo contrário a iniciativa da OAB. Ao chegar ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo, Vannuchi destacou que, apesar desse parecer, Roberto Gurgel deixou claro que o perdão aos militares não impede a apuração dos crimes políticos praticados naquele período.
O relator da matéria é o ministro Eros Grau. "É um parecer de uma altíssima autoridade da República que não pertence ao Executivo, mas mantenho minha convicção de que o Supremo vai mudar essa decisão por iniciativa do ministro Eros Grau", afirmou Vanucchi.
Segundo ele, a comissão da verdade não é contrária à Lei da Anistia. "Na anistia não se mexe. Foi um grande acordo. O que se quer é interpretar corretamente essa Anistia."
no Estadão On-Line
Eis aí como o sinistro Vannuchi, este grande humanista, age em favor dos "direitos humanos", no caso da abertura dos arquivos dos militares: com o mais puro e cínico revanchismo.
Já expliquei aqui o sentido da anistia. Ainda mais daquela que ocorreu em nosso país. Mas para Vanucchi, terrorista da ALN (Aliança Libertadora Nacional), ela tem que ser "corretamente interpretada".
Talvez Vannuchi queira interpretá-la sob a luz do "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano", de seu grande líder, naquela organização terrorista a que pertenceu, Carlos Marighella!
Mas notem algumas coisas interessantes:
1) o Estadão on-line não diz qual é a "lei que trata desta questão". Para que vocês saibam, é a Lei 6.683, cujo Artigo 1º diz que:
Artigo 1º - É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de Fundações vinculadas ao Poder Público, aos servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado).
§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.
Este é o artigo que o humanista Vannuchi - auxiliado pelo sinistro César Brito - quer revogar, a fim de baixar o pau nos torturadores da época do regime militar - sem tocar, é claro, num fio de cabelo dos terroristas, os verdadeiros causadores daquele regime. Para ele, o maior problema nesta lei são "os crimes que qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política".
Ou seja, os terroristas foram anistiados por causa de seus crimes políticos; os torturadores, que existiram por causa dos terroristas, também o foram pelo mesmo motivo. Mas para ele, "de qualquer natureza" não quer dizer "de qualquer natureza".
A anistia não incluía inicialmente "os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal". As esquerdas reivindicaram e levaram o "ampla, geral e irrestrita". E muitos terroristas, como Dilma, Tarso e o próprio Vannuchi, puderam voltar ao país.
Agora, mais de 30 anos depois daquela ampla negociação, Vannuchi - e Dilma, Tarso, Franklin Martins, Minc etc. - quer que ela seja "estreita, parcial e restrita" aos torturadores e àqueles que eles definam como colaboradores do regime!
2) Vejam que mimo a fala do terrorista Vannuchi sobre o parecer do procurador-geral da República, especialmente quando ele diz que Roberto Gurgel "não pertence ao Executivo". Como todo e qualquer comunista, Vannuchi só crê em um único poder governante: o Executivo! Principalmente para executar todo e qualquer indivíduo que seja considerado inimigo do proletariado, como ensinavam Lenin e Stalin em seus expurgos.
Eis abaixo, um trecho do manual seguido por Vannuchi, em seus tempos de ALN. Escrito pelo seu mestre, Marighella, o trecho é bastante revelador. Os grifos são meus:
"É necessário transformar a crise política num conflito armado, executando ações violentas. Assim, os que estão no poder serão forçados a transformar a situação política do país numa situação militar. Esse fato alienará as massas que, a partir daí, se revoltarão contra o exército e a polícia (...) Só restará ao governo intensificar a repressão, tornando assim a vida dos cidadãos mais difíceis do que nunca (...) o terror policial se converterá na ordem do dia. A população se recusará a colaborar de tal forma com as autoridades que estas chegarão à conclusão que a única solução para os seus problemas está em liquidar fisicamente os seus oponentes. A situação política do país se transformará então em uma situação militar."
Eis aí a Verdade sobre o que eu venho sempre falando: os causadores do regime militar foram os terroristas! Os tão lamentados "anos de chumbo" no Brasil foram desejados e provocados pelos mesmos que hoje choram lágrimas de crocodilo pelos mortos e torturados pelos militares.
Hoje, estes terroristas, libertos pela anistia, aproveitam a derrota militar do terrorismo como propaganda, pintando a repressão como monstruosa e os terroristas como heróicos combatentes da democracia e da liberdade, o que É UMA DESBRAGADA MENTIRA!!! Afinal, eles sempre lutaram pela instituição daquilo que Marx definiu como "ditadura do proletariado".
Para os que não sabem, a meta suprema do terrorismo é a conquista do poder político absoluto. Uma vez atingida essa meta, o terrorismo se torna uma política de estado, eliminando-se “preventivamente” classes inteiras de pessoas suspeitas aos olhos da doutrina oficial, e mantendo-se um clima de completa insegurança e horror em que cada indivíduo viva na expectativa de ser preso sem qualquer motivo a qualquer momento. A delação é elevada a dever cívico, em especial a delação de amigos e familiares, de modo que ninguém confie sequer na própria sombra e denuncie os outros antes que seja denunciado. Assim, a subjugação da população se completa. As promessas de liberdade e justiça são repudiadas, e ai de quem ousar reclamar.
Esse esquema foi amplamente utilizado nos regimes comunistas (e seus imitadores nacional-socialistas e, em menor escala, fascistas). Está tudo teorizado por Lênin, adorado por Tarso Genro, e outros “guias geniais”. Esse era o método preferido de Vannuchi e é através dele que deseja rever a anistia.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Direito à Memória e à Verdade: Eu Também Quero, Mas a Toda Ela!
Trata-se de um decreto, mentirosamente chamado de "Programa Nacional de Direitos Humanos", onde, em uma de suas várias partes, Paulo Vanucchi mostra sua veia comunista mais revanchista - uma vez que, como todo e qualquer esquerdista, não suporta a anistia AMPLA, GERAL E IRRESTRITA como foi aquela negociada entre o governo e as oposições, incluindo os esquerdistas, em 1979.
Este decreto cria o que os ex-terroristas chamam de "comissão da verdade" para "promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional".
Qual reconciliação, cara-pálida? Já sabemos, de carteirinha, que quando um esquerdista como Vanucchi ou Dilma ou Tarso Genro, ex-terroristas, fala em reconciliação, quer dizer apenas que irá haver punição ampla, geral e irrestrita àqueles que não lhe são caros.
E, no caso, aqueles não caros são os militares e policiais - inclusive não importando se são ou não ex-torturadores -, uma vez que os esquerdistas foram detidos por eles, na sua sanha facinorosa de implantar a "ditadura do proletariado", nas décadas de 60 e 70 do século passado.
Já tratei disso aqui inúmeras vezes. Podem procurar. Mas vamos tratar novamente, enquanto estes pulhas continuarem quiserem dominar o país para tentar transformá-lo numa nova Cuba!
Já disse mais de uma vez: eu também quero a Verdade! Mas diferentemente dos esquerdistas, quero-a com "V" maiúsculo, aquela que revela toda a sordidez e mau-caratismo de ambos os lados: dos torturadores e dos terroristas, pois não creio haver ex-torturadores; E TENHO CERTEZA DE QUE NÃO HÁ EX-TERRORISTA! E, segundo nossa Constituição, ambos são crimes inafiançáveis. E AMBOS SÃO DELITOS DE LESA-HUMANIDADE! Portanto, ambos terão que ser enquadrados numa "Comissão da Verdade".
O que estes seres das trevas estão querendo fazer é jogar o Brasil num lamaçal como o que se tornou a União Soviética de Stálin, ou a Cuba de Fidel, onde eles mandavam assassinar todo e qualquer desafeto seu - mesmo aquele que lutaram a seu lado para que tomassem o poder, o que é típico de esquerdista. Mas hoje, ao invés da revolução pelas armas, usam a revolução pelas palavras do método de Antônio Gramsci.
Quem, enganado, pensa em "Direitos Humanos", pode escrever: estes direitos são só para um lado, o dos terroristas, dos comunistas, dos assassinos, dos que explodiram bombas, dos que seguiam o "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano", de Marighella, como Vanucchi, como Dilma, como Franklin Martins, como Tarso Genro.
Estes terroristas - e excluo deliberadamente o "ex" da palavra, por aquilo que já expliquei acima - não têm o direito de julgar e condenar torturadores, assim como estes não têm o direito de julgar e condenar aqueles. E isso não é porque eu tenha qualquer simpatia por um lado ou por outro. É apenas porque assim é a lei que perdoou ambos os lados. E se tivermos que revogá-la, EU QUERO QUE TERRORISTAS E TORTURADORES, E NÃO SOMENTE UM LADO OU OUTRO, PAGUEM POR SEUS CRIMES. OU QUE, PELO MENOS, OS ASSUMAM PUBLICAMENTE.
Qualquer outra coisa que não seja isso é apenas a imposição de um tribunal ideológico, à moda de Stalin, por parte dos terroristas, que querem ir à forra. Ou seja: revanchismo, puro e simples.
Mas isto é querer demais dos esquerdistas. Pois a mentira é sua maior arma! E todos estão voltados para tornar o Brasil uma nova Cuba. E com todas as mazelas daquele país. E querem começar caçando as Forças Armadas e as Forças Policiais, jogando, cada dia mais, a população contra aqueles que sempre os defenderam e zelaram por sua segurança e liberdade.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Feliz Ano Novo?
Ainda que eu tivesse cometido algumas injustiças com Lula, coisa de que discordo, de uma certamente eu o teria poupado: jamais o considerei um idiota. Nunca! Até aponto a sua notável inteligência política, coisa que não deve ser confundida, obviamente, com cultura. O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.O imbróglio não deixa de ser um ensaio geral do que pode ser um governo Dilma. Se vocês acham que a ópera, com o tenor Lula, tem lá seus flertes com o desastre, vocês ainda não sabem do que é capaz a soprano. A crise atual mistura temperamento macunaímico, sordidez e trapaça. Dilma, Franklin e Vanucchi, a turma da pesada que, no passado, optou pelo terrorismo e hoje ocupa posições no alto e no altíssimo escalões da República resolveu dar um beiço nos três comandantes militares. O tiro, tudo indica, saiu pela culatra. E sobrou uma lição aos soldados. Vamos devagar.
Tratemos um pouco do que vocês certamente já sabem e um tanto do que talvez não saibam. Na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos publicou um decreto, devidamente assinado pelo presidente Lula. Entre outras providências, instituía uma tal Comissão Nacional da Verdade para investigar crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar.
Pois bem. A questão havia sido negociada com os comandos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. E olhem que estes senhores tinham ido bastante longe - e fica a lição: com essa gente, ceder um braço corresponde a ceder os dois, mais as duas pernas e também a cabeça. Os militares aceitaram a criação da tal comissão desde que o texto não restringisse a apuração de violações ao governo militar: também as organizações terroristas de esquerda teriam sua atuação devidamente deslindada.
É preciso dizer com clareza, não? Dilma Rousseff pertenceu a uma organização terrorista, homicida mesmo: a Vanguarda Popular Revolucionária. Franklin Martins também praticou terrorismo. O seu MR-8 seqüestrava e matava. Vanucchi foi da Ação Libertadora Nacional, o que significa dizer que era um servo do Manual da Guerrilha, de Carlos Marighella, um verdadeiro manual de… terrorismo, que pregava até ataques a hospitais e dizia por que os bravos militantes deviam matar os soldados.
Pois bem… Quiseram os fatos que estes três se juntassem, com o conhecimento de Tarso Genro, para redigir - alguém redigiu a estrovenga; falo de aliança política -, aquele decreto. E o combinado com os militares não foi cumprido: além de especificar que a Comissão da Verdade investigaria apenas um lado da batalha, há propostas singelas como estas:- determina que as leis aprovadas entre 1964 e 1985 sejam simplesmente revogadas caso se considere que elas atentam contra a tal “verdade”;- determina que os logradouros públicos e monumentos que tenham sido batizados com nome de pessoas ligada ao “regime” sejam rebatizados.
Vocês entenderam direito: Lula assinou um decreto que não só dá um pé no traseiro do alto comando como, ainda, anuncia, na prática, a EXTINÇÃO DA LEI DA ANISTIA - para um dos lados, é óbvio. É isto: eles tentaram rever a tal lei. Viram que isso não é possível. Decidiram, então, dar uma de Daniel Ortega, que mandou suprimir trechos da Constituição de que ele não gosta.
LULA SABIA
Logo, funcionalmente, a responsável pelo texto é Dilma Rousseff. Que já se manifestou a favor da revisão da Lei da Anistia, ainda que dê outro nome ao que quer fazer. A questão é saber se Lula se comportou como um cretino ou como um irresponsável: se assinou algo dessa gravidade na inocência, sem ter sido advertido pela Casa Civil, então foi feito de bobo e tem de demitir Dilma. Se, como imagino, sabia muito bem o que ia lá e decidiu testar a elasticidade ou complacência dos militares, agiu como um irresponsável.
Demissão
“A Lei da Anistia é um conquista do povo brasileiro, é seu patrimônio. E de milhares de pessoas que lutaram pela democracia. Por isso, mudá-la, na forma como querem fazer alguns, ou extingui-la é um atentado contra a própria democracia. É constrangedor assistirmos a cenas como essa”, afirma o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Terão os comandantes militares se esquecido do modo como operam as esquerdas, de sua vocação para o ato sorrateiro, para as ações solertes? Só isso pode explicar aquela primeira concordância com a tal Comissão da Verdade. Do conjunto da obra, resta, pois, essa lição. E também há uma outra: em matéria eleitoral e nessa política que precisa de voto, Dilma é uma teleguiada de Lula: sem ele, ela não existe. Mas Dilma é quem é. E também quem foi. Com um simples decreto, que passou por sua mesa de ministra da Casa Civil, criou-se o mais grave incidente militar do governo Lula. O projeto é tê-la agora na Presidência. Vimos como agem com quem tem armas. Dá para imaginar do que são capazes com quem não tem.
Encerro
Eis um país com Dilma Rousseff no topo. E com Franklin Martins no topo do topo.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Sobre Punições e Punições
"Posso saber o que o senhor tem contra a punição dos torturadores da ditadura. Cosideras que deve prevalecer uma anistia (impura) que oculta a violência sofrida pelo país?"
Já escrevi muitas considerações a respeito do tema. Quem quer que procure um pouco mais vai encontrar os dados nos verdadeiros livros de História - aqueles que não foram reformados pelos esquerdistas para encobrir suas trapaças para implantar uma ditadura pior do que aquela que tivemos aqui! Há uma série de posts com os marcadores Anistia e Revanchismo que falam sobre isso e expressam minhas opiniões - e conhecimentos.
Mas vamos lá. Nunca é demais repetir, principalmente quando fala-se a Verdade - diferentemente dos esquerdistas que adoram que suas mentiras, muitas vezes repetidas, tornem-se verdades.
Em primeiro lugar, devemos entender o que é a Anistia. A palavra, que vem do grego e significa "esquecimento"; é entendida juridicamente como sendo um ato de benemerência do poder soberano - e, por isso, eminentemente político - que "elimina o caráter criminoso, suprimindo-se apropria infração. Por ela, ainda mais, além de se extinguir o próprio delito, se repõem as coisas no mesmo estado em que estariam, se a infração nunca se tivesse cometido" (Ruy Barbosa).
Sendo, pois, um esquecimento com o caráter de perdão total, e ter sido a nossa Lei da Anistia promulgada como "ampla, geral e irrestrita" - sendo, portanto, juridicamente irrevogável - não há mais como falar em punição dos torturadores, pois que a lei fala em perdão dos crimes políticos ocorridos à época. E embora a tortura tenha sido um método supra-Estado, também o foi o terrorismo que era usado pelos esquerdistas.
Assim, novamente, tendo todos os atos de violência política - como o terrorismo e a tortura - sido amplamente perdoados, não há mais que se falar em punição destes ou daqueles.
Porém, se houver esta revisão da Lei, revogando-se-a, é evidente que haverá punições. E não sou, de forma alguma, contra tais punições - desde que, lembrando-se que se perdoaram os atos de ambos os lados, sejam punidos ambos os lados que existiram durante regime discricionário conhecido como ditadura militar.
Isto porque, já muitas vezes discutido, tanto o terrorismo quanto a tortura SÃO CRIMES INAFIANÇÁVEIS E IMPRESCRITÍVEIS! E, lembrando a História, a tortura, como método de "persuasão" ou punição supra-Estado, somente existiu por causa do terrorismo promovido pelos militantes de partidos e organizações de esquerda, que queriam implatar um ditadura pior do que aquela que aqui ocorreu: uma ditadura semelhante à de Mao, de Pol Pot, de Fidel, que sempre enviou à prisão (e no mais das vezes à morte sumária, sem qualquer direito de defesa) qualquer um que simplesmente discorde da política do Estado - prisão onde os indivíduos são torturados de tal forma que fazem os nosso torturadores parecerem crianças brincando com armas de brinquedo.
Assim, se a Lei da Anistia "oculta a violência sofrida pelo país", é porque ela perdoou ambos os lados. E se as pessoas vivem recordando-se desta "violência oculta" é apenas e tão somente porque os maiores beneficiados pela Lei - os que cometeram atos terroristas, assaltos, expropriações, assassinatos, seqüestros etc. em nome de uma causa política - vivam para promover o revanchismo contra os torturadores da época, advogando um humanismo abjeto que serve para punir os torturadores, mas não os terroristas.
Hoje, aqueles que representavam e defendiam o Estado e a Lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, enquanto que os terroristas da época, estuprando a História ao mentir que lutaram pela restauração da democracia, são tidos como heróis - e muitos deles são vereadores, deputados, senadores e até ministros! - e, em sua grande maioria, fazem-se de vítima, mais uma vez mentindo, como é característica intrínseca dos indivíduos que partilham os ideais esquerdistas, pretendendo que o horror da tortura é mais condenável do que o horror do terrorismo!
Um torturador que submeteu um terrorista a sevícias não nos livrou do comunismo - e ainda corrompeu a luta de quem a ele se opunha com dignidade. Mas e o coronel da PM que teve a cabeça esmagada a coronhadas por esquerdistas? E o soldado que morreu vítima da explosão de um carro carregado de dinamite? E o atentado a bomba feito ao Aeroporto Internacional dos Guararapes? E o assasinato do capitão Rodney Chandler, a sangue-frio, diante de sua mulher e seu filho de 4 anos? Foram "equívocos", como disse certa vez o ex-terrorista, e hoje Ministro da Justiça, Tarso Genro? São "atos revolucionários"?
Estes esquerdistas, hoje muito bem pagos com indenizações milionárias, nunca se opuseram à tortura nos estados comunistas. E, veja que curioso, jamais criticaram o regime cubano pela tortura de presos políticos - os chamados "presos de consciência". Pior do que isso: aplaudiram Fidel Castro quando executou três prisioneiros sem direito de defesa. Crime: tentaram fugir de Cuba.
Isso justifica moralmente os torturadores do regime militar? Não! Mas o país encontrou um caminho: a Lei da Anistia, que decidiu ignorar os execráveis excessos de todos os porões: os do regime e os das esquerdas. Se a Lei da Anistia é, como você disse, "impura" é porque foi uma escolha política que, inicialmente, de fato, foi negociada por um Congresso ainda não plenamente livre. Mas, depois, na prática, foi adotada pela sociedade e, de fato, no que concerne à política, pacificou o país.
É esta paz política que se quer abalar. E uma vez abalada, toda a estrutura democrática - que está, cada vez mais, por um fio - pode começar a ruir.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Enquanto Isso, numa Certa República dos Bananas....
Vannuchi explicou que, apesar da divulgação dos dados, eles não serão totalmente abertos ao público. "Há muitos dados da intimidade dos envolvidos que não podem ser tornados públicos, porque podem prejudicar a intimidade deles", conta. "Por isso, o acesso se dará por meio de cadastro, com senha. Poderão ver os arquivos - e alguns deles podem ter partes com tarjas, por causa disso - pesquisadores, historiadores, jornalistas, além, claro, dos envolvidos."
O ministro participou, na tarde de hoje, do debate "Leis de Anistia no Brasil e América Latina - A questão da Tortura e a Abertura dos Arquivos das Ditaduras", promovido durante a 6ª Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), que segue até domingo, na capital baiana. Durante sua palestra, disse duvidar que os arquivos militares tenham sido totalmente destruídos, como alegam as autoridades das Forças Armadas, e disse que a única forma de se ter acesso a eles é fazendo "um amplo trabalho de convencimento".
"É preciso que se entenda que, em um regime democrático, esta é a melhor defesa que as Forças Armadas podem fazer de si mesmas", acredita. "Esconder os arquivos, apostando no esquecimento, é se unir àquelas dúzias de facínoras que cometeram as atrocidades da tortura, dos assassinatos."
Vannuchi, que foi preso e torturado político na década de 1970, também voltou a pregar a punição aos torturadores do período da ditadura e chamou os estudantes a participar da mobilização em prol do reconhecimento e do julgamento deles. "Disseram que a gente queria rever a lei da anistia, que completa 30 anos neste ano, mas não há, em nenhum artigo da lei, algum ponto que fale que os torturadores devem ser anistiados, nem que o crime de tortura prescreve", afirma. "Precisamos fazer esse resgate, sem o sentimento de revanche, de vingança, mas com a perspectiva de valorização do passado e a mensagem, para o futuro, de que se essa praga se repetir no Brasil, nem que seja por um dia, o torturador saiba que está cometendo um crime que não prescreve, que em 10, 20 anos depois ele vai ser punido."
Ele admitiu, porém, que existe, dentro do governo, um desacordo sobre o tema. "É natural que isso aconteça, mas o governo precisa tomar uma posição definitiva. E a posição do governo dependerá, fundamentalmente, do que a sociedade, em seus movimentos organizados, definir como sua vontade. O que precisa ficar claro é que houve violência, houve terror do Estado, e isso não pode ser apagado."
por Tiago Décimo - de O Estado de S.Paulo
Ai, meu Deus, vamos lá!
Quantas foram as vezes que eu falei aqui sobre o revanchismo desse pessoal de esquerda contra aqueles que eles dizem ter sido torturadores durante os anos do regime militar? Mas, oh, céus!, não! O sinistro dos Direitos Humanos "Achados na Lixeira" Paulo Vannuchi disse que "precisamos fazer esse resgate, sem o sentimento de revanche, de vingança (...)", então, porque não abrir esses registros?
Porque ele clama pela revanche! Este é o "modus operandi" das esquerdas: eles falam em democracia? Querem a ditadura (do proletariado). Eles falam em "resgate histórico"? Querem a demonização dos militares. Eles falam punição? Só querem dos torturadores, e não dos terroristas, como o próprio Vannuchi o foi, que foram a causa da existência da ditadura!
Sim, senhores. E o néscio ainda diz que "o torturador (...) está cometendo um crime que não prescreve" e que a Lei da Anistia não tem, em lugar algum, "algum ponto que fale que os torturadores devem ser anistiados, nem que o crime de tortura prescreve".
O ex-terrorista Vanucchi, convenientemente, "esquece" que a nossa legislação diz que o crime de terrorismo - que ele e seus colegas Dilma, Tarso, Genoíno, Gabeira etc. muito cometeram - TAMBÉM É IMPRESCRITÍVEL!
Se vamos falar da abertura dos arquivos, que se abram todos: inclusive aqueles que contêm a ficha criminal destes terroristas, hoje transformados em heróis pela falácia que as esquerdas, que os protegem, criaram. Os ex-torturadores ainda vivos, hoje, estão em suas casas, vestindo seus pijamas; já os ex-terroristas, ganham milhares de reais em indenizações indecorosas que são pagas com o dinheiro dos nossos impostos - e muitos deles participam ativamente do governo do nosso presiMente esquerdista.
Se é para abrir mesmo os arquivos e revogar as benesses da Lei da Anistia, que se punam todos: ex-torturadores e ex-terroristas! Para o bem do Brasil!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Eles Mentem
O caso em debate sobre as reservas indígenas serem continuas ou não será julgado pelo STF dia 27 de agosto. O Ministro Ayres Britto será o relator. E a guerra entre raças é incentivada. Brancos e índios divididos, coisa que "nunca antes neste país" aconteceu, país que um dia foi um exemplo de paz para todos os povos.
Aqui todas as raças sempre foram bem vindas, a confraternização era total. Mas bastou um sindicalista de esquerda assumir o poder para que tudo isso fosse por água abaixo. Negros x Brancos, Índios x Brancos e por aí vai! E o que fazer quando uma família, no caso de serem criadas reservas indígenas, já misturou as tantas raças que, historicamente, sempre conviveram pacificamente?
Quantos Romeus e quantas Julietas precisaremos enterrar para aprendermos que estamos retroagindo no tempo? Como fazer com que a população brasileira entenda isso e reaja contra as tantas mortes que resultarão de mais esta divisão?
É absurdamente irresponsável o que o governo está defendendo, indo de encontro com os interesses internacionais e contra os do povo brasileiro. E nosso presidente ainda tem o descaramento de assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que dá livre arbítrio a qualquer índio para declarar a independência de sua reserva - digo, de sua agora Nação.
O jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira 12/08 divulgou a divergência de militares a respeito deste decreto que cria novos pelotões na Amazônia e o presidente ainda tem a coragem de dizer que a presença dos militares terá de ser efetiva dentro das reservas. Os militares têm toda a razão.
Na verdade, eu posso quase jurar que nenhum novo pelotão será criado. Para se criar um só pelotão, o orçamento atinge os 32 milhões de reais. Este valor elevado se dá pelo difícil acesso às bases da fronteira segundo Lula e seus asseclas.
Ora, se até hoje ninguém se preocupava ao menos em “manter" as bases já existentes com a desculpa de falta de verbas, porque logo agora, antes da decisão do Supremo, decide o nosso presidente criar novas bases?
Atualmente nos pelotões que já estão implantados, falta tudo. As pistas de pouso, que muitas vezes são o único meio de acesso para se levar mantimentos aos militares estão em péssimas condições. As viaturas que vi, ninguém me contou, estão encostadas por falta de manutenção e até de combustível.
Então, como é que de uma hora para a outra, o presidente decide, por decreto, comunicar à Nação de que serão criados novos pelotões nas fronteiras, ainda mais dentro das reservas indígenas?
Tenho absoluta certeza de que, caso fossem colocados 32 milhões nas mãos do Comando da Amazônia, o custo de um só pelotão que Lula diz que criará, a verdadeira segurança das nossas fronteiras seria imediatamente reforçada.
E em nome da efetivação e julgamento pelo STF em favor das reservas continuas foi que Lula soltou este decreto, um puro engana bobo. O orçamento das Forças Armadas míngua a cada ano; nenhum gasto desta natureza está previsto. Os comandos antes de tudo precisam alimentar seus soldados e mantê-los sempre em treinamento. E é isto que eles fazem enquanto aguardam reaparelhamento nos pelotões que já existem.
A pergunta que não cala: De onde Lula pretende tirar a verba para a criação dos novos pelotões? Do prato dos soldados?
Pelos motivos citados é que não acredito em nenhuma palavra deste Decreto nº. 6.513, de 22 de julho de 2008.
Pretendem enganar até aos juizes do STF, para que pensem que existe boa vontade de parte do EXECUTIVO em manter obediência 'as leis e à Carta Magna do Brasil. É MENTIRA, MENTIRA DESLAVADA!
O Presidente da República mente, o Ministro da Defesa mente, o Ministro da Justiça mente, mentem todos eles, olhando nos nossos olhos e sabendo que irão prejudicar a todos nós com sua postura. E ao STF desejo que se utilize de profundos critérios nesta questão. Nosso presidente promove neste momento, uma violação direta e criminosa à soberania do Brasil e ao seu povo, que ignora suas ações.
Por Ana Prudente
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Mais Um Vermelho e Azul com Eliane Castanhêde
Radicais de uns e outros
BRASÍLIA - Estava um bafafá em setores do governo ontem por causa da manifestação programada para hoje no Clube Militar do Rio, agremiação que faz e acontece, não tem papas na língua e a gente nunca sabe exatamente até onde está falando sozinha ou verbalizando o que o pessoal da ativa não pode (até para não ser punido). Um erro leva a outro.
O clichê de que um erro leva a outro costuma juntar no mesmo balaio os culpados e os inocentes, os provocadores e os sensatos. Aliás, essa fórmula aplicada à história já rendeu tantos desdobramentos interessantes... Vejam, por exemplo, Chamberlain e Daladier. Por que não reagiram com presteza ao pintor de paredes, o celerado do bigodinho? Ah, vocês sabem, um erro levaria a outro. Deu no que deu.
O primeiro foi do ministro da Justiça, Tarso Genro, que não tinha nada que puxar para o governo - e, portanto, para Lula - a reabertura da Lei da Anistia, três décadas depois. Ficou isolado até no próprio governo. O segundo erro é a reação fora de hora e de dimensão da milicada no Rio.
Atentem para sutileza do texto. Ela não acha que o erro está em encruar o debate 30 anos depois — o único inconveniente é “puxar para o governo” — aliás, do ponto de vista de quem está fora do governo, que , suponho, seja o de Eliane, melhor seria que ele tivesse escrito “empurrar para o governo”. Tarso está isolado? Então por que Lula não põe um ponto final na história ou um ponto final do Tarso ministro de estado? É tão simples. Mas sigamos.
Por que a reação é “fora de hora”? Os militares reagiriam quando? Convenham: até demoraram demais, não? Há meses se lançou um livro sobre os mortos e desaparecidos - já é a quinta vez que as esquerdas reciclam os mesmos cadáveres -, com a presença ampla, geral e irrestrita de autoridades do governo - muitas delas deitaram falação revanchista. Agora Tarso foi além: promoveu um audiência no Ministério da Justiça e liderar a causa. Então a hora é esta.
Quanto ao vocabulário... “Milicada” é linguagem pejorativa de segundo grau — uma espécie de coletivo de “milico”, que já é um termo depreciativo. Não, Eliane não diria "terroristada" para gente que esmagou crânio a coronhadas, por exemplo. Ou diria?
Estou começando a achar que Eliane não dividiria a criancinha ao meio. Mas não seria por senso de justiça que não o faria.
No fogo cruzado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu um chega-pra-lá no conterrâneo Genro, alegando que, se é para reabrir a Lei da Anistia, que o seja no foro adequado - o Judiciário. Como se dissesse ao Planalto: "Segura os seus radicais que eu seguro os meus".
Huuummm... Essa frase sobre os radicais, se você não sabe, leitor, é uma alusão ao presidente Ernesto Geisel. Em 1975, ele rezou uma missa para o jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura. Os militares não gostaram, e Geisel teria dado essa recomendação a Dom Paulo. A comparação superestima Jobim, uma vez que o conflito de agora em nada se assemelha àquele. Ademais, o ministro da Defesa, que se saiba, não controla “radicais” porque não há “radicais” a serem controlados. Eu estou enganado, ou os militares estão pedindo apenas o cumprimento da lei?
Lula, aparentemente, está segurando os dele, porque Genro recuou, e a fogueira apagou.
Sei. Estou entendendo errado, ou Eliane agora acha que Jobim está sendo muito mole e não está segurando os seus?
Quer dizer, teria apagado, se não viessem os radicais do outro lado para jogar lenha, fósforo e gasolina. Além da manifestação em si de hoje, a turma de pijama ameaça distribuir fotos e perfis de ministros que reagiram ao regime militar e aderiram à luta armada, como José Dirceu, Dilma Rousseff, Franklin Martins, incluindo o próprio Tarso.
Nem lenha, nem fósforo, nem gasolina. Apenas fatos. Se é verdade que houve tortura durante o regime militar - e é -, trata-se, igualmente, de uma verdade que houve ações terroristas. Se há um “lado” e, como quer a colunista, um “outro lado”, é preciso distinguir quem reage de quem age. Ou ela esperava que a “milicada” fosse para a fogueira como carneiros?
De resto, observem: os militares são “milicada”; os da reserva são a “turma do pijama”. Já José Dirceu, Dilma Rousseff e Franklin Martins apenas “reagiram ao regime militar”. Que coisa mimosa! É? Assalto a banco ajuda a derrubar a ditadura? E seqüestro? E treinamento em Cuba?
Uma boa pergunta é: quem lucra com isso? Ninguém, muito menos os participantes da provocação, ops, da manifestação de hoje, que, no mínimo, vão passar por defensores da tortura e de torturadores.
Viram só? Há quase um ano essa presepada da revisão da Lei da Anistia vem sendo discutida, mas os “provocadores” são os “milicos”, os soldados “de pijama”. Não! Não há grande risco de os militares passarem por “defensores da tortura”. Eu diria que ele não é maior do que o de Eliane passar por “defensora dos terroristas”.
O que não é elogiável em lugar nenhum, em tempo nenhum. Mas o pior é se, além de pijamas, aparecerem fardas lustrosas, com quatro estrelas no peito, simbolizando o topo da hierarquia militar. Há uma convivência elegante no governo entre o lado militar e o lado da antiga militância revolucionária de esquerda. Que permaneça elegante. E jamais vire uma guerra.
Elegância a gente discute em salão de moda ou de cabeleireiro. O que há entre os militares e os civis que aderiram ao terrorismo e que hoje estão no poder é outra coisa, Eliane Cantanhêde. Há uma Lei de Anistia.E foi uma Lei de Anistia pactuada pela sociedade brasileira. Sei porque fiz parte da luta, porque participei de reuniões, de passeatas. Fomos “nós”, Eliane, os que estávamos à esquerda, que pedimos a “Anistia ampla, geral e irrestrita”, conforme se lê em todos os cartazes e faixas da época. Eu estou tratando, agora, de história.
E essas três palavras se tornaram um lema político porque setores do governo militar aceitavam, sim, a anistia, mas não para crimes de morte e ações terroristas. O que deixaria alguns ministros de agora, veja só, fora do perdão. A chamada sociedade civil e os movimentos de esquerda se mobilizaram em favor do perdão político sem restrições - e aí apareceu na lei os tais “crimes conexos”. Para todo mundo.
Não, senhores! A anistia brasileira não foi feita à matroca, só para livrar a cara do ditador da hora. Foi um longo processo - como foi a transição para a democracia. A Anistia se deu em 1979, e a primeira eleição direta para presidente veio só dez anos depois. Nesses quase 30 anos, não ocorreu a ninguém romper aquele pacto fundador da moderna política brasileira. Mais: os militares aceitaram calados, dentro da Constituição, a reparação às chamadas vítimas do regime - vocês sabem: as indenizações e pensões que caíram na mais absoluta esculhambação. Até Lula recebe...
Nem “milicada” nem “turma do pijama”. Militares brasileiros, que cumprem, como deve ser, rigorosamente, a Constituição do país, resolveram reagir aos aloprados que estão no topo da hierarquia do governo promovendo revanche e arruaça com a historia. História que não é propriedade privada de ninguém - nem da tal Comissão que se transformou num cartório de prebendas. Pouco me importa se as famíias dos presos e mortos acham isso e aquilo. Respeito seu esforço, mas nao lhes dou o país para governar.
Quanto a divulgar as biografias, Eliane pode ficar tranqüila. Tarso, Franklin Martins, José Dirceu e Dilma Rousseff já afirmaram, com voz muito firme, que têm orgulho do seu passado. É... Até outro dia, Franklin mantinha em seu blog a carta comunicando o seqüestro do embaixador americano e as reivindicações dos seqüestradores. Sinal de que acha que ela lustra a sua biografia.
por Reinaldo Azevedo, em seu blog
sexta-feira, 11 de julho de 2008
O Livrinho
''O ''livrinho'' a que ele se referia era a Constituição de 1946, elaborada por um grupo excepcional de constituintes, após a deposição de Getúlio Vargas.
O respeito do marechal Dutra pelos dispositivos constitucionais está fazendo muita falta. Infelizmente, muita gente esperava isso de Lula e seus companheiros - eu não.
Nos debates e nos trabalhos da Constituinte de 1986, eles se opuseram o tempo todo aos ideais democráticos. A corja marxista do PT e afiliados, ainda separa o mundo decente através do Muro de Berlim: a luta de classes ainda é a base de suas posições. Eles admiram e cultuam líderes totalitários, que, com crueldade implacável, dominavam seus países: Stalin, Fidel, Mao, Pol Pot e por aí vai. Basta ver que Lula, esta semana, andou flertando com a "vitória" do Vietnã comunista sobre os EUA na Guerra do Vietnã. É claro que aqueles que estudamos a História sabemos que não houve vitória, que os EUA se retiraram por causa de pressões políticas - internas e externas, mas até aí...
A elaboração da Carta de 1988 foi muito difícil. Por isso, também, acabou tão repleta de matérias típicas de legislação complementar, ordinária, de portaria, de aviso.
Mas não fossem a inteligência, a cultura e a paciência do senador Afonso Arinos, o jogo de cintura de Bernardo Cabral e Antônio Carlos Konder Reis, além da permanente estimulação de Ulysses Guimarães, talvez nem tivéssemos chegado ao final.
É claro, como diria o anúncio, ela não ficou nenhuma Brastemp... Mas deu para recomeçar a jornada democrática que vem sendo trilhada até agora, com tropeços e dificuldades, mas sem abrir mão de seus princípios básicos, pedras angulares de nossa estrutura como nação, que estão nos artigos que abrem o seu texto: somos uma só nação; uma federação; todos os brasileiros são iguais perante as leis; não se pode fazer distinção de raça, religião, situação cultural ou social; ninguém pode ser preso a não ser em flagrante; e não se pode ser considerado culpado a não ser com sentença tramitada em julgado; a propriedade privada deve ser respeitada e só pode ser objeto de desapropriação por lei, com indenização prevista nos termos da lei; todo brasileiro tem direito à educação, à proteção de sua vida e de seu patrimônio, às garantias de trabalho e remuneração justa; o lar é inviolável.
Enfim, graças ao ''livrinho'', mesmo com redundâncias e muitas minúcias, o brasileiro sabe que vive num regime jurídico e democrático. Mas, infelizmente, nos dias de hoje o desrespeito a esse regime virou rotina.
O País vive sobressaltado por grupos armados, sustentados por misteriosas fontes de recursos, com atuação ilegal, às vezes clandestina e às vezes protegida por autoridades coniventes.
A Amazônia está sendo o alvo de um processo perigoso, em que a autoridade brasileira já está sendo substituída por ONGs de todas as procedências. Um grupo de índios foi enviado à Europa para reclamar contra nossas leis.
No País inteiro, a paz e a tranqüilidade dos campos estão mortalmente feridas. Bandoleiros armados invadem terras, casas, repartições públicas e até o Congresso, com o objetivo de, além de saquear, churrasquear e beber, causar a derrocada do modo de vida "capitalista".
Na vida universitária, a discórdia está plantada! Pela primeira vez em nossa História, os jovens começam a ser separados entre brancos e negros, por um sistema de cotas que eles apelidam de ''ação afirmativa''.
A autoridade legal das áreas metropolitanas se encontra totalmente capturada pelos poderes paralelos, sem a menor perspectiva de solução. Nessas grandes cidades, cercadas por municípios dependentes e falsos, surgem diariamente os novos guetos de populações dominadas pelo conluio entre políticos corrompidos e traficantes corruptores. A audácia desses conluios acaba de atingir o Planalto e já obteve o aval do presidente!
Ah, o ''livrinho''! Nesta hora é que vejo como faz falta o respeito ao ''livrinho''!
Nele está claramente definida a função de nossas Forças Armadas. O texto é límpido. Sem subterfúgios e sem duplos sentidos. Só que o atual chefe das Forças Armadas - nosso presiMente - não liga para o ''livrinho''. Por isso é que não me surpreende o provável diálogo travado entre Lula, o seu vice e o seu amigo do peito, o ex-bispo Crivella.
O vice confirmou o diálogo. Não adianta querer negar. Não adianta dizer que não sabia de nada. Não adianta criticar o que aconteceu, indignando-se só para a mídia. No massacre do Morro da Providência, o maior responsável, o verdadeiro mandante, foi o comandante-chefe das Forças Armadas, por intermédio do ministro da Defesa que, embora use farda de general, já usou toga. Tinha de ter alertado o seu chefe, o desatento leitor do ''livrinho'' - se é que algum dia ele o leu. Devia ter mostrado a ele o texto da Lei Maior. Mas não fez nada disso, ao contrário. Permitiu e endossou a barbaridade de se enviarem oficiais do Exército, jovens preparados e treinados para outras funções, numa das mais conceituadas escolas superiores do Brasil, a Aman, para tomar conta do simples trabalho de pedreiros e carpinteiros, num espúrio projeto puramente eleitoral, batizado de Cimento Social.
De onde saiu o dinheiro? Do Orçamento federal, isto é, do bolso de todos nós. Havia alocação de verbas para isso? Onde? Quem liberou? Quem pagava? Quem pagava o que, para quem e quanto?
E, principalmente, quem fez o acordo com os traficantes? Quem? A Igreja Universal? O Ministério das Cidades? O Exército? O ministro Jobim? O ex-bispo e atual senador? O vice-presidente? Ou o próprio?
O povo espera pela punição dos culpados. Todos! Sem exceção. Será que somente os três rapazes trucidados vão entrar nesta história?
Por que Lula, na hora do famoso diálogo, não imitou o presidente marechal Dutra, honrado militar, indagando deles se o que estavam propondo podia ser autorizado pelo ''livrinho''?
Na Cabeça do Cachorro
Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado. O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.No microfone, a palavra de ordem do capitão: "Soldado Souza, etnia tucano".
Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "Selva!".
O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda. Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "Selva!".
Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.
Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima, até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.
De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe. A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.
É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.O comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.
Anteriormente formado por militares de outros Estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. De acordo com o general Francisco Albuquerque, ex-comandante do Exército, essa opção foi feita por razões profissionais: "O soldado do Sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena".
Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: "Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB".
Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região -salário.Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário. No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.
Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica, administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.
Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.
Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.
Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria?
Como você deve ter percebido, leitor, a coluna de hoje é uma homenagem ao trabalho e à presença dos soldados brasileiros na Amazônia.
por Dráuzio Varella