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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Diabólico Plano do Foro de São Paulo

A jornalista Graça Salgueiro, do NotaLatina, brinda-nos mais uma vez com suas pungentes reportagens a respeito dos desígnios malignos do Foro de São Paulo. Como ela citou a reportagem da Veja sobre a última reunião do Foro, vou tomar a liberdade de contrapor esta (em vermelho) com seu artigo.

Depois que Lula deu luz verde para que o Foro de São Paulo (FSP) pudesse ser mencionado como um fato, toda a imprensa nacional passou a falar como se fosse um tema corriqueiro, de conhecimento geral da população e absolutamente inofensivo. Durante 16 anos não se viu o mais mínimo comentário sobre a existência nefasta desta organização criminosa, esta mesmo que há poucos dias celebrou seu XVII Encontro anual e que, de repente, ocupou os noticiários de revistas e jornais brasileiros.

Entretanto, salta aos olhos de quem estuda esta organização quase desde a sua criação em 1990 que o modo como foi divulgado o fato demonstra desconhecimento total - não somente do FSP como dos personagens habituées deste sub-mundo -, censura (auto ou imposta) ou conivência com o que aconteceu em Caracas entre os dias 4 e 6 de julho.

Nas reportagens feitas pela revista Veja, que mandou repórteres para cobrir o evento, leio coisas como “reuniões das esquerdas mundiais”, que o evento foi criado em 1990 pelas “lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores” (e não especificamente por Lula e Fidel Castro), com o objetivo de “propor alternativas ao capitalismo”.

Começou hoje em Caracas, a capital da Venezuela, a 18a edição do Foro de São Paulo, encontro anual que reúne cerca de 600 delegados de partidos de esquerda da América Latina e do resto do mundo.

O evento foi criado em 1990 pelas lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ditadura cubana com a meta de propor "alternativas ao capitalismo". Como nenhuma alternativa factível até hoje se materializou, o objetivo ostensivo continua o de sempre. O lema de 2012 é Os povos do mundo contra o neoliberalismo e pela paz.Ora, quem estuda sabe que não foi NADA disso, mas uma tentativa de “reconquistar na América Latina o que perdeu-se no Leste Europeu”, segundo palavras mesmas de Fidel Castro, que temia que com a queda do muro de Berlim e o colapso da antiga União Soviética o comunismo afundasse e acabasse de vez no mundo.



Na prática, contudo, o Foro deste ano tornou-se uma extensão da campanha para presidente de Hugo Chávez, que em outubro enfrenta o candidato opositor Henrique Capriles. A imagem do caudilho estava em toda parte. Pelos corredores, dizia-se que ele, em pessoa, pode aparecer na sexta-feira nos salões do Alba Caracas, hotel estatizado recentemente, para encerrar o encontro.

A ideia de que o Foro é um veículo para reforçar a campanha de Chávez e espalhar sua revolução bolivariana foi expressa tanto por pessoas ligadas ao governo quanto por grupos de oposição. Esses últimos observaram que a reunião constitui uma ingerência no processo eleitoral. Defensores de Chávez, como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, preferiram enxergar no evento uma ratificação da peculiar "democracia" venezuelana. Se Chávez vencer as eleições de outubro, estará a caminho de completar vinte anos no poder.
"Ingerência" foi palavra proibida também ao se falar de Paraguai. Na última sexta-feira, o governo paraguaio revelou que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve em Assunção durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo e fez contato com militares, tentando articular uma resistência à deposição do mandatário, que seguiu a legislação do país. Nesta segunda, um vídeo foi divulgado demonstrando que Maduro realmente fez contato com oficiais do exército. Isso motivou a expulsão do embaixador venezuelano de Assunção, ao mesmo tempo em que tinha início o encontro de esquerdistas em Caracas. Os participantes do Foro peroraram muito contra a queda de Lugo, um dos coadjuvantes da revolução bolivariana. Mas fizeram de conta que a conspiração de Nicolás Maduro - e o vídeo que a comprova - jamais existiu.
 
Com relação à ex-senadora Piedad Córdoba, cognominada pelas FARC de “Teodora de Bolívar”, dizem que ela “usava um lenço na cabeça”. Se um colombiano lesse isso daria gargalhadas, pois em toda a Colômbia ela é conhecida como “a negra do turbante” por usar há anos este artefato em homenagem aos terroristas islâmicos com quem os terroristas das FARC têm “negócios”.

Se houvesse de fato uma preocupação em denunciar o FSP como o que ele é, uma organização criminosa que abriga terroristas e comunistas do mundo inteiro, os enviados a Caracas teriam observado e reportado com fidedignidade o que se tramou lá, e não obviedades fúteis e tolas que não comprometem nenhum dos seus participantes.

Correu pela imprensa a idéia de que “este” Encontro foi feito para dar apoio a Chávez nas eleições de 7 de outubro. Entretanto, se quem escreveu isto estudasse os planos estratégicos do FSP saberia que isto sempre ocorreu em tempo de eleições, sobretudo presidenciais, se o candidato-membro do Foro estiver de algum modo ameaçado. Aconteceu em El Salvador, na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, na Nicarágua e agora na Venezuela. Todavia, há algo mais do que simplesmente apoiar um “companheiro”. A admissão apressada - e ilegal - da Venezuela no Mercosul deveu-se principalmente para garantir que não se possa remover Chávez do cargo, (através de um “golpe de Estado”, como eles alegam em relação ao Paraguai), e eles dão a vitória como certa, “na lei ou na marra”, amparando-o no Protocolo de Ushuaia II, que identifica o Estado com a figura do presidente, defendendo-se uns aos outros. Foi golpe sobre golpe, agora ratificado neste Encontro ocorrido em Caracas.

Chamou fortemente a atenção a quantidade de novos membros associados e os países participantes, pois agora o FSP abriu mais ainda seu leque avançando para a Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Vale a pena elencar alguns. Do Brasil participaram o PT, PSB, PCB, PC do B e o PPL (Partido Pátria Livre do MR-8, cujo nome imita o também terrorista paraguaio PPL, cujo braço armado é o EPP - Exército do Povo Paraguaio). Pela Colômbia, o Polo Democratico Alternativo (PDA), o Partido Comunista Colombiano (criador e mantenedor das FARC) e a organização “Marcha Patriótica”, formada e mantida pelas FARC (esta é a maneira que as FARC têm de, agora, participar legalmente do FSP sem serem molestadas). A Espanha compareceu com o Izquierda Abertzale, o partido do ETA basco. A Palestina veio com o Al Fatah, além das Frentes e do Partido Comunista (PC) e todos os PC’s dos seguintes países: Chile, Espanha, China, Alemanha, Aruba, África, Curaçao, Finlândia, Grécia, Líbano, Portugal, Rússia, Sérvia, Turquia, Curdistão, Vietnã e Venezuela. Saudou-se ainda os “indignados” e “ocupa” dos Estados Unidos e Europa. Mas estes são “detalhes” sem importância alguma para os jornais e revistas brasileiros que cobriram (nos dois sentidos) o evento.

Das resoluções ainda não houve publicação, mas da Resolução Final vale conhecer o que estabelecem os itens 20, 21, 23, 30 (de apoio a Lugo), 32 (que decide formar uma “comissão representativa de partidos e movimentos do FSP para visitar a Colômbia e propor uma agenda de estudo, contatos e apoio para uma solução pacífica ao conflito armado”), 34 que apóia a candidatura de Xiomara Zelaya à presidência de Honduras, e o 38 afirmando que “O FSP manifesta seu compromisso, solidariedade e total apoio” à candidatura à re-eleição de Rafael Correa nas eleições presidenciais do Equador em fevereiro de 2013.

Além de convocar as “forças progressistas” e de esquerda para respaldar a “democracia” venezuelana, estabeleceram algumas metas a cumprir, sendo a primeira delas um “Dia de Solidariedade Mundial com a Revolução Bolivariana e o Comandante Hugo Chávez” no próximo 24 de julho. Promover uma “carta de solidariedade com a Revolução Bolivariana” subscrita por vários setores do mundo (eles são megalômanos, sem dúvida) que será publicada em agosto, realizar um “Twittaço mundial com Chávez” através da conta @chavezcandanga numa data do mês de agosto escolhida por ele e o mais importante: assistir às eleições de 7 de outubro e começar, a partir do término do Encontro até o dia das eleições, visitas aos países e regiões onde governam porta-vozes da Revolução Bolivariana e promover palestras acerca da “verdade” sobre a democracia venezuelana e a “confiabilidade e fortaleza” de seu sistema eleitoral.

Chama a atenção também que não se tenha dito nada no Brasil acerca de um comunicado que o bando comuno-terrorista colombiano ELN enviou ao FSP, pedindo um “diálogo direto ou epistolar para falar de paz” e que nesse mesmo período as FARC tenham intensificado seus ataques terroristas no Cauca, culminando com a derrubada de um avião Super Tucano da Força Aérea Colombiana na última quarta-feira, por um míssil terra-ar. Santos diz não acreditar que as FARC tenham tal artefato bélico mas até as pedras sabem que Chávez comprou da Rússia, entre 2006 e 2008, 472 mísseis e mecanismos de lançamento que os Estados Unidos temiam que fossem parar nas mãos das FARC. E elas mesmas afirmaram terem sido as autoras do atentado e ainda assassinaram um dos sobreviventes que saltou num para-quedas. Mas Santos as defende.

E com a aprovação da lei “Marco Legal para a Paz”, conhecida como “lei da impunidade”, os terroristas das FARC não têm mais com o que se preocupar em sua sanha assassina, que tem o total apoio do FSP. Não custa lembrar que em 2008 o próprio Lula advogou para que as FARC viessem a se tornar um partido político legalizado, e essa lei vem para provar isto. Segundo um documento elaborado pela Universidade Sergio Arboleda, as FARC voltaram a dominar 50 novos municípios de onde já haviam sido expulsas pela Força Pública em anos anteriores (no governo de Uribe), sendo 155 localidades afetadas pela violência terrorista. Hoje, o Cauca já é conhecido como o “novo Caguán”, onde comunidades inteiras estão sendo expulsas pelas FARC, que participaram legalmente do último encontro do FSP e falavam cinicamente de “propostas de paz”.

E no encerramento do XVIII Encontro Chávez esteve presente fazendo um discurso enfadonho de mais de duas horas, falando bobagens, repetindo-se e pedindo vivas a Fidel. Entretanto, de tudo isso o que ficou mais evidente foi sua certeza de que ganhará as eleições, mesmo que seja por meio de fraude, embora tanto ele quanto Valter Pomar tenham se antecipado em “alertar” seus seguidores sobre a “ofensiva” que a oposição fará para não aceitar sua vitória. No vídeo apresentado abaixo, um resumo do longo discurso, observe-se o minuto 07:09 quando ele diz que “ganhará as eleições por nocaute” e depois repete: “tomar por nocaute”, quer dizer, de qualquer maneira, gostem ou não, ele não largará o poder e conta com o apoio irrestrito do FSP.

Tudo isto me remeteu a um magnífico livro intitulado “O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, do escritor russo ex-agente do extinto KGB, Viktor Suvorov, pois o objetivo inicial do Foro de São Paulo, de salvar na América Latina o comunismo que expirava na Europa, ficou pequeno e agora resolveu expandir-se para o mundo inteiro. Em abril deste ano foi criada a Secretaria Européia do Foro de São Paulo e já existe um comitê nos Estados Unidos. Leiam o que diz Suvorov a respeito da criação da União Soviética e depois comparem com tudo o que falei a respeito desse último encontro. Não é coincidência; é uma reedição. E o PT é o equivalente à Rússia.

Em 1919, em Moscou, Lenin e Trotsky criaram a Internacional Comunista, abreviada para ‘Komintern’. Essa organização definia-se como ‘quartel-general da revolução mundial’. O objetivo da Internacional Comunista era a criação de uma ‘República Socialista Soviética Mundial’. Assim começou o processo de criar e fortalecer partidos comunistas em todos os continentes. Tais partidos constituíam braços da Internacional Comunista e a ela estavam subordinados”.

Supostamente, todos os partidos comunistas do mundo, incluindo o da Rússia, eram do mesmo nível. Todos contribuíam para o banco comunal da Internacional Comunista. Delegados de todos os partidos comunistas do mundo organizavam congressos, desenvolviam estratégias e táticas, e elegiam um grupo líder comum - o Comitê Executivo da Internacional Comunista. Esse órgão supervisionava todos os comunistas do mundo. Oficialmente, o Partido Comunista da Rússia era o braço da Internacional Comunista, em pé de igualdade com os demais partidos, e sujeito a aceitar as decisões formuladas em comum”. (“O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, Viktor Suvorov, Ed. Amarilis, pg. 17).

por Graça Salgueiro

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dom Sebastião Voltou

Luiz Inácio Lula da Silva tem como princípio não ter princípio, tanto moral, ético ou político. O importante, para ele, é obter algum tipo de vantagem. Construiu a sua carreira sindical e política dessa forma. E, pior, deu certo. Claro que isso só foi possível porque o Brasil não teve - e não tem - uma cultura política democrática. Somente quem não conhece a carreira do ex-presidente pode ter ficado surpreso com suas últimas ações. Ele é, ao longo dos últimos 40 anos, useiro e vezeiro destas formas, vamos dizer, pouco republicanas de fazer política.

Quando apareceu para a vida sindical, em 1975, ao assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, desprezou todo o passado de lutas operárias do ABC. Nos discursos e nas entrevistas, reforçou a falácia de que tudo tinha começado com ele. Antes dele, nada havia. E, se algo existiu, não teve importância. Ignorou (e humilhou) a memória dos operários que corajosamente enfrentaram - só para ficar na Primeira República - os patrões e a violência arbitrária do Estado em 1905, 1906, 1917 e 1919, entre tantas greves, e que tiveram muitos dos seus líderes deportados do País.

No campo propriamente da política, a eleição, em 1947, de Armando Mazzo, comunista, prefeito de Santo André, foi irrelevante. Isso porque teria sido Lula o primeiro dirigente autêntico dos trabalhadores e o seu partido também seria o que genuinamente representava os trabalhadores, sem nenhum predecessor. Transformou a si próprio - com o precioso auxílio de intelectuais que reforçaram a construção e divulgação das bazófias - em elemento divisor da História do Brasil. A nossa história passaria a ser datada tendo como ponto inicial sua posse no sindicato. 1975 seria o ano 1.

Durante décadas isso foi propagado nas universidades, nos debates políticos, na imprensa, e a repetição acabou dando graus de verossimilhança às falácias. Tudo nele era perfeito. Lula via o que nós não víamos, pensava muito à frente do que qualquer cidadão e tinha a solução para os problemas nacionais - graças não à reflexão, ao estudo exaustivo e ao exercício de cargos administrativos, mas à sua história de vida.

Num país marcado pelo sebastianismo, sempre à espera de um salvador, Lula foi a sua mais perfeita criação. Um dos seus "apóstolos", Frei Betto, chegou a escrever, em 2002, uma pequena biografia de Lula. No prólogo, fez uma homenagem à mãe do futuro presidente. Concluiu dizendo que - vejam a semelhança com a Ave Maria - "o Brasil merece este fruto de seu ventre: Luiz Inácio Lula da Silva". Era um bendito fruto, era o Messias! E ele adorou desempenhar durante décadas esse papel.

Como um sebastianista, sempre desprezou a política. Se ele era o salvador, para que política? Seus áulicos - quase todos egressos de pequenos e politicamente inexpressivos grupos de esquerda -, diversamente dele, eram politizados e aproveitaram a carona histórica para chegar ao poder, pois quem detinha os votos populares era Lula. Tiveram de cortejá-lo, adulá-lo, elogiar suas falas desconexas, suas alianças e escolhas políticas. Os mais altivos, para o padrão dos seus seguidores, no máximo ruminaram baixinho suas críticas. E a vida foi seguindo.

Ele cresceu de importância não pelas suas qualidades. Não, absolutamente não. Mas pela decadência da política e do debate. Se aplica a ele o que Euclides da Cunha escreveu sobre Floriano Peixoto: "Subiu, sem se elevar - porque se lhe operara em torno uma depressão profunda. Destacou-se à frente de um país sem avançar - porque era o Brasil quem recuava, abandonando o traçado superior das suas tradições...".

Levou para o seu governo os mesmos - e eficazes - instrumentos de propaganda usados durante um quarto de século. Assim como no sindicalismo e na política partidária, também o seu governo seria o marco inicial de um novo momento da nossa história. E, por incrível que possa parecer, deu certo. Claro que desta vez contando com a preciosa ajuda da oposição, que, medrosa, sem ideias e sem disposição de luta, deixou o campo aberto para o fanfarrão.

Sabedor do seu poder, desqualificou todo o passado recente, considerado pelo salvador, claro, como impuro. Pouco ou nada fez de original. Retrabalhou o passado, negando-o somente no discurso.

Sonhou em permanecer no poder. Namorou o terceiro mandato. Mas o custo político seria alto e ele nunca foi de enfrentar uma disputa acirrada. Buscou um caminho mais fácil. Um terceiro mandato oculto, típica criação macunaímica. Dessa forma teria as mãos livres e longe, muito longe, da odiosa - para ele - rotina administrativa, que estaria atribuída a sua disciplinada discípula. É um tipo de presidência dual, um "milagre" do salvador. Assim, ele poderia dispor de todo o seu tempo para fazer política do seu jeito, sempre usando a primeira pessoa do singular, como manda a tradição sebastianista.

Coagir ministros da Suprema Corte, atacar de forma vil seus adversários, desprezar a legislação eleitoral, tudo isso, como seria dito num botequim de São Bernardo, é "troco de pinga".

Ele continua achando que tudo pode. E vai seguir avançando e pisando na Constituição - que ele e seus companheiros do PT, é bom lembrar, votaram contra. E o delírio sebastianista segue crescendo, alimentado pelos salamaleques do grande capital (de olho sempre nos generosos empréstimos do BNDES), pelos títulos de doutor honoris causa (?) e, agora, até por um museu a ser construído na cracolândia paulistana louvando seus feitos.

E Ele (logo teremos de nos referir a Lula dessa forma) já disse que não admite que a oposição chegue ao poder em 2014. Falou que não vai deixar. Como se o Brasil fosse um brinquedo nas suas mãos. Mas não será?

por Marcos Antônio Villa

terça-feira, 26 de junho de 2012

Paraguai Soberano

A Corte Suprema de Justiça do Paraguai recusou ontem a alegação do ex-presidente Fernando Lugo de que foi inconstitucional o fulminante processo de impeachment pelo qual o Congresso o depôs, entre quinta e sexta-feira passada.

Com a decisão, caem por terra as pretensões de invalidar a posse do vice Federico Franco como sucessor constitucional. Também ontem a Justiça Eleitoral do país vizinho refutou a possibilidade de antecipar as eleições presidenciais, previstas para abril de 2013.

Não resta dúvida de que o impedimento de Lugo se deu sob evidente cerceamento do direito de defesa, cujo exercício ficou confinado a apenas duas horas de argumentação perante os parlamentares. Infelizmente, porém, a Constituição paraguaia não disciplina esse importante aspecto.

Exige apenas que o processo seja aprovado por dois terços da Câmara e que o afastamento ocorra se assim decidirem dois terços do Senado -limites amplamente superados nas votações que consumaram o impeachment.

Como motivo, basta a alegação genérica de “mau desempenho de suas funções”.

Eleito numa plataforma esquerdizante, o ex-bispo católico Fernando Lugo conduzia um governo populista e errático, prejudicado pela conduta pessoal do mandatário, compelido a reconhecer filhos em escandalosos processos de paternidade.

Mas o motivo principal da derrocada foram os efeitos desastrosos da crise econômica no Paraguai, cujo produto nacional deverá encolher 1,5% neste ano. A popularidade presidencial se desfez depressa, tornando possível a formação da esmagadora maioria congressual que o afastou do cargo.

Por afinidade ideológica - maior no caso da Argentina, menor no de Brasil e Uruguai -, os demais governos do Mercosul decidiram suspender a presença do vizinho na reunião do organismo, que deve culminar na sexta-feira próxima, quando examinarão possíveis sanções contra o novo governo em Assunção.

Esse comportamento é injustificável. As cláusulas democráticas previstas pelo Mercosul e pela Organização dos Estados Americanos (OEA) aplicam-se a flagrantes violações da ordem constitucional. Ainda que o impedimento de Lugo seja criticável, as instituições paraguaias têm funcionado de acordo com as leis daquele país.

Com um triste histórico de ingerência na política interna do Paraguai, país que mantém laços de dependência econômica em relação ao Brasil, o melhor que o Itamaraty tem a fazer é calar-se e respeitar a soberania do vizinho.

editorial da Folha de São Paulo


Comento:

Se há uma coisa que eu adoro é a Verdade. E aqui neste blog, os que me leem, sabe que eu sempre corroboro a Verdade com FATOS.

Praticamente todos os governos sul-americanos, incluindo-se aí o Brasil, esperavam milhares de paraguaios nas ruas gritando contra o impeachment do padreco esquerdista. Mas isto não aconteceu. E por quê? Porque todas as instâncias legais - Congresso e cortes Eleitoral e de Justiça, baseadas na Constituição paraguaia - dizem que impeachment é legal e que não há qualquer ilegitimidade no novo governo de Federico Franco. E, assim, a população também o considera.

Mas, então, porque toda esta grita dos governos esquerdistas? Ora, eles gritam não tanto pela troca de poder, mas pelo fato de que eles mesmos temem ser apeados - afinal, vivem cutucando todas as instâncias legais de seus países para que estas não tomem qualquer decisão em relação a suas próprias tentativas de tomada plena de poder.

Lembram-se o que ocorreu em Honduras? O presidente eleito, Manuel Zelaya, tentou dar um golpe, aconselhado que foi pelo beiçola de Caracas, Hugo Chávez, e perpetuar-se no poder CONTRA A CONSTITUIÇÃO DAQUELE PAÍS! Foi sumariamente defenestrado do cargo e do país! Como manda a Carta Magna hondurenha.

O editorial da Folha é praticamente correto. Erra, porém, ao referir-se ao Brasil, quando diz que nossos mandatários têm menor afinidade ideológica com a esquerda; afinal, o PT é sócio-fundador do Foro de São Paulo, junto com Fidel Castro e as FARC, e um dos proponentes da UNASUL, junto com Chávez. E todos estes países fazem parte do Mercosul, tendo a Venezuela entrado recentemente, e aprovaram a entrada dos facínoras ditadores cubanos na OEA, contra a própria carta daquela entidade, que prevê somente a participação de países democráticos!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lula e Maluf: Duas Gerações de Canalhas Entram em Acordo

Intelectuais ligados ao PT silenciaram ontem sobre a aliança com o deputado Paulo Maluf (PP-SP) na eleição paulistana e as críticas que culminaram com a saída de Luiza Erundina da vice na chapa de Fernando Haddad.

Secretária da gestão Erundina na prefeitura (1989-1992), a filósofa Marilena Chauí se negou a falar: "Não vou dar entrevista, meu bem. Não acho nada [da aliança]. Nadinha. Até logo".

Também egresso da equipe de Erundina e hoje no governo federal, o economista Paul Singer defendeu a candidatura de Haddad, mas disse que não se manifestaria sobre o apoio de Maluf.

"Não tenho interesse em tornar pública qualquer opinião. Vai ficar entre mim e mim mesmo", afirmou.

Também não quiseram fazer comentários os intelectuais Antonio Cândido, Gabriel Cohn e Eugênio Bucci.

Já o sociólogo Emir Sader, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), disse não ver novidade no apoio, uma vez que o PP é da base aliada federal.

"O fundamental é derrotar a 'tucanalha' em São Paulo. Eu posso gostar ou não do Maluf, mas vou fazer campanha para o Haddad do mesmo jeito", disse.

No Twitter, ele criticou a saída da deputada do PSB da chapa: "A Erundina sabia do apoio do Maluf quando aceitou ser candidata a vice. Então, por que aceitou?"

TEMPO DE TV
O professor de sociologia da USP Ricardo Musse, que participa da elaboração do programa de governo de Haddad, disse que o tempo de TV do PP é relevante e que não tem importância a foto com o aperto de mão entre Maluf e o ex-presidente Lula, ao lado do pré-candidato do PT.

"É um espetáculo midiático que dura 24 horas", disse.

Musse argumentou que pelo menos desde 2002 o PT abriu o arco de alianças. "Maluf e [Fernando] Collor apoiaram Lula e apoiam Dilma. Não vi nada de inusitado."

Fundador do PT e fora do partido desde o mensalão, o advogado Hélio Bicudo disse que o partido "se deteriorou".

"Vejo com naturalidade [a aliança]. Aqueles que são iguais, que têm o mesmo estofo, se cumprimentam", afirmou Bicudo, que foi vice-prefeito na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) e apoiou o tucano José Serra para presidente em 2010.

por Rodrigo Vizeu e Bernardo Mello Franco, na Folha de São Paulo


Comento:

Bem sabem aqueles que leem este blog o que penso e o quanto tento explicar como funciona, realmente, a cabeça dos socialistas e comunistas.

São sempre máquinas muito bem azeitadas que vivem para apregoar a mentira e conquistar o poder absoluto. E para isso, eles não medem esforços, pois "os fins justificam os meios", mesmo que mentindo, enganando os incautos, tornando-se "capitalistas" ou aliando-se espuriamente àqueles que, anteriormente, eram seus inimigos figadais.

Paulo Maluf - criatura do chamado regime militar -, para Lula, era "um bobo alegre, um bobo da corte, um bufão" que fazia parte das "nuvens de ladrões" que ameaçavam afundar de vez o Brasil. Hoje, aperta-lhe as mãos e faz gracejos durante as fotos, rindo como se velhos amigos fossem.

Esta aliança profana fez Erundina desistir de ser candidata a vice-prefeita na chapa. Mesmo sabendo que haveria tal aliança, como informa o semi-letrado "intelequitual" petista Emir Sader, era muito provável que não cresse ser a mesma possível. Afinal, Erundina ainda é uma comunista nos moldes mais marxistas, embora, por razões outras que não o zelo pela própria biografia, ainda continue a apoiar a candidatura de Haddad.

Mas numa coisa este senhor está correto: o projeto de poder do PT - e do Foro de São Paulo como um todo - passa pela derrota da "tucanalha". Afinal, o paulistano já experimentou o gosto amargo da gestão petista e a maioria defenestrou estes seres nefandos de sua escolha política; e a maioria do povo paulista sequer quer saber desta hoste comunista. E sem São Paulo, o Estado motor da economia brasileira, tal projeto sossobra num lamaçal.

Por isto Lula e o PT, tal e qual Lenin fez na Revolução Russa de 1917, aliam-se aos que antes deploravam, já que "os fins justificam meios".

Mas que a "ave de rapina", "símbolo da pouca-vergonha nacional", conforme o próprio Lula ululava, ponha seus óculos espessos de molho: como Lenin e Stalin, Lula ainda irá lhe trair e extirpar-lo da futura História oficial escrita pelo Partido que preside!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um Museu para o Lulismo

Leio na imprensa que vão abrir um Museu para o Lula. O nome oficial do negócio - Museu do Trabalho e do Trabalhador - esconde o verdadeiro objetivo do troço: bajular o Filho do Barril. A idéia partiu do prefeito de S. Bernardo do Campo (SP), berço do petismo, o famoso pelegão Luiz Marinho. O preço da brincadeira? 18 milhões de reais, saídos - surpresa! - dos cofres públicos.

Estimulado por iniciativa tão edificante, motivada certamente pelos mais altos ideais de civismo e de preservação da memória histórica e cultural, resolvi dar minha modesta contribuição aos idealizadores do tal museu. Elaborei uma pequena cronologia com as datas mais marcantes da trajetória do líder mais importante do mundo desde o Gênese. Acredito que será útil para explicar os vídeos e fotografias. Ei-la:

1944 - Nasce o Messias, no sertão de Garanhuns (que fica, na realidade, no agreste pernambucano), de uma mulher que nasceu analfabeta. Na hora do nascimento, dizem, apareceu um arco-íris, as flores desabrocharam e caiu uma chuva que fez correr leite e mal nas barrancas do rio mais próximo. O menino Lula cresce em meio a - e dentro de - animais do pasto, tais como cabritas, vacas e jumentas.

1952 - Em um caminhão pau-de-arara, Lula vai ao Sul Maravilha. Já tinha a idéia de reformar a geografia comercial do mundo e realizar sua grande ambição - comprar a Câmara dos Deputados (30 mil paus a cabeça).

1952 a 1970 - Período formativo na vida do redentor da humanidade. Forçado pelas circunstâncias, Lula tem que trabalhar. Consegue seu primeiro diploma, de torneiro-mecânico no Sebrae. Por alguma razão estranha, ele se esqueceu desse detalhe depois, quando, eleito presidente, disse que aquele era seu "primeiro diploma". Nesse mesmo período, o Brasil passa por transformações radicais, inclusive golpe militar e ditadura. Lula joga bola, namora e perde um dedo.

1971 - Filia-se ao sindicato dos metalúrgicos de São Paulo. Descobre aí uma mina de ouro. Tem tempo bastante para estudar, mas desiste por achar aquilo tão chato quanto andar de esteira (além do mais, os intelectuais acham bonito: operário que se preze tem que falar "menas" e "pra mim fazer"). Em vez dos livros, prefere as assembléias e as partidas do Corinthians.

1974 - Pára de trabalhar para se dedicar ao sindicato, onde faz tudo para que outros parem de trabalhar também. Levado por um de seus irmãos, militante do Partido Comunista, ele se candidata à diretoria do sindicato. Ganha. Começa aí sua ascensão para o Olimpo. Na vida pessoal, conhece uma "viúva jeitosinha" com quem se casa depois de um luto de seis meses (estendido depois, em entrevistas, para três anos).

1978 a 1980 - Com as greves do ABC paulista, Lula dá o grande salto, despontando para o cenário nacional, mundial e intergalático. Age como um mediador entre os patrões e os trabalhadores, aperfeiçoando um estilo que seria comum nos anos seguintes. Gasta seu tempo falando para assembléias de operários num dia e para patrões no outro. Para ambos promete o melhor dos mundos. Vira o xodó da esquerda festiva e dos intelectuais, que o santificam. Em 1979, um artigo do New York Times o apresenta como "herói da classe trabalhadora". O autor, um jornalista norte-americano, é recompensado anos depois, com Lula já na presidência, com a expulsão do país por ter-se referido aos hábitos etílicos do presidente. Conhece Zé Dirceu.

1980 - Momento dramático na vida do Grande Líder: Lula é preso por incitamento à greve e enquadrado na lei de segurança nacional da ditamole do general Figueiredo. Passa momentos terríveis no DOPS paulista, comandado, à época, por seu amigo Romeu Tuma. Tão terrível foi a estada de um mês na cadeia que os prisioneiros resolvem fazer uma greve de fome de três dias: Lula adere, tomando o cuidado de esconder um saco de balas Paulistinha debaixo do travesseiro. Indignado com tamanha arbitrariedade, ele ainda acha tempo para conhecer melhor o "menino do MEP". Por esse trauma, Lula garantiu 6 mil reais mensais em sua conta bancária, a título de indenização como "perseguido político".

No mesmo ano, Lula e mais um grupo de sindicalistas, intelectuais e padres marxistas fundam o PT - Partido do Trambique.

1982 - Candidata-se a governador de S. Paulo. Perde feio. Ainda não tinha descoberto o caminho das pedras - e dos dólares.

1985 - Como presidente do PT, expulsa do partido três deputados que votaram em Tancredo Neves para a presidência. O candidato dos militares, Paulo Maluf, é hoje seu fiel aliado.

1986 - É eleito deputado federal constituinte. Pouco se sabe o que fez durante o mandato. Nem ele lembra direito.

1988 - Sob seu comando, o PT se recusa a assinar a Constituição Federal. Passa todo o mandato de José Sarney atacando ferozmente o presidente, também ele hoje seu fiel aliado.

1989 - Candidata-se pela primeira vez à Presidência da República. Perde no segundo turno para Fernando Collor de Mello, hoje também - adivinhem - seu fiel aliado.

1990 - Funda, juntamente com Fidel Castro, o Foro de São Paulo, organização de partidos revolucionários que tem por objetivo "restaurar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". Só em 2005 - quinze anos depois! - a grande imprensa brasileira "descobre" que o Foro existe e é bastante ativo.

1992 - Na crise do impeachment de Collor, descobre o discurso da "ética na política". Nos anos seguintes, passa a interpretar, com maestria, o papel de único político honesto do Brasil. Enquanto isso, seu partido preparava na surdina o maior escândalo de corrupção da História do país.

1994 - Candidata-se pela segunda vez a presidente. Perde no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso. Acusa o Plano Real, que acabou com a inflação e estabilizou a moeda brasileira pela primeira vez em décadas, de "estelionato eleitoral".

1998 - Candidato pela terceira vez, é novamente derrotado no primeiro turno por FHC. Passa anos atacando veementemente o governo, principalmente aquilo que manterá e de que se beneficiará quando chega ao poder, como as privatizações, o Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal etc. Inclusive o Bolsa-Família ele tratou de copiar da administração anterior, não sem antes condenar, em várias declarações, o "assistencialismo das elites", que leva o povo a "votar com o estômago, não com a cabeça".

2002 - Finalmente elege-se presidente da República no segundo turno, contra José Serra. Em uma de suas primeiras declarações, confessa que tudo que dissera até ali fora mera bravata. Foi aplaudido.

A cronologia se encerra por aqui. O resto da história é de todos conhecida. Ou pelo menos deveria.

Uma boa idéia seria estampar as paredes do museu com frases do companheiro Lula. Algumas sugestões:

"Obrigado, Fidel, por você existir" (sobre seu grande ídolo)

"Não vi nada, não sei de nada" (sobre o mensalão)

"Todos fazem igual" (sobre o mesmo assunto)

"Fui traído" (ibidem)

"Na Venezuela tem democracia até demais" (sobre o país de Hugo Chávez)

"É uma questão de vascaínos contra flamenguistas" (sobre os protestos por democracia no Irã, durante os quais dezenas de pessoas foram assassinadas pelos agentes do regime)

"Imaginem se todos os bandidos de São Paulo resolverem fazer greve de fome" (sobre os presos políticos na ilha de Cuba, os quais comparou a criminosos comuns)

"Que se foda a Constituição!" (quando expulsou o jornalista que escreveu sobre seu gosto por uma cachacinha)

no Blog do Contra

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dilma e a Canalha Comunista

Só existem dois tipos de comunistas (ou socialistas, como queiram): os canalhas e os tolos.

Os canalhas são aqueles que sabem o que é realmente o comunismo: são os estudados, os "intelectuais" da ideologia, os que sabem que a mesma nunca funcionou e nunca vai funcionar, mas que promove o poder absoluto e tirânico aos governantes.

Os tolos são os que não conhecem realmente o que é a ideologia, mas a seguem bovinamente, porque, ensinados pelos canalhas, creem na igualdade entre as pessoas, num mundo melhor sem o "perverso capitalismo".

Dilma está entre os canalhas. Lula também. Zé Dirceu também. Aliás, toda a cúpula do PT está entre os canalhas. E isto vale para todos os partidos de esquerda que temos no país: ou seja, todos os partidos, já que não temos partidos de direita aqui.

Como Lula, Dilma foi pedir a benção ao canalha-mor, o carniceiro do Caribe, o mais longevo ditador ainda vivo, Fidel Castro. Foi tirar o dinheiro dos pobres do Brasil, para dar continuidade à ditadura castrista, lá em Cuba.

Como todos os países comunistas, Cuba foi de vez para o buraco econômico quando a falência da antiga União Soviética veio à tona, já que esta sustentava a ilha-prisão.

Assim, os partidos políticos participantes do Foro de São Paulo, quando no poder em seus respectivos países, tentam erguer a economia em frangalhos daquela pocilga comunista, a fim de manter o sonho do "novo mundo" socialista.

A ideia é superar a "ajuda" de Hugo Chávez, o proto-ditador venezuelano, que está deixando o próprio país na miséria para sustentar o pai dos comunistas latinos. Afinal, foi o PT que convocou, nos idos de 1990, diversos partidos socialistas e comunistas para fundar o Foro de São Paulo, sendo um dos líderes desta empreitada, junto ao PC Cubano.

Dilma, a terrorista da VAR-Palmares, que jamais lutou pela democracia nos chamados "anos de chumbo" - embora, como todo comunista, minta descaradamente a este respeito -, jamais vai falar qualquer coisa que seja a respeito das violações dos direitos humanos em Cuba.

Afinal, como boa comunista, só usa as "convenções burguesas" para atacar os "burgueses" de sua própria nação. Ditadores esquerdistas têm todo o direito de fazer o que quiserem: matar, esfolar, esquartejar, torturar, prender, usar e abusar de quem quer que seja. Afinal, são seres supremos, iluminados pela glória da ideologia socialista, que só querem criar "um mundo melhor para todos", mesmo que ele seja um local podre como Cuba, onde ninguém tem liberdade.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma Mensagem de Início de Ano - Como Nunca Antes Neztepaiz

Terminamos o ano de 2010. Com ele, terminou oficialmente o mandato lulático. Por conta disto - e do pouco tempo que tenho disponível para estar aqui no blog, ultimamente -, resolvi fazer o primeiro post do ano: uma retrospectiva, como nunca antes neztepaiz. E talvez, por isto, seja um post longo.

E ele começa em meus dias de juventude. Como muitos adolescentes, idealista, fui influenciado pelas ideias esquerdistas. O socialismo que se propalava no meio, dito democrático, era aquele que prometia o "paraíso na terra", com todos sendo iguais e ninguém melhor que o outro. Parecia-me o ideal para uma sociedade consumista, capitalista, egoísta, em que muitos diziam que as pessoas eram as cobras que devoravam as que estavam ao lado.

Cheguei a participar de encontros num partido de esquerda, que estava iniciando suas atividades naqueles tempos. E vi que o que pregavam não era condizente com o que faziam - inclusive internamente. E desencantei-me com o aspecto de muitas coisas, acabando por seguir, com o tempo, o famoso dito popular de que "religião, futebol e política não se discute".

Estudei, trabalhei - trocando a área médica pela informática -, casei-me, tive filhos. E, com tudo isso, voltei a pensar no mundo que me cercava, mas com uma diferença deveras importante: o pensamento lógico. E voltei a estudar: história, geografia, psicologia, economia, filosofia etc. E voltei a interessar-me pela política, e a ver que qualquer solução para melhorar o mundo que me cercava é muito diferente daquilo que pregam as ideologias ditas socialistas. Foi quando descobri as teorias liberais!

Esta descoberta revelou-me um mundo desconhecido, em que há o verdadeiro respeito pela menor minoria do mundo todo: o indivíduo! E também abriu-me os olhos para o verdadeiro explorador, aquele que realmente retira a "mais-valia", como diria Marx, do trabalhador: o governo! E passei a prestar ainda mais atenção à política.

Porque, diferentemente do que prega o dito popular, a religião não afeta negativamente a vida de todos os indivíduos; quando muito, pode até afetar negativamente a vida daquele indivíduo que escolhe seguir ferrenhamente determinada religião. Tampouco o futebol afeta negativamente a vida de todos; quando muito, a de um fanático que age intempestivamente e agride outrem por causa de sua "paixão". Mas a política, boa ou ruim, NECESSARIAMENTE AFETA A VIDA DE TODOS OS INDIVÍDUOS QUE ESTÃO SOB SEU JUGO.

E foi com este pensamento que passei a acompanhar os dois últimos governos - mais especialmente o de Lula, por causa da mudança brusca de tom: o que antes era um discurso socialista desmedido, quase "revolucionário", passou a ser candidamente "neo-liberal" (embora eu nunca tenha sabido o que um esquerdista quer dizer com "neo-liberal", uma vez que nunca antes neztepaiz tenhamos tido um governo ou uma economia liberal).

FHC, embora tendente à esquerda, fez o que fez: dos milagrosos planos econômicos dos governos a ele anteriores (Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e 2), bolou o Plano Real, ainda como Ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco. Implantou e deu certo. Lula e o PT foram contra: chamavam o plano de "estelionato eleitoral", nos idos de 1994. E foi o suficiente para Fernando Henrique vencer as eleições contra o mesmo Lula, que bradava, entre outras bobagens, o calote no FMI ("Não podemos, não queremos e não devemos pagar a dívida externa", dizia Lula em 1985).

Para aqueles que não se recordam - ou para os muitos que não sabem -, o país viva, antes do Plano Real, uma hiperinflação que chegava a mais de 2.500% ao ano, tendo havido meses em que chegou a 70%!

FHC implantou, ainda, três importantes pontos que ajudaram o Brasil a sair de seu estado de quase falência - econômica e social - e que permitiram ao atual governo nadar de braçada, mesmo durante a crise de 2008:
  • Lei de Responsabilidade Fiscal - com PT, de Lula, e o PC do B contra, a LRF foi feita, sob encomenda de FHC a seu Ministro do Planejamento, Marcus Tavares, logo após a crise econômica dos Tigres Asiáticos, em 1998. Resumidamente, a LRF é um instrumento eficiente capaz de punir os políticos que gastam mais do que arrecadam, iniciam obras sem ter dinheiro para concluí-las e mantêm inchada a folha de funcionários.
    Porém, a fim de auxiliar os estados, e como medida de contingênciamento para a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo tomou para si as dívidas públicas estaduais e municipais, o que, obviamente, gerou o aumento nominal da dívida pública federal, tornando-se credor dos estados e municípios altamente endividados;
  • Programas Sociais - Bolsa-escola, criado em 1994, inicialmente em Campinas, foi implementado em 2001 em âmbito federal, chegando a beneficiar mais de 5 milhões de famílias; Vale Gás, criado em 2002, beneficiando mais de 4,8 milhões de famílias; Bolsa Alimentação, também criado em 2001, com 1,3 milhões de beneficiários. Todos estes programas, que depois, no governo Lula, ficaram sob um único guarda-chuva furado chamado Bolsa-Família. Estes programas, todos, estavam, no governo FHC, embaixo de um "programa" maior, chamdo Rede de Proteção Social;
  • PROER - foi um programa implantado em 1995 que vigorou até 2001, quando a LRF proibiu aportes de recursos públicos para saneamento do Sistema Financeiro Nacional. O Proer foi um instrumento necessário ao impedimento de um colapso do sistema financeiro nacional, o que é de extrema importância não só pelo aspecto meramente econômico e legal, mas também pelo aspecto social. Uma possível falência do sistema bancário brasileiro acarretaria no desaparecimento de grande parte da poupança de vários brasileiros, o que desencadearia queda na demanda agregada e, consequentemente, uma crise econômica. A importância do programa ficou ainda mais evidente a partir da segunda metade do ano de 2008, com o surgimento da crise econômica mundial deflagrada em setembro daquele ano, quando foi possível observar e sentir as consequências de um parcial colapso do sistema bancário americano. O sistema bancário brasileiro saiu-se relativamente bem defronte ao colapso financeiro mundial. Atacado pelo PT na época de seu lançamento, o Proer recebeu elogios do presidente Lula por ajudar a conter a crise econômica mundial de 2008 no Brasil.
Isso sem falar nas tão combatidas privatizações, das quais a da telefonia e a da Vale do Rio Doce são até hoje alvo de processos para tentativa de revogação - com o PT e o PC do B à frente. Sem elas, você, esquerdista, não teria celular; quando muito, conseguiria um telefone fixo com linha de péssima qualidade por, no mínimo, R$ 2.500,00 após um ou dois anos do pedido. E não teríamos uma empresa privada de capital aberto do porte da Vale, a oitava maior empresa e a segunda maior mineradora do mundo.

Mas, enfim, com a mudança do discurso, Lula finalmente ganhou as eleições de 2002. E não mudou uma vírgula sequer da política econômica que antes condenava. Nada! Nem um único pingo num "i" escondido num recanto qualquer de um texto de 50 bilhões de palavras. E mesmo assim, o gabarola sempre grunhiu, com sua voz roufenha, que havia recebido uma "herança maldita!"

Obviamente que ele - e os parvoalhos do PT - somente blasfemava contra os feitos de FHC aqui em nosso país, afinal, como eu já o fiz um dia, o povo, que pouco se importa com política, desde que os bolsos estejam cheios, cria nas palavras fáceis e na verborragia violenta de Lula contra as medidas que possibilitaram o crescimento do país durante seus dois mandatos. Porém, em todas as publicações estrangeiras que o Brasil fez propaganda, o governo sempre foi cioso e extremamente grato à "herança bendita" deixada pelo antecessor.

A "era lulática" foi extremamanente marcada pela corrupção, a começar pelas patrocinadas pelos próprios companheiros de governo. Não que em outros governos não tenha havido corrupção, mas, como nunca antes neztepaiz, assistimos a um verdadeiro festival de bandalheira e depravação ética por parte do PT e dos apaniguados e associados à base de sustentação governamental.

Como no episódio do mensalão, no início, Lula "não sabia de nada" (sic). Depois, se disse traído. Mais tarde, tentou pregar a falácia de que o mensalão jamais existiu. E mais recentemente impingiu o escândalo às oposições, como se fora algo tramado e executado por elas para denegrir a imagem de Lula e do PT. Mas o terrorista Zé Dirceu jamais foi da oposição! João Paulo jamais foi da oposição! Silvio Pereira, Delúbio Soares e Marcelo Sereno jamais foram da oposição! Nada! São todos cobras criadas e alimentadas pelo "socialismo" petista!

E o mal, não combatido devidamente até hoje, procriou dentro de um governo corrupto como nunca antes neztepaiz. E a lista de abominações progrediu. Veja uma pequena lista de escândalos deste governo safado:

Fev/2004 - Eclode o caso Waldomiro Diniz (Escândalo dos Bingos). O ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi flagrado negociando propina. Este foi o primeiro grande escândalo de corrupção do governo Lula;

Jun/2004 - Eclode o escândalo dos vampiros. A quadrilha comandada, desde o início do governo Lula, por Luiz Cláudio Gomes, amigo pessoal do ministro Humberto Costa, da Saúde, praticava tráfico de influência sobre as licitações para a compra de medicamentos, principalmente hemoderivados (plasmas sanguíneos utilizados em hemodiálises).

Jul/2005 - O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revela o esquema do mensalão. A acusação de pagamentos do governo a parlamentares da base derrubaria o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que ainda perderia o mandato de deputado;

Mar/2006 - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, se vê forçado a deixar o cargo após mandar violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Francenildo havia revelado que o ministro frequentava uma casa de lobistas em Brasília;

Mai/2006 - Desmontado, pela PF, o esquema conhecido como máfia dos sanguessugas, chefiado pela família Trevisan Vedoim e que tinha membros infiltrados na Câmara dos Deputados, no Ministério da Saúde e na Associação de Municípios do Mato Grosso.

Set/2006 - Estoura o escândalo do dossiê contra Serra, também conhecido como escândalo dos aloprados, no qual o então candidato a presidente teria envolvimento com a máfia dos sanguessugas, terminando com Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal, e Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, sendo presos com R$ 1,7 milhão.

Jul/2007 - Um avião da TAM, que fazia o voo JJ 3054 de Porto Alegre a São Paulo, não conseguiu frear ao aterrissar na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e explodiu ao atingir um prédio próximo, matando 199 pessoas. Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais, foi flagrado comemorando o fato e fazendo o "top-top";

Abr/2008 - Estoura o escândalo do dossiê contra FHC e Ruth Cardoso. No auge da farra dos cartões corporativos, a Casa Civil, comandada por Dilma, montou um "banco de dados paralelo" sobre os gastos do ex-presidente e sua esposa, a fim de abafar mais um escândalo de gastança desproporcional com o dinheiro do conrtibuinte feito pelo PT.

Mai/2010 - Estoura o escândalo do dossiê contra alvos do PSDB, especialmente contra o pré-candidato José Seera e sua mulher, Verônica

Set/2010 - Após denúncias de tráfico de influência que envolviam o filho, Erenice Guerra deixa a Casa Civil.

Todas estas ocorrências - ou quase todas (pelo menos as que foram possíveis) - foram minimizadas, escondidas, vilificadas por Lula e pelo PT como sendo obra "dazoposissão" e uma "conspiração das elites e da mídia", conforme o próprio apedeuta.

Mais do que isso, a pretensão do PT em tornar-se o Partido Único, como o PC Chinês ou o PC Cubano, é aviltantemente descarada.

Para isto, o PT criou, em 1990, o Foro de São Paulo, junto com o PC Cubando, sendo os principais signatários deste organismo, Lula e Fidel Castro, tendo feito parte, até recentemente, órgãos terroristas como as FARC, com as quais, até hoje, o PT tem ligação.

E foi assim que o PT, a partir das resoluções tomadas nos encontros do Foro de São Paulo, foi construindo sua política externa, tendo como "cabeças de área" os impagáveis Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia - o primeiro, Ministro Oficial das Relações Exteriores; o segundo, o Sinistro Oficioso das Relações com os esquerdistas de qualquer parte do mundo. E foi assim, que o governo lulático deu vazão a tudo aquilo que de pior existe na alma de um esquerdista:

- Chamou o proto-tiranete Hugo Chávez de "maior democrata do mundo";
- Deu as instalações da Petrobrás ao aprendiz de Hugo Chávez, Evo Morales;
- Abriu novamente as pernas para Fernando Lugo, ao renegociar a dívida paraguaia com relação a Itaipu;
- Chamou os presos políticos cubanos de de criminosos comuns; e, entre outras coisas
- Cometeu ingerência no caso do golpe de Estado que estava para ser perpetrado por Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras;
- Absteve-se de condenar veementemente tiranias como a do Sudão e do Irã - aliás, apoiou esta última de forma vexatória -, enquanto condenava, sem despudoradamente, Israel;
- Contraditoriamente, negociava com os EUA e mostrava, sempre que podia, sua veia anti-americanista.

Em suma: na área da política externa, assim como na política interna, não houve infâmia, baixeza, indecência e canalhice que Lula e sua corja não tenham cometido. E, o mais incrível: em todos os casos, puderam contar com quem os aplaudisse com entusiasmo.

Eu poderia me estender. Tem muito mais:
  • O aparelhamento do Estado pela quadrilha petista e seus apaniguados.
  • O desrespeito e o deboche do presidente da República em relação à Justiça Eleitoral.
  • O apoio oficial (financeiro, inclusive) aos vândalos do MST e a seu projeto revolucionário maoísta.
  • A derrama de dinheiro público para ONGs picaretas e movimentos pretensamente sociais.
  • A propaganda mentirosa e caluniosa contra adversários políticos, a ponto da intimidação física (infelizmente, contra adversários covardes e incapazes de uma oposição decidida).
  • A exploração demagógica das diferenças regionais.
  • As declarações infelizes e cretinas sobre praticamente qualquer assunto.
  • A desmoralização das instituições democráticas.
  • A mistificação da História.
  • A glorificação da ignorância.
  • O caso Celso Daniel.
  • A implantação do racismo oficial nas universidades e no serviço público.
  • A entronização da mentira.
  • O ódio à divergência, à democracia e à liberdade - no somente a de imprensa. 
  • As tentativas de revogar a Anistia e de censurar e tutelar a imprensa.
  • Os atentados contra a liberdade de expressão e até mesmo religiosa, mediante a imposição do politicamente correto e da agenda da militância gayzista e abortista...
Tudo isto - e muito mais - usando e abusando de uma tática extremamente conhecida e utilizada pelas esquerdas: o anestesiamento dos valores sociais através do uso massivo das dez principais ideias de Lenin e da propaganda oficial, fazendo com que o populacho veja somente aquilo que o governo quer que seja visto, como fazia Goebbels na Alemanha de Hitler.

Agora, temos uma "presidenta" que segue à risca o modelo lulático de (des)governar. Com um agravante: Dilma Vana Rousseff, a terrorista conhecida nos anos 60 como camarada Estela, é ainda mais mentirosa que Lula, pois ainda mais esquerdista, ainda mais socialista, ainda mais comunista.

E o país, enquanto segue um caminho paulatino rumo à melhora econômica, ruma para um descalabroso suicídio social, como ocorreu na extinta URSS, na Chima maoísta e ainda ocorre na Cuba de Fidel e Raul Castro.

Assim, podem ter certeza: se sob a era Lula, o Brasil piorou, agora irá piorar ainda mais!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Retorno

Os que me acompanham sabem que há dias nada escrevo. Mais precisamente desde que a terrorista Dil-má ganhou a próxima presidência de nosso país. Os que votaram no PT o fizeram por causa do projeto "desenvolvimentista-enganatório" deste partido: eles mostram-se "capitalistas", mas são "capetalistas", como todo comunista.


Hoje, porém, tive que voltar. Há notícias na imprensa - que eles chamam de mídia - deveras preocupantes. E isso porque a terrorista sequer assumiu o cargo.


Vejam o que vai abaixo, na Folha de São Paulo. Volto depois.


A primeira versão do projeto do governo para o setor de telecomunicação e radiodifusão prevê a criação de um novo órgão, a ANC (Agência Nacional de Comunicação), para regular o conteúdo de rádio e TV. A Folha teve acesso à minuta da proposta, batizada de Lei Geral da Comunicação Social. O texto tem cerca de 40 páginas e vem sendo mantido em sigilo. É resultado do grupo de trabalho criado há seis meses e coordenado pelo ministro Franklin Martins para discutir um novo marco regulatório para o setor.


A nova agência para regular conteúdo substituiria a Ancine (Agência Nacional do Cinema) e teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário. O presidente da Ancine, Manoel Rangel, disse à Folha que não tem “opinião formada” sobre a mudança. O texto prevê ainda a proibição que políticos com mandato sejam donos ou controlem rádio e TV. A atual legislação proíbe apenas que eles ocupem cargos de direção nas empresas. Não está claro no anteprojeto se a vedação atingiria quem já tem concessões. Levantamento da ONG Transparência Brasil aponta que 160 parlamentares têm concessões de rádio e TV.


O ministro já afirmou que o governo Lula não vai encaminhar o projeto ao Congresso, e sim entregá-lo a Dilma Rousseff como sugestão. Caso Dilma decida enviar a proposta ao Congresso, o texto pode sofrer alterações e passar por consulta pública. Se a lei for aprovada, o funcionamento da agência será detalhado em decreto. Na semana passada, Lula disse, em entrevista, que Dilma fará a regulação. O processo de outorga de novos canais ou renovação também passará pela nova agência, além do circuito Ministério das Comunicações-Congresso, e se tornaria mais transparente, com o passo a passo publicado na internet.


A Folha apurou ainda que a proposta incorpora vários pontos do PL 116, que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura e de conteúdo audiovisual, mas não trata de regras para cumprimento do limite de participação de capital estrangeiro nos meios de comunicação.


por Andreza Matais, na Folha


Voltei.O que dizer, não é mesmo?

É uma proposta pura e cristalina como água da fonte: censura. Os esquerdistas adoram a censura. Principalmente quando eles são os censores. É - e sempre foi - assim em todos os países socialistas/comunistas. Eles censuram até o conteúdo da internet...

O presiMente Lula vem tentando isto desde que assumiu o primeiro mandato. Chegou até a pedir a expulsão do jornalista Larry Roth, do New York Times, em 2005, porque ele havia dito que Lula é chegado numa "manguaça" - e ele tinha fotos de Lula visivelmente alterado, alcoolicamente falando...

Eles, que são amigos dos piores facínoras da Terra (Fidel, Hugo Chávez, Evo Moralez, Ahmadinejad etc.) detestam a sua liberdade, a democracia, a liberdade que temos - e que já não é muita. Eles acham que todos têm que ser como robozinhos, trabalhando somente para o governo ou para aqueles que o governo permite que tenham empreendimentos, como era na Alemanha de Hitler ou na Rússia de Stálin.

E, vejam lá, quem é a dupla que está encabeçando mais esta tentativa de cercear sua liberdade: Dil-má e Franklin "Goebbels" Martins. A primeira terrorista, já conhecemos bem, aqui; já o segundo, foi um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick. Recentemente, até, num documentário sobre as ações das esquerdas nos anos 60, quando Franklin foi inquirido sobre a possibilidade real de assassinar o embaixador, conforme prometiam ele gargalhou e disse que era óbvio que o fariam.

Eis aí o humanista Franklin Martins! E você que me lê acha que, se este ser humanista e progressista que gargalhada com a possibilidade de matar a sangue-frio outra pessoa irá se importar com a sua liberdade? NÃO! Embora eles seja o Sinistro das Comunicações e devesse zelar pela liberdade de imprensa, ele é totalmente avesso a ela: o que Franklin gosta é a imprensa cubana, a imprensa chinesa, a imprensa norte-coreana, que são totalmente controladas pelos governos daqueles países.

Mas esta questão não é só de caráter. É também uma questão política: as esquerdas todas odeiam nossa liberdade e vêm paulatinamente tentando sublimar nossa consciência, nossas vontades, nossos direitos. Elas têm um “projeto histórico” - encabeçado pelo PT e pelo PC Cubano, enraizado no Foro de São Paulo -, que é a construção de um único país na América Latina, qual era o império soviético. E se, num determinado momento, as forças da sociedade atrapalham a realização desse projeto, o que fazer (para lembrar a pergunta clássica de Lenin)? Eliminar os entraves! Porém, como eles sabem que não é mais possível usar o método clássico de eliminação da "burguesia", como mandava Marx/Lenin (passar fogo nos adversários burgueses), elas recorrem ao método gramsciano: a tomada do poder pela eliminação gradual das vontades da população pela via legal.

Mas e Dil-má? Ela não havia jurado, durante sua campanha à presidência, que não faria qualquer mecanismo de controle da imprensa - dizendo, ainda, que o único controle que ela admitia era o controle remoto. Mas qual o quê! Dil-má é esquerdista, e como todos eles, adora uma mentira.

Afinal, não podemos nos esquecer que foi Dil-má que assinou o PNDH III, que tinha, em seu corpo, outra tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa.

Alguns tolos poderão até dizer que a intenção do governo é interferir só na área de radiodifusão porque se trata de concessão pública, ficando livres jornais, revistas e a Internet. Bobagem! Eles, que querem extirpar a liberdade, não precisam de motivo, só de pretexto: começarão com as concessões públicas e tentarão controlar a imprensa como um todo, como Chávez fez na Venezuela e Cristina Kirshner vem fazendo na Argentina.

Não podemos nos esquecer que Franklin foi um dos coordenadores da 1ª CONFECOM - Conferência de Comunicação, feita no ano passado e que foi Dil-má que assinou o PNDH III, o qual não poupava ninguém: instituía a censura a todos em nome dos nobilíssimos direitos humanos!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Foro de São Paulo Cria Agência para Censurar Imprensa

Má notícia, embora de forma alguma inesperada: o Brasil, por meio da empresa estatal de comunicação EBC, ligada à Presidência da República, será um dos nove países da região a participar da União Latino-Americana de Agências Noticiosas (Ulan), cuja criação foi decidida na semana passada, numa reunião paralela ao 3.º Congresso Mundial de Agências de Notícias, que se realizava em Bariloche.

A notícia é má, em primeiro lugar, porque a iniciativa atende a uma pregação do dirigente venezuelano Hugo Chávez - para quem a liberdade de imprensa nesta parte do mundo é a liberdade de exaltar a sua assim chamada Revolução Bolivariana e o “socialismo do século 21″ que intenta propagar entre os vizinhos. Há tempos, já, o caudilho vem defendendo a formação de uma empresa jornalística regional para contrapor ao noticiário das grandes agências internacionais uma versão supostamente idônea dos fatos na América Latina.

A notícia é má também porque, juntamente com a EBC brasileira, assinaram a carta de intenções para a criação da Ulan, prevista para março do próximo ano, as agências oficiais de países onde ou não há o menor vestígio de imprensa livre - caso de Cuba - ou onde ela está sob fogo cerrado dos governos. É o que acontece na Argentina, Bolívia e Equador.

Pela importância do país, chamam a atenção em especial as operações desatadas pela presidente argentina, Cristina Kirchner, para asfixiar as empresas de comunicação, cujos veículos criticam o governo, e beneficiar aquelas que a ele se submetem, enquanto vai montando uma rede de canais ditos públicos para servir de correia de transmissão dos interesses da Casa Rosada.

É verdade que entre os signatários figuram ainda empresas do gênero do México, Paraguai e Guatemala, onde as principais ameaças ao exercício do jornalismo não vêm propriamente dos governantes de turno. Mas os outros tendem a funcionar como um ativo bloco ideológico. Além disso é de notar a ausência, nesse consórcio, de representantes do Peru e Colômbia, onde o chavismo não conseguiu medrar.

A adesão brasileira era apenas previsível por causa da guerra particular que o presidente Lula trava com a imprensa que se recusa a se dobrar aos seus 80 e tantos por cento de aprovação, insistindo em destampar os podres de sua administração - para que não se diluam nos vapores inebriantes da prosperidade econômica. E porque o petismo é uma usina de produção continuada de tentativas de amordaçamento do livre fluxo de informações e opiniões na mídia brasileira, a começar da televisão.

Dado que essas tentativas não prosperam no plano nacional, estão aí as manobras para corroer pelas bordas a atividade jornalística, com a pretendida criação de conselhos controladores da programação das emissoras no Ceará, Bahia, Piauí e Alagoas. Por fim, embora Lula procure apresentar ao mundo uma imagem contrastante com a de Chávez, o seu governo não perde oportunidade de demonstrar as suas afinidades com o caudilho venezuelano. O caso da Ulan é apenas mais um.

Os defensores da futura empresa se esforçam para afastar outra suspeita - a de que ela se destina a ampliar o papel dos governos da área como provedores de informação, ou melhor, propaganda disfarçada, para consumo das respectivas populações. É o que receia, por exemplo, o diretor executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Julio Muñoz. “Uma agência estatal de notícias é a voz oficial de um governo”, argumenta. “Portanto, a informação que difunde deve, necessariamente, ser a de defesa e proteção do seu patrão.”

“Nossa proposta”, reage a diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, “é somente oferecer apoio mútuo entre as agências, fortalecendo-as reciprocamente.” Parece ser mais do que isso. A carta de intenções para a formação da Ulan fala em “tornar visível as conquistas dos povos do continente para aprofundar a democracia e alcançar sociedades de justiça social”. O papel aceita tudo. Chávez, para não falar dos irmãos Castro, também usa essas belas palavras para justificar as suas práticas ditatoriais. De mais a mais, por que a América Latina precisa de uma associação de agências estatais de notícias?

Editorial do Estadão



Comento:
O editorial do Estadão está correto em praticamente toda a análise. Há apenas uma incorreção: quando diz que Lula e seus asseclas aboletados em seu governo não perdem uma "oportunidade de demonstrar as suas afinidades com o caudilho venezuelano".

A verdade é que Lula é um dos mandatários no Foro de São Paulo, entidade supra-nacional socialista que ele e Fidel Castro (e, pasmem,  as FARC!) fundaram em 1990, com o intuito de tomar de assalto a América Latina para transformá-la numa nova União Soviética! Chávez é apenas um dos associados desta entidade - pode até ser o mais stalinista deles! -, tendo entrado na mesma em 1995.

Todos estes partidos de esquerda têm esta visão "progressista" da imprensa livre: ela deve ser domada, dominada e exterminada, ficando apenas a visão do Partido Único como verdade nos veículos noticiosos, como é o caso de Cuba.

E não é somente pelo fato de Lula tentar fazer com que a imprensa noticie apenas as boas coisas de seu governo, como ele mesmo já disse diversas vezes: o governo do pretendente a ditador, Lulovski Apedeutovich, patrocinou a CONFECOM, a CONFECUL e aprovou a versão original do PNDH III, depois modificado para ficar mais "light" neste assunto.

E tudo isto porque ELES NÃO SUPORTAM A NOSSA LIBERDADE! Não suportam a democracia; não suportam o livre mercado (que eles chamam, como o parvo Karl Marx, de capitalismo); eles não suportam a propriedade privada. Ou seja, eles não suportam tudo aquilo que representa a sociedade como conhecemos. E é esta sociedade que eles querem extinguir, para erigir, sobre seus escombros, a ditadura mais assassina que já assolou a humanidade: a ditadura do proletariado, cuja base é o socialismo e o comunismo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Pós-Lula

O terrorista Daniel, hoje conhecido pelo apodo de José Dirceu, afirmou e confirmou: com Dilma o "projeto de poder" do PT vai seguir em frente, de vento em popa. É o mesmo projeto do Foro de São Paulo: a construção de uma única nação socialista-comunista na América Latina, nos moldes da extinta União Soviética!


E o amigo Vampiro de Curitiba deu-nos uma visão do que será o futurístico governo pós-Lula, o "ôme" que é maior do que o PT.

Maranhão do Sul *, 20 de Setembro, ano 66 da graça do nascimento do Grande Lider Lula (2011 do antigo calendário burguês)

Diário Oficial da República Bananeira Bolivarista do Brasil

1) O Presidente do Congresso, Senador Mano Netinho (PCdo B), apresenta projeto de lei no qual deixa de ser crime a violência física contra mulheres, desde que o agressor seja afro-descendente.

2) O Presidente da Câmara dos Deputados e Ministro da Cultura, Deputado Palhaço Tiririca, apresenta Emenda à lei Mano Netinho propondo que os palhaços profissionais também possam espancar suas cônjujes e acrescenta: "pior do que está, não fica".

3) A Ministra Especial Para Assuntos da Familia, Ministra Erenice Guerra, orienta os filhos e parentes de políticos que ocupam cargo no Governo Federal para que a "taxa de sucesso" cobrada pela prole não ultrapasse 99% do valor total negociado pela Casa Civil.

4) O Ministro das Relações Não Institucionais, José Dirceu, nomeou o Ministro Joaquim Barbosa (ainda em licença médica) para mais 20 anos como presidente do Supremo Tribunal Federal. Janice Ascari será a nova Procuradora Geral. Antonio Carlos Atella Ferreira (PT) é o novo chefe da Receita Federal, enquanto Rubnei Quicoli será presidente do BNDES. Já a Caixa Econômica Federal ficará com algum membro da Familia Sarney.

5) O Ministro da Verdade, Franklin Martins, deu posse ao mais novo presidente da EBC (Lula News). O ínclito jornalista Paulo Henrique Amorim foi o escolhido por seus serviços prestados no combate à Mídia** Golpista. Amorim afirmou que sua primeira medida será expulsar da EBC todos funcionários que tenham sobrenomes "Azevedo", "Mainardi", "Nunes" e "Kramer", se é que ainda existe algum.

6) O Presidente da Comissão de Ética Jornalística, jornalista de serviços Luis Nassif, que também é presidente de honra do BNDES (Blogueiros Neo-Dependentes do Estado Socialista), decide acabar com o uso de vírgulas na língua portuguesa. Nassif, grande conhecedor da língua, alega que a vírgula é apenas um instrumento usado pela antiga Midia** Burguesa para dificultar o entendimento da classe oprimida em sua vã tentativa de conseguir ler um texto.

7) O MSM, Movimento dos Sem Mérito, solicitou ao Ministro da Verdade, Franklin Martins, que todos os leitores de Internet devam ser obrigados a ler diariamente o blog do referido Movimento. Acha injusto que pessoas ainda ligadas à antiga Midia** Golpista possam escolher o que ler. O MSM ameaçou colocar o maluco do megafone nas ruas caso não seja atendido.

8) A Presidente da ONG Socialites Socialistas, Marta Suplicy, apresentou importante projeto de Lei ao Senado Federal: a partir de hoje o medicamento "Botox" será fornecido gratuitamente a todas as filiadas do Partido Único. "A gente é brega, mas não precisamos ser feias", disse ela.

9) O Ministro da Justiça, Delegado Protógenes (PC do B), afirmou que a carta que enviara ao Presidente Obama dizendo que havia corrupção generalizada no Governo do Grande Guia Lula foi motivada por ataques ultra-secretos de judeus que queriam desestabilizá-lo. Protógenes afirmou ainda que fará exames clínicos, pois suspeita que agentes do Mal tenham implantado um chip em seu corpo.

10) A Presidente Grande Mãe Dilma, juntamente com o Grande Pai e Guia Lula, avisam que nas próximas eleições não haverá eleições, já que o clima de disputa não é benéfico para a Sociedade. O próximo Presidente será o Ministro das Relações Não Institucionais José Dirceu - enquanto ele viver.

* Nome da antiga cidade burguesa Curitiba
** Midia, em novilinguês, significa "Imprensa"