quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Isto é o que "O Cara" quer para o Brasil...


Lula está rindo á toa... Ele foi visitar seu mestre, Fidel Castro, o dono e feitor da ilha-cárcere, Cuba.
Ele, que quer Honduras fora do cenário internacional por ter deposto constitucionalmente um presidente golpista, adula a ditadura comunista que persiste há 50 anos.
Até fundou, junto com a múmia caribenha, o Foro de São Paulo, em 1990, para transformar toda a América Latina numa nova União Soviética - com todos os seus presos, todos os seus gulags, todos os seus milhões de assassinatos.
Isto é o que Lula - e seu companheiro terrorista agora desarmado, Franklin Martins, também na foto, ao lado de Fidel - quer para o Brasil. Isto é o que o os partidos de esquerda, como o PT e o PC do B, querem para o Brasil.
E eu lhe pergunto: é isto que VOCÊ quer para o Brasil? Se não é, una-se a nós para extirpar este câncer social chamado esquerdismo, pai do socialismo, avô do comunismo, esta ferida pútrida que só uma mente deturpada pode conceber e desejar.

O Bom Aloprado à Casa Volta

Lembram-se de Hamilton Lacerda, o assessor de Aloizio Mercadante pego com a mala de dinheiro no caso dos aloprados?

Pois é… Está de volta ao PT. Como a Polícia Federal não conseguiu ter, naquele caso, a eficiência que teve no Distrito Federal, por que Lacerda não voltaria a se juntar aos seus, não é mesmo?

A Tartaruga Em Cima do Poste

Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho gari, cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo, médico e paciente começaram a conversar sobre o clima, o país, o governo e, fatalmente, sobre o Lula.

O velhinho disse:
- Bom, o senhor sabe... o Lula é como uma tartaruga em cima do poste...

Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste.

E o gari respondeu:
- É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar.

Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:
- Você não entende como ela chegou lá; você não acredita que ela esteja lá; você sabe que ela não subiu lá sozinha; você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá; você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá; você não entende porque a colocaram lá.

- Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o lugar dela.

Moral da História:
Faça a sua parte: ajude a tartaruga descer do Poste...e a evitar que tirem uma e coloquem outra parecida !

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O MST Ainda Vai Invadir a sua Praia...

Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.


Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.


Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?


O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.


Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.


O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.


O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.


Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.

Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.



Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.


O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.


Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.


Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.


Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.


Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.


Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?


E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.


Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?


A luta é longa e renhida.


por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Enquanto Isto num País Chamado Banânia...

Durante o Carnaval, os brasileiros estão autorizados a vestir a fantasia que quiserem. Todos podem transformar-se em arlequim, pirata, pierrô, demônio, anjo, lorde inglês ou Nelson Jobim. Qualquer um tem o direito de fazer de conta que é o que nunca foi e jamais será. Lula, por exemplo, irrompeu em Goiás na sexta-feira fantasiado de Guardião da Moral e do Dinheiro Público em Luta contra os Corruptos Inimigos da Pátria. No País do Carnaval, talvez ganhe algum troféu na categoria Originalidade. Num Brasil menos cafajeste, o concorrente seria desqualificado por obscenidade.


A fantasia se inspira numa fantasia mais antiga: nos últimos sete anos, Lula não enxergou nenhum caso de corrupção, não viu nenhum corrupto. Descobriu só agora que existem bandidagens por perto, contou na espantosa entrevista concedida a emissoras de rádio goianas. “Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção nesse país”, disse sem ficar ruborizado o presidente que, desde julho de 2005, preside um escândalo por mês. “Fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro”, continuou a figura que, confrontada há dois meses com a performance da Turma do Panetone, ensinou que “imagens não falam por si”.


“É uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece neste país”, prosseguiu sem gaguejar. O que há com o Brasil, estaria perguntando Nelson Rodrigues, que não interrompe aos gritos o falatório, para berrar que muito mais absurdo é ouvir uma coisa dessas declamada pelo Padroeiro dos Pecadores Companheiros? Como os repórteres nem miaram, a discurseira seguiu seu curso: “Espero que o que aconteceu com o Arruda sirva de exemplo para que isso não possa mais se repetir em lugar nenhum. Por isso mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”. O que há com o Brasil, estaria rugindo Nelson Rodrigues, que não reage com uma gargalhada nacional ao espetáculo do cinismo?


Como pode falar em combate à corrupção quem finge não saber das bandalheiras em que se meteram mensaleiros, sanguessugas, aloprados, os compadres Roberto Teixeira e Paulo Okamotto, o “nosso Delúbio” e seus quadrilheiros? Como pode posar de defensor dos usos e costumes o presidente que se despediu com cartinhas meigas do estuprador de contas bancárias Antônio Palocci e de José Dirceu, capitão do time do Planalto e general da organização criminosa em julgamento no Supremo? Como pode apresentar-se como guardião da moral e da ética o companheiro que convive fraternalmente com Fernando Collor, Renan Calheiros e Romero Jucá, e promoveu José Sarney a homem incomum?


Há pouco, entre uma e outra pedra fundamental, Lula inaugurou a tese de que o mensalão não passou de uma trama forjada por inimigos da pátria inconformados com a performance incomparável do operário que virou presidente. Tudo somado, esse histórico informa que a promessa de combater duramente a corrupção é mais que uma fantasia de Carnaval. É também a prova de que o Brasil é governado por um presidente que, em vez de cérebro, tem na cabeça um palanque.


Lula fez a opção preferencial pela amoralidade e incorporou a mentira ao estilo de governo. É compreensível que tenha visto em Dilma Rousseff a sucessora ideal.

por Augusto Nunes

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

E Lula Terá Coragem?

Perto das 8 da noite desta quarta-feira, no intervalo de uma reunião no Instituto Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente ouviu a pergunta já no primeiro minuto da conversa por telefone:

─ Posso dizer que o senhor aceita debater publicamente com o presidente Lula?

─ Pode, claro.

─ Alguma pré-condição?

─ Nenhuma. Mas é bom deixar claro que não propus nenhum desafio. Não estou desafiando ninguém. Estou apenas aceitando um convite.

─ Vou dar a notícia amanhã.

─ Pode dar. Debate é sempre saudável. Aceito pelo Brasil.

No mesmo dia em que Fernando Henrique Cardoso topou o convite, o deputado Ricardo Berzoini entoou a cantilena que obriga o presidente a aceitá-lo também. “Vamos, sim, fazer a comparação entre os oito anos de Lula e os oito anos de FHC”, recitou. “O eleitor precisa ser lembrado de como foi um governo e o outro”.

O eleitor merece saber se Lula recebeu uma herança maldita e reconstruiu o país, como repete há pelo menos seis anos, ou se resolveu valer-se de mentiras e fantasias para desqualificar o legado do antecessor que acabou com a inflação, consolidou a democracia constitucional e fixou diretrizes econômicas que, em sua essência, vigoram até hoje. É assunto sério demais para ser tratado por intermediários, muito menos por moleques de recado. É coisa para gente grande. Os eleitores merecem ver em ação os dois protagonistas ─ só eles, e sem figurantes por perto.

O debate se tornou inevitável no momento em que o presidente decidiu que a eleição tem de ser plebiscitária. FHC já topou. Lula não poderá furtar-se ao duelo que provocou.

por Augusto Nunes

MST: Movimento dos Safados Totalitários

O Ministério Público Federal está investigando a origem do dinheiro que apareceu na conta de uma trabalhadora rural de Iaras, no interior de São Paulo. Mais de R$ 700 mil. Zildenice recebeu do Incra um lote no assentamento Zumbi dos Palmares em Iaras, no centro-oeste paulista. Ela vive numa casa simples e pouco produz na propriedade.


Para complementar a renda da propriedade, Zildenice também trabalha em uma fazenda da região. Ela recebe em média R$ 600 por mês. Mas um extrato bancário deixou a assentada preocupada. O valor que ela teria no banco passaria de R$ 700 mil. Na conta aberta na Caixa Econômica Federal em Avaré, os nomes de Zildenice Ferreira dos Santos e Ronaldo Pereira de Souza aparecem como titulares.


O extrato mostra que um depósito de R$ 78 mil foi efetuado nos últimos dias. O saldo atual da conta é de R$ 747.751,85. Mas Zildenice diz que nunca abriu a conta e que o dinheiro não lhe pertence. “Que apareçam os verdadeiros donos, que não sou eu. E se não aparecer que algum gerente da Caixa bloqueie essa conta”.


A advogada da assentada, Fernanda Pereira Mariano, que encaminhou o caso ao Ministério Público Federal, diz que o dinheiro depositado seria proveniente de um convênio com o Incra. “É uma conta-poupança de pessoa física. Um convênio normalmente seria uma conta de pessoa jurídica vinculada ao convênio. É uma conta que está sendo movimentada, só que nós não sabemos quando ela foi aberta e quem está movimentando esta conta”.


Há três anos, Zildenice foi procuradora de uma cooperativa do MST em Iaras, mas deixou o cargo quando conseguiu o lote onde mora. A cooperativa é a mesma que está sendo investigada pela Justiça por desvio de dinheiro e que é ligada a Miguel Serpa, o sem-terra que comandou a invasão a fazenda da empresa Cutrale, produtora de laranjas. Serpa e os outros oito integrantes do MST estavam presos, mas foram liberados através de liminar concedida na noite de quarta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.


A Caixa Econômica Federal anunciou que vai fazer uma apuração interna para esclarecer o caso. A superintendência do Incra de São Paulo declarou que a conta corrente em nome de Zildenice é vinculada a um programa para a construção de moradias em assentamentos e que só com autorização do próprio Incra é usada para o pagamento de serviços, mediante a apresentação de notas fiscais. O instituto também informou que sabia que Zildenice já tinha se afastado da cooperativa.


no Jornal Nacional


Esse é o espírito que sempre animou as esquerdas, tenham elas a feição que tiverem: os fins justificam meios!, mesmo que isso queira dizer derrubar mais uma laranja, como Zildenice.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Passeata no Rio Contra a Ditadura do PNDH III

Veja a convocação para uma passeata que irá ocorrer no dia 28 de fevereiro, às 10h, no começo da praia do Leblon.

A passeata será contra o programa autoritário chamado PNDH III.

Vamos dar um basta a esta tentativa deste governo comunista de colocar o Brasil no caminho da servidão que se encontra a Cuba, Coréia do Norte, China e, caminhando a passos largos, a Venezuela.

A Comissão da Calúnia

O general Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército e membro do Alto Comando, soltou uma nota a respeito da tal "Comissão da Verdade", que os esquerdistas querem criar a partir daquela estrovenga chamada PNDH III.

A nota, muitíssimo bem escrita, é certeira e correta. Vejam abaixo, com meus grifos.

A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas.

A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico. No memorável "Discurso sobre o Método", René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que "a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade".

A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem. Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo. Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietszche concluiu que “as opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras”.

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa. A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.

A "Comissão da Verdade" de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.

Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.

Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma "Comissão da Calúnia".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mais Totalitarismo: PT Planeja Criar Conselho Nacional de Política Externa

A cúpula do PT quer ampliar a influência do partido sobre a política externa brasileira com a criação de um conselho federal dedicado ao tema. O órgão teria caráter oficial e funcionaria paralelamente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), que sempre foi o único responsável por formular e executar a política externa do país.

Pela proposta, o conselho seria integrado por representantes de ONGs, sindicatos e movimentos sociais - redutos tradicionais da militância do partido. Sua criação é um dos itens do documento "A política internacional do PT", que será votado no IV Congresso Nacional da legenda, entre os dias 18 e 21.

Elaborado pela Secretaria de Relações Internacionais do PT, o texto sugere o nome do órgão: Conselho Nacional de Política Externa. Ele é apresentado como um "organismo consultivo com participação social", a exemplo dos que já existem em áreas como saúde e educação. Itamaraty já abre espaço para ONGs e centrais sindicais.

O documento afirma que o Itamaraty já estaria abrindo espaço, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a atuação de ONGs e centrais sindicais. A aproximação incluiria convites a representantes das entidades para acompanhar diplomatas de carreira em eventos no exterior.

"Atualmente, o MRE tem sido também mais aberto à participação dos movimentos sociais, centrais sindicais e ONGs nos eventos internacionais, inclusive muitas vezes como membros da delegação oficial, e os diplomatas do MRE têm se disponibilizado para dialogar e participar de eventos organizados pela sociedade civil quando convidados. Entretanto, ainda faz falta a criação de um Conselho Nacional de Política Externa", cobra o texto.

O PT também quer que o governo federal convoque uma conferência nacional de relações exteriores, nos moldes de encontros recentes que geraram polêmicas nas áreas de comunicação e direitos humanos. Segundo o documento, o seminário oficial "permitiria debater as diretrizes de política externa entre os movimentos, organizações e partidos que se interessam e atuam na área".

A proposta de resolução do PT foi discutida em debate sobre política externa realizado anteontem na sede nacional do partido, em Brasília. Participaram o ministro de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula e coordenador do programa de governo da candidatura a presidente da ministra Dilma Rousseff.

Responsável pela redação do texto, o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, disse que não poderia revelar detalhes sobre composição e funcionamento do conselho:

- Isto é uma proposta feita no debate. É recente e não há nenhum tipo de detalhamento desta proposta, portanto não tenho como te responder.

Segundo Pomar, a conferência nacional de política externa não seria realizada em 2010, último ano do governo Lula. O encontro, portanto, só aconteceria após a eleição presidencial.

- Fazer algo do gênero exige uma preparação de mais de um ano - justificou Pomar.

Documento elogia governos de Cuba e Venezuela.
Se seguir os moldes de órgãos já existentes em outras áreas de governo, o Conselho Nacional de Política Externa terá presença maciça de ONGs e sindicatos. Um exemplo é o Conselho Nacional de Meio Ambiente, cujas resoluções têm força de lei e são publicadas no Diário Oficial. O órgão tem 22 representantes da sociedade civil, incluindo entidades pouco conhecidas como Sócios da Natureza e Instituto O Direito por um Planeta Verde.

Além de propor a criação do conselho e atacar a atuação do Itamaraty no governo Fernando Henrique Cardoso, como O GLOBO noticiou neste domingo, o documento afirma que o PT deve acompanhar a política externa de Lula, "defendendo-a dos ataques da oposição de direita".

O texto elogia os governos de Cuba e da Venezuela e prega a intervenção do partido na política de países vizinhos: "Do ponto de vista regional, o PT contribuirá para que a esquerda latino-americana não perca nenhum governo para a direita; e também para acelerar o processo de integração regional".

Entre outros pontos, o documento destaca que o Ministério das Relações Exteriores tem se aberto à participação dos movimentos sociais, centrais sindicais e ONGs nos eventos internacionais;

Defende que faz falta a criação de um "Conselho Nacional de Política Externa", como organismo consultivo com participação social, a exemplo de outros ministérios como o da Saúde e o da Educação ;

Apoia ainda a realização de uma conferência de relações exteriores, no mesmo modelo das organizadas pelo governo federal em áreas como Direitos Humanos, o que permitiria debate com organizações e partidos;

Sustenta que o partido contribuirá para que a esquerda latino-americana "não perca nenhum governo para a direita";

O documento ressalta também que "a recente visita do presidente do Irã ao Brasil e a postura do nosso governo na conferência de Copenhague são duas das várias confirmações recentes desta postura altiva e soberana (da política externa brasileira)".

O Falso Êxito do PAC

Por qualquer critério isento que se examinem os números da execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentados na quinta-feira pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - sua principal gestora, batizada pelo presidente Lula como "mãe do PAC" -, a conclusão é decepcionante. Sua execução é lenta, o que torna muito duvidoso que seja concluído no prazo previsto. A utilização de certos indicadores mascara seu baixo nível de execução. Seus principais resultados são frutos de programas e projetos de empresas estatais e privadas que seriam executados com ou sem ele. A necessária melhora na qualidade do gastos do governo, que deveria ser um de seus principais efeitos sobre a gestão financeira do setor público, não ocorreu até agora e não deverá ocorrer no último ano de sua vigência.


O PAC é um fracasso que, mesmo assim, a ministra-candidata transformou, com o entusiasmado apoio de seu mentor político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na principal peça de propaganda de sua campanha eleitoral lançada antes do prazo previsto pela legislação. Ao longo deste ano, seguramente muito será dito pelo governo sobre esse programa, mas o eleitor precisará estar atento para não ser enganado.


A ministra anunciou que, do total de R$ 638 bilhões em investimentos no período 2007-2010 previstos no PAC, R$ 403,8 bilhões, ou 63,3%, tinham sido aplicados até o fim do ano passado. É um dado enganoso. Se se considerar apenas as ações efetivamente concluídas, o resultado é bem menos animador. Em 36 meses de execução do PAC, nas obras encerradas foram aplicados R$ 256,9 bilhões, ou seja, 40,3% do total.


Isso significa que, por ano, o governo executou, em média, 13,4% do total. Para concluir o PAC no prazo, teria de executar 60% neste ano de 2010, ou seja, teria de multiplicar por 4,5 o ritmo da execução do programa. Mesmo que, como assegura a ministra, o governo tenha aprendido a gerir melhor o programa, não parece crível que consiga elevar tanto assim o ritmo, pois isso exigiria da atual gestão uma competência que ela nunca mostrou ter.


Do valor de R$ 403,8 bilhões anunciado pela ministra como realizado, é preciso destacar uma gorda parcela, de R$ 137,5 bilhões (34% do total), que nada tem a ver com obras, pois é formada por empréstimos habitacionais a pessoas físicas. São recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, do FGTS, do FAT e de outras fontes públicas.


Esses recursos são utilizados, em geral, na compra de imóveis usados, pois as políticas do governo para esses fundos privilegiam esse tipo de negócio. Economistas do setor privado observam que, ao contrário das vendas de imóveis novos, as de imóveis usados não resultam necessariamente na geração de emprego ou renda, como é o objetivo do PAC. Daí a estranheza com relação ao uso desses dados, o que pode ter sido feito apenas para inflar os resultados.


Outra parcela importante refere-se aos investimentos das estatais, de R$ 126,3 bilhões (31%). A Petrobrás responde pela maior fatia desses investimentos, que seriam feitos pelas estatais com ou sem o PAC, pois eles são elementos essenciais do planejamento estratégico dessas empresas.


A terceira fatia mais importante corresponde aos investimentos das empresas privadas, de R$ 88,8 bilhões (ou 22% do total), e sobre eles o governo nada pode decidir. Há, ainda, as contrapartidas dos Estados e municípios (R$ 11,1 bilhões, ou 3%) e os financiamentos (R$ 5,1 bilhões, ou 1%).


A fatia do PAC que cabe exclusivamente ao governo do PT, originária do Orçamento-Geral da União, totalizou apenas R$ 35 bilhões, 9% do que a ministra anunciou ter sido executado. Esses números mostram que, apesar de tudo que tem anunciado e apesar do PAC, o governo continua a investir pouco, bem menos do que as necessidades do País.


O padrão do gasto oficial, dominado pelas despesas de custeio, continua ruim para a economia brasileira e para os cidadãos. Melhorá-lo exige a redução dos gastos correntes, mas as despesas que mais crescem no governo Lula são com o funcionalismo, razão pela qual, tirante o PAC, é pequena a fatia que sobra para investir.

Em resumo, o PAC, mal gerido, está longe de suas metas.


Editorial d'O Estado de São Paulo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E o Governo Lulático Faz o que Sabe Fazer Melhor: Mentira e Terrorismo!

Vejam o que vai no Globo On-Line:

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), classificou nesta quarta-feira de “terrorismo” o texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família em 2010.

A mensagem, que será repassada aos prefeitos, afirma que o dirigente que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá mudar algumas regras. O texto dá a entender que, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido. ( Leia mais: Para leitores, governo também faz ‘terrorismo eleitoral’ )

- Agora eles estão fazendo essas ameaças, disseminando a mentira, o terrorismo, para as pessoas simples do Brasil inteiro na pré-campanha, ou antes, ainda, da pré-campanha. Isso dá uma medida do que esse pessoal vai fazer para não entregar o governo. O problema dessa eleição é que o PT não quer entregar o governo. O PT quer eleger a ministra Dilma (Rousseff) sem voto, quer empurrar essa candidatura na goela de todo o mundo. Esse é que é o fato concreto - disse.

Guerra argumenta que o partido é a favor do Bolsa Família e garante que, se o PSDB ganhar eleição, não vai “acabar” com o programa. Ele promete até ampliá-lo.

- Vamos manter e ampliar a Bolsa Família porque achamos que é certo. Fomos nós que a criamos. A nossa impressão digital está lá, começou no governo Fernando Henrique. Tudo isso é uma grande fraude, é apenas o prenúncio do que será essa campanha: mentira e terrorismo.

Segundo o documento do ministério, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova Administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011″, diz o texto da instrução operacional.


E, mais detalhadamente, por Catarina Alencastro, no Globo:

Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras. O alerta faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado, e que será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família.

O documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido.

Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011″, diz o texto.

Para o especialista em Direito administrativo, Damásio de Jesus, a norma traz insegurança jurídica e pode ser entendida pelos beneficiários como uma ameaça.

- Estamos diante de uma quase total insegurança jurídica. Isso é terrorismo. A lei é isto aqui, mas ela pode mudar a qualquer momento. Parece-me que o governo está tentando antecipar circunstâncias que ele supõe que venha a acontecer - disse ele. - Não é possível que a lei diga alguma coisa hoje e, ao mesmo tempo, diga que isso pode ser mudado. Parece-me muito estranho que o governo faça isso.

O professor de Direito administrativo da Uerj, Gustavo Binenbojm, afirma que, do ponto de vista da responsabilidade fiscal, a norma está certa. Ele vê, no entanto, margem para interpretações político-eleitorais.

- A medida tem um caráter ambíguo. Ainda que ela seja suscetível a uma explicação eleitoral, juridicamente é correta - diz.

Segundo ele, o governo passa, com a norma, a mensagem de que o benefício está garantido somente enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seus candidatos, estiverem no poder:

- A mensagem política que o governo quer passar é que, se o governo Lula continuar, está tudo garantido. Se não, vocês (beneficiários do programa) vão ter que se acertar com o governo de oposição.

Secretária admite falta de cuidadoA secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social, Lúcia Modesto, nega que a intenção da regra seja espalhar terror entre os beneficiários. Mas ela admite que o texto dá margem para diferentes interpretações:

- Este texto vem suscitando diversas interpretações que vão para além do que, de fato, está escrito nele. Talvez a gente não tenha tido o cuidado (necessário) com a linguagem.

Segundo ela, a instrução operacional tem como finalidade orientar os gestores do programa nos municípios. Lúcia Modesto diz que o documento foi discutido em uma teleconferência com gestores municipais e, na ocasião, não houve, por parte deles, dúvidas sobre o teor meramente funcional da mensagem:

- A instrução não tem valor normativo, é uma instrução operacional. É um texto técnico que ajuda os municípios a se organizarem em um ano que é mais curto que os outros.

A instrução foi editada para ajudar os municípios na atualização do cadastro único de integrantes do Bolsa Família. Desde 2008, quem recebe auxílio pode ficar dois anos sem atualizar suas informações sem correr o risco de perder o auxílio. A partir daí, caso não o faça, terá o repasse bloqueado e, após três meses, será desligado do programa.

A instrução operacional explica que está em vigor um novo conceito de validade do benefício que assegura à família continuar recebendo o dinheiro do governo federal, mesmo que o rendimento per capita seja superior a R$ 140, teto permitido no programa. O argumento é que as famílias podem eventualmente conseguir uma renda extra, como um emprego temporário. Com a renda maior corriam o risco de perder o benefício. Mas, há alguns anos, o entendimento do ministério é o de que essa renda eventual não pode prejudicar a família que ainda deve ser mantida no programa.

A instrução operacional estabelece ainda uma novidade para o cadastramento. A partir deste ano, cada beneficiário terá um mês específico para fazer a revisão cadastral. O mês depende dos últimos algarismos do Número de Identificação Social (NIS) do responsável pela unidade familiar.

Mais de 700 mil cancelamentos
Nesta terça, o ministério divulgou que 709.904 famílias terão o recebimento do Bolsa Família cancelado a partir do dia 11 deste mês. O motivo é que o cadastramento delas não foi atualizado nos últimos dois anos. O estado que mais terá famílias retiradas do programa é São Paulo, com 133.992 cancelamentos. Em segundo lugar vem a Bahia, com 67.986. O Rio terá 47.648 famílias retiradas do Bolsa Família ainda este mês.

As famílias poderão recorrer do cancelamento e voltar a integrar o programa. A decisão é da prefeitura da cidade onde moram, que é a responsável pela gestão do benefício. Ao todo, 4.112.315 de famílias já foram desligadas do programa. A maioria (2.237.587) por terem renda familiar superior à exigida.

Ainda o Terremoto do Haiti

Há diversos comentários no site. A maioria, infelizmente, é feita pelos petralhas. Estes eu simplesmente excluo. Não dou espaço para esta gente rasca. Nesta horas, ajo como eles: que se dane a democracia, porque eles só a usam para sabotá-la; então, que vão às favas!

Algumas vezes, quando vejo que é somente um militonto, publico o comentário e respondo. Afinal, se pudermos salvar uma alma do inferno socialista, já terá valido à pena ter o blog.

Desta vez, um anônimo escreveu-me sobre o terremoto do Haiti. E, claro, sobre a máquina de fazer terremotos que os "estaduzunidus" criou e resolveu testar justamente próximo da área mais carente do Haiti.

China and Russia put the blame on some screwed up experiments of US for the earthquake that happened in Haiti.

Chinese and Russian Military scientists, these reports say, are concurring with Canadian researcher, and former Asia-Pacific Bureau Chief of Forbes Magazine, Benjamin Fulford, who in a very disturbing video released from his Japanese offices to the American public, details how the United States attacked China by the firing of a 90 Million Volt Shockwave from the Americans High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) facilities in Alaska.

If we can recollect a previous news when US blamed Russia for the earthquake in Georgio. What do you guys think? Is it really possible to create an earthquake by humans?

I came across this [url=http://universalages.com/hot-news/what-happened-in-haiti-is-it-related-to-haarp/]article about Haiti Earthquake[/url] in some blog it seems very interesting, but conspiracy theories have always been there.

Bem, como sempre a culpa é dos EUA! O proto-comunista Chávez já zurrou que o terremoto no Haiti teria sido conseqüência de um teste da Marinha americana com "uma de suas armas de provocar terremoto".

E a China, ainda comunista, e a Rússia, ex-comunista mas governada por um chefão da KGB (que já disse que a pior coisa que aconteceu lá foi a queda do comunismo), vem agora falando sobre o projeto HAARP.

Estas teorias conspiratórias sempre existiram e sempre existirão - principalmente as causadas pelos esquerdistas! Mas se você acompanhar as notícias verdadeiramente científicas, verão que a probabilidade de existir uma "máquina de provocar terremoto" é ínfima!

Com a ciência e a tecnologia que dispomos hoje, não é possível uma máquina para "controlar" o movimento das placas tectônicas e provocar um terremoto onde bem entendermos. E provavelmente nunca conseguiremos. Pode até ser que existam modelos teóricos que permitam planejar algo parecido, mas também existem modelos teóricos relativos à fusão nuclear - e nunca foi possível criá-la na prática.

E daí que um "cientista" dá um depoimento sobre os EUA terem atacado a China usando o HAARP? Já sabemos como estes "cientistas" agem: basta ver aqueles que juravam que o mundo estava aquecendo e foram desmascarados pelos hackers que invadiram os computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e baixaram mais de mil e-mails, alguns deles comprometedores: os "cientistas" manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

Existe muita ignorância científica somada às teorias conspiratórias de quem enxerga, como os esquerdistas, a mão dos EUA em todos os lugares, em todas as tragédias que afligem os povos.

Fosse assim, porque não criar, também, máquinas para controlar vulcões, furacões ou tsunamis?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mais um Campeão de Incompetência

O Terrorista Vannuchi Quer Rever a Anistia a Qualquer Custo

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, mantém sua expectativa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) revise a decisão prevista na Lei de Anistia que permitiu o perdão de crimes "de qualquer natureza" praticados por militares no período da ditadura. Ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) impetrada no STF contesta o Artigo 1º da lei que trata desta questão.

Na sexta-feira, 29, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou seu parecer ao Supremo contrário a iniciativa da OAB. Ao chegar ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo, Vannuchi destacou que, apesar desse parecer, Roberto Gurgel deixou claro que o perdão aos militares não impede a apuração dos crimes políticos praticados naquele período.

O relator da matéria é o ministro Eros Grau. "É um parecer de uma altíssima autoridade da República que não pertence ao Executivo, mas mantenho minha convicção de que o Supremo vai mudar essa decisão por iniciativa do ministro Eros Grau", afirmou Vanucchi.

Segundo ele, a comissão da verdade não é contrária à Lei da Anistia. "Na anistia não se mexe. Foi um grande acordo. O que se quer é interpretar corretamente essa Anistia."

no Estadão On-Line



Eis aí como o sinistro Vannuchi, este grande humanista, age em favor dos "direitos humanos", no caso da abertura dos arquivos dos militares: com o mais puro e cínico revanchismo.

Já expliquei aqui o sentido da anistia. Ainda mais daquela que ocorreu em nosso país. Mas para Vanucchi, terrorista da ALN (Aliança Libertadora Nacional), ela tem que ser "corretamente interpretada".

Talvez Vannuchi queira interpretá-la sob a luz do "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano", de seu grande líder, naquela organização terrorista a que pertenceu, Carlos Marighella!

Mas notem algumas coisas interessantes:
1) o Estadão on-line não diz qual é a "lei que trata desta questão". Para que vocês saibam, é a Lei 6.683, cujo Artigo 1º diz que:

Artigo 1º - É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de Fundações vinculadas ao Poder Público, aos servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado).

§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.
Este é o artigo que o humanista Vannuchi - auxiliado pelo sinistro César Brito - quer revogar, a fim de baixar o pau nos torturadores da época do regime militar - sem tocar, é claro, num fio de cabelo dos terroristas, os verdadeiros causadores daquele regime. Para ele, o maior problema nesta lei são "os crimes que qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política".

Ou seja, os terroristas foram anistiados por causa de seus crimes políticos; os torturadores, que existiram por causa dos terroristas, também o foram pelo mesmo motivo. Mas para ele, "de qualquer natureza" não quer dizer "de qualquer natureza".

A anistia não incluía inicialmente "os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal". As esquerdas reivindicaram e levaram o "ampla, geral e irrestrita". E muitos terroristas, como Dilma, Tarso e o próprio Vannuchi, puderam voltar ao país.

Agora, mais de 30 anos depois daquela ampla negociação, Vannuchi - e Dilma, Tarso, Franklin Martins, Minc etc. - quer que ela seja "estreita, parcial e restrita" aos torturadores e àqueles que eles definam como colaboradores do regime!

2) Vejam que mimo a fala do terrorista Vannuchi sobre o parecer do procurador-geral da República, especialmente quando ele diz que Roberto Gurgel "não pertence ao Executivo". Como todo e qualquer comunista, Vannuchi só crê em um único poder governante: o Executivo! Principalmente para executar todo e qualquer indivíduo que seja considerado inimigo do proletariado, como ensinavam Lenin e Stalin em seus expurgos.

Eis abaixo, um trecho do manual seguido por Vannuchi, em seus tempos de ALN. Escrito pelo seu mestre, Marighella, o trecho é bastante revelador. Os grifos são meus:

"É necessário transformar a crise política num conflito armado, executando ações violentas. Assim, os que estão no poder serão forçados a transformar a situação política do país numa situação militar. Esse fato alienará as massas que, a partir daí, se revoltarão contra o exército e a polícia (...) Só restará ao governo intensificar a repressão, tornando assim a vida dos cidadãos mais difíceis do que nunca (...) o terror policial se converterá na ordem do dia. A população se recusará a colaborar de tal forma com as autoridades que estas chegarão à conclusão que a única solução para os seus problemas está em liquidar fisicamente os seus oponentes. A situação política do país se transformará então em uma situação militar."

Eis aí a Verdade sobre o que eu venho sempre falando: os causadores do regime militar foram os terroristas! Os tão lamentados "anos de chumbo" no Brasil foram desejados e provocados pelos mesmos que hoje choram lágrimas de crocodilo pelos mortos e torturados pelos militares.

Hoje, estes terroristas, libertos pela anistia, aproveitam a derrota militar do terrorismo como propaganda, pintando a repressão como monstruosa e os terroristas como heróicos combatentes da democracia e da liberdade, o que É UMA DESBRAGADA MENTIRA!!! Afinal, eles sempre lutaram pela instituição daquilo que Marx definiu como "ditadura do proletariado".

Para os que não sabem, a meta suprema do terrorismo é a conquista do poder político absoluto. Uma vez atingida essa meta, o terrorismo se torna uma política de estado, eliminando-se “preventivamente” classes inteiras de pessoas suspeitas aos olhos da doutrina oficial, e mantendo-se um clima de completa insegurança e horror em que cada indivíduo viva na expectativa de ser preso sem qualquer motivo a qualquer momento. A delação é elevada a dever cívico, em especial a delação de amigos e familiares, de modo que ninguém confie sequer na própria sombra e denuncie os outros antes que seja denunciado. Assim, a subjugação da população se completa. As promessas de liberdade e justiça são repudiadas, e ai de quem ousar reclamar.

Esse esquema foi amplamente utilizado nos regimes comunistas (e seus imitadores nacional-socialistas e, em menor escala, fascistas). Está tudo teorizado por Lênin, adorado por Tarso Genro, e outros “guias geniais”. Esse era o método preferido de Vannuchi e é através dele que deseja rever a anistia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ucrânia Vai Julgar os Crimes dos Comunistas

O Tribunal de Apelo de Kiev, Ucrânia, emitiu sentença favorável à abertura de um processo para julgar os líderes do regime totalitário soviético.

O Tribunal entendeu haver matéria para inculpá-los de genocídio durante os anos 1932-33 e deu início à instalação de um Tribunal Internacional que julgue os crimes do comunismo nessa extensa nação da Europa do Leste.

O novo tribunal vai se guiar pela Carta do Tribunal Militar Internacional de Nuremberg (IMT, sigla em inglês) de 1946 que julgou os crimes do nazismo após o fim da II Guerra Mundial.

A nova Nuremberg agirá também no respeito à Convenção para Prevenção e Castigo do Crime de Genocídio de 1948, à Convenção da Não-Aplicabilidade dos Limites Estatutários aos Crimes de Guerra e Crimes contra a Humanidade de 1968, à lei ucraniana sobre o Holodomor (genocídio de 1932-1933), ao artigo 442 do Código Penal ucraniano. A notícia foi fornecida pelo serviço de imprensa da presidência da Ucrânia.

O presidente ucraniano pretende contatar os chefes de Estado dos países do Leste Europeu vitimados pela ditadura socialista, como a Rússia, a Polônia, a Geórgia, e os países bálticos entre outros. A intenção é assinar um tratado internacional para instituir um tribunal mais amplo que julgue os crimes do comunismo nesses países.

Obviamente os atuais líderes russos ‒ herdeiros da velha ditadura soviética ‒ não pretendem atender a proposta e tudo farão para impedir a constituição desse tribunal.

Aliás, diante da iniciativa ucraniana, os herdeiros russos da KGB ficaram ainda mais necessitados de impor um candidato pró-russo nas eleições presidenciais ucranianas, para escapulir de eventual julgamento.

Entrementes, é possível que alguns dos outros países que sofreram tanto sob a bota soviética e hoje sentem rugir a ameaça do Kremlin, como os bálticos e a Polônia, decidam aceitar.

Essa hipótese interessa ao Brasil, pois poderiam ser levados a esse tribunal responsáveis por crimes comunistas praticados, por exemplo, na América Latina.

por Luis Dufaur, no flagelorusso.blogspot.com

Outra Farra no Bordel

A data escolhida para a consumação do golpe ─ 28 de janeiro de 2010 ─ pareceu mais que perfeita aos planejadores. Primeiro, porque nesse dia as salas de cinema do país inteiro continuariam atulhadas de adoradores do Filho do Brasil, todos com o coração em descompasso e uma catarata de lágrimas jorrando de cada canto de olho, prontos para liquidar a pauladas os traidores da pátria. Ai de quem ousasse discordar da canetada do presidente Lula, desferida naquela quinta-feira para livrar quatro obras da Petrobras da interdição determinada pelo Tribunal de Contas da União.

Multidões de devotos dispostos a matar ou morrer pelo chefe são um trunfo e tanto. Mas outro ainda mais poderoso viria horas depois do drible no TCU. Para desespero da elite golpista, dos pessimistas profissionais, dos louros de olhos azuis e de Fernando Henrique Cardoso, em 29 de janeiro o Cara receberia na Suiça, no encerramento do Fórum Econômico Mundial, o título de Estadista Global. Já canonizado pelas plateias do Brasil, o maior dos governantes desde Tomé de Sousa voltaria da viagem reverenciado como santo universal por chefes de governo grávidos de gratidão pelo acesso ao segredo do milagre brasileiro: enquanto eles fazem tudo errado, revelaria o discurso de agradecimento, o presidente Lula acerta todas.

Esses feitos históricos forçariam a imprensa reacionária a confinar a agressão ao TCU numa nota de pé de página. Se os jornalistas insistissem, o herói de cinema, estadista global e modelo do mundo contaria que batera de frente com o tribunal para evitar que a consolidação do Brasil Potência fosse ameaçada pela paralisação das obras da Refinaria Abreu e Lima (PE), da Refinaria Presidente Vargas (PR), do terminal de Barra do Riacho (ES) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.

Dois ou três improvisos depois do almoço bastariam para abafar a choradeira dos técnicos do TCU, que sustaram as obras quando confrontados com copiosas evidências de “irregularidades graves” ─ preços superiores aos de mercado, despesas superfaturadas, gastanças sem justificativas convincentes, projetos que um estagiário se recusaria a assinar e outros sintomas de corrupção epidêmica.

Os cérebros delinquentes só esqueceram de combinar com os outros ─ e de prever o imprevisível. Como faltou o acerto com os brasileiros, o dramalhão hagiográfico já figura na galeria dos grandes fiascos da história do cinema. Como faltou o acordo com o destino, uma crise de hipertensão mostrou que Lula é apenas um homem e cancelou a viagem à Suiça.

Escalado para a leitura do discurso de agradecimento, foi o chanceler Celso Amorim quem ensinou o que deve fazer um país para ser Brasil quando crescer: “Precisamos de um novo papel para os governos. e digo que, paradoxalmente, esse novo papel é o mais antigo deles: é a recuperação do papel de governar”. No momento em que a plateia multinacional foi apresentada à frase, corretamente definida pelo jornalista Clóvis Rossi como “a quintessência do vácuo”, Lula estava de pijamas numa cama de hospital. Era apenas um homem doente.

A implosão do calendário criminoso obrigou o presidente a improvisar explicações para a audácia. Alegou que a retomada das obras permitirá a recriação de 25 mil empregos. (Se a preservação de postos de trabalho é mais importante que o respeito à lei, o governo deve estimular e subsidiar a utilização da mão de obra dos morros pelos bandos do narcotráfico). Alegou que o governo perde muito dinheiro com a interrupção das obras. (Quem perde são os pagadores de impostos, vítimas de administradores ineptos e venais). Fez de conta que não agiu fora da lei sobretudo para melhorar a agenda eleitoral que divide com Dilma Rousseff, até aqui dominada por inaugurações de creches e pedras fundamentais. E para melhorar a vida de empreiteiros que saberão retribuir a gentileza com o custeio de despesas de campanha.

Agora se sabe por que Lula atravessou o ano tentando desmoralizar o TCU e achincalhando todos os organismos que ousaram apontar os incontáveis canteiros do PAC infectados pela ladroagem. Agora se sabe porque afirmou que o PAC da Copa só chegará a bom porto se percorrer a rota que passa ao largo da lei e da moralidade administrativa. Agora se sabe que, no 28° Dia do Ano da Graça de 2010, o Padroeiro dos Pecadores Companheiros achou pouco absolver, abençoar ou proteger os corruptos festejando no salão.

Depois de sete anos pendurado na parede, nosso São Jorge do Agreste desceu do retrato para confraternizar com os farristas ─ e patrocinar outra festança no bordel.

por Augusto Nunes

Não Nos Tomem por Rocinantes

A foto dos magistrados da Associação dos Juízes pela Democracia homenageando João Pedro Stedile me fez ir ao site da entidade. Ali, fiquei sabendo que a douta organização reúne “magistrados comprometidos com o resgate da cidadania do juiz, por meio de uma participação transformadora na sociedade, blá, blá, blá”. Pus-me a pensar. O que seria o tal “resgate da cidadania do juiz”? Como se caracteriza a síndrome dos magistrados não cidadãos? Os meritíssimos queimam o passaporte e o título eleitoral? Desinteressam-se dos temas nacionais? Não creio. Examinada a foto e o site, percebi que “resgate da cidadania” quer dizer militância política numa perspectiva marxista e totalitária.


Apenas mediante essa interpretação se torna compreensível que magistrados brindem Stedile com uma estampa de D. Quixote enfrentando moinhos de vento. O homenageado, é bom lembrar, desatende convocações para audiências em juízo, está empenhado em promover uma revolução através do campo e chama o MST de “nosso exército”. Sua organização invade propriedades, destrói tudo que encontra e rasga ordens judiciais. E os magistrados da AJD abrem sorrisos e batem palmas! Saem para o jogo político fora dos parâmetros do Estado democrático de direito. Transformam-se em Sanchos Pança desse “D. Quixote” que, no famoso discurso de Canguçu, afirmou: “A luta camponesa abriga hoje 23 milhões de pessoas. Do outro lado há 27 mil fazendeiros. Será que mil perdem para um? O que falta é nos unirmos. Não vamos dormir até acabarmos com eles”.


Suas excelências devem achar que somos Rocinantes. Mas eu denunciarei, enquanto me obedecerem os dedos para escrever e a voz para falar, que eles são regiamente remunerados pela sociedade, com todas as prerrogativas vitalícias da função, para, entre outras coisas, não se meterem em política (nem em revoluções). Sabem por quê? Porque o poder dos juízes, no conjunto dos poderes de Estado, é o único que não nasce do voto popular, ora essa! Será preciso explicá-lo melhor a tais doutores? Vamos lá: em qualquer democracia, menos nessa, falsificada, que enfeita o nome da AJD, quem quiser fazer política, entra num jogo onde o exercício do poder depende do voto popular, seja na pessoa, seja no partido a que adere. E fazer política, tentar impor ou promover convicções ideológicas pessoais no exercício da função jurisdicional, sem voto, sem unção popular, de modo vitalício, é prepotência, é abuso de poder, é totalitarismo. E é desonesto.


Quando o exército do D. Quixote da AJD ataca uma propriedade, não é apenas o constitucional direito a essa propriedade que resulta agredido. Bastaria a agressão para expor os invasores à ação da justiça. No entanto, junto com a propriedade, vários princípios de direito e garantias constitucionais são atropelados quando derrubam uma porteira. Ei-los, um a um, para que suas excelências relembrem da Faculdade:


1º) a inviolabilidade e a segurança dos direitos adquiridos;
2º) a intimidade da vida privada;
3º) o domicílio (“asilo inviolável da pessoa”);
4º) a liberdade de ir e vir;
5º) o princípio da legalidade;
6º) o princípio do devido processo;
7º) a proibição do uso de armas em quaisquer reuniões;
8º) a proibição de associação para fins ilícitos.


Por fim, duas questões. Primeira: que Estado de Direito pretendem aqueles que aplaudem a ruptura com o devido processo? Segunda: que democracia é essa pretendida pelos que se lixam para a vontade social, apoiando invasões que têm maciça rejeição da opinião pública?


O nome vulgar dessa “democracia” é totalitarismo.


por Percival Puggina

O Dever de Falar a Verdade

Qual é o valor da Verdade? Os cínicos responderiam: “Depende”. O governo Lula acha que o cinismo já se tornou pouco eficaz e tem escolhido o descaramento mesmo. E responderia assim: “Nenhum!”

A Verdade, para esses gigantes da ética, tem um valor meramente utilitário. Se ela for “inútil” para seus propósitos, a mentira é bem-vinda. Mais do que isso: transformar a mentira em verdade tem sido a essência de sua atuação pública. E o emblema dessa postura é esta frase: “Nunca antes na história deste país”. Uma das mentiras muito bem-urdidas, uma delas apenas, sustenta que o governo Lula fez pelo ensino técnico mais do que qualquer outro. A mentira é mais precisa ainda: os tucanos não dariam a menor bola para o assunto.

No Estadão de hoje, Paulo Renato Souza, atual secretário da Educação de São Paulo e ex-ministro da área, desmonta a falsidade de modo meticuloso. Acreditar no que ele diz? Bem, os números com os quais ele lida são do MEC, aqueles admitidos como verdadeiros pelo próprio governo. O artigo é longo, mas recomendo sua leitura na íntegra. Mais uma vez, estamos diante da exposição de um método.

Falar a verdade, não falsear informações não é uma qualidade. É obrigação. Vale para a nossa vida pessoal e mais ainda para a vida pública. Mentir não pode ser considerado uma simples esperteza, um pequeno truque, uma “tática” para ganhar uma discussão. Ou uma eleição.

Recentemente, usando um ato administrativo como palanque eleitoral, a candidata a presidente Dilma Rousseff afirmou que os tucanos não dão importância ao ensino técnico profissionalizante. Em contraste, citou as intenções do atual governo de criar novas escolas técnicas. Omitiu e falseou dados. Mentiu.

Basta analisar os números sobre a expansão do ensino técnico federal, desde o início do governo Lula, e compará-los com o desempenho de apenas um Estado da Federação, no mesmo período. Segundo as informações do Ministério da Educação, em 2003 o número de alunos matriculados nas escolas técnicas federais era levemente superior ao da rede de escolas técnicas de São Paulo: 79 mil no Brasil inteiro e 78 mil nas escolas técnicas estaduais paulistas. Seis anos depois, em 2009, o Estado de São Paulo registrava 123 mil alunos nas suas escolas técnicas, ante apenas 87 mil nas escolas federais. Assim, entre 2003 e 2009, a expansão das matrículas no governo federal foi de apenas 9%. Nesse mesmo período, o ensino técnico público paulista cresceu 58%, sob o comando de dois governadores do PSDB - Geraldo Alckmin e José Serra.

Uma vilania repetida desde a campanha eleitoral de 2006 afirma que o governo Fernando Henrique Cardoso teria proibido por lei a expansão do ensino técnico federal no País. Como ministro da Educação que cuidou desse programa, posso afirmar: mentira pura. A Lei 9.649, citada como “prova” pelos mentirosos, dizia que novas escolas técnicas deveriam ser criadas pela União sempre em parceria com os Estados, o setor produtivo ou entidades não-governamentais.

Essas parcerias tinham duas vantagens. Primeiro, garantir uma vinculação maior e mais ágil entre as escolas técnicas e o dinamismo dos mercados de trabalho locais, onde os empregos são efetivamente gerados. Segundo, era evidente que, em geral, nossas escolas técnicas federais ofereciam um bom curso de nível médio, que preparava, gratuitamente, os filhos da classe média alta para ingressar na universidade, mas não atendiam nem aos filhos das famílias mais pobres nem às necessidades de formar técnicos de nível médio para o mercado de trabalho. Por incrível que pareça, o modelo tradicional favorecia os filhos dos ricos e prejudicava os filhos dos pobres.

Criamos o Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) e obtivemos financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além de criar novas escolas técnicas estaduais e comunitárias, canalizamos investimentos para modernizar as escolas técnicas federais existentes, com equipamentos e laboratórios. Em razão desses investimentos as matrículas nas escolas federais cresceram 41% apenas nos dois últimos anos do governo FHC, marca quase cinco vezes maior do que a alcançada em seis anos de governo Lula. É preciso esclarecer de uma vez por todas que expandir o ensino não exige sempre criar novas instituições. Muitas vezes, basta aumentar a capacidade das existentes.

Por si sós, esses fatos e números reiteram a falta de compromisso da candidata oficial com a verdade.

Na mesma linha, em recente debate radiofônico, o presidente nacional do PT acusou o governo anterior de “privatizar” o ensino técnico. Nada mais falso. Entre 1998 e 2002, aprovamos 336 projetos de escolas técnicas, sendo 136 para o segmento estadual, 135 para o comunitário e 65 para as escolas técnicas federais. Ou seja, 60% dos projetos financiados pelo Proep se destinavam à criação ou modernização de escolas técnicas públicas, federais ou estaduais. O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, do PT, pode lembrar os inúmeros projetos de escolas técnicas estaduais que financiamos e inauguramos juntos durante seu mandato.

Os projetos do segmento comunitário visavam à criação, com o apoio financeiro da União, de escolas administradas por entidades sem nenhuma finalidade de lucro, tais como centrais sindicais - a CUT entre elas -, sindicatos patronais e de trabalhadores, fundações municipais e entidades eminentemente filantrópicas e culturais, como o Projeto Pracatum, na Bahia. Nada disso, portanto, pode ser associado à fantasia de “privatizar” o ensino técnico.

A partir de janeiro de 2003, primeiro mês do governo Lula, o Proep foi bruscamente interrompido. O presidente nem deve ter sabido disso na época. Obras ficaram inacabadas e muitos projetos nem sequer foram iniciados. Em 2004 o Ministério da Educação devolveu ao BID US$ 94 milhões, não utilizados!

Como seria difícil explicar, na campanha eleitoral de 2006, por que havia parado o programa de expansão do ensino técnico, o governo federal retomou os 32 projetos do Proep (de um total de 232 interrompidos). Num passe de mágica, promoveu sua “federalização”, criando “novas” escolas federais ou “novas” unidades nas existentes. Embrulho novo em presente antigo. Isso foi tudo o que o Ministério da Educação fez pelo ensino técnico em seus quatro primeiros anos de gestão, fato que a ministra Dilma, na hipótese mais benigna, parece ignorar.
Agora, em fim de governo, busca-se recuperar o tempo perdido lançando projetos a toque de caixa, no velho modelo de escolas técnicas que ofereciam ensino médio para os ricos e muito pouco ensino técnico para os pobres. Não é o melhor que o País poderia ter, mas, ainda assim, é melhor do que nada.

Quem muito fala dos outros é porque tem pouco a falar de si. Mas quem deseja o respeito da população e pretende submeter-se ao julgamento das urnas tem o dever de pelo menos começar a falar a verdade sobre os outros e sobre si mesma.

por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Via Ocidental

O presiMente Lula disse, certa vez, que há "excesso de democracia na Venezuela", no que é imediatamente seguido por seus assessores - Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, principalmente.


Aos que acompanham os acontecimentos naquele país, sabem que há excesso em suas palavras. O perigo é enorme, sobretudo considerando a concentração de poderes em mãos de Hugo Chávez, que segue aceleradamente no projeto de instalar o socialismo naquele país, seguindo os ditâmes do Foro de São Paulo, do qual Lula é um dos fundadores.


O PT, com sua "ética, não poderia ficar atrás neste "momento histórico" para a democracia da região: grita aos quatro ventos que tudo lá se faz segundo os "trâmites da legislação", ao justificar o sufocamento das liberdades, sendo a principal a de imprensa.


Tudo é feito "democraticamente", "legalmente"... Mas com que democracia e legalidade estamos lidando?


Os diversos analistas políticos não percebem o que vem caracterizando a conquista do poder na Venezuela - e, consequentemente, nos outros países em que as esquerdas foram eleitas, como Equador, Bolívia, Brasil etc.


Para eles, a instauração do socialismo ainda retém o "modus operandi" revolucionário: o golpe militar ao estilo da tomada do Palácio de Inverno pelos bolcheviques na Rússia, a guerra civil na China ou os assaltos a quartéis por Fidel Castro e Guevara, em Cuba. É o que chamaremos, aqui, de "via oriental".


O que eles ainda não percebem, é que há outro modo de conquista do poder: é o que podemos chamar de "via ocidental", em que as esquerdas socialistas solapam a democracia por dentro, a partir do jogo legal da política.


Ambas as formas de conquista do poder primam por uma ideia: a de que a democracia é uma estrutura que deve ser eliminada, sendo um mero instrumento de dominação política. Esta ideia é, como sabemos, o ponto nevrálgico do marxismo - e, mais especificamente, do marxismo-leninismo -, que criou a promessa da sociedade socialista, a qual, a partir do "novo homem" que seria sua criatura, seria a redentora da humanidade.


A via oriental caracterizou-se pelo uso da violência explícita, com um partido centralizador, que tanto forma quanto segue as ordens de uma cúpula, organizando seus militantes com uma disciplina férrea, não admitindo qualquer crítica. O exemplo mais bem acabado é o Partido Bolchevique, sob as ordens de Lenin e, depois, de Stalin.


A via ocidental, por sua vez, não usa a violência explícita, ao menos aparentemente. Utiliza, isto sim, os próprios meios democráticos para a captura do Estado e o controle da sociedade.


Esta via ocidental é preconizada nas teorias do socialista italiano Antonio Gramsci: a fim de conquistar o poder, dizia ele, deve-se aparelhar escolas, universidades, órgãos jurídicos, redações de jornais e todo e qualquer órgão que possa influenciar a sociedade, usando a democracia e as liberdades para que se as destrua por dentro - e quando a população perceber, já será tarde demais!


Experiências desse tipo foram utilizadas na antiga Checoslováquia, onde a conquista do poder foi feita por meio de eleições, sendo, depois, os defensores da democracia descartados, inclusive fisicamente. Hitler também chegou democraticamente ao poder, para destruir a democracia.


O que muitos analistas políticos não veem - e grande parte da população não compreende, também - é que é um erro crasso identificar a democracia com a simples realização de eleições. As eleições são apenas uma das condição da democracia, porém não a esgotam. Há outras condições tão ou mais importantes, como:


1) O respeito ao Estado de Direito, o respeito às regras, que não podem ser mudadas segundo o bel-prazer dos governantes;
2) Ampla liberdade de opinião, de organização e de manifestação;
3) Independência total dos Poderes, de tal maneira que haja um equilíbrio institucional;
4) A autonomia dos meios de comunicação, que não devem ser controlados e monitorados pelo Estado;
5) Jogo político onde sejam criadas e mantidas condições para que uma oposição, possa chegar ao poder.


E o que fazem as esquerdas, quando chegam ao poder?
1) Restringem, cada vez mais, o espaço das oposições, passando, progressivamente, a criminalizá-las por exercerem a sua função;
2) Destroem o Estado de Direito - com um Poder Legislativo submisso, o ditador-presidente passa a governar por lei delegada, tornando-se ele mesmo o Poder Legislativo;
3) Sufocam a liberdade de opinião, surgindo o crime de delito de opinião, como o de falar mal do ditador-presidente ou de seus familiares;
4) eliminam a autonomia dos Poderes Legislativo e Judiciário, que passam a seguir as ordens do ditador-presidente;
5) monitoram os meios de comunicação, controlados pela lei de delito de opinião; alguns são estatizados, de modo que as vozes discordantes se calem.


O exemplo mais bem acabado deste jogo "democrático" é Hugo Chávez, na Venezuela. A mais nova tentativa de seguir tais passos é o PNDH III, proposta vergonhosamente feita pelo PT com a ajuda de seus seguidores, os quais eles chamam de "sociedade civil".


E o presiMente Lula deu o maior exemplo desta "democracia" socialista em seu discurso no Forum Social Mundial, em janeiro do ano passado. Vejam o trecho a seguir:


O que nós conquistamos nesses últimos anos foi, na verdade, resultado da morte de muita gente que, muito jovem, resolveu pegar em armas para derrubar os regimes autoritários, no Chile, na Argentina, no Uruguai, no Brasil e em quase todos os países. Morreram, e nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer. E conquistamos esse direito pelas vias democráticas.

Cada um de nós disputou uma eleição. Eu perdi quatro para chegar a ser presidente. Chávez, enquanto coronel do Exército venezuelano, tentou encurtar a forma de chegar ao poder. Juntou um grupo de amigos e tentou chegar ao poder. Não conseguiu, foi derrotado, foi preso e, pouco tempo depois, em 1998 e 2000, Chávez virou presidente da República.


Além da fala que glorifica a si próprio, Lula mente ao dizer que perdeu "quatro eleições para chegar a ser presidente", pois disputou 1989, 1994 e 1998, quando realmente perdeu; mas ganhou na quarta vez, em 2002, perpetuando-se em 2006 - e se pudesse, apesar das negativas, ficaria no poder.


Mas veja os grifos que fiz naquele discurso: o que eles têm, hoje, não é resultado direto da morte de muita gente que queria derrubar os regimes autoritários no subcontinente; no máximo, estes regimes acabaram autoritários por causa desta gente que resolveu pegar em armas para instaurar, através do socialismo, um regime ainda mais autoritário: a "ditadura do proletariado".


E vejam que ele louva Chávez ao dizer que ele "tentou encurtar a forma de chegar ao poder" quando "juntou um grupo de amigos". Ele não diz com todas as letras que CHÁVEZ TENTOU UM TRUCULENTO GOLPE DE ESTADO EM 1992 PARA IMPLANTAR O SOCIALISMO!


Vejam que o golpista é incluído no grupo dos "oprimidos" que finalmente chegaram ao poder. Observem que a democracia, para Lula, não decorreu dos esforços dos democratas. Ela nada mais é do que uma conquista daqueles "mártires", como Dilma, Franklin Martins, Genuíno, Vanucchi etc., que, sabidamente, queriam implantar o socialismo no continente. Ele e todos os monstros que se reúnem no Foro de São Paulo seriam os herdeiros destes "valorosos combatentes da liberdade e da democracia".



E é a isto que podemos chamar de "transição para o socialismo", o estágio intermediário: uma vez que sejam vencidas as etapas de eliminação da democracia, os próximos passos concernem à estatização dos meios de produção - principalmente os estratégicos, como os setores de energia e de telecomunicações - e a eliminação da pripriedade privada, através de expropriações ou desapropriações. Estas ações, no linguajar marxista, são sempre tomadas em "benefício do proletariado", resgatando injustiças milenares cometidas pela "burguesia".


Este é o manto moral "humanista" do socialismo, que captura as mentes incautas, provocando a adesão maciça de "intelectuais". Até hoje observamos que o socialismo é dotado de uma aura, enquanto os seus críticos são considerados “hereges”, “imorais”, quase inumanos. Em nome do socialismo tudo é justificado.


Lula e o PT dizem que não há perigo. Lula ulula porque só teremos candidatos de esquerdas nas eleições de 2010. O PT chama seu socialismo de "democrático". Enquanto isto, Hugo Chávez vai transformando a Venezuela numa nova Cuba, com a benção do ditador-mor Fidel Castro, o dono e feitor desta nação arrasada pelo socialismo.


Não há mesmo perigo?

O MincTur das Vacas

O vídeo acima, feito por uma equipe de reportagem da Band News, dá conta de como andam as coisas pelo país: estava filmando um confisco de gado no Pará e, atenção!, foi detida por fiscais do IBAMA e por homens da Força Nacional de Segurança!, aquela polícia política do terrorista-leninista Tarso Genro. E por quê?
A Operação Boi Pirata — nome dado por Minc ao gado confiscado em áreas de preservação — apreendeu 600 cabeças na cidade de Novo Progresso, que fica a 1.600 km de Belém. Os gênios de Minc decidiram transportar os animais para a Bahia, passando POR Cuiabá, no Mato Grosso. Trata-se de um percurso de 3 mil quilômetros. Tudo dando certo, a viagem demora 10 dias. ATENÇÃO: O TRANSPORTE ESTÁ SENDO FEITO SEM PROVIDENCIAR ÁGUA E COMIDA AOS ANIMAIS. Os bezerros são levados em carretas diferentes das vacas. Impedidos de se alimentar, morrem. Outros tantos perecerão de sede no meio do caminho. Isso, por si, já da conta da estupidez.

A desculpa é que o gado será transportado para a Bahia para o “melhoramento genético” do gado das populações carentes (???). Imaginem se é preciso tirar gado do Pará para fazer melhoramento genético na Bahia… E isso também é estúpido. Mas faltam alguns requintes.

A DETENÇÃO É, OBVIAMENTE, ILEGAL; TRATA-SE DE UM CASO FLAGRANTE DE ABUSO DE AUTORIDADE. Jornalista e cinegrafista seguiram escoltados para a sede da operação, para falar com o chefão, o coordenador do Ibama.

Sem saber que a conversa estava sendo gravada, um soldado têm o seguinte diálogo com o jornalista:
— Com relação ao material, tem de deixar para o coordenador do Ibama liberar porque [vocês] fizeram imagens.
— Mas vocês queriam apagar o material.
— Sim, sim, a gente só pediu, mas vamos confirmar: não foi apagado nada.
Duas horas depois, o chefete local do Ibama — e peço que prestem atenção à cara dele — dá uma entrevista:
— Houve um desencontro porque eu não estava no local.

NOTEM BEM: a detenção dos jornalistas foi, obviamente, ilegal; a tentativa de censura, então, é nada menos do que inconstitucional — aliás, os tiranetes, muito requintados, queriam fazer censura prévia! Ao dar a entrevista, o chefinho explica: foi só desencontro porque “ele não estava no local”. Para o valente, a Constituição e as leis valem ou não valem a depender de sua presença. Ou seja: ele é a lei, ele é a Constituição.

Abuso de autoridade
Os relatos de abuso de poder são impressionantes, chocantes mesmo. Um outro fotógrafo, também detido ilegalmente, reclama de xingamentos. Se a imprensa, de câmera na mão, é tratada desse modo, imaginem o que essa gente não faz nos cafundós do silêncio. O dono do gado apreendido reclama que levaram também seus cavalos com os arreios. Outro diz que colonos estão tendo sacos de arroz queimados, o açúcar estocado jogado ao chão; até as panelas estão sendo furadas a tiros. Depois do modo como se comportaram com jornalistas, alguém duvida que isso tudo seja verdade?

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, foi entrevistada. Disse o óbvio: as 600 cabeças apreendidas, se vendidas no mercado local, renderiam uns R$ 300 mil. A operação organizada pela Dona Maria I dos Coletes não custa menos de R$ 2 milhões!!!

Minc também falou. Como sempre, não dá para entender quase nada do que ele diz. Num coletinho salmão DES-LUM-BRAN-TE sobre camisa da mesma cor, na sua habitual cafonice “TÃO SURTÃO” de tio esquisitão que rebola sobre o palco em show de reggae, engrolou:
“Se você contar o custo de fiscalizar, o custo da degradação, o custo de reflorestar, a operação, ambientalmente, é lucrativa”. Sobre o abuso de autoridade de seus esbirros, ele nada disse.

Dona Maria dos Coletes só não consegue explicar por que não se pode, se for o caso, confiscar os bois e reprimir a pastagem em área de preservação dando aos animais uma finalidade social no próprio Pará. Ora, que fossem vendidos para fazendas legais e se aplicassem os recursos no reflorestamento. Ou então que virassem bife para os pobres do Pará. Porque fazer o MincTur das Vacas?

Não! Ninguém está defendendo que se criem bois onde é proibido criar bois. O QUE NÃO É ACEITÁVEL É REPRIMIR UMA ILEGALIDADE COM UMA PENCA DE ILEGALIDADES. Não cometam o erro de achar que isso é só uma ocorrência fortuita. Não é, não! Essa gente está sempre inteira em cada coisa. Vejam o filme. Prestem atenção ao funcionário do Ibama, o tal coordenador, o que se candidata a censor dos jornalistas. Observem a sua fala mansa, o seu olhar a misturar um tanto de inocência parva com o autoritarismo mais desabrido.

Esses caras não reprimem boi em área de preservação por amor à lei. Eles o fazem porque esse é um item de sua agenda. Respeitassem o estado de direito, não se comportariam como déspotas tão logo se lhes dê um pouco de poder. Esse rapaz lá do interior do Pará é só um dos últimos numa espécie de cadeia de comando. O verdadeiro tema transversal dessa turma é autoritarismo. Ele atravessa o partido de ponta a ponta: começa com Lula mandando o TCU às favas e termina com aquele rapaz que acredita poder apreender vaca e gente.
com partes de Reinaldo Azevedo

A Confissão de uma Mentira Histórica

Queridos, o texto é um tanto longo, mas prometo que vale a pena porque se tem aí o roteiro de uma impostura. E vocês também verão um intelectual inteligente, cientificamente correto e politicamente ousado (no Brasil, isso é raro), a pôr o discurso oficial do lulismo de joelhos. E ainda poderão flagrar Guido Mantega a contar uma mentirinha num fórum internacional. Vamos lá?

No Fórum Social Mundial em 2009
No discurso quer fez no Fórum Social Mundial de 2009, em Belém, aquela celebração zoológica de zebras de esquerda, antas alternativas e jumentos ongueiros, Lula dirigiu a palavra aos seguintes ilustres:

“Querido companheiro Evo Morales, presidente da Bolívia,
Querido companheiro Rafael Correa, presidente do Equador,
Querido companheiro Fernando Lugo, presidente do Paraguai,
Querido companheiro Chávez, presidente da Venezuela”.

E deitou falação contra o “Consenso de Washington” e o mercado. Segue um trechinho:

“A briga [crise] nasceu porque durante os anos 80 e os anos 90, ao estabelecerem a lógica do Consenso de Washington, eles venderam a lógica de que o Estado não prestava para nada, de que o Estado não podia nada e que o ‘deus mercado’ é que iria desenvolver os países, é que iria fazer justiça social. Esse ‘deus mercado’ quebrou. Quebrou por irresponsabilidade, quebrou por falta de controle, quebrou por causa da especulação.”

Não vou demonstrar - porque já foi demonstrado aqui e em toda parte, e quem não entendeu jamais entenderá - que foi o “deus mercado” que produziu o período de maior crescimento da economia mundial do pós-guerra até estourar a crise. E o Brasil foi um dos beneficiários desse momento. A prova evidente disso é que, mesmo com a economia da China a quase pleno vapor, o crescimento do Brasil em 2009 rondará o ZERO. Mais: medidas que o PT atribuía ao neoliberalismo, como Lei de Responsabilidade Fiscal e superávit primário, foram essenciais para manter a estabilidade da economia.

Em Davos em 2010
Pois bem. Celso Amorim, o Megalonanico, leu em lugar de Lula o discurso que o presidente faria em Davos, no Fórum Econômico Mundial, na solenidade premiação do Estadista Global. Vale dizer: Lula foi laureado por ter sido considerado um destaque no mundo que ele tentou evitar. Tivesse o PT vencido as eleições em 1989, 1994 ou 1998, seríamos, possivelmente, a mais ocidental das nações africanas. Em 89, Lula prometia implantar o socialismo; em 94, prometia acabar com o Real; em 1998, ele já não sabia mais o que prometer. Em 2002, ao assinar a Carta ao Povo Brasileiro, prometeu que seguiria o figurino deixado por FHC. E aí se faça justiça: ele cumpriu a palavra.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, estavam por lá. Depois da premiação, houve um almoço-seminário para debater as perspectivas do Brasil. E Ricardo Hausmann, professor de Harvard, fez Mantega admitir que Lula teve um bom antecessor. Acompanhem o relato (em azul) que Rolf Kuntz escreve no Estadão. Volto em seguida:

Maior economia da América Latina, o Brasil tem falhado em usar seu peso para defender a democracia na região, segundo o economista Ricardo Hausmann, professor de Harvard, ex-economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-ministro do Planejamento da Venezuela (89-93). Moderador dos debates num almoço organizado para discussão das perspectivas brasileiras, Hausmann proporcionou com sua cobrança a grande surpresa do encontro. O Brasil está na moda e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro premiado pelo Fórum Econômico Mundial com o título de Estadista Global.

O almoço, marcado para depois da premiação, poderia ter sido um perfeito evento promocional, se o mestre de cerimônias se limitasse a levantar a bola para as autoridades brasileiras chutarem. Ele cumpriu esse papel no começo da reunião. Deu as deixas para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falarem sobre o desempenho brasileiro durante a crise internacional e sobre as mudanças ocorridas no País nos últimos sete anos. Nem tudo saiu barato: pressionado por uma pergunta de Hausmann, o ministro da Fazenda elogiou o trabalho do governo anterior no controle da inflação e na elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O Brasil”, disse Mantega, “teve um bom presidente antes de Lula.” Mas acrescentou, como era previsível, uma lista de realizações a partir de 2003, como a elevação do superávit primário, a expansão econômica mais veloz e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Não faltou o confronto: a economia cresceu em média 2,5% no período de Fernando Henrique Cardoso e 4,2% na era Lula.

O almoço poderia ter continuado nesse ritmo se Hausmann não resolvesse enveredar pela política. Quando a Venezuela fechou a fronteira com a Colômbia, disse Hausmann, o Brasil mandou uma missão empresarial para ocupar o mercado antes suprido pelos colombianos. Quando a Colômbia anunciou um acordo militar com os EUA, Lula convocou uma reunião da Unasul.

É uma questão de pragmatismo, respondeu o empresário Luiz Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula. Elogiou o presidente por seu apoio à exportação - “agiu como um homem de negócios” - e acabou chegando ao ponto mais delicado: “A Venezuela compra do Brasil US$ 5 bilhões por ano. Que fazer?”

“O Brasil é signatário de uma Carta que o obriga a defender a democracia”, observou Hausmann. O Brasil, disse ele depois ao Estado, poderia ter feito um trabalho mais importante em defesa da democracia, na região, se a sua ação internacional fosse baseada em princípios e não no pragmatismo descrito pelo ex-ministro Furlan. O governo Lula, segundo o economista, deu à Colômbia um motivo para considerar o Brasil não confiável e uma razão a mais para se aproximar dos EUA.

Voltei
A questão de Hausmann que levou Mantega a admitir que Lula teve um bom antecessor não foi propriamente uma pergunta, mas uma lembrança: aquela capa da Economist em que o Brasil é apresentado como Cristo-foguete decolando. O professor lembrou que, segundo a revista, uma das forças de Lula foi justamente o governo que o antecedeu. Fiz uma síntese da reportagem e do editorial da revista no dia 12 de novembro, traduzindo alguns trechos. O post está aqui.

A fala de Mantega, como se vê, é a admissão tácita, escancarada, inequívoca , daquilo que todos nós sabíamos: o discurso da “herança maldita” é pura balela, uma mistificação grosseira. Mas que ainda esteve presente em Davos. No discurso lido por Amorim, sustenta-se que os antecessores de Lula governaram para apenas um terço da população. Hausmann não caiu no truque. E os demais presentes idem. Não se mente lá fora com a mesma sem-cerimônia com que se mente aqui, embora Mantega, como se verá, não tenha resistido a falsear um tantinho a realidade.

A mentirinha de Mantega
Como se lê no texto de Rolf Kuntz, Mantega afirma que a média do crescimento nos anos FHC foi de 2,5% contra 4,2% dos anos Lula. Eu ajudo o ministro da Fazenda. Estes são os índices de crescimento de 2003 para cá:

2003 - 1,1%
2004 - 5,7%
2005 - 3,2%
2006 - 4,0%
2007 - 6,1%
2008 - 5,1%
2009 - (*)

Em 2008, segundo os números oficiais do IBGE, a média de seis anos era, mesmo, de 4,2%. O problema está naquele asterisco de 2009. Se for preenchido com ZERO, já será uma boa notícia. Isso significa que, em 2009, a média de crescimento caiu de 4,2% para 3,6%. Para que a da era Lula seja mesmo de 4,2%, o Brasil terá de crescer, neste ano, 8,4%. Acho que Mantega pode tirar o cavalo da chuva. No auge da honestidade, seria obrigado a admitir que o Brasil, no governo FHC, cresceu a uma taxa superior à média mundial; no governo Lula, inferior. E com uma diferença: os seis primeiros anos de Lula viram o melhor tempo da economia mundial em décadas; os seis de FHC, um dos piores.

Questão democrática
Já a questão democrática, exposta por Hausmann, deve ser vista por aquilo que é: uma humilhação para a diplomacia brasileira. E isso fica para outro artigo. Voltem ao texto de Kuntz e leiam Luiz Furlan a explicar que o presidente se comporta como um negociante… Deus do céu!!!

Furlan, que já foi o chefão da Sadia (comprada pela Perdigão), deve acreditar que a política externa não deve mesmo resistir a certos imperativos categóricos: um peru congelado, uma peça de presunto e um pacote de salsicha.

por Reinaldo Azevedo