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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma História da Vizinhança

Deve a polícia informar o bairro quando existe um pedófilo por perto? O tema tem sido discutido em Portugal e os argumentos a favor são simples e simplórios: se existe alguém com cadastro nesse crime, as famílias têm o direito de saber para protegerem melhor as suas crianças.

O pensamento sempre me provocou horrores mil: publicitar o nome de alguém que já cumpriu pena por abuso sexual de menores é uma humilhação cruel e potencialmente perigosa, que só incita ao ódio e à violência.

A minha vizinha discorda: conhecer a ficha criminal do bairro inteiro deveria ser "um direito cívico". Depois aponta para as duas filhas --uma com 8 anos, a outra com 11-- e conclui: "Você não acha que eu tenho direito de saber?".

Olho para as meninas, que brincam na calçada. E então reparo que ambas imitam, no vestuário e no comportamento, as celebridades pop que passam na TV. Uma pose debochada e vulgar que deveria horrorizar os próprios pais.

Não horroriza. Depois da conversa sobre os pedófilos, a mãe me informa que a mais nova, com 8 anos, ganhou um concurso qualquer imitando a cantora Shakira.

Moral da história? Razão tem o filósofo Anthony O'Hear no ensaio "Plato's Children", que merecia edição no Brasil: o mundo moderno é paradoxal. Vive aterrorizado com a pedofilia. Convive tranquilamente com a sensualização obscena da infância.

por João Pereira Coutinho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

É Preciso Saber Viver...

Que Roberto Carlos é um dos maiores gênios do mundo das artes, ninguém ousa duvidar. Bom, na verdade sempre há alguns para pagar de “contestadores” e questionar esse fato universalmente aceito. Gosto, afinal, é igual dedo mindinho: alguns não têm… Mas já divago.

Além de escrever algumas das composições poéticas mais lindas que nos é dado conhecer durante nossa passagem por este vale de lágrimas, o Rei também criou um estilo próprio: você pode até não apreciar a obra dele, mas “imediatamente você vai lembrar” de Roberto Carlos quando vir alguém fazendo aqueles trejeitos.

Missão impossível é apontar aquela que seria a melhor música do Rei. Isso depende do ouvinte, de sua história pessoal, de seus gostos… Pessoalmente, acho “Detalhes” e “Proposta” duas grandiosidades únicas; dois patrimônios da humanidade. Mas não pretendo me atrever a tecer análises acerca da poesia e do lirismo de Roberto Carlos. Pessoas mais gabaritadas que este vosso humilde criado já fizeram isso. Quero aqui propor uma abordagem diversa – que reputo inédita: fazer uma leitura da música “É preciso saber viver” sob o ponto de vista de um liberal.

Sim, vocês leram direito. Serei Virgílio e vocês serão meus Dantes: de braços dados, os conduzirei pelos caminhos do pensamento, revelando o tratado sociológico que o Rei cifrou e cantou naquela música, construindo um verdadeiro libelo sobre as responsabilidades individuais e o sistema de liberdades democráticas. Shall we?

Em “É preciso saber viver”, Roberto Carlos exalta a iniciativa individual, suas conseqüências e as responsabilidades que dela decorrem. O cerne da música, o muro de arrimo da obra como um todo, é o indivíduo em sua particularidade humana. Mas o Rei vai além. Não satisfeito, também refuta com elegante simplicidade – mas com precisão cirúrgica – as diversas distopias coletivistas que tentam, há séculos, subjugar o homem e reduzi-lo a “povo”, “sociedade civil”, “operariado”, e afins.

Ao dizer que “Toda pedra no caminho, você pode retirar”, Roberto lembra a todos que o motor da história humana, longe de ser qualquer espécie de luta de classes, é a ação individual. Em outras palavras, o Rei musicou (e simplificou, é verdade) aquilo que Adam Smith havia dito: é o desejo particular de cada ser humano que conduz à prosperidade coletiva, não a ação de qualquer grupo acéfalo.

Em essência, Roberto nos chama a retirarmos nós mesmos as pedras do nosso caminho, em vez de esperar que algum partido, sindicado, ou governo faça isso por nós. É uma ode ao minimalismo estatal, convocando o ser humano a agir ele mesmo, em primeira pessoa, a fim de solucionar seus problemas. É, enfim, uma releitura do bordão Reaganiano segundo o qual “O governo não é a solução para os nossos problemas. O governo é o problema!”

E se trouxermos a coisa toda prum contexto mais atual? Ora, tudo fica ainda mais claro: numa época de Bolsa-Família, de lei contra o cigarro, lei contra passageiros nas motocicletas, lei determinando o que podemos e o que não podemos comer e beber, lei estabelecendo o que podemos e o que não podermos ver nas televisões, lei determinando como devemos repreender nossos filhos… Enfim, numa época em que o Estado parece intencionado a agir cada vez mais como uma Super Nanny paquidérmica, alimentada por impostos escorchantes, “É preciso saber viver” vem nos lembrar que o caminho correto é justamente aquele que vai de encontro a esse estatismo doentio: você pode resolver seus problemas. Você pode agir. Você sabe o que é melhor para você; para o seu núcleo familiar.

Em outra passagem sobremodo interessante, Roberto nos diz que “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Não se enganem e atentem para o que eu, na condição de portador da única verdade, direi a seguir: trata-se de uma bofetada histórica na sociologia pobrista, que pretende dividir com toda a sociedade o resultado dos males praticados por indivíduos. Explico.

Lembram do sociopata do ônibus 174? Lembram do menor que concorreu para a morte atroz do menino João Hélio? Lembram de Champinha, delinqüente que sequestrou, sodomizou e matou uma jovem, há alguns anos? Lembram, mais recentemente, do maníaco que invadiu uma escola no Rio e atirou contra crianças inocentes? Pois bem, qual o denominador comum entre todos esses casos? Sim, vocês já entenderam onde eu quero chegar: em cada um dos episódios acima ouvimos especialistas os mais diversos nos chamando a “meditar sobre nossa parcela de responsabilidade” naqueles eventos hediondos. Bem, a minha parcela, como indivíduo livre e consciente dos meus atos é exatamente nenhuma.

A teoria de que a sociedade e seu meio são responsáveis pelo surgimento de determinados criminosos, ao lhes negar condições de vida tidas como favoráveis, não apenas é preconceituosa, como empiricamente errada. Trata-se de uma linha de pensamento que não resiste a trinta segundos de embate lógico.

Curioso notar que os advogados da redistribuição social das responsabilidades individuais possuem sempre seus bandidos de estimação. A lógica de que um Champinha não é um psicopata vagabundo merecedor de cadeia, mas “uma vítima das desigualdades e da exclusão, que precisa de apoio”, só vale para infratores pobres. Vai ver o que pensam essas bravos sobre uma Suzane Richtoffen da vida… Duvido que algum deles ache que ela mereça “um abraço, não cadeia” – para usar uma expressão que os estudiosos adoram sacar da algibeira.

Um liberal, por outro lado, não se deixa pautar por semelhantes preconceitos. Ele acha que Suzane e Champinha são iguais perante a lei: dois bandidos frios e perigosos, que precisam ser detidos, punidos e excluídos do convívio social. Um liberal não acha que Suzane é pior porque nasceu rica, nem que Champinha seja uma vítima das desigualdades, que tentava apenas conquistar a parte que lhe cabia neste latifúndio. Um liberal concorda com Roberto Carlos e sabe que bem e mal existem, cabendo a cada um de nós, na condição de indivíduos livres, fazer sua escolha.

“Ah, mas quem vive em situação de risco não tem liberdade de escolha!”, gritariam os progressistas. On the first place, eu queria saber what the fuck quer dizer “situação de risco”, um termo tão usado pela turma do "ê abraço, não dê cadeia" Sério, o que exatamente caracteriza uma “situação de risco”? Em outras palavras, a partir de qual momento um sujeito, por sua condição pessoal, passa a ser considerado – se me permitem a construção – menos imputável do que seus semelhantes? Para mim, que sou branco como um islandês, “situação de risco” é estar sob o sol. Devo concluir que um eventual homicídio cometido no sertão nordestino será, pois, tratado com mais benevolência pela sociologia do pobrismo? Marilena Chaui e Emir Sader vão me oferecer abraços? Francamente…

Não deixa de ser curioso que os entusiastas dessa coletivização das responsabilidades, uma linha de pensamento absurdamente preconceituosa, sejam, justamente, aqueles que se reivindicam progressistas, modernos e tolerantes. Ora, se antes de analisar fatos e condutas individuais é preciso olhar para “contextos sociológicos” e “situações de risco social”, significa que aquelas pessoas inseridas em tais categorias seriam mais propensas a dar um "bypass" nos valores éticos e morais sobre os quais se erigiu a civilização humana, e soltar uns pipocos na cara de todo burguesinho de classe média que se negasse a entregar o iPhone, durante um assalto.

O liberalismo chuta a bunda desse – vá lá… – “pensamento” e prefere dar ouvidos ao Rei Roberto Carlos: as condutas humanas não são nada além do resultado de escolhas individuais: “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Para os liberais, o ser humano não é naturalmente um anjinho de candura, como queria Rousseau, mas alguém dotado de liberdade natural suficiente para decidir ser aquilo que quiser – inclusive um monstro.

Não há, assim, diferença essencial entre uma Suzane e um Champinha: ela escolheu abrir a porta da casa para quem esmagou a cabeça dos seus pais; ele escolheu estuprar e espancar repetidamente uma jovem, para depois matá-la. Repito: eles escolheram! Não há responsabilidade minha, sua, nem de sociedade alguma nessas condutas individuais livres. E as condições sociais discrepantes de cada um? Bem, elas existem e influenciam vários fatores da vida, é inegável. Mas não servem para moldar caráter, ou estabelecer norte moral. Se tivesse nascido em berço de ouro e recebido toda assistência devida, Champinha poderia ter se tornado um médico. Mas continuaria sendo um médico sociopata, à espera do gatilho que acionaria o Mr. Hide escondido dentro dele. Da mesma forma, uma Suzane nascida na favela não seria merecedora de mais ternura ou de menos reprovação: continuaria sendo apenas uma fria e cruel assassina. O bem e o mal existem e eles escolheram.

O que certa sociologia moderna parece não ver, é que negar isso significa admitir, por vias oblíquas, que todo pobre (ou “oprimido”, como eles preferem) seria um bandido em potencial, dada a condição de “exclusão social” – ou “situação de risco” – em que vive. Um liberal não tolera esse preconceito dos “bons moços de esquerda”. Manda Emir Sader e Marilena Chaui aos diabos e fica com Roberto Carlos: as ações que moldam as condutas de vida de cada indivíduo são resultado de escolhas pessoais. E todos podemos, sim, fazê-las. Independentemente da renda per capita, do local de nascimento, ou da qualidade da educação recebida.

Negar isso é fechar os olhos para a realidade e ficar enfurnado numa Matrix sócio-política. Ou, nas palavras do Rei, é viver como “quem espera que a vida seja feita de ilusão”. Roberto Carlos não cometeu esse erro e, assim como os liberais, sabe que “é preciso saber viver”. Como? Bem, não há segredo: o que move a humanidade é a ação humana – não uma sorte de luta de classes destinada a opor coletivismo genéricos. São as escolhas individuais dos homens e mulheres livres, e a certeza de que há sempre que se arcar com as responsabilidades que decorrem delas, que garantem o equilíbrio da vida em sociedade.

Menos Paulo Freire e Leonardo Boff nas escolas e universidades brasileiras. Mais Roberto Carlos!

por Yasha Gallazzi, no Construindo Pensamentos

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tá Reclamando do Quê?

Tá Reclamando do Lula?, do Serra?, da Dilma?, do Arrruda?, do Sarney?, do Collor?, Do Renan?, do Palocci?, do Delubio?, Da Roseanne Sarney?, dos mensaleiros?, dos politicos distritais de Brasilia?, do Jucá?, do Kassab?, dos mais de 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de quê?

O brasileiro é assim:

- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

- Fala no celular enquanto dirige.

-Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

- Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

- Viola a lei do silêncio.

- Dirige após consumir bebida alcoólica.

- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

- Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

- Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo.

- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

- Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.

- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta da condução, sem pagar passagem.

- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse furto.

- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

- Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo: A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vale a Pena Ler de Novo: A Morte do Bom Senso

Hoje choramos o falecimento de um velho amigo muito querido, o Bom Senso, que esteve em nossa companhia durante muitos anos. Ninguém sabe com certeza qual era a sua idade já que seu registro de nascimento foi perdido há muito tempo nos meandros da burocracia.

Ele será lembrado como alguém que cultuava algumas lições de valor como: saber quando sair da chuva; Deus ajuda a quem cedo madruga; a vida nem sempre é uma festa; e quem sabe a culpa é minha? Bom Senso tinha uma vida simples baseada em fundamentos econômicos sólidos (não gastar mais do que se ganha) e estratégias confiáveis (são os adultos que mandam, não as crianças).

Sua saúde começou a se deteriorar rapidamente quando regulamentos excessivamente autoritários, embora bem intencionados, foram criados. Notícias de que um menino de seis anos fora acusado de assédio sexual por ter beijado uma coleguinha; adolescentes foram suspensos das aulas por usarem líquidos contra o mau hálito após o almoço; e um professor foi despedido por ter repreendido um aluno insubordinado. Tudo isto contribuiu para piorar sua saúde.

Bom Senso perdeu o chão quando pais atacaram professores por fazerem o que eles não tinham feito: disciplinar seus filhos. Piorou mais ainda quando as escolas foram obrigadas a pedir o consentimento dos pais para usar protetores solares ou dar uma Aspirina aos alunos; mas não podiam informá-los quando uma aluna engravidava ou queria abortar.

Bom Senso perdeu a vontade de viver quando as igrejas se tornaram balcões de negócios; e criminosos passaram a receber melhor tratamento que suas vítimas.

Sentiu-se agredido quando soube que não poderia mais se defender de um assaltante que invadiu sua casa e que, caso tentasse, o meliante poderia processá-lo por agressão. Bom Senso finalmente desistiu de viver quando uma mulher se queimou por não perceber que o café estava quente demais, entornou um pouco na sua roupa e imediatamente processou o restaurante que teve que pagar a ela uma enorme indenização.

Bom Senso morreu depois de seus pais, Verdade e Confiança; de sua mulher, Discrição; de suas filhas, Responsabilidade e Razão. Sobreviveram a ele seus irmãos adotivos: Eu Conheço Meus Direitos, Eu Quero Já, O Outro é o Culpado e Eu Sou Uma Vítima.

Poucos compareceram ao seu enterro porque só uma minoria percebeu que ele havia morrido. Se você ainda se lembra dele, re-envie esta notícia. Caso contrário junte-se à maioria e nada faça.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A Nova Inquisição

O texto a seguir contém partes do post "A Nova Inquisição" do Gustavo Bezerra, no Blog do Contra. Ele, apesar de dizer-se ateu, fala com propriedade sobre os recentes ataques esquerdistas à Igreja Católica e seus dogmas.

Muito barulho causou nos últimos dias o caso da menina de nove anos violentada pelo padrasto em Pernambuco, e que, por causa do estupro, teve de abortar de gêmeos. O que causou maior escândalo não foi tanto o estupro da menina por um membro da própria família - uma realidade que, infelizmente, é corrente nesse imenso e semi-bárbaro Brasil -, nem o trauma adicional do aborto, mas a decisão do arcebispo católico de Olinda e Recife de cumprir prontamente o que determina o Direito Canônico em casos como esse. Em outras palavras: a excomunhão dos médicos que realizaram o aborto em Recife e da mãe da menina, que o permitiu.

(...) Não há como não ver no caso uma tentativa orquestrada de difamar uma religião e tentar submetê-la a uma visão ideológica, disfarçada de progressista, mas hipócrita em seus meios e totalitária em seus objetivos.

O caso está sendo apresentado como uma luta contra o reacionarismo e o obscurantismo de uma instituição religiosa, que estaria fechando os olhos para uma questão de saúde pública. Na verdade, não é nada disso. A questão não é sobre a intransigência da Igreja, nem se a excomunhão é correta ou não, não é sequer sobre o aborto. É se os católicos têm ou não o direito a continuar a ser católicos. É se a Igreja tem ou não o direito a ser o que é. É essa a questão.

Os inimigos da Igreja viram no caso um prato cheio para dar vazão a seus ataques antirreligiosos. Atacaram a decisão de excomungar a mãe e os médicos, captando nela um claro odor de Inquisição, e submeteram o arcebispo de Olinda e Recife a um linchamento moral. Logo se ouviu o coro de vozes "progressistas" clamando contra o clérigo tacanho e reacionário, que teria agido como um inquisidor, um moderno Torquemada. Nada mais falso.

A intensa propaganda anticatólica com que fomos bombardeados na TV e a pretensa unanimidade forjada em torno do caso são falsas pelos seguintes motivos: primeiro, não foi o arcebispo fulano de tal que excomungou as pessoas envolvidas no aborto - foi a Igreja católica. Mesmo se o quisesse, o arcebispo não poderia agir de forma independente, nesse ou em qualquer outro caso semelhante. No caso de aborto, a excomunhão é automática. É pecado, e ponto final. Não foi o arcebispo que inventou isso. A imprensa não ter apontado esse fato, atribuindo a decisão da excomunhão à arbitrariedade de um arcebispo em particular, é algo que demonstra ignorância ou má-fé - ou ambas.

Segundo, a excomunhão diz respeito aos membros da Igreja católica, e a eles somente. Ninguém é obrigado a acreditar que o aborto é um pecado mortal, nem a concordar com isso. Acredita e concorda quem quiser. É assim que é num país onde existe - felizmente - uma coisa chamada separação legal entre a religião e o Estado. Do mesmo modo, a democracia assegura a plena liberdade religiosa. Há quinhentos anos, os médicos que realizaram o aborto e a mãe da menina já teriam virado cinzas, após serem queimados num auto-de-fé. Hoje em dia, quando vivemos em uma democracia, onde teoricamente todos são livres para crerem no que quiserem, não resta outra coisa à Igreja católica, como a qualquer outra religião, senão proclamar os seus dogmas para quem neles quiser acreditar. E um desses dogmas é que o aborto é pecado, e quem o pratica deve ser excomungado. Ou seja: será expulso da Igreja, não poderá comungar nem frequentar a missa, pelo menos não até arrepender-se. Será excluído, definitivamente ou não, do convívio com os demais fiéis, e não preso, torturado ou queimado numa fogueira. Para todos os que não acreditam nesse dogma, ou seja, para os não-católicos, isso não faz a menor diferença, e a vida continua. Em suma, a separação entre religião e Estado é de mão dupla: a Igreja não dá palpite nos negócios públicos e o governo não se mete nos assuntos da Igreja. Como diz aquela musiquinha infernal, cada um no seu quadrado.

Outra mentira que foi sistematicamente repetida nesses dias é que o tal arcebispo, transformado em símbolo de obscurantismo pela propaganda abortista, teria justificado o estupro de que a menina de nove anos foi vítima, pois excomungou (mais uma vez: não foi ele, o arcebispo, mas a Igreja...) a mãe e os médicos, mas não o padrastro estuprador. "Estupra mas não mata", pareceram querer dizer, ressuscitando a frase antológica daquele político picareta. Mais uma vez, uma tentativa tosca e descarada de manipulação. É claro que o estupro é um crime terrível, e o arcebispo deixou isso bem claro em suas declarações. Mas onde está escrito, na lei da Igreja, que é um pecado contra a vida? O padrasto estuprador será punido, pois para isso existe a Lei dos homens, e espera-se que seja punido com todo rigor e severidade. Já os que praticam aborto, e sendo católicos, o mínimo que devem esperar é o anátema da Igreja, a excomunhão. O estupro é uma questão legal, ou melhor, criminal. O aborto, pelo menos nesse caso, é uma questão teológica.

(...) Não me considero católico, logo não me importo se um dia eu vier a ser excomungado. Para mim, que não partilho dos dogmas da Igreja, isso não faria a menor diferença, não perderia meu sono por causa disso. Exatamente por esse motivo, ou seja, por não estar sujeito às leis da Igreja, não consigo entender como alguém que se diz católico, mesmo num país de catolicismo extremamente frouxo como o Brasil, ao mesmo tempo se escandaliza diante da aplicação do que está na lei canônica. Afinal, não sabem que o aborto é um pecado mortal para a Igreja? Imaginem um judeu ou um muçulmano se sentindo confortável num banquete em que seja servido, por exemplo, carne de porco... Os cristãos de todas as denominações acreditam que há 2 mil anos Deus enviou à Terra seu filho, que nasceu de uma virgem, morreu na cruz, ressuscitou depois de três dias e prometeu voltar no dia do Juízo Final. Por que não acreditam que o aborto é um pecado que merece excomunhão?

Pode-se discordar dos dogmas cristãos, assim como das ideias católicas sobre homossexualismo e contracepção (...), mas pode-se, em nome do que quer que seja, tentar proibir as pessoas de professarem essas ideias? Pode-se, sem o risco de cairmos numa forma de ditadura mental, querer proibir um bispo de cumprir sua função eclesiástica? Pode-se querer proibir a Igreja de ser Igreja? Tão inaceitável quanto querer obrigar, pela força da lei, uma criança de nove anos a parir gêmeos - o que a Igreja, mesmo se quisesse, não pode fazer -, é querer impedir que a Igreja proclame sua opinião sobre o assunto. O Estado deve ser laico, não ateu.

Daí minha estranheza ao ver a maré de indignação contra o arcebispo. Assim como acho estranho como, nessas horas, pipocam doutores em teologia em cada esquina, dando palpite sobre a decisão da Igreja como quem opina sobre o resultado de um jogo de futebol. Outro dia vi na televisão o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o ministro do Meio Ambiente (?), o midiático Carlos Minc, defendendo o aborto e condenando o arcebispo com furor jesuíta. Fico imaginando o que suas excelências diriam se um bispo viesse tentar ensinar-lhes medicina ou ecologia... Lula também não perdeu a chance de tirar uma lasca do arcebispo - com toda a autoridade moral que bem sabemos que tem, ele condenou a "hipocrisia" da Igreja no caso... Pois é. Se deixassem, os "cumpanhêro progreçista" dariam aula de teologia até mesmo ao Papa. Literalmente, querem ensinar padre a rezar missa.
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Ninguém é obrigado a ser católico, assim como ninguém é forçado, em um país democrático, a seguir os preceitos dessa ou daquela religião, ou a acreditar em Deus e nos santos. E a condenação do aborto, com a excomunhão automática de quem o pratica, é, queiramos ou não, um dogma do catolicismo. Se todos fossem obrigados a seguir, por Lei, os dogmas cristãos - ou de qualquer outra religião -, seria o caso de rebelar-se, pois viveríamos em um Estado teocrático, inimigo da liberdade humana (e do livre-arbítrio). Mas, bem ou mal, vivemos em uma democracia, com separação legal entre religião e Estado, onde todos são livres para escolher seguir, ou não, a crença que quiserem. Logo, não há como interpretar os ataques à Igreja senão como uma onda de propaganda antirreligiosa, disfarçada de defesa da liberdade individual e até mesmo da vida. A defesa não do Estado laico, mas do Estado ateísta, como era a ex-URSS.

Por falar nessa última, é curioso como os ataques à Igreja tenham partido de um governo de esquerda, ideologicamente ligado a regimes como o de Cuba, onde há cinquenta anos impera a religião oficial do castrismo e onde até dez anos atrás até a festa de Natal estava proibida por lei. Sabemos que em todas as ditaduras totalitárias, sobretudo as comunistas, a religião constituiu um rival poderoso do Estado, a ser domado e, se possível, colocado a seu serviço (vejam como os ditadores comunistas da China tratam os budistas tibetanos seguidores do Dalai lama, por exemplo). Sabemos também que um dos pilares em que se assentou a fundação do PT foi a chamada teologia da libertação (que melhor seria chamada de "escatologia da escravidão"), que nada mais era do que uma forma mal-disfarçada de infiltração comunista na Igreja (alguém classificou os padres adeptos dessa aberração ideológica, muito apropriadamente, de "irmãos em Castro"). Hoje, com a auto-proclamada teologia da libertação desmoralizada e em baixa, tentam submeter a Igreja por outros meios, forçando-a a ceder à maré abortista, inclusive pela força coercitiva do Estado. Os que resistirem a essa onda "progressista", mantendo-se fiéis a seus princípios religiosos, são estigmatizados como carolas e reacionários. De certa forma, os católicos são os judeus de hoje.

Que essa propaganda antirreligiosa seja orquestrada e dirigida para atingir um objetivo político-ideológico determinado, é algo que fica claro quando se contrastam os ataques à Igreja com a forma como são tratadas outras religiões. Os mesmos que se enchem de fúria santa contra as ideias católicas sobre aborto e camisinhas costumam ser bem mais condescendentes em relação ao Islã, por exemplo. Outro dia eu citei aqui uma fatwa, ou decreto religioso, de uma autoridade muçulmana do Marrocos defendendo o casamento com meninas de nove anos de idade, mesma idade da menina pernambucana, pois, "elas dão um resultado melhor na cama do que mulheres de 20". Não me lembro de ter vistio nenhuma onda de protesto e indignação semelhante.

Os críticos da Igreja afirmaram que o aborto era necessário, usando argumentos médicos, pois a vida da menina estuprada corria risco caso viesse a ter os gêmeos. É, pode ser que tenham razão nesse ponto. Mas não há como negar que a gritaria geral não foi tanto por isso, mas porque a Igreja considera o aborto um pecado, e agiu conforme dita a doutrina católica. Na verdade, não era a vida da menina que estava em jogo, mas um dogma da Igreja que muitos querem ver revogado, substituído por sua própria visão "progressista". Em outras palavras: para os companheiros lulistas no poder, a Igreja só é boa, só defende uma boa causa, quando fica de seu lado. Quando deixa de ser Igreja para virar também um aparelho partidário ou governamental, portanto. Se depender de Lula e companhia, não duvidem: os padres deveriam pregar em seus sermões as virtudes do aborto e distribuir camisinhas, como um dia muitos deles distribuíam - alguns ainda o fazem, embora menos - cartilhas marxistas defendendo o socialismo.

Por trás de todo o barulho e de todo o escarcéu sobre o caso da excomunhão dos médicos e da mãe da menina de nove anos em Pernambuco, o que os inimigos da Igreja católica querem mesmo é destruí-la, e fundar uma nova Igreja. Uma Igreja sem Deus, cujos principais sacerdotes seriam Lula, Carlos Minc e José Gomes Temporão. Dessa Igreja, podem me considerar excomungado.

Não há dúvida de que, a pretexto de combater uma visão obscurantista e inquisitorial, o que os abortistas desejam é impor uma nova Inquisição. Uma Inquisição feita de patrulhas ideológicas e de pensamento politicamente correto. Sob o pretexto de defenderem nossos corpos, o que querem mesmo é controlar nossas mentes. Na minha, pelo menos, eles não mandam.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Tolerância com o Intolerável

Há uma polêmica estabelecida em relação aos delitos e às penas. Bem organizadas correntes de opinião promovem a condenação das condenações. O quadro das penas tidas como reprováveis começou pela de morte, seguiu para a de prisão perpétua e alcança, agora, a pena de prisão seja pelo tempo que for. Dizem que é preciso buscar outros meios para enfrentar o crime. Denunciam que a privação de liberdade é coisa medieval. Argumentam que ela tem sido insuficiente para conter o avanço da criminalidade. Alegam que os presídios deseducam. Proclamam que manter um indivíduo atrás das grades agrava os desajustes que o levam à prática criminosa. Em outras palavras: os criminosos deveriam receber sanções mais criativas. Talvez algo assim como escrever cem vezes no quadro negro: “Não devo oferecer drogas na porta das escolas”.

A tolerância com o intolerável virou praga social. Os pais deixam de punir os filhos e a própria expressão castigo tornou-se malvista. O professor que segura o braço de um aluno enfrenta constrangimentos. Magistrados trocam a lei pela misericórdia e relutam em mandar para a cadeia. Presos do semi-aberto viram assaltantes em full time. Adotam-se decisões que podem resultar na soltura de mais de 200 mil presos em todo o país. E por aí despenca nossa segurança.

Diante de tal cenário, vale lembrar certas verdades:
  1. A maior parte dos crimes é antecedida de uma avaliação de riscos, sendo o impulso à ação criminosa inversamente proporcional à expectativa de punição;
  2. O trinômio polícia ágil, processo rápido e pena severa é altamente inibidor;
  3. A pena pesada, aplicada a um réu, intimida outros indivíduos de fazerem a mesma coisa;
  4. Bandido preso sai do mercado do crime e deixa de causar dano à sociedade;
  5. Quem está na cadeia pode ser reeducado.

Em contrapartida, examinemos essa ojeriza às penas severas (aí incluída a de prisão). É verdade que somente elas não resolvem o problema da criminalidade, que precisa ser enfrentada por muitos meios. Aliás, nenhuma das outras condições, tomada de modo isolado, acaba com o problema. Tampouco o farão todas juntas – desenvolvimento econômico e social, educação de qualidade, melhor distribuição de renda, aumento dos contingentes policiais, celeridade nos processos criminais, planejamento familiar. Portanto, assim como a insuficiência específica de cada providência em seus efeitos sobre a criminalidade não nos leva a desistir delas, tampouco servirá para justificar a não aplicação de penas severas. Que aconteceria se adotássemos a regra de que a prisão não resolve coisa alguma e soltássemos todos os presos?

A experiência mostra que a pena rigorosa, aplicada com a devida rapidez, inibe a criminalidade. Países muçulmanos que adotam a lei da sharia cortam as mãos dos ladrões. Nasri Salhab, que foi embaixador do Líbano na Santa Sé, escreveu um livro não traduzido para o português, com o título “Islam as I came to know it”, de caráter apologético em relação ao Corão, e nele afirma que a aplicação desse preceito “tirou a Arábia Saudita da lei da selva e a transformou num paraíso de segurança na terra”.

Cerca de 64 países ainda mantêm a pena capital e a metade destes aplicam-na aos traficantes de drogas. Entre eles estão Indonésia, Malásia, Filipinas, China e Cingapura. As execuções de tais sentenças raramente alcançam algumas dezenas ao ano. Por quê? Porque lá, vender droga é fatal para a saúde! E aqui, no paraíso da pena branda? Não consegui descobrir quantos dos quase meio milhão de presos brasileiros são traficantes. Certamente não são dezenas, mas dezenas de milhares. E quantos mais, fora das prisões, infernizam o país com o maldito negócio do vício e da desgraça pessoal, familiar e social? Não, leitor, não estou advogando a mutilação de ladrões nem a execução de traficantes. Estou apenas provando que a aplicação de penas severas inibe o crime. Ponto.

por Percival Puggina

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Morte do Bom Senso

Hoje choramos o falecimento de um velho amigo muito querido, o Bom Senso, que esteve em nossa companhia durante muitos anos. Ninguém sabe com certeza qual era a sua idade já que seu registro de nascimento foi perdido há muito tempo nos meandros da burocracia.

Ele será lembrado como alguém que cultuava algumas lições de valor como: saber quando sair da chuva; Deus ajuda a quem cedo madruga; a vida nem sempre é uma festa; e quem sabe a culpa é minha? Bom Senso tinha uma vida simples baseada em fundamentos econômicos sólidos (não gastar mais do que se ganha) e estratégias confiáveis (são os adultos que mandam, não as crianças).

Sua saúde começou a se deteriorar rapidamente quando regulamentos excessivamente autoritários, embora bem intencionados, foram criados. Notícias de que um menino de seis anos fora acusado de assédio sexual por ter beijado uma coleguinha; adolescentes foram suspensos das aulas por usarem líquidos contra o mau hálito após o almoço; e um professor foi despedido por ter repreendido um aluno insubordinado. Tudo isto contribuiu para piorar sua saúde.

Bom Senso perdeu o chão quando pais atacaram professores por fazerem o que eles não tinham feito: disciplinar seus filhos. Piorou mais ainda quando as escolas foram obrigadas a pedir o consentimento dos pais para usar protetores solares ou dar uma Aspirina aos alunos; mas não podiam informá-los quando uma aluna engravidava ou queria abortar.

Bom Senso perdeu a vontade de viver quando as igrejas se tornaram balcões de negócios; e criminosos passaram a receber melhor tratamento que suas vítimas.

Sentiu-se agredido quando soube que não poderia mais se defender de um assaltante que invadiu sua casa e que, caso tentasse, o meliante poderia processá-lo por agressão. Bom Senso finalmente desistiu de viver quando uma mulher se queimou por não perceber que o café estava quente demais, entornou um pouco na sua roupa e imediatamente processou o restaurante que teve que pagar a ela uma enorme indenização.

Bom Senso morreu depois de seus pais, Verdade e Confiança; de sua mulher, Discrição; de suas filhas, Responsabilidade e Razão. Sobreviveram a ele seus irmãos adotivos: Eu Conheço Meus Direitos, Eu Quero Já, O Outro é o Culpado e Eu Sou Uma Vítima.

Poucos compareceram ao seu enterro porque só uma minoria percebeu que ele havia morrido. Se você ainda se lembra dele, re-envie esta notícia. Caso contrário junte-se à maioria e nada faça.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Homo Mania

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que ainda este mês assinará portaria incluindo no Sistema Único de Saúde (SUS) as cirurgias de mudança de sexo. A informação foi dada ao chegar para participar, na noite dessa quinta-feira, 5, da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Temporão explicou que como se trata de uma cirurgia complexa e delicada, será realizada, num primeiro momento, em centros de referência existentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. "A medida obedece a um princípio de humanização e atende a uma demanda social. A portaria será um passo a mais na consolidação desse caminho", assinalou o ministro da Saúde.

por Leonencio Nossa - Agência Estado, em 05/06/2008


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que serão incluídas no Sistema Único de Saúde (SUS) as cirurgias de mudança de sexo. A informação foi dada ao chegar para participar da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que contou com a presença do presidente Lula. O ministro justificou a decisão alegando que "a medida obedece a um princípio de humanização e atende a uma demanda social". Estranhos conceitos do ministro. É sempre o mesmo tipo de discurso para defender atrocidades.

Nada contra a escolha sexual dos indivíduos. Cada um na sua, desde que se respeite a liberdade alheia também. No entanto, faz-se necessário alertar que essa postura em relação aos homossexuais e transexuais já está passando dos limites. Uma coisa é tolerar as diferenças, respeitando que o indivíduo tem o direito de viver ou fazer sexo com outro do mesmo sexo. Outra coisa, bem diferente, é pular de alegria porque mais gente escolhe a homossexualidade, festejar o tal "orgulho gay" e até incentivar as pessoas nessa direção, dando a entender que é a coisa mais fashion do mundo. Circula a piada de que antes era terrível ser gay, depois passou a ser aceitável, hoje é o máximo, e é melhor ir embora do país antes que seja obrigatório.

Essas paradas gays são financiadas, em boa parte, com dinheiro dos pagadores de impostos, muitos deles no total direito de não gostar da homossexualidade festejada com seu dinheiro suado. Sem falar que se heterossexuais fizessem metade do que os gays fazem nessas paradas seriam presos por atentado ao pudor! Se a homofobia é indesejável, me parece que a "homo mania" também o é. Até porque, no limite, se todos resolverem virar homossexuais, a humanidade vai sobreviver apenas com reproduções in vitro, e filho algum terá pai e mãe sob o mesmo teto. Pode ser o ideal da distopia de Huxley, O Admirável Mundo Novo, aonde a palavra "mãe" chegava a despertar nojo nos jovens, todos eles criados em laboratório. Haja soma (ou Prozac) para manter essa turma aparentemente contente!

Não é preciso ser um reacionário ou um conservador crente para respeitar os valores familiares. Família é algo muito importante, ainda e felizmente. É o núcleo de nossa civilização, cada vez mais atacado pelo governo, que é visto como deus por muitos, e assume o controle sobre nossas vidas de forma assustadora. Aqueles pais irresponsáveis que não querem educar seus filhos apelam para a tutela estatal, assim como Rousseau fez, depois de abandonar todos os seus filhos no orfanato. Isso não quer dizer que a família tradicional deva ser mantida à custa de qualquer coisa, inclusive da felicidade de seus membros. Um filho certamente está em melhor situação se criado por pais separados que se entendem, do que por pais que ficam juntos brigando diariamente, apenas porque a família tem que estar unida na mesma casa. Havia muita hipocrisia – e também infelicidade – no "puritanismo" da era vitoriana.

Longe de mim, pregar um retorno a esses tempos, quando até o divórcio era visto com enorme preconceito, ou mesmo um crime. Mas nem por isso vou deixar de valorizar a família como uma importante instituição, crucial inclusive para preservar a liberdade individual das garras do governo onipresente, que pretende substituir suas funções.

Com isso em mente é que repudio essa nova medida do governo Lula, que sempre luta para enfraquecer a família como instituição, objetivando mais e mais poder nas mãos do governo. Essa turma tem o autoritarismo no seu DNA. Se dependesse deles, o governo iria decidir sobre cada mínimo detalhe de nossas vidas particulares. Para barrar esse avanço imoral sobre nossas liberdades, não devemos analisar somente caso a caso, aplaudindo alguns que parecem fazer sentido pontual e condenando outros. É preciso condenar o pacote completo! É preciso questionar a premissa central por trás de tantas medidas que invadem nossa liberdade. É preciso mostrar que não desejamos nem necessitamos da tutela estatal. Que cada família, de forma geral, cuida melhor dos próprios filhos e sabe o que é melhor para si. O governo não é pai de ninguém.

As seqüelas dessa mentalidade coletivista e da idolatria ao Estado são enormes. Em um país escandinavo, teve um idoso que entrou na Justiça exigindo prostitutas pagas pelo governo, para ter uma velhice mais feliz. Quando tudo é oferecido pelo governo, eis o resultado que temos: um leilão de privilégios, cada um lutando por mais alguma vantagem a ser paga pelos outros. Essa medida do governo Lula é apenas mais um efeito nefasto desse coletivismo tosco, que predomina na mentalidade dos brasileiros. Qual será o próximo grupo beneficiado em troca de votos? Será que o governo vai oferecer cirurgias plásticas "grátis" para as "mocréias", em nome da igualdade facial? Será que o governo vai oferecer implante de cabelo "grátis" para os carecas, em nome da igualdade capilar?

Vivemos em um país socialista mesmo, onde todos ficam tentando usar o governo para obter vantagens, mesmo que as mais bizarras. É lamentável...
Mas voltando a esta medida em particular, eis que crianças e adultos morrem por falta de remédios nos caóticos hospitais públicos, enquanto alguns sujeitos problemáticos, que nasceram com um pênis, mas gostariam de ter nascido com uma vagina, usarão o dinheiro do nosso imposto para cortar fora o órgão indesejado. Quando burocratas e políticos, preocupados apenas em concentrar privilégios para obter votos, decidem a alocação de recursos escassos, é esse o resultado que temos. O governo vai ampliando os privilégios, enquanto a conta fica cada vez maior para todos. Tem cotas por cor da pele, tem carteira para estudante, tem "gratuidade" para idosos, tem benefícios forçados para deficientes, tem reserva para índios, tem subsídio para grandes empresários, tem verba para invasores de terra, tem esmola para pobres, tem financiamento para cineastas engajados, tem dinheiro para movimento gay e muito mais, até mesmo cirurgia para transexual, tudo isso bancado por nossos impostos. Se o sujeito é branco, heterossexual, adulto, saudável, assalariado ou pequeno empresário, e classe média, ele está frito! Ele vai ter que bancar essa conta toda. Ele é o discriminado, para tanto privilegiado. Que valores são esses?

Eu sou um libertário, defensor da menor minoria de todas: o indivíduo. Costumo ser atacado tanto pela esquerda socialista como pela direita conservadora, saudosista da Idade Média. Não me identifico com nenhuma dessas vertentes, até porque considero ambas autoritárias. No fundo, eles pregam liberdade para aquilo que não se importam tanto, mas desejam um governo autoritário naquilo que julgam valioso. Os socialistas materialistas, que só pensam em dinheiro, querem controle estatal na economia, mas defendem as "liberdades civis", enquanto os conservadores pregam governo controlador no comportamento humano, mas desejam a liberdade econômica. Eu defendo liberdade em ambas as áreas, por entender que o indivíduo deve ser livre de fato.

Isso quer dizer que, numa sociedade libertária, os homossexuais desfrutarão de ampla liberdade, exatamente igual aos heterossexuais, já que todos seriam iguais perante as poucas leis básicas. Mas isso quer dizer também que os heterossexuais terão direito de não gostar do homossexualismo e expressar isso, contanto que não agridam a liberdade dos gays. Se um gay for agredido, o agressor deve ir preso não por homofobia, mas por agressão, como qualquer um deveria ser. Não será feita uma propaganda estatal em prol do homossexualismo, nem uma pressão para empurrar goela abaixo tal escolha como algo legal. A Igreja Católica, por exemplo, não seria obrigada a aceitar o casamento gay, que poderia ser feito como forma de um contrato qualquer, perante as leis. Um mundo libertário respeita o princípio da segregação voluntária, já que defende apenas trocas voluntárias. Não há nada tão ruim quanto forçar um convívio "amigável" caso ele não seja realmente desejado. E por fim, sem dúvida alguma, os heterossexuais não seriam obrigados a pagar pela cirurgia que arranca fora o pênis de um homem que insiste, contra a sua natureza, em ser mulher!

O ministro Temporão justificou essa bizarrice, de pagar com nosso dinheiro a extração do instrumento sem uso dos transexuais, com a desculpa de "humanização" e "demanda social". Caro ministro, a verdadeira humanização e demanda social seria o senhor fazer uma cirurgia para a retirada de seu instrumento sem uso, o "cérebro", já que o senhor deve estar usando alguma outra parte do corpo para "pensar". Mesmo sendo libertário, abro esta exceção e defendo que o governo pague pela cirurgia.

por
Rodrigo Constantino, em 06/06/2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lula: Doença Perversa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta noite o fim do preconceito contra homossexuais e afirmou que a permanência da discriminação sexual "talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano". O presidente, que participou da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (GLBT) disse que o Brasil precisa de "um momento de reparação".

"Não precisamos querer que ninguém seja igual", afirmou o presidente, pedindo para que todos os preconceituosos "arejem a cabeça e despoluam-na". "Se não for assim, faremos apenas uma meia democracia, uma democracia do 'na hora que eu quero, quando eu preciso'", afirmou.

Acompanhado de pelo menos seis ministros, o presidente Lula lembrou que os homossexuais estão conseguindo, pela primeira vez, "quebrar a casca do ovo, gritar para o Brasil que existem". "Ninguém pergunta a opção sexual de vocês quando vocês vão pagar imposto de renda. Por que discriminar na hora que vocês vão decidir o que fazer com o próprio corpo?", questionou o presidente, que discursou diante de um púlpito coberto com a bandeira gay.

A Conferência GLBT é a 50ª conferência realizada pelo governo Lula desde 2003 e foi convocada com o decreto presidencial de novembro do ano passado.

Bandeira gay
Durante a conferência, o presidente Lula foi presenteado com uma miniatura da bandeira do arco-íris, que simboliza o movimento gay, e bonés em favor da causa.

Ao longo da cerimônia, o presidente ouviu reivindicações de representantes do movimento GLTB e ouviu o dirigente Toni Reis apresentar propostas de criação de um estatuto para os homossexuais, propostas de criminalização da homofobia e de aprovação de união civil de pessoas do mesmo sexo. "Ninguém quer destruir a família de ninguém. Queremos construir a nossa. Não podemos voltar ao obscurantismo", disse Reis.

"Não podemos ficar com a mesma sociedade que nos agride, que nos violenta, que é a sociedade que também nos leva para a cama", declarou a representante do movimento GLTB, Fernanda Benzenutti.



Comento:
Há algumas coisas, neste mundo, que são sofríveis. Uma delas é ouvir Lula. O apedeuta sempre fala o que não deve. Disse ele que "ninguém pergunta a opção sexual de vocês quando vocês vão pagar imposto de renda. Por que discriminar na hora que vocês vão decidir o que fazer com o próprio corpo?"

E quem está discriminando os homossexuais - aquela parcela da população que tem opção sexual diferente da grande maioria heterossexual - que respeitam e tem bom senso para viver suas vidas? E quem pergunta o que estes indivíduos fazem com seus corpos? Como eu sempre digo "cada um com seus problemas"...
Ora, Lula, o homofóbico que disse que Pelotas é "exportadora de veados", posa agora de santo patrocinador das causas gays?

E mais: vejam as declarações dos dois gays citados: o tal Toni quer aprovação da união civil de pessoas do mesmo sexo e a tal Fernanda diz que não podem ficar na mesma sociedade que os discrimina e os leva prá cama.

Hein? Como assim, professor? Será que o tal Toni já ouviu falar em contrato de união estável - coisa que já há alguns anos vem sendo adotada por heterossexuais em contraponto à união civil regulamentada? E será que a dona Fernanda - que pela frase me parece tão apedeuta quanto Lula - já parou prá pensar que a parcela da sociedade ela freqüenta é que a leva para a cama (pelo menos eu desconheço um heterossexual que queira levar um gay para a cama).
Mas aí, vem a esquerdopatia que assola este país prá dizer: "você é preconceituoso", "isto é discriminação", "homofóbico" etc. Sim, talvez seja. Com os gays, aqueles que querem fazer na rua o que fazemos em casa, dentro de nossos lares.

O problema destas minorias, é que elas estão entrando no jogo das esquerdas para sabotar o sagrado direito à liberdade - liberdade, não libertinagem, porque respeito é bom, e todos gostam. Quando toda a sociedade estiver partida e os verdadeiros valores morais alquebrados, eles tomarão o poder e imporão a ditadura que tanto querem. E os primeiros a irem para as masmorras e os paredões, serão tais minorias, como aconteceu na URSS, em Cuba, na China e onde mais o "socialismo" foi implantado.

A Vítima é o Exército Brasileiro

Por que o politicamente correto é uma manifestação semelhante à propaganda fascista? A exemplo daquela, esta também fala em nome de supostas vítimas ou de supostos perseguidos. É uma forma de legitimar a violência. Pior: usa verdades para propagar mentiras. Vamos lá.

Há homossexuais no Exército, na Igreja, no Congresso, entre os caminhoneiros, os advogados, os letrados e os iletrados? Sim. É uma das muitas condições humanas. Há práticas homossexuais entre outros mamíferos e entre as aves, mas “ser gay”, como se isso fosse uma variante existencial, trazendo consigo um suposto conjunto de valores que pretende se afirmar, bem, isso é exclusivamente humano, não?

Adiante. Laci de Araújo e Fernando Figueiredo são sargentos do Exército e parceiros estáveis. Moram juntos num apartamento funcional da Força. Não sabíamos, até outro dia, de sua existência. Mas vejam só: eles não querem ser “homossexuais”. Eles não querem exercer o seu amor e seu sexo no resguardo do seu lar, como faz a larga maioria dos heterossexuais: chegam em casa, fecham a porta, e ninguém tem nada a ver com o que se passa lá dentro. Eles querem visibilidade. Eles querem ser “gays”. Mas eles querem ser gays NO e DO Exército.

Por isso, vestindo camisetas que os identificam com a Força, posaram para a capa da revista Época, na qual se lê: “Eles são do Exército, eles são gays, eles são parceiros”. Pararam por aí? Não! A causa precisa de visibilidade. Sempre com as camisetas próprias dos militares, foram dar uma entrevista ao programa Superpop, da Rede TV.

O que torna esses dois tão especiais? Por que capa de revista e programa de TV? Ah, porque eles são do Exército. O que se pretende, na aparência, é atacar um suposto preconceito social. A fórmula é esta: num ambiente viril, em que a coragem e a disciplina são valores máximos, também há gays. Sim, claro, por que não haveria? Essa é só a boa intenção aparente, que esconde um outro preconceito, aí contra os militares: “Olhem so! Os caras ficam posando de machões, mas vai saber o que se passa lá dentro”. Uniformes, diga-se, integram o cardápio das fantasias homoeróticas. Deve ser mais freqüente do que o delírio de pacientes heterossexuais com as enfermeiras...

Adiante. Acontece que o tal Laci, que também é cover de Cássia Eller, enquanto vivia os seus 15 minutos de fama, também estava na condição de desertor. E a Justiça Militar expediu uma ordem de prisão contra ele — e a deserção nada tem a ver com o lugar onde ele põe o seu desejo. Fosse heterossexual e tivesse cometido as mesmas falhas, estaria sujeito à mesma pena. Um desertor dando entrevista? A Polícia do Exército, seguindo ordem da Justiça, cercou o prédio da emissora para prendê-lo.E pronto! O Exército foi parar na primeira página dos jornais como perseguidor do pobre soldado gay — que, noticia-se com alarde, está muito, muito doente, com um verdadeiro coquetel de doenças psicológicas — o que, suponho, desfez a fantasia de muita gente: macho de uniforme não pode ter fraquezas... Apto ele estava para, com roupa do Exército, posar para capa de revista e dar entrevista em programa de TV. A vítima, claro, é o Exército; o agressor é o casal. Mas a propaganda politicamente correta, a exemplo da propaganda fascista, consegue inverter o ônus da culpa.

O Exército errou feio? Ah, errou, sim. Não ao cumprir a determinação da Justiça — obrigação de todos, mormente de uma Força Armada. Mas ao fazê-lo com mais visibilidade do que era necessário. Bastavam dois soldados discretamente colocados nas saídas da emissora. Ou então que se seguisse o tal Laci até sua casa ou sei lá onde, dando-lhe voz de prisão, ao abrigo do espalhafato midiático. Da forma como fez, estava buscando sarna para se coçar. Especialmente porque sabia que estava mexendo não com “homossexuais”, mas com “gays”, que formam uma categoria militante.

Laura Capriglione, na Folha, com um estilo já notório por selecionar meticulosamente frases infelizes daqueles a quem ela quer demonizar ou ridicularizar, fez a festa. O título na primeira página do jornal não deixa dúvida: “Exército prende sargento que assumiu ser gay”. Não há nenhuma mentira ai: o Exercito prendeu? Prendeu. Ele assumiu ser gay? Assumiu. Como sabemos — um ensinamento lá da propaganda nazista —, é possível mentir dizendo só a verdade. Houve um jornal, certa feita, que usou esse mote em sua campanha publicitária.É possível ser homossexual no Exército? É. É possível ser militante gay no Exército? Não! É possível ser homossexual na Igreja? É. É possível ser militante gay na Igreja? Não! É possíel ser homossexual na medicina? E? É possível haver uma ética de gays na medicina? Não. Até porque o Exército, a Igreja ou a medicina não aceitariam soldados, padres ou médicos que fossem militantes antigays. Fui claro ou preciso desenhar? É o ofício dos soldados, dos padres ou dos médicos que os iguala. É aí que está a democracia.

Agora, os dois se dizem discriminados. É mesmo? Por quê? Eles tinham, entre seus pares, algum comportamento que os identificava como “gays”? A verdadeira liberdade não consiste em poder ser o que se é sem a obrigação de expressar a identidade particular? Não é mais “libertária” uma Força Armada que abriga as diferenças sem querer arbitrar ou legislar sobre elas, desde que os subordinados cumpram as regras?

Ademais, pensemos um pouco: será que a tolerância com “a” diferença, entre os soldados, será maior depois desse episódio? Intuo que não. Creio mesmo que se dará o contrário. Os dois ocupam um apartamento funcional do Exército. Duvido que seus superiores ignorassem a relação amorosa. Nem por isso foram molestados. Mas eles quiseram ir além: pretenderam levar a “causa gay” para o seio da tropa — uma tropa que não pode ter causa nenhuma que não seja a obediência a seu código disciplinar. E ajudaram a transformar em vilãs pessoas que só cumprem as suas obrigações. O sensacionalismo midiático, daqui a pouco, estará ocupado com outras personagens, com outras causas, com outras "vítimas". Gays ou não, eles não conseguiram ser é bons soldados.

Por Reinaldo Azevedo


Há uma leitora, Cláudia, que me acompanha desde Primeira Leitura. É gay, vive em paz com a sua parceira, escreve com elegância, pensa com requinte. Segue o seu comentário:

"Reinaldo, te escrevi na época do Brokeback Mountain - lembra?

Voltei para dizer que, mesmo sendo gay, achei estes dois uns chatos de galocha....

Todas as Forças Armadas têm códigos, regras que devem ser seguidas. Vão em cana se saírem da retidão exigida pelo Código Militar. Seriam presos sem o menor alarde se fossem heterossexuais e tivessem ferido as regras — como feriram. Os jornais estão misturando alho com bugalhos, e os comentários dos leitores são de uma ignorância sem par. E ainda acusam o Exército de discriminação por prender os dois.

Esta chatíssima militância gay precisa entender que existem regras em ambientes de trabalho, em empresas, repartições públicas e, principalmente, nas Forças Armadas. Sou a favor da união civil e de benefícios para os gays, mas jamais apoiaria uma atitude como a desses dois. Não é com um circo como este que teremos o respeito que tanto desejamos.

E cá entre nós: 'Superpop'?

Pelamordedeus.... Prisão merecida!"

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um Futuro Cada Vez Mais Negro!

Começamos junho com notícias cada vez mais preocupantes! A democracia em nosso Brasil, como a conhecemos, está prestes a ruir. Cada vez mais os movimentos e partidos de esquerda provocam a ruptura da nação chamada Brasil: a "Pátria Amada, Idolatrada" está cada vez mais para a "Pátria Grande Bolivarianista" pregada abertamente por Chávez, com sua tirania à moda Fidel Castro, formada pelos países onde estes néscios estão dominando - não, não é governando, pois isto exigiria que soubessem gerenciar, no sentido clássico, ao menos, da administração empresarial.

Estão nos tomando tudo: dinheiro, saúde, cultura, segurança. E, cada vez mais, a "elite" sendo cooptada pelo pensamento escabroso da "justiça social" pregada por tais esquerdistas, que se infiltram, à maneira propalada por Gramsci, em todo e qualquer buraco de agulha deixado pelas pessoas de bem do país.

Esta "elite", agora dominada pelo pensamento esquerdista, tem-se mostrado cada vez mais adepta da máxima totalitária exposta em "Animal's Farm" (A Revolução dos Bichos): "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros".

É a "nação esquerdista", separatista e golpista, dentro da nação brasileira, querendo tomar-nos a liberdade todos os dias:

- índios com legislação própria, como se não pertencessem à população brasileira;
- "negros" (afro-descendentes auto-declarados?) com cotas especiais em universidades, que, devido às discrepâncias sociais que sempre existiram, em todas as sociedades - em maior ou menor grau -, inclusive atingindo "brancos", "amarelos" e "vermelhos", tornam-se protegidos por uma legislação diferenciada;
- indenizações escorchantes e vitalícias para ex-guerrilheiros que queriam implantar no país, através da matança, do seqüestro, do roubo e da extorsão, como preconizada por Marx e Engels, em seu "Manifesto Comunista", a ditadura do proletariado - sendo eles os novos "comandantes em chefe" da "revolução contra a burguesia" e aboletando-se nestes novos gulags.

Onde estão os verdadeiros valores morais que aprendi em minha FAMÍLIA (esta palavra tão desconhecida destes atoleimados)? Onde estão o verdadeiro amor à Pátria, à moral, à família? Onde está o respeito ao próximo - aquele onde o seu direito termina onde começa o direito de outrem? Onde está o valor da propriedade adquirida ao custo, no mais das vezes, de muito suor?

Invadem a propriedade, o saber, o pensamento: todos iguais, na miséria da mente, esquecidos de seus valores, desrespeitando o indivíduo, tal qual nos fez a natureza, em benefício de uma comuna que somente poderá ficar com os restos mortais daquilo que um dia ousou-se chamar LIBERDADE, esta que já não mais "abre as asas sobre nós".

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um Plano Contra a Família

Os noticiários divulgam exaustivamente:
"Menina de cinco anos é jogada do sexto andar; pai e madrasta são suspeitos".
"Mulher é acusada de torturar filhas adotivas".
"Homem de 73 anos é acusado de estuprar e manter em cárcere privado filha durante 24 anos".
"Mãe abandona filho na lata do lixo"


Será que estamos diante de acontecimentos inéditos na história da humanidade? No fim dos tempos? Ou diante de um gancho que a mídia pegou para faturar?

Prefiro acreditar que seja a soma de todos esses fatores (exceto o primeiro: pais que espancam, maltratam e matam filhos, e o contrário, também), e mais alguns outros, entre eles a tentativa diabólica de utilizar a mídia para influenciar negativamente o comportamento das pessoas das seguintes maneiras:

a) Fazê-las desacreditar na eficiência da instituição familiar, isto é, levá-las inconscientemente ao desrespeito e intolerância para com seus genitores ou aqueles que cuidaram das tais como se fossem filhas legítimas;

b) Sensibilizá-las à causa homossexual, ou seja, levá-las ao engodo de que a instituição familiar monogâmica e heterossexual esteja falida e persuadi-las a acreditar que realmente dois homens ou duas mulheres que posam de pai/mãe são sempre as melhores opções de vida que uma criança pode ter, e que esta não terá prejuízos de forma alguma;

c) Fazê-las desacreditar que o modelo familiar que a maioria das pessoas conhece, além de falido, é errôneo. Um bom exemplo disso é a campanha promovida pelo presidente Lula em conluio com a apresentadora Xuxa Meneghel, que pretende tirar dos pais a autoridade que eles devem ter sobre os filhos;

d) E por fim, levá-la a comportamentos degradantes (uso de drogas e anti-depressivos, tendência ao suicídio, aborto, vida sexual desregrada etc) que culminarão na destruição moral, física e espiritual das pessoas.

O apóstolo Paulo, há cerca de dois mil anos atrás, predisse o seguinte:
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia desta. Destes afasta-te". (2 Timóteo 3:1-5)

Quer explicação mais nítida do que esta para esses acontecimentos? Por mais que se questione a veracidade e historicidade da Bíblia, não se pode negar que Paulo parecia antever o que estamos vivendo nestes tempos.

É claro que todas essas monstruosidades são obras humanas, frutos da malignidade que há no coração das pessoas, mas vejo por detrás disso uma tentativa de se implantar um caos completo e desvirtuar valores morais perenes. É o tempo em que o mal vira bem, e o bem vira mal, um tempo em que "a dignidade parece absurda e é coberta de ridículo", como já vimos num post anterior.

Há pais que maltratam os filhos? Sem sombra de dúvida, mas eles são exceções à regra. Há pais e mães negligentes com seus filhos? Claro, no entanto, há muitos outros pais e mães que amam e cuidam de seus filhos exemplarmente. Há pais e mães solteiros que cuidam exemplarmente de seus filhos? Há gays e lésbicas que também o fazem? É claro que há, mas também há muitos deles que dão toda sorte de maus exemplos, mas que a mídia não mostra por lhe ser conveniente guerrear contra o bem. Há filhos bons e obedientes aos pais até na idade adulta? Sim, claro, mas também há diversos filhos que são rebeldes, impenitentes, desobedientes e entregues à própria sorte, que são fruto de falhas na educação recebida ou predominância da maldade mesmo que tenham recebido todo amor, carinho e bons exemplos dos pais. E garanto que o número de filhos criminosos e que trazem desgosto e amargura aos pais, que matam os pais tanto física como emocionalmente, é muito maior do que os pais que fazem tais barbáries com os filhos.

Há muita gente corrupta que ensina erradamente que o castigo físico que os pais impõem aos filhos é errado e faz-lhes mal. Ledo engano, a começar pela terminologia: o nome correto que se dá é disciplina. Pai que é pai corrige seu filho, e não apenas 'dialoga' (o mundo sempre esteve cheio de crianças de dois a três anos de idade que são mestras em Ciências Sociais, não é mesmo?). Crianças mimadas em excesso pelos pais e entregues à própria sorte têm o privilégio de serem os adultos que mais devem ser evitados.

A disciplina é a forma não-verbal de os pais colocarem limites nos filhos, de impor-lhes o respeito que eles lhe devem, é uma forma carinhosa e amorosa de salvar o filho da destruição na vida adulta. Se os pais não corrigirem os filhos enquanto há tempo, a própria vida se encarrega de passar neles um corretivo, e de forma muito mais dolorosa do que uma "palmada no traseiro". Eu e tantas outras pessoas nesse mundo fomos corrigidas fisicamente, e nem por isso nos tornamos criminosos. Só na idade adulta é que viemos a compreender a sua eficácia e propósito - e muitos, como eu, casados e com filhos, aplicamos o mesmo tipo de disciplina em nossas crianças. É muito mais fácil um criminoso ter sido alguém rebelde à família, criado sem limites e mimado o tempo todo do que ter sido alguém que apanhou dos pais.

Há muitos especialistas que são contra o uso da disciplina, alegando que ela contribuirá para que o filho se torne uma pessoa violenta. Tudo bem. Há pais que merecem ser execrados pelo que fazem aos filhos, mas nem todas as pessoas violentas são filhos que apanharam muito dos pais.

A estratégia desses pseudoeducadores é de deixar a criança entregue à própria vontade; é inverter os papéis. Eles querem que os filhos mandem nos pais e que atendam todas as suas regalias. São guias cegos.

Você duvida disso?