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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Método Paulo Freire ou Método Laubach?

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884 – 1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% – o que muito nos envergonhava – e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades — não havia ainda uma universidade em Pernambuco — e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método — muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco — assim ele afirma em sua autobiografia — encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão.
Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia” — da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos — como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire “pegou”, e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach — o autêntico — fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada “Brasília Teimosa”, bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava “cooptando” o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “imperialista”, que tinha em meta unicamente “dominar o povo brasileiro”.

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de “bolsa-escola” de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a “cooptar” o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela Unesco, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC — que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola — foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de Mobral. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem-sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era “amigo da ignorância” — ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores — e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro — que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” — foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria “produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem-sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.

Referências:

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994.
BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, SP, 1997.
CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985.
GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999.
GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.).
GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994.
GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994.
HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999.
LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d.
MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., SP, 1998.
SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d.
SPACH, Jules. Todos os Caminhos Conduzem ao Lar. Recife, PE, 2000.

por David Gueiros Vieira

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma Mensagem de Início de Ano - Como Nunca Antes Neztepaiz

Terminamos o ano de 2010. Com ele, terminou oficialmente o mandato lulático. Por conta disto - e do pouco tempo que tenho disponível para estar aqui no blog, ultimamente -, resolvi fazer o primeiro post do ano: uma retrospectiva, como nunca antes neztepaiz. E talvez, por isto, seja um post longo.

E ele começa em meus dias de juventude. Como muitos adolescentes, idealista, fui influenciado pelas ideias esquerdistas. O socialismo que se propalava no meio, dito democrático, era aquele que prometia o "paraíso na terra", com todos sendo iguais e ninguém melhor que o outro. Parecia-me o ideal para uma sociedade consumista, capitalista, egoísta, em que muitos diziam que as pessoas eram as cobras que devoravam as que estavam ao lado.

Cheguei a participar de encontros num partido de esquerda, que estava iniciando suas atividades naqueles tempos. E vi que o que pregavam não era condizente com o que faziam - inclusive internamente. E desencantei-me com o aspecto de muitas coisas, acabando por seguir, com o tempo, o famoso dito popular de que "religião, futebol e política não se discute".

Estudei, trabalhei - trocando a área médica pela informática -, casei-me, tive filhos. E, com tudo isso, voltei a pensar no mundo que me cercava, mas com uma diferença deveras importante: o pensamento lógico. E voltei a estudar: história, geografia, psicologia, economia, filosofia etc. E voltei a interessar-me pela política, e a ver que qualquer solução para melhorar o mundo que me cercava é muito diferente daquilo que pregam as ideologias ditas socialistas. Foi quando descobri as teorias liberais!

Esta descoberta revelou-me um mundo desconhecido, em que há o verdadeiro respeito pela menor minoria do mundo todo: o indivíduo! E também abriu-me os olhos para o verdadeiro explorador, aquele que realmente retira a "mais-valia", como diria Marx, do trabalhador: o governo! E passei a prestar ainda mais atenção à política.

Porque, diferentemente do que prega o dito popular, a religião não afeta negativamente a vida de todos os indivíduos; quando muito, pode até afetar negativamente a vida daquele indivíduo que escolhe seguir ferrenhamente determinada religião. Tampouco o futebol afeta negativamente a vida de todos; quando muito, a de um fanático que age intempestivamente e agride outrem por causa de sua "paixão". Mas a política, boa ou ruim, NECESSARIAMENTE AFETA A VIDA DE TODOS OS INDIVÍDUOS QUE ESTÃO SOB SEU JUGO.

E foi com este pensamento que passei a acompanhar os dois últimos governos - mais especialmente o de Lula, por causa da mudança brusca de tom: o que antes era um discurso socialista desmedido, quase "revolucionário", passou a ser candidamente "neo-liberal" (embora eu nunca tenha sabido o que um esquerdista quer dizer com "neo-liberal", uma vez que nunca antes neztepaiz tenhamos tido um governo ou uma economia liberal).

FHC, embora tendente à esquerda, fez o que fez: dos milagrosos planos econômicos dos governos a ele anteriores (Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e 2), bolou o Plano Real, ainda como Ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco. Implantou e deu certo. Lula e o PT foram contra: chamavam o plano de "estelionato eleitoral", nos idos de 1994. E foi o suficiente para Fernando Henrique vencer as eleições contra o mesmo Lula, que bradava, entre outras bobagens, o calote no FMI ("Não podemos, não queremos e não devemos pagar a dívida externa", dizia Lula em 1985).

Para aqueles que não se recordam - ou para os muitos que não sabem -, o país viva, antes do Plano Real, uma hiperinflação que chegava a mais de 2.500% ao ano, tendo havido meses em que chegou a 70%!

FHC implantou, ainda, três importantes pontos que ajudaram o Brasil a sair de seu estado de quase falência - econômica e social - e que permitiram ao atual governo nadar de braçada, mesmo durante a crise de 2008:
  • Lei de Responsabilidade Fiscal - com PT, de Lula, e o PC do B contra, a LRF foi feita, sob encomenda de FHC a seu Ministro do Planejamento, Marcus Tavares, logo após a crise econômica dos Tigres Asiáticos, em 1998. Resumidamente, a LRF é um instrumento eficiente capaz de punir os políticos que gastam mais do que arrecadam, iniciam obras sem ter dinheiro para concluí-las e mantêm inchada a folha de funcionários.
    Porém, a fim de auxiliar os estados, e como medida de contingênciamento para a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo tomou para si as dívidas públicas estaduais e municipais, o que, obviamente, gerou o aumento nominal da dívida pública federal, tornando-se credor dos estados e municípios altamente endividados;
  • Programas Sociais - Bolsa-escola, criado em 1994, inicialmente em Campinas, foi implementado em 2001 em âmbito federal, chegando a beneficiar mais de 5 milhões de famílias; Vale Gás, criado em 2002, beneficiando mais de 4,8 milhões de famílias; Bolsa Alimentação, também criado em 2001, com 1,3 milhões de beneficiários. Todos estes programas, que depois, no governo Lula, ficaram sob um único guarda-chuva furado chamado Bolsa-Família. Estes programas, todos, estavam, no governo FHC, embaixo de um "programa" maior, chamdo Rede de Proteção Social;
  • PROER - foi um programa implantado em 1995 que vigorou até 2001, quando a LRF proibiu aportes de recursos públicos para saneamento do Sistema Financeiro Nacional. O Proer foi um instrumento necessário ao impedimento de um colapso do sistema financeiro nacional, o que é de extrema importância não só pelo aspecto meramente econômico e legal, mas também pelo aspecto social. Uma possível falência do sistema bancário brasileiro acarretaria no desaparecimento de grande parte da poupança de vários brasileiros, o que desencadearia queda na demanda agregada e, consequentemente, uma crise econômica. A importância do programa ficou ainda mais evidente a partir da segunda metade do ano de 2008, com o surgimento da crise econômica mundial deflagrada em setembro daquele ano, quando foi possível observar e sentir as consequências de um parcial colapso do sistema bancário americano. O sistema bancário brasileiro saiu-se relativamente bem defronte ao colapso financeiro mundial. Atacado pelo PT na época de seu lançamento, o Proer recebeu elogios do presidente Lula por ajudar a conter a crise econômica mundial de 2008 no Brasil.
Isso sem falar nas tão combatidas privatizações, das quais a da telefonia e a da Vale do Rio Doce são até hoje alvo de processos para tentativa de revogação - com o PT e o PC do B à frente. Sem elas, você, esquerdista, não teria celular; quando muito, conseguiria um telefone fixo com linha de péssima qualidade por, no mínimo, R$ 2.500,00 após um ou dois anos do pedido. E não teríamos uma empresa privada de capital aberto do porte da Vale, a oitava maior empresa e a segunda maior mineradora do mundo.

Mas, enfim, com a mudança do discurso, Lula finalmente ganhou as eleições de 2002. E não mudou uma vírgula sequer da política econômica que antes condenava. Nada! Nem um único pingo num "i" escondido num recanto qualquer de um texto de 50 bilhões de palavras. E mesmo assim, o gabarola sempre grunhiu, com sua voz roufenha, que havia recebido uma "herança maldita!"

Obviamente que ele - e os parvoalhos do PT - somente blasfemava contra os feitos de FHC aqui em nosso país, afinal, como eu já o fiz um dia, o povo, que pouco se importa com política, desde que os bolsos estejam cheios, cria nas palavras fáceis e na verborragia violenta de Lula contra as medidas que possibilitaram o crescimento do país durante seus dois mandatos. Porém, em todas as publicações estrangeiras que o Brasil fez propaganda, o governo sempre foi cioso e extremamente grato à "herança bendita" deixada pelo antecessor.

A "era lulática" foi extremamanente marcada pela corrupção, a começar pelas patrocinadas pelos próprios companheiros de governo. Não que em outros governos não tenha havido corrupção, mas, como nunca antes neztepaiz, assistimos a um verdadeiro festival de bandalheira e depravação ética por parte do PT e dos apaniguados e associados à base de sustentação governamental.

Como no episódio do mensalão, no início, Lula "não sabia de nada" (sic). Depois, se disse traído. Mais tarde, tentou pregar a falácia de que o mensalão jamais existiu. E mais recentemente impingiu o escândalo às oposições, como se fora algo tramado e executado por elas para denegrir a imagem de Lula e do PT. Mas o terrorista Zé Dirceu jamais foi da oposição! João Paulo jamais foi da oposição! Silvio Pereira, Delúbio Soares e Marcelo Sereno jamais foram da oposição! Nada! São todos cobras criadas e alimentadas pelo "socialismo" petista!

E o mal, não combatido devidamente até hoje, procriou dentro de um governo corrupto como nunca antes neztepaiz. E a lista de abominações progrediu. Veja uma pequena lista de escândalos deste governo safado:

Fev/2004 - Eclode o caso Waldomiro Diniz (Escândalo dos Bingos). O ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi flagrado negociando propina. Este foi o primeiro grande escândalo de corrupção do governo Lula;

Jun/2004 - Eclode o escândalo dos vampiros. A quadrilha comandada, desde o início do governo Lula, por Luiz Cláudio Gomes, amigo pessoal do ministro Humberto Costa, da Saúde, praticava tráfico de influência sobre as licitações para a compra de medicamentos, principalmente hemoderivados (plasmas sanguíneos utilizados em hemodiálises).

Jul/2005 - O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revela o esquema do mensalão. A acusação de pagamentos do governo a parlamentares da base derrubaria o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que ainda perderia o mandato de deputado;

Mar/2006 - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, se vê forçado a deixar o cargo após mandar violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Francenildo havia revelado que o ministro frequentava uma casa de lobistas em Brasília;

Mai/2006 - Desmontado, pela PF, o esquema conhecido como máfia dos sanguessugas, chefiado pela família Trevisan Vedoim e que tinha membros infiltrados na Câmara dos Deputados, no Ministério da Saúde e na Associação de Municípios do Mato Grosso.

Set/2006 - Estoura o escândalo do dossiê contra Serra, também conhecido como escândalo dos aloprados, no qual o então candidato a presidente teria envolvimento com a máfia dos sanguessugas, terminando com Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal, e Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, sendo presos com R$ 1,7 milhão.

Jul/2007 - Um avião da TAM, que fazia o voo JJ 3054 de Porto Alegre a São Paulo, não conseguiu frear ao aterrissar na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e explodiu ao atingir um prédio próximo, matando 199 pessoas. Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais, foi flagrado comemorando o fato e fazendo o "top-top";

Abr/2008 - Estoura o escândalo do dossiê contra FHC e Ruth Cardoso. No auge da farra dos cartões corporativos, a Casa Civil, comandada por Dilma, montou um "banco de dados paralelo" sobre os gastos do ex-presidente e sua esposa, a fim de abafar mais um escândalo de gastança desproporcional com o dinheiro do conrtibuinte feito pelo PT.

Mai/2010 - Estoura o escândalo do dossiê contra alvos do PSDB, especialmente contra o pré-candidato José Seera e sua mulher, Verônica

Set/2010 - Após denúncias de tráfico de influência que envolviam o filho, Erenice Guerra deixa a Casa Civil.

Todas estas ocorrências - ou quase todas (pelo menos as que foram possíveis) - foram minimizadas, escondidas, vilificadas por Lula e pelo PT como sendo obra "dazoposissão" e uma "conspiração das elites e da mídia", conforme o próprio apedeuta.

Mais do que isso, a pretensão do PT em tornar-se o Partido Único, como o PC Chinês ou o PC Cubano, é aviltantemente descarada.

Para isto, o PT criou, em 1990, o Foro de São Paulo, junto com o PC Cubando, sendo os principais signatários deste organismo, Lula e Fidel Castro, tendo feito parte, até recentemente, órgãos terroristas como as FARC, com as quais, até hoje, o PT tem ligação.

E foi assim que o PT, a partir das resoluções tomadas nos encontros do Foro de São Paulo, foi construindo sua política externa, tendo como "cabeças de área" os impagáveis Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia - o primeiro, Ministro Oficial das Relações Exteriores; o segundo, o Sinistro Oficioso das Relações com os esquerdistas de qualquer parte do mundo. E foi assim, que o governo lulático deu vazão a tudo aquilo que de pior existe na alma de um esquerdista:

- Chamou o proto-tiranete Hugo Chávez de "maior democrata do mundo";
- Deu as instalações da Petrobrás ao aprendiz de Hugo Chávez, Evo Morales;
- Abriu novamente as pernas para Fernando Lugo, ao renegociar a dívida paraguaia com relação a Itaipu;
- Chamou os presos políticos cubanos de de criminosos comuns; e, entre outras coisas
- Cometeu ingerência no caso do golpe de Estado que estava para ser perpetrado por Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras;
- Absteve-se de condenar veementemente tiranias como a do Sudão e do Irã - aliás, apoiou esta última de forma vexatória -, enquanto condenava, sem despudoradamente, Israel;
- Contraditoriamente, negociava com os EUA e mostrava, sempre que podia, sua veia anti-americanista.

Em suma: na área da política externa, assim como na política interna, não houve infâmia, baixeza, indecência e canalhice que Lula e sua corja não tenham cometido. E, o mais incrível: em todos os casos, puderam contar com quem os aplaudisse com entusiasmo.

Eu poderia me estender. Tem muito mais:
  • O aparelhamento do Estado pela quadrilha petista e seus apaniguados.
  • O desrespeito e o deboche do presidente da República em relação à Justiça Eleitoral.
  • O apoio oficial (financeiro, inclusive) aos vândalos do MST e a seu projeto revolucionário maoísta.
  • A derrama de dinheiro público para ONGs picaretas e movimentos pretensamente sociais.
  • A propaganda mentirosa e caluniosa contra adversários políticos, a ponto da intimidação física (infelizmente, contra adversários covardes e incapazes de uma oposição decidida).
  • A exploração demagógica das diferenças regionais.
  • As declarações infelizes e cretinas sobre praticamente qualquer assunto.
  • A desmoralização das instituições democráticas.
  • A mistificação da História.
  • A glorificação da ignorância.
  • O caso Celso Daniel.
  • A implantação do racismo oficial nas universidades e no serviço público.
  • A entronização da mentira.
  • O ódio à divergência, à democracia e à liberdade - no somente a de imprensa. 
  • As tentativas de revogar a Anistia e de censurar e tutelar a imprensa.
  • Os atentados contra a liberdade de expressão e até mesmo religiosa, mediante a imposição do politicamente correto e da agenda da militância gayzista e abortista...
Tudo isto - e muito mais - usando e abusando de uma tática extremamente conhecida e utilizada pelas esquerdas: o anestesiamento dos valores sociais através do uso massivo das dez principais ideias de Lenin e da propaganda oficial, fazendo com que o populacho veja somente aquilo que o governo quer que seja visto, como fazia Goebbels na Alemanha de Hitler.

Agora, temos uma "presidenta" que segue à risca o modelo lulático de (des)governar. Com um agravante: Dilma Vana Rousseff, a terrorista conhecida nos anos 60 como camarada Estela, é ainda mais mentirosa que Lula, pois ainda mais esquerdista, ainda mais socialista, ainda mais comunista.

E o país, enquanto segue um caminho paulatino rumo à melhora econômica, ruma para um descalabroso suicídio social, como ocorreu na extinta URSS, na Chima maoísta e ainda ocorre na Cuba de Fidel e Raul Castro.

Assim, podem ter certeza: se sob a era Lula, o Brasil piorou, agora irá piorar ainda mais!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

É Nisto que dá a Doutrinação Socialista

Eu não costumo dar bola à torcida dita "socialista". Evito publicar os comentários desta gente patogênica, mas algumas pessoas são tão tolas, tão previsíveis, tão doutrinadas que chegam a ser risíveis.

É o caso que vou mostrar abaixo, do tal Antônio Jesus Silva, que se diz "Secretário Geral" de uma tal "Organização Negra Nacional Quilombo" - além de dizer-se "quilombolivariano".

Fosse por ser um manifesto legítimo de um grupo "quilombo", como o é o manifesto do "Nação Mestiça", publicaria com muito prazer, indicando a sua leitura. Mas este... como diria Reinaldo Azevedo, vai ter seus minutos de glória por estar num blog que adora a Verdade.

Eis o que escreveu o parvoalho (exatamente do jeito que foi colocado nos comentários):

Revolução Quilombolivariana1parte
Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010!
Conscientização!Justiça !Prosperidade! Solidariedade!
Fraternidade!Amor! Paz! Socialismo Quilombolivariano!
Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010!
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Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
.
Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
vivachavezviva.blogspot.com
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva


Eis aí a pascacice... Além das ideias pouco aclaradas, fruto da doutrinação exacerbada pela leitura sempre errônea do que é, verdadeiramente, o tal socialismo, ainda temos que aguentar uma escrita que pouco se aproxima da língua portuguesa... Ainda bem que o Antônio é o "Secretário Geral" desta entidade e deve ter estudado um pouco - já que fala de educação. Imagine como devem escrever seus subordinados... Pelamordedeus.

Mas vamos ao bombardeio, digo, comentário, a esta intrujice. Ele, em vermelho.

O Peter Pan quilombola começa a palhaçada saudando alguns dos piores espécimes humanos: Hugo Chávez, candidato a novo Fidel, porém na Venezuela; Zumbi, negro que escravizava outros negros dentro dos Palmares; "Che" Guevara, o porco fedorento, assassino impiedoso e asno socialista de carteirinha. Além disso, vejam lá as palavras de ordem de sempre "nosso coletivo", "sociedade capitalista", "imperialismo norte-americano", "elite" etc. Ou seja, o mesmo desconhecimento de sempre diante dos fatos e da Verdade.

(...) lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano (...)
O patranha já começa dizendo bobagens sem tamanho e, sendo um socialista - pelo menos é o que se pode supor de sua missiva -, deveria ater-se ao seu lugar: parar de reclamar da miséria em que os "povos afro-ameríndio (sic) latinos" que fazem parte de sua "Revolução Quilombolivariana" vivem, pois é exatamente isto que o socialismo sempre causou em todos os lugares em que foi implantado: miséria, fome, escravidão, privação de liberdade PARA TODOS - exceto para os que são da "nomenklatura". Então, Antônio, por que raios você quer "os benefícios da sociedade capitalista euro-americano (sic)"? Afinal, você defende o quê? Quer mais benefícios para ficar sem trabalhar? Ou quer estudar, trabalhar e crescer socialmente, como faz a maioria daqueles que tem acesso aos tais "benefícios"?

(...) que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial (...)
O quê? Alguém pode me trazer um tradutor, por favor? Quéquesse mala falou aqui, que é praticamente ininteligível?

Ao que parece, ele está falando a respeito do "imperialismo norte-americano" e que eles ("us istaduzunidu") é que decidem tudo no mundo, inclusive deixar os países pobres à míngua... Como são maus, esses "norteamericanu"... Maus como pica-paus.

E aí, eles ("us istaduzunidu") ditam tudo, mas quem "nos domina é a elite associada à elite mundial". Brilhante conclusão, não é mesmo? O Antônio prima pela lógica em suas declarações. Realmente é um socialista: fala nada com coisa nenhuma e ainda tem gente que deve achá-lo o supra-sumo da inteligência.

Sabe, Antônio, o que talvez seus doutrinadores esquerdistas não tenham lhe contado é que os países têm governantes. Veja por exemplo: depois que Chávez entrou, a Venezuela está cada vez pior e o povo já começou a passar fome (está faltando pouco para tornar-se uma nova Cuba, em termos de distribuição de alimentos); mas ele não deixa de gastar dinheiro com a compra de armas da Rússia e achar que "us istaduzunidu" querem por abaixo sua "revolução (bo)bolivariana". Então, quando muitos países do "3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina" estão com problemas sociais, é porque, antes de tudo, não fizeram a lição de casa: a grande maioria de seus governantes olhou o próprio umbigo ao invés de olhar o povo, que os sustenta. Esta, aliás, é a maior característica do socialismo: governantes governam para si mesmos e o povo lhes obedeça, senão dá-lhe prisão!

(...) é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo (...)
Ai, ai... Como é difícil juntar dois mais dois, não é mesmo, Antônio? Escrever uma frase lógica então, nem me fale. E a pontuação, prá que serve? Isso é só bobagem. Um socialista tem que escrever como o povo fala, compartilhando a ignorância na qual seus doutrinadores lhos deixaram, não é verdade?

Mas que ótimo que temos "mais de 30 bilionários". E que bom que você sabe que muitas destas fortunas foram formadas no tempo da escravidão - o que não necessariamente quer dizer que foram feitas à custa de escravos - e que muitas delas foram formadas por pessoas fugidas da segunda guerra mundial, atingidas que foram pelas maluquices do regime nazista.

Aliás, Antônio, você sabia que Hitler era um socialista (afinal, nazismo e socialismo são como gêmeos siameses) como você e seus ídolos Che e Chávez? É Verdade! Não é incrível? Ah! E tenho mais uma novidade para você: muitas fortunas foram formadas por gentes fugidas dos propósitos dominadores do imperialismo soviético - este sim o verdadeiro imperialismo, porque sempre pautou pela dominação anexacionista dos outros países, acabando por tornar-se o maior país do mundo à época (você já viu o "imperialismo norte-americano" fazer o mesmo com qualquer país?).

Quanto à última parte, quê dizer? Sequer sei o que são "perversas mediáticas"...

(...) A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo (...)
Virgem santa! Quanto blá blá blá naquela língua comunista...

Mas vamos lá (de novo)! Quer dizer que os negros e os índios têm este problema: vivem "num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo"? E o restante da população: mestiços, brancos, asiáticos etc. que também tem problemas financeiros e sociais, não contam? Ou eles fazem parte "da elite do Brasil tão poderosas (sic) quantos (sic) as do 1º Mundo"?

Aprenda uma coisa, Antônio. Antes das "elites", existe uma classe (já que este é o linguajar que um socialista/comunista consegue compreender, com certeza) que lhe tira praticamente tudo o que você tem: a classe política! E quando esta classe é formada por socialistas, a coisa é pior ainda!

O Brasil é o campeão de impostos no mundo todo - já era um dos países com maior carga tributária, mas piorou depois que o PT assumiu o comando e fez uma "mini-reforma tributária". Assim, tudo o que você paga de imposto - e tudo aquilo que você e os outros milhões de indivíduos consomem têm o seu quinhão de impostos - vai para o governo, que deveria retornar sob diversas formas de melhoria para a sociedade.

Então, caro néscio, antes de falar que o problema é causado "pelazelite", lembre-se que são "uzemprezáriu" que dão emprego, que pagam os salários e - melhor - correm o maior risco se o negócio deles não der certo, afinal, se forem à falência, dificilmente conseguem se levantar; mas você pode arrumar outro emprego mais facilmente (se gostar de trabalhar para crescer na vida, claro, ao invés de ficar apenas falando "dazelite" e "duzamericanu").

(...) É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Bem, bem, bem... Apesar de tudo, você disse algo que prestava, no final. E é algo em que, admito, concordo com você: é "inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral."

Mas, veja bem, o salário da maioria dos professores, assistentes de saúde e das polícias é pago pelo Estado. O mesmo Estado que lhe pilha com seus impostos - e que todos os socialistas e comunistas que eu conheço acham que deve haver cada vez mais presença do Estado em todos os aspectos da vida.

E quanto aos trabalhadores em geral, caríssimo, você sabe qual é a carga tributária incidente sobre o salário deles? Não? Na média, o empregador que possui um empregado com carteira registrada paga, em média, 120%, ou seja: se o empregado ganhar R$ 1.000,00, o empregador pagará aos cofres públicos mais R$ 1.200,00, além daquilo que o governo embolsa do próprio trabalhador.

Então, Antônio, eu lhe pergunto: onde estão "azelite"?

E qual é o problema de os "artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e (sic) etc." ganharem muito dinheiro? Se eles o fazem, é por mérito próprio (uma coisa que socialista não consegue entender, não é verdade). Então, como eu já lhe disse, trate de fazer o máximo para que a sua vida melhore, ao invés de dar bola à balela socialista/comunista do igualitarismo! As pessoas são diferentes por natureza, e, portanto, possuem aspirações, aptidões e vontades diferentes! Lembre-se: não somos formigas, abelhas ou cupins!, e, por isto, o socialismo nunca funcionará como sonham os desconhecedores desta ideologia assassina, querendo um paraíso na Terra.

Como eu sempre digo, só existem dois tipos de socialistas (ou comunistas, pois este é filhote daquele): os aproveitadores e os tolos. Os primeiros são os que falam o tempo todo e põem em prática qualquer ardil para implantar a dominação sobre os outros; os segundos, são os que desconhecem a realidade socialista e apóiam os primeiros nas suas vilanias. Em qual deles você se encaixa, Antônio?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ainda o Terremoto do Haiti

Há diversos comentários no site. A maioria, infelizmente, é feita pelos petralhas. Estes eu simplesmente excluo. Não dou espaço para esta gente rasca. Nesta horas, ajo como eles: que se dane a democracia, porque eles só a usam para sabotá-la; então, que vão às favas!

Algumas vezes, quando vejo que é somente um militonto, publico o comentário e respondo. Afinal, se pudermos salvar uma alma do inferno socialista, já terá valido à pena ter o blog.

Desta vez, um anônimo escreveu-me sobre o terremoto do Haiti. E, claro, sobre a máquina de fazer terremotos que os "estaduzunidus" criou e resolveu testar justamente próximo da área mais carente do Haiti.

China and Russia put the blame on some screwed up experiments of US for the earthquake that happened in Haiti.

Chinese and Russian Military scientists, these reports say, are concurring with Canadian researcher, and former Asia-Pacific Bureau Chief of Forbes Magazine, Benjamin Fulford, who in a very disturbing video released from his Japanese offices to the American public, details how the United States attacked China by the firing of a 90 Million Volt Shockwave from the Americans High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) facilities in Alaska.

If we can recollect a previous news when US blamed Russia for the earthquake in Georgio. What do you guys think? Is it really possible to create an earthquake by humans?

I came across this [url=http://universalages.com/hot-news/what-happened-in-haiti-is-it-related-to-haarp/]article about Haiti Earthquake[/url] in some blog it seems very interesting, but conspiracy theories have always been there.

Bem, como sempre a culpa é dos EUA! O proto-comunista Chávez já zurrou que o terremoto no Haiti teria sido conseqüência de um teste da Marinha americana com "uma de suas armas de provocar terremoto".

E a China, ainda comunista, e a Rússia, ex-comunista mas governada por um chefão da KGB (que já disse que a pior coisa que aconteceu lá foi a queda do comunismo), vem agora falando sobre o projeto HAARP.

Estas teorias conspiratórias sempre existiram e sempre existirão - principalmente as causadas pelos esquerdistas! Mas se você acompanhar as notícias verdadeiramente científicas, verão que a probabilidade de existir uma "máquina de provocar terremoto" é ínfima!

Com a ciência e a tecnologia que dispomos hoje, não é possível uma máquina para "controlar" o movimento das placas tectônicas e provocar um terremoto onde bem entendermos. E provavelmente nunca conseguiremos. Pode até ser que existam modelos teóricos que permitam planejar algo parecido, mas também existem modelos teóricos relativos à fusão nuclear - e nunca foi possível criá-la na prática.

E daí que um "cientista" dá um depoimento sobre os EUA terem atacado a China usando o HAARP? Já sabemos como estes "cientistas" agem: basta ver aqueles que juravam que o mundo estava aquecendo e foram desmascarados pelos hackers que invadiram os computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e baixaram mais de mil e-mails, alguns deles comprometedores: os "cientistas" manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

Existe muita ignorância científica somada às teorias conspiratórias de quem enxerga, como os esquerdistas, a mão dos EUA em todos os lugares, em todas as tragédias que afligem os povos.

Fosse assim, porque não criar, também, máquinas para controlar vulcões, furacões ou tsunamis?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Confidencialidade Comunista

Vejam abaixo o que vai no Noticias24:

Este martes la Asamblea Nacional avaló un acuerdo entre Rusia y Venezuela que obliga al Estado a declarar como información confidencial todas las operaciones técnico-militar bilaterales.

Este es el reporte que nos ofrece El Nacional:

La Asamblea Nacional avaló ayer un acuerdo entre Rusia y Venezuela que obliga al Estado a declarar como información confidencial todas las operaciones técnico-militar bilaterales. El compromiso fue suscrito el 15 de agosto por el vicedirector del Servicio Federal de Seguridad de Rusia, Vyatcheslav Ushakov, y el ministro de la Defensa, Ramón Carrizales, en San Petersburgo.

En el acuerdo, que dura cinco años, se entienden como información clasificada los datos en material militar, “cuya difusión pudiera perjudicar los intereses del Estado de una de las partes”. Existen dos niveles de clasificación: confidencial y reservado, los cuales no podrán ser cambiados por las partes. La transmisión de la información clasificada se hará vía diplomática, correo especial u otro medio autorizado. Los soportes serán devueltos o destruidos mediante una autorización escrita y los países deben cerciorarse de que no pueda recuperarse o reproducirse.

Venezuela ­que compró aviones Sukoy y fusiles Kalamikoff a Rusia y acordó un préstamo por 2.200 millones de dólares para armamento, entre ellos 92 tanques tipo T-72­ se compromete a velar por los soportes de la información clasificada, el nivel de clasificación, sello de la clasificación, autorización para manejar la información (protocolo de uso), manejo de la información y contar con órganos autorizados para conocer cualquier dato técnico-militar. El Ministerio de la Defensa será el responsable de la ejecución del convenio y, por Rusia, lo será el Servicio Federal de Seguridad. Para ello existirán las figuras de delegados.


É necessário, mesmo, comentar este assunto?

É realmente necessário dizer que, enquanto Chávez faz um acordo armamentista com a Rússia que será classificado como confidencial, os esquerdistas ficam com pruridos porque Uribe, presidente da Colômbia, fez um acordo com os Estados Unidos para que estes o ajudem a acabar com os narco-terroristas das FARC e a combater a produção de cocaína?

É necessário lembrar que as FARC ainda fazem parte do Foro de São Paulo, junto com todos os esquerdistas - PT, PC do B, PC Cubano, PSUV da Venezuela etc. -, embora estes neguem veementemente hoje em dia?

E que as FARC são financiadas, em grande parte, pelos petro-dólares de Hugo Chávez?

E que, recentemente, foi encontrado material bélico pesado com as FARC que deveriam ser de uso exclusivo das Forças Armadas Venezuelanas?

Não. Acho que não preciso comentar nada sobre este assunto. Todo mundo já está cansado de saber o que acontece nestas plagas, por causa destas pragas.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Olha a Aviãozinho...

Pode parecer que não, mas Lula fez mais uma de suas enormidades ao pré-anunciar ontem que o Brasil vai comprar os caças da França. Ora, coisas assim ou são anunciadas oficialmente ou não são. Não existe uma decisão preliminar, uma pré-compra. Os caças entraram no grande acordo militar com a França, que inclui helicópteros e cinco submarinos, um deles nuclear. Ao longo de duas décadas, fala-se de uma bolada e tanto de dinheiro: ao todo, são R$ 37,5 bilhões (cerca de 12,5 bilhões de euros) 6,7 bilhões dos submarinos; 1,8 bilhão dos helicópteros e 4 bilhões dos caças. Há algumas estranhezas nisso tudo. E uma monumental conversa mole.

O país está devidamente informado a respeito? Claro que não! “Ah, Reinaldo, são assuntos militares; é preciso mesmo certo sigilo”. Bobagem! Não para o que está sendo comprados. Notem que os americanos e os suecos também estavam na parada, oferecendo os seus respectivos aviões. A própria Aeronáutica ainda não fez seu relatório afirmando que o Rafale, francês, é melhor para o Brasil do que o F-18, dos EUA, ou o Gripen, da Suécia. Se a Força não havia terminado o seu trabalho específico, o que determinou a escolha? Pode até ser que ela recaísse mesmo sobre o Rafale, mas por que desprezar a formalidade? O que atrasou o trabalho da Aeronáutica, se é que atrasou? E o que determinou que a decisão fosse tomada mesmo assim?
Mas curiosa mesmo é a contratação da Odebrechet, sem licitação, para construir obras de infra-estrutura: estaleiro e base naval. Vão sair pela bagatela de R$ 5 bilhões. E por que não licitação? Segundo a versão oficial, sabe-se lá por qual estranha razão, essa teria sido uma exigência dos franceses… É mesmo? Quer dizer que eles só fariam contratos da ordem de R$ 38 bilhões se uma empreiteira em particular cuidasse daquelas obras? Uau! Mais um pouco Sarkozy exigiria que todos comprássemos CDs de Carla Bruni ou que Lula lesse Voltaire no original! Agora será assim: para mandar a Lei de Licitações para o lixo, basta o vendedor exigir. Eh, bem, nunca antes naquelepaiz um governo amou tanto uma empreiteira destepaiz, né?

Como é mesmo? Caracterizando o “nacionalismo” da “esquerda brasileira”, escreveu Olavo de Carvalho: “o nacionalismo que ostentam é de um tipo peculiar, desde o ponto de vista ideológico. É um nacionalismo seletivo e negativo, que enfatiza menos o apego aos valores nacionais do que a ojeriza ao estrangeiro - e mesmo assim não ao estrangeiro em geral, como seria próprio da xenofobia ordinária, mas a um estrangeiro em particular: o americano.” Avancemos.

Ao justificar o acordo para a compra de armamentos franceses, Lula deu a entender que precisamos de aviões, submarinos etc por causa do petróleo do pré-sal — e para proteger a Amazônia! É tudo tão tristemente constrangedor, não é? O pré-sal, como sabem, é aquele pós-paraíso, que vai nos transformar na maior e mais rica nação de todo o mundo mundial… Um dia, né? E, nesse dia, que virá um dia, precisaremos de caças e submarinos para nos proteger… Sei lá o que Lula imagina. Será que alguém arrancaria petróleo sem que a gente percebesse? Alguém tentaria danificar a plataforma? Mas quem? O companheiro não sugere um atentado terrorista ou coisa do gênero. Nada disso! Talvez sejam aqueles mesmos que, na prefiguração lulesca ao menos, ameaçam a Amazônia: uzamericano!!!

Os brasileiros podem ficar seguros: o petróleo que ainda não temos está devidamente protegido pelos submarinos que ainda não existem e pelos caças que ainda serão construídos. É evidente que um país como o Brasil tem de dispor desses equipamentos e deve ter Forças Armadas com tecnologia de ponta. Um país continental, com a complexidade do Brasil, pede esse apuro, tenha ou não petróleo no pré-sal. De resto, a disposição de comprar esses equipamentos antecede em muito as “descobertas” publicitárias de petróleo.

por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Com Dor no Coração...

Falemos um pouco mais sobre imprensa, notícia e obamismo.

Um número ainda não determinado de civis morreu num ataque das forças americanas no Afeganistão. Quantos? Ninguém sabe. Dezenas.

Façam um teste. Leiam o noticiário dos sites brasileiros — de fato, se tiverem como, passeiem também pelas agências internacionais. Sabem qual é o “lead” da notícia, a informação principal? “Obama lamenta a morte de civis”. Ou ainda: “Hillary pede desculpas”.

Não descuidem, leitores, do esforço para educar a inteligência. Recuem no tempo e vejam como esses mesmos veículos tratavam eventuais danos colaterais de ataques feitos pelas forças americanas quando o presidente era George W. Bush. Façam uma comparação.

François Mitterrand, nos primeiros anos de governo, tentou realmente empurrar a França para a esquerda, mas deu com os burros n’água. Optou, então, pelas saídas oferecidas pelo capitalismo, o que deixou a esquerda furiosa — especialmente aquela lotada na imprensa.

Perguntaram a Jacques Delors, ministro das Finanças, qual era a diferença entre o que o esquerdista Miterrand fazia e o que faria a direita. Sua resposta não poderia ter sido mais, como direi?, “progressista”. Mandou ver: “A diferença em relação à direita é que nós, da esquerda, fazemos a mesma coisa, mas com dor no coração".

Ah, agora entendi. Antigamente, como sabem, quando morriam pessoas em razão das ações dos soldados americanos, escrevia-se que “Bush matou” sei lá quantos. Por isonomia, quem mata agora é Obama, certo? Qual a diferença? Ora, como se vê, Obama “mata” com "dor no coração".

Bush, não. Bush era mau como um pica-pau.

por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Resposta Está no Mundo Real

Mestre Reinaldo Azevedo, como sempre, faz uma análise primorosa do problema Israelense.


"Ah, você é contra um estado palestino".

Não! Eu sou favorável à existência de um estado palestino desde que fiquei sabendo, bem novinho, que esse confronto existia. Defendo dois estados na região. E sou contrário à expansão dos assentamentos na Cisjordânia — que é o que promete o Likud se vencer as eleições (sustenta que não tem como evitar a sua expansão; logo...).

A questão não é ontológica — não está na natureza essencial de judeus e árabes viver em guerra. Também não é epistemológica: se eles mudasse a maneira de ver o mundo, então tudo se aclararia (ainda que seja essa uma perspectiva sedutora).

Ehud Barak, primeiro-ministro de Israel, e Yasser Arafat, então líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), fizeram a pergunta certa em 2000 e encontraram a resposta certa.

A pergunta: "O que é preciso para que haja dois estados?"

A resposta: "que os palestinos ponham fim ao terror e que Israel devolva os territórios ocupados". Quase se chegou lá, não fosse o recuo de Arafat, que fez exigências que Barak não tinha como garantir sem que fosse deposto do governo de Israel. Mesmo sem acordo, ele caiu. Já escrevi [no blog do Reinaldo Azevedo] aqui a respeito.

Como bem lembra Thomas L. Friedman no New York Times, enquanto houver o risco de um Hamas governar a Cisjordânia e, aí sim, causar graves danos a Israel com seus foguetes, não haverá a desocupação da Cisjordânia. É uma ilusão estúpida cobrar que os israelenses reconheçam o Hamas porque ele venceu as eleições. Isso não torna o movimento legítimo ou aceitável aos olhos daquele que os sectários querem destruir.

Ora, é evidente que a existência de dois estados passa por Israel deixar a Cisjordânia e pelo fim dos assentamentos — não apenas pela interrupção de sua expansão. Não é tarefa fácil, não. Poderia assumir a proporção de uma pequena guerra civil. A saída total de Gaza já foi traumática. Não se fará da noite para o dia, de uma vez só. Será necessário um longo período de negociação e de construção da confiança.

Mas essa construção é política. Enquanto o Hamas não renunciar ao terrorismo, nada feito. O “obamocentrismo” quer acreditar que o passeio de George Mitchell pela região vai ser útil? Pois que acredite. Gosta-se de alimentar a versão de que Israel não age a não ser com autorização dos EUA, o que é uma tolice.

Acho chato juntar “obamocentrismo”, George Mitchell e eleições em Israel num só parágrafo. Mas sou obrigado, não é? Se Mitchell emitir qualquer sinal ambíguo, que flerte longinquamente com o inaceitável para Israel — negociar com o Hamas —, estará dando um estímulo e tanto à vitória do Likud, que já é o favorito. Vocês sabem: as divergências entre Hamas e Fatah se resolvem com balas e execuções sumárias. As divergências entre os israelenses se resolvem com eleições.

O nefelibatismo jornalístico acredita que as limitações da realidade sabotam as chances de paz. Eu acredito que a realidade é a melhor saída. Por que não se começa por garantir o que Israel nunca teve nos últimos 61 anos: segurança? Em 1967 e em 1973, o país vislumbrou o próprio fim. Reagiu e venceu. A segurança que tem hoje não deriva do acordo com os árabes. Foi garantida com armas, não apenas com superioridade moral. Esse confronto não reproduz o simbolismo do ovo e da galinha. O novelo tem um fio, tem um começo: o fim do terrorismo. INCONDICIONALMENTE. E, então, se pode avançar.

O resto é mistificação do obamocentrismo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Os Três "Antis"

Israel tem muitos inimigos, é sabido. Há os anti-semitas explícitos, que vêem nos judeus o mal do mundo e pregam abertamente o fim daquele país. Há o anti-semitismo mitigado, que vai assumindo as mais variadas feições (desde que os judeus percam no fim do jogo), procurando fugir da caracterização racista, e há o antiisraelismo como variante do antiimperialismo (vocês sabem, esse “imperialismo” que Obama viria agora humanizar...). Todos esses inimigos de Israel inventaram a tese de que o país atacou os terroristas do Hamas para indispor os palestinos com aquela facção e, assim, enfraquecê-la. E, agora, dizem: “O Hamas saiu fortalecido; logo, Israel se deu mal”. Na seqüência, aparece a turma do “Não falei? O melhor teria sido negociar”.

Trata-se de uma farsa formidável. No fato e na retórica. Qual é a evidência ou indício de que Israel pretendia indispor a população de Gaza com o Hamas? Será que o país não acumulou experiência o suficiente para saber que seria visto como o vilão pelos palestinos? Haveria alguma outra possibilidade? Pode-se não gostar dos israelenses pelos mais diversos motivos. Mas que não se os acuse de estúpidos. E é uma farsa retórica porque, no suposto interesse de Israel, aponta-se a inutilidade da guerra. É mesmo? Israel, como se vê, sem saber o que é bom para si mesmo (e o que será, hein?), já sai jogando bombas. Trata-se de disfarçar o anti-semitismo, o anti-israelismo ou anti-imperialismo (quiçá as três coisas juntas) numa suposta crítica de natureza política e estratégica. Fosse uma crítica intelectualmente honesta, convenham que estaríamos diante de especialistas realmente ambiciosos: eles saberiam o melhor caminho para Israel se defender, coisa que aquele estado não teria aprendido até hoje...

Nota antes que prossiga: indago acima o que os tais críticos acham que seria “o bom” para Israel. Ora, “o bom” para Israel seria negociar com o Hamas, que se atribui a missão divina — NOTEM BEM: DIVINA — de destruir Israel. E aqui uma observação importante: considera-se que trazer o Hamas para o terreno da política — enquanto eles jogam foguetes e treinam homens-bomba — repete o que já se fez com o Fatah, que foi do terrorismo è negociação e hoje reconhece a existência de Israel. O paralelo é falacioso. O Fatah é um grupo laico. Para ele, recorrer ou não ao terrorismo é uma escolha terrena. Com o Hamas é diferente. Basta ler a sua carta de fundação. SEM A DESTRUIÇÃO DE ISRAEL, O HAMAS NÃO TEM RAZÃO DE SER. Logo, os finos estrategistas pedem que Israel fortaleça quem quer destruí-lo. Como se vê, o país tem bons motivos para ignorar tais conselheiros, não?

Israel atacou o Hamas porque estava sendo atacado — porque, em oito miseráveis meses, foi alvo de 1.386 foguetes. Israel atacou o Hamas para diminuir o poder de fogo do terror. Eis bons motivos para reagir. Poderia tê-lo feito de forma "proporcional e simétrica", jogando 1.386 foguetes em Gaza, também a esmo. Dada a densidade demográfica da região e a forma como os fanáticos tratam as crianças, haveria muitos milhares de mortos. Preferiu uma guerra com alvos escolhidos, vitimando, infelizmente, também civis porque a CARNE PALESTINA FOI TORNADA BARATA PELOS TERRORISTAS DO HAMAS, QUE USAM OS CIVIS COMO ESCUDOS, DIANTE DO SILÊNCIO CÚMPLICE DA ONU. ONU? É aquela entidade que tem como representante na região um sujeito que acredita que o 11 de Setembro foi uma armação dos próprios americanos só para jogar a culpa nos radicais islâmicos...

Essa história de que Israel acabou atuando contra seus próprios interesses é só uma das faces do anti-semitismo, do antiisraelIsmo ou do antiimperialismo. Ou das três coisas somadas.

por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Quem Sou Eu?

Às vezes pego-me perguntando: por que não consigo ser um ser humano normal, politicamente correto, do tipo seguidor da corrente, da multidão, esperançoso, sem muitas opiniões e sempre pronto a dizer alguma coisa edificante em qualquer ambiente e para qualquer platéia?

Por que não guardo minhas opiniões, principalmente as políticas, para mim mesmo e não deixo os "intelectuais" tecerem seus loas às políticas ditas sociais feitas pelos esquerdistas humanistas e humanitários - afinal, já diz o ditado popular que "política, religião e futebol não se discute"?

Por que não paro de criticar Lula, por suas bobagens proferidas e feitas, e o PT por seu desejo ferrenho de implantar o igualitarismo socialista entre nós, apesar de terem feito "pequenos desvios" como o mensalão, os dólares na cueca, criado os vampiros, os sanguessugas, os dossiês contra a oposição (e eu já ia dizer "nem tão oposição assim", mas vou abster-me de tecer tal comentário), abrigar e empregar terroristas, entre "otras cositas más"? E por que não paro de criticar os membros do Foro de São Paulo, entidade fundada pelo PT, na figura de Lula, e pelo PC Cubano, sob a batuta de Fidel Castro, que congrega a maioria das esquerdas latino-americanas - mais recentemente tem tido, em suas reuniões, até membros dos países muçulmanos?

Por que não consigo fechar os olhos, como a manada que me circunda, e simplesmente condenar Israel pelo abusivo ataque à Palestina, ao invés de condenar os terroristas do Hamas só porque eles, durante muitos anos, desrespeitaram a trégua que havia sido estabelecida lançando, em menos de três anos, mais de 3.500 foguetes sobre a cabeça das crianças israelenses sem qualquer reação por parte de Israel (e eu ia dizer que todos estes que agora condenam Israel ficaram absolutamente calados durante todo este tempo, mas não vou)?

Por que não falo mal de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia - o "lacaio do império" -, que vem combatendo os pobres coitados dos narco-terroristas das FARC ao invés de apiedar-me destes e querer, como todos os humanistas e progressistas, que aquele governo bole uma solução pacífica para o problema (e eu ia dizer que todas as vezes que os presidentes colombianos, antecessores de Uribe, promoveram tais soluções, as FARC aprofundaram seus ataques à população e fizeram mais reféns ainda, mas não vou)?

Por que continuo criticando Fidel (cujo apelido entre os "cubanos descalços" é Esteban, uma forma abreviada de "Este Bandido") e Raul Castro - e todos aqueles que apóiam o regime cubano pós-revolução de 1959 -, já que há, na ilha, nenhum analfabeto e os melhores médicos do mundo (e eu já ia, com essa minha mania, dizer que, apesar disso, Fidel foi operado por um médico Espanhol que NÃO ESTUDOU EM CUBA, mas não vou)?

Por que me escandalizo e vejo um claro viés ideológico numa atitude como a do nosso Ministro da Justiça, Tarso Genro, quando ele abriga pessoas como o "Cura" Medina, militante das FARC, ou Cesare Batisti, ex-chefe do PAC (Proletários ARMADOS pelo Comunismo) que, entre outros crimes, cometeu dois homicídios e foi o mandante em outros dois (e eu ia citar o caso da extradição dos dois boxeadores cubanos que aqui pediram asilo e sequer tiveram o benefício da análise do caso, tendo sido deportados no dia seguinte num avião VENEZUELANO, mas, novamente, não vou)?

Por que não me emociono com a posse de Barack (Sadam) Obama Hussein, chegando mesmo às lágrimas pelo "momento histórico" e por aquilo que ele vai fazer pelo mundo todo, preferindo, ao invés, temer suas ações, só porque ele ainda não provou ser um cidadão norte-americano, nascido nos EUA, como determina a Constituição daquele país (e eu ia dizer que, talvez por isso, ele tenha engasgado na hora do juramento que todo presidente faz, de respeitar e defender o país, mas não vou)?

Por que, como um verdadeiro humanista, não defendo a demarcação contínua da Reserva Raposa do Sol e a expulsão dos arrozeiros (e eu ia dizer que isto tudo é contra a vontade da maioria dos índios da região, mas não vou)?

Ou por que, como um progressista, não admito que as cotas raciais são sensacionais por fazerem "justiça social" para com a população "afro-descendente" que se auto-declara negra (e eu ia dizer que, assim, eles não precisam se esforçar para ingressar numa faculdade, muito embora as melhores conquistas estejam justamente no mérito das coisas que fazemos bem feitas, mas não vou)?

E por que não consigo olhar candidamente e com piedade para a massa ignara do MST, bovinamente doutrinada por seus mestres comunistas para invadir e depredar a propriedade alheia, uma vez que eles só querem um pedacinho de terra para plantar (e eu ia dizer que há nenhuma terra, das já doadas pelo governo e ocupadas, produzindo um pé de alfafa, que seja, e a maioria das terras já foram vendidas e que agora os membros deste movimento atacam o agro-negócio e as empresas que geram riquezas para o país, mas não vou)?

Talvez eu seja um sabotador da esperança. Um fascista reacionário vilipendiador do divino direito de outrem em ser apenas mais um membro da maravilhosa manada mudial. Ou como disse-me uma vez um outro comentarista esquerdista, numa crítica que fiz a uma reportagem num prestigiado jornal, talvez eu seja somente um "porco direitoso"!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Egoísmo Esclarecido

Quase dois séculos atrás, o francês Alexis de Tocqueville, em visita aos EUA, reparou que os americanos tinham algumas características que os diferenciavam de todos os outros povos. Segundo ele, todos os cidadãos seguiam dois valores aparentemente contraditórios. De um lado, cultivavam um individualismo exacerbado e explícito e, de outro, praticavam o comunitarismo em níveis também inéditos.

Como pode uma pessoa ser, ao mesmo tempo, individualista e comunitarista? Na época, anos 30 do século 19, ninguém arriscava uma explicação. O fato é que funcionava. Apesar de manifestamente egoístas, na hora da necessidade coletiva todos contribuíam com o necessário para afastar o problema. Cada um cedia o suficiente e ninguém fazia alarde disso.

Como é possível?

A expressão que engloba tudo isso é "egoísmo esclarecido" e só surgiu há poucos anos. Nos EUA, talvez em função das peculiaridades de sua formação - desde seu passado colonial -, todos os indivíduos aprenderam, desde sempre, a se virar por si próprios e a não contar com o Estado, ou qualquer outra autoridade maior, para ajudá-los nas suas necessidades. Mesmo quando envolvem a comunidade.

Egoísmo esclarecido é o seguinte: todos se assumem explicitamente como individualistas e egoístas e ninguém se envergonha disso; por outro lado, são conscientes e esclarecidos. Quando os problemas são gerais, todos participam e jamais se gabam ou se vangloriam.

Isso é estranho e incompreensível para nós. A cultura latina pauta-se por valores muito diferentes. As pessoas, por aqui, não se assumem como individualistas ou egoístas - ao contrário, são todas altruístas - e, em contrapartida, nada se faz visando exclusivamente a comunidade. Qualquer atitude nesse sentido é sempre muito alardeada e repercutida.

A rigidez da cultura norte-americana vem adquirindo novas nuances. John Rockefeller, já no século 20, foi o primeiro grande empresário a praticar a filantropia. Financiou a educação em todos os aspectos - desde o custo de instalação de salas de aula até pesquisas aplicadas. Sua atitude virou regra: praticamente todos os grandes empresários praticam filantropia. Mas ninguém o faz enquanto sua fortuna ainda está na fase de criação. Não é correto valer-se de uma boa reputação para obter vantagens nos negócios. Também não é costume praticar caridade. Tudo o que se faz é no sentido de ajudar as pessoas a se ajudarem. Essas atitudes são coerentes com o espírito da América. Trata-se de mais uma manifestação da prática do egoísmo esclarecido. Isso não faz sentido dentro da ótica latina. Os valores são outros.

E a fundação de Bill Gates que tem como foco as populações mais pobres do mundo? Trata-se de uma exceção?

Não. A fundação dos Gates se abstém de práticas de cunho paternalista ou assistencialista. Ela investe na criação de novas técnicas - mais em conta e baratas - para proporcionar a todas as nações as condições mínimas para iniciarem o seu processo de desenvolvimento. Seus focos principais são a saúde e a educação.

Nada de esmolas, portanto. Muitos recursos já foram despendidos pelos países ricos com o sentido de ajudar os países pobres. O saldo final é que os povos pobres permanecem na miséria.

Houve pouca honestidade ou transparência por parte das nações desenvolvidas? Ao contrário. O fato é que o dinheiro simplesmente sumiu. E isso ocorreu depois de ter sido transferido para os governos dos povos não-desenvolvidos. Não se dá o peixe, diz o ditado, mas se ensina a pescar.

Voltando aos valores que geram o egoísmo esclarecido, há quem afirme, de fora dos EUA, que os norte-americanos são comportados porque a legislação lá é muito severa. Ora, o Código de Trânsito Brasileiro é duro, o número de policiais é considerado suficiente e nem por isso os motoristas respeitam as regras mais elementares.

Nas autoestradas, por exemplo, nos dias e horários de tráfego intenso, os congestionamentos são agravados porque muitos motoristas optam por "costurar": mudam de faixa constantemente, ultrapassam pela direita e pelo acostamento. No tempo de percurso não levam vantagem alguma. Acabam chegando ao destino junto com aqueles que não adotaram tais práticas. Mas eles ficam satisfeitos. O negócio é levar vantagem em tudo, certo?

As noções éticas de grande parte dos latinos são essas. Furar fila, "costurar" e inúmeras outras atitudes colidem frontalmente com o conceito de egoísmo esclarecido. São evidências, ao contrário, da prática de um egoísmo cego e ignorante. Quando todos querem levar vantagem em tudo, ninguém acaba levando vantagem em nada. É uma conclusão óbvia. Mas, como tudo o que é óbvio, é muito difícil se chegar a ela.

Os latino-americanos, em grande parte, ressentem-se com o sucesso dos norte-americanos. O fato de os EUA - em especial - terem dado certo, enquanto os demais países do continente, com raras exceções, não se desenvolveram, é motivo de ódio. Os EUA desenvolveram-se, entre outras razões, porque seu povo - sua sociedade - vem adotando, desde sempre, os valores que mais facilitam a afluência e o progresso. Não entender isso é tentar, como se diz, encobrir o Sol com a peneira.

Como constataram os autores do livro O Perfeito Idiota Latino-Americano, faz parte da cultura responsabilizar os outros pelos nossos fracassos. Tudo o que aconteceu de errado por aqui foi causado pela "exploração impiedosa" dos EUA ou pelo "sistema colonial ibérico". O livro foi escrito por três homens. Todos originários da América Latina.

É extremamente difícil, para qualquer um, compreender e, sobretudo, assimilar os valores que pautam o egoísmo esclarecido. Mas, ao não fazê-lo, adia-se ainda mais o desenvolvimento. Paciência.

por João Mellão Neto

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Povo é Responsável Por Suas Escolhas

Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: “Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?” Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de “Entidade Sionista”. Assim, quando se refere à “Palestina”, o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de “Mudança e Reforma”):

“A Palestina é uma terra árabe e muçulmana”;
“O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada”;
“Entre outras coisas, nosso programa defende a “Resistência” e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A ‘Mudança e Reforma’ vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício.”

Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na “Palestina”, o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa? Sim, apesar da ambigüidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: “Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a ‘solução histórica’, que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como um opção estratégica.”E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quando nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas têm de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

Utopia?


por Ali Kamel

Israel está Unido

Leiam reportagem de Ethan Bronner, no New York Times sobre como Israel está vendo a guerra. Dia desses, Janio de Freitas, que acusou o “genocídio” (!!!) em Gaza, solidarizou-se com os bons judeus que seriam contrários à guerra. Pois é... O relato de Bronner deve decepcionar um tanto o colunista da Folha. Israel está unido na defesa do país. Manifestação de judeus contra a guerra reuniu, no máximo, mil pessoas. A organização Paz Agora recebeu mensagens de seus apoiadores pedindo que não participasse dos atos contra a ação militar em Gaza. Um editorial do jornal Jerusalém Post, nesta segunda, indaga se os israelenses realmente acreditam que todos [os que censuram o país] estão errados, e eles próprios, certos. A resposta: “Sim”.

Compreensível, creio. Yoel Esteron, editor de um jornal de negócios, resume assim: “É realmente frustrante não sermos compreendidos. Quase 100% dos israelenses entendem que o mundo é hipócrita. Onde estava o mundo quando nossas cidades eram atingidas por foguetes ao longo de oito anos, e nossos soldados, seqüestrados? Por que nós deveríamos nos importar agora com o que pensa o mundo?

Bronner observa que uma sociedade tradicionalmente dividida no enfrentamento da questão palestina se mostrou surpreendentemente unida nas duas últimas semanas. “As bandeiras estão hasteadas. Celebridades estão visitando escolas em áreas de risco (...) vizinhos estão preocupados com famílias cujos pais são reservistas”. Questionada sobre a decisão das Forças Armadas de impedir a entrada da imprensa em Gaza, a população responde “Deixe as Forças Armadas fazerem o seu trabalho”.

“Esta é uma Guerra justa, e não nos sentimos culpados quando civis que não pretendemos ferir são feridos porque nós sabemos que o Hamas usa esses civis como escudos humanos”, afirma Elliot Jager, que cuida da página editorial do Jerusalém Post.

Leiam a reportagem. Mesmo os militantes favoráveis aos direitos humanos, desta vez, não encontram facilidades para censurar o governo. Dos quase 1,5 milhão de árabes com cidadania israelense, só seis mil compareceram na maior manifestação contra a guerra. Pesquisas indicam, segundo a reportagem, que 90% da população do país apóia a ação contra o Hamas. Tanto melhor! O mundo pode protestar à vontade. E Israel, vítima do terrorismo, vai fazer o que achar certo.

por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Polêmica Sobre a Nota do PT e o Conflito na Palestina - ou "Mais Mentiras Esquerdistas"

José Dirceu - esse mesmo, o mensaleiro que foi treinado em táticas de guerrilha em Cuba, nos anos 60 - publicou um mimo de tentativa de justificar a nota anti-semítica (e, óbvio, anti-americana) que o PT publicou em seu site. Fala, então, Zé. Comento depois.


A semana que se encerra foi marcada por intensa polêmica desencadeada a partir de uma nota, pela qual o partido que integro posicionou-se sobre o conflito árabe-israelense na Faixa de Gaza. Entidades judaicas acusaram o PT de negar o direito de auto-defesa de Israel e até de defender o terrorismo.

Falo sobre o conflito com vocês, e centro nessa polêmica, porque sobre a questão em si não há novidade. Acompanho pela mídia que a ONU aprovou mais um cessar fogo. E que Israel e o Hamas, como tantas vezes o fizeram antes, solenemente o ignoraram e continua a carnificina que completa duas semanas desde o início do ataque israelense a Gaza, com um trágico saldo de 13 israelenses e 784 palestinos mortos - um terço, 257, crianças.

Nem o prosseguimento das hostilidades, a despeito da determinação pró-trégua aprovada pela ONU é novidade hoje. Afinal, perdeu-se a conta do número de resoluções da ONU desrespeitadas desde o surgimento da entidade (1945) e do Estado de Israel (1948), a começar pela tomada na Assembléia Geral da organização, presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, que deu origem em 1948 ao Estado de Israel.

Ela estabelecia que a partilha da Palestina se faria com a criação de dois Estados, que se reconheceriam e respeitariam mutuamente, um judeu e um palestino. Mas, este jamais teve possibilidade de se concretizar e parte dos palestinos, também não aceita, até hoje, a legitimidade do Estado de Israel.

Sobre as acusações contra as posições assumidas pelo PT na nota, nada mais distorcido. O que o partido fez foi externar a posição, consenso entre todos os povos, nações e países do mundo (além de inserida em dispositivos incorporados à vasta legislação internacional) de que nenhum país, a pretexto de auto-defesa, pode praticar terrorismo de Estado. O PT condena o terrorismo, venha ele de onde vier.

O partido não ataca Israel. Apenas dá prosseguimento à sua posição histórica, firmada ao longo de suas quase três décadas de vida, de defesa intransigente da paz. Com a nota, nós do PT somamos nossa voz à condenação dos ataques perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino. Ecoamos o protesto de milhões dentro de Israel e em todo o mundo, que também criticam o ataque contra Gaza e o assassinato indiscriminado de civis.

Além disso, lembro que o PT sempre defendeu a existência do Estado de Israel e seu direito à segurança e auto defesa, posição histórica de nossa diplomacia e política externa, e sempre foi contra transferir para o país e nossas comunidades árabe e israelense o conflito árabe-palestino-israelense. Tanto é verdade que no partido convivem judeus, árabes e palestinos brasileiros.

Pessoalmente uno minha voz a esse consenso internacional expresso na nota do PT, de que atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis, prática nefanda do exército nazista. E, como o meu partido, condeno os ataques do exército de Israel contra o território palestino e cobro que as duas partes cumpram o que foi decidido pela ONU.

por José Dirceu, também conhecido como "Daniel" à época da ditadura, ex-membro do PCB, da Ala Marighella, da AC/SP (Agrupamento Comunista de São Paulo ), da ALN (Ação Libertadora Nacional), do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), todas organizações de esquerda que apoiavam o terrorismo como forma de tomada de poder pelos comunistas. Em 05/09/1969 foi banido para o México, em troca da vida do embaixador dos EUA, que havia sido seqüestrado no dia anterior, no Rio de Janeiro, pela ALN e pelo MR-8 e seguiu para Cuba, onde, durante o ano de 1970, a partir de maio, participou de um Curso de Guerrilhas, ficando 18 meses na ilha-cárcere - razão pela qual tem especial predileção pelo "Coma Andante" Fidel Castro -, tendo voltado clandestinamente ao país como Carlos Henrique Gouveia de Mello.


Ah! Daniel, Daniel! Você e a patota do Partido Totalitário com sua indolência causam-me verdadeiro asco!

Após um primor de "vale a pena ver de novo" sobre o Estado de Israel, valeu-se daquilo que as esquerdas melhor sabem fazer: mentir, mentir e mentir! Onde? Olha lá, você diz:
  1. "Sobre as acusações contra as posições assumidas pelo PT na nota, nada mais distorcido": onde está a distorção, cara de concha? A nota compara o legítimo direito de defesa do Estado de Israel - que já sofre, praticamente sem responder, há quase oito anos seguidos ataques de foguetes e bombas dos terroristas do Hamas - com o que fazia o exército nazista, que também queria, como o Hamas, exterminar os judeus da face da terra. E qual foi a posição do seu partideco durante todo este tempo? Qual foi a nota de rodapé de jornal de quinta categoria que o presiMente do seu partido emitiu a respeito da agressão do Hamas contra Israel? Nada! Somente o mais absoluto silêncio.
  2. "O partido não ataca Israel": não mesmo, Daniel? Nem quando diz que "o Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino ", sabendo que o Hamas nunca respeitou qualquer proposta de paz na região? Mesmo quando diz que vocês, PTontos, não aceitam "a 'justificativa' apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques", o que é o mesmo que dizer que você apóiam completamente o Hamas e torcem para que os judeus sejam mesmo exterminados - e que os palestinos que o fizerem têm total apoio do PT?
  3. "Ecoamos o protesto de milhões dentro de Israel e em todo o mundo, que também criticam o ataque contra Gaza ": quantos milhões dentro de Israel, caro amante de Fidel Castro, o ditador mais longevo do mundo? Tirando as notícias de jornais com tendências esquerdistas - nos quais, aliás, vocês esquerdistas são como enxames de moscas, como Antônio Gramsci preconizou -, a mídia que realmente está cobrindo o conflito sabe que Israel está unido e que, mesmo lá, durante as manifestações que ocorreram, dos quase 1,5 milhões de árabes com cidadania israelense, só seis mil compareceram na maior manifestação contra a guerra.
  4. "O PT condena o terrorismo, venha ele de onde vier": eis aí, a maior mentira da História! O PT fundou o Foro de São Paulo junto com o "dono dos cubanos", Fidel Castro. No Foro, até poucos anos atrás, as FARC eram participantes ativas dos encontros. As FARC são uma facção esquerdista que usa o terrorismo como arma e o tráfico de drogas como forma de financiamento de sua guerrilha que já dura quase 40 anos. O PT, em todas as notas do Foro que apoiavam a "causa" das FARC, jamais foi contra; pelo contrário, sempre assinou embaixo; o PT lamentou a morte de Raul Reyes, de "Tirofijo" e tantos outros terroristas; e o massacre de Darfur pelo governo do Sudão? Qual a mísera nota que o PT escreveu condenando, aí sim, o "terrorismo de Estado" que massacrou mais de 300 mil pessoas?

Não, sr. Carlos Henrique Gouveia de Mello, o PT não é contra o terrorismo. Nunca o foi. O PT é contra a democracia e a liberdade daqueles que não querem essa ideologia maldita chamada "socialismo"; e porque não acreditamos mais em papai noel e coelho da páscoa e sabemos o que o socialismo colheu - afinal somente podemos comparar a realidade com a realidade - e sabemos o que os terroristas islâmicos causaram estes anos todos é que sabemos que vocês mentem!

E é por causa de partidos como o seu, socialistas e comunistas, que cada vez mais as pessoas de bem deste país sentimos vergonha de sermos chamados de brasileiros.