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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Diabólico Plano do Foro de São Paulo

A jornalista Graça Salgueiro, do NotaLatina, brinda-nos mais uma vez com suas pungentes reportagens a respeito dos desígnios malignos do Foro de São Paulo. Como ela citou a reportagem da Veja sobre a última reunião do Foro, vou tomar a liberdade de contrapor esta (em vermelho) com seu artigo.

Depois que Lula deu luz verde para que o Foro de São Paulo (FSP) pudesse ser mencionado como um fato, toda a imprensa nacional passou a falar como se fosse um tema corriqueiro, de conhecimento geral da população e absolutamente inofensivo. Durante 16 anos não se viu o mais mínimo comentário sobre a existência nefasta desta organização criminosa, esta mesmo que há poucos dias celebrou seu XVII Encontro anual e que, de repente, ocupou os noticiários de revistas e jornais brasileiros.

Entretanto, salta aos olhos de quem estuda esta organização quase desde a sua criação em 1990 que o modo como foi divulgado o fato demonstra desconhecimento total - não somente do FSP como dos personagens habituées deste sub-mundo -, censura (auto ou imposta) ou conivência com o que aconteceu em Caracas entre os dias 4 e 6 de julho.

Nas reportagens feitas pela revista Veja, que mandou repórteres para cobrir o evento, leio coisas como “reuniões das esquerdas mundiais”, que o evento foi criado em 1990 pelas “lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores” (e não especificamente por Lula e Fidel Castro), com o objetivo de “propor alternativas ao capitalismo”.

Começou hoje em Caracas, a capital da Venezuela, a 18a edição do Foro de São Paulo, encontro anual que reúne cerca de 600 delegados de partidos de esquerda da América Latina e do resto do mundo.

O evento foi criado em 1990 pelas lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ditadura cubana com a meta de propor "alternativas ao capitalismo". Como nenhuma alternativa factível até hoje se materializou, o objetivo ostensivo continua o de sempre. O lema de 2012 é Os povos do mundo contra o neoliberalismo e pela paz.Ora, quem estuda sabe que não foi NADA disso, mas uma tentativa de “reconquistar na América Latina o que perdeu-se no Leste Europeu”, segundo palavras mesmas de Fidel Castro, que temia que com a queda do muro de Berlim e o colapso da antiga União Soviética o comunismo afundasse e acabasse de vez no mundo.



Na prática, contudo, o Foro deste ano tornou-se uma extensão da campanha para presidente de Hugo Chávez, que em outubro enfrenta o candidato opositor Henrique Capriles. A imagem do caudilho estava em toda parte. Pelos corredores, dizia-se que ele, em pessoa, pode aparecer na sexta-feira nos salões do Alba Caracas, hotel estatizado recentemente, para encerrar o encontro.

A ideia de que o Foro é um veículo para reforçar a campanha de Chávez e espalhar sua revolução bolivariana foi expressa tanto por pessoas ligadas ao governo quanto por grupos de oposição. Esses últimos observaram que a reunião constitui uma ingerência no processo eleitoral. Defensores de Chávez, como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, preferiram enxergar no evento uma ratificação da peculiar "democracia" venezuelana. Se Chávez vencer as eleições de outubro, estará a caminho de completar vinte anos no poder.
"Ingerência" foi palavra proibida também ao se falar de Paraguai. Na última sexta-feira, o governo paraguaio revelou que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve em Assunção durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo e fez contato com militares, tentando articular uma resistência à deposição do mandatário, que seguiu a legislação do país. Nesta segunda, um vídeo foi divulgado demonstrando que Maduro realmente fez contato com oficiais do exército. Isso motivou a expulsão do embaixador venezuelano de Assunção, ao mesmo tempo em que tinha início o encontro de esquerdistas em Caracas. Os participantes do Foro peroraram muito contra a queda de Lugo, um dos coadjuvantes da revolução bolivariana. Mas fizeram de conta que a conspiração de Nicolás Maduro - e o vídeo que a comprova - jamais existiu.
 
Com relação à ex-senadora Piedad Córdoba, cognominada pelas FARC de “Teodora de Bolívar”, dizem que ela “usava um lenço na cabeça”. Se um colombiano lesse isso daria gargalhadas, pois em toda a Colômbia ela é conhecida como “a negra do turbante” por usar há anos este artefato em homenagem aos terroristas islâmicos com quem os terroristas das FARC têm “negócios”.

Se houvesse de fato uma preocupação em denunciar o FSP como o que ele é, uma organização criminosa que abriga terroristas e comunistas do mundo inteiro, os enviados a Caracas teriam observado e reportado com fidedignidade o que se tramou lá, e não obviedades fúteis e tolas que não comprometem nenhum dos seus participantes.

Correu pela imprensa a idéia de que “este” Encontro foi feito para dar apoio a Chávez nas eleições de 7 de outubro. Entretanto, se quem escreveu isto estudasse os planos estratégicos do FSP saberia que isto sempre ocorreu em tempo de eleições, sobretudo presidenciais, se o candidato-membro do Foro estiver de algum modo ameaçado. Aconteceu em El Salvador, na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, na Nicarágua e agora na Venezuela. Todavia, há algo mais do que simplesmente apoiar um “companheiro”. A admissão apressada - e ilegal - da Venezuela no Mercosul deveu-se principalmente para garantir que não se possa remover Chávez do cargo, (através de um “golpe de Estado”, como eles alegam em relação ao Paraguai), e eles dão a vitória como certa, “na lei ou na marra”, amparando-o no Protocolo de Ushuaia II, que identifica o Estado com a figura do presidente, defendendo-se uns aos outros. Foi golpe sobre golpe, agora ratificado neste Encontro ocorrido em Caracas.

Chamou fortemente a atenção a quantidade de novos membros associados e os países participantes, pois agora o FSP abriu mais ainda seu leque avançando para a Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Vale a pena elencar alguns. Do Brasil participaram o PT, PSB, PCB, PC do B e o PPL (Partido Pátria Livre do MR-8, cujo nome imita o também terrorista paraguaio PPL, cujo braço armado é o EPP - Exército do Povo Paraguaio). Pela Colômbia, o Polo Democratico Alternativo (PDA), o Partido Comunista Colombiano (criador e mantenedor das FARC) e a organização “Marcha Patriótica”, formada e mantida pelas FARC (esta é a maneira que as FARC têm de, agora, participar legalmente do FSP sem serem molestadas). A Espanha compareceu com o Izquierda Abertzale, o partido do ETA basco. A Palestina veio com o Al Fatah, além das Frentes e do Partido Comunista (PC) e todos os PC’s dos seguintes países: Chile, Espanha, China, Alemanha, Aruba, África, Curaçao, Finlândia, Grécia, Líbano, Portugal, Rússia, Sérvia, Turquia, Curdistão, Vietnã e Venezuela. Saudou-se ainda os “indignados” e “ocupa” dos Estados Unidos e Europa. Mas estes são “detalhes” sem importância alguma para os jornais e revistas brasileiros que cobriram (nos dois sentidos) o evento.

Das resoluções ainda não houve publicação, mas da Resolução Final vale conhecer o que estabelecem os itens 20, 21, 23, 30 (de apoio a Lugo), 32 (que decide formar uma “comissão representativa de partidos e movimentos do FSP para visitar a Colômbia e propor uma agenda de estudo, contatos e apoio para uma solução pacífica ao conflito armado”), 34 que apóia a candidatura de Xiomara Zelaya à presidência de Honduras, e o 38 afirmando que “O FSP manifesta seu compromisso, solidariedade e total apoio” à candidatura à re-eleição de Rafael Correa nas eleições presidenciais do Equador em fevereiro de 2013.

Além de convocar as “forças progressistas” e de esquerda para respaldar a “democracia” venezuelana, estabeleceram algumas metas a cumprir, sendo a primeira delas um “Dia de Solidariedade Mundial com a Revolução Bolivariana e o Comandante Hugo Chávez” no próximo 24 de julho. Promover uma “carta de solidariedade com a Revolução Bolivariana” subscrita por vários setores do mundo (eles são megalômanos, sem dúvida) que será publicada em agosto, realizar um “Twittaço mundial com Chávez” através da conta @chavezcandanga numa data do mês de agosto escolhida por ele e o mais importante: assistir às eleições de 7 de outubro e começar, a partir do término do Encontro até o dia das eleições, visitas aos países e regiões onde governam porta-vozes da Revolução Bolivariana e promover palestras acerca da “verdade” sobre a democracia venezuelana e a “confiabilidade e fortaleza” de seu sistema eleitoral.

Chama a atenção também que não se tenha dito nada no Brasil acerca de um comunicado que o bando comuno-terrorista colombiano ELN enviou ao FSP, pedindo um “diálogo direto ou epistolar para falar de paz” e que nesse mesmo período as FARC tenham intensificado seus ataques terroristas no Cauca, culminando com a derrubada de um avião Super Tucano da Força Aérea Colombiana na última quarta-feira, por um míssil terra-ar. Santos diz não acreditar que as FARC tenham tal artefato bélico mas até as pedras sabem que Chávez comprou da Rússia, entre 2006 e 2008, 472 mísseis e mecanismos de lançamento que os Estados Unidos temiam que fossem parar nas mãos das FARC. E elas mesmas afirmaram terem sido as autoras do atentado e ainda assassinaram um dos sobreviventes que saltou num para-quedas. Mas Santos as defende.

E com a aprovação da lei “Marco Legal para a Paz”, conhecida como “lei da impunidade”, os terroristas das FARC não têm mais com o que se preocupar em sua sanha assassina, que tem o total apoio do FSP. Não custa lembrar que em 2008 o próprio Lula advogou para que as FARC viessem a se tornar um partido político legalizado, e essa lei vem para provar isto. Segundo um documento elaborado pela Universidade Sergio Arboleda, as FARC voltaram a dominar 50 novos municípios de onde já haviam sido expulsas pela Força Pública em anos anteriores (no governo de Uribe), sendo 155 localidades afetadas pela violência terrorista. Hoje, o Cauca já é conhecido como o “novo Caguán”, onde comunidades inteiras estão sendo expulsas pelas FARC, que participaram legalmente do último encontro do FSP e falavam cinicamente de “propostas de paz”.

E no encerramento do XVIII Encontro Chávez esteve presente fazendo um discurso enfadonho de mais de duas horas, falando bobagens, repetindo-se e pedindo vivas a Fidel. Entretanto, de tudo isso o que ficou mais evidente foi sua certeza de que ganhará as eleições, mesmo que seja por meio de fraude, embora tanto ele quanto Valter Pomar tenham se antecipado em “alertar” seus seguidores sobre a “ofensiva” que a oposição fará para não aceitar sua vitória. No vídeo apresentado abaixo, um resumo do longo discurso, observe-se o minuto 07:09 quando ele diz que “ganhará as eleições por nocaute” e depois repete: “tomar por nocaute”, quer dizer, de qualquer maneira, gostem ou não, ele não largará o poder e conta com o apoio irrestrito do FSP.

Tudo isto me remeteu a um magnífico livro intitulado “O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, do escritor russo ex-agente do extinto KGB, Viktor Suvorov, pois o objetivo inicial do Foro de São Paulo, de salvar na América Latina o comunismo que expirava na Europa, ficou pequeno e agora resolveu expandir-se para o mundo inteiro. Em abril deste ano foi criada a Secretaria Européia do Foro de São Paulo e já existe um comitê nos Estados Unidos. Leiam o que diz Suvorov a respeito da criação da União Soviética e depois comparem com tudo o que falei a respeito desse último encontro. Não é coincidência; é uma reedição. E o PT é o equivalente à Rússia.

Em 1919, em Moscou, Lenin e Trotsky criaram a Internacional Comunista, abreviada para ‘Komintern’. Essa organização definia-se como ‘quartel-general da revolução mundial’. O objetivo da Internacional Comunista era a criação de uma ‘República Socialista Soviética Mundial’. Assim começou o processo de criar e fortalecer partidos comunistas em todos os continentes. Tais partidos constituíam braços da Internacional Comunista e a ela estavam subordinados”.

Supostamente, todos os partidos comunistas do mundo, incluindo o da Rússia, eram do mesmo nível. Todos contribuíam para o banco comunal da Internacional Comunista. Delegados de todos os partidos comunistas do mundo organizavam congressos, desenvolviam estratégias e táticas, e elegiam um grupo líder comum - o Comitê Executivo da Internacional Comunista. Esse órgão supervisionava todos os comunistas do mundo. Oficialmente, o Partido Comunista da Rússia era o braço da Internacional Comunista, em pé de igualdade com os demais partidos, e sujeito a aceitar as decisões formuladas em comum”. (“O grande culpado - O plano de Stalin para iniciar a Segunda Guerra Mundial”, Viktor Suvorov, Ed. Amarilis, pg. 17).

por Graça Salgueiro

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dilma e a Canalha Comunista

Só existem dois tipos de comunistas (ou socialistas, como queiram): os canalhas e os tolos.

Os canalhas são aqueles que sabem o que é realmente o comunismo: são os estudados, os "intelectuais" da ideologia, os que sabem que a mesma nunca funcionou e nunca vai funcionar, mas que promove o poder absoluto e tirânico aos governantes.

Os tolos são os que não conhecem realmente o que é a ideologia, mas a seguem bovinamente, porque, ensinados pelos canalhas, creem na igualdade entre as pessoas, num mundo melhor sem o "perverso capitalismo".

Dilma está entre os canalhas. Lula também. Zé Dirceu também. Aliás, toda a cúpula do PT está entre os canalhas. E isto vale para todos os partidos de esquerda que temos no país: ou seja, todos os partidos, já que não temos partidos de direita aqui.

Como Lula, Dilma foi pedir a benção ao canalha-mor, o carniceiro do Caribe, o mais longevo ditador ainda vivo, Fidel Castro. Foi tirar o dinheiro dos pobres do Brasil, para dar continuidade à ditadura castrista, lá em Cuba.

Como todos os países comunistas, Cuba foi de vez para o buraco econômico quando a falência da antiga União Soviética veio à tona, já que esta sustentava a ilha-prisão.

Assim, os partidos políticos participantes do Foro de São Paulo, quando no poder em seus respectivos países, tentam erguer a economia em frangalhos daquela pocilga comunista, a fim de manter o sonho do "novo mundo" socialista.

A ideia é superar a "ajuda" de Hugo Chávez, o proto-ditador venezuelano, que está deixando o próprio país na miséria para sustentar o pai dos comunistas latinos. Afinal, foi o PT que convocou, nos idos de 1990, diversos partidos socialistas e comunistas para fundar o Foro de São Paulo, sendo um dos líderes desta empreitada, junto ao PC Cubano.

Dilma, a terrorista da VAR-Palmares, que jamais lutou pela democracia nos chamados "anos de chumbo" - embora, como todo comunista, minta descaradamente a este respeito -, jamais vai falar qualquer coisa que seja a respeito das violações dos direitos humanos em Cuba.

Afinal, como boa comunista, só usa as "convenções burguesas" para atacar os "burgueses" de sua própria nação. Ditadores esquerdistas têm todo o direito de fazer o que quiserem: matar, esfolar, esquartejar, torturar, prender, usar e abusar de quem quer que seja. Afinal, são seres supremos, iluminados pela glória da ideologia socialista, que só querem criar "um mundo melhor para todos", mesmo que ele seja um local podre como Cuba, onde ninguém tem liberdade.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Foro de São Paulo Cria Agência para Censurar Imprensa

Má notícia, embora de forma alguma inesperada: o Brasil, por meio da empresa estatal de comunicação EBC, ligada à Presidência da República, será um dos nove países da região a participar da União Latino-Americana de Agências Noticiosas (Ulan), cuja criação foi decidida na semana passada, numa reunião paralela ao 3.º Congresso Mundial de Agências de Notícias, que se realizava em Bariloche.

A notícia é má, em primeiro lugar, porque a iniciativa atende a uma pregação do dirigente venezuelano Hugo Chávez - para quem a liberdade de imprensa nesta parte do mundo é a liberdade de exaltar a sua assim chamada Revolução Bolivariana e o “socialismo do século 21″ que intenta propagar entre os vizinhos. Há tempos, já, o caudilho vem defendendo a formação de uma empresa jornalística regional para contrapor ao noticiário das grandes agências internacionais uma versão supostamente idônea dos fatos na América Latina.

A notícia é má também porque, juntamente com a EBC brasileira, assinaram a carta de intenções para a criação da Ulan, prevista para março do próximo ano, as agências oficiais de países onde ou não há o menor vestígio de imprensa livre - caso de Cuba - ou onde ela está sob fogo cerrado dos governos. É o que acontece na Argentina, Bolívia e Equador.

Pela importância do país, chamam a atenção em especial as operações desatadas pela presidente argentina, Cristina Kirchner, para asfixiar as empresas de comunicação, cujos veículos criticam o governo, e beneficiar aquelas que a ele se submetem, enquanto vai montando uma rede de canais ditos públicos para servir de correia de transmissão dos interesses da Casa Rosada.

É verdade que entre os signatários figuram ainda empresas do gênero do México, Paraguai e Guatemala, onde as principais ameaças ao exercício do jornalismo não vêm propriamente dos governantes de turno. Mas os outros tendem a funcionar como um ativo bloco ideológico. Além disso é de notar a ausência, nesse consórcio, de representantes do Peru e Colômbia, onde o chavismo não conseguiu medrar.

A adesão brasileira era apenas previsível por causa da guerra particular que o presidente Lula trava com a imprensa que se recusa a se dobrar aos seus 80 e tantos por cento de aprovação, insistindo em destampar os podres de sua administração - para que não se diluam nos vapores inebriantes da prosperidade econômica. E porque o petismo é uma usina de produção continuada de tentativas de amordaçamento do livre fluxo de informações e opiniões na mídia brasileira, a começar da televisão.

Dado que essas tentativas não prosperam no plano nacional, estão aí as manobras para corroer pelas bordas a atividade jornalística, com a pretendida criação de conselhos controladores da programação das emissoras no Ceará, Bahia, Piauí e Alagoas. Por fim, embora Lula procure apresentar ao mundo uma imagem contrastante com a de Chávez, o seu governo não perde oportunidade de demonstrar as suas afinidades com o caudilho venezuelano. O caso da Ulan é apenas mais um.

Os defensores da futura empresa se esforçam para afastar outra suspeita - a de que ela se destina a ampliar o papel dos governos da área como provedores de informação, ou melhor, propaganda disfarçada, para consumo das respectivas populações. É o que receia, por exemplo, o diretor executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Julio Muñoz. “Uma agência estatal de notícias é a voz oficial de um governo”, argumenta. “Portanto, a informação que difunde deve, necessariamente, ser a de defesa e proteção do seu patrão.”

“Nossa proposta”, reage a diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, “é somente oferecer apoio mútuo entre as agências, fortalecendo-as reciprocamente.” Parece ser mais do que isso. A carta de intenções para a formação da Ulan fala em “tornar visível as conquistas dos povos do continente para aprofundar a democracia e alcançar sociedades de justiça social”. O papel aceita tudo. Chávez, para não falar dos irmãos Castro, também usa essas belas palavras para justificar as suas práticas ditatoriais. De mais a mais, por que a América Latina precisa de uma associação de agências estatais de notícias?

Editorial do Estadão



Comento:
O editorial do Estadão está correto em praticamente toda a análise. Há apenas uma incorreção: quando diz que Lula e seus asseclas aboletados em seu governo não perdem uma "oportunidade de demonstrar as suas afinidades com o caudilho venezuelano".

A verdade é que Lula é um dos mandatários no Foro de São Paulo, entidade supra-nacional socialista que ele e Fidel Castro (e, pasmem,  as FARC!) fundaram em 1990, com o intuito de tomar de assalto a América Latina para transformá-la numa nova União Soviética! Chávez é apenas um dos associados desta entidade - pode até ser o mais stalinista deles! -, tendo entrado na mesma em 1995.

Todos estes partidos de esquerda têm esta visão "progressista" da imprensa livre: ela deve ser domada, dominada e exterminada, ficando apenas a visão do Partido Único como verdade nos veículos noticiosos, como é o caso de Cuba.

E não é somente pelo fato de Lula tentar fazer com que a imprensa noticie apenas as boas coisas de seu governo, como ele mesmo já disse diversas vezes: o governo do pretendente a ditador, Lulovski Apedeutovich, patrocinou a CONFECOM, a CONFECUL e aprovou a versão original do PNDH III, depois modificado para ficar mais "light" neste assunto.

E tudo isto porque ELES NÃO SUPORTAM A NOSSA LIBERDADE! Não suportam a democracia; não suportam o livre mercado (que eles chamam, como o parvo Karl Marx, de capitalismo); eles não suportam a propriedade privada. Ou seja, eles não suportam tudo aquilo que representa a sociedade como conhecemos. E é esta sociedade que eles querem extinguir, para erigir, sobre seus escombros, a ditadura mais assassina que já assolou a humanidade: a ditadura do proletariado, cuja base é o socialismo e o comunismo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Outra Face de Dilma

“Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.” (Sêneca)


De olho nos eleitores mais moderados, a candidata Dilma Rousseff tem alterado seu discurso, vestindo uma embalagem mais atraente. Não foi apenas o cabelo que passou por uma transformação radical. Agora, Dilma já fala em reduzir a dívida pública para 30% do PIB, em imposto zero para investimentos, em combater as invasões ilegais do MST e na defesa da liberdade de imprensa. Entretanto, este discurso soa estranho na boca da petista. A nova personagem não combina nada com a figura histórica.


Para começo de conversa, o governo Lula teve oito anos para fazer as reformas estruturais, reduzir os impostos, atacar as invasões do MST etc. Não só deixou de fazer isso tudo, como muitas vezes agiu à contramão do desejado. A carga tributária aumentou, ocorreu uma escalada de invasões do MST, que recebe cada vez mais verbas públicas, e a liberdade de imprensa se viu inúmeras vezes ameaçada: Ancinav, Conselho Nacional de Jornalismo, tentativa de expulsão do jornalista estrangeiro que falou dos hábitos etílicos do presidente, PNDH-3 e Confecom. Foram diversas tentativas de controle dos meios de comunicação.


A participação de Dilma em alguns destes projetos foi direta. O Programa Nacional de Direitos Humanos, com viés bastante autoritário, saiu de seu gabinete. Além disso, Dilma sempre deixou claro que acredita num Estado centralizador como locomotiva da economia. Foi durante a gestão de Luciano Coutinho que o BNDES se transformou numa espécie de “bolsa empresa”, torrando bilhões dos pagadores de impostos em subsídios para grandes empresas. O Tesouro teve que emitir dezenas de bilhões em dívida para bancar os empréstimos do BNDES. Coutinho é cotado como possível ministro no governo Dilma. Como acreditar no discurso de redução da dívida pública? As palavras recentes dizem uma coisa, os atos concretos dizem outra, bem diferente.
O passado de Dilma também levanta suspeita sobre esta nova imagem “paz e amor”. Dilma foi guerrilheira e lutou para implantar no país um regime comunista. Com este “nobre” fim em mente, ela se alinhou aos piores grupos revolucionários, aderindo à máxima de que os fins justificam quaisquer meios. Colina e VAR-Palmares foram organizações que praticaram os piores tipos de atrocidades, incluindo assaltos, ataques terroristas e seqüestro. Claro, devemos levar o contexto da época em conta: Guerra Fria, muitos jovens idealistas iludidos com a utopia socialista, e dispostos a tudo pela causa. Mas o tempo passou, e vários colegas colocaram as mãos na consciência e fizeram um doloroso mea-culpa, reconhecendo os erros do passado. Dilma, entretanto, declarou com todas as letras numa entrevista à revista “Veja”: “Jamais mudei de lado”. Sabendo-se que este lado nunca foi o da democracia, e sim o lado que aponta para Cuba, resta perguntar: qual Dilma pretende governar o país?


Em um típico ato falho freudiano, a campanha de Dilma apresentou ao TSE o programa de governo do PT, ignorando a aliança com o PMDB. Neste programa, que contava com a rubrica de Dilma, estavam presentes os ideais golpistas da ala radical do partido, como o controle da imprensa, os impostos sobre “fortunas” e a relativização do direito de propriedade no campo, beneficiando os criminosos do MST.


Chávez, em 1998, declarou que não tinha nenhuma intenção de nacionalizar empresas, de controlar a imprensa ou de destruir a democracia e permanecer no poder. Ao contrário, ele se mostrou bastante receptivo ao capital estrangeiro. Na época, ele estava prospectando clientes. Depois, era tarde demais. Ele já tinha o domínio da situação, e estava pronto para sacrificar suas vitimas ingênuas. “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa”, alertou o filósofo Schopenhauer.


Em uma de suas fábulas, Esopo faz um alerta aos que acreditam nas mudanças da essência dos seres humanos. Um lavrador, durante um inverno rigoroso, encontrou uma serpente congelada. Apiedou-se dela e a pôs em seu colo. Aquecida, ela voltou à vida normal, picou seu benfeitor ferindo-o de morte. E ele, morrendo, disse: “É justo que eu sofra, pois me apiedei de uma malvada”.


A História está repleta de casos em que a crença nas lindas promessas de políticos autoritários se mostrou fatal. Dilma apresenta ao público sua nova face, com um discurso bem mais moderado. Mas é a outra face que não sai de minha cabeça, aquela que acompanhou a candidata por toda sua vida.


por Rodrigo Constantino, n'O Globo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Via Ocidental

O presiMente Lula disse, certa vez, que há "excesso de democracia na Venezuela", no que é imediatamente seguido por seus assessores - Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, principalmente.


Aos que acompanham os acontecimentos naquele país, sabem que há excesso em suas palavras. O perigo é enorme, sobretudo considerando a concentração de poderes em mãos de Hugo Chávez, que segue aceleradamente no projeto de instalar o socialismo naquele país, seguindo os ditâmes do Foro de São Paulo, do qual Lula é um dos fundadores.


O PT, com sua "ética, não poderia ficar atrás neste "momento histórico" para a democracia da região: grita aos quatro ventos que tudo lá se faz segundo os "trâmites da legislação", ao justificar o sufocamento das liberdades, sendo a principal a de imprensa.


Tudo é feito "democraticamente", "legalmente"... Mas com que democracia e legalidade estamos lidando?


Os diversos analistas políticos não percebem o que vem caracterizando a conquista do poder na Venezuela - e, consequentemente, nos outros países em que as esquerdas foram eleitas, como Equador, Bolívia, Brasil etc.


Para eles, a instauração do socialismo ainda retém o "modus operandi" revolucionário: o golpe militar ao estilo da tomada do Palácio de Inverno pelos bolcheviques na Rússia, a guerra civil na China ou os assaltos a quartéis por Fidel Castro e Guevara, em Cuba. É o que chamaremos, aqui, de "via oriental".


O que eles ainda não percebem, é que há outro modo de conquista do poder: é o que podemos chamar de "via ocidental", em que as esquerdas socialistas solapam a democracia por dentro, a partir do jogo legal da política.


Ambas as formas de conquista do poder primam por uma ideia: a de que a democracia é uma estrutura que deve ser eliminada, sendo um mero instrumento de dominação política. Esta ideia é, como sabemos, o ponto nevrálgico do marxismo - e, mais especificamente, do marxismo-leninismo -, que criou a promessa da sociedade socialista, a qual, a partir do "novo homem" que seria sua criatura, seria a redentora da humanidade.


A via oriental caracterizou-se pelo uso da violência explícita, com um partido centralizador, que tanto forma quanto segue as ordens de uma cúpula, organizando seus militantes com uma disciplina férrea, não admitindo qualquer crítica. O exemplo mais bem acabado é o Partido Bolchevique, sob as ordens de Lenin e, depois, de Stalin.


A via ocidental, por sua vez, não usa a violência explícita, ao menos aparentemente. Utiliza, isto sim, os próprios meios democráticos para a captura do Estado e o controle da sociedade.


Esta via ocidental é preconizada nas teorias do socialista italiano Antonio Gramsci: a fim de conquistar o poder, dizia ele, deve-se aparelhar escolas, universidades, órgãos jurídicos, redações de jornais e todo e qualquer órgão que possa influenciar a sociedade, usando a democracia e as liberdades para que se as destrua por dentro - e quando a população perceber, já será tarde demais!


Experiências desse tipo foram utilizadas na antiga Checoslováquia, onde a conquista do poder foi feita por meio de eleições, sendo, depois, os defensores da democracia descartados, inclusive fisicamente. Hitler também chegou democraticamente ao poder, para destruir a democracia.


O que muitos analistas políticos não veem - e grande parte da população não compreende, também - é que é um erro crasso identificar a democracia com a simples realização de eleições. As eleições são apenas uma das condição da democracia, porém não a esgotam. Há outras condições tão ou mais importantes, como:


1) O respeito ao Estado de Direito, o respeito às regras, que não podem ser mudadas segundo o bel-prazer dos governantes;
2) Ampla liberdade de opinião, de organização e de manifestação;
3) Independência total dos Poderes, de tal maneira que haja um equilíbrio institucional;
4) A autonomia dos meios de comunicação, que não devem ser controlados e monitorados pelo Estado;
5) Jogo político onde sejam criadas e mantidas condições para que uma oposição, possa chegar ao poder.


E o que fazem as esquerdas, quando chegam ao poder?
1) Restringem, cada vez mais, o espaço das oposições, passando, progressivamente, a criminalizá-las por exercerem a sua função;
2) Destroem o Estado de Direito - com um Poder Legislativo submisso, o ditador-presidente passa a governar por lei delegada, tornando-se ele mesmo o Poder Legislativo;
3) Sufocam a liberdade de opinião, surgindo o crime de delito de opinião, como o de falar mal do ditador-presidente ou de seus familiares;
4) eliminam a autonomia dos Poderes Legislativo e Judiciário, que passam a seguir as ordens do ditador-presidente;
5) monitoram os meios de comunicação, controlados pela lei de delito de opinião; alguns são estatizados, de modo que as vozes discordantes se calem.


O exemplo mais bem acabado deste jogo "democrático" é Hugo Chávez, na Venezuela. A mais nova tentativa de seguir tais passos é o PNDH III, proposta vergonhosamente feita pelo PT com a ajuda de seus seguidores, os quais eles chamam de "sociedade civil".


E o presiMente Lula deu o maior exemplo desta "democracia" socialista em seu discurso no Forum Social Mundial, em janeiro do ano passado. Vejam o trecho a seguir:


O que nós conquistamos nesses últimos anos foi, na verdade, resultado da morte de muita gente que, muito jovem, resolveu pegar em armas para derrubar os regimes autoritários, no Chile, na Argentina, no Uruguai, no Brasil e em quase todos os países. Morreram, e nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer. E conquistamos esse direito pelas vias democráticas.

Cada um de nós disputou uma eleição. Eu perdi quatro para chegar a ser presidente. Chávez, enquanto coronel do Exército venezuelano, tentou encurtar a forma de chegar ao poder. Juntou um grupo de amigos e tentou chegar ao poder. Não conseguiu, foi derrotado, foi preso e, pouco tempo depois, em 1998 e 2000, Chávez virou presidente da República.


Além da fala que glorifica a si próprio, Lula mente ao dizer que perdeu "quatro eleições para chegar a ser presidente", pois disputou 1989, 1994 e 1998, quando realmente perdeu; mas ganhou na quarta vez, em 2002, perpetuando-se em 2006 - e se pudesse, apesar das negativas, ficaria no poder.


Mas veja os grifos que fiz naquele discurso: o que eles têm, hoje, não é resultado direto da morte de muita gente que queria derrubar os regimes autoritários no subcontinente; no máximo, estes regimes acabaram autoritários por causa desta gente que resolveu pegar em armas para instaurar, através do socialismo, um regime ainda mais autoritário: a "ditadura do proletariado".


E vejam que ele louva Chávez ao dizer que ele "tentou encurtar a forma de chegar ao poder" quando "juntou um grupo de amigos". Ele não diz com todas as letras que CHÁVEZ TENTOU UM TRUCULENTO GOLPE DE ESTADO EM 1992 PARA IMPLANTAR O SOCIALISMO!


Vejam que o golpista é incluído no grupo dos "oprimidos" que finalmente chegaram ao poder. Observem que a democracia, para Lula, não decorreu dos esforços dos democratas. Ela nada mais é do que uma conquista daqueles "mártires", como Dilma, Franklin Martins, Genuíno, Vanucchi etc., que, sabidamente, queriam implantar o socialismo no continente. Ele e todos os monstros que se reúnem no Foro de São Paulo seriam os herdeiros destes "valorosos combatentes da liberdade e da democracia".



E é a isto que podemos chamar de "transição para o socialismo", o estágio intermediário: uma vez que sejam vencidas as etapas de eliminação da democracia, os próximos passos concernem à estatização dos meios de produção - principalmente os estratégicos, como os setores de energia e de telecomunicações - e a eliminação da pripriedade privada, através de expropriações ou desapropriações. Estas ações, no linguajar marxista, são sempre tomadas em "benefício do proletariado", resgatando injustiças milenares cometidas pela "burguesia".


Este é o manto moral "humanista" do socialismo, que captura as mentes incautas, provocando a adesão maciça de "intelectuais". Até hoje observamos que o socialismo é dotado de uma aura, enquanto os seus críticos são considerados “hereges”, “imorais”, quase inumanos. Em nome do socialismo tudo é justificado.


Lula e o PT dizem que não há perigo. Lula ulula porque só teremos candidatos de esquerdas nas eleições de 2010. O PT chama seu socialismo de "democrático". Enquanto isto, Hugo Chávez vai transformando a Venezuela numa nova Cuba, com a benção do ditador-mor Fidel Castro, o dono e feitor desta nação arrasada pelo socialismo.


Não há mesmo perigo?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Dia em que a Esquerda Perdeu e a Verdadeira Democracia Ganhou!

A posse de Porfirio Lobo Sosa ontem, novo presidente de Honduras, encerra uma crise de sete meses, que teve início com a deposição CONSTITUCIONAL de Manuel Zelaya, no dia 28 de junho do ano passado. Os que me leem - e a muitos outros blogueiros - sabem o que verdadeiramente ocorreu: Chávez, o comunista venezuelano, começou a grita e as esquerdas, unidas no Foro de São Paulo, o seguiram - e até alguns bocós, que nada tinham a ver com aquela entidade maligna, creram neles e deram sustentação à farsa.

E, a partir daí, todos - praticamente sem exceção - passaram a chamar a deposição de Zelaya de "golpe de Estado", a despeito da clareza com que a Constituição daquele país indicava que o verdadeiro golpista era Zelaya!

Até os EUA, notórios defensores da democracia, engrossaram o coro dos que queriam a volta do golpista Zelaya, congelando fundos de assistência e cancelando o visto de hondurenhos comprometidos com o "golpe".

Poucos países sofreram cerco semelhante - e nenhuma democracia passou por algo parecido. Honduras, porém, seguiu sendo o que realmente é hoje: uma democracia! As eleições, cujo calendário havia sido decidido antes da tentativa de golpe de Zelaya, foram mantidas, não se votou uma só lei de exceção, os Poderes Constituídos mantiveram a sua autonomia e as suas prerrogativas, não houve cassações, não se fizeram prisões políticas e, mais importante que tudo isso, a maioria do povo hondurenho, consciente do valor da verdadeira democracia, apoiou firmemente a decisão de manter o ex-presidente golpista longe do poder.

Aproveitando todo este distúrbio, Hugo Chávez decidiu patrocinar pessoalmente a volta de Zelaya, invadindo o espaço aéreo hondurenho, mas seu intento deu com os burros n'água. E tentou novamente, com o auxílio do Brasil, da Nicarágua e de El Salvador, conseguindo, finalmente, instalar o ex-presidente golpista na embaixada brasileira.

Mas o tempo, senhor e dono absoluto da Verdade e da revelação das mentiras e trapaças feitas pelas esquerdas para a tomada do poder, foi passando e parte da imprensa, daqui e do mundo - e até muitos governos que anteriormente condenaram o falso "golpe" -, começou a fazer aquilo que fizemos aqui: ler a Constituição de Honduras!, afinal esta Carta é que assegura as leis naquele país, assim como a Constituição brasileira assegura nossas leis.

E o apoio do "império", que até então era crucial para as pretensões esquerdistas, ruiu: quando Daniel Ortega, outro membro do Foro de São Paulo e apoiador de Chávez e Zelaya, deu um golpe na Constituição da Nicarágua e fez a Corte Suprema declarar sem efeito parte do texto para, também ele, tentar se eternizar no poder, a ficha de Washington finalmente caiu e até eles resolveram ler e passar a respeitar a Constituição hondurenha!!!

A posse de Lobo, em eleições ABSOLUTAMENTE DEMOCRÁTICAS, expõe a diplomacia brasileira à vergonha como nunca antes nestepaiz, uma vez que Lula e seus "red caps" resolveram não reconhecer sua vitória, além do ridículo a que está submetida a OEA, sob o jugo do esquerdista Jose Miguel Insulza, o qual previa um banho de sangue caso Zelaya não retornasse ao poder!

O que se viu nesta conspiração esquerdista, capitaneada pelos principais membros do Foro de São Paulo, foi apenas parte de seu "modus operandi" de tomada de poder. Zelaya, que se bandeara para o lado deles, tinha que ser reempossado, pois fora eleito pela maioria do povo hondurenho e, durante os meses em que esta crise durou, eles repetiram o mantra de que não se pode depor um presidente eleito.

Não? Nem se ele desrespeitar flagrantemente a Constituição do país que assumiu?

Ora, neste caso é uma questão de DEVER e não de poder, afinal, cada país tem a sua Constituição, e a do Brasil não pode ser aplicada em Honduras - e vice-versa. E em Honduras, ouvidos o Congresso e a Corte Suprema, guardiães da Constituição daquele país, houve o julgamento: Zelaya afrontou as leis e tinha que ser deposto. Legalmente. Conforme manda a Constituição.

E esta derrota dos esquerdistas é apenas a ponta do iceberg da queda do Foro de São Paulo: até Fidel escreveu que temia que o "golpe" hondurenho servisse de exemplo para outros países na na América Latina!

Chávez, arrasa a Venezuela. Cada vez mais, ele depende do apoio dos militares para governar, pois o povo que o elegeu protesta todos os dias contra sua ditadura escancarada - e isto é o que ele é, um ditador, a despeito de Lula ter dito que na Venezuela "há democracia até demais".

Aqui no Brasil, o PT e seus associados, temem a derrota da terrorista e mentirosa (tudo bem, eu sei que falar "esquerdista mentiroso" é um pleonasmo vicioso, mas, vá lá, é sempre melhor dar uma força à Verdade) Dilma Rousseff: fazem de tudo e tentam retirar nossas liberdades com o PNDH III, CONFECOM e "CONACUL".

E o domínio esquerdista pode estar começando a ruir: o povo não é completamente bobo. E já começa a entender os planos de dominação esquerdista.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Lula, de A a Z

Ao entardecer do seu segundo mandato, Lula e o Foro de São Paulo precisam correr atrás da agenda que anda atrasada. Conferências como a da Comunicação, havida no ano passado, e da cultura, neste ano, parecem ser o indicativo de que pipocarão muitas outras mais, aliadas a outras investidas contra a liberdade das pessoas e o estado de direito.


Uma percorrida pelo passado faz-se necessária neste momento:


a) a tentativa da criação de um "conselho federal de jornalismo";


b) a criação da Agência Brasil, com o terrorista Franklin Martins à frente, para concorrer em condições de desigualdade com os veículos de comunicação privados;


c) a criação de Ancine, para o retorno ao poço sem fundo e sem prestação de contas do cinema ideológico;


d) a tentativa de obrigar os canais a cabo a oferecerem, no mínimo, 50% de programas e filmes nacionais em suas grades;


e) a tentativa de impor a lei da mordaça ao Ministério Público e aos servidores públicos;


f) o plebiscito contra o comércio de armas de fogo, que se seguiu a uma prévia repressão contra a posse de armas pelas pessoas de bem, enquanto a criminalidade não cessa de aumentar;


g) a permanente apologia aos criminosos, que Lula sempre fez questão de apontar como vítimas da sociedade que precisam de educação e não de cadeia (tanto é que, do plano para construir prisões federais, só uma foi construída);


h) as diversas tentativas de implantar a legalização ampla do aborto, geralmente por inserções totalmente fora dos contextos em relação aos documentos que as continham;


i) o combate frontal contra o estudo em casa (homeschooling) e a liberdade dos pais educarem seus filhos segundo seus valores, e o avanço célere na ideologização das salas de aula públicas e privadas, bem como dos exames, vestibulares e concursos públicos;


j) a imposição da agenda gayzista que sirva ao constrangimento dos valores do cristianismo e da família;


k) o estabelecimento do apartheid de sinal trocado que inaugurou os tribunais raciais com suas cotas para vestibulares, concursos públicos e que pretende se estender até o meio privado;


l) a deturpação da lei para o confisco de terras a pretexto de terem sido quilombos;


m) o andamento sem interrupções e impedimentos das invasões e desapropriações de terras mediante a manipulação de índices de produtividade, bem como também por meio da imposição de toda forma de regulamentação inibidora do produtivismo e até da extrema cara-de-pau da desobediência às ordens judiciais de reintegração de posse pelos governos aliados do PT;


n) a revanche da revogação da lei da anistia, conjugada com a premiação milionária dos seus terroristas e até mesmo meros simpatizantes;


o) o uso do patrimônio brasileiro para a manutenção do poder pessoal do presidente Lula e dos seus comparsas do Foro de São Paulo, consubstanciada pela simpática acolhida a Evo Morales, que nos tomou várias refinarias da Petrobras por meio de ostensiva agressão militar; a Rafael Correa, que deu o calote na construção de uma hidrelétrica construída por uma empresa brasileira com recursos do BNDES; ao próprio Hugo Chaves, na forma do envio de petróleo para a abafar a greve dos petroleiros; a toda sorte de contemporização com as trapaças comerciais cometidas pela Argentina; a diversos países africanos, que tiveram suas dívidas perdoadas; e por aí vai...


p) a permanente campanha contra os militares e o sedento projeto de revogar a Lei de Anistia de modo parcial;


q) a progressiva estatização de setores da economia tais como o petrolífero, o químico, o elétrico e o mineral, aliada a uma contínua e crescente intervenção sobre a iniciativa privada,


r) a alegre e frequente companhia junto aos mais execráveis tiranos do planeta e o apoio incondicional aos seus desmandos e crimes...


s) a institucionalização da corrupção como forma de consolidação do poder;


t) a falsidade da teoria do respeito à soberania das nações, que o atual governo dela usa para proteger os seus amigos protoditadores do Foro de São Paulo enquanto se vale da mais deslavada intervenção sobre países como Honduras e a Colômbia;


u) o uso da desgraça alheia como oportunidade de fazer política - as vítimas das enchentes, secas e desmoronamentos do Brasil amargam os seus mortos e os seus prejuízos, mas os holofotes do mundo levam Lula a anunciar uma ajuda de 35 milhões de reais ao Haiti e a expansão da presença militar neste país por um Exército que em solo pátrio é obrigado a dispensar a tropa ao meio-dia para não ter de pagar rancho;


v) o antiamericanismo e o pretenso anticolonialismo, consagrados pela gritante mobilização do governo contra o governo suíço e seu povo, portando-se sem comedimentos ao lado de uma pilantra que lá se auto-mutilou, enquanto se cala olimpicamente diante do assassinato de brasileiros no Suriname e da perseguição de famílias de agricultores na Bolívia e no Paraguai;


w) o loteamento da Amazônia, pronta a ser retalhada e entregue às "nações" indígenas criadas com esta finalidade por uma miríade de ONG's, que por sua vez as encaminharão a potências estrangeiras e que teve a sua pedra fundamental inaugurada com a expulsão dos arrozeiros do ex-próspero e atual virtual estado de Roraima;


x) o uso despudorado da máquina pública para fazer campanha eleitoral antecipada - na verdade, a todo e qualquer tempo - sob a conivente leniência do TSE;


y) o despacho de dois jovens e inocentes boxeadores cubanos, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, capturados à maneira de um capitão-do-mato sob os cuidados diretos do ministro da (in)justiça Tarso Genro que os devolve célere ao seu patrão, ao arrepio da lei e da tradição de oferecer asilo de nosso país;


z) o uso da rede do crime para sabotar as eleições em São Paulo, quando, por encomenda, facções de criminosos passaram a atacar a população e unidades policiais para instalar o estado de terror e desta forma influenciar o resultado nas urnas.


Como se vê, utilizei-me aqui de todo o alfabeto, e não bastou; na verdade, eu precisaria utilizar-me do ideograma chinês, que, dizem, contém milhares de símbolos. Tudo para que se evidencie o que há de mais ostensivamente óbvio: as impressões digitais de Lula estão em toda parte! Afirmo isto não como uma constatação minha, eis que sempre as apontei, mas para que as pessoas mais alheias aos fatos e às suas conexões se convençam, enfim, desta verdade única: Lula tem um projeto de perpetuação de poder, que é levado a sério e executado passo a passo, e isto é tão perigoso para todas as nossas vidas que nos confortamos com qualquer assopro que suceda às suas mordidas.


Agora, vamos ao nosso cenário atual: alguns setores da mídia tradicional, enfim, começam a apontar a tendência totalitarista dos recentes atos do governo, embora ainda teimem em proteger a imagem de Lula como se ele estivesse fora deste contexto. Ainda no momento em que escrevo este texto, vejo pela tevê uma propaganda apócrifa alertando contra a volta da censura, como ela fosse gente de carne e osso. Alguma presença das entidades representativas do setor produtivo, ou de defesa da cidadania? Nadica de nada!


Por quê fazem isto? Minimizarão a fúria da censura petista? Com que foram pagas as redações e os veículos de comunicação com a sua histórica cumplicidade com este projeto de traição à pátria? Com restrições ao financiamento privado (proibição de propagandas de cigarros e restrições às propagandas de bebidas e de alimentos); com processos contra jornalistas e suas empresas; e com a censura judicial imposta contra as suas matérias.


Na verdade, segundo o quadro atual, falta muito pouco para que estas empresas sejam fechadas ou estatizadas, à maneira do que vem acontecendo na Venezuela e nos outros países onde o Foro de São Paulo governa.


Neste momento, que já é tarde, urge que toda a sociedade assuma, enfim, de que esta história de "não sei", "não vi", "assinei sem ler" não convence mais. Isto precisa ser dito de forma ostensiva e explícita. As federações e associações do comércio, da indústria e da agricultura precisam neste momento ir às tevês e denunciar Lula com o dedo apontado para o seu retrato. Também as entidades de defesa da democracia e da cidadania podem fazer o mesmo e até mesmo qualquer cidadão, pois um simples banner colocado no vidro traseiro de um carro já alerta muita gente.


Este já não é mais o tempo ideal, mas é o tempo que temos, antes que nenhuma ação possa ser feita; antes que tudo se acabe. Não esperem que a mansidão invoque a complacência dos sedentos de controlar as nossas vidas e as vidas de nossos filhos. É precisamente isto o que eles esperam de nós.
  • Lula é o responsável pelo mensalão;
  • Lula luta pela legalização do aborto;
  • Lula quer os crucifixos fora das escolas, hospitais e repartições públicas;
  • Lula é aliado do MST e defende as invasões e desapropriações de terras;
  • Lula é amigo e cúmplice de Hugo Chaves, Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa, de Ahmadinejad, do regime chinês, do genocídio no Sudão e de todos os ditadores do continente africano;
  • Lula defende o confisco de terras sob o pretexto quilombola;
  • Lula quer tomar a propriedade privada pelo aumento de impostos, que já passou de 40%;
  • Lula é amigo dos bandidos (alguém já viu ele se pronunciar uma única vez que fosse contra bandidos e marginais?);
  • Lula promoveu a intervenção - ainda que mal-sucedida - contra Honduras;
  • Lula é amigo e protetor das FARC;
  • Lula quer educar os seus (os teus!) filhos para serem ovelhas a lhe balir pro resto da vida;
  • Lula quer destruir a família ao apoiar a agenda gay;
  • Lula quer usar o aborto (e depois a eutanásia) como instrumentos de controle social;
  • Lula quer aparecer como um profeta auto-proclamado, por meio de seu filme.
Lula, Lula, Lula. Lula é o cara! Lula é o cara...mau!


por Klauber Cristofen Pires

terça-feira, 21 de julho de 2009

Os Sanguinários

Há muita coisa inédita (ou quase) na crise hondurenha. O primeiro fato óbvio é que o chamado “golpe” foi desfechado para garantir a legalidade no país. Manuel Zelaya, o presidente deposto, é que havia jogado a Constituição no lixo. Outro elemento inusual é que o “civil” apeado do poder é que preparava uma ditadura, para a qual esperava contar com o apoio dos militares. Mas o mais surpreendente de tudo é haver no comando da OEA alguém como José Miguel Insulza.

Este senhor não tem competência intelectual e autoridade moral para ser o comandante de um organismo como a OEA. Onde já se viu um político na sua posição prever, antecipar e, de fato, insuflar um confronto armado? É o que ele está fazendo, atendendo, ademais, à convocação do próprio Manuel Zelaya.

Há um crime sendo preparada contra a população civil da Honduras. A imprensa do país denunciou há dias o tal Plano Caracas, segundo o qual Chávez, no comando da Alba, chefiaria um banho de sangue no país para permitir a reinstalação de Zelaya no poder. Notem: é o que está em curso. Todos os passos estão sendo dados nesse sentido. É um escândalo que o mundo não reaja a isso — ou melhor, reage: atua contra o governo interino, tentando desestabilizá-lo, a exemplo do que faz a União Européia, bloqueando recursos do país.

Honduras está cercada por governos delinqüentes, como os da Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e mais as entidades que deveriam atuar para evitar o conflito. Em vez disso, elas o estimulam. E tudo sob o silêncio cúmplice dos EUA. Barack Hussein está prestes a permitir um banho de sangue em Honduras. Tudo conforme Chávez prometeu e organizou. E a trágica ironia nisso tudo é que a ação se dá ao mesmo tempo em que Daniel Ortega se mobiliza para se perpetuar no poder em que o Beiçola de Caracas proíbe um desafeto seu de deixar o país, ameaçando-o com a expropriação de seus bens. Essa é a democracia que se prepara também em Honduras.

E quem é, de fato, José Miguel Insulza? É o homem que se mobilizou e se mobiliza para levar Cuba de volta à OEA — e atenção: ele é contra que se exija do governo cubano o cumprimento de qualquer cláusula democrática. Nesse caso, este escroque moral acredita que os demais países não devem se imiscuir na realidade política interna, entenderam? Vocês já imaginaram o que aconteceria a um país ou a um líder de alguma entidade se insuflasse a luta armada em Cuba em defesa da democracia? E olhem que a ilha é o que Honduras não é: uma ditadura — não! Na verdade, é uma tirania.

A opinião de Insulza faz parte do lixo moral do nosso tempo. Que este senhor tenha chegado a tal cargo diz bem da qualidade dos governantes da América Latina.

Honduras está prestes a sofrer um assalto das forças da América Latina que hoje são aliadas objetivas do terrorismo e do narcotráfico. E tudo acontecendo debaixo do queixo erguido de Barack Hussein, este senhor dotado da suposta — e formidável — capacidade de iluminar o futuro, mas, tudo indica, conivente com as trevas do presente.

por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Cerco a Honduras

Não há evento similar em passado recente na América Latina. Na verdade, dada a forma como se opera, estamos diante de algo inédito no mundo. Os presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Daniel Ortega (Nicarágua) agem livremente, à vista de toda gente, para levar Honduras à convulsão social e política. O governo interino do país e a imprensa denunciam o “Plano Caracas” — um conjunto de medidas posta em marcha por Chávez, que conta até com o massacre de civis —, e ONU e OEA silenciam. Nem mesmo se dão ao trabalho de enviar delegados ao país para avaliar a veracidade da denúncia.

Parte do plano denunciado (...) já começou a ser posto em prática ontem e deve seguir hoje. Chávez planeja para sábado o grande dia, quando Manuel Zelaya entraria no país, protegido, diz a imprensa hondurenha, por gangues de narcotraficantes.

Tudo invenção do governo provisório? Os indícios são todos em sentido contrário. Chávez confessou de viva voz que estava em contato com “lideranças” de Honduras para preparar a volta de Zelaya. O Bandoleiro de Caracas, que já exportou a sua “revolução” para o Equador e a Bolívia, agora se comporta como interventor mesmo. Deve se considerar, assim, uma espécie de União Soviética dos velhos tempos no comando do Pacto de Varsóvia.

O mundo assiste calado a um cerco que transgride os princípios mais básicos da soberania de um país. Sem contar, evidentemente, que praticamente todas as instituições democráticas de Honduras — além da esmagadora maioria da população — rejeitam a volta de Zelaya ao poder. O pouco de tempo que lhe restaria de mandato teria de ser exercido com o chicote na mão. Estamos falando de trocar a relativa paz de agora por um governo de confronto. Adivinhem quem pagaria o pato.

Ainda que Zelaya não fosse quem é — um golpista confesso — e que houvesse mesmo um governo gorila em Honduras, o que é mentira, a ingerência de Chávez e Ortega no país é inaceitável. Militantes bolivarianos e sandinistas cruzaram a fronteira para ajudar os manifestantes com sua “tecnologia” — do terror, naturalmente. No “Plano Caracas”, noticiado pela imprensa hondurenha e confirmado por fontes militares da própria Venezuela, eles estão lá para fazer baixas civis entre os próprios apoiadores de Zelaya, o que serviria para caracterizar o governo interino como uma horda de facínoras.

Honduras é um pequeno país, sem dúvida. Mas está começando a se tornar um emblema — com detalhes e contornos ainda um tanto indefinidos. Será história! Se conseguir resistir, enfraquece Chávez e fornece um caminho de combate ao assalto bolivariano. Se voltar a cair nas mãos de Zelaya, o Tirano de Caracas, com razão, vai se sentir vitorioso. E terá incorporado uma prática a mais em sua luta diária contra a democracia.

por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Delito de Lesa Humanidade

“Por su actitud acertada y prudente, los hondureños se salvaron de la desgracia que viven los pueblos de Venezuela, Ecuador, Bolivia y Nicaragua de entrar en un esquema que consiste en destruir la democracia desde adentro”, dijo Alejandro Peña Esclusa, presidente de la Asociación UnoAmérica.

Peña asegura que lo que se hizo aquí (sustituir a Manuel Zelaya Rosales) fue salvarse de una debacle que hubiera ocurrido si Hugo Chávez le hubiera puesto la mano a Honduras.

“Lo que Chávez no pudo hacer por las buenas, va a tratar de hacerlo por las malas, provocando un conflicto armado artificialmente, financiando un movimiento para que se produzcan unos cuantos muertos, culpar al gobierno de Roberto Micheletti y de esa manera desestabilizarlo y derrocarlo”, dijo.

Ayer llegó a Tegucigalpa una delegación de UnoAmérica, con el objetivo de reconocer al gobierno legítimo de Micheletti, advertir del peligro que sigue en pie con la intención de Chávez de provocar una masacre en Honduras para derrocar el actual gobierno y hacer un levantamiento de información que demuestre que Chávez está provocando un conflicto armado en este país, para acusarlo ante los tribunales internacionales de cometer delitos de lesa humanidad.

“Nosotros creemos que aquí se están cometiendo por parte de Chávez delitos que tipifican como delitos de lesa humanidad, porque este tipo de delitos no solo son los que se ejecutan sino que también los que se pretende ejecutar”, reiteró Peña Esclusa, quien hace su labor desde Bogotá.

Conspiração!

Informes a los que tuvo acceso EL HERALDO revelan que en el país está en marcha una conspiración gestada desde Caracas por el presidente y ex militar golpista Hugo Chávez.

La conspiración pretende desestabilizar el país mediante acciones armadas de grupos irregulares, ligados al narcotráfico o provenientes de Nicaragua, según estos informes.

Como parte del plan chavista, se pretende la toma del aeropuerto Toncontín, bloqueo de las principales carreteras, paralizar instituciones públicas y hospitales y fabricar una masacre durante enfrentamientos inducidos contra policías y militares.

La orden, que habría sido girada por militares infiltrados chavistas y sandinistas en el país, es atentar contra negocios, destruir medios de comunicación, quemar vehículos y cometer actos de vandalismo, obligando así al uso de la fuerza militar y policial.

Un capitán naval venezolano de apellido Rodríguez (demás nombres se mantienen en reserva), es quien coordina la rebelión para los días viernes y sábado. La operación militar intervencionista terminaría con la toma de Toncontín, según confesó a EL HERALDO una fuente de entero crédito.

El “plan Chávez” contempla que sean miembros de pandillas, a quienes se pagó entre 300 y 500 lempiras, los que encabecen las manifestaciones.

Su misión será sublevarse a la autoridad hasta la provocación de disparos.

Una vez surjan los primeros disparos, los grupos irregulares infiltrados dispararán contra los mismos manifestantes, con el fin de fabricar una masacre que desestabilice y provoque una anarquía en el país.

Magnicidio
Pero la conspiración, según fuentes a las que tuvo acceso EL HERALDO, va más allá.

Se ha confirmado que en Colón, Gracias a Dios y Olancho se han conformado células armadas que intentarán ingresar a Manuel Zelaya Rosales.

Se ha definido como un punto probable La Mosquitia hondureña, por ser una zona inhóspita, con poco control policial y dominada por los carteles de la droga. Una banda que domina el mercado de la droga en Colón y otros sectores del litoral estarían colaborando en la operación.

Efectivos inmiscuidos en labores de inteligencia y contrainteligencia afirman que el plan es que Zelaya entre al país custodiado por grupos irregulares.

Sin embargo, advierten que no hay garantías de que Zelaya, al pasar de objetivo político a militar, sea víctima de una conspiración.

Ayer se confirmó que en Cilín, Colón, se ha detectado la presencia de al menos 100 hombres armados.

Las declaraciones de Zelaya, en el sentido de llamar a la insurrección al pueblo serían parte del “plan Chávez”, aunque Zelaya podría desconocer los alcances de toda la operación subversiva planeada en Caracas y que se podría ejecutar desde Nicaragua.

Chávez ya hizo el primer intento por fabricar una masacre el pasado 5 de julio, cuando ordenó a miles de manifestantes a invadir la pista.
Ese día, Chávez confesó que dirigía la operación militar y que estuvo en contacto con los manifestantes durante todo el recorrido hasta llegar a Toncontín.

Zelaya sobrevoló la pista, sin embargo, no pudo aterrizar por los obstáculos que puso la Fuerza Armada hondureña.

El presidente depuesto no hizo intentos por aterrizar en otras pistas del país, donde no había manifestantes. Desde el avión, pidió a la población invadir la pista, lo que indujo los enfrentamientos con militares y policías. El saldo: un muerto.

Finalmente, la operación militar denominada “enjambre de abejas” fracasó, ya que según el mensaje escrito en la pizarra de la oficina que ocupaba Chávez, el objetivo era provocar muertos, heridos y desesperación en las personas.

* Objetivos:
- Masacre. Chávez buscará, desde hoy hasta el sábado, una masacre de manifestantes.
- Vandalismo. Pandilleros han sido contratados para delinquir.
- Toncontín. Se pretende la toma del aeropuerto.


Eis como agem os membros do Foro de São Paulo. Seus planos de dominação têm que ser efetivados nem que seja à bala!

É claro que alguns "simpatizantas" do proto-ditador vão gritar: mentira! É tudo invenção da direita!

É. Pode até ser. Afinal, muitos congressistas hondurenhos estiveram em contato com Chávez, desde que aprovaram a entrada de Honduras na tal ALBA. Devem ter aprendido como mentir com ele, que sempre fala em golpe contra seu governo e em magnicídio (Evo aprendeu direitinho, não é mesmo, cambada?)

Mas vamos aos fatos: Chávez já havia ameaçado, claramente, logo no começo da crise hondurenha, invadir Honduras com suas Forças Armadas caso não houvesse o reempossamento do "companheiro" Zelaya. Já vimos que ele tentou fazer um "enxame de abelhas" para desestabilizar o governo interino.

Este plano é, com certeza, parte das "outras medidas" que Zelaya disse que "tomariam quando deram seu ultimato", no dia 13 de Julho.

Que o povo hondurenho siga fotalecido em seu propósito de garantir a verdadeira democracia no país. E que os olhos do mundo - e principalmente dos brasileiros - se voltem para lá e aprendam como se faz para enxotar a canalha comunista, que só quer que sejamos obedientes autômatos em prol do seu (deles) enriquecimento.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Socialismo Latino-Americano


Comento:
Não. A disposição dos três de forma a lembrar os carrascos comunistas não foi mera coincidência. Este é o "socialismo do século XXI", as garras do Foro de São Paulo, que se abatem sobre Honduras que depôs um presidente que queria aviltar a Constituição e deturpar a democracia daquele país, apoiado que era pelo proto-ditador venezuelano.

O Plano Macabro de um Delinqüente Internacional

A imprensa brasileira, com exceções aqui e ali, segue a sua rotina vergonhosa de submissão ao golpismo bolivariano, ignorando todas as evidências de que Manuel Zelaya preparava um assalto à Constituição democrática. Pior: ignora a sua confissão. Agora, deve dar de ombros também para o fato de que Chávez coordenou pessoalmente a tentativa de retorno do chicaneiro a Honduras e apostava num banho de sangue.

A agência AFP captou o momento em que o ditador da Venezuela comandava, de seu gabinete, a operação. Até aí, já se sabia, não? O avião em que estava o ex-presidente hondurenho pertence ao braço da PDVSA nos Estados Unidos. Um repórter da TV de Chávez acompanhava a viagem, tudo transmitido ao vivo pela emissora oficial da Venezuela. O que não se tinha era a prova de que se planejava um massacre. Reportagem do jornal hondurenho El Heraldo.hn conta a história.
Estão vendo aquela lousa ao lado de Chávez? Está tudo ali. Traduzo trechos de reportagem do jornal hondurenho:

Mais do que ver um ex-militar golpista apontando para seu televisor Panasonic e aplaudindo a “façanha” de Zelaya, que era transmitida ao vivo pela Rede Telesur, especialistas em temas políticos e segurança chamaram a atenção para a mensagem escrita na lousa de fórmica e que pode ser uma clara manifestação de que o objetivo era provocar um massacre.
Afinado com as intenções que revela o escrito na lousa, Zelaya pedia, do avião, por intermédio de uma comunicação por satélite, que a população invadisse a pista do aeroporto para retirar os obstáculos que haviam sido colocado pelas forças militares. Houve a tentativa, mas a ação foi reprimida pelos soldados e pela polícia, que, segundo a Comissão de Direitos Humanos, usavam balas de borracha.

A mensagem textual na lousa de Chávez diz:“051345JUL09 Enjambre de abejas africanas, Tribuna Presidencial, heridos por picadas y desesperación de las personas.”

Mario Berríos, advogado e especialista em temas políticos e de segurança, assegura que se trata de uma mensagem escrita em código. O escrito “051345JUL09″, segundo ele, é o que se chama, em doutrina militar, “grupo-fecha-hora”. A mensagem revela o dia (05), o ano (2009) e a hora (13:45), e foi precisamente a hora em que a manifestação estava vencendo os policiais nas imediações de Camosa, sendo insuficientes os cordões de segurança para conter os que protestavam e impedir que se aproximassem do aeroporto Toncontín.

“Enxame de abelhas (Enjambre de abejas) africanas” se refere à manifestação, que, em alguns países, tem sido capaz de derrubar governos. No caso da ocorrina no domingo, em frente ao aeroporto, Berríos observa que, com efeito, os manifestantes chegaram de todos os cantos do país e “felizmente, não foi tão numerosa a ponto de derrubar o governo e vencer as Forças Armadas e a polícia”.

“Tribuna presidencial” significa que, ali mesmo, se daria posse a Zelaya, declarando-o novamente no poder da nação. A expressão “feridos por picadas”, segundo Berríos, pode ser o mais preocupante da mensagem e da Operação Chávez, já que denota que o objetivo era provocar uma resposta violenta das forças militares e policiais ou que, mesmo entre os manifestantes, haveria feridos, com tiros a queima-roupa para provocar novos mártires”.

Cabe destacar que, um dia antes, o cardeal Óscar Rodriguez lembrou que não era recomendável o retorno de Zelaya. E observou que, afinal, no país, não havia um só morto em razão da crise política.

“Desespero das pessoas” poderia significar que a estratégia final era provocar o caos e um estado de ingovernabilidade diante de mortos e feridos.(…)

Comento
Qualquer leitor, eu inclusive, fica um pouco com o pé atrás, não? Há, acima, interpretação, é verdade. E se Chávez agora se interessa mesmo por abelhas africanas, não é mesmo? Ora, querem coisa mais comum do mundo do que um presidente ter em sua sala uma lousa de fórmica com os dizeres “abelhas africanas”, “feridos”, “desespero das pessoas” e “tribuna presidencial”? E isso no momento em que acompanha, ao vivo, uma operação em solo estrangeiro - com a invasão do espaço aéreo daquele país, é bom notar.

Quanto a Zelaya…
Que tipo de governante incita seu próprio povo a confrontar soldados armados, pedindo que avancem contra equipamentos militares? Bem, é o tipo de governante que merece o apoio de líderes do mundo inteiro - inclusive o de Barack Hussein, que reconhece antiamericanismo no sujeito, mas tudo bem…

Ainda que a mensagem na lousa de Chávez nada significasse, o fato é que a foto o flagra acompanhando, numa transmissão via satélite, o que pode ser caracterizado como uma intervenção em solo estrangeiro.

Alguma esperança
Óscar Arias, presidente da Costa Rica, foi indicado como mediador da crise, como vocês já devem ter lido. Foi aceito pelas partes em conflito e deve começar por promover um encontro entre Manuel Zelaya e Roberto Micheletti, presidente interino de Honduras. Vamos ver. Até agora, os bolivarianos falharam em duas tacadas: a) no golpe que implantaria um regime chavista no país; b) na tentativa de induzir uma resposta violenta dos militares, que resultasse num banho de sangue.

Honduras resiste a um impressionante cerco, que, acreditem, ainda tem no comando um bandido explícito como Hugo Chávez. Quanto à esmagadora maioria da imprensa brasileira, dizer o quê? A cobertura nunca foi tão parecida com a do Granma, o jornal do Partido Comunista de Cuba. Como não é Granma que se esforça para ter o padrão do jornalismo que se faz no Brasil, é, então, o jornalismo que se faz no Brasil que está se esforçando para ter o padrão do Granma. E está sendo muito bem-sucedida na tarefa.

por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ainda Há Vida na "Mídia"...

Mary Anastasia O’Grady é colunista de “Americas” do Wall Street Jounal. Escreve hoje o artigo “Honduras defende a sua democracia”, reproduzido abaixo e com alguns trechos traduzidos. É uma prova de que nem tudo está totalmente dominado pelas esquerdas... Felizmente!

Hugo Chávez's coalition-building efforts suffered a setback yesterday when the Honduran military sent its president packing for abusing the nation's constitution.

It seems that President Mel Zelaya miscalculated when he tried to emulate the success of his good friend Hugo in reshaping the Honduran Constitution to his liking.

But Honduras is not out of the Venezuelan woods yet. Yesterday the Central American country was being pressured to restore the authoritarian Mr. Zelaya by the likes of Fidel Castro, Daniel Ortega, Hillary Clinton and, of course, Hugo himself. The Organization of American States, having ignored Mr. Zelaya's abuses, also wants him back in power. It will be a miracle if Honduran patriots can hold their ground.

That Mr. Zelaya acted as if he were above the law, there is no doubt. While Honduran law allows for a constitutional rewrite, the power to open that door does not lie with the president. A constituent assembly can only be called through a national referendum approved by its Congress.

But Mr. Zelaya declared the vote on his own and had Mr. Chávez ship him the necessary ballots from Venezuela. The Supreme Court ruled his referendum unconstitutional, and it instructed the military not to carry out the logistics of the vote as it normally would do.

The top military commander, Gen. Romeo Vásquez Velásquez, told the president that he would have to comply. Mr. Zelaya promptly fired him. The Supreme Court ordered him reinstated. Mr. Zelaya refused.

Calculating that some critical mass of Hondurans would take his side, the president decided he would run the referendum himself. So on Thursday he led a mob that broke into the military installation where the ballots from Venezuela were being stored and then had his supporters distribute them in defiance of the Supreme Court's order.

The attorney general had already made clear that the referendum was illegal, and he further announced that he would prosecute anyone involved in carrying it out. Yesterday, Mr. Zelaya was arrested by the military and is now in exile in Costa Rica.

It remains to be seen what Mr. Zelaya's next move will be. It's not surprising that chavistas throughout the region are claiming that he was victim of a military coup. They want to hide the fact that the military was acting on a court order to defend the rule of law and the constitution, and that the Congress asserted itself for that purpose, too.

Mrs. Clinton has piled on as well. Yesterday she accused Honduras of violating "the precepts of the Interamerican Democratic Charter" and said it "should be condemned by all." Fidel Castro did just that. Mr. Chávez pledged to overthrow the new government.

Honduras is fighting back by strictly following the constitution. The Honduran Congress met in emergency session yesterday and designated its president as the interim executive as stipulated in Honduran law. It also said that presidential elections set for November will go forward. The Supreme Court later said that the military acted on its orders. It also said that when Mr. Zelaya realized that he was going to be prosecuted for his illegal behavior, he agreed to an offer to resign in exchange for safe passage out of the country. Mr. Zelaya denies it.

Many Hondurans are going to be celebrating Mr. Zelaya's foreign excursion. Street protests against his heavy-handed tactics had already begun last week. On Friday a large number of military reservists took their turn. "We won't go backwards," one sign said. "We want to live in peace, freedom and development."

Besides opposition from the Congress, the Supreme Court, the electoral tribunal and the attorney general, the president had also become persona non grata with the Catholic Church and numerous evangelical church leaders. On Thursday evening his own party in Congress sponsored a resolution to investigate whether he is mentally unfit to remain in office.

For Hondurans who still remember military dictatorship, Mr. Zelaya also has another strike against him: He keeps rotten company. Earlier this month he hosted an OAS general assembly and led the effort, along side OAS Secretary General José Miguel Insulza, to bring Cuba back into the supposedly democratic organization.

The OAS response is no surprise. Former Argentine Ambassador to the U.N. Emilio Cárdenas told me on Saturday that he was concerned that "the OAS under Insulza has not taken seriously the so-called 'democratic charter.' It seems to believe that only military 'coups' can challenge democracy. The truth is that democracy can be challenged from within, as the experiences of Venezuela, Bolivia, Ecuador, Nicaragua, and now Honduras, prove." A less-kind interpretation of Mr. Insulza's judgment is that he doesn't mind the Chávez-style coup.

The struggle against chavismo has never been about left-right politics. It is about defending the independence of institutions that keep presidents from becoming dictators. This crisis clearly delineates the problem. In failing to come to the aid of checks and balances, Mrs. Clinton and Mr. Insulza expose their true colors.

A coalizão liderada por Hugo Chávez sofreu ontem um revés, quando os militares hondurenhos despacharam seu presidente por violar a Constituição do país. Parece que o presidente Zelaya calculou mal quando tentou seguir o exemplo de seu bom amigo Chávez e reformar a Constituição hondurenha segundo o seu gosto.

Mas Honduras ainda não está livre da armação venezuelana. Ontem, o país estava sendo pressionado a reconduzir ao poder o autoritário sr. Zelaya por tipos como Fidel Castro, Daniel Ortega, Hillary Clinton e, claro, o próprio Chávez. A OEA, que ignorou os abusos do sr. Zelaya, também quer sua volta ao poder. Se os patriotas hondurenhos conseguirem resistir, será um milagre.

Que o sr. Zelaya agiu como se estivesse acima da lei, não há duvida.
(…)
[os chavistas] querem esconder o fato de que os militares agiram segundo a ordem do tribunal para defender a lei e a Constituição e as decisões tomadas pelo próprio Congresso com esse mesmo propósito.
(…)
A reação da OEA não é supreendente. Emilio Cádernas, ex-embaixador da Argentina na ONU, disse-me no sábado que ele estava preocupado com o fato de que “a OEA, sob o comando de José Miguel Insulza (…), parece acreditar que só golpes militares podem afrontar a democracia. A verdade é que a democracia pode ser solapada por dentro, como provam a Venezuela, o Equador, a Nicarágua e, agora, Honduras.

E Honduras Rejeita o Foro de São Paulo...

A um dia do fim do ultimato dado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo interino de Honduras, o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, desembarca hoje em Tegucigalpa com a difícil missão de viabilizar a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.

“Não vamos a Honduras negociar. Vamos a Honduras solicitar que mudem o que eles estão fazendo”, disse Insulza, durante visita à Guiana. “Farei tudo o que posso, mas acho que será muito difícil mudar o rumo das coisas em dois dias.”

Anteontem, a Assembleia Geral da OEA deu um ultimato de 72 horas a Honduras para que restitua Zelaya ao poder de forma “imediata, segura e incondicional”, sob pena de o país ser suspenso do grupo.

Embora a pressão internacional contra o presidente interino, Roberto Micheletti, aumente a cada dia, seu governo vem mantendo o discurso de que a volta de Zelaya não está na mesa. Desde a deposição, no último domingo, essa posição tem o respaldo do Judiciário, do Congresso, do Ministério Público e do alto comando das Forças Armadas.

Em entrevista à Folha ontem, a vice-chanceler do governo interino de Honduras, Martha Lorena Alvarado, disse que “tudo é negociável com a OEA, menos a volta de Zelaya”.

À tarde, Micheletti disse que a comissão da OEA será “bem-vinda”, mas disse que, a princípio, ele não se reunirá com Insulza. “Tenho entendido que falarão com a Promotoria, com a Corte Suprema de Justiça. Sou a última parte. Mas vamos recebê-lo como o que somos, um governo constitucional”, disse, em entrevista coletiva na Casa Presidencial.

“Estamos já planejando um disquete para enviar a todo o mundo uma cronologia do que aconteceu desde o primeiro dia desses acontecimentos”, afirmou Micheletti, ao ser questionado sobre como estava se preparando para receber Insulza.

Questionado se estaria de acordo em antecipar eleições presidenciais, Micheletti disse que “totalmente, se essa for uma maneira de solucionar esse tipo de problema”.

O governo interino manteve para o dia 29 de novembro a realização de eleições parlamentares, presidenciais e municipais.

por Fabiano Maisonnave, na Folha




Comento:
Zelaya era presidente de Honduras. Originalmente eleito por uma coalizão de centro-direita em uma acirrada disputa em 2005, conseguiu aprovar, em 2008, a entrada daquele país na ALBA (ALternativa Bolivariana para as Américas) no ano passado.

Desde então, parece que Zelaya começou a sofrer, devido à aproximação com o candidato a ditador Hugo Chávez, delírios Castrista e quis modificar a Constituição de seu país para que houvesse reeleição e pudesse perpetuar-se no poder, tal qual o próprio Chávez fez na Venezuela - seguido por Correa e Evo Morales.

A crise política em Honduras se agravou a partir de março deste ano, quando o ex-presidente Manuel Zelaya apresentou uma proposta para realizar um plebiscito sobre a criação de uma assembleia constituinte que permitisse a reeleição presidencial.

Neste referendo, Zelaya dizia que a mudança constitucional era necessária para fazer as mudanças que Honduras necessita para se desenvolver. E entre as mudanças estava a reeleição para presidente. Porém, segundo a atual Carta Magna do país, promulgada em 1984, o mandato único do presidente da república é uma cláusula pétrea e não pode ser alterada.

Com esta proposta, Zelaya, que já governava com minoria no Congresso, que é unicameral, perdeu apoio até dentro do próprio partido (Partido Liberal) e a Suprema Corte, que é apontada pelo Legislativo, também se posicionou contra a realização do referendo.

Zelaya também tem uma relação difícil com os meios de comunicação. Em seus delírios chavistas de grandeza, Zelaya obrigou por decreto, em 2007, rádios e televisões a exibirem duas horas de propaganda do governo, por julgar que a cobertura dos grandes veículos era tendenciosa.

Na última semana, porém, a tensão entre o Executivo e os demais poderes e o Exército cresceu. O plano do presidente foi considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça, por ferir a Constituição vigente. Em 23/06/2009, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, o que impossibilitaria os planos do presidente. Em seguida, o chefe do Exército, general Romeo Vasquez, disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.

Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana. Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto.

Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá. O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, a fim de prevenir que os aliados do presidente causassem confusão.

No sábado, o presidente ignorou uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército. "Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. "A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia."

Pausa:
Zelaya nasceu em 20 de setembro de 1952, em uma família de madeireiros e fazendeiros de Olancho, no oeste do país. Chegou a cursar engenharia civil, mas abandonou os estudos para se dedicar ao trabalho nas terras da família. Foi presidente de uma associação de industriais madeireiros e do conselho hondurenho de empresas privadas. Foi também diretor de um banco, mantendo-se em contato com a cúpula do empresariado de seu país.

Voltando:
No domingo, militares, a pedido da Suprema Corte, invadiram o palácio presidencial, prenderam Zelaya, ainda de pijama, em seu dormitório e o colocaram num avião para a Costa Rica. À noite, o Congresso leu uma carta atribuída ao presidente na qual ele renunciava, o que foi desmentido por ele, e o destituiu do cargo, nomeando Roberto Micheletti, líder do Congresso, como novo presidente do país, conforme exige a Constituição.

A Constituição de Honduras estabelece que: "ARTICULO 239.- El ciudadano que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser Presidente o Vicepresidente de la República. El que quebrante esta disposición o proponga su reforma, así como aquellos que lo apoyen directa o indirectamente, cesarán de inmediato en el desempeño de sus respectivos cargos y quedarán inhabilitados por diez (10) años para el ejercicio de toda función pública."

Trata-se da Constituição de um país historicamente traumatizado por ditaduras e ditadores. Que põe na Constituição uma defesa contra aventuras continuístas. E Manuel Zelaya PROCUROU, COM SEU REFERENDO, GOLPEAR A CONSTITUIÇÃO E A DEMOCRACIA HONDURENHAS. Ou seja, as ações ilegais do ex-Presidente de honduras, ao tentar realizar um plebiscito inconstitucional, ACARRETARAM SUA DESTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DO CARGO!

Mesmo assim, diante dos acontecimentos, praticamente o mundo inteiro tem condenado o "golpe militar" que depôs Zelaya, incluindo-se, aí, o "império" norte-americano, na figura do presidente Hussein - o qual, muitos como o próprio Chávez, ainda condenam como sendo os verdadeiros interessados no "golpe militar".

Chávez, que influenciou profundamente Zelaya, agora, está fazendo um grande bloqueio econômico a Honduras - justamente ele, que, como os outros membros do Foro de São Paulo, sempre condenou o embargo econômico que os EUA mantinham em relação a Cuba. Logicamente, bem sabe Chávez, o governo hondurenho é, politicamente, de centro-direita. Fosse de esquerda, nada haveria. Pelo contrário, seria fartamente apoiado - inclusive com as Forças Armadas venezuelanas aportando em Honduras para garantir a apoio ao novo presidente.

Mas Honduras vai resistir à pressão? A resposta é uma só: já resistiu. Manuel Zelaya e Hugo Chávez, que é o verdadeiro pilar da crise que vive o país, já não lograram o seu intento, ainda que Zelaya volte e conclua o seu mandato, como quer a OEA e a ONU.

E somente voltará com um acordo com o governo provisório e as forças que o apóiam — praticamente, o país inteiro. A reforma da Constituição, como ele queria, dificilmente seria feita. E isso quer dizer que o golpe de Chávez, em Honduras, falhou. Na verdade, não é a primeira vez que dá errado - no Peru, ele quebrou a cara, mas foi ainda durante o processo eleitoral, apesar de que, agora, por intermédio de Evo Morales, tenta criar uma convulsão indígena no país.

As lideranças políticas e os militares impediram o golpe de estado de Zelaya impuseram, também por intermédio do uso legítimo da força, a ordem constitucional. Medidas de restrição à liberdade que estão em curso foram aprovadas no Congresso por unanimidade. Zelaya não tem um mísero aliado de peso no país - nem mesmo no seu partido. Veja abaixo o que segue na Folha de São Paulo:

Até domingo assessor do presidente deposto Manuel Zelaya para projetos especiais, Moisés Starkman ocupa, assim como vários outros membros do alto escalão hondurenho, o mesmo cargo no governo interino de Roberto Micheletti. Nesta entrevista à Folha, Starkman afirma que Zelaya não tinha apoio para mudar a Constituição e que a influência do governo do venezuelano Hugo Chávez prejudica o país:

FOLHA - Há condições para a OEA (Organização dos Estados Americanos) negociar a volta de Zelaya a Honduras?
MOISÉS STARKMAN - Não creio que esse processo tenha começado ainda. Uma coisa é fazer contato, outra coisa é negociar. Mas surpreende que o secretário-geral da OEA [José Miguel Insulza, que chega hoje ao país] não tenha visitado Honduras antes para fazer uma missão de avaliação sobre o que efetivamente estava ocorrendo.

FOLHA - O senhor permaneceu no governo Zelaya até o final. Havia de fato a influência do presidente Hugo Chávez?
STARKMAN - Isso é muito difícil de medir, mas é evidente que havia uma aproximação cada vez maior em direção ao governo venezuelano. O que começou como uma aproximação comercial, com a Alba [Alternativa Bolivariana para as Américas, bloco liderado por Chávez ao qual Honduras se filiou no ano passado], foi adquirindo outro tipo de relação.

FOLHA - Qual era a intenção de Zelaya ao tentar convocar uma Assembleia Constituinte?
STARKMAN - Zelaya manifestou, em várias ocasiões, a necessidade de mudar a Constituição. Agora, em Honduras, tivemos o maior período de paz e de democracia com a Constituição atual. É uma Carta em vigência desde 1984 e, desde então, temos eleição a cada quatro anos. É uma Constituição que deu estabilidade ao nosso país. A Constituição tem artigos que não podem ser mudados. E um deles se refere à forma do governo, ao período presidencial e à não reeleição. Em Honduras, a ausência de reeleição tem sido um dos elementos que vêm dando estabilidade até o presente.

FOLHA - Chávez é a grande ameaça para Honduras, como alega o presidente interino?
STARKMAN - Chávez vem dando várias declarações infelizes. Isso faz com que haja temor em Honduras de que se queira exportar uma forma de governo que pode ser boa para a Venezuela. Mas nós, em Honduras, queremos uma forma de governo própria. Pessoalmente, acho importante que em Honduras haja um sistema de pesos e contrapesos. Não gostaria que, em Honduras, haja um presidente que faça o que quiser e quando quiser.