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segunda-feira, 22 de abril de 2013

De Volta à Raposa do Sol

Primeiro, leiam a reportagem da Folha de São Paulo. Volto depois.

Quatro anos após o Supremo Tribunal Federal determinar que a área de Raposa Serra do Sol era uma reserva indígena e que os "brancos" teriam de ir embora, a energia elétrica finalmente chegou ao barraco de madeira de dois quartos do líder da etnia macuxi Avelino Pereira.

Ele mora com a mulher, filha e neta lá. Mas seu barraco, contudo, está a cerca de 180 km da comunidade da Raposa Serra do Sol em que residiu boa parte de sua vida.

Hoje Pereira vive em Nova Esperança, uma invasão na periferia da capital de Roraima, Boa Vista, situação que ilustra o que ocorreu com parte da comunidade indígena após a demarcação.

"Hoje a realidade [em Raposa Serra do Sol] está ai, não tem uma agricultura melhor, não tem estrada boa, saúde boa. Se alguém disser que está boa, é mentira", diz Pereira, 50 anos, acostumado com a vida próxima a cerca de 340 famílias de produtores rurais que tiveram que deixar as terras para cerca de 20 mil índios após a decisão do STF.

Não há dados oficiais, diz o IBGE, sobre os indígenas que deixaram a região.

No município de Cantá à 38 km de Boa Vista, outro líder indígena, Sílvio da Silva, faz coro e fala sobre uma "maldição da Raposa".

"Hoje temos vários indígenas 'saídos' [da reserva] para procurar melhora de vida", diz Silva, ex-presidente da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima.

Entre os principais alvos das queixas está a própria Funai (Fundação Nacional do Índio). "Eles querem que o índio volte a viver no passado, como viveram os nossos, que tinham raiz e usavam capemba de buritis [adereço] no pé, a bunda aparecendo. Hoje não, não quero fazer isso."

No percurso de carro de Cantá a Boa Vista, o indígena comenta: "Pena que estamos com pouco tempo, queria ir lá no lixão para te mostrar". Ao longo da BR-174 está Venâncio, um macuxi de fala mansa. Ele trabalha num lixão à beira da estrada, cercado por urubus, tratores e o mau cheiro. Consegue de R$ 20 a R$ 30 por dia.

"Essa realidade do lixão ela começa hoje em Roraima em escala pequena, mas a tendência é que se não fizermos nada vai crescer", diz o governador de Roraima, José de Anchieta (PSDB).

Com a chegada da noite em Boa Vista, surge outra face da busca por sobrevivência de indígenas nas periferias: a prostituição. No bairro Asa Branca, algumas mulheres conversam com vestidos curtos e maquiagens carregadas, vozes abafadas pela música alta do grupo Calcinha Preta.

Entre elas, Menezes, 26, que há seis meses começou a trabalhar no estabelecimento como garçonete. Agora, virou prostituta e diz ganhar R$ 300 por dia. Segundo o IBGE, a renda média mensal na região, na faixa etária de Menezes, é de R$ 954.

"Estou aqui porque preciso pagar minhas contas", diz ela, que morava em Uiramutã, comunidade em que ela nasceu na reserva.

A Funai não se pronunciou sobre a situação da reserva.

Os produtores rurais, por sua vez, migraram para outros Estados e para a Guiana. Dono de duas fazendas na área, Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), hoje tem fazenda na ilha de Marajó, no Pará.

O deputado, que chegou a ser preso durante o processo de retirada de produtores, faz parte da Comissão de Integração Nacional da Câmara que se reuniu em Boa Vista com agricultores e índios para discutir a situação da região.

Pequenos produtores também vivem dificuldades. "O governo prometeu que ia dar uma casa, um poço artesiano e não deu nada", diz Wilson Alves Galego, 72.

por Erich Decat

Alguém se espanta com este resultado? Não os que me leem, não é mesmo? Há algum tempo eu venho falando sobre as prováveis consequências desta demarcação - embora eu tenha parado de escrever há algum tempo, hehe.

Ali, já sabemos, não era mais "área indígena" há muito tempo:
  • o "homem branco" (e os negros também!) já estava lá há mais de 200 anos;
  • há muita miscigenação entre os habitantes;
  • haveria, com certeza, uma decadência econômica da área, mesmo com os índios pecuaristas, com celular, cherokee e internet;
  • a expulsão dos não-índios era uma reivindicação de uma minoria dos índios, apoiados por uma série de ONGs "ambientalistas", mas o maior interesse destas ONGs, ditas ambientalistas e indigenistas, todas nas mãos dos padres da escatologia da libertação e do PT - financiados pela Fundação Ford -, e da FUNAI não era com os índios, mas, sim, com as reservas minerais lá existentes;
  • as fazendas outrora ali existentes ocupavam aproximadamente 0,7% da área e empregavam farta mão-de-obra indígena
O que venceu, sabemos, foi o índio romantizado de José de Alencar - o Peri, a Ceci, a Iracema - através da visão do relator do processo no STF, o Ministro Ayres Britto. Aquele tribunal, então, criou 19 condicionantes para a criação de novas áreas de demarcação indígena, que estão constantemente sob a mira das mesmas ONGs, dos mesmos padres escatológicos e do PT de sempre, com o intuito de derrubá-los.

Perderam todos os índios que trabalhavam em condições mais dignas, perdeu a região Norte, que dependia em grande parte do arroz produzido pelos fazendeiros.

Os esquerdistas das ONGs, da escatologia da libertação, do PT e partidos comunistas afins e os idiotas úteis que seguem a idiotologia socialista não vão fazer uma "mea culpa". Jamais! Em sua meta de dominar a tudo e a todos, não importa se alguns seres humanos (índios ou não-índios) estarão na miséria até que eles resolvam estender sua "mão redentora" ou atirá-los aos campos de trabalho forçado ou ao paredão, como sempre foi. Seguindo o decálogo de Lenin, eles preferem dividir a sociedade para socializar os homens!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mudanças Climáticas e Governança Global

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.

Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.

Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2 inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.

Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.

Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 - assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.

A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.

Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.

Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.

Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.

O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.

Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?

por Luiz Carlos Baldicero Molion, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Sr. Oliveira e o Dia-a-Dia

Imagine-se um hipotético indivíduo que doravante chamaremos de Sr. Oliveira.

O Sr. Oliveira é um homem comum. É um pai de família.

Habita uma região metropolitana que poderia ser São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife ou alguma outra grande cidade.

Tem um emprego em uma instituição financeira, ou em uma revendedora de peças por exemplo. Pertence àquela classe média ligeira, que além de trabalhar 4 meses por ano de graça para o governo esforça-se para pagar as contas de aluguel, escola, natação e inglês dos filhos, plano de saúde, o guarda da rua e outros pormenores no fim do mês.

O Sr. Oliveira levanta-se de manhã e veste-se com roupas de algodão, algodão esse crescido nos campos de Chapadão do Sul - MS, Campo Novo dos Parecis - MT e processado em Blumenau - SC. Talvez esteja um pouco frio e ele use um pulôver de lã de carneiros criados em Pelotas - RS e fabricado em Americana - SP.

Calça seus sapatos de couro vindo de bois do Mato Grosso, e fabricados em Novo Hamburgo, RS.

Ele toma café da manhã, com ovos vindos de Bastos, SP, leite de uma cooperativa do Rio de Janeiro, broa de milho colhido em Londrina, PR, um mamão vindo do Espírito Santo, suco de laranja de Araraquara, SP e um cafezinho vindo direto de São Lourenço, MG.

Ele lê um jornal, impresso em papel feito de eucalipto crescido em Três Lagoas, MS.

O Sr. Oliveira entra em seu carro, abastecido com álcool de cana de açúcar produzida em Piracicaba, SP, com pneus de borracha saída dos seringais de São José do Rio Preto, SP.

Enquanto ele vai ao trabalho, a Sra. Oliveira vai às compras nos supermercados do bairro, sempre pesquisando os melhores preços das frutas, das verduras e da carne para não apertar o orçamento familiar.

No almoço, o Sr. Oliveira come um filé de frango criado no Paraná, alimentado com soja e milho de Goiás e de Mato Grosso, com molho de tomate de Goiás.

Tem arroz do Rio Grande do Sul, feijão dos pivôs do oeste baiano.

Tem salada das hortas de Mogi das Cruzes, SP. Suco de uvas do Vale do São Francisco e de sobremesa goiabada feita com goiabas de Valinhos, SP e açúcar de Ribeirão Preto, SP, e queijo de Uberlândia, MG.

Outro cafezinho dessa vez da Bahia.

Hoje a noite é de comemoração. Sua empresa fez um corte de pessoal, mas felizmente o Sr. Oliveira manteve o emprego.

Ele leva a esposa jantar fora. Vinho do Vale dos Vinhedos gaúcho.

Presuntos e frios de porco criado em Santa Catarina, alimentado com soja paranaense, filet mignon de bois criados no Sul do Pará.

Chocolate produzido com cacau do sul da Bahia. E outro café de Minas, adoçado com açúcar pernambucano.

O Sr. Oliveira é um homem razoavelmente informado e inteligente.

No dia seguinte ele lerá os jornais novamente.

Pelos jornais ele ficará sabendo que há conflitos em terras indígenas recentemente demarcadas e fazendeiros cujas famílias foram incentivadas a ocupar aquelas terras há décadas atrás.

Pelos jornais ele ficará sabendo que a pecuária é a maior poluidora do país (embora ele mesmo tenha o sonho de um dia abandonar a cidade poluída e viver no campo por uma qualidade de vida melhor).

Pelos jornais ele tem notícias de invasões de terras, de conflitos agrários, de saques e estradas bloqueadas (o Sr. Oliveira é a favor da reforma agrária, embora repudie a violência).

Pelos jornais ele toma conhecimento de ações do Ministério Público contra empresas do agronegócio (ele não entende que mal há em empresas que ganham dinheiro).

Pelos jornais ele acha que a Amazônia está sendo desmatada por plantadores de soja e criadores de boi...

Mas o Sr. Oliveira pensa que isso não tem nada a ver com ele.

Pois eu gostaria de agarrá-lo pela orelha, e gritar bem alto, de megafone talvez - não um, nem dez, mas mil megafones -, que TUDO ISSO É PROBLEMA DELE SIM!

- Gostaria de lhe dizer que a agropecuária está presente em todos os dias da vida dele.

- Gostaria de lhe dizer que o agronegócio gera um terço do PIB e dos empregos do país.

- Gostaria de lhe dizer que quem diz que a pecuária polui mente descaradamente.

- Gostaria de lhe dizer que o maior desmatador da Amazônia é o INCRA, que com o dinheiro dos impostos dele sustenta assentamentos que não produzem absolutamente nada, condenando uma multidão de miseráveis manipulados por canalhas balizados por uma ideologia assassina à eterna assistência do Estado.

- Gostaria de lhe dizer que estes mesmos canalhas estão tentando, sob a palatável desculpa dos direitos humanos, acabar com o direito de propriedade, arruinando qualquer futuro para o agronegócio brasileiro.

- Gostaria de lhe dizer, que os mesmos canalhas querem fechar índios, que há 5 séculos estão em contato com brancos, em gigantescos zoológicos onde eles estarão condenados à miséria e ao suicídio.

- Gostaria de lhe dizer que os índios são 0,5% da população brasileira e não obstante são donos de 13% do país.

- Gostaria de lhe dizer que querem transformar 2/3 do país em reservas e parques, que estão sendo demarcados sobre importantes reservas minerais e aquíferos subterrâneos essenciais para o futuro do país.

- Gostaria de lhe dizer que a agricultura ocupa apenas 7,5% da superfície do país, e que mesmo assim somos os maiores exportadores do mundo de carne, soja, café, açúcar, suco de laranja e inúmeros outros produtos.

- Gostaria de lhe dizer que podemos dobrar ou triplicar a produção pecuária do país sem derrubar uma árvore sequer.

- Gostaria de lhe dizer que o produtor rural não é a espécie arrogante e retrógrada que os canalhas dizem que são: é gente que está vivendo em lugares onde você não se animaria a viver, transitando por estradas intransitáveis e mortais, acordando nas madrugadas para ver nascer um animal, rezando para chover na hora de plantar e para parar de chover na hora de colher, com um contato e um conhecimento da natureza muito maior do que o seu.

- É gente cujos antepassados foram enviados às fronteiras desse país para garantir que esse território fosse nosso, incentivados a abrir a mata, abrir estradas, plantar e colher, às vezes por causa do governo, às vezes apesar dele.

- Gostaria enfim de gritar a plenos pulmões, que qualquer problema que afete um produtor rural, uma empresa rural, uma agroindústria É UM PROBLEMA DELE, DO PAÍS E DO MUNDO.

- Sim, porque no mesmo jornal que o Sr. Oliveira leu, há uma nota de rodapé que diz que há 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome.

- E grito finalmente para o Sr. Oliveira e tantos outros iguais a ele: ABRA OS OLHOS! E desconfie daqueles que querem transformar o agronegócio em uma atividade criminosa.

por Fernando Sampaio (engenheiro Agrônomo)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mais do Mesmo: Aquecimento Global? Onde?

Tempestades de neve e frio com temperaturas muito abaixo das esperadas para a época atingiram a Europa no final de semana, matando dezenas de pessoas e paralisando o transporte em vários países - inclusive o trem Eurostar, que liga França e Inglaterra, cujo serviço foi suspenso pela primeira vez desde sua inauguração, em 1994.

Na Polônia, a polícia anunciou que 29 pessoas morreram, a maioria sem-teto, encontradas congeladas depois que as temperaturas caíram abaixo dos 20 graus negativos. Alemanha, Áustria, Bélgica e França também registraram casos isolados de mortes de sem-teto. Mais de duas centenas de cidades búlgaras, incluindo parte dos subúrbios de Sofia, ficaram sem luz por uma pane causada pela queda de árvores congeladas.

Os aeroportos europeus viveram um final de semana caótico. O Charles de Gaulle, em Paris, teve 40 % dos voos cancelados e houve filas imensas nos aeroportos de Amsterdã, Bruxelas e Londres. A remoção de neve nas pistas não era veloz o suficiente para permitir os pousos e decolagens previstos.

A suspensão do serviço de trem do Eurostar, ontem, prejudicou cerca de 55 mil passageiros com bilhetes emitidos. O sistema, que atravessa o Canal da Mancha por baixo do mar, é um orgulho da engenharia europeia, permitindo o deslocamento entre Londres e Paris em cerca de 2 horas. No sábado, houve um blecaute e quatro composições permaneceram detidas dentro do túnel, com milhares de passageiros no escuro.

O CEO da empresa, Richard Brown, atribuiu os problemas técnicos ao choque térmico ocorrido na transição entre o exterior congelado e a temperatura aquecida do interior do túnel. Ontem, Brown anunciou a suspensão do serviço por tempo indeterminado “enquanto não soubermos a causa verdadeira do problema”. O bloqueio da linha férrea acabou afetando o transporte de caminhões entre Inglaterra e a França.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, recebeu duras críticas no Parlamento, onde a oposição disse que o governo trata o assunto sem o devido alarme. Com o caos aéreo pelos voos suspensos nos aeroportos e o risco de estradas congeladas, a rede ferroviária era a única alternativa para o transporte na semana de Natal, período de maior movimento do ano.

no Estado de São Paulo

Antes que os histéricos do aquecimento global comecem a gritar que eu resisto a entender que o que interessa é a média das temperaturas ao longo do tempo, digo: eu já conheço essa ladainha. Mas tenho Internet: e sei todas as vezes em que uma florada antes da hora ou um verão um grau ou dois mais quente foram usados como evidência da catástrofe que aguarda a humanidade. Se aquelas ocorrências fortuitas faziam parte de uma cadeia de eventos, por que estas, de agora, não fazem? E não é a primeira vez nesta década. Basta pesquisar!

Atenção! Londres não via nevasca igual desde 1895 — é, a maior em modestos 114 anos. A Costa Leste dos EUA está sob metros de neve. Os serviços entraram em colapso. Washington não teve a maior nevasca dos último 100, 200 ou 300 anos, não. Assistiu à MAIOR DE SUA HISTÓRIA. Obama teve de apressar a sua volta de Copenhague, onde foi debater o aquecimento global, por causa do excesso de… frio! Na Europa, o clima já matou 50 pessoas em três dias; nos EUA, 8.

Não é possível — ou melhor: é — que os apocalípticos do aquecimento global não tentem explicar o que está em curso. Aquele frio que faz na Europa e nos EUA não brota do solo , entenderam? Não nasceu ali. Veio de algum lugar: lá do Ártico, onde ursinhos brancos, com a sua compulsão para nos comover, navegam errantes em ilhas de gelo…

Há uma grande confusão nessa história, é evidente. Apontar os elementos que contradizem o apocalipse se confunde com torcida em favor do desastre. É uma boçalidade da patrulha daqueles que decidiram ser os donos do meio ambiente, monopolizando tudo: as supostas verdades e as verbas nada supostas. Todos queremos preservar o meio ambiente; todos somos favor da natureza! Mas é preciso combater os problemas que existem, não aqueles nascidos dos delírios dos escatológicos.

por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Há Mais Gelo no Ártico!

Como é provável que ninguém conte isto pra vocês, então conto eu. Há uma ONG especializada em medir o gelo do Ártico, medição quase diária mesmo. Trata-se da National Snow and Ice Data Center (NSIDC). Não, eles não fazem parte dos céticos. Ao contrário: estão empenhadíssimos em combater o aquecimento global.

A boa notícia, talvez um indício de que o mundo não vai acabar, é que o gelo, em novembro deste ano, está bem acima da medição de novembro de 2006, por exemplo: 10,26 milhões de quilômetros quadrados, o que significa 1,05 milhão de quilômetros quadrados abaixo do que havia entre 1979 e 2000, mas 420 mil quilômetros quadrados a mais do que o recorde negativo para o mês de novembro, que se deu em 2006.

Por alguma razão que os crentes da religião do Aquecimento Global dos Santos dos Últimos dias devem explicar, mesmo com o dedicado esforço da humanidade para destruir o planeta, o gelo resolveu crescer… Não é só no mês de novembro: vejam que o gelo nos últimos quatro meses deste ano está acima de igual período do ano passado.

Melhor assim, né? Quem sabe a gente não tenha mais urso branco navegando solitário, até a morte, num pedaço errante de gelo… Uma coisa que realmente parte o coração. E que paralisa a inteligência!

por Reinaldo Azevedo