O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, disse ontem que o escândalo do mensalão foi uma tentativa de golpe contra o ex-presidente Lula.
Ele afirmou ainda que a democracia brasileira corre risco ao criticar a destituição do ex-presidente Fernando Lugo no Paraguai.
"Esse ataque à democracia pode acontecer no Brasil. Ou não foi isso que tentaram neste país em 2005? Ou não tentaram depor e derrubar o presidente Lula com o apoio da imprensa?", disse.
Em discurso no 11º congresso nacional da CUT, o sindicalista chamou de "companheiros" dois réus do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal): o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.
Os dois foram recebidos como celebridades no evento, num centro de convenções na zona sul de São Paulo. Posaram para fotos com sindicalistas e se sentaram na ala de autoridades.
Henrique declarou apoio ao candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e prometeu que a central atuará para evitar "o retrocesso e a volta da direita".
"Não temos vergonha de dizer claramente que esta central sindical tem lado na disputa política", disse. "É um prazer ter você [Haddad] aqui no nosso congresso."
Mais cedo, o sindicalista descreveu o PSDB como inimigo a ser batido nas eleições. "Não vamos permitir o retrocesso, a volta dos tucanos, do PSDB, ao governo."
Em entrevista publicada ontem na Folha, o presidente eleito da CUT Vagner Freitas, que assume na quinta, ameaçou comandar protestos caso identifique julgamento "político" no mensalão.
O caso começará a ser julgado em agosto.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), criticou a ideia e defendeu que os sindicatos não pressionem o STF.
"Se começa uma pressão da mídia e dos partidos de oposição, é óbvio que quem se sentir prejudicado vai usar das armas que tem para tentar influenciar. Mas eu estou numa campanha pelo desarmamento", afirmou.
O candidato do PSDB a prefeito, José Serra, criticou o novo dirigente da CUT. "Ele [Freitas] tem que definir o que é 'político'. Provavelmente, é o que o contraria. As entidades sindicais têm recursos públicos. Não são para ser usadas em campanha."
Durante o evento, parte da plateia vaiou quando foi lida mensagem do governador Eduardo Campos, presidente do PSB, partido que rompeu alianças com os petistas em BH, Fortaleza e Recife.
por Mariana Carneiro e Bernardo Mello Franco, na Folha de São Paulo
Comento:
O que seria dos esquerdistas sem uma ameaça aos seus (deles) projetos de poder, aos seus (deles) desmandos, às suas (deles) empulhações, não é? O que seria dos esquerdistas sem a "mídia" para culpar pelos seus (delaes) arroubos falso-democráticos, não é?
O tal Arthur Henrique, ao escolher quem abraça e com quem anda, mostra bem sua faceta leninista: não importam os meios, desde que os fins sejam conquistados. E os fins são, como sempre, a eliminação dos inimigos e a tomada total do poder, como Lenin fez ao eliminar todos os social-democratas nos anos seguintes à Revolução Russa de 1917. E o PSDB (Partido da Social-Democracia Brasileira) é o inimigo e merece, na visão deturpada de Arthur, o destino tão cantado por outro comunista débil mental, Che Guevara: “O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.”
Ao abraçar o revolucionário que nunca deu um tiro!, os "Cuteiros" mostram que realmente o socialismo/comunismo não consegue por um pingo de vergonha na cara dos seus fanáticos e que é não uma ideologia, mas uma religião macabra e sem um deus para dizer só seu - sim, porque Karl Marx, embora tendo estudado num colégio de padres, criou "poesias" adorando "o lado escuro da força"...
E ainda vão protestar caso identifiquem um julgamento político do mensalão... Ou seja, se os réus do mensalão - e Dirceu é o principal, já que foi acusado de ser o "chefe da quadrilha" - estiverem prá ser condenados, vai ter quebradeira e revolução à la Stalin; senão, eles continuaram a tomada de poder pela via ocidental, como Marco Maia sugere: tudo na maciota, devagar e sempre, colocando a sociedade cada vez mais refém das ideias progresistas da ditadura do proletariado do início do século passado!
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de julho de 2012
CUT, o Braço Sindical do PT, Ameaça a Democracia
Assuntos:
Comunismo,
Corrupção,
Ditadura do Proletariado,
Eleições,
Esquerdismo,
Gramcismo,
Leninismo,
Lula,
Mensalão,
Política,
PSDB,
PT,
Serra,
socialismo
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
FHC versus Lula "Cara a Cara"
Principal alvo de críticas do PT no programa eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa “cara a cara”, quando o petista “puser o pijama”.
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda.
"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja", discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. "É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Para que ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar a ele. ‘Lula, por que isso, rapaz?’ Você pegou uma boa herança, usou. O Serra vai pegar as duas heranças".
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
"Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar", afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras. "Perdi uma cátedra".
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários "estão muito nervosos" por causa do segundo turno. "Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto".
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo – mas sem a presença de Serra – FHC acusou o PT de uso político da máquina pública, Mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de "aloprados".
"Não queremos um Brasil de preguiçosos. Não queremos um Brasil de amigos do rei. Não queremos um Brasil de companheiras Erenice"., discursou FHC, que encerrou o discurso propondo um debate com Lula.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
"Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara [...] Agora de pijama, venha lá. Venha lá. Vamos conversar. Você fez muita coisa boa, mas não precisava ser tão mesquinho, rapaz. Isso diminui você. Não precisa. O Brasil é de todos nós".
por Catia Seabra, na Folha
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda.
"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja", discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. "É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Para que ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar a ele. ‘Lula, por que isso, rapaz?’ Você pegou uma boa herança, usou. O Serra vai pegar as duas heranças".
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
"Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar", afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras. "Perdi uma cátedra".
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários "estão muito nervosos" por causa do segundo turno. "Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto".
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo – mas sem a presença de Serra – FHC acusou o PT de uso político da máquina pública, Mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de "aloprados".
"Não queremos um Brasil de preguiçosos. Não queremos um Brasil de amigos do rei. Não queremos um Brasil de companheiras Erenice"., discursou FHC, que encerrou o discurso propondo um debate com Lula.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
"Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara [...] Agora de pijama, venha lá. Venha lá. Vamos conversar. Você fez muita coisa boa, mas não precisava ser tão mesquinho, rapaz. Isso diminui você. Não precisa. O Brasil é de todos nós".
por Catia Seabra, na Folha
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Eleição Não é uma Escolha Autocrática
O deputado Indio da Costa, vice na chapa do presidenciável tucano, José Serra, deu início a uma corrente de e-mails pregando a mobilização em favor do candidato da oposição. Indio reconhece dificuldades e expressa confiança na mudança do quadro eleitoral. E afirma: “Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade.” Leia a íntegra:
Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade. O Brasil pede bem mais do que palavras. Precisa de um presidente que una o país, em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis, em vez de escravizá-las.
Precisamos de comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias. O nome da democracia no Brasil, hoje, é SERRA.
Com a sua ajuda, SERRA pode ser nosso próximo Presidente. Você vai se juntar a milhares de outras pessoas e entrar para o TIME SERRA 45?
As pesquisas não acreditavam na aprovação do Ficha Limpa, mas, com a nossa mobilização, a Lei foi aprovada. Somos nós quem decidimos o que queremos.
Acredite no seu voto! Acredite em você!
Todas as campanhas vitoriosas têm momentos difíceis. Somos 72 milhões de brasileiros conectados - uma das maiores comunidades do mundo na internet e é a hora da virada. SERRA precisa do seu apoio agora!
Acesse Serra45.com.br e participe. Junte-se OFICIALMENTE ao nosso TIME 45 e receba em primeira mão nossas atividades, informações e tudo o que você pode fazer para nos ajudar a vencer.
Por favor, encaminhe este e-mail para seus parentes e amigos. E não esqueça de colocar sua assinatura.
Você vai ajudar a eleger Serra presidente do Brasil? Entre agora no Serra45.com.br.
Participe. Em nome e em defesa da democracia.
Em respeito a nossa história, com esperança no futuro.
Vamos juntos. Somos muitos.
Indio da Costa
Prezado Apoiador,
A luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu-nos o direito de escolha. Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas.
Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade. O Brasil pede bem mais do que palavras. Precisa de um presidente que una o país, em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis, em vez de escravizá-las.Precisamos de comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias. O nome da democracia no Brasil, hoje, é SERRA.
Com a sua ajuda, SERRA pode ser nosso próximo Presidente. Você vai se juntar a milhares de outras pessoas e entrar para o TIME SERRA 45?
As pesquisas não acreditavam na aprovação do Ficha Limpa, mas, com a nossa mobilização, a Lei foi aprovada. Somos nós quem decidimos o que queremos.
Acredite no seu voto! Acredite em você!
Todas as campanhas vitoriosas têm momentos difíceis. Somos 72 milhões de brasileiros conectados - uma das maiores comunidades do mundo na internet e é a hora da virada. SERRA precisa do seu apoio agora!
Acesse Serra45.com.br e participe. Junte-se OFICIALMENTE ao nosso TIME 45 e receba em primeira mão nossas atividades, informações e tudo o que você pode fazer para nos ajudar a vencer.
Por favor, encaminhe este e-mail para seus parentes e amigos. E não esqueça de colocar sua assinatura.
Você vai ajudar a eleger Serra presidente do Brasil? Entre agora no Serra45.com.br.
Participe. Em nome e em defesa da democracia.
Em respeito a nossa história, com esperança no futuro.
Vamos juntos. Somos muitos.
Indio da Costa
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Um Editorial Primoroso
A Folha é coalhada de esquerdistas - infelizmente não só ela ultimamente: a estratégia gramscista de dominação de espaços a fim de implantar o comunismo vem funcionando perfeitamente na "mídia" -, mas há vezes em que acerta o alvo.
O editorial de hoje vai direto ao ponto. Veja lá. Os grifos são meus.
EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.
Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.
Não é demais lembrar que um brasileiro com 18 anos completados em 2010 comemorava 10 ao término do governo FHC - e era uma criança de dois anos quando o sociólogo tucano assumiu.
Esse hipotético cidadão não terá idade para lembrar em que país se vivia no início da década de 90. Mas, se procurar informações, saberá que coube a FHC, na sequência do impeachment de Fernando Collor, e ainda no governo de Itamar Franco, lançar um plano - depois de várias tentativas frustradas - capaz de superar o perverso ciclo hiperinflacionário que havia anos dilapidava a economia popular e impedia o desenvolvimento do país.
Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustentação ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, opôs-se de maneira pueril e ideológica a uma das mais notáveis conquistas econômicas da história moderna do país, que propiciou aos brasileiros pobres benefícios inestimáveis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e inédito acesso ao sistema bancário.
Sabe bem a ex-ministra que se alguém nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que terá sido a famosa “Carta aos Brasileiros” senão uma providencial e pública troca de vestimenta ideológica do candidato Lula - que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?
É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo. Os avanços e problemas de uma transformam-se em acúmulo ou em fatos acabados na outra. Ou será que faz sentido questionar como teria sido a gestão lulista se tivesse de formular um plano para vencer a hiperinflação, precisasse sanear instituições financeiras públicas e se visse obrigada a estancar uma crise sistêmica dos bancos privados nacionais?
O Brasil precisa pensar e agir com olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pretéritas. Se o presidente Lula não venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 não será agora que o fará - pelo simples motivo de que nenhum dos dois é candidato. O governo que se encerra neste ano teve méritos inegáveis, mas muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.
O editorial de hoje vai direto ao ponto. Veja lá. Os grifos são meus.
EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.
Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.
Não é demais lembrar que um brasileiro com 18 anos completados em 2010 comemorava 10 ao término do governo FHC - e era uma criança de dois anos quando o sociólogo tucano assumiu.
Esse hipotético cidadão não terá idade para lembrar em que país se vivia no início da década de 90. Mas, se procurar informações, saberá que coube a FHC, na sequência do impeachment de Fernando Collor, e ainda no governo de Itamar Franco, lançar um plano - depois de várias tentativas frustradas - capaz de superar o perverso ciclo hiperinflacionário que havia anos dilapidava a economia popular e impedia o desenvolvimento do país.
Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustentação ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, opôs-se de maneira pueril e ideológica a uma das mais notáveis conquistas econômicas da história moderna do país, que propiciou aos brasileiros pobres benefícios inestimáveis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e inédito acesso ao sistema bancário.
Sabe bem a ex-ministra que se alguém nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que terá sido a famosa “Carta aos Brasileiros” senão uma providencial e pública troca de vestimenta ideológica do candidato Lula - que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?
É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo. Os avanços e problemas de uma transformam-se em acúmulo ou em fatos acabados na outra. Ou será que faz sentido questionar como teria sido a gestão lulista se tivesse de formular um plano para vencer a hiperinflação, precisasse sanear instituições financeiras públicas e se visse obrigada a estancar uma crise sistêmica dos bancos privados nacionais?
O Brasil precisa pensar e agir com olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pretéritas. Se o presidente Lula não venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 não será agora que o fará - pelo simples motivo de que nenhum dos dois é candidato. O governo que se encerra neste ano teve méritos inegáveis, mas muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A Crise no Governo Yeda
A crise em curso no governo gaúcho é grave e de destino imprevisível. Com o vice-governador alegando possuir mais gravações; o delegado-chefe da Polícia Federal (PF) local afirmando certeza de que há algo de errado no Banrisul; a CPI do DETRAN fervendo acima de 100º e a governadora dando um “reset” no seu governo em pleno auge da turbulência, tudo pode acontecer.
Decidir num cenário assim envolve enorme risco de erro. A análise da cena política requer cautela ante a dificuldade de um juízo objetivo e de prognósticos seguros.
A queima de capital político do governo e seus aliados é grande e atinge também Paulo Feijó, protagonista da atitude que desencadeou a crise. Sem dispor de pesquisas que avaliem o impacto dos acontecimentos sobre a opinião pública é difícil saber até que ponto se lida com impressões ou com uma leitura objetiva da realidade. As primeiras impressões colhidas em círculos sociais de classe média, no meio intelectual e na mídia (inclusive nacional), indicam que, mesmo considerando o desgaste provocado pelo conteúdo da gravação, na imagem de Yeda e de seu governo, há nesse meio, condenação do método empregado pelo vice-governador gaúcho para atingir seu alvo, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.
A reação do Palácio Piratini foi rápida e a resposta veio em duas frentes. A primeira, de comunicação, busca arranhar a imagem pública de Paulo Feijó, na tentativa de inviabilizar quaisquer pretensões políticas futuras que o vice-governador possa vir a ter. Nesse aspecto, o contra-ataque de Yeda, protagonizado pelo secretário demissionário da Casa Civil, César Busatto, parece surtir algum efeito. Busatto foi ferido de morte; luta pela vida e reage com a emoção que lhe é característica. Dificilmente recupera as condições de operar na cena política local como fazia, mas tentará prejudicar seu algoz enquanto tiver forças para isso.
Há quem veja na atitude de Feijó intenções golpistas. Difícil saber ao certo. No entanto, mais do que isso, o vice-governador parece ter visto nas declarações de Busatto uma forma de disparar um golpe certeiro no seu verdadeiro alvo, desde sempre, o presidente do Banrisul. As investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da PF sobre o Banrisul seriam inevitáveis, e, possivelmente, já estivessem em curso. Na dúvida, Feijó executou um movimento que tornou inevitável uma devassa no governo gaúcho.
Se essa análise está correta, Feijó, na tentativa de “derrubar um edifício”, usou explosivo suficiente para destruir uma “cidade inteira”. Isto é, o governo Yeda; os partidos que lhe dão sustentação (PMDB, PP, PPS e PSDB), e até a candidatura de Onyx, que sofre a reverberação da crise e risco de isolamento. Feijó feriu a sua própria imagem pública com os estilhaços de seu gesto, colhendo percepção controvertida em meio ao tiroteio de que se tornou alvo por parte de todos que se sentiram prejudicados.
O instinto de auto-preservação do sistema político fala mais alto nessa hora. Feijó é visto com “um de fora” que ameaçou a todos os que vivem da atividade política, mesmo sem compartilharem as práticas que Busatto admitiu no diálogo gravado. A ameaça de Feijó, de revelar mais gravações, somente faz agravar essa percepção negativa que despertou em expressivos segmentos da opinião pública local e nacional, e no sistema político em especial. Parece difícil, senão impossível, para Feijó, reconstituir pontes e abrir portas com o sistema político depois disso. Até mesmo Roberto Jefferson, que provocou tsunami similar na política nacional, soube deixar um caminho para Lula fugir da sua tocaia sem precisar pular no seu rosto.
Mas, Feijó não precisa da política para viver e talvez, por isso, não paute suas atitudes políticas pela busca da popularidade acima de tudo. Quererá ele o lugar de Yeda ou seu objetivo é apenas atingir Fernando Lemos?
É isso que Yeda e os demais políticos não entendem nele. Sua lógica não faz sentido dentro do modus vivendi do sistema. Feijó queria concorrer a senador e testar seu discurso liberal em linguagem popular e, num certo dia, descobriu, ao acordar, que havia sido inscrito como vice-governador, em mais uma das tantas trapalhadas políticas resultantes do estilo pessoal da governadora Yeda conduzir-se nos negócios políticos. Feijó tem estilo oposto ao de Yeda. Mas personalidade igualmente forte.
Na frente política a reação da governadora à crise desencadeada por Feijó é, no mínimo, problemática. Para variar, talvez, mais um desastre numa área delicada em que Yeda erra sistematicamente desde a montagem da aliança que a elegeu até o momento presente.
Feijó fraturou a espinha do governo e, em casos assim, a recomendação dos médicos é deixar o paciente imóvel. Nesse contexto, a idéia de pedir os cargos de todos os secretários e comissionados para dar um “boot” no governo (o segundo em curto espaço de tempo e agora com arquivos do sistema operacional danificados), pode comprometer de vez as condições, por si só dificílimas, de recuperação do eixo político da governabilidade pelo Palácio Piratini.
Partidos como o PMDB e o PP correm o sério risco de implodirem se as investigações comprovarem o que todo mundo sabe que sempre existiu, e que Busatto admitiu em privado para Feijó, sem saber que era gravado. De raspão admitiu até que na prefeitura de Fogaça opera o mesmo modus vivendi. Busatto não cometeu crime algum ao dizer o que disse. Mas fez um estrago danado em si mesmo e em muito mais gente.
Não fossem as circunstâncias, estaria Busatto propondo uma discussão sobre a reforma política com a veemência que passou a defender depois de o caldo entornado? Mesmo concedendo-lhe o benefício da interpretação política de sua fala, o que ele foi propor a Feijó - tudo indica em missão oficial - foi sua integração ao modus vivendi patrimonialista e degenerado vigente, embora encoberto pelo manto da hipocrisia da elite social gaúcha. Da qual o petismo faz parte, diga-se de passagem.
O mérito de explodir o furúnculo ninguém tira de Feijó. Independentemente de quais sejam suas intenções e a natureza de seu gesto, a conseqüência de sua atitude é um avanço na direção do saneamento das contas públicas e do desmascaramento da moralidade farisaica do establishment da província. Quem imaginou que a saída do buraco em que a sociedade gaúcha se meteu seria um parto sem dor, não sabe o tamanho do buraco e muito menos o que dentro dele se esconde. Ou escondia. É façanha para servir de modelo a toda Terra.
A imagem que melhor representa a situação da cena política gaúcha é a de um tabuleiro de xadrez que levou um esbarrão de um jogador afoito. A maioria das peças caiu no chão e talvez não volte ao jogo, conforme o curso das investigações. As peças que sobraram estão desarrumadas e fora de lugar. A governadora, que tem o poder de mover pedras, complicou as coisas ao propor que todos desembarquem para depois subir de novo e recomeçar o jogo do zero.
Imaginar que o PMDB vá abrir mão do Banrisul e demais fatias de que dispõe no governo é muita ingenuidade (para ser sutil no elogio). Para conduzir Yeda até o fim, como o PFL fez com Collor, o PMDB vai querer mais do que tem. Vai querer a secretaria de Infra-estrutura; a secretaria de Educação; a secretaria da Fazenda, as demais estatais. E na próxima eleição, se possível, o trono de Yeda.
Por falar nisso, onde anda Rigotto? E, onde anda Olívio Dutra? Os co-responsáveis pela quebra do estado estão quietos. Covardes. Aliás, coragem política é o que não falta a Yeda e Feijó. Foi o marionete PSOL quem pediu o impeachment de Yeda e pediu para Feijó renunciar, mas é o PT quem baba de vontade de “impitchar” Yeda e Feijó como um pedófilo excitado diante de criança indefesa.
O deputado Raul Pont já escolheu os gastos da Fenaseg no ano de 2006 como alvo das investigações da CPI gaúcha para tentar provar que a chapa Yeda-Feijó tem a mesma ilegitimidade da chapa Lula-Alencar após a confissão de Duda Mendonça na CPI do Mensalão.
E as despesas da Fenaseg com o DETRAN-RS no governo Olívio Dutra deputado Pont?
E a gestão do Banrisul, da CEEE e do DAER no governo Olívio Dutra deputado Pont?
E a gestão de companheira Stela na prefeitura de Alvorada deputado Pont?
E o dinheiro da aposentadoria dos funcionários públicos de Alvorada investido no Banco Santos deputado Pont, onde foi parar?
Vamos investigar tudo mesmo?
Será por isso que o PT detesta tanto as privatizações?
pelo prof. Paulo Moura, em 11/06/2008
Decidir num cenário assim envolve enorme risco de erro. A análise da cena política requer cautela ante a dificuldade de um juízo objetivo e de prognósticos seguros.
A queima de capital político do governo e seus aliados é grande e atinge também Paulo Feijó, protagonista da atitude que desencadeou a crise. Sem dispor de pesquisas que avaliem o impacto dos acontecimentos sobre a opinião pública é difícil saber até que ponto se lida com impressões ou com uma leitura objetiva da realidade. As primeiras impressões colhidas em círculos sociais de classe média, no meio intelectual e na mídia (inclusive nacional), indicam que, mesmo considerando o desgaste provocado pelo conteúdo da gravação, na imagem de Yeda e de seu governo, há nesse meio, condenação do método empregado pelo vice-governador gaúcho para atingir seu alvo, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.
A reação do Palácio Piratini foi rápida e a resposta veio em duas frentes. A primeira, de comunicação, busca arranhar a imagem pública de Paulo Feijó, na tentativa de inviabilizar quaisquer pretensões políticas futuras que o vice-governador possa vir a ter. Nesse aspecto, o contra-ataque de Yeda, protagonizado pelo secretário demissionário da Casa Civil, César Busatto, parece surtir algum efeito. Busatto foi ferido de morte; luta pela vida e reage com a emoção que lhe é característica. Dificilmente recupera as condições de operar na cena política local como fazia, mas tentará prejudicar seu algoz enquanto tiver forças para isso.
Há quem veja na atitude de Feijó intenções golpistas. Difícil saber ao certo. No entanto, mais do que isso, o vice-governador parece ter visto nas declarações de Busatto uma forma de disparar um golpe certeiro no seu verdadeiro alvo, desde sempre, o presidente do Banrisul. As investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da PF sobre o Banrisul seriam inevitáveis, e, possivelmente, já estivessem em curso. Na dúvida, Feijó executou um movimento que tornou inevitável uma devassa no governo gaúcho.
Se essa análise está correta, Feijó, na tentativa de “derrubar um edifício”, usou explosivo suficiente para destruir uma “cidade inteira”. Isto é, o governo Yeda; os partidos que lhe dão sustentação (PMDB, PP, PPS e PSDB), e até a candidatura de Onyx, que sofre a reverberação da crise e risco de isolamento. Feijó feriu a sua própria imagem pública com os estilhaços de seu gesto, colhendo percepção controvertida em meio ao tiroteio de que se tornou alvo por parte de todos que se sentiram prejudicados.
O instinto de auto-preservação do sistema político fala mais alto nessa hora. Feijó é visto com “um de fora” que ameaçou a todos os que vivem da atividade política, mesmo sem compartilharem as práticas que Busatto admitiu no diálogo gravado. A ameaça de Feijó, de revelar mais gravações, somente faz agravar essa percepção negativa que despertou em expressivos segmentos da opinião pública local e nacional, e no sistema político em especial. Parece difícil, senão impossível, para Feijó, reconstituir pontes e abrir portas com o sistema político depois disso. Até mesmo Roberto Jefferson, que provocou tsunami similar na política nacional, soube deixar um caminho para Lula fugir da sua tocaia sem precisar pular no seu rosto.
Mas, Feijó não precisa da política para viver e talvez, por isso, não paute suas atitudes políticas pela busca da popularidade acima de tudo. Quererá ele o lugar de Yeda ou seu objetivo é apenas atingir Fernando Lemos?
É isso que Yeda e os demais políticos não entendem nele. Sua lógica não faz sentido dentro do modus vivendi do sistema. Feijó queria concorrer a senador e testar seu discurso liberal em linguagem popular e, num certo dia, descobriu, ao acordar, que havia sido inscrito como vice-governador, em mais uma das tantas trapalhadas políticas resultantes do estilo pessoal da governadora Yeda conduzir-se nos negócios políticos. Feijó tem estilo oposto ao de Yeda. Mas personalidade igualmente forte.
Na frente política a reação da governadora à crise desencadeada por Feijó é, no mínimo, problemática. Para variar, talvez, mais um desastre numa área delicada em que Yeda erra sistematicamente desde a montagem da aliança que a elegeu até o momento presente.
Feijó fraturou a espinha do governo e, em casos assim, a recomendação dos médicos é deixar o paciente imóvel. Nesse contexto, a idéia de pedir os cargos de todos os secretários e comissionados para dar um “boot” no governo (o segundo em curto espaço de tempo e agora com arquivos do sistema operacional danificados), pode comprometer de vez as condições, por si só dificílimas, de recuperação do eixo político da governabilidade pelo Palácio Piratini.
Partidos como o PMDB e o PP correm o sério risco de implodirem se as investigações comprovarem o que todo mundo sabe que sempre existiu, e que Busatto admitiu em privado para Feijó, sem saber que era gravado. De raspão admitiu até que na prefeitura de Fogaça opera o mesmo modus vivendi. Busatto não cometeu crime algum ao dizer o que disse. Mas fez um estrago danado em si mesmo e em muito mais gente.
Não fossem as circunstâncias, estaria Busatto propondo uma discussão sobre a reforma política com a veemência que passou a defender depois de o caldo entornado? Mesmo concedendo-lhe o benefício da interpretação política de sua fala, o que ele foi propor a Feijó - tudo indica em missão oficial - foi sua integração ao modus vivendi patrimonialista e degenerado vigente, embora encoberto pelo manto da hipocrisia da elite social gaúcha. Da qual o petismo faz parte, diga-se de passagem.
O mérito de explodir o furúnculo ninguém tira de Feijó. Independentemente de quais sejam suas intenções e a natureza de seu gesto, a conseqüência de sua atitude é um avanço na direção do saneamento das contas públicas e do desmascaramento da moralidade farisaica do establishment da província. Quem imaginou que a saída do buraco em que a sociedade gaúcha se meteu seria um parto sem dor, não sabe o tamanho do buraco e muito menos o que dentro dele se esconde. Ou escondia. É façanha para servir de modelo a toda Terra.
A imagem que melhor representa a situação da cena política gaúcha é a de um tabuleiro de xadrez que levou um esbarrão de um jogador afoito. A maioria das peças caiu no chão e talvez não volte ao jogo, conforme o curso das investigações. As peças que sobraram estão desarrumadas e fora de lugar. A governadora, que tem o poder de mover pedras, complicou as coisas ao propor que todos desembarquem para depois subir de novo e recomeçar o jogo do zero.
Imaginar que o PMDB vá abrir mão do Banrisul e demais fatias de que dispõe no governo é muita ingenuidade (para ser sutil no elogio). Para conduzir Yeda até o fim, como o PFL fez com Collor, o PMDB vai querer mais do que tem. Vai querer a secretaria de Infra-estrutura; a secretaria de Educação; a secretaria da Fazenda, as demais estatais. E na próxima eleição, se possível, o trono de Yeda.
Por falar nisso, onde anda Rigotto? E, onde anda Olívio Dutra? Os co-responsáveis pela quebra do estado estão quietos. Covardes. Aliás, coragem política é o que não falta a Yeda e Feijó. Foi o marionete PSOL quem pediu o impeachment de Yeda e pediu para Feijó renunciar, mas é o PT quem baba de vontade de “impitchar” Yeda e Feijó como um pedófilo excitado diante de criança indefesa.
O deputado Raul Pont já escolheu os gastos da Fenaseg no ano de 2006 como alvo das investigações da CPI gaúcha para tentar provar que a chapa Yeda-Feijó tem a mesma ilegitimidade da chapa Lula-Alencar após a confissão de Duda Mendonça na CPI do Mensalão.
E as despesas da Fenaseg com o DETRAN-RS no governo Olívio Dutra deputado Pont?
E a gestão do Banrisul, da CEEE e do DAER no governo Olívio Dutra deputado Pont?
E a gestão de companheira Stela na prefeitura de Alvorada deputado Pont?
E o dinheiro da aposentadoria dos funcionários públicos de Alvorada investido no Banco Santos deputado Pont, onde foi parar?
Vamos investigar tudo mesmo?
Será por isso que o PT detesta tanto as privatizações?
pelo prof. Paulo Moura, em 11/06/2008
Assinar:
Comentários (Atom)
