segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cotas Raciais: Parda Não é Negra. E Não Odeia.


A covardia tomou conta do país, e o racismo avança.
É covarde boa parte da imprensa, que se cala diante do abuso de celerados racistas!
É covarde a Justiça, que permite que a Constituição seja violada sob o pretexto de se fazer justiça histórica.
É covarde o Congresso Nacional, que tem cedido ao lobby dos racistas.
São covardes os que, mesmo discordando das leis racialistas, se conformam com a instituição de tribunais raciais no país.
É covarde o Ministério Público — quando não é conivente — ao permitir, sem dar um pio, que direitos sejam cotidianamente agravados.
Vocês certamente leram o caso da estudante Tatiana Oliveira, 22 anos, que cursa pedagogia na Universidade Federal de Santa Maria. Apelou à lei das cotas para ingressar na faculdade. Declarou-se parda. Segundo entendi, seu pai é mestiço, e a mãe é branca. Leiam o que foi publicado no Globo On Line. Retomo em seguida:
Logo depois da aprovação, Tatiana entregou os documentos que a UFSM exige dos futuros alunos. No caso dos cotistas afro-brasileiros, é necessária uma autodeclaração do aprovado dizendo que é negro ou pardo. Tatiana fez o que foi pedido e começou as aulas normalmente. A surpresa veio no dia 18 de março, quando ela foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.
Segundo Tatiana, na reunião estavam sete pessoas, três negras. Por alguns minutos, eles a teriam questionado sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o porquê da opção pelo sistema de cotas. Tatiana, filha de branca e pardo e neta de negro, respondeu:
- Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade - diz Tatiana.
Depois da entrevista, ela foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula foi cancelada. A decisão revoltou Tatiana e sua mãe, a técnica em Enfermagem Adriana Oliveira.
- O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém aqui usou de má-fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito, agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça - indigna-se Adriana.
Voltei.
Olhem a que ponto chegou a estupidez! Escrevi há uns dois ou três dias que os negros, no Brasil, são 6% da população. Um leitor, realmente curioso, indagou: “Ué, mas os negros já não são mais de 50% do país?” Não, não são, não, meu caro! Trata-se de uma mentira política e de uma farsa ideológica.
Em dezembro do ano passado, o Ipea, em parceria com o IBGE, divulgou a falácia de que os negros já são 49,8% dos brasileiros — 51,1% da população masculina. Como é que 6% viram 49,8%? Simples: pegaram os 43,8% de mestiços e somaram aos 6% realmente negros, e todos ficaram sendo “negros”. E “ser negro” está começando a virar uma categoria política no Brasil.
Esse grupo que o Ipea/IBGE pretende chamar de “negro” correspondia a 45,1% da população em 1993. Em 2007, saltou para 49,8%!!! Teria havido uma explosão de natalidade? Não! Como a pesquisa é feita com base na autodeclaração, é evidente que mais gente passou a se declarar “negra” ou, a exemplo de Tatiana, “parda” porque isso passou a ser uma vantagem competitiva.
Os números de dezembro de 2008 tinham sido parcialmente antecipados no dia 13 de maio daquele ano por ocasião dos 120 anos da Abolição. Divulgaram-se, então, dados com o perfil racial das regiões brasileiras. A vigarice é tal, que se sustenta que a Região Norte tem 85% de... negros! É um escândalo estatístico e histórico. E que pode ser percebido a olho nu. A esmagadora maioria dos “pardos” daquela região deriva da mestiçagem de branco com índio. VALE DIZER: SE, NO PASSADO, FEZ-SE UM ESFORÇO DE EMBRANQUECIMENTO DO BRASIL, HOJE, FAZ-SE O ESFORÇO DO ENEGRECIMENTO.
Antes que avance, uma observação. Não me venham com a tolice de que os números são sérios porque tirados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), O Pnad não determina que “pardo” é igual a “negro”. Essa é uma leitura política, não técnica. Adiante.
Comissão fascistóide
Mesmo diante dessa avalanche de mentiras, de leituras ideologicamente interessadas, não imaginei possível a brutalidade que colheu a estudante Tatiana. Não, eu não acho que ela seja “negra”. Quem diz que ela é negra é o IBGE. Quem diz que ela é “negra” é o Ipea. Quem diz que ela é negra é a política de cotas raciais. ATENÇÃO: TATIANA ESTÁ NOS NÚMEROS OFICIAIS QUE DIZEM HAVER 49,8% DE NEGROS NO BRASIL. OU BEM ELA É NEGRA E TEM “DIREITO” À SUA VAGA (SEGUNDO A POLÍTICA DE COTAS VIGENTES), OU BEM, COMO É FATO, ESSES NÚMEROS SÃO FALSOS, E A POLÍTICA DE COTAS RACIAIS FICA ABSOLUTAMENTE DESMORALIZADA. Sim, os números são falsos, e tal expediente já se desmoralizou. Mas está em vigência. E Tatiana não pode ser discriminada por uma comissão que agora decide quem é e quem não é negro. Grupos como esse foram muito ativos na Alemanha nas décadas de 30 e 40 do século passado...
Não basta ser negro...
Acontece, meus caros, que não basta ser negro; é preciso também ser vítima. Não basta dizer-se pertencente a uma minoria; é preciso também aderir à política do coitadismo. Não basta dizer-se pertencente ao grupo; é preciso exercitar um tanto de rancor. NÃO BASTA TER UM DIREITO (OU PRIVILÉGIO); É PRECISO TAMBÉM SER UM MILITANTE DA CAUSA. E Tatiana não é. Tatiana é alguém a quem foi dado um “direito” — a ela e a milhões de outros. E ela resolveu exercitá-lo.
Um certo Jorge Luiz da Cunha, pró-reitor de Graduação da universidade, que assina os documentos de cancelamento de vaga, disse o seguinte em entrevista: “Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua família e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse ‘parda’. Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão, que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela não se sente participante desse grupo”.
Entenderam? Se o Ministério Público tiver vergonha na cara, aciona este senhor sob a acusação de abuso de autoridade. A lei das cotas raciais não exige que a pessoa se sinta discriminada ou tenha sido alvo de preconceito. O fato de haver pessoas do “Movimento Negro” — o “movimento” agora virou tribunal racial? — na comissão não torna legal a arbitrariedade. E se Tatiana tivesse mentido? Onde é que está escrito que só os sofredores têm direito a cotas?Observem como as coisas se dão. Essa gente toma para si a Constituição e resolve reinterpretá-la ao bel-prazer, transformando a desigualdade em instrumento de justiça. Para que pudesse lograr o seu intento, reivindicou o direito de DECIDIR QUEM É NEGRO. E foi assim que os mestiços se tornaram, então, negros. Agora que lhe foi dado esse poder, executa a manobra típica das revoluções vitoriosas: começou a fase dos expurgos. E AQUELES QUE DECIDIRAM QUEM É NEGRO COMEÇAM A DECIDIR QUEM NÃO É NEGRO. Antes, diziam reivindicar um direito. Agora está claro que, de fato, eles se tornaram concessores de privilégios.
O Senado discute uma lei que oficializa o racismo no país sob o pretexto de instituir uma política de cotas em todas as escolas federais. Que preste bem atenção ao caso da estudante Tatiana. Obviamente parda, ela foi vítima de um tribunal racial. Não que a cor de sua pele não lhe dê “direito” à cota — segundo a lei vigente, dá, sim. Ocorre que o problema de Tatiana está no coração: FALTA-LHE A DOSE NECESSÁRIA DE ÓDIO, QUE É O VERDADEIRO ALIMENTO DO RACISMO. DE QUALQUER RACISMO.
por Reinaldo Azevedo

9 comentários:

Michelle disse...

Muito bom o seu post, concordo com tudo o que vc disse.
Pra mim só o fato de existir um sistema de cotas já mostra um extremo racismo, afinal de contas, brancos, negros e pardos não possuem as mesmas capacidades?
Por que existir a necessidade de um sistema que "proteja" o direito de uma suposta minoria?
Em um vestibular não está em prova o raciocínio e a capacidade de todos indiferente de sua cor?
Pra mim, tudo isso é uma grande politicagem que sustenta de maneira "legal" o preconceito!

Guilherme disse...

Ótimo post, contudo discordo quando diz que somente 6% da população é negra e a respeito das críticas sobre a estudante. Imagino que à fenótipo, realmente, só 6% são negros, mas e a questão de sangue? ter sangue de negro o considera negro!
Esse sistema de cotas foi criado com o propósito de equiparar as raças brasileiras, mas quem hoje em dia não tem sangue negro?
Logo, não vejo de forma alguma o motivo de crítica à estudande que se autodeclarou parda, pois se ela vem de descendência negra, ela tem a mesma condição social de outro negro.

Walmyr. disse...

Eu detesto o sistema utilizado aqui no Brasil.
Pra mim, o correto seria : ou você é branco,ou asiático ou negro. Nada mais que isso.
Detesto esse termo "Pardo".
Aliás, longe de ser racista, pois não sou. Mas é uma furada esse negócio de miscigenação. Se fossemos brancos puros ou negros puros, não teriamos todo este racismo existente aqui no Brasil.

jonathan disse...

Para mim a maioria de vcs que fazem comentário contra miscigenação não passam de um bando de racista, hei walmyr respeite a ordem natural das coisas, as suas palavras não mudaram nada, aprendenda a aceitar a cor dos outros, pois não a nada de errado nisso se encherga cara...

Anônimo disse...

Cota = "desigualdade e preconseito" lutam tanto pela igualdade social e querem cota ? porque beneficiar uns pela cor de pele e outro não ? isso é desigualdade social, os negros podem ter cota os brancos e pardos não? preconseito contra Brancos e Pardos? seria isso? ou isso diz que os negros todos sofrem de incapacidade mental para concorrer uma vaga no vestibular? acho que seu fosse um político sujo usaria destas formas para ganha votos de muitos negro por ajudalos com isso, e se fosse um negro Deshorado, e sem vergonha aproveitaria desta lei redícula para me prover de beneficios, só gostaria de lembrar que esta lei não trouxe benêficios algum para negor e sim almentou em alguns casos o preconseito de fato as novas gerações que foram prejudicadas pelas cotas.

Anônimo disse...

No brasil existe sim muita miscigenaçao e a porcentagem de pardos é grande sim,e o brasil NÃO é constituido somente de brancos pretos indigenas e amarelos,quando se mistura duas coisas distintas nao se obtem uma igual seu Walmir,náo precisa ser muito inteligente pra entender.

Anônimo disse...

Qualquer mediamente informado sabe que a maioria dos pardos são constituidos por caboclos(branco+indio).O tal movimento negro é um bando de racistas.

Anônimo disse...

SOU FILHA DE NEGRO COM BRANCA (LOIRA) ENTÃO SOU PARDA! NEGRO PRA MIM É PELE BEM ESCURA. ESSE PAPINHO DE PASSOU DAS 18HS É NOITE, NÃO COLA MAIS! CADA UM SABE DE ONDE VEM, DA SUA DESCENDÊNCIA. PORQUE MEU BISAVÔ NEGRO PESA MAIS, DO QUE O INGLÊS LOIRO? SOU PARDA SIM. COM MUITO ORGULHO. PELE SUPER CLARA, E CABELO CRESPO CACHEADO. TOMO SOL FICO VERMELHA, NEGRA AONDE? BRANCA DE CABELO PIXAIM? NÃO! SOU PARDA.

Anônimo disse...

Verdade, esse movimento já passou da hora de perder a credibilidade.
Sou pardo de pele clara e cabelo crespo. Dizem os negros que quem tem sangue negro, também é negro. Ora, e quem tem sangue branco, também é branco, não é? Tenho tanto sangue negro quanto branco e germânico ainda por cima rsrsrsrs.

Enfim, sempre achei essa política de cota uma tremenda palhaçada. Também nasci pobre, filho de faxineira e segurança, passei os mesmos problemas que os negros passam, mas venci na vida por ter cara de pau e muita boa vontade pra estudar, por isso hoje não tenho nenhuma dó de negro, nem de pobre. Quem quer, vence.

E sim, negros não consideram os pardos negros. Aliás, o próprio movimento negro ODEIA os pardos, pois somos fruto do amor entre negros e brancos, que é uma coisa que esses afro-nazistas odeiam, amor interracial. Eles pregam algo que eles mesmos são contra.

Felizmente os negros são minoria, se não esse país já tinha virado um inferno, igual o Haiti.

Negros precisam da cultura branca para se darem bem. Sem ela, vão se comportar igual seus irmãos africanos, como imbecis.