Por mais chocante que seja, não são poucos os que ainda nutrem paixão pelo regime genocida dos irmãos Castro. Vários “intelectuais”, alguns músicos famosos, e até mesmo o mais conhecido arquiteto brasileiro derretem-se de amor quando falam da ilha-presídio. Adoram, de bem longe, o modelo que trouxe apenas terror e miséria para suas vítimas. Foi Roberto Campos quem melhor descreveu essa turma: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”. No meu dicionário, existe uma palavra que resume bem isso tudo: hipocrisia.

A característica mais marcante dos socialistas talvez seja a crença de que os fins justificam quaisquer meios. Em nome da causa, tudo é permitido. Pela utopia socialista, milhares de mortes viram apenas um detalhe estatístico. O “historiador” marxista (sic) Eric Hobsbawm chegou a dizer numa entrevista que aceitaria novamente as milhões de vítimas do comunismo se fosse para chegar à utopia que defende. Esse desvio de caráter já se mostrava presente em Fidel Castro desde muito cedo. Brian Latell, no livro Cuba Sem Fidel, faz uma análise do ditador usando sua obscura juventude como fonte: “Esse é o comportamento de um sociopata, de alguém desprovido da capacidade ou da disposição para diferenciar o certo do errado. Já com 20 anos de idade, Fidel considerava a prática de assassinatos e a provocação de situações caóticas meios justificáveis e aceitáveis para ver materializados seus interesses pessoais”. Um típico comunista é alguém que ama tanto a Humanidade, que já não se importa nem um pouco com os seres humanos ao lado. A empatia é uma das primeiras palavras riscadas do dicionário de um revolucionário comunista. Ele reverencia o regime cubano, e ignora a escravidão dos cubanos de carne e osso.
Quando o leitor comemorou a virada de ano e desejou aos outros um feliz ano novo, deveria lembrar-se de que os cubanos estavam tendo que celebrar outra coisa: o qüinquagésimo aniversário do regime opressor que são forçados a suportar. As liberdades mais básicas foram suprimidas pelos irmãos Castro no Alcatraz caribenho. Meus votos aos cubanos são pelo fim dessa ditadura genocida, e pela punição a todos aqueles que foram cúmplices das atrocidades praticadas pelo regime. Já passou da hora de jogar no lixo da história essa ideologia perversa que mantém em Cuba e na Coréia do Norte seus últimos ícones podres. E pro inferno – ou para Cuba se preferir – todos aqueles que ainda insistem em defender o socialismo!
por Rodrigo Constantivo
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