quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Breve Aqui...

Será que em breve teremos que recorrer aos expedientes que levaram à separação da Coreia em Coreia do Norte e Coreia do Sul, ambas vivendo em eterno conflito devido à ideologia assassina chamada comunismo?

Será que vamos ter que separar nosso Brasil em dois países distintos, um para aqueles que amam realmente o país e outro para os socialistas/comunistas, que querem torná-lo uma nova Cuba?

Será que vamos ter que resistir às investidas da camarada Estela, atual candidata de Lula à presidência, terrorista notória desde os anos 60, que tentou por várias vezes, junto com o PT, iniciar uma implantação mais profunda dos esquemas socialistas de "ditadura do proletariado" - onde eles, os luminares do partido é que fazem parte do proletariado e o povo só serve para sustentá-los?

Temo que nosso futuro seja vermelho-sangue... O sangue daqueles que discordam do regime; o sangue daqueles que irão para as prisões... o sangue daqueles que irão para o "paredón".

Lula e a Farsa do Bolsa Família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (25), durante cerimônia de assinatura do decreto que cria a Política Nacional de Combate à Fome, que não está preocupado com críticas de “setores elitistas” às políticas sociais implantadas durante o seu governo. Segundo ele, a oposição defendia uma “porta de saída” para que o governo deixasse de pagar os benefícios.
“Não estávamos apenas preocupados em encontrar uma porta de saída [dos programas] porque entendíamos que essa gente [beneficiada] tinha demorado tanto para entrar que era importante ficar um pouco, tomar um café, e não sair logo do programa”, disse, ao citar as críticas ao primeiro programa de seu governo, o Fome Zero.

“Essa é a porta de saída, mas é a porta de saída quando a pessoa sai porque a economia está crescendo, porque tem algo melhor, e não porque o governo está incomodado com setores elitistas que tiraram grande parte do dinheiro do público e não se incomodaram com a porta de chegada para pagar o que deviam”, criticou.

Ele também defendeu o papel ativo do Estado na promoção de políticas sociais. “Quando lançamos o Fome Zero choveram críticas às políticas sociais de combate à desnutrição. (…) Diziam que os mercados sozinhos resolveriam a fome. Não se terceiriza assim o destino de um povo. A injustiça socialmente produzida somente irá terminar por uma vontade coletiva da nação”, disse.

Apesar de elogiar projetos do governo, Lula reconheceu que existem falhas na fiscalização do Bolsa Família, programa que prevê benefícios mensais de até R$ 200 a famílias de baixa renda. O presidente contou que, em viagens pelo país, encontrou muitas pessoas pobres que não têm acesso ao programa.

“Descobri que se não tivermos método de fiscalização mais rígida, é muito mais fácil cadastrar quem está perto de você ao invés de ir nos grotões do país. Se fizermos um pente fino vamos constatar que existe gente que não precisa [que está] recebendo, e gente que precisa que não recebe. É um eterno trabalho de fiscalização”, disse.

Lula disse que a partir de 1º de janeiro, quando deixar a Presidência, vai assumir a função de “militante social” para cobrar ações do próximo presidente. “Eu estive na Presidência, mas minha função é ser um militante social. Depois que eu deixar a Presidência, o que vou fazer a não ser cobrar de quem está governando?”

por Natalia Passarinho no G1


Então o presiMente Mula afirmou, ontem, que setores “elitistas” o criticaram por causa do Bolsa Família? E não estavam - e ainda estão - certíssimos estes críticos "elitistas"? E não estava Mula entre eles, quando Fernando Henrique tinha os programas de transferência de renda?

O quê? Você não acredita no que eu estou dizendo? Mas dá para provar! Quer ver?

Quando o comunista Lulovski Apedeutovich chegou ao poder, ele e seus asseclas do PT trataram de criar o famigerado - e falecido - Fome Zero. Devido à bacarrota deste "pograma", resolveu juntar os quatro programas de renda do governo FHC e "criar" o Bolsa Esmola. E isto é História, isto é Verdade! Mas, antes de fazê-lo, falou muita bobagem - e depois também, claro.

No dia 9 de abril de 2003, com o Fome Zero empacado, Lula fez um discurso no semi-árido nordestino, na presença de Ciro Gomes, em que disse com todas as letras que acreditava que os programas que geraram o Bolsa Família levavam os assistidos à vagabundagem. Querem ler? Pois não!

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Notaram a verdade de suas palavras? A convicção profunda? Então…

No dia 27 de fevereiro de 2003, Lula já tinha mudando o nome do programa Bolsa Renda, que dava R$ 60 ao assistido, para “Cartão Alimentação”. Vocês devem se lembrar da confusão que o assunto gerou: o cartão serviria só para comprar alimentos?; seria permitido ou não comprar cachaça com ele?; o beneficiado teria de retirar tudo em espécie ou poderia pegar o dinheiro e fazer o que bem entendesse?

No dia 20 de outubro, aquele mesmo Lula que acreditava que os programas de renda do governo FHC geravam vagabundos, que não queriam mais plantar macaxeira, fez o quê? Editou uma Medida Provisória e criou o Bolsa Família? E o que era o Bolsa Família? A reunião de todos os programas que ele atacara em um só. Assaltava o cofre dos programas alheios, afirmando ter descoberto a pólvora. O texto da MP não deixa a menor dúvida:

(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de ir de abril de 1001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde - “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

Compreenderam? Bastaram sete meses para que o programa que impedia o trabalhador de fazer a sua rocinha virasse a salvação da lavoura de Lula. E os assistidos passariam a receber dinheiro vivo. Contrapartidas: que as crianças freqüentassem a escola, como já exigia o Bolsa Escola, e que fossem vacinadas, como já exigia o Bolsa Alimentação, que cobrava também que as gestantes fizessem o pré-natal! Esse programa era do Ministério da Saúde e foi implementado por Serra.

E qual passou a ser, então, o discurso de Lula?

Ora, Lula passou a atacar aqueles que diziam que programas de renda acomodavam os plantadores de macaxeira, tornando-os vagabundos, como se aquele não fosse rigorosamente o seu próprio discurso.

No dia 23 de março de 2005, em Cuiabá, atirava contra as pessoas supostamente contrárias ao Bolsa Família. Leiam e confrontem com o que ele próprio dizia em 2003:

Eu sei que tem gente que fala: “Não, mas esse presidente está com essa política do programa Fome Zero, do Bolsa Família, isso é proselitismo, isso é esmola.” Eu sei que tem gente que fala assim. Lógico, o cidadão que toma café de manhã, almoça e janta todo santo dia, para ele Bolsa Família não significa nada, ele não precisa. E ainda mais se ele puder fazer uma crítica a mim tomando uma Coca-Cola em um bar, um uísque ou uma cerveja. Agora, tem pessoas que, se a gente não der essa ajuda, não conseguem comer as calorias e as proteínas necessárias à vida humana. E se for uma criança de antes de seis anos de idade, nós sabemos que essa criança poderá ter o seu cérebro atrofiado e nunca mais se recuperar.

Quando eu vou parar de evidenciar as mistificações de Lula? Nunca! Quanto mais “popular” ele fica, mais considero este trabalho uma obrigação moral.

por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os Objetivos do Foro de São Paulo

No momento em que os destinos da política nacional mais uma vez serão dedicidos através das urnas - ou assim, pelo menos, a opinião pública nacional é levada a crer -, com a eleição presidencial que se aproxima, o PT e vários outros partidos e agremiações de esquerda se reunem na Argentina, no XVI Encontro do Foro de São Paulo.

O que pouca gente parece entender, e a indiferença ou cumplicidade daqueles que teriam por obrigação informar o público corretamente não contribui em nada para ajudar a esclarecer, é que os verdadeiros rumos da política nacional podem estar sendo definidos nessa obscura reunião de extremistas de esquerda, muitos dos quais são membros do partido que governa o Brasil, um evento que conta com a chancela do governo brasileiro, como prova a leitura de uma carta assinada pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Esperamos que aqueles que leiam este texto percebam como os fatos aqui descritos poderão exercer forte influência sobre os rumos do país, que poderá evoluir, dependendo do que acontecer nos próximos meses, para um regime autoritário de fato, claramente calcado nos modelos cubano e venezuelano.

Perguntas a Lula

Estas são as principais perguntas que devem ser feitas ao Lulovski Apedeutovich, ou simplesmente Lula:


1) O senhor prometeu criar 10 milhões de empregos e chegará ao fim do mandato criando quatro milhões. Neste tempo, a renda da classe média caiu, e os empregos gerados se concentram na faixa de até 2 salários mínimos. A chamada distribuição de renda do seu governo não se faz à custa do empobrecimento dos menos pobres?


2) O Senhor disse que banqueiro lucra no seu governo e, por isso, não precisa de Proer. O Senhor sabe quantos Proers o Brasil paga por ano para sustentar os juros reais mais altos do mundo?


3) O seu filho, até bem pouco tempo antes de o Senhor assumir a Presidência, era monitor de Jardim Zoológico e, hoje, já é um empresário que a gente poderia classificar de milionário. O Senhor não acha uma ascensão muito rápida?


4) Genoino sabia do mensalão. Silvio Pereira sabia do mensalão. Dirceu sabia do mensalão. Ministros foram avisados do mensalão. Só o senhor, da cúpula, não saberia. O senhor não acha que, nesse caso, não saber é tão grave quanto saber? E se houver mais irregularidades feitas por amigos seus que o senhor ignore?


5) Presidente, na sua gestão, as invasões de terra triplicaram, caiu o número de assentamentos e mais do que dobrou o número de mortos no campo. Como o senhor defende a sua política de reforma agrária?


6) O senhor não tem vergonha de subir em palanque onde estão mensaleiros e sanguessugas?


7) Presidente, em 2002, o Brasil exportava a metade do que exporta hoje, e o risco país era sete ou oito vezes maior. O país pagava 11% de juros reais. Hoje, continuamos a pagar mais de 10%. Como o senhor explica isso?


8) Em 2002, o governo FHC que o Senhor tanto critica repassou para São Paulo, na área de segurança, R$ 223,2 milhões. Em 2005, o seu governo repassou apenas R$ 29,6 milhões. Só o seu avião custou R$ 125 milhões. Não é muito pouco o que foi dado ao Estado que tem 40% da população carcerária do país?


9) Quando o Senhor assumiu, o agro negócio respondia por mais de 60% do superávit comercial. Quase quatro anos depois, o setor está quebrado, devendo R$ 50 bilhões. O Senhor não acha que o seu governo foi um desastre na área?


por Reinaldo Azevedo


Se você quiser, coloque estas perguntas num e-mail e envie aos seus contatos para que eles tenham mais coinsciência do que realmente passamos nestes oito anos e que, com certeza, irá ficar muitíssimo pior com a criatura Dil-Má.


Pense bem! E vamos relembrar algumas "qualidades" luláticas:


-ele não estudou - e se gaba por isto;


-ele NUNCA trabalhou para valer, apesar de ser "líder" dos trabalhadores;


-ele tem um belo salário como Presidente;


-ele tem um belo salário do Partido, sem trabalhar;


-ele também recebe pensão como ANISTIADO (????)


-ele tem aposentadoria;


-ele tem filhos estudando no exterior;


-ele não paga aluguel da mansão onde mora;


-ele desconhece os preços de supermercado, padaria ,farmácia, açougue, etc;


-ele viaja (e muito) de avião luxuoso comprado com nosso dinheiro, pela bagatela de R$ 125 milhões - só para ele;


-ele tem carros;


-ele não fala inglês, espanhol ou outra língua - nem o português;


-ele tem ternos italianos;


-ele tem fazendas;


-ele não tem experiência administrativa ;


-ele não tem humildade;


-ele traiu todos seus compromissos de campanha;


-ele defende, hoje, tudo quanto atacava e era contra na política do Presidente anterior;


-ele não tem vergonha em dizer que "é do povo", mesmo vivendo como um rei (costuma beber um vinho cuja garrafa custa R$ 11.000,00).


Detalhe:


"O NOSSO PRESIDENTE", se quisesse, não poderia ser um GARI DE RUA. O concurso de GARI exige ensino fundamental.

DILMA x SERRA

Eu tenho um punhado de razões para não confiar em José Serra e mesmo não gostar de seu estilo autoritário. Nem do seu socialismo, que impiedosamente elevou impostos em São Paulo e impôs decisões perfectibilistas e autoritárias sobre os costumes da população em banalidades, como o hábito de fumar. Nem de seu projeto de poder, que faz do Estado um monstro que quer servir de instrumento de distribuição de renda, sacrificando a ética da propriedade privada e da meritocracia, instituindo o roubo institucional. Minha própria visão de Estado é aquela que vigorou na Era Vitoriana e bem sei que ela foi soterrada pelo aterrorizante século XX, tempo em que o Estado liberal foi assassinado pelos socialistas de todos os matizes.

Nem por isso vou gostar da alternativa posta para a continuidade lulista de Dilma Rousseff. O projeto de poder do PT é muito mais atroz, muito mais monomaníaco, tem propósitos claramente totalitários. Cada um dos defeitos e maus propósitos de José Serra e seu PSDB são multiplicados e piorados pelo projeto político do PT a níveis inimagináveis, aparentado que é com o projeto de Lênin. O PT lidera o consórcio entre as forças revolucionárias que restaram dos anos sessenta, do sindicalismo mais mafioso formado nos anos oitenta e dos interesses da plutocracia rentista inescrupulosa. Não ao acaso abundam recursos na campanha da Dilma Rousseff e mínguam na de José Serra. Dilma é a candidata dos muito ricos.

Então não podemos confundir ambas as candidaturas na sua capacidade malfazeja para a liberdade e o respeito aos direitos individuais. Sem qualquer sombra de dúvida o projeto do PT é malicioso e pernicioso sob todos os aspectos, com o agravante de que o PT não deseja e tentará impedir por todos os meios a alternância de poder. Não querem mais largar a rapadura. O PT, se puder, imporá uma ditadura.

Tenho a convicção de que o projeto totalitário do PT chegará ao apogeu com Dilma Rousseff. A fase de acumulação de força terá sido superada e o PT, com a grande bancada que, parece, fará, terá o seu comando no futuro Congresso Nacional, poderá realizar todas as modificações que inventar, inclusive aquelas de natureza constitucional. Os democratas do Brasil correm perigo, as liberdades correm perigo. Eu sinto que caminhamos para um período tenebroso da nossa vida política com a possível vitória da candidata da situação.

Uma quase impossível vitória de José Serra daria continuidade ao que está posto, mas sem o anseio totalitário do PT. Por isso é um erro absoluto achar que é indiferente se um ou outro ganhar, por mais que alguns aspectos formais do seu socialismo se aproximem, bem como a união da origem comum de muitas de suas lideranças. A ala patrimonialista que apóia Dilma, aquela do PMDB de Sarney, Collor e Renan Calheiros, não teria nenhum problema moral de aderir a Serra, mesmo antes da posse. Serra mudaria integralmente a política exterior e cortaria qualquer cooperação com forças políticas revolucionárias ativas, como as FARC. E reaproximaria o Brasil dos EUA. Veja-se que são matérias substantivas as que separam ambas as candidaturas.

por Nivaldo Cordeiro

Desabafo de Um Pai

Mário Kosel Filho nasceu em 6 de julho de 1949, em São Paulo. Era filho de Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel. Fazia parte do Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, organizado pelo Padre Silveira, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no bairro de Indianópolis, juntamente com mais de 30 jovens.

O símbolo do grupo, ironicamente idealizado por Mário, era uma rosa e um violão.
Por ser muito prestativo e preocupado em ajudar as pessoas, principalmente crianças e necessitados, foi apelidado de Kuka, pelos demais participantes do grupo.

Mário estava com 19 anos e prestava o serviço militar. Estava incorporado na 5ª Cia. de Fuzileiros do 2º Batalhão, no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares, em Quitaúna.

Na madrugada de 26 de junho de 1968 estava no quartel, em serviço, quando ouviu um tiro, disparado pelo soldado Rufino, que fazia a guarda externa do quartel. Saiu para ver o que se passava e foi informado pelo soldado Rufino que o tiro foi para cima, para advertir um automóvel que, em alta velocidade, rompeu a barreira da área proibida ao tráfego de veículos.

O motorista do automóvel deve ter se assustado e colidiu com um poste. Mário, preocupado em ajudar possíveis feridos, foi até o mesmo. Ao se aproximar do automóvel acidentado, um outro automóvel passa pelo local e seus ocupantes lançam sobre o automóvel acidentado uma bomba de grande poder destrutivo.

Mário teve morte instantânea, pedaços de seu corpo foram lançados em todas as direções. Um dos ocupantes do segundo automóvel era Dilma Rousseff. Não consigo entender como é possível uma assassina permanecer solta e ainda chega aonde essa mulher chegou. Dilma e outros criminosos e assassinos, que deveriam estar nas penitenciárias, relaxam e gozam sem quaisquer preocupações, enquanto os ladrões de galinhas sofrem severas penalidades.

Agora, a exemplo do que fizeram com Lula, os marqueteiros vão tentar vender a imagem de paz e amor dessa assassina.

Ainda assim, enquanto eu viver, não me calarei, até que todos saibam.

Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel

Dúvida: Como Votar Certo no Brasil de Hoje?

Um leitor anônimo enviou o comentário abaixo - na verdade uma inquirição - no post Terrorismo Ambiental:

"Duvida:
Se o comunismo e socialismo é tão ruim, porque é ensinado nas escola para os alunos do ensino médio de todo Brasil? Na sua opinião qual o ponto negativo deste sistema, para que eu vote certo.
"

Bem, anônimo, vou ignorar o português e partir direto para uma resposta bem sucinta.

Acho que há nada que impeça o aprendizado, nas escolas, a respeito do socialismo - e, consequentemente, do comunismo, uma vez que este é filho daquele. O problema é COMO esta ideologia é ensinada: basicamente fala-se do socialismo como um caminho para o paraíso, onde não haveria diferenças entre as pessoas, onde todos seriam iguais e repartiriam tudo entre si - o "novo mundo" para o "novo homem".

Mas este aparente bem-estar, advogado por seus admiradores, é apenas uma das muitas mentiras do socialismo. Basta vermos o que ocorreu em todos os países onde o socialismo foi implantado: miséria, povo famélico, morticínio bárbaro, prisões de consciência (ou seja, a prisão daqueles que são contra o regime, como ocorre até hoje em Cuba, China e Coréia do Norte), desrespeito flagrante aos mais básicos direitos humanos.

O socialismo é, na verdade, uma ideologia assassina, pois procura matar tudo o que o homem tem: vontades, paixões, ambições etc. tornando-o nada mais que um cupim, uma formiga, um mero agente trabalhador, sem quaisquer vontades, para o bem estar da colônia.

A ideologia socialista, conforme definida por Karl Marx, avalizada por Engels e aprimorada por diversos "intelectuais" esquerdistas - que eu costumo chamar de "burritzia" -, deve ser implantada em diversos estágios, a fim de parir a "sociedade ideal" - a sociedade comunista -, como vemos no esquema abaixo.


No pensamento socialista, há dois caminhos que podem ser trilhados para a transformação da sociedade capitalista em sociedade comunista - e a consequente tomada do poder: o uso da violência (ou luta armada) e a via pacífica. E, embora possa parecer paradoxal, os socialistas iniciam a doutrinação das massas falando em respeito à democracia, porém minando-a à medida que seus objetivos começam a ser atingidos.

O uso da violência foi muito usado desde os primórdios do socialismo, tendo sido preconizado por Marx e Engels em seu Manifesto Comunista: China, Coréia do Norte, Vietnã do Norte, Cuba etc. foram países tomados violentamente pela "revolução do proletariado" (na verdade, por um grupo que dizia falar em nome dos trabalhadores, como faz, por exemplo, o PT, no Brasil). A Rússia, o primeiro país a tornar-se socialista com a revolução bolchevique, acabou por tornar-se um verdadeiro império, dominando diversos outros países ao redor, vindo a tornar-se a URSS.

E foi através do uso da violência que nossos comunistas tentaram implantar esta ideologia no Brasil, durante os anos 60 do século passado. Dilma, Franklin Martins, Carlos Minc e muitos outros que hoje estão no poder são terroristas notórios daquela época! Mataram, roubaram, sequestraram, "justiçaram", tudo em nome da "ditadura do proletariado".

Hoje, dizem que eram contra a ditadura e a favor da democracia. Mas nunca houve um único documento, produzido pelos quadros comunistas, que sequer citasse a democracia. Pelo contrário, sempre falavam na implantação dos seus ideais comunistas.

Hoje, muitos deles, usam a via pacífica, conforme os ditâmes de Antônio Gramsci - socialista italiano que expandiu o conceito da passagem pacífica para o socialismo exposto por Lenin em seu famoso livro "O Estado e a Revolução" (muito embora, o próprio Lenin preferisse a revolução sangrenta, onde o proletariado assassinaria, a sangue frio, toda a "burguesia").

A via pacífica, conforme Gramsci, trata de abarcar toda a sociedade doutrinando-a pacificamente através do politicamente correto e da dominação, pelos socialistas, dos pilares da chamada "sociedade burguesa": a educação, a política, a legislação, a comunicação etc. Se você clicar, no alto deste blog, no link para o decálogo de Lenin, começará a ter uma pálida ideia do que os socialistas são capazes para a tomada do poder - e, de quebra, passará a entender muitas coisas que tem acontecido em nossa sociedade desde que o PT entrou no governo do nosso país.

Assim, o que se faz, hoje, é o trabalho de massas, a doutrinação, a dependência das pessoas daquilo que o governo parece dar - quando dá, é apenas a uns poucos para, como dizia meu pai, "adoçar a boca das crianças". E o restante é a alma do négócio: propaganda massiva, como forma de doutrinação - a aplicação da psicopolítica de Beria, ministro do Interior e marechal da União Soviética, antecessor de Gramsci e de Goebbels.

Neste trabalho de doutrinação das massas, temos, hoje, a direita como sendo uma espécie de lixo político e a esquerda como o supra sumo da existência.

Todos os nossos candidatos atuais são de esquerda - uns mais radicais, outros menos. Os mais radicais, toleram a democracia apenas e tão somente porque ainda não conseguem impor seu desejo de implantar uma ditadura nos moldes cubanos; os menos, os ditos sociais-democratas, respeitam a democracia, embora por vezes tenham seus surtos ditatoriais. E existe o PT: até pouco tempo radical, hoje posa de moderado, embora deseje ardentemente a mesma ditadura dos radicais, porém sendo ele o "moderno príncipe" descrito por Gramsci.

Assim, a única resposta que posso lhe dar é: uma vez que não temos uma democracia completa, já que não temos um único partido de direita para contrapor as esquerdas, pese muito bem o que você deseja antes de votar: democracia ou ditadura do proletariado, "capitalismo" ou comunismo à moda cubana, liberdade ou escravidão, radicalismo ou respeito ou falsidade.

Essa é a decisão que cada brasileiro tem que tomar até as eleições.

P.S.: Se você quiser saber mais sobre esta ideologia assassina, veja mais nos posts abaixo:
Como Se Decompõe Uma Nação;O Controle da Cultura;Continuamos Camaradas;Nazismo = Socialismo = Totalitarismo;Direita ou Esquerda?;Como Tornar-se um Idiota (e Ainda Ser Louvado por Isso);Democracia Esquerdista: Uma Mentira Conveniente;As Vítimas Esquecidas;O Livro Negro do Comunismo;Que é Ser Socialista?

Democracia Pela Metade

Esqueçam a saúde. Ou a educação. Ou a segurança. Ou a situação calamitosa das estradas. O maior problema do Brasil é a inexistência de uma alternativa política aberta e claramente de direita.

Basta ligar a televisão por esses dias para constatar essa realidade. Nada mais monótono do que eleições no Brasil. E não me refiro somente ao show de horrores e desfile de bizarrices chamado enganosamente de "horário eleitoral gratuito". É que as eleições por aqui já viraram um concurso de esquerdismo, em que cada candidato se esforça por parecer mais antiliberal, mais anticapitalista do que o outro. No Brasil, "direita" é insulto pessoal, e não categoria política. Não surpreende, pois, que o debate político - se é que se pode chamar assim - seja tão raso, tão superficial. Os candidatos passam ao largo de qualquer questão substancial e ficam discutindo quem vai fazer mais operações de varizes e de próstata. É um deserto de idéias, feito de marketing e de bom-mocismo, ou de porralouquice.

A idéia de democracia vigente no Brasil de hoje é uma assembléia de esquerdistas acusando uns aos outros de serem de direita. Que o diga José Serra. Faz uns dias, ao responder alguma barbaridade dita por Lula, o candidato do PSDB à Presidência da República afirmou que quem apóia ditaduras como a de Mahmoud Ahmadinejad no Irã é um "troglodita de direita". OK, Serra. Troglodita é mesmo como deve ser chamado quem apóia regimes em que mulheres são apedrejadas por adultério. Mas por que o "de direita"? Desde quando ser a favor de ditaduras é privilégio da direita? Basta comparar os ídolos da esquerda - Stálin, Mao, Fidel Castro, Che Guevara - com as figuras exponenciais da direita liberal no século XX - Winston Churchill, Ronald Reagan, Margaret Thatcher. Digam-me quem, nessas duas listas, é troglodita e quem é democrata. Aproveitem e me digam que país que se preza não tem um partido forte de direita.

Ah, é de ditadores militares que se está falando, como Franco, Médici ou Pinochet? OK, não há dúvida de que eram tiranos homicidas. Mas quem disse que a direita é sinônimo de regime militar (ou, ainda pior, "fascista")? Tão vítimas dessas ditaduras quanto os esquerdistas, e até mais do que estes, foram muitos liberais e conservadores. Estes, ao contrário daqueles, tiveram um papel muito mais importante na restauração das liberdades democráticas. Não me consta que Tancredo Neves e Ulysses Guimarães fossem esquerdistas. Sem falar no fato irrefutável de que tais ditaduras, por mais horrores que tenham cometido, não chegaram aos pés, em termos de brutalidade e número de vítimas, do mais brando regime comunista.

Essa é a grande tragédia da política brasileira: não há um partido de direita. Há partidos de esquerda, de centro-esquerda, até de extrema-esquerda (geralmente, nanicos que entram nas eleições apenas para denunciar a "democracia burguesa" e fazer proselitismo em favor da revolução). Há partidos para quase todos os gostos, inclusive os inevitáveis picaretas, para os quais as ideologias valem tanto quanto uma nota de 3 reais (há um Partido Liberal, mas que está na base de apoio do governo...). Há de tudo, só não há direita. Onde está uma agremiação política que defenda e pratique, efetivamente, o ideário liberal e conservador, advogando claramente as teses de Hayek e de Milton Friedman? Esta não existe, nem como partido nanico. E não me venham dizer que o DEM, que está até mesmo cogitando fundir-se ao PSDB, é de direita. Em lugar nenhum do mundo um partido que ostenta a expressão "social-democracia" no nome é considerado de direita. Só no Brasil.

Antes que digam: não, não estou dizendo isso porque eu sou um, como diriam Lula e Serra, troglodita de direita. Digo porque a ausência de um partido de direita nas eleições é um fator que explica o baixo nível das campanhas eleitorais. O Brasil deve ser o único país em que nas eleições se discute tudo, menos política. Tentei acompanhar o debate presidencial na Band, há alguns dias. Serra e Dilma ficaram o tempo todo discutindo números e maltratando a língua portuguesa. Marina Silva posou de Marina Silva, um personagem criado por ONGs. A nota dissonante veio de um nanico de ultra-esquerda, que passou o tempo todo acusando os demais de não serem esquerdistas o suficiente. Mudei de canal.

Se você ainda não está convencido da gravidade da coisa, e acha que isto é só muxoxo de um "reaça" inconformado, então preste atenção para esse fato: nem na época da ditadura militar havia uma situação parecida. Durante o regime de 64, havia censura, ou seja, a imprensa não poderia publicar certas notícias e assuntos que desagradavam aos governantes de plantão, mas havia a possibilidade de um pensamento político discordante. Havia uma oposição legal, o MDB - tolhida, intimidada, mas havia. Hoje, a oposição se esforça para parecer o menos oposicionista possível. Evita bater nos petistas e em Lula, pois afinal este é popular. O general Médici também era muito popular.

Diante disso, a frase de Lula - "Que bom que não teremos trogloditas de direita nas eleições" - adquire um ar de ainda maior boçalidade. Ela pode ser lida como um elogio ao pensamento único, o contrário da diversidade política. Pelo menos mentalmente, já vivemos uma ditadura ideológica de esquerda. E isso é louvado pelo supremo mandatário da nação! E o pior: ele é aplaudido!

Já escrevi antes e repito: não é normal uma eleição sem um candidato de direita. Não é normal, nem desejável. É um sinal de uniformização ideológica, de ausência de pluralidade. É desse material que se constroem os regimes totalitários.

Uma democracia sem direita é uma democracia pela metade. Isso equivale a uma ditadura pela metade. É algo tão falso quanto uma democracia que não tivesse partidos de esquerda. Não se trata sequer de pedir votos para candidatos que ostentem posições liberais ou conservadoras. Trata-se tão-somente de garantir o fundamento mesmo da democracia: a pluralidade.

Já tivemos o troglodismo fardado. Agora temos o troglodismo de esquerda. Essa é a ideologia oficial do Brasil.

por Gustavo Bezerra

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais Dinheiro para o Foro de São Paulo e as Universidades do Mal

O programa radiofônico “Café com o Presidente”, transmitido todas as semanas pelas emissoras oficiais, proporciona ao ouvinte informações de tal virulência que o distinto, se estiver desprevenido, pode chegar ao enfarte. Sem querer, no último mês de julho ouvi dois desses informes e confesso que, ouvindo-os por inteiro, fiquei petrificado. Nunca mais vou repetir o café amargo.

A primeira fala do programa dizia respeito a acordo do Brasil com Cuba, assinado por Lula, no qual o governo brasileiro se empenhará em investir milhões de dólares para recuperar o falido porto de Mariel, sem que se saiba ao certo que tipo de retorno receberá o nosso país da envilecida ilha caribenha.

(Para quem está por fora, o porto de Mariel, exceto fugitivos, não exporta nada, visto que hoje o açúcar cubano mal dá para o baixo consumo interno).

Mas Lula, inconsciente da miséria que acode a região nordestina, sufocada pelos escombros das chuvas, avança que o bilionário investimento em Cuba não se limitará à recuperação do porto de Mariel. Antes pelo contrário: ele também investirá uma nota preta na ampliação da rede hoteleira da ilha, um mimo a mais para se incentivar a indústria do turismo sexual necessitada de recursos para melhor servir ao burguês (do mundo capitalista) em férias.

Para fazer o serviço completo, e servir com mais zelo a indústria orgiástica daquele “paraíso tropical”, o nosso “führer” garante que também investirá na implantação de um novo ramal rodoviário em torno de Havana.

De quebra, Lula ainda informou no seu café amargo que a Petrobras, sacando generosos tributos da população brasileira, vai construir em Cuba uma moderna fábrica de óleo combustível, ao tempo em que projeta estudos para iniciar um vasto programa de prospecção com o objetivo de achar petróleo na ilha dos irmãos Castro.

O outro informe do programa soa ainda mais preocupante. De fato, ele é uma carga de nitroglicerina em estado puro. E diz respeito à criação de dois núcleos de “ensino superior”, a saber: a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz de Iguaçu, Paraná, região da tríplice fronteira; e a Universidade Luso-brasileira, a ser instalada em Redenção, interior do Ceará, cidade onde, segundo Lula, houve o primeiro movimento pela libertação da escravidão no Brasil.

Sobre a Universidade latino-americana, Lula afiançou que ela atenderá 10 mil alunos, sendo que 50% brasileiros e 50% de outros países da América Latina. No que se refere ao corpo docente, metade será constituída por professores brasileiros e a outra metade por “especialistas” latino-americanos.

Os cursos serão administrados em aulas bilíngües e, segundo Lula, estão diretamente relacionados com matérias importantes no contexto das relações entre os países do continente, tais como Venezuela, Bolívia, Equador e Peru. As graduações oferecidas pela universidade luliana, como, por exemplo, a de graduação na cadeira de “Sociedade, Estado e Política”, não são oferecidas em nenhuma universidade brasileira – elas são inéditas.

Na ordem prática das coisas, será construído um complexo arquitetônico assinado pelo megacomunista Oscar Niemeyer, em terreno doado pela Itaipu Binacional. A Unila – é assim que se chama – receberá recursos do Ministério da Educação, sendo que para o primeiro semestre de 2010 já foi liberada verba na ordem de R$ 23 milhões.

Por sua vez, a Universidade Luso-Brasileira, situada em Redenção, Ceará, tem por objetivo atender cinco mil alunos africanos de fala portuguesa e outros cinco mil alunos “afro-brasileiros”. Sua intenção é “formar a capacidade intelectual, treinar gente em energia e tecnologia, gestão pública, educação pública, saúde pública e agricultura”. A proposta orçamentária da Universidade Luso-brasileira também já foi aprovada para atender, de início, em 2010, 350 alunos.

O modelo de atuação das universidades de Lula é, obviamente, de origem cubana, e o próprio Lula não esconde o jogo: “Como é que Cuba” – indaga o “Führer”, lá para as tantas, fornecendo a pista – “um país pobre, consegue ter universidade que atende gente do mundo inteiro e um país do tamanho do Brasil, não?”.

O que talvez Lula não saiba é que o modelo de ensino cubano, administrado para fomentar o ódio de classe, foi sacado justamente dos ensinos da Universidade de Dar-es-Salaam, instituição criada pelo presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, precursor do chamado “socialismo africano”, que levou aquele país à ruína agrícola e à fome, depois da criminosa experiência coletivista rotulada, posteriormente, de “O Grande Salto Para Trás” (nada a ver com o da China do velho Mao).

A pedagogia africana radicalizou. O currículo da Faculdade de Ciências Políticas de Dar-es-Salaam exigia que os alunos dominassem os ensinamentos de Marx, Lênin e Franz Fanon, este último autor do tristemente célebre “Os Condenados da Terra” (Les Damnés de la terre”, Paris, l961) – livro que pregava a “violência purgativa” como forma de recuperar a “auto-estima negra”.

A “pièce de résistance” de Der-as-Salaam, cujo reitor era o próprio Nyerere, era o “menticídio” (assassinato da mente), técnica de ensino preconizada por Franz Fanon que consistia em lavar com ódio o cérebro das massas africanas para melhor levá-las à revolução marxista-leninista contra “o colonialismo dos brancos”.

Fanon, um africano que se converteu à filosofia existencialista estudando medicina na Universidade de Lyon, França, foi, mais tarde, membro da divisão de guerra psicológica do Instituto Tavistok, na Inglaterra, se encarregando de fundamentar os paradigmas da “cultura negra” com o objetivo explícito de “minar as bases da civilização cristã” dentro e fora da África.

Na América Latina, primeiro no Brasil e depois no Chile de Allende, foi Paulo Freire, tido como “um mestre”, que transplantou a ideologia fanonista para métodos alfabetizantes, que nunca alfabetizaram ninguém – mas que hoje, com a grana firme sacada (por vias indiretas) dos cofres públicos, preenchem os currículos dos cursos de subversão administrados na Universidade Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, interior de São Paulo.

Repetindo Fanon e a experiência cubana, a dita Universidade do MST, além de Marx e Lênin, tem, por sua vez, nas figuras de Fidel Castro, Guevara e o cangaceiro Lampião, os seus principais “mentores ideológicos”. Diante de tal soma de destemperos, a pergunta que se faz é a seguinte: o que pode o Brasil esperar das duas universidades de Lula?

Absolutamente nada, ou melhor: o pior possível. E o exemplo vem da África. Nela, países como Uganda, Eritréia, Etiópia, Ruanda, Burundi e a República Popular do Congo (ex-Zaire), depois de contaminados pelo pensamento forjados na “violência revolucionária” de Franz Fanon, via Der-as-Salaam, tornaram-se ainda mais pobres, com a produção agrícola caindo pela metade – tendo por consequência a ampliação da fome epidêmica e da miséria.

No Brasil, instaladas estrategicamente no Nordeste e no Sul do país para subverter a cabeça dos inocentes inúteis, resta rezar para que uma poeira de nuvem tóxica leve tais núcleos de “ensino superior” para o inferno das cuias.

por Ipojuca Pontes

Um País de Escravos

"Todos os países desenvolvidos, que têm sistema de bem-estar social, têm carga tributária bem mais elevada, em cerca de 50% do PIB. Do outro lado, há países mais pobres na América Latina, no Caribe e na África, cuja carga tributária é bem baixa, inferior a 15%. Resultado: eles não têm recursos para adotar políticas sociais e o Estado é praticamente inexistente. O Brasil está numa posição intermediária: em 2009, a carga tributária foi de 34%. A arrecadação nesse patamar é decisiva para que o Estado possa atuar para reduzir as desigualdades sociais, fazer os investimentos necessários em Educação, Saúde, Segurança e atacar as deficiências de infraestrutura."

Quem disse o que vai acima foi o presidente Lula, respondendo a um leitor de sua coluna semanal, publicada em mais de uma centena de jornais país afora. Alguma razão lhe assiste, pois sem recursos a existência do Estado seria inviável. Fora os anarquistas, ninguém discute a necessidade dos impostos. A questão importante é outra: a relação ótima entre custos e benefícios dos tributos.

Qualquer tributo é, por definição, um ônus forçado aos cidadãos. Não se trata de uma escolha voluntária, mas de uma imposição (daí o nome: imposto). Embora os impostos sejam uma agressão à liberdade e à propriedade, nós os aceitamos por conta da necessidade de financiamento da força estatal, necessária para que tenhamos assegurada nossa segurança individual e coletiva, além dos serviços de infraestrutura que, por dificuldade de individualização e cobrança, não seriam interessantes à iniciativa privada (como urbanização, arruamento e iluminação pública, por exemplo).

Portanto, embora cobrados de forma coercitiva, os tributos pressupõem uma justa contraprestação do Estado em serviços. É aqui, neste ponto, ao comparar o caso brasileiro com o de países desenvolvidos, que o presidente perde completamente a razão. Senão, vejamos:

Qualquer pessoa bem informada sabe que a carga tributária no País anda pela casa dos 35% do PIB (equivalente à da Inglaterra). Esse número é uma medida real do quanto o Leão arranca dos pobres coitados que ainda insistem em produzir riquezas, de maneira formal e civilizada, no Brasil. Mas há também um outro dado que ainda muito poucos conhecem: trata-se do índice que mede a carga tributária potencial ou, em outras palavras, o limite da voracidade fiscal, o tamanho da mordida do Leão se não houvesse no Brasil sonegação, inadimplência ou informalidade.

De acordo com um estudo de 2006, do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, se todos pagassem corretamente os seus tributos estaríamos transferindo à Fazenda Pública nada menos que 59,38% do PIB. É isso mesmo, leitor, você não leu errado. O apetite do fisco chega a incríveis 60% do PIB.

Pode parecer um cálculo exagerado, mas a realidade não para de corroborar com a conclusão do IBPT, já que a arrecadação vem crescendo bem acima do PIB de forma recorrente, ano após ano, mesmo naqueles em que não houve criação de novos tributos, aumento de alíquotas ou base de cálculo dos existentes.

Como se isso não bastasse, além dos impostos, taxas, contribuições e encargos que o governo nos toma, sem dó nem piedade, precisamos pagar ainda pela nossa saúde, pela educação dos filhos, muitas vezes por segurança particular e por mais uma série de outros serviços que deveriam estar a cargo dos governos. Não é difícil concluir que o Estado brasileiro gasta mal.

Segundo dados da revista Veja, a cada ano aproximadamente 92% dos gastos do governo federal – excluindo-se pagamento de dívidas e transferências – são engolidos pelas engrenagens do Estado. De cada cem reais, 25 são destinados ao pagamento de pessoal e outros 67 ao custeio da máquina - despesas que vão do cafezinho servido nas repartições públicas à gasolina que move os veículos de autoridades.

Para investimentos em infraestrutura, segurança, defesa, saúde etc., sobram somente 8%. Resumindo: as atividades-meio consomem muito mais recursos que as atividades- fim. Qualquer empresa, com tal perfil orçamentário, já teria falido há muito tempo.

Mas não pense o leitor que o descalabro acaba aí. Um trabalho de 2008, do mesmo IBPT, mostra que, nos primeiros 20 anos após a promulgação da Constituição de 1988, foram emitidas no País nada menos do que 3,7 milhões de normas reguladoras da vida dos cidadãos brasileiros, o que equivale ao absurdo de 766 atos editados por dia útil. Desse total, nada menos que 240.210 foram atos impositivos ou regulamentações de natureza tributária, que equivalem a duas normas por hora.

Nesse emaranhado de leis, decretos, instruções normativas e outros babados, é praticamente impossível a qualquer um conhecer, com um mínimo de segurança, as regras vigentes. Para sobreviver nessa selva, empresas dependem da assessoria contábil, jurídica e fiscal de inúmeros especialistas, caso queiram manter-se relativamente atualizados em relação às suas obrigações perante a Administração.

De acordo com a FIESP, as empresas gastam algo em torno de 1,5% do PIB, por ano, só para manter pessoal, sistemas e equipamentos necessários para satisfazer as normas impostas pela burocracia tributária. Como não existe almoço grátis, o Brasil tem um dos maiores custos de transação do mundo, com reflexos terríveis nos níveis de competitividade.

Além disso, como direitos e deveres não são nítidos, os pagadores de impostos tornam-se reféns de agentes públicos mal intencionados, que não raro se valem da altíssima complexidade legal em proveito próprio. "As leis abundam em Estados corruptos", já dizia Tácito.

Diante de tamanho descalabro, a pergunta óbvia é: que futuro afinal se descortina para uma nação de escravos, subjugada por um Estado obeso e perdulário, que lhe cobra com imensa voracidade mais de 50% de toda riqueza produzida e, de volta, só lhe dá migalhas? Dá para comparar a nossa situação com a dos países desenvolvidos, como pretende o presidente Lula?

por João Luiz Mauad

Com as Esquerdas, Este é o Caminho do Brasil

O ministro dos Esportes da Coreia do Norte, Pak Myong-Chol, humilhou publicamente os jogadores e o treinador da seleção de seu país por causa do fiasco na Copa do Mundo. O elenco, que colecionou três derrotas em três jogos, levou 12 gols e marcou apenas um (contra a Seleção Brasileira), ouviu uma bronca diante de mais de 400 pessoas, no Palácio da Cultura, na capital norte-coreana, Pyongyang.
O técnico Kim Jong-Hun, o mais criticado, foi obrigado a realizar trabalhos forçados como punição – prática comum na Coreia do Norte a atletas e técnicos que não vão bem em competições esportivas.
Pak Myong-Chol discursou durante quase seis horas, diante de estudantes, jornalistas e integrantes do governo, sobre a péssima atuação da equipe na África. A expectativa era de boa campanha como na Inglaterra, em 1966, quando o time chegou às quartas de final e acabou eliminado por Portugal.

no MSN Esportes


Quem sabe alguma coisa sobre países comunistas e outro tanto sobre esportes teve como prever que essa história não ia dar certo: a seleção da Coréia do Norte, provavelmente a pior ditadura existente na face da Terra, participar de uma competição internacional sem nenhuma chance de vencer. E deu no que deu: os coreanos saíram humilhados e seu técnico foi mandado para os trabalhos forçados.

Nada disso poderia ser previsto, contudo, pelos gênios do marketing internacionalista, que enxergam num mero evento esportivo a chance de despejar todo o lixo de proselitismo político que podem conceber: especialmente as utopias infantilizadoras onde o esporte "une povos", "elimina diferenças", "celebra a raça humana", entre outras banalidades semelhantes. Como se fosse possível imaginar que a única diferença existente entre uma criança na Suíça ou na Somália sejam "circunstâncias culturais de menor importância", e não todo um espectro de realizações humanas e oportunidades criadas, via de regra, pelo ocidente livre, capitalista e judaico-cristão.

O fato é que aceitar a participação, em igualdade de condições, de ditaduras comunistas em eventos do mundo livre (expressão vaga, mas que cabe ao exemplo), sejam eles diplomáticos ou meramente esportivos, serve unicamente para dotar as elites desses países (de alguma forma legitimadas pela comunidade internacional) de um poder ainda maior para oprimir sua população e aumentar as retaliações do regime a cidadãos desamparados - como os bravos atletas da Coréia do Norte, enviados a uma espécie de túnel do terror na Copa do Mundo, sem chances de escapar do outro lado.

É óbvio para qualquer adulto alfabetizado, maduro e dotado de seu senso crítico. E por isso mesmo talvez seja tão difícil fazer alguém como Bono Vox - ou o simples militonto de um partido como o PT ou o PC do B - compreender tal natureza das coisas.

Revisando o Passado

Entre uma lágrima e outra pela perda iminente do empregão, o presidente Lula resolveu queixar-se do Senado que, sob o comando do amigo de infância José Sarney, vêm há anos consumando, com zelo de vassalo interesseiro, todos os serviços sujos encomendados pelo Planalto. E continua criticando obsessivamente Fernando Henrique Cardoso. Dilma Rousseff, entre uma frase sem final e outra sem começo, tenta dizer que oposição “quer baixar o nível da campanha”. E desafia José Serra a discutir o passado.


O que espera a oposição para aproveitar essas bolas levantadas pela dupla e partir para a goleada? A viagem pelo tempo poderia começar em 1969. O Brasil saberia que Dilma Rousseff jamais renegou a opção pelo stalinismo farofeiro feita na juventude, trocou o PDT de Leonel Brizola (que a qualificou de “traidora”) pelo PT para continuar no secretariado gaúcho e — fora o resto — não tem uma única foto que a mostre numa das incontáveis manifestações em defesa da democracia. Só aquela em que se fantasiou e Norma Bengell.


E o que espera Serra para uma esclarecedora mirada no retrovisor? Tanto Lula quanto Dilma precisam ser urgentemente confrontados com os incontáveis momentos vergonhosos que escurecem a trajetória do PT. Foram resumidos no post publicado em novembro de 2009 sob o título Anotações para uma Reedição da História Universal da Infâmia.


Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.


Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte recusou-se a assinar o texto da nova Constituição. Lula e Sarney hoje são bons companheiros e cúmplices em manobras políticas imorais ou ilegais.


Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Rechaçado de imediato, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.


Durante a campanha, o candidato à presidência do PT acusou o adversário Fernando Collor de “filhote da ditadura”. Depois do impeachment, qualificou-o mais de uma vez de “corrupto”. Hoje Lula e Collor são comparsas. O ex-presidente disputa o governo de Alagoas com o apoio do atual, que em 1989 considerava “ignorante”, “cambalacheiro” e “incapaz de distinguir uma fatura de uma duplicata”.


Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi suspensa e acabou empurrada para fora do PT. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares petistas lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia, que erradicou a praga da inflação, numa das bandeiras da campanha presidencial.


Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.


Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo. Trecho: "Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos. Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!"


O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS? Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos. “Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha desde janeiro de 2003. Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos. É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.


Depois da eleição de 2002, Fernando Henrique Cardoso impediu que a inflação fosse ressuscitada pelo medo decorrente da folha corrida do PT, comandou a primeira transição civilizada da história republicana e entregou a casa em ordem. Para manter a política econômica fixada pelo governo anterior, Lula entregou a direção do Banco Central a Henrique Meirelles, eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás. Assim que tomou posse, o sucessor começou a recitar a falácia da "herança maldita".


Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse. O condutor do rebanho não tem semelhanças com o Lula do século passado, mas continua ouvindo os balidos aprovadores do rebanho companheiro. O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal. O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável. O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.


Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência. É inveja, grita Lula. O espelho reflete o contrário. Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.


Lula jamais esquecerá que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno. E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido.


por Augusto Nunes

O Socialismo Petista Revelado!

Seu nome é Gerardo Santiago. O que ele faz aqui? A história que vocês lerão é de estarrecer. A reportagem completa está na edição da VEJA desta semana. Em democracias que se prezam, o tumulto estaria instalado na segunda-feira, e Ministério Público Federal, Polícia Federal, Agência de Inteligência (no caso, Abin), comissões da Câmara e do Senado, associações de advogados etc entrariam em ação. Qual vai ser a reação no Brasil? Vamos ver. Ultimamente, tenho visto alguns desses entes rasgar a Constituição em vez de protegê-la. Estão brincando com o perigo. Caso se calem mais um vez, como vêm se calando no caso da quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, um dia serão esses entes os atingidos pela “Máquina”. Do que estou falando? Vocês verão. Antes, quero fazer aquela digressão que nos aproxima do tema, em vez de nos distanciar dele.

A digressão
Há leitores neste blog que acompanham o que escrevo há pelo menos 10 anos. Os há ainda mais antigos. Sabem todos que denuncio, desde sempre, duas máquinas que os petistas operam como ninguém: a de sujar e a de lavar reputações. O partido fará uma coisa ou outra a depender do lado em que esteja o objeto ou do seu mimo ou do seu agravo. É adversário? Então eles sujam, como Lula fez com Roseana e com José Sarney em 2001, no Maranhão (vídeo aqui). Só não chamou os dois de santos. É amigo? Então Lula lava a reputação, como fez com… Roseana e com José Sarney no mesmo Maranhão, em 2006 (vídeo aqui)!!! Os “bandidos” tinha se tornado santos. E é impressionante a convicção com que ele diz tanto uma coisa como outra.

Já coordenei editoria de política em Brasília e sei bem como funciona “a cidade”. Os petistas sempre foram e seguem sendo os grandes pauteiros do jornalismo. Mais: eu os vi atuando numa espécie de linha de produção:

- petista arranja a denúncia;
- repórter noticia;
- Ministério Público decide investigar o acusado;
- e quem caiu na boca do sapo que se vire e, se quiser, dê “o outro lado”.

Esse “fordismo” da lama já havia atingido, por exemplo, o próprio Eduardo Jorge quando secretário-geral da Presidência (governo FHC). Num esforço notável, gigantesco, conseguiu provar a falsidade de todas as acusações de que foi vítima.

Os petistas têm um modelo de ocupação do estado que não data de 2003, ano em que chegaram ao poder. É muito anterior. Quadros do partido infiltrados na administração pública, nas estatais e nos fundos de pensão usam as informações privilegiadas de que dispõem e as licenças que os cargos lhes facultam para bisbilhotas a vida de adversários, produzir dossiês, fazer acusações, ameaçar, chantagear, intimidar. Recentemente, até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi alvo dos “companheiros”.

Por isso mesmo, já escrevi uma vez aqui que a eventual derrota de Dilma Rousseff na disputa presidencial não significará, de modo nenhum, o fim do aparelhamento do estado pelo PT. O partido usaria sua posição privilegiada para tentar fazer o que fazia na gestão FHC: sabotar o governo. Não pensem que alguns jornalistas, que se tornam serviçais do petismo, ignoram o que estão fazendo. Ao contrário: eles integram “A Máquina”. E noto à margem, antes que caminhe para o centro da questão, que é uma tolice considerar que, se todos denunciam todos, então a moralidade sai ganhando. Isso é falso como nota de R$ 3. Algumas das “acusações”, ao longo do tempo, colheram pessoas decentes, inocentes, corretas, que só cometeram o crime de ser adversárias da… “Máquina”.

A QUESTÃO É DE PRINCÍPIO: UM SERVIDOR PÚBLICO NÃO PODE USAR A SUA POSIÇÃO PRIVILEGIADA NO APARELHO DE ESTADO PARA PUNIR PESSOAS AO ARREPIO DA LEI, AINDA QUE ACREDITE ESTAR FAZENDO O BEM. ARROMBADA A PORTA DA INSTITUCIONALIDADE, O MAL SERÁ O SENHOR. E O MAL É A PRÓPRIA TRANSGRESSÃO, POUCO IMPORTA O PRETEXTO OU A JUSTIFICATIVA. ESTE TEM DE SER UM ESTADO DE DIREITO. Vamos ao caso.

Reportagem da VEJA
Reportagem de Otávio Cabral na VEJA desta semana começa a desvendar a MÁQUINA CLANDESTINA petista incrustada no Estado para, abusando de informações privilegiadas e de dados sigilosos de todos os brasileiros, produzir dossiês contra adversários, intimidá-los, chantageá-los, difamá-los. É uma história cabeluda, de arrepiar. Leiam um trecho:

“A máquina petista de produzir dossiês é ampla, bem organizada e atua como um apêndice oficial para satisfazer interesses do próprio governo. E, o mais surpreendente, ela não é abstrata e tem até endereço comercial: a sede da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Em entrevista a VEJA, o advogado Gerardo Santiago revela que o gabinete da presidência da Previ foi usado como centro de montagem de dossiês para constranger e intimidar adversários do governo. Ex-diretor e ex-assessor da presidência do fundo, Gerardo conta que, cumprindo ordens superiores, elaborou dossiês contra deputados e senadores da oposição. Entre os alvos dos petistas já esteve até o atual candidato à Presidência da República José Serra. “A Previ é um braço partidário; é um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês”, acusa o advogado, que garante ter cumprido missões determinadas diretamente por Sérgio Rosa, que presidiu o fundo até maio passado”.

Vocês precisam ler a reportagem. Vão se lembrar de notícias que circularam na imprensa que tiveram origem no bunker e que se provaram falsas depois. Quem liga? Lembram-se da história de que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) teria viajado num jatinho de Daniel Dantas? Se vocês recorreram ao Google, encontrarão centenas de referências. Pois é. Saiu dali. E era mentira.

Gerardo Santiago concede uma entrevista à VEJA. Ele confessa que um grupo foi formado na Previ já em 2002 para produzir dossiês contra o governo FHC. Ele alega que o objetivo era proteger a Previ. Sei… E emenda: “DOSSIÊS COM CONTEÚDO OFENSIVO, PARA ATINGIR E DESMORALIZAR ADVERSÁRIOS POLÍTICOS, SÓ NO GOVERNO LULA MESMO, NA GESTÃO SÉRGIO ROSA”. Leiam outros trechos, em que aquela “imprensa patriota” entra como parte do sérvio sujo:

Prossegue Santiago:

“Quando o PT chegou à Presidência da República, os dirigentes botaram a Previ para defender o governo, o partido, o sindicato, a CUT. Hoje, a Previ é um braço partidário, é um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês. A Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto.”

NOTA, LEITOR: BERZOINI E JOÃO VACCARI NETO ESTIVERAM ENVOLVIDOS COM A CHAMADA OPERAÇÃO DOS ALOPRADOS, EM 2006. Até hoje não se sabe a origem do dinheiro. Não???

Depois de contar que Sérgio Rosa determinou que ele escarafunchasse documentos sigilosos para produzir dossiês contra oposicionistas, a VEJA pergunta o que o chefão fez com o material. Vejam o que Santiago respondeu:

“Em uma sessão da CPI no fim de fevereiro de 2006, o deputado ACM Neto (DEM-BA) estava atacando o governo e perturbando a senadora Ideli Salvatti (então líder do PT no Senado). Então, ela perguntou a um grupo que a assessorava: “Ninguém aí tem nada que possa calar a boca desse moleque?”. Aí eu falei: ‘Senadora, contra o rapaz, não. Mas eu tenho uma munição pesada contra o avô, não serve?’. Ela começou a pular, a comemorar. Ligou para o Sérgio Rosa, e a coisa andou. O Sérgio enviou o dossiê para o gabinete dela. Duas semanas depois, estava tudo na capa da revista Carta Capital (a reportagem foi publicada na edição de 8 de março de 2006).

E quem, afinal, integra “A Máquina”? Santiago faz o elenco:

“O grupo do Sérgio Rosa e do Berzoini é muito forte em todos os bancos públicos e fundos de pensão. Na Previ, dos seis dirigentes, quatro são petistas e ex-dirigentes de sindicatos de bancários. No Banco do Brasil, a maioria dos diretores e vice-presidentes é da mesma linha política. A presidente da Caixa, Maria Fernanda, é da Articulação Sindical Bancária. Os presidentes do Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa) e da Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras) também foram indicados por Berzoini e Sérgio Rosa.

Encerrando
É isto aí, leitor! Alguém que fez parte da “Máquina”, que trabalhou nela, que invadiu sigilo a serviço do partido — informações que foram parar na mão da líder do governo no Senado —, resolveu abrir o bico. Que fique claro: a entrevista de Santiago denuncia a agressão a direitos protegidos pela Constituição. Sim, trata-se de crimes contra a Constituição. Vamos ver como reagem as instituições. Eis aí: somos, hoje, todos funcionários dos petistas, seus subordinados. Dispõem, como lhes parece melhor, de nossos sigilos, de nossa biografia e, nessa marcha, do nosso destino. Para honra e glória da “Máquina”. Para honra e glória do “Partido”.

Com a palavra, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Congresso e a OAB.

por Reinaldo Azevedo

Ministro Folgazão - e Com o Nosso Dinheiro!

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e advogados cobraram ontem explicações do ministro do STF Joaquim Barbosa, de licença médica desde abril por causa de um problema crônico na coluna, mas foi visto em uma festa e num bar em Brasília no final de semana. De acordo com eles, Barbosa tem de resolver a sua situação: se fica no tribunal, trabalhando, ou se pede afastamento definitivo da Corte.

“Que se defina a situação”, disse o ministro do STF Marco Aurélio Mello. “Seria o mínimo de consideração com a sociedade, com o erário, com os seus pares, com o Supremo, que o ministro Barbosa viesse a público dar uma explicação”, disse o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior. “Não há coerência entre a postura de não trabalhar por um problema de saúde, que é natural, qualquer pessoa pode ter, e de ter uma vida social onde isso não é demonstrado.”

O presidente da OAB manifestou na semana passada uma preocupação dos advogados com a paralisação dos processos no gabinete de Barbosa. Integrantes do STF também estão aflitos e sobrecarregados. “O Supremo tem 11 ministros, mas hoje está com 9 apenas “, observou Ophir. Barbosa está de licença e Eros Grau se aposentou na semana passada. “O STF tem de dar vazão a todos os processos que lá tramitam. Há processos parados há mais de cinco anos com o relator. É preciso fazer frente a esse déficit de julgamentos”, disse o presidente da OAB.

Aposentadoria. Assim como Marco Aurélio Mello, outros colegas de Barbosa no STF consideram que ele tem de resolver logo sua situação para que o tribunal encaminhe os mais de 13 mil processos em seu gabinete.

Um dos ministros defendeu que o STF se reúna, comandado pelo presidente Cezar Peluso, para tomar uma decisão institucional sobre o problema. “Não podemos ficar com alguém doente por tanto tempo. Não podemos chamar substituto”, afirmou.

Segundo um integrante do STF, se não for possível o retorno definitivo de Barbosa ao trabalho, o tribunal poderia acionar dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece regras para aposentadoria por afastamento prolongado para tratamento de saúde. O problema tem de ser comprovado em perícia de médicos independentes.

por Mariângela Gallucci no Estadão

Comento:
Na tarde de sábado, a reportagem do Estadão encontrou Joaquim Barbosa confraternizando com amigos no bar Mercado Municipal. À noite, ele esteve numa festa de aniversário. Todos folgamos em saber que a coluna de Barbosa, que não o deixa trabalhar desde abril, não o impede de ter uma vida social movimentada.

Com todo o respeito à excelência, é o caso de exclamar: “Não dá!” A mais recente licença do ministro se estende até 30 de setembro. Nomeado em 2003, considerando-se todos os dias em que não trabalhou — e não estou contando o recesso normal — serão 225 desde 2003. E, parece, não há garantia de que ele volte, não. À Folha, ele declarou: “Volto quando estiver 100% curado. Não quero mais sacrificar minha saúde, como fiz nos últimos três anos”. Sacrifício? Em 2008, foram 66 dias de licença; em 2009, 30; em 2010, se voltar mesmo no dia 30 de setembro, 127.

Se alguém está sendo sacrificado aí, ministro, é o STF — e, por conseqüência, seus colegas e, principalmente, aqueles a quem o tribunal atende: a população brasileira. Barbosa tem todo o direito de se curar “100%”. Se não pode, então, cumprir a rotina a que seu cargo o obriga, considerando que ser ministro não é um imposição, ele que se aposente. Não lhe faltará trabalho, dada a sua formação, na iniciativa privada se quiser. Ou como advogado autônomo. A rotina talvez seja menos dura. E saem ganhando o erário, o tribunal, seus colegas e os brasileiros.

Barbosa certamente não é culpado por sua doença. Mas nós também não somos. Quanto a bares e festas, bem…, a gente é tentado a achar que ele poderia estar lendo um processozinho ou outro, ainda que de pé…

Indagado pelo Estadão, Barbosa afirmou que reportagem anterior do jornal sobre o caso era uma “leviandade” e que ela estava sendo usada por pessoas que o querem fora do tribunal, afirmando que vai ficar. O ministro tem um temperamento forte e gosta de palavras duras.

Mas quem mesmo o quer fora do tribunal? Ao contrário, ministro! A gente quer o senhor dentro. Fora está hoje, no barzinho ou na festa. A gente quer o senhor lá, sentado ou de pé, tanto faz, mas dando conta dos milhares de processos que estão sob seus cuidados. O senhor é pago para isso. E ministro do STF não tem “vice”, né?

E arremato: ministro, não há trabalhador brasileiro que “só volte ao trabalho” quando está com a “saúde a 100%”. Isso é privilégio de nababos. E tem mais: depois dos 40, se a gente não sente uma dorzinha, é porque já morreu.

Mire-se no exemplo do conjunto dos trabalhadores brasileiros. Será melhor para todo mundo.

por Reinaldo Azevedo