Finalmente parece que surgiu alguém com bom senso nestas plagas, no que tange o uso de drogas. Embora tenha havido uma descriminalização deste uso, o senador Sérgio Souza, do PMDB, propôs um projeto que enrijece a lei contra os usuários de drogas ilícitas. De acordo com o texto, qualquer pessoa que comprar, guardar, transportar ou trouxer para consumo alguma droga ilegal pode pagar uma multa que varia de R$ 200 e R$ 1.000.
O projeto também trata o uso das drogas como "agravante" em sentenças judiciais. O senador acredita que o viciado deve sentir as consequências no bolso. "O usuário é o grande responsável pelo tráfico de drogas", afirma. "A sensação de que o usuário sairá impune tem que terminar", afirma Souza.
Enfim, algo acima da "mérdia" dos petistas e dos drogadinhos que adoram "lutar pela paz" e ficam fazendo "pombinhas" com as mãos - e o narizinho cheio de pó.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ex-Marido Terrorista Também Folga...
Carlos (Franklin Paixão de) Araújo, é o ex-marido da presidente Dilma Rousseff. No final de junho desse ano, ele fez uma série de depoimentos para a novela “Amor e Revolução” da SBT.
“Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação (assalto nr) de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas (…).
Conforme aumentava o número de clandestinos, de pessoas procuradas, tínhamos que planejar ações em bancos e pegar dinheiro para sustentar o pessoal (…).
A Dilma não participou de ação nenhuma. Não existe nenhum processo. Ela não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela (…)”.
Araújo só fez questão de esquecer, que ele e seu grupo não lutavam pela democracia, mas tão somente para implantar, o odiosa “Ditadura do Proletariado”. Com foram as dos países do Leste Europeu e continuam sendo as da China, de Cuba e da Coréia do Norte.
Agora está tirando férias, acompanhado da atual mulher, como convidado da presidente, na Base Naval de Aratu (BA), tudo sendo pago pelo contribuinte.
Para bajular sua ex-mulher, nesse dia 29 ele soltou essa pérola: “Ninguém pense que engana a Dilma! Ela conhece todo mundo muito bem desde que era ministra”.
Portanto, acabou montando a cavalo num porco.
Se Dilma, sabe muito bem quem são seus ministros, como é que escolheu 6 ladrões e mais 2 na marca do pênalti?
Deduz-se que se não é incompetente, é conivente, ou quem sabe,é uma incompetente conivente.
por Giulio Sanmartini
“Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação (assalto nr) de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas (…).
Conforme aumentava o número de clandestinos, de pessoas procuradas, tínhamos que planejar ações em bancos e pegar dinheiro para sustentar o pessoal (…).
A Dilma não participou de ação nenhuma. Não existe nenhum processo. Ela não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela (…)”.
Araújo só fez questão de esquecer, que ele e seu grupo não lutavam pela democracia, mas tão somente para implantar, o odiosa “Ditadura do Proletariado”. Com foram as dos países do Leste Europeu e continuam sendo as da China, de Cuba e da Coréia do Norte.
Agora está tirando férias, acompanhado da atual mulher, como convidado da presidente, na Base Naval de Aratu (BA), tudo sendo pago pelo contribuinte.
Para bajular sua ex-mulher, nesse dia 29 ele soltou essa pérola: “Ninguém pense que engana a Dilma! Ela conhece todo mundo muito bem desde que era ministra”.
Portanto, acabou montando a cavalo num porco.
Se Dilma, sabe muito bem quem são seus ministros, como é que escolheu 6 ladrões e mais 2 na marca do pênalti?
Deduz-se que se não é incompetente, é conivente, ou quem sabe,é uma incompetente conivente.
por Giulio Sanmartini
Mais um Comentário "Racista"
Um leitor do blog chamado Jonathan comentou recentemente o post Cotas Raciais: Parda Não é Negra. E Não Odeia, feito em 2009. Segue abaixo, da maneira como foi escrito:
"Para mim a maioria de vcs que fazem comentário contra miscigenação não passam de um bando de racista, hei walmyr respeite a ordem natural das coisas, as suas palavras não mudaram nada, aprendenda a aceitar a cor dos outros, pois não a nada de errado nisso se encherga cara."
Vejam que o comentário não foi bem a respeito do post. Talvez ele concorde. Talvez não. Ele nada disse. Mas, como se diz por aí, tentou "chamar na chincha" o leitor Walmyr, que escreveu:
"Eu detesto o sistema utilizado aqui no Brasil.
Pra mim, o correto seria : ou você é branco,ou asiático ou negro. Nada mais que isso.
Detesto esse termo "Pardo".
Aliás, longe de ser racista, pois não sou. Mas é uma furada esse negócio de miscigenação. Se fossemos brancos puros ou negros puros, não teríamos todo este racismo existente aqui no Brasil."
Então, Jonathan e Walmyr, vou tentar explicar algumas coisas que os esquerdistas sempre querem esconder de nós:
Ninguém é obrigado a gostar de alguém; por qualquer motivo que seja, uma pessoa pode não gostar das outras - até mesmo por causa de sua cor, de sua "opção sexual" ou o que quer que seja!
Graças às ideias esquerdistas politicamente corretas, estamos caminhando para um pântano lodoso de pensamentos, mais ou menos como ocorreu na Revolução dos Bichos, de George Orwell: em breve, todos irão pensar da mesma maneira e somente os porcos esquerdistas irão pensar de forma diferente, dominando-nos por completo.
"Para mim a maioria de vcs que fazem comentário contra miscigenação não passam de um bando de racista, hei walmyr respeite a ordem natural das coisas, as suas palavras não mudaram nada, aprendenda a aceitar a cor dos outros, pois não a nada de errado nisso se encherga cara."
Vejam que o comentário não foi bem a respeito do post. Talvez ele concorde. Talvez não. Ele nada disse. Mas, como se diz por aí, tentou "chamar na chincha" o leitor Walmyr, que escreveu:
"Eu detesto o sistema utilizado aqui no Brasil.
Pra mim, o correto seria : ou você é branco,ou asiático ou negro. Nada mais que isso.
Detesto esse termo "Pardo".
Aliás, longe de ser racista, pois não sou. Mas é uma furada esse negócio de miscigenação. Se fossemos brancos puros ou negros puros, não teríamos todo este racismo existente aqui no Brasil."
Então, Jonathan e Walmyr, vou tentar explicar algumas coisas que os esquerdistas sempre querem esconder de nós:
- Não somos racistas!
Esta é uma Verdade fundamental, e não há como negá-la. Embora tenhamos aprendido a dizer que, quando um "homem branco" não gosta de um "homem preto" (ou negro, como preferirem - nos EUA, chamar alguém de negro é ofensa gravíssima, e lá eles são pretos), ou vice-versa, esta pessoa é racista, isto é um erro tremendo! Eu lhes pergunto: de que raça vocês são? Eu sou da raça humana, e vocês? O máximo que este tipo de pessoa pode ser é "colorista", hehehe... - Também detesto o termo "pardo". Este é um termo usado pelo IBGE desde sua fundação e quer dizer que a pessoa tem uma cor "intermédia entre o preto e o branco, quase escuro". Mas ainda acho que é melhor do que ter um monte de definições como cafuzo, mameluco, sansei, nissei, e outras que tais. Já pensou a confusão que ia dar, no meu caso: avós paternos alemães e avós maternos, uma mistura (avô português com espanhol, avó preta com índio). Eu, particularmente, chamaria todos de "marrons", pois esta é uma cor mais semelhante...
- Sabe, Walmyr, como esta ideia de que "ou você é branco,ou asiático ou negro. Nada mais que isso", você só está repetindo o que prega o PT: todos os "pardos" (êta terminho!) DEVEM ser negros, para que eles possam fazer maior pressão política e posar de socialistas bonzinhos (como se, algum dia, isso tivesse existido). A grande maioria de nós é miscigenada. Até mesmo os chamados "negros" brasileiros tem, no mínimo, 60% de DNA europeu!
Então, não tem como sermos brancos puros ou pretos puros ou amarelos puros (ou verdes, azuis, rosas ou qualquer outra cor que você deseje): somos miscigenados. Afinal, o último socialista que quis que houvesse somente brancos puros no mundo, a fim de não ter confusão, foi um tal de Hitler. E que confusão ele causou, não é mesmo?
Ninguém é obrigado a gostar de alguém; por qualquer motivo que seja, uma pessoa pode não gostar das outras - até mesmo por causa de sua cor, de sua "opção sexual" ou o que quer que seja!
Graças às ideias esquerdistas politicamente corretas, estamos caminhando para um pântano lodoso de pensamentos, mais ou menos como ocorreu na Revolução dos Bichos, de George Orwell: em breve, todos irão pensar da mesma maneira e somente os porcos esquerdistas irão pensar de forma diferente, dominando-nos por completo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
É Possível Fazer Concessões a Ideias Socialistas?
A distinção entre propriedade privada dos meios de produção (economia de mercado ou capitalismo) e propriedade pública dos meios de produção (socialismo, comunismo ou "planejamento central") é bastante nítida. Cada um desses dois sistemas de organização econômica da sociedade pode ser descrito e definido de maneira precisa e sem ambiguidades.
Não podem jamais ser confundidos um com o outro; não podem ser misturados ou combinados; não podem transitar gradualmente de um para o outro; são mutuamente incompatíveis. Um fator de produção ou é de propriedade privada ou pública.
Se, no contexto de um sistema de cooperação social, alguns meios de produção são de propriedade pública, enquanto os demais são controlados por entidades privadas, isto não configura um sistema misto combinando socialismo e propriedade privada. O sistema continuará sendo uma sociedade de mercado desde que o setor socializado não se tornar inteiramente separado do setor não socializado, passando a ter uma existência estritamente autárquica. (Neste último caso, estaríamos diante de dois sistemas que coexistem independentemente lado a lado — um capitalista e outro socialista).
Empresas estatais funcionando em um sistema no qual existam empresas privadas e um mercado — assim como países socialistas que trocam bens e serviços com países não socialistas — estão integradas em um sistema de economia de mercado. Estão sujeitas às leis do mercado e têm a possibilidade de recorrer ao cálculo econômico.
Se quisermos considerar a ideia de colocar lado a lado a estes dois sistemas, ou entre eles, um terceiro sistema de cooperação humana baseado na divisão do trabalho, teremos necessariamente de partir da noção de economia de mercado e não da noção de socialismo. A noção de socialismo, com seu monismo e centralismo rígidos, em que uma só vontade tem o poder de escolher e agir, não dá margem a qualquer tipo de acordo ou concessão; não é um sistema passível de ajustes ou alterações.
Mas o mesmo não ocorre em relação à economia de mercado. Neste sistema, a coexistência do mercado com o poder de coerção e compulsão do governo dá margem a diversas possibilidades. Seria realmente necessário ou conveniente, perguntam-se as pessoas, que o governo se mantenha fora do mercado? Não seria uma tarefa do governo interferir e corrigir o funcionamento do mercado? Será que não há uma terceira alternativa entre capitalismo e socialismo? Será que não existem outros sistemas viáveis de organização social que não sejam nem o comunismo e nem a pura economia de mercado?
Em resposta a essas questões já foram arquitetadas várias soluções — também chamadas de terceira via — que, segundo os seus criadores, estariam tão distantes do socialismo como do capitalismo. Alegam esses autores que tais sistemas não são socialistas porque preservam a propriedade privada dos meios de produção, e não são capitalistas porque eliminam as "deficiências" da economia de mercado.
Um tratamento científico dessa questão deve necessariamente ser neutro em relação a quaisquer julgamentos de valor — e, portanto, não pode condenar de antemão nenhum aspecto do capitalismo como sendo prejudicial, defeituoso ou injusto. Consequentemente, não faz sentido recomendar, em bases puramente emocionais, o intervencionismo. Cabe à ciência econômica analisar essas questões e buscar a verdade; não pode ser invocada para louvar ou condenar a realidade a partir de postulados preconcebidos e de preconceitos. Em relação ao intervencionismo, cabe à ciência econômica apenas perguntar e responder: como é que funciona?
O intervencionismo
Existem duas maneiras de se chegar ao socialismo:
A primeira (podemos denominá-la de modelo leninista ou russo) é puramente burocrática. Todas as fábricas, lojas e fazendas são formalmente estatizadas; passam a ser departamentos do governo dirigidos por funcionários públicos. Cada unidade do aparato de produção mantém com o órgão superior central a mesma relação que uma agência local dos correios mantém com a central dos Correios [Nota: este é o modelo utilizado até hoje em Cuba].
A segunda maneira (podemos denominá-la de modelo alemão ou de Hindenburg) preserva nominal e aparentemente a propriedade privada dos meios de produção, fazendo parecer que continuam a existir mercados, preços, salários e juros. Entretanto, já não existem empreendedores, mas apenas gerentes de empresas (Betriebsführer na terminologia nazista).
Esses gerentes de empresa parecem estar efetivamente no comando das empresas que lhes foram confiadas; compram e vendem, contratam e dispensam trabalhadores, fixam remunerações, contraem dívidas, pagam juros e amortizam empréstimos. Mas, ao exercer a sua atividade, são obrigados a obedecer incondicionalmente às ordens emitidas pela agência central do governo encarregada de dirigir a produção.
Essa agência (a Reichswirtschaftsministerium na Alemanha nazista) instrui os gerentes das empresas sobre o que e como produzir, de quem comprar e a que preços, e a quem vender e a que preços. Especifica o emprego de cada trabalhador e fixa o seu salário. Decreta a quem, e em que termos, os capitalistas devem confiar os seus fundos. Em tais circunstâncias, as trocas de mercado tornam-se meramente uma farsa. Os salários, preços e juros são fixados pelo governo; são salários, preços e taxas de juros apenas na aparência; na realidade, são meramente as expressões quantitativas das ordens do governo, as quais determinam o emprego, a renda, o consumo e o padrão de vida de cada cidadão.
O governo de fato dirige toda a atividade econômica. Os gerentes das empresas obedecem às ordens do governo e não à demanda dos consumidores e à estrutura de preços do mercado. Isso é socialismo, só que disfarçado pelo uso da terminologia capitalista. Alguns rótulos da economia de mercado capitalista são mantidos, mas com um significado inteiramente diferente do que têm na economia de mercado.
É necessário salientar este fato a fim de evitar que se confunda socialismo com intervencionismo. O intervencionismo - ou a economia de mercado obstruída - difere do modelo alemão de socialismo pelo simples fato de ainda ser uma economia de mercado. As autoridades interferem no funcionamento da economia de mercado, mas não desejam eliminá-la completamente. Querem que a produção e o consumo sigam caminhos diferentes dos que seguiriam se não houvesse as obstruções, e querem atingir esse objetivo por meio de ordens, comandos e proibições, para cujo cumprimento contam com o respaldo do seu poder policial e de seu correspondente aparato de compulsão e coerção.
Tais medidas, entretanto, são atos isolados de intervenção. Não pretendem as autoridades integrá-las a um sistema que determinaria todos os preços, salários e taxas de juros, colocando em suas mãos o controle absoluto da produção e do consumo.
O sistema de economia de mercado obstruída, ou intervencionismo, procura preservar o dualismo de duas distintas esferas: a atividade do governo de um lado e a liberdade econômica do sistema de mercado de outro. O que caracteriza o intervencionismo é o fato de que o governo não limita suas atividades à preservação da propriedade privada dos meios de produção e à proteção contra as tentativas de violência ou fraude; o governo interfere na atividade econômica através de ordens e proibições.
A intervenção é sempre um decreto emitido, direta ou indiretamente, pela autoridade responsável pelo aparato administrativo de coerção e compulsão que força os empreendedores e os capitalistas a empregarem alguns dos fatores de produção de maneira diferente daquela que o fariam se estivessem obedecendo apenas aos ditames do mercado. Tal decreto pode ser uma ordem para fazer ou para deixar de fazer alguma coisa.
Não é necessário que o decreto seja emitido diretamente pelo poder legitimamente constituído e estabelecido. Pode ocorrer que algumas outras agências se arroguem o direito de emitir tais ordens ou proibições, e as imponham por meio do seu próprio aparato de coerção e opressão. Se o governo legalmente constituído tolera esse procedimento ou até mesmo o apoia por meio de seu aparato policial, as coisas se passam como se a ordem fosse do próprio governo. Se o governo se opõe à ação violenta dessas outras agências, e, embora o desejando, não consegue evitá-las nem com o emprego de suas forças armadas, advém a anarquia.
É importante lembrar que intervenção do governo significa sempre ou ação violenta ou ameaça de ação violenta. Os fundos gastos pelo governo em qualquer de suas atividades são obtidos por meio de impostos. E os impostos são pagos porque os contribuintes não se atrevem a desobedecer aos agentes do governo; eles sabem que qualquer desobediência ou resistência seria inútil. Enquanto perdurar esse estado de coisas, o governo tem a possibilidade de arrecadar tanto quanto queira para suas despesas.
Governo é, em última instância, o emprego de homens armados, de policiais, guardas, soldados e carrascos. A característica essencial do governo é a de impingir os seus decretos por meio do espancamento, do encarceramento e do assassinato. Quem pede maior intervenção estatal está, em última análise, pedindo mais coerção e menos liberdade.
por Ludwig von Mises
Não podem jamais ser confundidos um com o outro; não podem ser misturados ou combinados; não podem transitar gradualmente de um para o outro; são mutuamente incompatíveis. Um fator de produção ou é de propriedade privada ou pública.
Se, no contexto de um sistema de cooperação social, alguns meios de produção são de propriedade pública, enquanto os demais são controlados por entidades privadas, isto não configura um sistema misto combinando socialismo e propriedade privada. O sistema continuará sendo uma sociedade de mercado desde que o setor socializado não se tornar inteiramente separado do setor não socializado, passando a ter uma existência estritamente autárquica. (Neste último caso, estaríamos diante de dois sistemas que coexistem independentemente lado a lado — um capitalista e outro socialista).
Empresas estatais funcionando em um sistema no qual existam empresas privadas e um mercado — assim como países socialistas que trocam bens e serviços com países não socialistas — estão integradas em um sistema de economia de mercado. Estão sujeitas às leis do mercado e têm a possibilidade de recorrer ao cálculo econômico.
Se quisermos considerar a ideia de colocar lado a lado a estes dois sistemas, ou entre eles, um terceiro sistema de cooperação humana baseado na divisão do trabalho, teremos necessariamente de partir da noção de economia de mercado e não da noção de socialismo. A noção de socialismo, com seu monismo e centralismo rígidos, em que uma só vontade tem o poder de escolher e agir, não dá margem a qualquer tipo de acordo ou concessão; não é um sistema passível de ajustes ou alterações.
Mas o mesmo não ocorre em relação à economia de mercado. Neste sistema, a coexistência do mercado com o poder de coerção e compulsão do governo dá margem a diversas possibilidades. Seria realmente necessário ou conveniente, perguntam-se as pessoas, que o governo se mantenha fora do mercado? Não seria uma tarefa do governo interferir e corrigir o funcionamento do mercado? Será que não há uma terceira alternativa entre capitalismo e socialismo? Será que não existem outros sistemas viáveis de organização social que não sejam nem o comunismo e nem a pura economia de mercado?
Em resposta a essas questões já foram arquitetadas várias soluções — também chamadas de terceira via — que, segundo os seus criadores, estariam tão distantes do socialismo como do capitalismo. Alegam esses autores que tais sistemas não são socialistas porque preservam a propriedade privada dos meios de produção, e não são capitalistas porque eliminam as "deficiências" da economia de mercado.
Um tratamento científico dessa questão deve necessariamente ser neutro em relação a quaisquer julgamentos de valor — e, portanto, não pode condenar de antemão nenhum aspecto do capitalismo como sendo prejudicial, defeituoso ou injusto. Consequentemente, não faz sentido recomendar, em bases puramente emocionais, o intervencionismo. Cabe à ciência econômica analisar essas questões e buscar a verdade; não pode ser invocada para louvar ou condenar a realidade a partir de postulados preconcebidos e de preconceitos. Em relação ao intervencionismo, cabe à ciência econômica apenas perguntar e responder: como é que funciona?
O intervencionismo
Existem duas maneiras de se chegar ao socialismo:
A primeira (podemos denominá-la de modelo leninista ou russo) é puramente burocrática. Todas as fábricas, lojas e fazendas são formalmente estatizadas; passam a ser departamentos do governo dirigidos por funcionários públicos. Cada unidade do aparato de produção mantém com o órgão superior central a mesma relação que uma agência local dos correios mantém com a central dos Correios [Nota: este é o modelo utilizado até hoje em Cuba].
A segunda maneira (podemos denominá-la de modelo alemão ou de Hindenburg) preserva nominal e aparentemente a propriedade privada dos meios de produção, fazendo parecer que continuam a existir mercados, preços, salários e juros. Entretanto, já não existem empreendedores, mas apenas gerentes de empresas (Betriebsführer na terminologia nazista).
Esses gerentes de empresa parecem estar efetivamente no comando das empresas que lhes foram confiadas; compram e vendem, contratam e dispensam trabalhadores, fixam remunerações, contraem dívidas, pagam juros e amortizam empréstimos. Mas, ao exercer a sua atividade, são obrigados a obedecer incondicionalmente às ordens emitidas pela agência central do governo encarregada de dirigir a produção.
Essa agência (a Reichswirtschaftsministerium na Alemanha nazista) instrui os gerentes das empresas sobre o que e como produzir, de quem comprar e a que preços, e a quem vender e a que preços. Especifica o emprego de cada trabalhador e fixa o seu salário. Decreta a quem, e em que termos, os capitalistas devem confiar os seus fundos. Em tais circunstâncias, as trocas de mercado tornam-se meramente uma farsa. Os salários, preços e juros são fixados pelo governo; são salários, preços e taxas de juros apenas na aparência; na realidade, são meramente as expressões quantitativas das ordens do governo, as quais determinam o emprego, a renda, o consumo e o padrão de vida de cada cidadão.
O governo de fato dirige toda a atividade econômica. Os gerentes das empresas obedecem às ordens do governo e não à demanda dos consumidores e à estrutura de preços do mercado. Isso é socialismo, só que disfarçado pelo uso da terminologia capitalista. Alguns rótulos da economia de mercado capitalista são mantidos, mas com um significado inteiramente diferente do que têm na economia de mercado.
É necessário salientar este fato a fim de evitar que se confunda socialismo com intervencionismo. O intervencionismo - ou a economia de mercado obstruída - difere do modelo alemão de socialismo pelo simples fato de ainda ser uma economia de mercado. As autoridades interferem no funcionamento da economia de mercado, mas não desejam eliminá-la completamente. Querem que a produção e o consumo sigam caminhos diferentes dos que seguiriam se não houvesse as obstruções, e querem atingir esse objetivo por meio de ordens, comandos e proibições, para cujo cumprimento contam com o respaldo do seu poder policial e de seu correspondente aparato de compulsão e coerção.
Tais medidas, entretanto, são atos isolados de intervenção. Não pretendem as autoridades integrá-las a um sistema que determinaria todos os preços, salários e taxas de juros, colocando em suas mãos o controle absoluto da produção e do consumo.
O sistema de economia de mercado obstruída, ou intervencionismo, procura preservar o dualismo de duas distintas esferas: a atividade do governo de um lado e a liberdade econômica do sistema de mercado de outro. O que caracteriza o intervencionismo é o fato de que o governo não limita suas atividades à preservação da propriedade privada dos meios de produção e à proteção contra as tentativas de violência ou fraude; o governo interfere na atividade econômica através de ordens e proibições.
A intervenção é sempre um decreto emitido, direta ou indiretamente, pela autoridade responsável pelo aparato administrativo de coerção e compulsão que força os empreendedores e os capitalistas a empregarem alguns dos fatores de produção de maneira diferente daquela que o fariam se estivessem obedecendo apenas aos ditames do mercado. Tal decreto pode ser uma ordem para fazer ou para deixar de fazer alguma coisa.
Não é necessário que o decreto seja emitido diretamente pelo poder legitimamente constituído e estabelecido. Pode ocorrer que algumas outras agências se arroguem o direito de emitir tais ordens ou proibições, e as imponham por meio do seu próprio aparato de coerção e opressão. Se o governo legalmente constituído tolera esse procedimento ou até mesmo o apoia por meio de seu aparato policial, as coisas se passam como se a ordem fosse do próprio governo. Se o governo se opõe à ação violenta dessas outras agências, e, embora o desejando, não consegue evitá-las nem com o emprego de suas forças armadas, advém a anarquia.
É importante lembrar que intervenção do governo significa sempre ou ação violenta ou ameaça de ação violenta. Os fundos gastos pelo governo em qualquer de suas atividades são obtidos por meio de impostos. E os impostos são pagos porque os contribuintes não se atrevem a desobedecer aos agentes do governo; eles sabem que qualquer desobediência ou resistência seria inútil. Enquanto perdurar esse estado de coisas, o governo tem a possibilidade de arrecadar tanto quanto queira para suas despesas.
Governo é, em última instância, o emprego de homens armados, de policiais, guardas, soldados e carrascos. A característica essencial do governo é a de impingir os seus decretos por meio do espancamento, do encarceramento e do assassinato. Quem pede maior intervenção estatal está, em última análise, pedindo mais coerção e menos liberdade.
por Ludwig von Mises
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O País em que Queremos Viver
Enquanto não nos empenharmos em cumprir as nossas promessas, dar o exemplo aos nossos filhos, cobrar as explicações necessárias dos nossos governantes, manifestar a nossa insatisfação na imprensa, na internet e nas ruas e passarmos a nos comportar como verdadeiros cidadãos responsáveis pelo país em que queremos viver, podemos ter a certeza de que muito pouco vai mudar – e, mesmo assim, muito lentamente.
Roberto Civita
Roberto Civita
Brasil: A Sexta Maior Economia do Mundo!
Pouco antes do final de 2011, uma notícia bombardeou os jornais brasileiros: o PIB brasileiro havia ultrapassado o do Reino Unido, o que tornou o Brasil a sexta maior economia do mundo, segundo uma projeção do CEBR (Centro para Pesquisa Econômica e de Negócios, na sigla em inglês)! E quem noticiou isto em primeira mão foi o jornal britânico The Guardian, em sua edição de 26 de dezembro.
Os nacionalistas comemoraram, é claro! Agora, além do futebol, somos melhores que os europeus também na economia!
Os esquerdistas, então, nem se fala! Afinal, o país vem "dando certo" sob sua dirigência. Foi São Lula que iniciou o Brasil que dá certo, certo? Certo?
Não é bem assim, e os que me acompanham sabem muitíssimo bem disto.
Vamos aos fatos: sabemos todos que a economia européia está passando por uma dolorosa fase de reajuste depois da crise iniciada em 2008, com retração em sua economia e desvalorização de sua moeda - crise esta que o Brasil só não passou porque tinha muita gordura, sob a forma de impostos, para queimar. Coisas do "capitalismo" dirigido pelo Estado...
Já os países ditos emergentes, especialmente aqueles com fartos recursos naturais e produtos básicos, como o Brasil, estão crescendo mais e vendo suas moedas serem valorizadas.
Assim, este PIB, que já era esperado, acabou ultrapassando o do Reino Unido. E, embora os petistas - e outros esquerdistas em geral - não reconheçam, ao menos diante dos "brasileiros e brasileiras", este ciclo começou quando da criação do Plano Real, que estabilizou a moeda nacional.
Mas isto quer dizer que o Brasil está melhor que o Reino Unido? Não. Isto quer dizer somente que atingimos um volume de dinheiro maior que aquelas plagas. E isto realmente não é muita coisa. O Brasil é basicamente um produtor de commodities - isto mesmo: nosso carro chefe na economia é o tão tripudiado agronegócio, exatamente aquele tipo de negócio demonizado pelo MST, com a ajuda do próprio partido governante. Já o Reino Unido é um grande produtor de bens duráveis.
E mais: o PIB deles é produzido levando-se em conta aproximadamente 60 milhões de habitantes, enquanto que o nosso, é feito com base em 200 milhões; ou seja, a renda per capita de lá continua sendo muito maior que a de cá. Aliás, se levarmos em conta o PIB per capita, ocupamos a 76º posição mundial! E se levarmos em conta o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), um outro importante fator, tomamos uma lavada homérica do Reino Unido: ocupamos a 84° posição, atrás de países como Trinidad Tobago. México, Argentina, Bahamas. Ou seja, não basta ter um dos maiores PIBs do mundo: é preciso algo mais, algo que possibilite realmente uma distribuição de renda mais correta.
E que distribuição de renda mais correta você conhece do que a possibilidade de emprego? O Bolsa Família? Isto é só um novo nome para o coronelismo, desta vez capitaneado pelo Estado. O que precisamos é que haja uma reforma fiscal, diminuindo os impostos daqueles que efetivamente dão emprego: os empresários - sim, porque, embora os governos se vangloriem que "criaram X milhões de empregos", são as empresas que necessitam de mão de obra e geram emprego, devido à demanda do mercado.
Somos a sexta maior economia do mundo. Passamos a economia do Reino Unido. Mas, E DAÍ? Com tantos problemas que ainda temos, o que é que isto interessa, além do fato que, sabemos, os políticos, seus partidos e seus apaniguados irão roubar ainda mais, quer nos mensalões, quer nas maracutaias, quer nas licitações das obras (e, agora, a bola é da Copa do Mundo).
Então, como dizemos na minha área, é hora de voltar e rever todo o projeto, porque só uma variável do ambiente está com valor aceitável.
Os nacionalistas comemoraram, é claro! Agora, além do futebol, somos melhores que os europeus também na economia!
Os esquerdistas, então, nem se fala! Afinal, o país vem "dando certo" sob sua dirigência. Foi São Lula que iniciou o Brasil que dá certo, certo? Certo?
Não é bem assim, e os que me acompanham sabem muitíssimo bem disto.
Vamos aos fatos: sabemos todos que a economia européia está passando por uma dolorosa fase de reajuste depois da crise iniciada em 2008, com retração em sua economia e desvalorização de sua moeda - crise esta que o Brasil só não passou porque tinha muita gordura, sob a forma de impostos, para queimar. Coisas do "capitalismo" dirigido pelo Estado...
Já os países ditos emergentes, especialmente aqueles com fartos recursos naturais e produtos básicos, como o Brasil, estão crescendo mais e vendo suas moedas serem valorizadas.
Assim, este PIB, que já era esperado, acabou ultrapassando o do Reino Unido. E, embora os petistas - e outros esquerdistas em geral - não reconheçam, ao menos diante dos "brasileiros e brasileiras", este ciclo começou quando da criação do Plano Real, que estabilizou a moeda nacional.
Mas isto quer dizer que o Brasil está melhor que o Reino Unido? Não. Isto quer dizer somente que atingimos um volume de dinheiro maior que aquelas plagas. E isto realmente não é muita coisa. O Brasil é basicamente um produtor de commodities - isto mesmo: nosso carro chefe na economia é o tão tripudiado agronegócio, exatamente aquele tipo de negócio demonizado pelo MST, com a ajuda do próprio partido governante. Já o Reino Unido é um grande produtor de bens duráveis.
E mais: o PIB deles é produzido levando-se em conta aproximadamente 60 milhões de habitantes, enquanto que o nosso, é feito com base em 200 milhões; ou seja, a renda per capita de lá continua sendo muito maior que a de cá. Aliás, se levarmos em conta o PIB per capita, ocupamos a 76º posição mundial! E se levarmos em conta o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), um outro importante fator, tomamos uma lavada homérica do Reino Unido: ocupamos a 84° posição, atrás de países como Trinidad Tobago. México, Argentina, Bahamas. Ou seja, não basta ter um dos maiores PIBs do mundo: é preciso algo mais, algo que possibilite realmente uma distribuição de renda mais correta.
E que distribuição de renda mais correta você conhece do que a possibilidade de emprego? O Bolsa Família? Isto é só um novo nome para o coronelismo, desta vez capitaneado pelo Estado. O que precisamos é que haja uma reforma fiscal, diminuindo os impostos daqueles que efetivamente dão emprego: os empresários - sim, porque, embora os governos se vangloriem que "criaram X milhões de empregos", são as empresas que necessitam de mão de obra e geram emprego, devido à demanda do mercado.
Somos a sexta maior economia do mundo. Passamos a economia do Reino Unido. Mas, E DAÍ? Com tantos problemas que ainda temos, o que é que isto interessa, além do fato que, sabemos, os políticos, seus partidos e seus apaniguados irão roubar ainda mais, quer nos mensalões, quer nas maracutaias, quer nas licitações das obras (e, agora, a bola é da Copa do Mundo).
Então, como dizemos na minha área, é hora de voltar e rever todo o projeto, porque só uma variável do ambiente está com valor aceitável.
2012, um Recomeço
Ano novo, novos posts (pelo menos, quando possível, não é mesmo?). Dizem os catastrofistas maias que este será o último ano da humanidade como conhecemos: é hora da renovação e, para renovar, segundo eles, há que destruir primeiro! Quem (sobre)viver, verá.
Mas apocalipses à parte, quero desejar a todos os que me acompanham um ótimo novo ano: que consigamos começar a nos unir e iniciar um ragnarok em nossa política e nossa economia, as quais poderiam ser muito melhores e muito mais inclusivas do que realmente são (não, não estou falando daquela polititica esquerdista chamada Bolsa Família).
Mas apocalipses à parte, quero desejar a todos os que me acompanham um ótimo novo ano: que consigamos começar a nos unir e iniciar um ragnarok em nossa política e nossa economia, as quais poderiam ser muito melhores e muito mais inclusivas do que realmente são (não, não estou falando daquela polititica esquerdista chamada Bolsa Família).
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Medalha de Ouro para o Brasil que Lê
A queda de Pedro Novais transformou o Brasil no novo recordista mundial da modalidade não-olímpica arremesso de ministros bandalhos: com o maranhense que pendura no cabideiro de empregos públicos até a governanta e o motorista da patroa, quatro pais-da-pátria perderam o emprego por envolvimento em casos de corrupção no período de 100 dias. Uma baixa a cada 25 dias é uma proeza de bom tamanho. Mas a presidente Dilma Rousseff não tem nada a ver com a medalha de ouro. A marca foi estabelecida em parceria pela liberdade de imprensa e pela indignação do país que lê. O Brasil é recordista não por causa do governo, mas apesar dele.
Como Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi, também Novais foi autorizado a despedir-se do cargo com pompas e fitas. Oficialmente, nenhum ministro foi demitido. Todos pediram demissão por escrito, em cartas repletas de referências elogiosas à presidente e si próprios. Todos mereceram afagos retóricos da chefe. Embora sejam todos casos de polícia, até agora nenhum foi convidado a explicar-se ao delegado. Liberado de audiências em tribunais, Novais logo estará exercendo o direito de ir e vir no Congresso. E o substituto terá sido indicado pela mesma turma do PMDB que pinçou do baixo clero da Câmara o inverossímil festeiro de motel.
Na entrevista ao Fantástico, Dilma reafirmou que perdem tempo os que insistem em vê-la de vassoura em punho. Se dependesse dela, reiterou, nenhum ministro seria demitido. Só continuarão a enxergar faxinas éticas, portanto, os ingênuos incuráveis e os cínicos demais. As ações de despejo vão prosseguir porque a imprensa independente seguirá publicando a verdade. E mais despejos serão consumados porque, como alerta uma das frases emblemáticas do movimento contra a corrupção, os padrinhos dos bandidos de estimação podem muito, mas não podem tudo.
por Augusto Nunes
Como Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi, também Novais foi autorizado a despedir-se do cargo com pompas e fitas. Oficialmente, nenhum ministro foi demitido. Todos pediram demissão por escrito, em cartas repletas de referências elogiosas à presidente e si próprios. Todos mereceram afagos retóricos da chefe. Embora sejam todos casos de polícia, até agora nenhum foi convidado a explicar-se ao delegado. Liberado de audiências em tribunais, Novais logo estará exercendo o direito de ir e vir no Congresso. E o substituto terá sido indicado pela mesma turma do PMDB que pinçou do baixo clero da Câmara o inverossímil festeiro de motel.
Na entrevista ao Fantástico, Dilma reafirmou que perdem tempo os que insistem em vê-la de vassoura em punho. Se dependesse dela, reiterou, nenhum ministro seria demitido. Só continuarão a enxergar faxinas éticas, portanto, os ingênuos incuráveis e os cínicos demais. As ações de despejo vão prosseguir porque a imprensa independente seguirá publicando a verdade. E mais despejos serão consumados porque, como alerta uma das frases emblemáticas do movimento contra a corrupção, os padrinhos dos bandidos de estimação podem muito, mas não podem tudo.
por Augusto Nunes
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O Semestre Perdido
Depois de resolver que a obra mais importante de um presidente da República é eleger o sucessor, Lula dispensou-se de questões administrativas, abandonou o local de trabalho e passou seis meses fazendo um comício por dia. Ou dois. De 1° de julho a 31 de dezembro de 2010, o palanqueiro ambulante acampou nas cercanias de quadras esportivas já em funcionamento, creches inacabadas e buracos de pedras fundamentais, para induzir a plateia a acreditar que contemplava mais uma etapa da construção do Brasil Maravilha. Muito barulho por nada, avisa o balanço dos últimos seis meses do governo Lula. Além da eleição de Dilma Rousseff, não foi concluída nenhuma obra efetivamente importante. Administrativamente, foi um semestre perdido.
Tão perdido quanto o primeiro semestre do governo Dilma. Mãe do PAC e Madrinha do Pré-Sal, a candidata apresentou-se durante a campanha eleitoral como parteira do país mais que perfeito que Lula concebeu. Tinha tanta intimidade com a máquina administrativa que os retoques finais no Brasil Maravilha começariam já no dia da posse. Pura tapeação. Passados seis meses, continuam nos palanques de 2010 as 500 Unidades de Pronto Atendimento, as 8 mil Unidades Básicas de Saúde, as 800 Praças do PAC, os 2.800 postos de polícia comunitária e as escolas de educação infantil, fora o resto.
A transposição das águas do São Francisco não tem prazo para ficar pronta. O leilão do trem-bala será adiado pela terceira vez. Os canteiros de obras da Copa e da Olimpíada estão despovoados. Há seis anos no Palácio do Planalto, a superexecutiva acaba de descobrir que só a privatização livrará os aeroportos do completo colapso. A compra dos caças reivindicados pela Aeronáutica ficará para quando Deus quiser. As fronteiras seguem desprotegidas. Das 6 mil creches prometidas na campanha, apenas 54 foram entregues. Menos de 500 casas populares ficaram prontas. E os flagelados da Região Serrana do Rio não deixarão tão cedo os abrigos onde sobrevivem desde as tempestades de janeiro.
A diferença entre o primeiro semestre da afilhada e o último do padrinho é que o ilusionista teve de deixar o palco em que esgotou o estoque inteiro de truques. Livres da discurseira atordoante, os brasileiros puderam contemplar a paisagem mais atentamente. O que estão vendo não rima com o que ouviram durante oito anos. Milhões já sabem que o paraíso só existe no cartório. Descobriram que o governo Dilma é a continuação do governo Lula, mas sem som e sem efeitos especiais. Disso resulta a sensação de que a coisa conseguiu ficar pior. Mesmo que sejam ambos bisonhos, a versão falada parecerá sempre melhor que o filme mudo.
por Augusto Nunes
Tão perdido quanto o primeiro semestre do governo Dilma. Mãe do PAC e Madrinha do Pré-Sal, a candidata apresentou-se durante a campanha eleitoral como parteira do país mais que perfeito que Lula concebeu. Tinha tanta intimidade com a máquina administrativa que os retoques finais no Brasil Maravilha começariam já no dia da posse. Pura tapeação. Passados seis meses, continuam nos palanques de 2010 as 500 Unidades de Pronto Atendimento, as 8 mil Unidades Básicas de Saúde, as 800 Praças do PAC, os 2.800 postos de polícia comunitária e as escolas de educação infantil, fora o resto.
A transposição das águas do São Francisco não tem prazo para ficar pronta. O leilão do trem-bala será adiado pela terceira vez. Os canteiros de obras da Copa e da Olimpíada estão despovoados. Há seis anos no Palácio do Planalto, a superexecutiva acaba de descobrir que só a privatização livrará os aeroportos do completo colapso. A compra dos caças reivindicados pela Aeronáutica ficará para quando Deus quiser. As fronteiras seguem desprotegidas. Das 6 mil creches prometidas na campanha, apenas 54 foram entregues. Menos de 500 casas populares ficaram prontas. E os flagelados da Região Serrana do Rio não deixarão tão cedo os abrigos onde sobrevivem desde as tempestades de janeiro.
A diferença entre o primeiro semestre da afilhada e o último do padrinho é que o ilusionista teve de deixar o palco em que esgotou o estoque inteiro de truques. Livres da discurseira atordoante, os brasileiros puderam contemplar a paisagem mais atentamente. O que estão vendo não rima com o que ouviram durante oito anos. Milhões já sabem que o paraíso só existe no cartório. Descobriram que o governo Dilma é a continuação do governo Lula, mas sem som e sem efeitos especiais. Disso resulta a sensação de que a coisa conseguiu ficar pior. Mesmo que sejam ambos bisonhos, a versão falada parecerá sempre melhor que o filme mudo.
por Augusto Nunes
Lá e de Volta Outra Vez....
Há quanto tempo estou longe do meu querido blog... Para mim, uma eternidade.
Muito trabalho, pouquíssimo tempo. Até mesmo para acompanhar de forma decente o que tem-se passado na vida de nosso país.
Mas agora, vou novamente tentar preencher as lacunas que tem faltado em nossas vidas, pois como sempre digo, há somente duas coisas que não se discute: religião e futebol!, pois isto pertence a cada um. E política deve pertencer a todos.
Muito trabalho, pouquíssimo tempo. Até mesmo para acompanhar de forma decente o que tem-se passado na vida de nosso país.
Mas agora, vou novamente tentar preencher as lacunas que tem faltado em nossas vidas, pois como sempre digo, há somente duas coisas que não se discute: religião e futebol!, pois isto pertence a cada um. E política deve pertencer a todos.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Parda é Parda. Negra é Outra Parada...
Ultimamente ando praticamente sem tempo para fazer meus posts. Muito trabalho. Mas sempre arrumo um tempinho para responder alguns comentários - os que valem a pena ser respondidos.
Um leitor, chamado Guilherme, fez um comentário a respeito do post Cotas Raciais: Parda Não é Negra. E Não Odeia. Diz ele:
Ótimo post, contudo discordo quando diz que somente 6% da população é negra e a respeito das críticas sobre a estudante. Imagino que à fenótipo, realmente, só 6% são negros, mas e a questão de sangue? ter sangue de negro o considera negro!
Esse sistema de cotas foi criado com o propósito de equiparar as raças brasileiras, mas quem hoje em dia não tem sangue negro?
Logo, não vejo de forma alguma o motivo de crítica à estudande que se autodeclarou parda, pois se ela vem de descendência negra, ela tem a mesma condição social de outro negro.
O Guilherme parece ter boa fé, mas também aderido à desinformação reinante nestes tempos esquerdistas tão vermelhos... A politicagem socialista descendente dos dez mandamentos leninistas corre solta: dividir a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre "assuntos sociais", como maiores direitos para "minorias desprivilegiadas pelo infame sistema capitalista" - desde estas minorias sejam compostas por "quadros" que se encaixem no que os socialistas querem, o que, definitivamente, não era o caso da Tatiana naquele post (veja como verdadeiramente são estas políticas no site da Nação Mestiça. Eles entendem bem como os esquerdistas tratam aqueles que não querem se enquadra em sua política de dissenção social).
Na verdade, Guilherme, o fenótipo pouco diz a respeito da "negritude" da Tatiana. O que a define como parda é sua miscigenação: seu genótipo, sua genética. E, também por isto, somente 6% da população brasileira poderia ser considerada realmente negra! Segundo estudos recentes (na Folha, para assinantes), inclusive, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.
Este trabalho foi coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indicando que, apesar das diferenças regionais - que indicam mais a fenotipia do indivíduo - a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme: de Belém (PA) a Porto Alegre (RS), a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.
Então, Guilherme, eu lhe pergunto: e o sangue? Ter sangue negro o considera negro? Eu tenho ascendência negra! Mas veja na foto do meu perfil minha "branquitude"... Poderia eu autodeclarar-me um "negão" e solicitar uma cotinha prá chamar de minha? Afinal, preste bem atenção, beiçola grande eu já tenho, hehehe.
Quanto à sua afirmação sobre o sistema de cotas equipar as raças brasileiras... Pfuuu... Que dizer, não é? Somos 180 milhões de cachorros - ou gatos, se for de sua preferência. Afinal, quem tem raça é cachorro - ou gato.
Já foi provado cientificamente que, apesar das pequenas diferenças genéticas, somos uma única raça: a humana. Estas pequenas diferenças são causados por um grupo de 40 variantes de DNA, que os geneticistas chama de "indels" (sigla de “inserção e deleção”) e são exatamente o que o nome sugere: pequenos trechos de "letras" químicas do genoma que às vezes sobram ou faltam no DNA. Cada região do planeta tem seu próprio conjunto de indels na população - alguns são típicos da África, outros da Europa, outros, ainda, da Ásia - e, com eles, dependendo de sua combinação no genoma de um indivíduo, é possível estimar a proporção de seus ancestrais que vieram de cada continente.
Porém, o que mais me espantou em seu comentário foi a conclusão: que crítica foi feita à Tatiana, que se autodeclarou parda para tentar uma boquinha naquela "ação afirmativa" racista chamada cota racial? A crítica foi feita à política exercida pelos grupos esquerdistas que dominam a coordenação - e, no caso dela, a condenação - do racismo neste sistema! E tudo porque ela disse que nunca sofreu preconceito!
Quantos "brancos de olhos azuis" - os culpados pela crise de 2008, como vociferou Lula - pobres existem nos recantos da região Sul e que não tem uma política de cotas para poder estudar numa faculdade? Discriminação você diz? Veja o comentário de um leitor neste post e poderá ter o gostinho da discriminação. E vá ao site do Nação Mestiça, como eu já disse.
E não, Guilherme! O fato de ela ter ascendência negra não a faz ter "a mesma condição social de outro negro". Este tipo de ligação de causa e efeito é uma barca furada sem lógica alguma. Eu conheço muitos negros bem ascendidos socialmente e que fizeram o que muita gente faz, independente de sua cor (lembre-se, a raça é única!): estudaram muito, trabalharam e trabalham muito, fizeram sua parte para crescer como indivíduos.
O que é necessário entender é que não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, japonese e brasileros. E isso não absolutamente é um problema. A única igualdade desejável é que todos sejamos iguais perante a lei - aliás, uma garantia constitucional muitíssmo esquecida nestes tempos tão "esquerdiotizados".
Perante a lei, devemos ser iguais, mas totalmente diferentes na vida, por sermos INDIVÍDUOS, cada um com seus sonhos, suas vontades, suas agruras, suas perseveranças. Quantas pessoas você mesmo deve conhecer que nada querem: não estudam, satisfazem-se com qualquer trabalho, não se preocupam em crescer como pessoas? Eu conheci centenas.
A melhor coisa que se poder fazer é garantir educação básica de qualidade, para que as todas as Tatianas do país possam concorrer igualmente numa instituição superior: o mérito é uma das melhores coisas da vida, Guilherme. Faz-nos saber que vale a pena lutarmos por aquilo que queremos. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, por exemplo, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. E forçar classificações raciais é um mau caminho, porque, como já disse, não somos de raças diferentes.
Como diz o pessoal da Nação Mestiça, o PL do Estatuto da Igualdade Racial oficializa o fim dos mulatos, caboclos e de todos os mestiços do Brasil: ESTE É O ESTATUTO DA LIMPEZA ÉTNICA DOS MESTIÇOS! E as cotas raciais só vem contribuindo com esta limpeza.
Um leitor, chamado Guilherme, fez um comentário a respeito do post Cotas Raciais: Parda Não é Negra. E Não Odeia. Diz ele:
Ótimo post, contudo discordo quando diz que somente 6% da população é negra e a respeito das críticas sobre a estudante. Imagino que à fenótipo, realmente, só 6% são negros, mas e a questão de sangue? ter sangue de negro o considera negro!
Esse sistema de cotas foi criado com o propósito de equiparar as raças brasileiras, mas quem hoje em dia não tem sangue negro?
Logo, não vejo de forma alguma o motivo de crítica à estudande que se autodeclarou parda, pois se ela vem de descendência negra, ela tem a mesma condição social de outro negro.
O Guilherme parece ter boa fé, mas também aderido à desinformação reinante nestes tempos esquerdistas tão vermelhos... A politicagem socialista descendente dos dez mandamentos leninistas corre solta: dividir a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre "assuntos sociais", como maiores direitos para "minorias desprivilegiadas pelo infame sistema capitalista" - desde estas minorias sejam compostas por "quadros" que se encaixem no que os socialistas querem, o que, definitivamente, não era o caso da Tatiana naquele post (veja como verdadeiramente são estas políticas no site da Nação Mestiça. Eles entendem bem como os esquerdistas tratam aqueles que não querem se enquadra em sua política de dissenção social).
Na verdade, Guilherme, o fenótipo pouco diz a respeito da "negritude" da Tatiana. O que a define como parda é sua miscigenação: seu genótipo, sua genética. E, também por isto, somente 6% da população brasileira poderia ser considerada realmente negra! Segundo estudos recentes (na Folha, para assinantes), inclusive, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.
Este trabalho foi coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indicando que, apesar das diferenças regionais - que indicam mais a fenotipia do indivíduo - a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme: de Belém (PA) a Porto Alegre (RS), a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.
Então, Guilherme, eu lhe pergunto: e o sangue? Ter sangue negro o considera negro? Eu tenho ascendência negra! Mas veja na foto do meu perfil minha "branquitude"... Poderia eu autodeclarar-me um "negão" e solicitar uma cotinha prá chamar de minha? Afinal, preste bem atenção, beiçola grande eu já tenho, hehehe.
Quanto à sua afirmação sobre o sistema de cotas equipar as raças brasileiras... Pfuuu... Que dizer, não é? Somos 180 milhões de cachorros - ou gatos, se for de sua preferência. Afinal, quem tem raça é cachorro - ou gato.
Já foi provado cientificamente que, apesar das pequenas diferenças genéticas, somos uma única raça: a humana. Estas pequenas diferenças são causados por um grupo de 40 variantes de DNA, que os geneticistas chama de "indels" (sigla de “inserção e deleção”) e são exatamente o que o nome sugere: pequenos trechos de "letras" químicas do genoma que às vezes sobram ou faltam no DNA. Cada região do planeta tem seu próprio conjunto de indels na população - alguns são típicos da África, outros da Europa, outros, ainda, da Ásia - e, com eles, dependendo de sua combinação no genoma de um indivíduo, é possível estimar a proporção de seus ancestrais que vieram de cada continente.
Porém, o que mais me espantou em seu comentário foi a conclusão: que crítica foi feita à Tatiana, que se autodeclarou parda para tentar uma boquinha naquela "ação afirmativa" racista chamada cota racial? A crítica foi feita à política exercida pelos grupos esquerdistas que dominam a coordenação - e, no caso dela, a condenação - do racismo neste sistema! E tudo porque ela disse que nunca sofreu preconceito!
Quantos "brancos de olhos azuis" - os culpados pela crise de 2008, como vociferou Lula - pobres existem nos recantos da região Sul e que não tem uma política de cotas para poder estudar numa faculdade? Discriminação você diz? Veja o comentário de um leitor neste post e poderá ter o gostinho da discriminação. E vá ao site do Nação Mestiça, como eu já disse.
E não, Guilherme! O fato de ela ter ascendência negra não a faz ter "a mesma condição social de outro negro". Este tipo de ligação de causa e efeito é uma barca furada sem lógica alguma. Eu conheço muitos negros bem ascendidos socialmente e que fizeram o que muita gente faz, independente de sua cor (lembre-se, a raça é única!): estudaram muito, trabalharam e trabalham muito, fizeram sua parte para crescer como indivíduos.
O que é necessário entender é que não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, japonese e brasileros. E isso não absolutamente é um problema. A única igualdade desejável é que todos sejamos iguais perante a lei - aliás, uma garantia constitucional muitíssmo esquecida nestes tempos tão "esquerdiotizados".
Perante a lei, devemos ser iguais, mas totalmente diferentes na vida, por sermos INDIVÍDUOS, cada um com seus sonhos, suas vontades, suas agruras, suas perseveranças. Quantas pessoas você mesmo deve conhecer que nada querem: não estudam, satisfazem-se com qualquer trabalho, não se preocupam em crescer como pessoas? Eu conheci centenas.
A melhor coisa que se poder fazer é garantir educação básica de qualidade, para que as todas as Tatianas do país possam concorrer igualmente numa instituição superior: o mérito é uma das melhores coisas da vida, Guilherme. Faz-nos saber que vale a pena lutarmos por aquilo que queremos. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, por exemplo, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. E forçar classificações raciais é um mau caminho, porque, como já disse, não somos de raças diferentes.
Como diz o pessoal da Nação Mestiça, o PL do Estatuto da Igualdade Racial oficializa o fim dos mulatos, caboclos e de todos os mestiços do Brasil: ESTE É O ESTATUTO DA LIMPEZA ÉTNICA DOS MESTIÇOS! E as cotas raciais só vem contribuindo com esta limpeza.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Mais uma Bala Perdida
Não há dúvida de que é agradável viajar em trens de alta velocidade. Esse tipo de transporte é pouco poluente, rápido e confortável. No entanto, sabe-se também que é ainda melhor morar em um país que possui escolas públicas de boa qualidade para qualquer criança, independente do local de nascimento ou do poder aquisitivo da família, como ocorre na Finlândia. É também agradável morar em um país em que os hospitais são tão bons que não se sabe quais deles são públicos ou privados, como acontece na Alemanha.
O ideal seria morar em um país que possuísse boa infraestrutura, inclusive com disponibilidade de trens de alta velocidade, boas escolas, com professores capacitados, e excelente serviço de saúde pública.
Infelizmente, o Brasil ainda está longe de ser esse país; assim, não pode se dar ao luxo de embarcar em aventura de elevado custo, cujo retorno social é altamente incerto. O projeto do trem-bala não é prioritário para um país que ainda sofre para melhorar a qualidade do seu ensino, melhorar os serviços de saúde e recuperar a infraestrutura que tira a competitividade do setor privado, devido à carência de investimentos em portos, aeroportos, energia e rodovias, como mostraram vários estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (comunicados nº 48, 50, 51, 52 e 54). Projetos de trens de alta velocidade são caros em qualquer lugar do mundo, e o Brasil não é exceção. O projeto do trem-bala brasileiro está orçado em R$ 33 bilhões, mas nesse valor não está incluída a parcela de reserva de contingência para arcar com eventuais custos não programados do projeto.
Some-se a isso os fatos de o projeto envolver subsídios de até R$ 5 bilhões para as concessionárias e de a maior parcela do financiamento ser de recursos do BNDES, que não os tem e vai precisar de mais um empréstimo do Tesouro Nacional, como autorizado pela medida provisória nº 511, de 5 de novembro de 2010, que empresta R$ 20 bilhões para o BNDES financiar o projeto.
É bom olhar o exemplo dos casos dos trens de alta velocidade da Itália, que começaram como projetos de parceria público-privada e terminaram sendo absorvidos integralmente pelo setor público, devido a sucessivos aumentos no custo de tal projeto. Isso levou a um aumento da dívida pública e do deficit público em mais de um ponto percentual do PIB.
No Brasil, o custo do trem-bala é tão incerto que a medida provisória acima mencionada dá carta branca para que o ministro da Fazenda renegocie esse empréstimo para 20, 30, 40 anos ou mais para compatibilizar o fluxo caixa do banco ao financiamento do projeto. Adicionalmente, o artigo 4º dessa mesma medida estabelece que, no caso de não pagamento, o BNDES será perdoado da dívida, que será arcada, integralmente, pelo Tesouro Nacional (leia-se nós, contribuintes).
Projeto de trens de alta velocidade têm elevado custo fiscal e não se sustentam sem elevados subsídios públicos. Esse não é um investimento prioritário para o Brasil neste e nos próximos anos, principalmente quando se reconhece que ainda precisamos avançar, além dos investimentos em saúde, educação e infraestrutura, na agenda de desoneração tributária da folha salarial e do investimento, que ainda não avançou por conta da impossibilidade de o governo abrir mão de receita fiscal. Insistir no projeto do trem-bala é mais uma prova de que ainda sofremos um pouco da megalomania do “Brasil do futuro” da década de 70, que nos levou à década perdida.
por Mansueto Almeida, do Ipea, na Folha de São Paulo
O ideal seria morar em um país que possuísse boa infraestrutura, inclusive com disponibilidade de trens de alta velocidade, boas escolas, com professores capacitados, e excelente serviço de saúde pública.
Infelizmente, o Brasil ainda está longe de ser esse país; assim, não pode se dar ao luxo de embarcar em aventura de elevado custo, cujo retorno social é altamente incerto. O projeto do trem-bala não é prioritário para um país que ainda sofre para melhorar a qualidade do seu ensino, melhorar os serviços de saúde e recuperar a infraestrutura que tira a competitividade do setor privado, devido à carência de investimentos em portos, aeroportos, energia e rodovias, como mostraram vários estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (comunicados nº 48, 50, 51, 52 e 54). Projetos de trens de alta velocidade são caros em qualquer lugar do mundo, e o Brasil não é exceção. O projeto do trem-bala brasileiro está orçado em R$ 33 bilhões, mas nesse valor não está incluída a parcela de reserva de contingência para arcar com eventuais custos não programados do projeto.
Some-se a isso os fatos de o projeto envolver subsídios de até R$ 5 bilhões para as concessionárias e de a maior parcela do financiamento ser de recursos do BNDES, que não os tem e vai precisar de mais um empréstimo do Tesouro Nacional, como autorizado pela medida provisória nº 511, de 5 de novembro de 2010, que empresta R$ 20 bilhões para o BNDES financiar o projeto.
É bom olhar o exemplo dos casos dos trens de alta velocidade da Itália, que começaram como projetos de parceria público-privada e terminaram sendo absorvidos integralmente pelo setor público, devido a sucessivos aumentos no custo de tal projeto. Isso levou a um aumento da dívida pública e do deficit público em mais de um ponto percentual do PIB.
No Brasil, o custo do trem-bala é tão incerto que a medida provisória acima mencionada dá carta branca para que o ministro da Fazenda renegocie esse empréstimo para 20, 30, 40 anos ou mais para compatibilizar o fluxo caixa do banco ao financiamento do projeto. Adicionalmente, o artigo 4º dessa mesma medida estabelece que, no caso de não pagamento, o BNDES será perdoado da dívida, que será arcada, integralmente, pelo Tesouro Nacional (leia-se nós, contribuintes).
Projeto de trens de alta velocidade têm elevado custo fiscal e não se sustentam sem elevados subsídios públicos. Esse não é um investimento prioritário para o Brasil neste e nos próximos anos, principalmente quando se reconhece que ainda precisamos avançar, além dos investimentos em saúde, educação e infraestrutura, na agenda de desoneração tributária da folha salarial e do investimento, que ainda não avançou por conta da impossibilidade de o governo abrir mão de receita fiscal. Insistir no projeto do trem-bala é mais uma prova de que ainda sofremos um pouco da megalomania do “Brasil do futuro” da década de 70, que nos levou à década perdida.
por Mansueto Almeida, do Ipea, na Folha de São Paulo
A Primeira de Muitas Ações que Estão Por Vir
O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou na Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social Amir Francisco Lando por improbidade administrativa. Eles são acusados de utilizar a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão.
Segundo a Procuradoria, as irregularidades teriam aconteceram entre outubro e dezembro de 2004. Na ocasião, mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico teriam sido enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público. As cartas informavam, conforme o Ministério Público, sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas.
A manobra teria custado cerca de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos, gastos com impressão e postagem das cartas. De acordo com a Procuradoria, não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministro da Previdência foi realizada para promover as autoridades.
Outra irregularidade apontada pelo Ministério Público foi o favorecimento do Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo naquela época. Segundo a ação, chamou atenção a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS –durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses.
“Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com o envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus efeitos e, consequentemente, realizando propaganda em evidente afronta ao art. 37, 1º da CF e, ao mesmo tempo, favorecer o Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo”, afirma o Ministério Público.
Para garantir a devolução dos valores gastos, a Procuradoria pede o bloqueio de bens dos acusados. A assessoria de Lula informou que soube da ação por nossa reportagem e que iria acionar a defesa do ex-presidente para tratar do assunto.
na Folha On-Line
Segundo a Procuradoria, as irregularidades teriam aconteceram entre outubro e dezembro de 2004. Na ocasião, mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico teriam sido enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público. As cartas informavam, conforme o Ministério Público, sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas.
A manobra teria custado cerca de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos, gastos com impressão e postagem das cartas. De acordo com a Procuradoria, não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministro da Previdência foi realizada para promover as autoridades.
Outra irregularidade apontada pelo Ministério Público foi o favorecimento do Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo naquela época. Segundo a ação, chamou atenção a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS –durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses.
“Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com o envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus efeitos e, consequentemente, realizando propaganda em evidente afronta ao art. 37, 1º da CF e, ao mesmo tempo, favorecer o Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo”, afirma o Ministério Público.
Para garantir a devolução dos valores gastos, a Procuradoria pede o bloqueio de bens dos acusados. A assessoria de Lula informou que soube da ação por nossa reportagem e que iria acionar a defesa do ex-presidente para tratar do assunto.
na Folha On-Line
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