sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Mais Sobre a "Esquerditude" do Crack
A delinqüência intelectual e política atingiu alturas inéditas ontem em São Paulo, como noticiei aqui. Alguns defensores públicos, REGIAMENTE PAGOS COM O DINHEIRO DOS PAULISTAS, LIDERADOS POR CARLOS WEIS, decidiram fechar uma das ruas da Cracolândia, a Helvetia, para, como diziam, garantir o direito de ir e vir dos viciados em crack. Uma tenda chegou a ser armada no local, sob a qual se abrigaram umas oitenta pessoas. Atenção! No mesmo ambiente em que estavam defensores públicos, elas consumiam drogas abertamente.
Nunca se viu nada igual. Lembro que a decisão do STF, que liberou marchas em defesa da descriminação das drogas, deixa claro que o consumo de entorpecentes e a apologia do vício não estão liberados. É preciso saber quantas leis os tais defensores desrespeitaram e fazê-los responder por isso. Ou eles servem ao estado democrático ou servem à ditadura com a qual eventualmente sonham. Era uma tentativa de vergar a coluna do governo do Estado.
O governador Geraldo Alckmin não se intimidou. Enviou um interlocutor à representante dos defensores e deixou claro: a legalidade seria mantida, e a Constituição, respeitada. O direito de ir e vir seria, sim, assegurado, mas para todos, não apenas para os viciados, e a rua seria desobstruída por bem ou por bem, isto é, com ou sem o auxílio da Polícia Militar - que é, como sabemos, nas sociedades democráticas, o povo de farda!
A lei seria mantida, pouco importando quem estivesse no caminho. Os defensores decidiram, então, desarmar o circo. Só para que vocês não se esqueçam: uma das defensoras deixou cair do bolso, sem querer, um convite para uma churrascada no local, prometida por um grupo que defende a descriminação das drogas. Manifestações que obstruam vias públicas precisam de prévia autorização. Sem ela, que o povo de farda faça valer o regime democrático.
Se vocês querem saber a que ponto chega a abjeção política e humana, basta ter isto em vista: há gente explorando os pobres desgraçados do crack para fazer campanha eleitoral antecipada e para emplacar suas supostas teses libertárias.
Eu não tenho dúvida de que a população de São Paulo já escolheu de que lado está. Está com a lei, com o estado democrático de direito, com o direito de ir e vir. E há, como ficou claro, quem prefira fazer a política dos traficantes, já que os viciados não podem mais fazer escolhas.
Fico aqui a imaginar as fotos das senhoras e dos senhores defensores a defender “os direitos humanos” ao lado de pobres zumbis do crack, em sua viagem rumo à morte. Pode haver algo mais abjeto?
A Polícia prendeu no fim da noite de ontem uma das maiores traficantes de crack de São Paulo, que atua na cracolândia. Ela estava exercendo o seu “direito de ir e vir” (enquanto vendia a sua porcaria) na Barra Funda, bairro vizinho, mas já um pouco distante, do centro nervoso da droga. Em sua casa, que fica na avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste - bem longe do seu principal mercado consumidor -, foram encontradas mais de 12 mil pedras de crack.
Atenção! Essa traficante só foi presa porque não existe mais o quadrilátero fechado da droga. Antes, os emissários da morte atuavam livremente. Com a desarticulação do mercado consumidor, à diferença do que sustentam defensores e promotores, fica mais fácil caçar os traficantes, obrigados a sair de sua zona de conforto.
Há duas opções; prender traficantes ou lhes entregar vidas humanas na cracolândia. O governo do estado, este blog e a esmagadora maioria dos paulistas já fizeram a sua escolha. Alguns defensores e alguns promotores também!
Por Reinaldo Azevedo
Nunca se viu nada igual. Lembro que a decisão do STF, que liberou marchas em defesa da descriminação das drogas, deixa claro que o consumo de entorpecentes e a apologia do vício não estão liberados. É preciso saber quantas leis os tais defensores desrespeitaram e fazê-los responder por isso. Ou eles servem ao estado democrático ou servem à ditadura com a qual eventualmente sonham. Era uma tentativa de vergar a coluna do governo do Estado.
O governador Geraldo Alckmin não se intimidou. Enviou um interlocutor à representante dos defensores e deixou claro: a legalidade seria mantida, e a Constituição, respeitada. O direito de ir e vir seria, sim, assegurado, mas para todos, não apenas para os viciados, e a rua seria desobstruída por bem ou por bem, isto é, com ou sem o auxílio da Polícia Militar - que é, como sabemos, nas sociedades democráticas, o povo de farda!
A lei seria mantida, pouco importando quem estivesse no caminho. Os defensores decidiram, então, desarmar o circo. Só para que vocês não se esqueçam: uma das defensoras deixou cair do bolso, sem querer, um convite para uma churrascada no local, prometida por um grupo que defende a descriminação das drogas. Manifestações que obstruam vias públicas precisam de prévia autorização. Sem ela, que o povo de farda faça valer o regime democrático.
Se vocês querem saber a que ponto chega a abjeção política e humana, basta ter isto em vista: há gente explorando os pobres desgraçados do crack para fazer campanha eleitoral antecipada e para emplacar suas supostas teses libertárias.
Eu não tenho dúvida de que a população de São Paulo já escolheu de que lado está. Está com a lei, com o estado democrático de direito, com o direito de ir e vir. E há, como ficou claro, quem prefira fazer a política dos traficantes, já que os viciados não podem mais fazer escolhas.
Fico aqui a imaginar as fotos das senhoras e dos senhores defensores a defender “os direitos humanos” ao lado de pobres zumbis do crack, em sua viagem rumo à morte. Pode haver algo mais abjeto?
A Polícia prendeu no fim da noite de ontem uma das maiores traficantes de crack de São Paulo, que atua na cracolândia. Ela estava exercendo o seu “direito de ir e vir” (enquanto vendia a sua porcaria) na Barra Funda, bairro vizinho, mas já um pouco distante, do centro nervoso da droga. Em sua casa, que fica na avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste - bem longe do seu principal mercado consumidor -, foram encontradas mais de 12 mil pedras de crack.
Atenção! Essa traficante só foi presa porque não existe mais o quadrilátero fechado da droga. Antes, os emissários da morte atuavam livremente. Com a desarticulação do mercado consumidor, à diferença do que sustentam defensores e promotores, fica mais fácil caçar os traficantes, obrigados a sair de sua zona de conforto.
Há duas opções; prender traficantes ou lhes entregar vidas humanas na cracolândia. O governo do estado, este blog e a esmagadora maioria dos paulistas já fizeram a sua escolha. Alguns defensores e alguns promotores também!
Por Reinaldo Azevedo
Transição Inacabada
O presidente Geisel, ao tomar posse em março de 1970, encontrou vencidas as guerrilhas urbanas, iniciadas em 1967. Preparou um plano de transição constante da Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. Revogava o AI-5. Restabelecia todas as liberdades fundamentais, entre elas a dos órgãos de comunicação de massa, hoje conhecidos como mídia.
Ao presidente Figueiredo coube continuar a transição, com a quebra do bipartidarismo e a anistia geral. Ao fim do mandato do seu sucessor, eleito pelo Colégio Eleitoral mantido pela eleição de 1982, encerrar-se-ia o ciclo militar. O PDS rejeitou fosse substituto de Figueiredo o deputado Paulo Maluf, candidato aprovado em Convenção Nacional. O cisma, liderado pelo senador José Sarney, em 1984, causou a adesão de grande parte do partido à candidatura de Tancredo Neves, ainda eleito pelo Colégio Eleitoral tão execrado, mas útil no momento favorável.
Quanto à anistia, a oposição exigia “ampla, geral e irrestrita”. Apresentou, porém, um substitutivo que aprovava a absolvição dos crimes conexos (entendidos como terrorismo e tortura), mas não abrangeria, intencionalmente ou não, Leonel Brizola e Miguel Arraes. Derrotado o substitutivo, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães, foram ambos eleitos em 1982, respectivamente governador do Rio Grande do Sul e deputado federal, por Pernambuco. Líder do governo Figueiredo, e por ele autorizado, garanti, da tribuna do Congresso, que outras medidas, especialmente sobre os crimes de sangue que a lei excluía, seriam progressivamente submetidas ao Congresso.
Aprovada a anistia pelo Congresso, antecipada pelo pluralismo partidário e a legalização dos partidos marxistas e até leninistas pelo presidente José Sarney, que fora o líder da Arena e do PDS, vê-se que a distensão buscava a democracia plena. Mas a esquerda radical não aceitou, anistiada, a reconciliação da família brasileira. Na Constituinte, o assunto voltou à baila: “Nada de esquecimento”, diziam. Na gestão de FHC a litania separatista de esquerda foi atendida. O revanchismo produziu a inversão da história: os vencidos na luta armada, que a deflagraram em 1967, passaram a reescrever a história.
O presidente Fernando Henrique Cardoso tornou lei a “vendeta”. Constituiu as comissões de Anistia e de Indenização, tomadas de facciosismo raivoso e multiplicador até de fortunas, que levaram o humorista Millor Fernandes, nada simpático ao ciclo militar, escrever que “os guerrilheiros não fizeram guerrilha, mas um bom investimento”. FHC, ao sancionar as comissões, disse ser “o dia mais feliz” da vida dele. Carreou votos de milhares de indenizados para Lula e não para Serra, seu candidato a presidente da República.
Esse retrospecto põe em evidência o comportamento harmonizador, sem reciprocidade, dos que impediram que o Brasil virasse uma imensa Cuba. Pagam por isso, como se os guerrilheiros tivessem vencido, pelas armas, a segunda tentativa sangrenta de tomar o poder no Brasil. Derrotados, foram anistiados, mas parecem vencedores implacáveis. Falseiam a verdade.
Objetivam convencer os incautos que perderam devido à tortura que teriam sofrido, quando se sabe que perderam porque não tiveram apoio da opinião pública, essencial para as guerrilhas. Dizem que lutaram pela democracia contra a ditadura. Como confessa dignamente o ex-guerrilheiro Daniel Aarão Reis, marxistas leninistas que eram, bateram-se pela ditadura do proletariado. Compensando o fracasso armado, estão com os bolsos abarrotados de dinheiro, pensões vitalícias sem pagar Imposto de Renda, empregos e nomes nas ruas. O presidente Lula, que prefere ser democrata pragmático a proletário revolucionário, os diz heróis, numa cerimônia a que presidiu.
Apesar de todas as vantagens, não terminam as reivindicações. Nas eleições importantes de São Paulo, dona Marta Suplicy, derrotada, chamava de filhote da ditadura ao seu concorrente, que nem tinha nascido em 1964. Jornais de grande tiragem rememoram, de onde em onde, ocorrências havidas na guerrilha do PCdoB (ainda hoje stalinista), no Araguaia, sempre imputando sevícias aos que defenderam a pátria com o sacrifício da própria vida. Stalin agradece. Nossa pátria pranteia silenciosamente seus mortos. Note-se que a mudez impera no agitprop sobre as guerrilhas urbanas muito mais sérias.
A OAB, 40 anos depois, pede ao Supremo Tribunal Federal que proíba prescrição do crime de tortura, que atribui aos militares, mas silencia sobre o terrorismo, o que faz supor aprová-lo como legítimo na guerrilha. Ignora o atentado que matou cinco pessoas inocentes, mutilou e feriu 15 no aeroporto de Recife, em 1966; o carro-bomba que estraçalhou o corpo de uma sentinela do Exército em São Paulo; os que, desarmados, emboscaram Henning Boilense; que “matou por engano” um major alemão, tomando-o por um capitão boliviano, que teria prendido Che Guevara, ambos alunos da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro.
Divulgam as violências que José Genoíno garante ter sofrido para dar informações de seu grupo, mas que tem a correção de negar tenha sido torturado ao ser preso na floresta. Pois os companheiros de Genoíno, meu par no Congresso, certa vez esfatiaram até à morte, na presença dos pais, o corpo de um menino de 17 anos de idade que serviu de guia à patrulha militar que os perseguiu na mata. Nos países torturadores, Cuba e China, onde se amestraram, devem ter-lhes lembrado Marx: “A violência é a parteira da história”. E o terrorismo, doutores?
por Jarbas Passarinho
Ao presidente Figueiredo coube continuar a transição, com a quebra do bipartidarismo e a anistia geral. Ao fim do mandato do seu sucessor, eleito pelo Colégio Eleitoral mantido pela eleição de 1982, encerrar-se-ia o ciclo militar. O PDS rejeitou fosse substituto de Figueiredo o deputado Paulo Maluf, candidato aprovado em Convenção Nacional. O cisma, liderado pelo senador José Sarney, em 1984, causou a adesão de grande parte do partido à candidatura de Tancredo Neves, ainda eleito pelo Colégio Eleitoral tão execrado, mas útil no momento favorável.
Quanto à anistia, a oposição exigia “ampla, geral e irrestrita”. Apresentou, porém, um substitutivo que aprovava a absolvição dos crimes conexos (entendidos como terrorismo e tortura), mas não abrangeria, intencionalmente ou não, Leonel Brizola e Miguel Arraes. Derrotado o substitutivo, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães, foram ambos eleitos em 1982, respectivamente governador do Rio Grande do Sul e deputado federal, por Pernambuco. Líder do governo Figueiredo, e por ele autorizado, garanti, da tribuna do Congresso, que outras medidas, especialmente sobre os crimes de sangue que a lei excluía, seriam progressivamente submetidas ao Congresso.
Aprovada a anistia pelo Congresso, antecipada pelo pluralismo partidário e a legalização dos partidos marxistas e até leninistas pelo presidente José Sarney, que fora o líder da Arena e do PDS, vê-se que a distensão buscava a democracia plena. Mas a esquerda radical não aceitou, anistiada, a reconciliação da família brasileira. Na Constituinte, o assunto voltou à baila: “Nada de esquecimento”, diziam. Na gestão de FHC a litania separatista de esquerda foi atendida. O revanchismo produziu a inversão da história: os vencidos na luta armada, que a deflagraram em 1967, passaram a reescrever a história.
O presidente Fernando Henrique Cardoso tornou lei a “vendeta”. Constituiu as comissões de Anistia e de Indenização, tomadas de facciosismo raivoso e multiplicador até de fortunas, que levaram o humorista Millor Fernandes, nada simpático ao ciclo militar, escrever que “os guerrilheiros não fizeram guerrilha, mas um bom investimento”. FHC, ao sancionar as comissões, disse ser “o dia mais feliz” da vida dele. Carreou votos de milhares de indenizados para Lula e não para Serra, seu candidato a presidente da República.
Esse retrospecto põe em evidência o comportamento harmonizador, sem reciprocidade, dos que impediram que o Brasil virasse uma imensa Cuba. Pagam por isso, como se os guerrilheiros tivessem vencido, pelas armas, a segunda tentativa sangrenta de tomar o poder no Brasil. Derrotados, foram anistiados, mas parecem vencedores implacáveis. Falseiam a verdade.
Objetivam convencer os incautos que perderam devido à tortura que teriam sofrido, quando se sabe que perderam porque não tiveram apoio da opinião pública, essencial para as guerrilhas. Dizem que lutaram pela democracia contra a ditadura. Como confessa dignamente o ex-guerrilheiro Daniel Aarão Reis, marxistas leninistas que eram, bateram-se pela ditadura do proletariado. Compensando o fracasso armado, estão com os bolsos abarrotados de dinheiro, pensões vitalícias sem pagar Imposto de Renda, empregos e nomes nas ruas. O presidente Lula, que prefere ser democrata pragmático a proletário revolucionário, os diz heróis, numa cerimônia a que presidiu.
Apesar de todas as vantagens, não terminam as reivindicações. Nas eleições importantes de São Paulo, dona Marta Suplicy, derrotada, chamava de filhote da ditadura ao seu concorrente, que nem tinha nascido em 1964. Jornais de grande tiragem rememoram, de onde em onde, ocorrências havidas na guerrilha do PCdoB (ainda hoje stalinista), no Araguaia, sempre imputando sevícias aos que defenderam a pátria com o sacrifício da própria vida. Stalin agradece. Nossa pátria pranteia silenciosamente seus mortos. Note-se que a mudez impera no agitprop sobre as guerrilhas urbanas muito mais sérias.
A OAB, 40 anos depois, pede ao Supremo Tribunal Federal que proíba prescrição do crime de tortura, que atribui aos militares, mas silencia sobre o terrorismo, o que faz supor aprová-lo como legítimo na guerrilha. Ignora o atentado que matou cinco pessoas inocentes, mutilou e feriu 15 no aeroporto de Recife, em 1966; o carro-bomba que estraçalhou o corpo de uma sentinela do Exército em São Paulo; os que, desarmados, emboscaram Henning Boilense; que “matou por engano” um major alemão, tomando-o por um capitão boliviano, que teria prendido Che Guevara, ambos alunos da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro.
Divulgam as violências que José Genoíno garante ter sofrido para dar informações de seu grupo, mas que tem a correção de negar tenha sido torturado ao ser preso na floresta. Pois os companheiros de Genoíno, meu par no Congresso, certa vez esfatiaram até à morte, na presença dos pais, o corpo de um menino de 17 anos de idade que serviu de guia à patrulha militar que os perseguiu na mata. Nos países torturadores, Cuba e China, onde se amestraram, devem ter-lhes lembrado Marx: “A violência é a parteira da história”. E o terrorismo, doutores?
por Jarbas Passarinho
O Brasil em Perigo: Parte da Fala Indecente de José Dirceu a Sindicalistas Comunistas na Bahia!
Dirceu fala a sindicalistas na Bahia e explica qual é o real propósito do PT. O evento ocorreu no dia 13 de setembro de 2010. Portanto, este post era para ter sido publicado naquela época, mas, por problemas, acabou ficando de lado...
A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, como o Brizola, como o Arraes e tantos outros. A direita teve também aqui mesmo uma liderança que foi o próprio ACM, independente do fisiologismo, do abuso de poder, contudo era uma liderança popular, tanto é que era popular na Bahia. Tinha força político-eleitoral. Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos, porque nós acumulamos, nós demos continuidade ao movimento social.
Se nós queremos aprofundar as mudanças , temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular. Temos que cuidar da consciência política, da educação política e temos cuidar das instituições, fazer reforma política e temos que nos transformar em maioria. Nós não somos maioria no país, nós temos uma maioria para eleger o presidente até porque fazemos uma aliança ampla. Vamos lembrar que nossa aliança é PC do B, PDT, PSB, PMDB, PT, PRB e PR. Eu digo assim das grandes expressões, dos partidos que têm força política-eleitoral.
O PP é um partido de centro-direita, muito regional, é verdade, não tem nacional, tanto é que só tem um senador, governador talvez não eleja nenhum. Independente de nós termos essa coalização, o PT é a base dela. A mídia agora já começa a discutir a nossa política, se vai fazer ajuste, se não vai; se vai estatizar ou não vai; se vai fazer concessão ou não vai. E começa a discutir se o PT está sendo desprestigiado ou não. Aquilo que nós temos de maior qualidade, que é o Lula, eles querem apresentar como negativo, porque o Lula é maior que o PT. Eles é que não têm ninguém maior que o partido deles.
Ainda bem que nós temos o Lula, que é duas vezes maior que o PT. Mas nós temos que transformar o PT num partido (inaudível). O PT teve 17% de voto em 2002/2006 para a Câmara, que calcula a força de um partido no mundo todo. Não é o voto majoritário. Vai ter agora 21, 23%, eu espero, tudo indica. Tem que ter 33% em 2014. O PT tem que se renovar, tem que abrir o PT para a juventude (aplausos).
Eu dou o exemplo do Padilha [Alexandre Padilha é secretário das Relações Institucionais], que há alguns anos era dirigente da UNE, era médico voluntário social no Pará, estava fazendo trabalho social como médico, e hoje é ministro de um dos ministérios mais importantes que tem. O Orlando, do PC do B, Orlando Silva para não ficar só no PT, que aliás é nosso, era presidente da UNE alguns anos atrás… O Lindberg, que vai ser senador agora. Então, nós temos que voltar a transformar o PT em uma instituição política. Uma instituição política tem valor, programa, instrumentos, sedes, atividades cultural, social, tem recursos que auto sustentam, com o fundo partidário, porque nós temos que defender que existe o fundo partidário.
O fundo partidário brasileiro teria que ser duas, três vezes maior, que é a média do mundo. Então, nós temos que transformar de novo o partido, para o que ele foi criado. É lógico que o PT é um grande partido político, tem força político-eleitoral, social. Nós já temos um acúmulo de políticas públicas, de experiência. Então, nós temos que fazer essa mudança no partido. Essa é a principal. E consolidar as nossas organizações populares, porque eles estão consolidando a deles. Você viu que agora eles criaram, eles estão criando através das empresas, instituições para fazer disputa político-cultural e político-eleitoral, fundações, centros de estudo. Fora o que eles têm da mídia, do poder econômico. Podem observar. E estão mandando as pessoas para o exterior.
Agora mesmo tiveram uma série de bolsistas, jornalistas, que vão para os Estados Unidos, inclusive este que escreveu essa última matéria da “Veja”. Nós temos que fazer isso também. Mas nós temos que fazer sempre com alianças. Uma coisa que eu sempre defendo: nós vamos criar um jornal do sindicato, do partido? Não. Porque quando nós falamos aqui dos grupos econômicos, do empresário brasileiro, nós temos que lembrar a etapa que nós estamos vivendo, o momento histórico que estamos vivendo.
Nós não podemos fazer política sem olhar a história do Brasil e o acúmulo de forças e o crescimento nosso. Nós não vivemos um período em que nós somos hegemônicos na sociedade, que nós temos maioria na sociedade, muito menos um período ou ciclo revolucionário no mundo. Nós vivemos um ciclo no mundo de grande defensiva, de grande (inaudível) do movimento socialista internacional, de repensar o socialismo, nós temos Vietnã, China, Cuba, nós temos que olhar para tudo isso.
Quando nós pusemos o Alencar como vice do Lula, nós ganhamos a eleição. Como nós ganhamos essa eleição quando o PMDB não ficou com o PSDB. Aquele movimento anti-Renan Calheiros, anti-Sarney… vocês não vão acreditar que eles são éticos, né? Eles, evidentemente, o que queriam era romper a aliança nossa com o PMDB. Um mês depois, o Serra estava fazendo aliança com o PMDB.
O presidente estava indicando o vice, porque em 2002 a Rita Camata foi a vice dele. Nós criamos uma distensão no PMDB, foi o Jader, o Sarney, o próprio Quércia em São Paulo, o Itamar em Minas Gerais, foi um trabalho que nós fizemos, o Eunício no Ceará. 30%, 40% apoiou o Lula já no primeiro turno e, depois, no segundo turno, ampliou isso. O Rigotto no Rio Grande do Sul. Nós colocamos uma cunha dentro do PMDB. O que eu quero dizer é o seguinte: as alianças não são político-partidárias, não são parlamentares. As alianças são na sociedade. O parlamentar é a expressão.
Nós, quando fizemos a aliança com o Zé Alencar, nós fizemos a aliança com (inaudível), empresário. O Zé Alencar, apesar de ser um grande empresário, de ter sido presidente da Federação da Indústria de Minas várias vezes, vice da CNI, e de ser um líder - ele é um líder, não era um burocrata sindical - porque também tem os pelegos sindicais, não é só nós que temos esse problema. Eles também têm as burocracias sindicais deles, poderosíssimas. Aqui vocês conhecem no Nordeste muitas federações e confederações que têm muitos empresários. O Albano Franco, por exemplo. O nosso aliado, Armando Monteiro Neto está saindo agora, vai se eleger senador, tudo indica. Como aqui, nós vamos eleger os dois lá.
Qual era a aliança? Aliança produtivista, nacionalista, desenvolvimentista e aliança de voltar para dentro, para o mercado interno, de decolar o Brasil no mundo, e a sociedade entendeu isso. As alianças são, no fundo, expressão de programas econômicos e de políticas de investimento. E o estágio que nós vivemos no Brasil é de reorganização do Estado nacional. Porque ele foi desmontado durante 20, 30 anos. Ele sempre foi golpeado pela direita. Tudo o que o Getúlio fez, o Dutra assumiu e desmanchou. Tudo o que nós tínhamos construído em 40 anos, a ditadura militar começou a desmanchar. Mas aí dentro das Forças Armadas assume uma ala do governo que tem uma visão nacionalista estatal também, que foi o governo Geisel, que é um governo ditatorial, mas não antinacional, não é um governo privativo.
O BNDES está consolidando, fundindo a base dos setores, senão nós não conseguimos competir no mundo, como foi (inaudível). Nós temos que fortalecer o Brasil, o estado, a política econômica e distribuir renda, acabar com a pobreza e resgatar de novo o papel do estado no Brasil. E vamos ter que reformar a burocracia brasileira que nós só começamos. Não é verdade essa “discurseira” do Serra. Fomos nós que voltamos a fazer planos de cargos e carreiras, que voltamos a valorizar o servidor, a dar condições de novo. Eles falam: os sindicalistas dirigiam as empresas estatais. É verdade, nós indicamos sindicalistas mesmo. Agora, vamos ver o balanço da Funcef nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, vamos ver a Petrobras nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, o Banco do Brasil nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula. Saneamos a empresa, recuperamos a gestão e a eficiência, não fizemos nenhum investimento como eles fizeram vários absolutamente desastrosos. (..)
(…) Reforma política e educação, quer oportunidades, evidente que é um pouco de mistificação dizer que você vai dar igualdade de oportunidade na educação; você viabiliza uma maior igualdade social na sociedade. Depende das outras condições. Mas é evidente que a educação é fundamental. Nós estamos mal nisso. Nós fizemos muito no nosso governo, mas vocês sabem, nós temos filhos nas escolas, nós sabemos disso. Nós conhecemos, somos professores, muitos de nós e sabemos da situação.
É como policial militar, um agente da PF ganha inicial quase 9 mil reais, agente, não o delegado, que ganha 13, 14 mil. Quanto ganha uma professora de fundamental? Agora nós demos um piso de 1.200 reais. Na verdade, esse piso tinha que ser 2.500, para começar. Então, olha como nós temos que mudar. Lógico que nós mudamos muito. O orçamento da educação multiplicou por três, que é o dobro tirando a inflação. Mas como a Dilma diz, tem que investir 7% do PIB na educação. Como nós vamos ter que reestruturar a saúde pública também, consolidar o SUS e aperfeiçoar, porque a situação ainda é muito difícil na saúde pública. Você vai num posto de saúde, o Brasil tem melhorado muito nestes dez anos, mas tem muito o que melhorar.
A política, o que a direita faz? Quem pode ter poder? Primeiro o poder econômico, as forças armadas. As forças armadas estão hoje profissionalizadas, o poder econômico se aliou com qual poder? Com a mídia. E qual é o poder que pode se contrapor ao poder econômico e ao poder da mídia no Brasil? É o poder político, que tem problemas graves de fisiologias, de corrupção, tem desqualificação, mas eles não fazem contra o poder econômico e da mídia, quando surgem problemas de corrupção, de problemas graves, o tipo de campanha que eles fazem contra o parlamento e contra os partidos políticos.
Mesmo levando em conta os graves problemas de nosso sistema político, problema de caixa 2, os graves problemas de corrupção que têm na administração pública, em grande parte para financiar campanha eleitoral, porque o sistema está apoiado nisso, no poder econômico. Não tem campanha de menos de 3 ou 5 milhões de reais, 7 ou 8 milhões hoje no Brasil. Campanha de governador é 40,50,60. Campanha de presidente é 200, 300 milhões. Ora, quem vai financiar isso? As pessoas físicas? Não, as empresas. Aí começa: nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento, tráfico de influência. Não é que vai acabar, mas o financiamento público [de campanha], o voto em lista, mandato talvez de seis anos para senador. Nós temos que repensar o sistema político brasileiro. E nós somos o maior interessado porque a direita está usando isso para desqualificar a política e para afastar o povo da política. (…)
(…) As outras reformas, a tributária, a democratização dos meios de comunicação, o problema da terra, das forças armadas, que são questões que não estão equacionadas no Brasil ainda hoje, elas dependem da nossa maioria, depende do pais se consolidar porque o país só resolve problemas quando são maduros (…)
Nós somos um partido e uma candidatura que coloca em risco o que eles tão batendo, todos articulistas da Globo escrevem e falam na TV, todos os analistas deles: a noção das garantias individuais e da constituição, que nós queremos censurar a imprensa, que o problema no Brasil é a liberdade de imprensa? Gente do céu. Como alguém pode afirmar do Brasil é(…). Não existe excesso de liberdade. Pra quem já viveu em ditadura(…)
Dizem que nós queremos censurar a imprensa. Diz que o problema é a liberdade de imprensa. O problema do Brasil é excesso, bom, é que não existe excesso de liberdade, mas o abuso do poder de informar, o monopólio e a negação do direito de resposta e do direito da imagem. Que está na Constituição igualzinho a liberdade, a Constituição não colocou o direito de resposta e de imagem, a honra, abaixo ou acima da proibição da censura e da censura prévia, corretamente, ou do direito de informação e da liberdade de imprensa, de expressão. São todas cláusulas pétreas.
Mas os tribunais brasileiros estão formando jurisprudência, se vocês lerem os discursos do Carlos Ayres Britto, que aquilo não é voto é discurso político, a liberdade de imprensa está ameaçada no Brasil que é um escândalo. Mas eles estão preparando a agenda deles para o primeiro ano de governo. Como a imprensa já está pressionando pela constituição do governo, já está disputando a constituição do governo. Pode começar a ler nas entrelinhas, quem quer que ela empurra para ser ministro disso, ministro daquilo, e já está disputando para fazer ajuste fiscal….
Como a gente está vendo, a mídia como está se comportando com a Dilma, já dá para imaginar como vai ser comigo no dia do julgamento. Estou até fazendo dieta, mantendo os 80 quilos para me preparar para o debate.(…)
(…) Já começou a apresentar uma série de ideias e de propostas do PMDB, que nós necessariamente não concordamos com o partido. Não que elas sejam incompatíveis com o nosso programa, mas são abordagens diferentes que nós temos para a questão da educação, do ajuste fiscal, da política macroeconômica.
Então, sim. O governo sempre é disputado. E nessa disputa do governo, as forças políticas de oposição, elas pesam também. Por que com o apoio da imprensa, eles tentam formar a opinião pública forçando determinadas definições ou tentar impedir que nós apliquemos determinadas políticas. Ou paralisando no Congresso ou criando um clima na sociedade contrário, basta ver a ação já que nós estamos aqui numa casa das estatais, participação ampla dos petroleiros;
O que a Folha de S. Paulo fez com a capitalização da Petrobras em qualquer país do mundo poderia dar um processo contra o jornal. Poderia dar uma intervenção da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), ou de organismo de regulação que existe no país. Mas ela fez a campanha. Da mesma maneira, que eles estavam contra o pré-sal. Toda a mídia se posicionou contra a nova regularização do pré-sal. O Fundo, a empresa, a apropriação da receita do petróleo, da nova forma que nós vamos fazer, por partilha e não por concessão.
O governo é sempre disputado e é disputado entre os aliados e dentro do PT também.
A melhor maneira de nos preparar é agora eleger uma grande bancada do PT de deputados e senadores, que você começa sendo um partido majoritário na Câmara e tendo uma bancada que garante com mais um partido maioria simples no Senado. O ideal é que o PT e o PMDB fizesse maioria de 41 no Senado, mas não vai acontecer isso. Nós vamos fazer entre 32 a 36 senadores, os dois partidos. Mas com PDT, PSB e PC do B talvez a gente faça.
Depois do pós, o 1º de janeiro, durante o governo, a força do partido e a presença do partido se expressa muito pela participação do partido na vida política do país. Um partido com 30% de votos não pode ser desprezado por nenhum presidente da República. Nós temos que chegar para discutir com propostas. As decisões tem que ser acertadas. Tem uma disputa contra nós na comunicação.
Vejam a campanha que eles fizeram esses anos todos contra o Bolsa Família. Eles não combatiam a política externa do presidente. Porque eles não tinham ideia do peso dela, da integração sul-americana a ferro e fogo.
Nós temos que nos preparar para a disputa dessa fixação da mídia comigo. Primeiro é que eu disputo, eu enfrento. Eu não deixo nada sem resposta. Eu faço a disputa política na sociedade, no meu blog, dentro do PT. Segundo é que eu continuei participando da vida política do país, da vida do PT. Terceiro que eles querem que eu seja condenado, eles querem me banir da vida política do país. Eles tentaram, inclusive, me impedir de exercer minha profissão. Eles me cassaram, eu saí do governo, fiquei inelegível, depois começaram uma campanha contra minhas atividade de advogado e consultor. Fizeram durante esses cinco anos, e no ano de 2008, quatro vezes em conluio com a PF, com o MP e o Poder Judiciário, eles tentaram me prender. Sendo que não há nada contra mim.
Isso faz parte da disputa política. Como eu representava o PT, eu fui alvo. Quem tem que provar é o MP, que não conseguiu provar nada. O processo já terminou. Só falta ser julgado. Eu pelo menos nunca senti ou me programei em ser candidato. Eu nem ia ser candidato em 2006. Eu combinei com o Gushiken. Felizmente teremos nossa candidata que vai ser eleita. E nós vamos fazer isso com prazer. Eu pelo menos vou votar com prazer. E depois falar para eles: Ó, não adiantou nada. Estamos aí mais quatro anos(…)
Quando se fez o balanço da agenda, a maioria dos companheiros que estão dirigindo a campanha e a própria candidata cancelaram vários compromissos. Na minha avaliação foi um erro o cancelamento, mas ele é justificado. Mas a nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. Tendo que ir aos estados, porque a campanha estava em crise em MG, em SP, PR, SC, a presença dela era importantíssima. Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês já perceberam isso?
Do Maranhão até o Acre alguém aqui tem notícia de que a Dilma tenha ido a esses estados? Isso é inédito em campanha eleitoral no Brasil. Porque, primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo que ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda. E a tensão dessa campanha foi muito grande. Se vocês observarem a responsabilidade dela é enorme. Tomamos com dor essa decisão.
Infelizmente aconteceu isso, o cancelamento da agenda. Várias agendas. Ela, por exemplo, ela não tinha ido a SC. A Ideli (Salvatti) estava sendo ridicularizada pelos adversários. O Lula ainda não tinha gravado para ela, pro Lessa, pro Iberê(…) Imagina governar o país e fazer campanha? E com essa pressão toda que nós estamos sofrendo. Por que o pau tá comendo em cima de nós. Eles não estão recuados, né? Eles estão lutando.
A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, como o Brizola, como o Arraes e tantos outros. A direita teve também aqui mesmo uma liderança que foi o próprio ACM, independente do fisiologismo, do abuso de poder, contudo era uma liderança popular, tanto é que era popular na Bahia. Tinha força político-eleitoral. Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos, porque nós acumulamos, nós demos continuidade ao movimento social.
Se nós queremos aprofundar as mudanças , temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular. Temos que cuidar da consciência política, da educação política e temos cuidar das instituições, fazer reforma política e temos que nos transformar em maioria. Nós não somos maioria no país, nós temos uma maioria para eleger o presidente até porque fazemos uma aliança ampla. Vamos lembrar que nossa aliança é PC do B, PDT, PSB, PMDB, PT, PRB e PR. Eu digo assim das grandes expressões, dos partidos que têm força política-eleitoral.
O PP é um partido de centro-direita, muito regional, é verdade, não tem nacional, tanto é que só tem um senador, governador talvez não eleja nenhum. Independente de nós termos essa coalização, o PT é a base dela. A mídia agora já começa a discutir a nossa política, se vai fazer ajuste, se não vai; se vai estatizar ou não vai; se vai fazer concessão ou não vai. E começa a discutir se o PT está sendo desprestigiado ou não. Aquilo que nós temos de maior qualidade, que é o Lula, eles querem apresentar como negativo, porque o Lula é maior que o PT. Eles é que não têm ninguém maior que o partido deles.
Ainda bem que nós temos o Lula, que é duas vezes maior que o PT. Mas nós temos que transformar o PT num partido (inaudível). O PT teve 17% de voto em 2002/2006 para a Câmara, que calcula a força de um partido no mundo todo. Não é o voto majoritário. Vai ter agora 21, 23%, eu espero, tudo indica. Tem que ter 33% em 2014. O PT tem que se renovar, tem que abrir o PT para a juventude (aplausos).
Eu dou o exemplo do Padilha [Alexandre Padilha é secretário das Relações Institucionais], que há alguns anos era dirigente da UNE, era médico voluntário social no Pará, estava fazendo trabalho social como médico, e hoje é ministro de um dos ministérios mais importantes que tem. O Orlando, do PC do B, Orlando Silva para não ficar só no PT, que aliás é nosso, era presidente da UNE alguns anos atrás… O Lindberg, que vai ser senador agora. Então, nós temos que voltar a transformar o PT em uma instituição política. Uma instituição política tem valor, programa, instrumentos, sedes, atividades cultural, social, tem recursos que auto sustentam, com o fundo partidário, porque nós temos que defender que existe o fundo partidário.
O fundo partidário brasileiro teria que ser duas, três vezes maior, que é a média do mundo. Então, nós temos que transformar de novo o partido, para o que ele foi criado. É lógico que o PT é um grande partido político, tem força político-eleitoral, social. Nós já temos um acúmulo de políticas públicas, de experiência. Então, nós temos que fazer essa mudança no partido. Essa é a principal. E consolidar as nossas organizações populares, porque eles estão consolidando a deles. Você viu que agora eles criaram, eles estão criando através das empresas, instituições para fazer disputa político-cultural e político-eleitoral, fundações, centros de estudo. Fora o que eles têm da mídia, do poder econômico. Podem observar. E estão mandando as pessoas para o exterior.
Agora mesmo tiveram uma série de bolsistas, jornalistas, que vão para os Estados Unidos, inclusive este que escreveu essa última matéria da “Veja”. Nós temos que fazer isso também. Mas nós temos que fazer sempre com alianças. Uma coisa que eu sempre defendo: nós vamos criar um jornal do sindicato, do partido? Não. Porque quando nós falamos aqui dos grupos econômicos, do empresário brasileiro, nós temos que lembrar a etapa que nós estamos vivendo, o momento histórico que estamos vivendo.
Nós não podemos fazer política sem olhar a história do Brasil e o acúmulo de forças e o crescimento nosso. Nós não vivemos um período em que nós somos hegemônicos na sociedade, que nós temos maioria na sociedade, muito menos um período ou ciclo revolucionário no mundo. Nós vivemos um ciclo no mundo de grande defensiva, de grande (inaudível) do movimento socialista internacional, de repensar o socialismo, nós temos Vietnã, China, Cuba, nós temos que olhar para tudo isso.
Quando nós pusemos o Alencar como vice do Lula, nós ganhamos a eleição. Como nós ganhamos essa eleição quando o PMDB não ficou com o PSDB. Aquele movimento anti-Renan Calheiros, anti-Sarney… vocês não vão acreditar que eles são éticos, né? Eles, evidentemente, o que queriam era romper a aliança nossa com o PMDB. Um mês depois, o Serra estava fazendo aliança com o PMDB.
O presidente estava indicando o vice, porque em 2002 a Rita Camata foi a vice dele. Nós criamos uma distensão no PMDB, foi o Jader, o Sarney, o próprio Quércia em São Paulo, o Itamar em Minas Gerais, foi um trabalho que nós fizemos, o Eunício no Ceará. 30%, 40% apoiou o Lula já no primeiro turno e, depois, no segundo turno, ampliou isso. O Rigotto no Rio Grande do Sul. Nós colocamos uma cunha dentro do PMDB. O que eu quero dizer é o seguinte: as alianças não são político-partidárias, não são parlamentares. As alianças são na sociedade. O parlamentar é a expressão.
Nós, quando fizemos a aliança com o Zé Alencar, nós fizemos a aliança com (inaudível), empresário. O Zé Alencar, apesar de ser um grande empresário, de ter sido presidente da Federação da Indústria de Minas várias vezes, vice da CNI, e de ser um líder - ele é um líder, não era um burocrata sindical - porque também tem os pelegos sindicais, não é só nós que temos esse problema. Eles também têm as burocracias sindicais deles, poderosíssimas. Aqui vocês conhecem no Nordeste muitas federações e confederações que têm muitos empresários. O Albano Franco, por exemplo. O nosso aliado, Armando Monteiro Neto está saindo agora, vai se eleger senador, tudo indica. Como aqui, nós vamos eleger os dois lá.
Qual era a aliança? Aliança produtivista, nacionalista, desenvolvimentista e aliança de voltar para dentro, para o mercado interno, de decolar o Brasil no mundo, e a sociedade entendeu isso. As alianças são, no fundo, expressão de programas econômicos e de políticas de investimento. E o estágio que nós vivemos no Brasil é de reorganização do Estado nacional. Porque ele foi desmontado durante 20, 30 anos. Ele sempre foi golpeado pela direita. Tudo o que o Getúlio fez, o Dutra assumiu e desmanchou. Tudo o que nós tínhamos construído em 40 anos, a ditadura militar começou a desmanchar. Mas aí dentro das Forças Armadas assume uma ala do governo que tem uma visão nacionalista estatal também, que foi o governo Geisel, que é um governo ditatorial, mas não antinacional, não é um governo privativo.
O BNDES está consolidando, fundindo a base dos setores, senão nós não conseguimos competir no mundo, como foi (inaudível). Nós temos que fortalecer o Brasil, o estado, a política econômica e distribuir renda, acabar com a pobreza e resgatar de novo o papel do estado no Brasil. E vamos ter que reformar a burocracia brasileira que nós só começamos. Não é verdade essa “discurseira” do Serra. Fomos nós que voltamos a fazer planos de cargos e carreiras, que voltamos a valorizar o servidor, a dar condições de novo. Eles falam: os sindicalistas dirigiam as empresas estatais. É verdade, nós indicamos sindicalistas mesmo. Agora, vamos ver o balanço da Funcef nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, vamos ver a Petrobras nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, o Banco do Brasil nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula. Saneamos a empresa, recuperamos a gestão e a eficiência, não fizemos nenhum investimento como eles fizeram vários absolutamente desastrosos. (..)
(…) Reforma política e educação, quer oportunidades, evidente que é um pouco de mistificação dizer que você vai dar igualdade de oportunidade na educação; você viabiliza uma maior igualdade social na sociedade. Depende das outras condições. Mas é evidente que a educação é fundamental. Nós estamos mal nisso. Nós fizemos muito no nosso governo, mas vocês sabem, nós temos filhos nas escolas, nós sabemos disso. Nós conhecemos, somos professores, muitos de nós e sabemos da situação.
É como policial militar, um agente da PF ganha inicial quase 9 mil reais, agente, não o delegado, que ganha 13, 14 mil. Quanto ganha uma professora de fundamental? Agora nós demos um piso de 1.200 reais. Na verdade, esse piso tinha que ser 2.500, para começar. Então, olha como nós temos que mudar. Lógico que nós mudamos muito. O orçamento da educação multiplicou por três, que é o dobro tirando a inflação. Mas como a Dilma diz, tem que investir 7% do PIB na educação. Como nós vamos ter que reestruturar a saúde pública também, consolidar o SUS e aperfeiçoar, porque a situação ainda é muito difícil na saúde pública. Você vai num posto de saúde, o Brasil tem melhorado muito nestes dez anos, mas tem muito o que melhorar.
A política, o que a direita faz? Quem pode ter poder? Primeiro o poder econômico, as forças armadas. As forças armadas estão hoje profissionalizadas, o poder econômico se aliou com qual poder? Com a mídia. E qual é o poder que pode se contrapor ao poder econômico e ao poder da mídia no Brasil? É o poder político, que tem problemas graves de fisiologias, de corrupção, tem desqualificação, mas eles não fazem contra o poder econômico e da mídia, quando surgem problemas de corrupção, de problemas graves, o tipo de campanha que eles fazem contra o parlamento e contra os partidos políticos.
Mesmo levando em conta os graves problemas de nosso sistema político, problema de caixa 2, os graves problemas de corrupção que têm na administração pública, em grande parte para financiar campanha eleitoral, porque o sistema está apoiado nisso, no poder econômico. Não tem campanha de menos de 3 ou 5 milhões de reais, 7 ou 8 milhões hoje no Brasil. Campanha de governador é 40,50,60. Campanha de presidente é 200, 300 milhões. Ora, quem vai financiar isso? As pessoas físicas? Não, as empresas. Aí começa: nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento, tráfico de influência. Não é que vai acabar, mas o financiamento público [de campanha], o voto em lista, mandato talvez de seis anos para senador. Nós temos que repensar o sistema político brasileiro. E nós somos o maior interessado porque a direita está usando isso para desqualificar a política e para afastar o povo da política. (…)
(…) As outras reformas, a tributária, a democratização dos meios de comunicação, o problema da terra, das forças armadas, que são questões que não estão equacionadas no Brasil ainda hoje, elas dependem da nossa maioria, depende do pais se consolidar porque o país só resolve problemas quando são maduros (…)
Nós somos um partido e uma candidatura que coloca em risco o que eles tão batendo, todos articulistas da Globo escrevem e falam na TV, todos os analistas deles: a noção das garantias individuais e da constituição, que nós queremos censurar a imprensa, que o problema no Brasil é a liberdade de imprensa? Gente do céu. Como alguém pode afirmar do Brasil é(…). Não existe excesso de liberdade. Pra quem já viveu em ditadura(…)
Dizem que nós queremos censurar a imprensa. Diz que o problema é a liberdade de imprensa. O problema do Brasil é excesso, bom, é que não existe excesso de liberdade, mas o abuso do poder de informar, o monopólio e a negação do direito de resposta e do direito da imagem. Que está na Constituição igualzinho a liberdade, a Constituição não colocou o direito de resposta e de imagem, a honra, abaixo ou acima da proibição da censura e da censura prévia, corretamente, ou do direito de informação e da liberdade de imprensa, de expressão. São todas cláusulas pétreas.
Mas os tribunais brasileiros estão formando jurisprudência, se vocês lerem os discursos do Carlos Ayres Britto, que aquilo não é voto é discurso político, a liberdade de imprensa está ameaçada no Brasil que é um escândalo. Mas eles estão preparando a agenda deles para o primeiro ano de governo. Como a imprensa já está pressionando pela constituição do governo, já está disputando a constituição do governo. Pode começar a ler nas entrelinhas, quem quer que ela empurra para ser ministro disso, ministro daquilo, e já está disputando para fazer ajuste fiscal….
Como a gente está vendo, a mídia como está se comportando com a Dilma, já dá para imaginar como vai ser comigo no dia do julgamento. Estou até fazendo dieta, mantendo os 80 quilos para me preparar para o debate.(…)
(…) Já começou a apresentar uma série de ideias e de propostas do PMDB, que nós necessariamente não concordamos com o partido. Não que elas sejam incompatíveis com o nosso programa, mas são abordagens diferentes que nós temos para a questão da educação, do ajuste fiscal, da política macroeconômica.
Então, sim. O governo sempre é disputado. E nessa disputa do governo, as forças políticas de oposição, elas pesam também. Por que com o apoio da imprensa, eles tentam formar a opinião pública forçando determinadas definições ou tentar impedir que nós apliquemos determinadas políticas. Ou paralisando no Congresso ou criando um clima na sociedade contrário, basta ver a ação já que nós estamos aqui numa casa das estatais, participação ampla dos petroleiros;
O que a Folha de S. Paulo fez com a capitalização da Petrobras em qualquer país do mundo poderia dar um processo contra o jornal. Poderia dar uma intervenção da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), ou de organismo de regulação que existe no país. Mas ela fez a campanha. Da mesma maneira, que eles estavam contra o pré-sal. Toda a mídia se posicionou contra a nova regularização do pré-sal. O Fundo, a empresa, a apropriação da receita do petróleo, da nova forma que nós vamos fazer, por partilha e não por concessão.
O governo é sempre disputado e é disputado entre os aliados e dentro do PT também.
A melhor maneira de nos preparar é agora eleger uma grande bancada do PT de deputados e senadores, que você começa sendo um partido majoritário na Câmara e tendo uma bancada que garante com mais um partido maioria simples no Senado. O ideal é que o PT e o PMDB fizesse maioria de 41 no Senado, mas não vai acontecer isso. Nós vamos fazer entre 32 a 36 senadores, os dois partidos. Mas com PDT, PSB e PC do B talvez a gente faça.
Depois do pós, o 1º de janeiro, durante o governo, a força do partido e a presença do partido se expressa muito pela participação do partido na vida política do país. Um partido com 30% de votos não pode ser desprezado por nenhum presidente da República. Nós temos que chegar para discutir com propostas. As decisões tem que ser acertadas. Tem uma disputa contra nós na comunicação.
Vejam a campanha que eles fizeram esses anos todos contra o Bolsa Família. Eles não combatiam a política externa do presidente. Porque eles não tinham ideia do peso dela, da integração sul-americana a ferro e fogo.
Nós temos que nos preparar para a disputa dessa fixação da mídia comigo. Primeiro é que eu disputo, eu enfrento. Eu não deixo nada sem resposta. Eu faço a disputa política na sociedade, no meu blog, dentro do PT. Segundo é que eu continuei participando da vida política do país, da vida do PT. Terceiro que eles querem que eu seja condenado, eles querem me banir da vida política do país. Eles tentaram, inclusive, me impedir de exercer minha profissão. Eles me cassaram, eu saí do governo, fiquei inelegível, depois começaram uma campanha contra minhas atividade de advogado e consultor. Fizeram durante esses cinco anos, e no ano de 2008, quatro vezes em conluio com a PF, com o MP e o Poder Judiciário, eles tentaram me prender. Sendo que não há nada contra mim.
Isso faz parte da disputa política. Como eu representava o PT, eu fui alvo. Quem tem que provar é o MP, que não conseguiu provar nada. O processo já terminou. Só falta ser julgado. Eu pelo menos nunca senti ou me programei em ser candidato. Eu nem ia ser candidato em 2006. Eu combinei com o Gushiken. Felizmente teremos nossa candidata que vai ser eleita. E nós vamos fazer isso com prazer. Eu pelo menos vou votar com prazer. E depois falar para eles: Ó, não adiantou nada. Estamos aí mais quatro anos(…)
Quando se fez o balanço da agenda, a maioria dos companheiros que estão dirigindo a campanha e a própria candidata cancelaram vários compromissos. Na minha avaliação foi um erro o cancelamento, mas ele é justificado. Mas a nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. Tendo que ir aos estados, porque a campanha estava em crise em MG, em SP, PR, SC, a presença dela era importantíssima. Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês já perceberam isso?
Do Maranhão até o Acre alguém aqui tem notícia de que a Dilma tenha ido a esses estados? Isso é inédito em campanha eleitoral no Brasil. Porque, primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo que ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda. E a tensão dessa campanha foi muito grande. Se vocês observarem a responsabilidade dela é enorme. Tomamos com dor essa decisão.
Infelizmente aconteceu isso, o cancelamento da agenda. Várias agendas. Ela, por exemplo, ela não tinha ido a SC. A Ideli (Salvatti) estava sendo ridicularizada pelos adversários. O Lula ainda não tinha gravado para ela, pro Lessa, pro Iberê(…) Imagina governar o país e fazer campanha? E com essa pressão toda que nós estamos sofrendo. Por que o pau tá comendo em cima de nós. Eles não estão recuados, né? Eles estão lutando.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Como diz o "Funk": Tá Dominado, Tá Tudo Dominado
Reportagem de ontem do Jornal Nacional (quem não viu, pode ver aqui), botou mais lenha na fogueira esquerdista de querer patrulhar e dominar todos os espaços existentes na vida das pessoas que não concordam com suas cantilenas.
A uma certa altura, um dos policias - que foi chamado pela guarda da USP para retirar os invasores - se dirige a um determinado indivíduo perguntando se ele era estudante dali e solicitando que mostrasse sua carteirinha. Quando o estudante se nega a mostrá-la, o policial passa a agredí-lo.
E, aí, a reportagem passa a clamar, mesmo que veladamente, a voz da justiça por que o dito estudante é negro.
Comento.
A edição da reportagem deve ter sido pautada pelos esquerdistas infiltrados na Rede Globo, como mandava Lênin em seu decálogo ("infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa"). Notem que ali, após a agressão do policial ao estudante, todos acusam o guarda de "racista", inclusive um tal frei David Raimundo dos Santos, da ONG Educafro, ligada ao PT - aliás, o Brasil deve ser o único país do mundo em que uma ONG (Organização NÃO Governamental) é plenamente sustentada pelo governo -, que diz:
“É um grupo grande de estudante. Só tem um negro. Por que justamente o policial foi em cima do negro? Porque para a cabeça do policial, o negro não estava no espaço dele”.
Parece uma lógica correta, não é mesmo? O tal frei pergunta e já dá a resposta, que parece corretíssima. Mas suponha que fosse o contrário: um grupo grande de estudante e um só branco. Será que o tal frei também falaria em racismo? Com toda certeza, não!
Ademais, em nenhum momento, prestem atenção, por favor, há qualquer ofensa "racial" ou coisa do gênero por parte do policial, mesmo porque o tal estudante não é negro: é mestiço! Ainda assim, seu comportamento é, realmente condenável: o sargento André Luiz Ferreira perdeu o controle, o que jamais poderia ter acontecido.
Policial - E a ação de vocês, é legal?
Invasor - É o espaço dos estudantes…
Policial - É o espaço dos estudantes, e vocês atrapalham a reforma…
Vamos começar a por os pingos nos "is"? Vamos!
Embora seja um prédio público - público no sentido de ser oposto a privado e não que seja pertencente a todos e qualquer pode fazer, ali, o que bem quiser -, isto não quer dizer "sem dono", sujeito a invasão!
Ademais, aquele "espaço dos estudantes" até há pouco estava abandonado, e verdadeiramente ocupado por um grupo de punks sem qualquer vínculo com a universidade. E ainda que fosse um "espaço dos estudantes", seria DE TODOS OS ESTUDANTES, não conferindo, ao grupo invasor, qualquer poder especial para ditar regras naquele prédio.
E, aí, vem mais uma mentira dos "estudantes" - esse tipinho USPiano pautado pelas esquerdas: afirmar que a Reitoria só pode reformar aquele espaço após "acordo entre a Reitoria e o Diretório Central dos Estudantes" ou após "uma ação legal", pois a Reitoria TEM AUTORIDADE sobre aquele prédio!
O policial, porém, vai ao cerne da questão: "E a ação de vocês, é legal?" Não, não é! Invasão, inclusive de espaço público, pela lei, ainda é considerado crime!, embora estejamos numa época em que o ítem 8 do decálogo de Lênin esteja muito em moda!
Mas reveja a "reporcagem" do Jornal Nacional e me diga: em algum momento, mesmo que desavisadamente, há qualquer menção de que os "estudantes" estão praticando algo CONTRA A LEI? Não. Eles não são INVASORES. São "ocupantes". E fala-se, então, somente em "desocupação" do prédio. E os invasores não serão punidos, como queria Lênin!
E veja como o estudante invasor, o tal Nicolas Menezes Barreto, está cheio de quereres: “Eu quero a exoneração dos dois policiais da Polícia Militar e quero também a exoneração do guarda universitário que ajudou a ação da polícia naquele dia”.
O grande problema neste país, é que a esquerdalha está dominando a sociedade e todos acham que só têm direitos, esquecendo-se dos deveres, como as pessoas de bem somos cumpridoras. Estivesse Nicolas cumprindo parte de seus deveres - E COMO ESTUDANTE, UM DE SEUS DEVERES É ESTUDAR E NÃO INVADIR -, nada disto ocorreria.
E podem apostar: tal episódio será devidamente explorado pela esquerdalha comunista que deu um golpe na USP e suspendeu as eleições do DCE porque um grupo de direita, candidato na eleição, ganhou - mas não levou. E também alimentará a cantilena contra a presença da PM na USP, como querem os esquerdistas e os traficantes de drogas
A uma certa altura, um dos policias - que foi chamado pela guarda da USP para retirar os invasores - se dirige a um determinado indivíduo perguntando se ele era estudante dali e solicitando que mostrasse sua carteirinha. Quando o estudante se nega a mostrá-la, o policial passa a agredí-lo.
E, aí, a reportagem passa a clamar, mesmo que veladamente, a voz da justiça por que o dito estudante é negro.
Comento.
A edição da reportagem deve ter sido pautada pelos esquerdistas infiltrados na Rede Globo, como mandava Lênin em seu decálogo ("infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa"). Notem que ali, após a agressão do policial ao estudante, todos acusam o guarda de "racista", inclusive um tal frei David Raimundo dos Santos, da ONG Educafro, ligada ao PT - aliás, o Brasil deve ser o único país do mundo em que uma ONG (Organização NÃO Governamental) é plenamente sustentada pelo governo -, que diz:
“É um grupo grande de estudante. Só tem um negro. Por que justamente o policial foi em cima do negro? Porque para a cabeça do policial, o negro não estava no espaço dele”.
Parece uma lógica correta, não é mesmo? O tal frei pergunta e já dá a resposta, que parece corretíssima. Mas suponha que fosse o contrário: um grupo grande de estudante e um só branco. Será que o tal frei também falaria em racismo? Com toda certeza, não!
Ademais, em nenhum momento, prestem atenção, por favor, há qualquer ofensa "racial" ou coisa do gênero por parte do policial, mesmo porque o tal estudante não é negro: é mestiço! Ainda assim, seu comportamento é, realmente condenável: o sargento André Luiz Ferreira perdeu o controle, o que jamais poderia ter acontecido.
Após tal incidente, o comando da polícia militar agiu prontamente e puniu o policial: foi afastado das ruas, medida que atingiu também seu colega. Uma sindicância vai, agora, apurar o caso.
Mas e que aconteceu com os invasores, que se dizem estudantes? NADA! Nadica de nada. E muita gente vai chiar, porque, como já pautou aquela estrovenga esquerdista que a Globo chamou de reportagem - prá mim deveria ser chamada de "reporcagem" -, os tais estudantes estavem "ocupando" o prédio.
Vejam no vídeo abaixo, que circula no Youtube, uma parte do diálogo entre as partes:
Policial - É o seguinte: eles tem reformar isso, e vocês têm de sair.
Invasor - Para reformar isso aqui, ou tem de ter um acordo entre a Reitoria e o Diretório Central dos Estudantes ou tem de ter uma ação legal. Não tem nenhuma das duas coisas…Policial - E a ação de vocês, é legal?
Invasor - É o espaço dos estudantes…
Policial - É o espaço dos estudantes, e vocês atrapalham a reforma…
Vamos começar a por os pingos nos "is"? Vamos!
Embora seja um prédio público - público no sentido de ser oposto a privado e não que seja pertencente a todos e qualquer pode fazer, ali, o que bem quiser -, isto não quer dizer "sem dono", sujeito a invasão!
Ademais, aquele "espaço dos estudantes" até há pouco estava abandonado, e verdadeiramente ocupado por um grupo de punks sem qualquer vínculo com a universidade. E ainda que fosse um "espaço dos estudantes", seria DE TODOS OS ESTUDANTES, não conferindo, ao grupo invasor, qualquer poder especial para ditar regras naquele prédio.
E, aí, vem mais uma mentira dos "estudantes" - esse tipinho USPiano pautado pelas esquerdas: afirmar que a Reitoria só pode reformar aquele espaço após "acordo entre a Reitoria e o Diretório Central dos Estudantes" ou após "uma ação legal", pois a Reitoria TEM AUTORIDADE sobre aquele prédio!
O policial, porém, vai ao cerne da questão: "E a ação de vocês, é legal?" Não, não é! Invasão, inclusive de espaço público, pela lei, ainda é considerado crime!, embora estejamos numa época em que o ítem 8 do decálogo de Lênin esteja muito em moda!
Mas reveja a "reporcagem" do Jornal Nacional e me diga: em algum momento, mesmo que desavisadamente, há qualquer menção de que os "estudantes" estão praticando algo CONTRA A LEI? Não. Eles não são INVASORES. São "ocupantes". E fala-se, então, somente em "desocupação" do prédio. E os invasores não serão punidos, como queria Lênin!
E veja como o estudante invasor, o tal Nicolas Menezes Barreto, está cheio de quereres: “Eu quero a exoneração dos dois policiais da Polícia Militar e quero também a exoneração do guarda universitário que ajudou a ação da polícia naquele dia”.
O grande problema neste país, é que a esquerdalha está dominando a sociedade e todos acham que só têm direitos, esquecendo-se dos deveres, como as pessoas de bem somos cumpridoras. Estivesse Nicolas cumprindo parte de seus deveres - E COMO ESTUDANTE, UM DE SEUS DEVERES É ESTUDAR E NÃO INVADIR -, nada disto ocorreria.
E podem apostar: tal episódio será devidamente explorado pela esquerdalha comunista que deu um golpe na USP e suspendeu as eleições do DCE porque um grupo de direita, candidato na eleição, ganhou - mas não levou. E também alimentará a cantilena contra a presença da PM na USP, como querem os esquerdistas e os traficantes de drogas
Campanha em Prol do Desarmamento
Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo,
para que elas sejam confiscadas no momento oportuno,
tornando impossível qualquer resistência à causa.
Forças Armadas Soviéticas
O termo Forças Armadas Soviéticas se refere às forças armadas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas da sua criação durante a Guerra Civil Russa em 1918 pelos bolcheviques à sua dissolução em Dezembro de 1991. O tamanho das Forças Armadas soviéticas durante a Guerra Fria permaneceu entre 2,8 milhões e 5,3 milhões, segundo estimativas ocidentais.
Veja abaixo chapelaria, uniformes e insígnias usados pelas forças armadas soviéticas. Notem que o principal símbolo usado em todos estes itens é uma estrela vermelha e dourada que é, também, símbolo de um partido brasileiro que está no poder...
A bandeira da União Soviética consistia em uma bandeira toda vermelha, lisa, com um martelo cruzado com uma foice (a foice e o martelo), além de uma estrela vermelha no canto superior. A foice e o martelo simbolizavam os trabalhadores do país e os camponeses, enquanto a estrela vermelha representava o domínio do Partido Comunista. A primeira bandeira com a estrela vermelha e a foice e o martelo foi aprovada em 12 de novembro, 1923.
Veja abaixo chapelaria, uniformes e insígnias usados pelas forças armadas soviéticas. Notem que o principal símbolo usado em todos estes itens é uma estrela vermelha e dourada que é, também, símbolo de um partido brasileiro que está no poder...
A bandeira da União Soviética consistia em uma bandeira toda vermelha, lisa, com um martelo cruzado com uma foice (a foice e o martelo), além de uma estrela vermelha no canto superior. A foice e o martelo simbolizavam os trabalhadores do país e os camponeses, enquanto a estrela vermelha representava o domínio do Partido Comunista. A primeira bandeira com a estrela vermelha e a foice e o martelo foi aprovada em 12 de novembro, 1923.
Estrela soviética
Detalhe do chapéu de um soldado de campo (Pilotka)
Chapéu militar russo para ser usado no inverno (Ushanka, ou seja "com orelhas")
Boina azul da força aérea
É Preciso Saber Viver...
Que Roberto Carlos é um dos maiores gênios do mundo das artes, ninguém ousa duvidar. Bom, na verdade sempre há alguns para pagar de “contestadores” e questionar esse fato universalmente aceito. Gosto, afinal, é igual dedo mindinho: alguns não têm… Mas já divago.
Além de escrever algumas das composições poéticas mais lindas que nos é dado conhecer durante nossa passagem por este vale de lágrimas, o Rei também criou um estilo próprio: você pode até não apreciar a obra dele, mas “imediatamente você vai lembrar” de Roberto Carlos quando vir alguém fazendo aqueles trejeitos.
Missão impossível é apontar aquela que seria a melhor música do Rei. Isso depende do ouvinte, de sua história pessoal, de seus gostos… Pessoalmente, acho “Detalhes” e “Proposta” duas grandiosidades únicas; dois patrimônios da humanidade. Mas não pretendo me atrever a tecer análises acerca da poesia e do lirismo de Roberto Carlos. Pessoas mais gabaritadas que este vosso humilde criado já fizeram isso. Quero aqui propor uma abordagem diversa – que reputo inédita: fazer uma leitura da música “É preciso saber viver” sob o ponto de vista de um liberal.
Sim, vocês leram direito. Serei Virgílio e vocês serão meus Dantes: de braços dados, os conduzirei pelos caminhos do pensamento, revelando o tratado sociológico que o Rei cifrou e cantou naquela música, construindo um verdadeiro libelo sobre as responsabilidades individuais e o sistema de liberdades democráticas. Shall we?
Em “É preciso saber viver”, Roberto Carlos exalta a iniciativa individual, suas conseqüências e as responsabilidades que dela decorrem. O cerne da música, o muro de arrimo da obra como um todo, é o indivíduo em sua particularidade humana. Mas o Rei vai além. Não satisfeito, também refuta com elegante simplicidade – mas com precisão cirúrgica – as diversas distopias coletivistas que tentam, há séculos, subjugar o homem e reduzi-lo a “povo”, “sociedade civil”, “operariado”, e afins.
Ao dizer que “Toda pedra no caminho, você pode retirar”, Roberto lembra a todos que o motor da história humana, longe de ser qualquer espécie de luta de classes, é a ação individual. Em outras palavras, o Rei musicou (e simplificou, é verdade) aquilo que Adam Smith havia dito: é o desejo particular de cada ser humano que conduz à prosperidade coletiva, não a ação de qualquer grupo acéfalo.
Em essência, Roberto nos chama a retirarmos nós mesmos as pedras do nosso caminho, em vez de esperar que algum partido, sindicado, ou governo faça isso por nós. É uma ode ao minimalismo estatal, convocando o ser humano a agir ele mesmo, em primeira pessoa, a fim de solucionar seus problemas. É, enfim, uma releitura do bordão Reaganiano segundo o qual “O governo não é a solução para os nossos problemas. O governo é o problema!”
E se trouxermos a coisa toda prum contexto mais atual? Ora, tudo fica ainda mais claro: numa época de Bolsa-Família, de lei contra o cigarro, lei contra passageiros nas motocicletas, lei determinando o que podemos e o que não podemos comer e beber, lei estabelecendo o que podemos e o que não podermos ver nas televisões, lei determinando como devemos repreender nossos filhos… Enfim, numa época em que o Estado parece intencionado a agir cada vez mais como uma Super Nanny paquidérmica, alimentada por impostos escorchantes, “É preciso saber viver” vem nos lembrar que o caminho correto é justamente aquele que vai de encontro a esse estatismo doentio: você pode resolver seus problemas. Você pode agir. Você sabe o que é melhor para você; para o seu núcleo familiar.
Em outra passagem sobremodo interessante, Roberto nos diz que “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Não se enganem e atentem para o que eu, na condição de portador da única verdade, direi a seguir: trata-se de uma bofetada histórica na sociologia pobrista, que pretende dividir com toda a sociedade o resultado dos males praticados por indivíduos. Explico.
Lembram do sociopata do ônibus 174? Lembram do menor que concorreu para a morte atroz do menino João Hélio? Lembram de Champinha, delinqüente que sequestrou, sodomizou e matou uma jovem, há alguns anos? Lembram, mais recentemente, do maníaco que invadiu uma escola no Rio e atirou contra crianças inocentes? Pois bem, qual o denominador comum entre todos esses casos? Sim, vocês já entenderam onde eu quero chegar: em cada um dos episódios acima ouvimos especialistas os mais diversos nos chamando a “meditar sobre nossa parcela de responsabilidade” naqueles eventos hediondos. Bem, a minha parcela, como indivíduo livre e consciente dos meus atos é exatamente nenhuma.
A teoria de que a sociedade e seu meio são responsáveis pelo surgimento de determinados criminosos, ao lhes negar condições de vida tidas como favoráveis, não apenas é preconceituosa, como empiricamente errada. Trata-se de uma linha de pensamento que não resiste a trinta segundos de embate lógico.
Curioso notar que os advogados da redistribuição social das responsabilidades individuais possuem sempre seus bandidos de estimação. A lógica de que um Champinha não é um psicopata vagabundo merecedor de cadeia, mas “uma vítima das desigualdades e da exclusão, que precisa de apoio”, só vale para infratores pobres. Vai ver o que pensam essas bravos sobre uma Suzane Richtoffen da vida… Duvido que algum deles ache que ela mereça “um abraço, não cadeia” – para usar uma expressão que os estudiosos adoram sacar da algibeira.
Um liberal, por outro lado, não se deixa pautar por semelhantes preconceitos. Ele acha que Suzane e Champinha são iguais perante a lei: dois bandidos frios e perigosos, que precisam ser detidos, punidos e excluídos do convívio social. Um liberal não acha que Suzane é pior porque nasceu rica, nem que Champinha seja uma vítima das desigualdades, que tentava apenas conquistar a parte que lhe cabia neste latifúndio. Um liberal concorda com Roberto Carlos e sabe que bem e mal existem, cabendo a cada um de nós, na condição de indivíduos livres, fazer sua escolha.
“Ah, mas quem vive em situação de risco não tem liberdade de escolha!”, gritariam os progressistas. On the first place, eu queria saber what the fuck quer dizer “situação de risco”, um termo tão usado pela turma do "ê abraço, não dê cadeia" Sério, o que exatamente caracteriza uma “situação de risco”? Em outras palavras, a partir de qual momento um sujeito, por sua condição pessoal, passa a ser considerado – se me permitem a construção – menos imputável do que seus semelhantes? Para mim, que sou branco como um islandês, “situação de risco” é estar sob o sol. Devo concluir que um eventual homicídio cometido no sertão nordestino será, pois, tratado com mais benevolência pela sociologia do pobrismo? Marilena Chaui e Emir Sader vão me oferecer abraços? Francamente…
Não deixa de ser curioso que os entusiastas dessa coletivização das responsabilidades, uma linha de pensamento absurdamente preconceituosa, sejam, justamente, aqueles que se reivindicam progressistas, modernos e tolerantes. Ora, se antes de analisar fatos e condutas individuais é preciso olhar para “contextos sociológicos” e “situações de risco social”, significa que aquelas pessoas inseridas em tais categorias seriam mais propensas a dar um "bypass" nos valores éticos e morais sobre os quais se erigiu a civilização humana, e soltar uns pipocos na cara de todo burguesinho de classe média que se negasse a entregar o iPhone, durante um assalto.
O liberalismo chuta a bunda desse – vá lá… – “pensamento” e prefere dar ouvidos ao Rei Roberto Carlos: as condutas humanas não são nada além do resultado de escolhas individuais: “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Para os liberais, o ser humano não é naturalmente um anjinho de candura, como queria Rousseau, mas alguém dotado de liberdade natural suficiente para decidir ser aquilo que quiser – inclusive um monstro.
Não há, assim, diferença essencial entre uma Suzane e um Champinha: ela escolheu abrir a porta da casa para quem esmagou a cabeça dos seus pais; ele escolheu estuprar e espancar repetidamente uma jovem, para depois matá-la. Repito: eles escolheram! Não há responsabilidade minha, sua, nem de sociedade alguma nessas condutas individuais livres. E as condições sociais discrepantes de cada um? Bem, elas existem e influenciam vários fatores da vida, é inegável. Mas não servem para moldar caráter, ou estabelecer norte moral. Se tivesse nascido em berço de ouro e recebido toda assistência devida, Champinha poderia ter se tornado um médico. Mas continuaria sendo um médico sociopata, à espera do gatilho que acionaria o Mr. Hide escondido dentro dele. Da mesma forma, uma Suzane nascida na favela não seria merecedora de mais ternura ou de menos reprovação: continuaria sendo apenas uma fria e cruel assassina. O bem e o mal existem e eles escolheram.
O que certa sociologia moderna parece não ver, é que negar isso significa admitir, por vias oblíquas, que todo pobre (ou “oprimido”, como eles preferem) seria um bandido em potencial, dada a condição de “exclusão social” – ou “situação de risco” – em que vive. Um liberal não tolera esse preconceito dos “bons moços de esquerda”. Manda Emir Sader e Marilena Chaui aos diabos e fica com Roberto Carlos: as ações que moldam as condutas de vida de cada indivíduo são resultado de escolhas pessoais. E todos podemos, sim, fazê-las. Independentemente da renda per capita, do local de nascimento, ou da qualidade da educação recebida.
Negar isso é fechar os olhos para a realidade e ficar enfurnado numa Matrix sócio-política. Ou, nas palavras do Rei, é viver como “quem espera que a vida seja feita de ilusão”. Roberto Carlos não cometeu esse erro e, assim como os liberais, sabe que “é preciso saber viver”. Como? Bem, não há segredo: o que move a humanidade é a ação humana – não uma sorte de luta de classes destinada a opor coletivismo genéricos. São as escolhas individuais dos homens e mulheres livres, e a certeza de que há sempre que se arcar com as responsabilidades que decorrem delas, que garantem o equilíbrio da vida em sociedade.
Menos Paulo Freire e Leonardo Boff nas escolas e universidades brasileiras. Mais Roberto Carlos!
por Yasha Gallazzi, no Construindo Pensamentos
Além de escrever algumas das composições poéticas mais lindas que nos é dado conhecer durante nossa passagem por este vale de lágrimas, o Rei também criou um estilo próprio: você pode até não apreciar a obra dele, mas “imediatamente você vai lembrar” de Roberto Carlos quando vir alguém fazendo aqueles trejeitos.
Missão impossível é apontar aquela que seria a melhor música do Rei. Isso depende do ouvinte, de sua história pessoal, de seus gostos… Pessoalmente, acho “Detalhes” e “Proposta” duas grandiosidades únicas; dois patrimônios da humanidade. Mas não pretendo me atrever a tecer análises acerca da poesia e do lirismo de Roberto Carlos. Pessoas mais gabaritadas que este vosso humilde criado já fizeram isso. Quero aqui propor uma abordagem diversa – que reputo inédita: fazer uma leitura da música “É preciso saber viver” sob o ponto de vista de um liberal.
Sim, vocês leram direito. Serei Virgílio e vocês serão meus Dantes: de braços dados, os conduzirei pelos caminhos do pensamento, revelando o tratado sociológico que o Rei cifrou e cantou naquela música, construindo um verdadeiro libelo sobre as responsabilidades individuais e o sistema de liberdades democráticas. Shall we?
Em “É preciso saber viver”, Roberto Carlos exalta a iniciativa individual, suas conseqüências e as responsabilidades que dela decorrem. O cerne da música, o muro de arrimo da obra como um todo, é o indivíduo em sua particularidade humana. Mas o Rei vai além. Não satisfeito, também refuta com elegante simplicidade – mas com precisão cirúrgica – as diversas distopias coletivistas que tentam, há séculos, subjugar o homem e reduzi-lo a “povo”, “sociedade civil”, “operariado”, e afins.
Ao dizer que “Toda pedra no caminho, você pode retirar”, Roberto lembra a todos que o motor da história humana, longe de ser qualquer espécie de luta de classes, é a ação individual. Em outras palavras, o Rei musicou (e simplificou, é verdade) aquilo que Adam Smith havia dito: é o desejo particular de cada ser humano que conduz à prosperidade coletiva, não a ação de qualquer grupo acéfalo.
Em essência, Roberto nos chama a retirarmos nós mesmos as pedras do nosso caminho, em vez de esperar que algum partido, sindicado, ou governo faça isso por nós. É uma ode ao minimalismo estatal, convocando o ser humano a agir ele mesmo, em primeira pessoa, a fim de solucionar seus problemas. É, enfim, uma releitura do bordão Reaganiano segundo o qual “O governo não é a solução para os nossos problemas. O governo é o problema!”
E se trouxermos a coisa toda prum contexto mais atual? Ora, tudo fica ainda mais claro: numa época de Bolsa-Família, de lei contra o cigarro, lei contra passageiros nas motocicletas, lei determinando o que podemos e o que não podemos comer e beber, lei estabelecendo o que podemos e o que não podermos ver nas televisões, lei determinando como devemos repreender nossos filhos… Enfim, numa época em que o Estado parece intencionado a agir cada vez mais como uma Super Nanny paquidérmica, alimentada por impostos escorchantes, “É preciso saber viver” vem nos lembrar que o caminho correto é justamente aquele que vai de encontro a esse estatismo doentio: você pode resolver seus problemas. Você pode agir. Você sabe o que é melhor para você; para o seu núcleo familiar.
Em outra passagem sobremodo interessante, Roberto nos diz que “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Não se enganem e atentem para o que eu, na condição de portador da única verdade, direi a seguir: trata-se de uma bofetada histórica na sociologia pobrista, que pretende dividir com toda a sociedade o resultado dos males praticados por indivíduos. Explico.
Lembram do sociopata do ônibus 174? Lembram do menor que concorreu para a morte atroz do menino João Hélio? Lembram de Champinha, delinqüente que sequestrou, sodomizou e matou uma jovem, há alguns anos? Lembram, mais recentemente, do maníaco que invadiu uma escola no Rio e atirou contra crianças inocentes? Pois bem, qual o denominador comum entre todos esses casos? Sim, vocês já entenderam onde eu quero chegar: em cada um dos episódios acima ouvimos especialistas os mais diversos nos chamando a “meditar sobre nossa parcela de responsabilidade” naqueles eventos hediondos. Bem, a minha parcela, como indivíduo livre e consciente dos meus atos é exatamente nenhuma.
A teoria de que a sociedade e seu meio são responsáveis pelo surgimento de determinados criminosos, ao lhes negar condições de vida tidas como favoráveis, não apenas é preconceituosa, como empiricamente errada. Trata-se de uma linha de pensamento que não resiste a trinta segundos de embate lógico.
Curioso notar que os advogados da redistribuição social das responsabilidades individuais possuem sempre seus bandidos de estimação. A lógica de que um Champinha não é um psicopata vagabundo merecedor de cadeia, mas “uma vítima das desigualdades e da exclusão, que precisa de apoio”, só vale para infratores pobres. Vai ver o que pensam essas bravos sobre uma Suzane Richtoffen da vida… Duvido que algum deles ache que ela mereça “um abraço, não cadeia” – para usar uma expressão que os estudiosos adoram sacar da algibeira.
Um liberal, por outro lado, não se deixa pautar por semelhantes preconceitos. Ele acha que Suzane e Champinha são iguais perante a lei: dois bandidos frios e perigosos, que precisam ser detidos, punidos e excluídos do convívio social. Um liberal não acha que Suzane é pior porque nasceu rica, nem que Champinha seja uma vítima das desigualdades, que tentava apenas conquistar a parte que lhe cabia neste latifúndio. Um liberal concorda com Roberto Carlos e sabe que bem e mal existem, cabendo a cada um de nós, na condição de indivíduos livres, fazer sua escolha.
“Ah, mas quem vive em situação de risco não tem liberdade de escolha!”, gritariam os progressistas. On the first place, eu queria saber what the fuck quer dizer “situação de risco”, um termo tão usado pela turma do "ê abraço, não dê cadeia" Sério, o que exatamente caracteriza uma “situação de risco”? Em outras palavras, a partir de qual momento um sujeito, por sua condição pessoal, passa a ser considerado – se me permitem a construção – menos imputável do que seus semelhantes? Para mim, que sou branco como um islandês, “situação de risco” é estar sob o sol. Devo concluir que um eventual homicídio cometido no sertão nordestino será, pois, tratado com mais benevolência pela sociologia do pobrismo? Marilena Chaui e Emir Sader vão me oferecer abraços? Francamente…
Não deixa de ser curioso que os entusiastas dessa coletivização das responsabilidades, uma linha de pensamento absurdamente preconceituosa, sejam, justamente, aqueles que se reivindicam progressistas, modernos e tolerantes. Ora, se antes de analisar fatos e condutas individuais é preciso olhar para “contextos sociológicos” e “situações de risco social”, significa que aquelas pessoas inseridas em tais categorias seriam mais propensas a dar um "bypass" nos valores éticos e morais sobre os quais se erigiu a civilização humana, e soltar uns pipocos na cara de todo burguesinho de classe média que se negasse a entregar o iPhone, durante um assalto.
O liberalismo chuta a bunda desse – vá lá… – “pensamento” e prefere dar ouvidos ao Rei Roberto Carlos: as condutas humanas não são nada além do resultado de escolhas individuais: “se o bem e o mal existem, você pode escolher”. Para os liberais, o ser humano não é naturalmente um anjinho de candura, como queria Rousseau, mas alguém dotado de liberdade natural suficiente para decidir ser aquilo que quiser – inclusive um monstro.
Não há, assim, diferença essencial entre uma Suzane e um Champinha: ela escolheu abrir a porta da casa para quem esmagou a cabeça dos seus pais; ele escolheu estuprar e espancar repetidamente uma jovem, para depois matá-la. Repito: eles escolheram! Não há responsabilidade minha, sua, nem de sociedade alguma nessas condutas individuais livres. E as condições sociais discrepantes de cada um? Bem, elas existem e influenciam vários fatores da vida, é inegável. Mas não servem para moldar caráter, ou estabelecer norte moral. Se tivesse nascido em berço de ouro e recebido toda assistência devida, Champinha poderia ter se tornado um médico. Mas continuaria sendo um médico sociopata, à espera do gatilho que acionaria o Mr. Hide escondido dentro dele. Da mesma forma, uma Suzane nascida na favela não seria merecedora de mais ternura ou de menos reprovação: continuaria sendo apenas uma fria e cruel assassina. O bem e o mal existem e eles escolheram.
O que certa sociologia moderna parece não ver, é que negar isso significa admitir, por vias oblíquas, que todo pobre (ou “oprimido”, como eles preferem) seria um bandido em potencial, dada a condição de “exclusão social” – ou “situação de risco” – em que vive. Um liberal não tolera esse preconceito dos “bons moços de esquerda”. Manda Emir Sader e Marilena Chaui aos diabos e fica com Roberto Carlos: as ações que moldam as condutas de vida de cada indivíduo são resultado de escolhas pessoais. E todos podemos, sim, fazê-las. Independentemente da renda per capita, do local de nascimento, ou da qualidade da educação recebida.
Negar isso é fechar os olhos para a realidade e ficar enfurnado numa Matrix sócio-política. Ou, nas palavras do Rei, é viver como “quem espera que a vida seja feita de ilusão”. Roberto Carlos não cometeu esse erro e, assim como os liberais, sabe que “é preciso saber viver”. Como? Bem, não há segredo: o que move a humanidade é a ação humana – não uma sorte de luta de classes destinada a opor coletivismo genéricos. São as escolhas individuais dos homens e mulheres livres, e a certeza de que há sempre que se arcar com as responsabilidades que decorrem delas, que garantem o equilíbrio da vida em sociedade.
Menos Paulo Freire e Leonardo Boff nas escolas e universidades brasileiras. Mais Roberto Carlos!
por Yasha Gallazzi, no Construindo Pensamentos
E a Política Paulista de Combate ao Crack Começa a dar Resultado
Equipes de saúde que trabalham na cracolândia detectaram aumento de 68% na internação de dependentes químicos — de 28, anteontem, para 47, ontem.
Segundos técnicos, começa a surtir efeito a estratégia de não dar “descanso” aos usuários: sem “zona de conforto”, buscam ajuda para largar o vício.
Levantamento feito pela reportagem em seis das sete clínicas conveniadas à prefeitura e na única unidade de internação municipal apontou que apenas 27 das 329 vagas existentes estavam disponíveis.
Por Reinaldo Azevedo
Segundos técnicos, começa a surtir efeito a estratégia de não dar “descanso” aos usuários: sem “zona de conforto”, buscam ajuda para largar o vício.
Levantamento feito pela reportagem em seis das sete clínicas conveniadas à prefeitura e na única unidade de internação municipal apontou que apenas 27 das 329 vagas existentes estavam disponíveis.
Por Reinaldo Azevedo
Enquanto Isso, no País do "Auxílio-Bandido"
Mau negócio hoje em dia é ser apenas um homem comum, esse tipo vulgar que trabalha, que estuda, que se dedica à família, que paga impostos, que sustenta, em suma, a máquina do estado. Se, na pior das hipóteses, ele nem mesmo pertencer a uma das minorias influentes, então está mesmo lascado. Ninguém se interessa por ele. As políticas sociais não lhe são, obviamente, destinadas, e sim às chamadas “populações em situação de vulnerabilidade”, como costuma dizer o humanismo burocrático nativo. Os entes do estado que se dedicam à defesa do interesse coletivo e à proteção dos indivíduos, como o Ministério Público e a Defensoria, tampouco lhe dão alguma atenção. Do próprio Judiciário chegam hoje ecos dando conta de que a função dos tribunais é fazer justiça social — e não apenas… Justiça, sem adjetivos! O homem comum — gente como você, leitora e leitor deste blog, e eu — só é chamado na hora de pagar a conta. Arca, inclusive, com o custo da máquina que sustenta seus algozes.
O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública de São Paulo armaram um pampeiro contra a ação da Prefeitura e do Estado na cracolândia. Juntam, assim, seus esforços aos do governo federal, que tenta, lá de Brasília, sabotar a operação. O QG do que chega a ter ares de conspiração é a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja titular é a petista Maria do Rosário. Seu braço operativo nesse caso é Ramais de Castro Silveira, secretário-executivo da pasta. Aí está a origem daquele tão magnífico quanto fantasioso plano federal para a cracolândia que ganhou ontem manchete no Estadão — plano que jamais chegou a ser negociado com o Estado ou com a Prefeitura porque nunca existiu. Em nove anos, a gestão petista jamais deu um centavo para o combate ao crack. Na campanha eleitoral, diga-se, os petistas criticaram o governo de São Paulo, que começou a criar clínicas para a internação de dependentes químicos. Volto ao ponto.
Ontem, assistimos a uma cena verdadeiramente patética. Quatro braços do MP estadual decidiram instaurar um inquérito civil para apurar detalhes da ação. Depois de fazer 32 “considerandos”, quatro promotores dizem que a finalidade do inquérito é entender o objetivo da operação, “discutir o fundamento terapêutico da imposição de dor e sofrimento”, apurar episódios de violência e apurar responsabilidades. Muito bem!
Ocorre que tanta “apuração” nem foi feita ainda, e os promotores já se comportaram como juízes, expedindo a sua sentença condenatória. Na entrevista coletiva de ontem, Arthur Pinto Filho, Eduardo Ferreira Valério, Luciana Bergamo Tchorbadjian e Maurício Antonio Ribeiro Lopes demonizaram a ação da Prefeitura e do Estado. Fazer inquérito para quê? Eles já têm o resultado!
Se vocês querem saber como a cracolândia chegou a ser a cracolândia e por que outras tantas estão se formando Brasil afora, o texto do Ministério Público Estadual que anuncia o inquérito fornece a resposta. No “considerando” nº 17, por exemplo, ao fazer o elenco dos motivos que embasam a investigação, os promotores lembram condições estabelecidas já em 2009 para o poder público intervir na região. Leiam com atenção:
“17. Considerando que naquele inquérito civil a Promotoria de Justiça consolidou o entendimento de que a solução do grave problema enfrentado pressupõe, no mínimo, as seguintes características: ação articulada dos órgãos da Assistência Social e da Saúde em todas as etapas; abordagem social eficiente, com criação de vínculos, destinada ao convencimento; encaminhamentos de acordo com cada situação, a equipamentos que funcionem durante 24 horas; tratamento médico adequado, de acordo com as prescrições terapêuticas aplicáveis, com internações forçadas apenas como exceções, por prazo determinado e ordem médica; acompanhamento social destinado ao retorno à família; implantação de “portas de saída”, isto é, residências terapêuticas ou similares, programas de distribuição de renda, programas de profissionalização, acesso à educação e, por fim, à moradia; “
Entendi
Mau negócio, reitero, é ser um homem comum. Aliás, serei mais específico: mau negócio é ser um pobre comum, a exemplo da esmagadora maioria do povo brasileiro, QUE NÃO SE DROGA! No ritmo em que estão sendo construídas as casas do programa federal, já demonstrei aqui, a promessa dos três milhões de unidades será cumprida daqui a… 22 anos! A menos, como querem os promotores, que o sujeito seja viciado em crack. Nesse caso, o Brasil vai lhe render todas as homenagens e colocará à sua disposição equipamentos urbanos com os quais os trabalhadores não-viciados não podem nem sonhar. Na fila dos que receberão atenção do estado, quem está na frente é o viciado em crack. Ao fim do processo, ele será premiado com uma… moradia.
Faz ou não faz sentido? No Brasil, faz!!! Afinal, em Banânia, o auxílio-reclusão, pago pelo INSS aos dependentes dos presos, passou a ser de R$ 915,05 a partir do dia 1º de janeiro deste ano. Mau negócio por aqui, minhas caras e meus caros, é ser pobre, ter bom caráter e ganhar o salário mínimo, que é de R$ 622,00. O “auxílio-reclusão” — ou “auxílio-bandido”, como queiram — está previsto no Artigo 201 da Constituição. Há aquela parolagem cretina sobre a índole pacífica do nosso povo. Um país que tem mais de 50 mil homicídios por ano não é, evidentemente, pacífico. O povo brasileiro, coitado!, é desinformado, isso sim! Quantos pobres do salário mínimo têm consciência de que o estado prefere paparicar marginais?
Darei um jeito de tornar disponível a íntegra do texto do MP para que vocês tenham acesso a todos os “considerandos”, um bom roteiro do surrealismo tapuia. Um dos promotores que assinam o documento é Maurício Antonio Ribeiro Lopes, conhecido deste blog. É aquele senhor que decidiu acusar de “racismo”, chamando-os de “nazistas”, moradores de Pinheiros que lhe encaminharam uma reclamação contra a mudança de endereço de um albergue. Relatei este caso escandaloso num post. Na cabeça de Ribeiro Lopes, vejam que coisa!, quando “racistas” e “nazistas” estão inconformados, recorrem a instâncias do estado de direito… Não! Errado! Quem teve um comportamento fascistóide foi ele: usou da autoridade que tem para intimidar cidadãos pagadores de impostos que estavam encaminhando uma petição ao poder público, nada menos do que um direito constitucional.
O episódio dos moradores de Pinheiros é emblemático. Cidadãos comuns foram transformados em bandidos por braços do poder público. Agora, essas mesmas forças, em consonância com os petistas do Planalto, tentam mandar Prefeitura e governo do Estado para o banco dos réus.
Entendi! Ministério Público e Defensoria Pública resolveram reler Castro Alves: a praça é dos viciados e dos traficantes como o céu é do urubu!
PS - Eu ainda acabarei fã dos referendos e plebiscitos. Talvez esteja na hora de MP e Defensoria se exporem à opinião do povo honesto, que paga seus salários.
Por Reinaldo Azevedo
O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública de São Paulo armaram um pampeiro contra a ação da Prefeitura e do Estado na cracolândia. Juntam, assim, seus esforços aos do governo federal, que tenta, lá de Brasília, sabotar a operação. O QG do que chega a ter ares de conspiração é a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja titular é a petista Maria do Rosário. Seu braço operativo nesse caso é Ramais de Castro Silveira, secretário-executivo da pasta. Aí está a origem daquele tão magnífico quanto fantasioso plano federal para a cracolândia que ganhou ontem manchete no Estadão — plano que jamais chegou a ser negociado com o Estado ou com a Prefeitura porque nunca existiu. Em nove anos, a gestão petista jamais deu um centavo para o combate ao crack. Na campanha eleitoral, diga-se, os petistas criticaram o governo de São Paulo, que começou a criar clínicas para a internação de dependentes químicos. Volto ao ponto.
Ontem, assistimos a uma cena verdadeiramente patética. Quatro braços do MP estadual decidiram instaurar um inquérito civil para apurar detalhes da ação. Depois de fazer 32 “considerandos”, quatro promotores dizem que a finalidade do inquérito é entender o objetivo da operação, “discutir o fundamento terapêutico da imposição de dor e sofrimento”, apurar episódios de violência e apurar responsabilidades. Muito bem!
Ocorre que tanta “apuração” nem foi feita ainda, e os promotores já se comportaram como juízes, expedindo a sua sentença condenatória. Na entrevista coletiva de ontem, Arthur Pinto Filho, Eduardo Ferreira Valério, Luciana Bergamo Tchorbadjian e Maurício Antonio Ribeiro Lopes demonizaram a ação da Prefeitura e do Estado. Fazer inquérito para quê? Eles já têm o resultado!
Se vocês querem saber como a cracolândia chegou a ser a cracolândia e por que outras tantas estão se formando Brasil afora, o texto do Ministério Público Estadual que anuncia o inquérito fornece a resposta. No “considerando” nº 17, por exemplo, ao fazer o elenco dos motivos que embasam a investigação, os promotores lembram condições estabelecidas já em 2009 para o poder público intervir na região. Leiam com atenção:
“17. Considerando que naquele inquérito civil a Promotoria de Justiça consolidou o entendimento de que a solução do grave problema enfrentado pressupõe, no mínimo, as seguintes características: ação articulada dos órgãos da Assistência Social e da Saúde em todas as etapas; abordagem social eficiente, com criação de vínculos, destinada ao convencimento; encaminhamentos de acordo com cada situação, a equipamentos que funcionem durante 24 horas; tratamento médico adequado, de acordo com as prescrições terapêuticas aplicáveis, com internações forçadas apenas como exceções, por prazo determinado e ordem médica; acompanhamento social destinado ao retorno à família; implantação de “portas de saída”, isto é, residências terapêuticas ou similares, programas de distribuição de renda, programas de profissionalização, acesso à educação e, por fim, à moradia; “
Entendi
Mau negócio, reitero, é ser um homem comum. Aliás, serei mais específico: mau negócio é ser um pobre comum, a exemplo da esmagadora maioria do povo brasileiro, QUE NÃO SE DROGA! No ritmo em que estão sendo construídas as casas do programa federal, já demonstrei aqui, a promessa dos três milhões de unidades será cumprida daqui a… 22 anos! A menos, como querem os promotores, que o sujeito seja viciado em crack. Nesse caso, o Brasil vai lhe render todas as homenagens e colocará à sua disposição equipamentos urbanos com os quais os trabalhadores não-viciados não podem nem sonhar. Na fila dos que receberão atenção do estado, quem está na frente é o viciado em crack. Ao fim do processo, ele será premiado com uma… moradia.
Faz ou não faz sentido? No Brasil, faz!!! Afinal, em Banânia, o auxílio-reclusão, pago pelo INSS aos dependentes dos presos, passou a ser de R$ 915,05 a partir do dia 1º de janeiro deste ano. Mau negócio por aqui, minhas caras e meus caros, é ser pobre, ter bom caráter e ganhar o salário mínimo, que é de R$ 622,00. O “auxílio-reclusão” — ou “auxílio-bandido”, como queiram — está previsto no Artigo 201 da Constituição. Há aquela parolagem cretina sobre a índole pacífica do nosso povo. Um país que tem mais de 50 mil homicídios por ano não é, evidentemente, pacífico. O povo brasileiro, coitado!, é desinformado, isso sim! Quantos pobres do salário mínimo têm consciência de que o estado prefere paparicar marginais?
Darei um jeito de tornar disponível a íntegra do texto do MP para que vocês tenham acesso a todos os “considerandos”, um bom roteiro do surrealismo tapuia. Um dos promotores que assinam o documento é Maurício Antonio Ribeiro Lopes, conhecido deste blog. É aquele senhor que decidiu acusar de “racismo”, chamando-os de “nazistas”, moradores de Pinheiros que lhe encaminharam uma reclamação contra a mudança de endereço de um albergue. Relatei este caso escandaloso num post. Na cabeça de Ribeiro Lopes, vejam que coisa!, quando “racistas” e “nazistas” estão inconformados, recorrem a instâncias do estado de direito… Não! Errado! Quem teve um comportamento fascistóide foi ele: usou da autoridade que tem para intimidar cidadãos pagadores de impostos que estavam encaminhando uma petição ao poder público, nada menos do que um direito constitucional.
O episódio dos moradores de Pinheiros é emblemático. Cidadãos comuns foram transformados em bandidos por braços do poder público. Agora, essas mesmas forças, em consonância com os petistas do Planalto, tentam mandar Prefeitura e governo do Estado para o banco dos réus.
Entendi! Ministério Público e Defensoria Pública resolveram reler Castro Alves: a praça é dos viciados e dos traficantes como o céu é do urubu!
PS - Eu ainda acabarei fã dos referendos e plebiscitos. Talvez esteja na hora de MP e Defensoria se exporem à opinião do povo honesto, que paga seus salários.
Por Reinaldo Azevedo
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Sobre a Metodologia Leninista de Dividir a Sociedade
O que são os atuais movimentos sociais? O que representam? A que interesses servem?
Quem pode nos dar esta resposta em primeiríssima mão é o dissidente soviético Anatoli Golitsyn, um ex-funcionário da KGB de alto escalão que fugiu para os Estados Unidos e que já alertava desde os anos 80 por meio do seu livro Lies for Old (Novas Mentiras Velhas, pág. 45):
A adoção da nova política do bloco e a estratégia de desinformação envolveu mudanças organizacionais na União Soviética e por todo o bloco. Na União Soviética, como em outros países comunistas, foi o Comitê Central do partido que reorganizou os serviços de segurança e de inteligência, o ministério de relações exteriores, outras seções do governo e aparatos político-governamentais, além das organizações de massa, a fim de adequá-las todas à implementação da nova política e torná-las instrumentos desta. (grifos meus)
Atualmente, no Brasil, os ditos movimentos sociais estão disseminados por toda a sociedade, cada qual com a sua agenda, a fomentar alterações significativas nas consciências e comportamentos das pessoas, contando para tal mister com o apoio de toda a mídia e de todo o jornalismo tradicional, e a impor através da legislação, principalmente a administrativa, bem como do ativismo judicial, a implementação de suas políticas.
Dentre os inúmeros que existem, podemos destacar o movimento negrista, o gayzista, o feminista, o ambientalista e o desarmamentista.
O que de mais necessário há de se esclarecer às pessoas leigas sobre estes grupos é o de que eles propositalmente reivindicam representar certas categorias de cidadãos à sua revelia, por supostamente defender-lhes os direitos contra uma fictícia ou pelo menos mal-contada exploração social, por “parte do sistema capitalista com sua lógica fria e calculista”.
Se há alguma estrutura civil que pode bem representar ideias são os partidos políticos. A eles se agremiam as pessoas com convicções semelhantes em torno de propostas afins. Da mesma forma, podemos dizer de institutos e instituições específicos, mesmo os que se alinham a determinada linha ideológica.
Não é o caso, entretanto, o que acontece com estes movimentos sociais, vez que se arrostam a falar em nome de coletivos humanos que nada têm entre si de igual senão certa condição de ordem individual.
O alimento para tais organizações é a exploração da fraqueza de caráter, especialmente do ressentimento e do oportunismo, e tanto maiores tem sido seus ingressos quanto mais estimulada a população à futilidade, à frivolidade e à leviandade, em detrimento dos valores cristãos, da família e do valor da honestidade e do trabalho.
Nada melhor para tais organizações que filhos sem pais, preferencialmente de mães solteiras que tenham sido tornadas dependentes de benefícios estatais. Quem voltar no tempo poderá se lembrar que uma propaganda eleitoral do PT para a primeira eleição de Lula exibia um jovem negro filho de mãe solteira analfabeta brandindo o punho em sinal de fervorosa adesão ao projeto petista. Mera coincidência, ou podemos aferir com razoável juízo que jovens assim, digamos, foram previamente “cultivados”?
Basicamente, sua propaganda consiste em insuflar algum ódio nos indivíduos pertencentes a um determinado grupo humano definido como alvo, por lhes convencer que a sociedade lhes discrimina e lhes oprime, ao mesmo tempo em que se lhe prometem algum privilégio a que não fariam jus como cidadãos iguais a todos os demais, tais como um pedaço de terra, o aborto livre, a liberdade para fazer uso de drogas, a aposentadoria em idade inferior, as cotas para universidades e empregos públicos ou até mesmo a torpe satisfação psicológica do poder de obrigar aqueles que não lhes aprovam os costumes a lamberem-lhe as botas. O ódio anestesia a consciência, passando a servir como justificação pessoal para a ambição desimpedida do privilégio indevido, e este passa a ser o “coelho” do ser humano tornado cão galgo.
No início, tais instituições eram preenchidas com os indivíduos de personalidade mais rebelde e antissocial, os quais foram seduzindo os demais num grau decrescente de tais “qualidades”, sendo no entanto paulatinamente compensados pelo número e pela hegemonia na ocupação de postos estratégicos, tais como a mídia e o sistema de ensino, de modo que em um estágio considerado ótimo, conseguiam ainda a adesão das pessoas meramente indecisas, das de natureza condescendente ou ainda do tipo “maria-vai-com-as-outras”. Nos dias correntes, tais conquistas já são consideradas pelos seus próprios dirigentes como consolidadas, de modo que tais movimentos tomam por justo proclamar a si próprios como detentores da nova moral, prontos a esmagar como moscas qualquer indivíduo que ouse pensar alto.
Observem tais organizações em conjunto para notar como todas – sem exceção – convergem para a defesa das mesmas políticas esquerdistas que fazem parte do projeto do PT e de todos os partidos de esquerda. Aliás, confesso que estou incorrendo em pleonasmo: bastante é dizer “de todos os partidos”! Notem como são prodigamente patrocinadas pelo estado, em detrimento da saúde, da educação e da segurança, apenas para ficarmos no básico.
Tomem como exemplo mais acabado o deputado Jean Wyllys, tornado “celebridade”, esperem... por meio do quê mesmo? Ah, certo, do BBB (lembrem-se do que falei nos parágrafos superiores), e eleito pelo PSOL com miseráveis 13.018 votos. Constatem como os holofotes iluminam os seus passos e o quanto lhe concedem a palavra, ao passo que seus colegas do “baixo clero” vivem às escuras. Preparem-se para um choque térmico: comparem-no agora mesmo com o súbito ostracismo a que foi atirado o deputado Clodovil, imediatamente após sua entrada triunfal na Câmara – este sim com uma votação invejável - 493.951 votos, a terceira maior do país (!) - desde quando começou a se posicionar contra a parada gay, o casamento gay e o movimento gayzista. Será preciso dizer mais?
por Klauber Cristofen Pires
Quem pode nos dar esta resposta em primeiríssima mão é o dissidente soviético Anatoli Golitsyn, um ex-funcionário da KGB de alto escalão que fugiu para os Estados Unidos e que já alertava desde os anos 80 por meio do seu livro Lies for Old (Novas Mentiras Velhas, pág. 45):
A adoção da nova política do bloco e a estratégia de desinformação envolveu mudanças organizacionais na União Soviética e por todo o bloco. Na União Soviética, como em outros países comunistas, foi o Comitê Central do partido que reorganizou os serviços de segurança e de inteligência, o ministério de relações exteriores, outras seções do governo e aparatos político-governamentais, além das organizações de massa, a fim de adequá-las todas à implementação da nova política e torná-las instrumentos desta. (grifos meus)
Atualmente, no Brasil, os ditos movimentos sociais estão disseminados por toda a sociedade, cada qual com a sua agenda, a fomentar alterações significativas nas consciências e comportamentos das pessoas, contando para tal mister com o apoio de toda a mídia e de todo o jornalismo tradicional, e a impor através da legislação, principalmente a administrativa, bem como do ativismo judicial, a implementação de suas políticas.
Dentre os inúmeros que existem, podemos destacar o movimento negrista, o gayzista, o feminista, o ambientalista e o desarmamentista.
O que de mais necessário há de se esclarecer às pessoas leigas sobre estes grupos é o de que eles propositalmente reivindicam representar certas categorias de cidadãos à sua revelia, por supostamente defender-lhes os direitos contra uma fictícia ou pelo menos mal-contada exploração social, por “parte do sistema capitalista com sua lógica fria e calculista”.
Se há alguma estrutura civil que pode bem representar ideias são os partidos políticos. A eles se agremiam as pessoas com convicções semelhantes em torno de propostas afins. Da mesma forma, podemos dizer de institutos e instituições específicos, mesmo os que se alinham a determinada linha ideológica.
Não é o caso, entretanto, o que acontece com estes movimentos sociais, vez que se arrostam a falar em nome de coletivos humanos que nada têm entre si de igual senão certa condição de ordem individual.
O alimento para tais organizações é a exploração da fraqueza de caráter, especialmente do ressentimento e do oportunismo, e tanto maiores tem sido seus ingressos quanto mais estimulada a população à futilidade, à frivolidade e à leviandade, em detrimento dos valores cristãos, da família e do valor da honestidade e do trabalho.
Nada melhor para tais organizações que filhos sem pais, preferencialmente de mães solteiras que tenham sido tornadas dependentes de benefícios estatais. Quem voltar no tempo poderá se lembrar que uma propaganda eleitoral do PT para a primeira eleição de Lula exibia um jovem negro filho de mãe solteira analfabeta brandindo o punho em sinal de fervorosa adesão ao projeto petista. Mera coincidência, ou podemos aferir com razoável juízo que jovens assim, digamos, foram previamente “cultivados”?
Basicamente, sua propaganda consiste em insuflar algum ódio nos indivíduos pertencentes a um determinado grupo humano definido como alvo, por lhes convencer que a sociedade lhes discrimina e lhes oprime, ao mesmo tempo em que se lhe prometem algum privilégio a que não fariam jus como cidadãos iguais a todos os demais, tais como um pedaço de terra, o aborto livre, a liberdade para fazer uso de drogas, a aposentadoria em idade inferior, as cotas para universidades e empregos públicos ou até mesmo a torpe satisfação psicológica do poder de obrigar aqueles que não lhes aprovam os costumes a lamberem-lhe as botas. O ódio anestesia a consciência, passando a servir como justificação pessoal para a ambição desimpedida do privilégio indevido, e este passa a ser o “coelho” do ser humano tornado cão galgo.
No início, tais instituições eram preenchidas com os indivíduos de personalidade mais rebelde e antissocial, os quais foram seduzindo os demais num grau decrescente de tais “qualidades”, sendo no entanto paulatinamente compensados pelo número e pela hegemonia na ocupação de postos estratégicos, tais como a mídia e o sistema de ensino, de modo que em um estágio considerado ótimo, conseguiam ainda a adesão das pessoas meramente indecisas, das de natureza condescendente ou ainda do tipo “maria-vai-com-as-outras”. Nos dias correntes, tais conquistas já são consideradas pelos seus próprios dirigentes como consolidadas, de modo que tais movimentos tomam por justo proclamar a si próprios como detentores da nova moral, prontos a esmagar como moscas qualquer indivíduo que ouse pensar alto.
Observem tais organizações em conjunto para notar como todas – sem exceção – convergem para a defesa das mesmas políticas esquerdistas que fazem parte do projeto do PT e de todos os partidos de esquerda. Aliás, confesso que estou incorrendo em pleonasmo: bastante é dizer “de todos os partidos”! Notem como são prodigamente patrocinadas pelo estado, em detrimento da saúde, da educação e da segurança, apenas para ficarmos no básico.
Tomem como exemplo mais acabado o deputado Jean Wyllys, tornado “celebridade”, esperem... por meio do quê mesmo? Ah, certo, do BBB (lembrem-se do que falei nos parágrafos superiores), e eleito pelo PSOL com miseráveis 13.018 votos. Constatem como os holofotes iluminam os seus passos e o quanto lhe concedem a palavra, ao passo que seus colegas do “baixo clero” vivem às escuras. Preparem-se para um choque térmico: comparem-no agora mesmo com o súbito ostracismo a que foi atirado o deputado Clodovil, imediatamente após sua entrada triunfal na Câmara – este sim com uma votação invejável - 493.951 votos, a terceira maior do país (!) - desde quando começou a se posicionar contra a parada gay, o casamento gay e o movimento gayzista. Será preciso dizer mais?
por Klauber Cristofen Pires
Querem Impor a Mordaça
Não é novidade a forma de agir dos donos do poder. Nas três últimas eleições presidenciais, o PT e seus comparsas produziram dossiês, violaram sigilos fiscais e bancários, espalharam boatos, caluniaram seus opositores, montaram farsas. Não tiveram receio de transgredir a Constituição e todo aparato legal. Para ganhar, praticaram a estratégia do vale-tudo. Transformaram seus militantes, incrustados na máquina do Estado, em informantes, em difamadores dos cidadãos. A máquina petista virou uma Stasi tropical, tão truculenta como aquela que oprimiu os alemães-orientais durante 40 anos.
A truculência é uma forma fascista de evitar o confronto de ideias. Para os fascistas, o debate é nocivo à sua forma de domínio, de controle absoluto da sociedade, pois pressupõe a existência do opositor. Para o PT, que segue esta linha, a política não é o espaço da cidadania. Na verdade, os petistas odeiam a política. Fizeram nos últimos anos um trabalho de despolitizar os confrontos ideológicos e infantilizaram as divergências (basta recordar a denominação "mãe do PAC").
A pluralidade ideológica e a alternância do poder foram somente suportadas. Na verdade, os petistas odeiam ter de conviver com a democracia. No passado adjetivavam o regime como "burguês"; hoje, como detém o poder, demonizam todos aqueles que se colocam contra o seu projeto autoritário. Enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade.
Mesmo com todo o poder de Estado, nunca conseguiram vencer, no primeiro turno, uma eleição presidencial. Encontraram resistência por parte de milhões de eleitores. Mas não desistiram de seus propósitos. Querem controlar a imprensa de qualquer forma. Para isso contam com o poder financeiro do governo e de seus asseclas. Compram consciências sem nenhum recato. E não faltam vendedores sequiosos para mamar nas tetas do Estado.
O panfleto de Amaury Ribeiro Junior ("A privataria tucana") é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão "malfeito", popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos.
Sob o pretexto de criticar as privatizações, focou exclusivamente o seu panfleto em José Serra. O autor chegou a pagar a um despachante para violar os sigilos fiscais de vários cidadãos, tudo isso sob a proteção de uma funcionária (petista, claro) da agência da Receita Federal, em Mauá, região metropolitana de São Paulo. Ribeiro - que está sendo processado - não tem vergonha de confessar o crime. Disse que não sabia como o despachante obtinha as informações sigilosas. Usou 130 páginas para transcrever documentos sem nenhuma relação com o texto, como uma tentativa de apresentar seriedade, pesquisa, na elaboração das calúnias. Na verdade, não tinha como ocupar as páginas do panfleto com outras reportagens requentadas (a maioria publicada na revista "IstoÉ").
Demonstrando absoluto desconhecimento do processo das privatizações, o autor construiu um texto desconexo. Começa contando que sofreu um atentado quando investigava o tráfico de drogas em uma cidade-satélite do Distrito Federal. Depois apresenta uma enorme barafunda de nomes e informações. Fala até de um diamante cor-de-rosa que teria saído clandestinamente do país. Passa por Fernandinho Beira-Mar, o juiz Nicolau e por Ricardo Teixeira. Chega até a desenvolver uma tese que as lan houses, na periferia, facilitam a ação dos traficantes. Termina o longo arrazoado dizendo que foi obrigado a fugir de Brasília (sem explicar algum motivo razoável).
O panfleto não tem o mínimo sentido. Poderia servir - pela prática petista - como um dossiê, destes que o partido usa habitualmente para coagir e tentar desmoralizar seus adversários nas eleições (vale recordar que Ribeiro trabalhou na campanha presidencial de Dilma). O autor faz afirmações megalomaníacas, sem nenhuma comprovação. A edição foi tão malfeita que não tomaram nem o cuidado de atualizar as reportagens requentadas, como na página 170, quando é dito que "o primo do hoje candidato tucano à Presidência da República..." A eleição foi em 2010 e o livro foi publicado em novembro de 2011 (e, segundo o autor, concluído em junho deste ano).
O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor. Criou a farsa do livro invisível, isto quando recebeu ampla cobertura televisiva da rede onde o jornalista dá expediente. Junto às centenas de vozes de aluguel, Ribeiro quis transformar o texto difamatório em denúncia. Fracassou. O panfleto não para em pé e logo cairá no esquecimento. Mas deixa uma lição: o PT não vai deixar o poder tão facilmente, como alguns ingênuos imaginam. Usará de todos os instrumentos de intimidação contra seus adversários, mesmo aqueles que hoje silenciam, acreditando que estão "pela covardia" protegidos da fúria fascista. O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição, se for necessário ao seu plano de perpetuação no poder. O panfleto é somente uma pequena peça da estrutura fascista do petismo.
por Marco Antônio Villa
A truculência é uma forma fascista de evitar o confronto de ideias. Para os fascistas, o debate é nocivo à sua forma de domínio, de controle absoluto da sociedade, pois pressupõe a existência do opositor. Para o PT, que segue esta linha, a política não é o espaço da cidadania. Na verdade, os petistas odeiam a política. Fizeram nos últimos anos um trabalho de despolitizar os confrontos ideológicos e infantilizaram as divergências (basta recordar a denominação "mãe do PAC").
A pluralidade ideológica e a alternância do poder foram somente suportadas. Na verdade, os petistas odeiam ter de conviver com a democracia. No passado adjetivavam o regime como "burguês"; hoje, como detém o poder, demonizam todos aqueles que se colocam contra o seu projeto autoritário. Enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade.
Mesmo com todo o poder de Estado, nunca conseguiram vencer, no primeiro turno, uma eleição presidencial. Encontraram resistência por parte de milhões de eleitores. Mas não desistiram de seus propósitos. Querem controlar a imprensa de qualquer forma. Para isso contam com o poder financeiro do governo e de seus asseclas. Compram consciências sem nenhum recato. E não faltam vendedores sequiosos para mamar nas tetas do Estado.
O panfleto de Amaury Ribeiro Junior ("A privataria tucana") é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão "malfeito", popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos.
Sob o pretexto de criticar as privatizações, focou exclusivamente o seu panfleto em José Serra. O autor chegou a pagar a um despachante para violar os sigilos fiscais de vários cidadãos, tudo isso sob a proteção de uma funcionária (petista, claro) da agência da Receita Federal, em Mauá, região metropolitana de São Paulo. Ribeiro - que está sendo processado - não tem vergonha de confessar o crime. Disse que não sabia como o despachante obtinha as informações sigilosas. Usou 130 páginas para transcrever documentos sem nenhuma relação com o texto, como uma tentativa de apresentar seriedade, pesquisa, na elaboração das calúnias. Na verdade, não tinha como ocupar as páginas do panfleto com outras reportagens requentadas (a maioria publicada na revista "IstoÉ").
Demonstrando absoluto desconhecimento do processo das privatizações, o autor construiu um texto desconexo. Começa contando que sofreu um atentado quando investigava o tráfico de drogas em uma cidade-satélite do Distrito Federal. Depois apresenta uma enorme barafunda de nomes e informações. Fala até de um diamante cor-de-rosa que teria saído clandestinamente do país. Passa por Fernandinho Beira-Mar, o juiz Nicolau e por Ricardo Teixeira. Chega até a desenvolver uma tese que as lan houses, na periferia, facilitam a ação dos traficantes. Termina o longo arrazoado dizendo que foi obrigado a fugir de Brasília (sem explicar algum motivo razoável).
O panfleto não tem o mínimo sentido. Poderia servir - pela prática petista - como um dossiê, destes que o partido usa habitualmente para coagir e tentar desmoralizar seus adversários nas eleições (vale recordar que Ribeiro trabalhou na campanha presidencial de Dilma). O autor faz afirmações megalomaníacas, sem nenhuma comprovação. A edição foi tão malfeita que não tomaram nem o cuidado de atualizar as reportagens requentadas, como na página 170, quando é dito que "o primo do hoje candidato tucano à Presidência da República..." A eleição foi em 2010 e o livro foi publicado em novembro de 2011 (e, segundo o autor, concluído em junho deste ano).
O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor. Criou a farsa do livro invisível, isto quando recebeu ampla cobertura televisiva da rede onde o jornalista dá expediente. Junto às centenas de vozes de aluguel, Ribeiro quis transformar o texto difamatório em denúncia. Fracassou. O panfleto não para em pé e logo cairá no esquecimento. Mas deixa uma lição: o PT não vai deixar o poder tão facilmente, como alguns ingênuos imaginam. Usará de todos os instrumentos de intimidação contra seus adversários, mesmo aqueles que hoje silenciam, acreditando que estão "pela covardia" protegidos da fúria fascista. O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição, se for necessário ao seu plano de perpetuação no poder. O panfleto é somente uma pequena peça da estrutura fascista do petismo.
por Marco Antônio Villa
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Drogado: Quem Gosta de Impunidade é Esquerdista!
Finalmente parece que surgiu alguém com bom senso nestas plagas, no que tange o uso de drogas. Embora tenha havido uma descriminalização deste uso, o senador Sérgio Souza, do PMDB, propôs um projeto que enrijece a lei contra os usuários de drogas ilícitas. De acordo com o texto, qualquer pessoa que comprar, guardar, transportar ou trouxer para consumo alguma droga ilegal pode pagar uma multa que varia de R$ 200 e R$ 1.000.
O projeto também trata o uso das drogas como "agravante" em sentenças judiciais. O senador acredita que o viciado deve sentir as consequências no bolso. "O usuário é o grande responsável pelo tráfico de drogas", afirma. "A sensação de que o usuário sairá impune tem que terminar", afirma Souza.
Enfim, algo acima da "mérdia" dos petistas e dos drogadinhos que adoram "lutar pela paz" e ficam fazendo "pombinhas" com as mãos - e o narizinho cheio de pó.
O projeto também trata o uso das drogas como "agravante" em sentenças judiciais. O senador acredita que o viciado deve sentir as consequências no bolso. "O usuário é o grande responsável pelo tráfico de drogas", afirma. "A sensação de que o usuário sairá impune tem que terminar", afirma Souza.
Enfim, algo acima da "mérdia" dos petistas e dos drogadinhos que adoram "lutar pela paz" e ficam fazendo "pombinhas" com as mãos - e o narizinho cheio de pó.
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