sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Isto é o Chavismo!

Em novembro, Antonio Ledezma, notório adversário do governo venezuelano, derrotou o candidato escolhido pelo presidente Hugo Chávez para ocupar o cargo de prefeito de Caracas. Foi uma derrota amarga para Chávez, não apenas porque a prefeitura é importante, mas porque Ledezma foi ultrajado pelo presidente e por seus partidários.

No entanto, Ledezma se enganou se pensou que ganhar o cargo significaria controlar a máquina administrativa da cidade. Armados, partidários de Chávez tomaram a prefeitura e três outros edifícios do governo. Escritórios foram revirados e computadores, roubados.

Também descobriram que o prefeito anterior, Juan Barreto, havia contratado milhares de chavistas radicais para fazer proselitismo para a chamada revolução bolivariana do presidente. Até a semana passada, o Palácio da Prefeitura estava coberto de pichações. As janelas estavam quebradas e a porta da frente estava trancada com cadeado. Sobre as paredes era possível ler frases como "este é um território chavista" e "somos maus perdedores".

"Segundo a terminologia esportiva, nós ganhamos o jogo, mas as autoridades desportivas decidiram que não ganhamos, que perdemos", disse Carlos Melo, diretor dos centros esportivos da cidade, muitos dos quais passaram para o controle federal dias antes da eleição. "Eles ficaram com as instalações, tomaram edifícios e repartições, em uma violação das normas mais elementares do jogo democrático."

Falando à televisão estatal na terça-feira, Chávez declarou que Ledezma e outros políticos da oposição eleitos em novembro haviam assumido seus novos cargos acompanhados por multidões violentas. Segundo o presidente, eles demitiram trabalhadores de forma aleatória, como parte de um complô para derrubá-lo.

Em um dos edifícios ocupados por partidários de Chávez, Nelsiy Rojas foi uma das funcionárias demitidas. Ela acusou Ledezma de querer pessoas que defendem sua linha contrária ao governo. Mas também admitiu que seu trabalho incluía fazer campanha para os programas do presidente. "Ledezma demitiu 7.200 funcionários da prefeitura simplesmente porque não concorda com nosso trabalho nas comunidades, que consiste em estimular o processo revolucionário, entre outras coisas", disse Nelsiy.

Por Juan Forero, do Washington Post, no Estadão


Bem, aí está! Como já disse nosso célebre historiador Luiz Inácio "Pulha" da Silva, Chávez é "o melhor presidente que a Venezuela já teve em 100 anos", por que promove "democracia demais" na Venezuela.

Nem tem como comentar mais do que isso: os fatos dizem tudo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Evoluir ou Suspender a Democracia

Combater as esquerdas sem colocar em causa as suas raízes filosóficas, é causa perdida. Quando as críticas às esquerda se dirigem aos efeitos que transparecem para a realidade, e não às causas da filosofia política que subjazem nos discursos demagógicos, a lógica das esquerda nunca é posta em causa, e por isso, ela é validada pelo povo como uma hipótese tão boa como outras.

O combate político da direita tem sido feito tendo como base o supérfluo e o acessório, porque ela está já tão corrompida e decadente que qualquer abordagem essencial da política seria um exercício de masoquismo.

As esquerdas não ganham qualquer coisa por mérito próprio: tais como as aves necrófagas, alimentam-se da carcaça em decomposição que elas mesmas provocam.

Para combater uma esquerda camaleônica, como é, por exemplo, o PT, é necessária uma direita racional.

Para que a direita seja racional, terá que em primeiro lugar provar a necessidade da afirmação da irracionalidade por parte da esquerda para ganhar eleições. E para isso, os fundamentos da argumentação da direita terão que ir à essência das ideologias, e não ficar pela rama das frases de comício.

Em segundo lugar, a direita tem que decidir o tipo de ética que pretende defender e adotar. Se o tipo de ética adotada pela direita for substancialmente a mesma da esquerda, estaremos em presença de um pensamento único com algumas variações na linguagem.

Assim, basta suspender a democracia!

Citações Elucidativas

Como todos os maiores jornais, revistas, canais de TV e universidades deste país acham uma questão de honra não só tratar os comunistas como pessoas de bem, mas insistem sempre em contratar algumas dúzias deles, pagando-lhes altos salários para que adornem o comunismo e sua história com as cores das mais altas virtudes morais e teologais, julguei oportuno reproduzir aqui algumas declarações típicas do pensamento comunista, para que os leitores que ainda o ignoram saibam, afinal, do que se trata:

“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (V. I. Lênin)

“Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (V. I. Lênin)

“O comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos.” (Mao Dzedong)

“O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)

"Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos." (Che Guevara)

“Aos slogans sentimentalistas da fraternidade, opomos aquele ódio aos russos, que é a principal paixão revolucionária dos alemães. Só conseguiremos garantir a Revolução mediante a mais firme campanha de terror contra os povos eslavos.” (Friedrich Engels)

“A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário... Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contra-revolução.” (Karl Marx)

Diante dos feitos dessas criaturas, nem todos os observadores tiraram conclusões simpáticas como aquelas que são diariamente repassadas ao nosso público como verdades de Evangelho pelo establishment jornalístico e educacional. Vejam aqui alguns exemplos:

“Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade.” (Fernando Pessoa)

“Um comunista é como um crocodilo: quando ele abre a boca, você não sabe se ele está sorrindo ou preparando-se para devorar você.” (Winston S. Churchill)

“Ninguém pode ser comunista e preservar um pingo de integridade pessoal.” (Milovan Djilas)

“Comunismo é barbárie.” (James Russell Lowell)

“Eles (os comunistas) não precisavam refutar argumentos adversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção.” (Hannah Arendt)

“A política gnóstica (nazismo e comunismo) é autodestrutiva na medida em que seu desrespeito pela estrutura da realidade leva à guerra contínua: o sistema de guerras em cadeia só pode terminar de duas maneiras: ou resultará em horríveis destruições físicas e concomitantes mudanças revolucionárias da ordem social, ou, com a natural sucessão de gerações, levará ao abandono do sonho gnóstico antes que o pior tenha acontecido.” (Eric Voegelin)

“No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, nem informar, mas humilhar e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quanto as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade... Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar.” (Theodore Dalrymple)

“Chegamos ao extremo limite dos horrores com o comunismo, o socialismo, o niilismo, deformidades horríveis da sociedade civil e quase a sua ruína.” (Leão XIII)

“O comunismo destitui o homem da sua liberdade, rouba sua personalidade e dignidade e remove todas as travas morais que impedem as irrupções do instinto cego.” (Pio XI)

por Olavo de Carvalho

Uso da Máquina, Mentiras e Videoteipe

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quarta-feira, 11, que o presidente Lula está em campanha e o PSDB estuda pedir uma autorização ao Tribunal Superior Eleitoral para o partido entrar na campanha pela presidência da República em 2010. "O presidente já está com a candidata andando pelo Brasil todo, mas a legislação não permite. Ele faz o que quer. Nós, se lançarmos candidato agora, vem processo em cima", declarou Fernando Henrique, na abertura da 3ª Reunião da Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia.Indagado se o PSDB estaria demorando a definir a candidatura, o ex-presidente disse que Lula "é que está se precipitando". "O presidente da República está em campanha, acho que não está na hora. Não quero entrar em campanha, quero respeitar a lei. Existe um calendário", disse. "Se o presidente Lula continuar forçando antecipar a eleição, vamos ter que pedir uma autorização ao Tribunal".


Por Felipe Werneck, da Agência Estado


Que Lula já está em campanha, não resta a menor dúvida. Vejam as duas fotos acima, de Celso Júnior, da Agência Estado. Montou-se um estande em frente ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ali, prefeitos podem participar de uma fotomontagem e depois levar a mentira para seus munícipes, afetando intimidade com o presidente Lula e com a ministra Dilma Rousseff. É o que fez Raimundo Nonato Pessoa, prefeito de Timbiras, no Maranhão, a exemplo de milhares de outros. Aliás, o PAC — o Programa de Aceleração do Crescimento — é tão verdadeiro quanto essa foto. Também é uma montagem. E também engana os desavisados. Com Lula é assim: tudo termina em propaganda. E, quanto mais mentirosa ela for, mais profissional essa gente se sente.

Os milagres vão se multiplicando. O PAC, que, reitero, não existe, teve mais do que dobrada a sua verba da noite para o dia. Sou contra botar aspas nas palavras para mudar o seu sentido. O fato é que Lula nos colocou diante de um problema também de linguagem. Como vamos nos referir objetivamente às desrealidades com as quais ele nos confronta? De pouco mais de R$ 500 bilhões, o PAC saltou para R$ 1,4 trilhão... Hoje foi o dia da multiplicação da habitação popular: na semana passada, anunciou-se a construção de 500 mil casas. Ah, é pouco. Por que não o dobro? E Lula mandou ver: “Eu quero um milhão de casas até 2010. Não gostei do que foi apresentado. Pedi para refazer alguns estudos, e ele pode ser reapresentado a mim até sexta-feira". E adivinhem quem vai lançar o programa, que será apresentado, a exemplo do PAC, como obra já realizada? A mesma Dilma que hoje anunciou o programa de intenções (sic) aos prefeitos.

Estamos diante de uma máquina de propaganda profissional, azeitada, que faz com que a imprensa se esqueça até mesmo de indagar de onde vai sair tanto dinheiro ou quanto dinheiro já foi efetivamente gasto no tal PAC. Tudo se desenvolve numa certa esfera de otimismo onírico.

E, agora sim, falemos dos tucanos: enquanto isso, o que faz o partido de oposição que tem o candidato, seja quem for, que vai afrontar o ungido — ou ungida — por Lula? Fica trocando farpas, passando à opinião pública a sensação da divisão e do desentendimento. Vi há pouco o governador Aécio Neves (MG) na TV falando da necessidade de o PSDB definir, mais do que o candidato, uma proposta para o Brasil etc e tal. Os petistas não têm por que comprar briga com ele agora por razões óbvias: “Que eles se biquem...” Se chegar esse momento, poderiam dizer (e qualquer um de nós, no lugar deles, faria o mesmo): “Ah, Aécio, você quer definir um programa para o Brasil? Então deixa com a gente, que o nosso já está definido. Melhor ficar com o certo do que com o incerto”.

FHC falou em o PSDB pedir uma autorização ao TSE para também sair em campanha. É uma ironia que faz, sim, sentido: afinal, Lula está usando a máquina de maneira, creio, nunca antes vista "nestepaiz"... Mas convenhamos, né? E se o tribunal concedesse mesmo tal licença? O que os tucanos fariam? Iriam a público para dizer que não conseguem se entender? Aquele que aparece como favorito nas urnas vai dizer que não é candidato; o que diz que é candidato não é favorito e sustenta que esse negócio de favoritismo é bobagem — o importante seria o tal “projeto”, uma certa “convergência”... E a gente nunca sabe “convergência” entre quê e o quê...

O filme é velho. Eu diria que já chega a ser um clássico do tucanismo.


por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


Um Outro Mundo é Possível - Com o Dinheiro Alheio

Ao comentar a generosa doação de R$ 120 milhões do governo federal para o Fórum Social Mundial, (...) Cândido Grzybowski, sociólogo e fundador do Fórum, reconheceu que “qualquer político quer um público de 120 mil pessoas do mundo todo”. Mas o interesse dos políticos não costuma coincidir com o interesse da população. Se as pessoas valorizassem tanto assim o Fórum Social Mundial, não seria preciso financiá-lo com os impostos. Bastava recolher os R$ 120 milhões em doações voluntárias.

Por outro lado, nem mesmo quem discorda da transferência de R$ 120 milhões do bolso do contribuinte para os inimigos da globalização pode acusar os organizadores do evento de incoerência entre teoria e prática. Tomar o dinheiro do contribuinte para fins considerados mais dignos por seus participantes é o espírito do Fórum Social Mundial. O propósito de suas reuniões é justamente criar estratégias para utilizar ainda mais recursos da sociedade. A obtenção de tanto dinheiro público não apenas passa pelo teste da racionalidade socialista como atesta o sucesso do movimento.

Para manter a mesma lógica, um fórum que combate essa transferência do dinheiro público precisa abrir mão de semelhante privilégio. É por isso que o Fórum da Liberdade de Porto Alegre, talvez o maior evento liberal do hemisfério, conta com um orçamento total 100 vezes menor do que a bolada recebida por seu contraponto ideológico.

Se os dois eventos prezam pela lógica na arrecadação, a realização de seus objetivos levaria a cenários antagônicos. Os liberais sustentam que pessoas adultas devem ser livres para realizar quaisquer atividades pacíficas, sejam de cunho religioso, artístico, sexual ou capitalista. Os socialistas não concedem o mesmo grau de liberdade. No socialismo, os cidadãos não podem se organizar ou dispor de seus bens da maneira que lhes aprouver. Quem decide o que será feito com os recursos da sociedade são os políticos, exatamente como decidiram o destino de 120 milhões de reais da sociedade brasileira.

Portanto, num mundo em que triunfassem definitivamente os objetivos políticos do Fórum Social Mundial, não haveria Fórum da Liberdade. Já num mundo em que vigorasse o programa do Fórum da Liberdade, o Fórum Social Mundial continuaria existindo. Da teoria à prática, no mundo melhor dos ativistas do Fórum Social Mundial, eles decidiriam não apenas como gastar R$ 120 milhões, mas o PIB inteiro — do mundo.

por Diogo Costa

Coisa de Museu

Quem diria, a ditadura virou coisa de museu. O ministro Tarso Genro anunciou que o Rio de Janeiro (por que não Brasília?) ganhará o Museu Nacional da Ditadura. Será o nosso holocausto, a nossa casa de Anne Frank.

Vai ser divertido ver Sarney, Edison Lobão e Paulo Maluf, para citar alguns grandes aliados do governo Lula, e tantos outros colegas de ditadura aboletados na base parlamentar e na administração, convidados de Tarso na inauguração. Ou terão réplicas de cera em tamanho natural? Ou retratos pintados a óleo? Estátuas equestres? Ou farão discursos contra o arbítrio e o autoritarismo, fechando com "ditadura, nunca mais!", seguido de vivas à liberdade? Afinal, estamos no Brasil.

A grande vítima da ditadura foi a liberdade individual do cidadão brasileiro, que apanhou dos dois lados: dos militares, que a suprimiram em nome da luta contra a corrupção e a subversão, e dos que lutavam armados contra a ditadura, não para devolver o poder aos civis e convocar eleições, mas para estabelecer uma sociedade livre como Cuba e a União Soviética, uma ditadura do proletariado. E perderam.

Mas para os que pagaram a conta, era perder ou perder. Pagavam impostos para a ditadura espionar, perseguir, prender, torturar e matar. E depois para pagar bolsas-ditadura aos perseguidos. Só no Brasil. Na Argentina, com seus 30 mil mortos e desaparecidos, e milhões que tiveram as vidas e carreiras prejudicadas pela ditadura, as indenizações levariam o Estado à bancarrota.

Vinte e cinco anos depois, no poder, graças à democracia, muitos ex-combatentes da liberdade se tornaram representantes vivos do Museu das Ideologias, e ameaçam, em nome de velhas causas leninistas, maoístas e castristas, a liberdade dos cidadãos que lhes pagam os salários. Tudo pelo social, dizia Sarney, tudo, eles repetem agora, como visionários do passado.

Quem sabe o ministro da Justiça se anima a criar um Museu Nacional da Liberdade, em homenagem aos que resistiram a ditaduras de direita e de esquerda, militares e civis, e defenderam a liberdade e a democracia dos que querem usá-las para acabar com elas.

por Nelson Motta

Metamorfose

Ao ser indagado se não tinha esperanças, Kafka disse, "esperanças há muitas, mas não para nós". Janouch narra um dia em que ele, com 20 anos, disse a Kafka, então com 40, "hoje não estou entendendo nada do que você diz". Kafka respondeu "deve ser a misericórdia de Deus, porque sendo você jovem, e estando eu hoje pessimista, se você me entendesse, você ficaria mal". Confessa: "o pessimismo é meu pecado".

Por que os clássicos são tão pessimistas? Seria o trágico uma moda? Três mil anos de moda? Improvável. Na sua coluna de 21 de janeiro, meu colega ilustrado (velha piada entre nós) Marcelo Coelho critica "meu" pessimismo. Colunistas que "matam a esperança" são supérfluos. O bom jornalismo opinativo é pautado pelo conflito de idéias, por isso, agradeço suas críticas. Ele acha que ao duvidar do Iluminismo reforço forças regressivas na experiência humana. Eu penso que o Iluminismo é que é regressivo porque caminha sobre fantasias enquanto os homens caminham sobre tumbas. Nós modernos somos a raça mais covarde que caminhou sobre a Terra. Não escrevo para tornar a vida do meu leitor melhor. Escrevo e leio para não me sentir só. Quando olho os "avanços" da nossa minúscula história, penso: como nos verão em mil anos? Como a decadência do século 17? Rirão de nós porque demos direitos aos ratos, enquanto fizemos dos bebês lixo reciclável pelo direito de gozar mais? Respondo a pergunta "o que eu acho da Revolução Francesa?" com "ainda é cedo pra dizer qualquer coisa".

Imaginem dois africanos no século 19. Um vende o outro como escravo (negros vendiam negros). O escravo é levado para os Estados Unidos e lá sofre todo tipo de horror da escravidão. O outro fica livre e feliz na África. Adiantem o filme. O bisneto do escravo mora nos EUA, casa na praia, filhos na faculdade, e a esposa, bisneta de outro escravo, médica de sucesso. Voltem pra África. Muitos bisnetos do que ficou lá continuam a viver em seus buracos, matando-se do mesmo jeito (como acabou a escravidão, perderam a chance de vender seus "irmãos"). Famílias afundam na miséria. Qual é a moral desta história? Que a escravidão foi uma bênção para os afro-americanos porque os levou para os EUA? E a liberdade do outro, a maldição de seus bisnetos? Os afro-americanos, que hoje celebram a vitória do Obama, depois de muito sofrimento, diriam "ainda bem que nossos bisavós foram escravos"? Não! A escravidão é um horror.

A questão é outra: qual o sentido da história humana? Nenhum. A história não é a luta entre a luz e as trevas. Não porque elas não existam, mas porque não sabemos identificar, com o microscópio das idéias claras e distintas de que dispomos, a trama infinita de suas relações. Um homem faz o que pode em meio a opacidade do mundo. Meu pecado é não fazer o marketing da democracia de massa. Falsos sentimentos são comuns nos homens, logo, quanto mais homens, maior a chance de mentira, por isso desconfio de bons sentimentos em grandes quantidades.

Mais? Os índios não vivem em comunhão com a natureza, apenas ficaram na idade da pedra em técnicas de domínio da natureza, como muitos africanos que ficaram na África. A ciência e a política tampouco fazem os homens melhores. O mundo não é dividido entre elite má e pobre bom. Se a elite é cruel, o povo é violento e interesseiro. Os homens não são iguais, alguns são melhores. A igualdade ama o medíocre. É mentira que todo mundo possa julgar as coisas por si só. A propaganda desta mentira gera uma horda de invejosos que sonham em destruir quem eles julgam livres. Supérfluo? Mentira. Num mundo parasitado pelo marketing como forma de vida, ser pessimista é um método. Não se trata de dizer morbidamente "o mundo é mau", mas reconhecer que no humano a verdade é uma ferida incurável. A esperança que conta é a do animal ferido.

Nada disso implica concordar com crianças mortas. O debate ao redor da esperança não é um problema do quão otimista somos, mas o que em nós nos faria colaborar com nazistas na França ocupada, além do medo. Manter o emprego? A chance de destruir alguém melhor do que eu? Tomar a mulher de alguém? Promoção pessoal? Nada mais banal, nada mais humano. Na "Metamorfose", Gregor Samsa, agora uma barata, vê a delícia que é caminhar de cabeça pra baixo com suas perninhas coladas ao teto. Sente-se finalmente feliz. A barata é a otimista em Kafka.

por Luiz Felipe Pondé, na Folha de São Paulo

Eles Estão Vencendo - Cada Dia Mais

Todos os dias, quando acordo, penso para onde estamos caminhando. Décadas de mentiras estão tornando o mundo cada vez mais "vermelho". Escondendo cada vez mais a verdade das coisas. Uma doutrinação inquietante em que a palavra PAZ faz-se presente, mas somente para maquiar a ideologia comunista.

A paz comunista que quer punir os torturadores do regime militar brasileiro, a paz que tornou heróis os terroristas da mesma época, que - mentindo sempre -, dizem hoje, estavam lutando contra a ditadura e não a favor da implantação da ditadura do regime comunista, nos moldes da URSS, China e Cuba. A paz que deu refúgio ao assassino e terrorista Cesare Battisti - e, antes dele, a Olivério Medina, membro das FARC.

Diante de mais este despautério por parte de nossos governantes, quis tentar mobilizar a sociedade fazendo um abaixoassinado contra o asilo político dado a Battisti. Isto foi no dia 29/01/2009. Hoje, há somente 29 assinaturas.

Eles - os esquerdistas - conseguiram, numa única empreitada, 505 assinaturas em favor do asilo político em poucos dias, contando com figuras como Oscar Niemeyer e Emir Sader. Foram até notícia no jornal "O Estado de São Paulo".

Eu e meu abaixoassinado, acabamos numa crítica do "Blog do Contra", do Gustavo Bezerra, que diz:

Ainda não coloquei minha assinatura no abaixo-assinado. Considero a iniciativa válida, mas, devo confessar, manifestos desse tipo não fazem meu gênero. Sei que o objetivo é justo e bem-intencionado, e que a pessoa que me mandou o link está coberta de razão. Mas não sei se adiantaria alguma coisa. Manifestos e abaixo-assinados, para mim, são um subgênero literário, e têm mais a ver com nossos artistas e "intelequituais" de esquerda, muitos dos quais transformaram a confecção de tais documentos coletivos em sua maior - senão, a única - produção artística e acadêmica. Além do mais, o texto será endereçado a Tarso Genro, que certamente nem se dará ao trabalho de lê-lo, devendo terminar repousando, esquecido, em alguma gaveta empoeirada do Ministério da Justiça. Tudo bem que o objetivo não é convencer Tarso a mudar de ideia, mas firmar posição de uma parte da sociedade contra a concessão do refúgio a Battisti, mas não consigo evitar uma certa sensação de frustração em apôr meu nome em algo que não será lido pelo destinatário.

Devo concordar com ele. Tarso, certamente, não lerá. Irá simplesmente guardá-lo numa gaveta. Ou jogá-lo na lixeira.

O abaixoassinado é uma forma documental em que várias pessoas, com os mesmos objetivos, podem reivindicar seus direitos ou protestar contra algo (um acontecimento, uma lei, uma melhoria que não está sendo feita por parte do governo etc.), sendo um modo pacífico de cobrança e reivindicação. E, por causa da característica formal que assume perante as autoridades, é muito usado pelas esquerdas, como o Gustavo afirmou.

É mais uma arma que eles usam. E nós não. Não nos organizamos. Simplesmente deixamos o barco correr. E todos os dias, eles nos tomam, mais e mais, as liberdades que levamos centenas de anos para construir: a civilização democrática como conhecemos.

Usando da democracia, eles querem implantar a ditadura do proletariado. Usando o mercado (o capitalismo, como eles adoram dizer), eles querem implantar o comunismo, onde reina a miséria para toda a população - exceto para a "nomenklatura", os escolhidos do ditador de plantão.

Não nos organizamos. E em breve não teremos onde protestar. Como na China e em Cuba, brevemente nossa internet será monitorada e proibida de falar contra o governo. E os dias dos "anos de chumbo" da ditadura militar serão saudosos, pois que trocados pelos "rios de sangue" dos paredões e dos julgamentos e encarceramentos sumários.

Eles estão vencendo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O que é Politicamente Correto?

Muitos de nós fazemos uma idéia do que é o politicamente correcto (PC), pela repetição de informações transmitidas pela mídia.


O PC não teve origem recente; remonta a sua utilização como instrumento ideológico, ao tempo da I Guerra Mundial. Quando Karl Marx escreveu o “Manifesto Comunista” (séc. 19), ficou bem claro que a ideologia que nascia assentava em duas vertentes básicas:


- o Marxismo Econômico, que defende a idéia de que a História é determinada pela propriedade dos meios de produção, e;
- o Marxismo Cultural, que defende a idéia de que a História é determinada pelo Poder através do qual, grupos sociais (para além das classes sociais) definidos pela raça, sexo, etc., assumem o poder sobre outros grupos.


Até à I Guerra Mundial, o Marxismo Cultural não mereceu muita atenção, que se concentrou praticamente toda no Marxismo Econômico, que deu origem à revolução bolchevista (URSS).


O Marxismo Cultural é uma sub-ideologia do Marxismo (a “outra face da moeda” é o marxismo econômico), e como todas as ideologias, tende inexoravelmente para a implantação de uma ditadura, isto é, para o totalitarismo.


À semelhança do Marxismo Econômico, o Marxismo Cultural (ou Politicamente Correto) considera que os trabalhadores e os camponeses são, à partida, “bons”, e que a burguesia e os capitalistas são, a priori, “maus”. Dentro das classes sociais assim definidas, os marxistas culturais entendem que existem grupos sociais “bons” (como as mulheres feministas — porque as mulheres não-feministas são “más” ou “ignorantes”), os negros e os homossexuais – para além dos muçulmanos, dos animistas, dos índios, dos primatas superiores, etc.. Estes “grupos sociais” (que incluem os primatas superiores — chimpanzés, gorilas, etc.) são classificados pelos marxistas culturais como sendo “vítimas” e por isso, são considerados como “bons”, independentemente do que os seus membros façam ou deixem de fazer. Um crime de sangue perpetrado por um homossexual é visto como “uma atitude de revolta contra a sociedade opressora”; o mesmo crime perpetrado por um heterossexual de raça branca é classificado como um “ato hediondo de um opressor”. Segundo o Marxismo Cultural, o “macho branco” é o equivalente ideológico da “burguesia” no Marxismo Econômico.


Enquanto que o Marxismo Econômico baseia a sua ação no ato de expropriação (retirada de direitos à propriedade), o Marxismo Cultural (ou PC) expropria direitos de cidadania, isto é, retira direitos básicos a uns cidadãos para, alegadamente, dar direitos acrescidos e extraordinários a outros cidadãos, baseados na cor da pele, sexo ou aquilo a que chamam de “orientação sexual”. Nesta linha está a concessão de cotas de admissão, seja para o parlamento, seja no acesso a universidades ou outro tipo de instituições, independentemente de critérios de competência e de capacidade.


Enquanto que o método de análise utilizado pelo Marxismo Econômico é baseado no Das Kapital de Marx (economia coletivista marxista), o Marxismo Cultural utiliza o desconstrucionismo filosófico e epistemológico explanado por ideólogos marxistas como Jacques Derrida, que seguiu Martin Heidegger, que bebeu muita coisa em Friederich Nietzsche.


O Desconstrucionismo, em termos que toda a gente entenda, é um método através do qual se retira o significado de um texto para se colocar a seguir o sentido que se pretende para esse texto. Este método é aplicado não só em textos, mas também na retórica política e ideológica em geral. A desconstrução de um texto (ou de uma realidade histórica) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por aquilo que se pretende. Por exemplo, a análise desconstrucionista da Bíblia pode levar um marxista cultural a inferir que se trata de um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro sexo; ou a análise desconstrucionista das obras de Shakespeare, por parte de um marxista cultural, pode concluir que se tratam de obras misóginas que defendem a supressão da mulher; ou a análise politicamente correta dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, levaria à conclusão de que se trata de uma obra colonialista, supremacista, machista e imperialista. Para o marxista cultural, a análise histórica resume-se tão só à análise da relação de poder entre grupos sociais.


O Desconstrucionismo é a chave do politicamente correto (ou marxismo cultural), porque é através dele que surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a supressão da hierarquia de valores, constituindo-se assim, a antítese da Ética civilizacional europeia.


Com a revolução marxista russa, as expectativas dos marxistas europeus atingiram um ponto alto. Esperava-se o mesmo tipo de revolução nos restantes países da Europa. À medida que o tempo passava, os teóricos marxistas verificaram que a expansão marxista não estava a ocorrer. Foi então que dois ideólogos marxistas se dedicaram ao estudo do fenómeno da falha da expansão do comunismo marxista: Antônio Gramsci (Itália) e George Lukacs (Hungria).


Gramsci concluiu que os trabalhadores europeus nunca seriam servidos nos seus interesses de classe se não se libertassem da cultura européia – e particularmente da religião cristã. Para Gramsci, a razão da falha da expansão comunista marxista estava na cultura e na religião. O mesmo conclui Lukacs.


Em 1923, por iniciativa de um filho de um homem de negócios riquíssimo de nacionalidade alemã (Félix Veil), que disponibilizou rios de dinheiro para o efeito, criou-se um grupo permanente (“think tank”) de estudos marxistas na Universidade de Frankfurt. Foi aqui que se oficializou o nascimento do Politicamente Correto (Marxismo Cultural), conhecido como “Instituto de Pesquisas Sociais” ou simplesmente, Escola de Frankfurt – um núcleo de marxistas renegados e desalinhados com o marxismo-leninismo.


Em 1930, passou a dirigir a Escola de Frankfurt um tal Max Horkheimer, outro marxista ideologicamente desalinhado com Moscovo e com o partido comunista alemão. Horkheimer teve a idéia de se aproveitar das idéias de Freud, introduzindo-as na agenda ideológica da Escola de Frankfurt; Horkheimer coloca assim a tradicional estrutura socio-econômica marxista em segundo plano, e elege a estrutura cultural como instrumento privilegiado de luta política. E foi aqui que se consolidou o Politicamente Correto, tal como o conhecemos hoje, com pequenas variações de adaptação aos tempos que se seguiram. Surgiu a Teoria Crítica.


O que é a Teoria Crítica? As associações financiadas pelo nosso Estado e com o nosso dinheiro, em apoio ao ativismo gay, em apoio a organizações feministas camufladas de “proteção à mulher”, e por aí fora – tudo isso faz parte da Teoria Crítica do marxismo cultural, surgida da Escola de Frankfurt do tempo de Max Horkheimer. A Teoria Crítica faz o sincretismo entre Marx e Freud, tenta a síntese entre os dois (“a repressão de uma sociedade capitalista cria uma condição freudiana generalizada de repressão individual”, e coisas do gênero).


No fundo, o que faz a Teoria Crítica? Critica. Só. Faz críticas. Critica a cultura européia; critica a religião; critica o homem; critica tudo. Só não fazem auto-crítica (nem convém). Não se tratam de críticas construtivas; destroem tudo, criticam de forma a demolir tudo e todos.


Por essa altura, aderiram ao bando de Frankfurt dois senhores: Theodore Adorno e Herbert Marcuse. Este último emigrou para os Estados Unidos com o advento do nazismo.


Foi Marcuse que introduziu no Politicamente Correto (ou marxismo cultural) um elemento importante: a sexualidade. Foi Marcuse que criou a frase “Make Love, Not War”. Marcuse defendeu o futuro da Humanidade como sendo uma sociedade da “perversidade polimórfica”, na linha das profecias de Nietzsche.


Marcuse defendeu também, já nos anos trinta do século passado, que a masculinidade e a feminilidade não eram diferenças sexuais essenciais, mas derivados de diferentes funções e papéis sociais; segundo Marcuse, não existem diferenças sexuais, senão como “diferenças construídas”.


Marcuse criou a noção de “tolerância repressiva” – tudo o que viesse da Direita tinha que ser intolerado e reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser tolerado e apoiado pelo Estado. Marcuse é o pai do Politicamente Correto moderno.


O sucesso de expansão do Marxismo Cultural na opinião pública, em detrimento do Marxismo Econômico, deve-se a três razões simples: a primeira é que as teorias econômicas marxistas são complicadas de entender pelo cidadão comum, enquanto que o tipo de dedução primária do raciocínio PC, aliado à fantasia de um mundo ideal e sem defeitos, é digno de se fazer entender pelo mentecapto mais empedernido. A segunda razão é porque o Politicamente Correto critica por criticar, pratica a crítica destrutiva até à exaustão – e sabemos que a adesão popular (da juventude, em particular) a este tipo de escrutínio crítico é enorme. A terceira razão é que o antropocentrismo do marxismo econômico falhou, como sistema social e econômico, em todo o mundo; resta ao Marxismo a guerrilha cultural.


O que se está a passar hoje na sociedade ocidental, não é muito diferente do que se passou na União Soviética e na China, num passado recente. Assistimos ao policiamento do pensamento, à censura das idéias, rumo a uma sociedade totalitária.


O marxismo cultural (ou politicamente correcto actual) trata-se de uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real. A Teoria Crítica da sociedade por parte do politicamente correto é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro, mas “pretende conservar-se fiel àqueles que deram e dão a sua vida pela Grande Recusa” (“O Homem Unidimensional”, de Herbert Marcuse). Quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade atual apresenta de um futuro melhor, o marxismo cultural não nos revela quais são, limitando-se a negar totalmente o sistema em que se baseia a nossa sociedade, e na sua totalidade. Exemplos do marxismo cultural são as “picaretas falantes” do Bloco de Esquerda: destrói, destrói, critica e critica, bota-abaixo, mas ficamos sem saber muito bem quais são as alternativas que propõem para a nossa sociedade.


A chamada Utopia Negativa (marxismo cultural ou politicamente correcto actual) nasceu com a Escola de Frankfurt, conforme descrito aqui. Herbert Marcuse, Theodor Adorno e Max Horkheimer ligaram estritamente a investigação filosófica à sociologia e à psicologia e declararam inspirar-se em Hegel, Marx e Freud.


Com Hegel, os marxistas culturais insistem no caráter absoluto da Razão, isto é, “o que é real é racional, e o que é racional é real” (sic, Hegel) o que implica um determinismo que já está ultrapassado pela atual probabilística científica. Por outro lado, seguindo Hegel, os marxistas culturais refutam o Saber fora do seu carácter finito, ao contrário de Fichte que distinguiu o Saber Finito em constante evolução, do Saber Infinito. Depois, os marxistas culturais dizem que seguem Hegel no carácter dialético (ou caráter negativo) da Razão, ignorando contudo a parte mais importante da dialética de Hegel, que é a identidade positiva entre a realidade e a racionalidade. Em suma, os marxistas culturais pegam em Hegel, adulteram a sua filosofia, e depois dizem que se baseiam nele.


A Marx, os marxistas culturais vão buscar a essência da sua filosofia: a crítica à sociedade capitalista, a prognose do fim do capitalismo – que não só não acabou, como se transformou no neoliberalismo atual –, ignorando contudo quer o desenvolvimento da estrutura econômica que deveria – segundo Marx – determinar a passagem à sociedade socialista, quer o conceito de Marx de que o homem é essencialmente constituído pelas necessidades e pelas relações de produção e trabalho que as satisfazem (a chamada “Esquerda Caviar”).


A Freud, os marxistas culturais foram buscar o conceito de “instinto”, entendido como tendência para o regresso a uma situação anterior, primordial ou originária; o “instinto”, segundo Freud, é o retorno à origem do Homem. Depois, foram buscar o conceito freudiano de “repressão”, sendo que (segundo os marxistas culturais) esta é exercida pela civilização sobre o tal “instinto” primordial e originário – ignorando os marxistas culturais a função positiva que, segundo Freud, essa repressão exerce, através do Superego, quer na formação da civilização quer na formação da personalidade humana normal. .Em suma, os marxistas culturais pegam em Freud, adulteram as suas conclusões científicas, e depois dizem que se baseiam nele.


Existem outras vacuidades dos marxistas culturais, como a negação filosófica da relação entre a “razão objetiva” versus “razão subjetiva”. Segundo os marxistas culturais, a tarefa da filosofia não é a de regressar à tradição objetivista do passado, mas antes à total e completa destruição do presente por meio de um “progresso da direção da utopia que consiste na negação de tudo o que é inútil ao homem e impede o seu livre desenvolvimento” (“Eclipse da Razão”, Max Horkheimer). Paradoxalmente, existe muito de Hayek nesta idéia; vejam esta citação: “precisamos de reformas radicais para libertar o processo de crescimento espontâneo dos obstáculos que a loucura humana erigiu” (Hayek, “Road to Serfdom”). Contudo, e apesar de tudo, a utopia de Hayek é positiva, e não negativa como a dos marxistas culturais, porque pretende utilizar a realidade tal qual existe para chegar à sua utopia, enquanto que os marxistas culturais pretendem destruir a realidade social no seu todo para chegarem à sua utopia.


Para os marxistas culturais, para além da trilogia “Marx, Freud e Hegel”, só existem duas personalidades históricas que não são crucificadas, e que constituem verdadeiros ídolos: Nietzsche (na sua faceta niilista e anti-ética) e o Marquês de Sade, “porque ao declararem a identidade entre a Razão e o Domínio, as doutrinas impiedosas são mais piedosas do que as dos lacaios da burguesia” (“A Dialética do Iluminismo”, Adorno & Horkheimer).


Para os marxistas culturais, existe uma obcecação doentia na luta total contra o “domínio”: o domínio dos pais sobre os filhos, o domínio do dono sobre o gato, o domínio do gato sobre o rato, etc., e quando um filho mata o pai, não se trata de um crime, mas “de uma revolta contra o domínio estabelecido pela Razão burguesa”. Quando um heterossexual mata um homossexual, trata-se de “um crime hediondo que exprime o domínio da Razão burguesa sobre uma vítima da civilização”; quando um homossexual mata um heterossexual, trata-se da “reação de uma vítima da História contra o domínio cultural da burguesia”.


Outra obcecação doentia dos marxistas culturais é tudo o que se relaciona com a sexualidade. A “repressão do instinto” é pau para toda a colher, tudo o que é “instinto” é valorizado, e a noção aristotélica de “virtude moral” baseada na Razão do “justo-meio” é desprezada sistematicamente pelo marxismo cultural.


“A auto-sublimação da sexualidade destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em órgão erótico e transforma o trabalho em jogo, divertimento ou espectáculo. Com o advento do puro Eros, ficaria assim destruída a ordem repressiva da sexualidade procriadora” – “Eros e Civilização”, de Herbert Marcuse


Sendo que “a auto-sublimação da sexualidade destrói o primado da função genital”, legitima-se assim tacitamente a pedofilia através da necessidade da não-sublimação da sexualidade infantil (conforme defendido por Alfred Kinsley, Wilhelm Reich e Michel Foulcault, todos eles marxistas-freudianos), embora os marxistas culturais não assumam abertamente a defesa da pedofilia – para já; lá chegaremos: na Holanda já se iniciou a campanha politicamente correcta marxista-freudiana a favor da legalização da pedofilia.


Depois, consideram a procriação como expressão de uma sexualidade “repressiva”, legitimando assim a prática sexual homossexual, não-reprodutiva por excelência, como sendo “não-repressiva”, e portanto, superior à heterossexualidade.


Quando um homossexual se suicida, o marxista cultural vem dizer que “o suicídio resulta de uma manifestação de desespero perante a repressão da moral burguesa e do domínio dos lacaios da burguesia em relação a uma vítima da História”; quando um heterossexual se suicida, o marxista cultural não diz nada porque os suicídios são majoritariamente cometidos por heterossexuais, e porque o heterossexual faz parte da “maioria dos lacaios da burguesia” – salvo se o heterossexual suicida for um negro ou melhor: uma mulher negra.


Seria fastidioso enumerar aqui toda uma série de contradições ideológicas e filosóficas do marxismo cultural; trata-se de uma retórica risível que defende sistematicamente uma idéia e contradiz essa mesma idéia logo a seguir. Mas a triste realidade é que muita da filosofia inconscientemente absorvida pelos nossos políticos atuais é de origem marxista cultural.


por O. Braga, no Perspectivas - Condensado a partir dos posts "O que é Politicamente Correto?" e "Utopia Negativa"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lula, o Mito

Lula é um “fenômeno” de construção de imagem, dê-se à palavra entre aspas qualquer um de seus vários significados definidos ao longo tempo e segundo os vários saberes. O evento pode certamente ser explicado cientificamente, segundo a experiência acumulada das ciências que investigam a sociedade e os indivíduos. A tentação grande, no entanto, é tomar a ocorrência na sua dimensão maravilhosa, que apela aos prodígios. E por quê? Porque ele é, não resta dúvida, uma ocorrência irrepetível.

Ungido pelas esquerdas como o grande agente das mudanças, garantiu, no poder, a continuidade do — usarei a palavra que o PT demonizava — “modelo”, porém numa conjuntura que lhe foi, até agora, formidavelmente favorável. A expectativa do caos, presente em muitos setores, foi substituída pela surpresa do cumprimento das regras — em alguns casos, com laivos de ortodoxia e reverência à ordem que antes contestava. O bom desempenho da economia garantiu-lhe as sobras necessárias para pôr em prática um modelo agressivamente assistencialista, facilmente metabolizável em apoio popular. Se notaram, neste parágrafo, apontam-se as razões estruturais de Lula ter, como dizem seus entusiastas, “unido todas as classes”. Os bem-aquinhoadas aplaudem-no porque nada mudou; as mais pobres aplaudem-no porque tudo teria mudado. Entre o realismo conformado de um grupo e a ilusão conformista de outro, ele chega aos 85% de popularidade.
Goste-se ou não, isso é sabedoria política. O Apedeuta nunca foi burro, não canso de repetir aqui. É uma das maiores inteligências políticas do Brasil, também já escrevi tantas vezes, para protesto de muitos leitores.

Lula é, em muitos sentidos, um monumento ao conservadorismo — a questão é saber de que conservadorismo se está falando. Então vamos lá: os esquerdistas não-lulistas que acusam o presidente de ter congelado o statu quo estão certos. Parecem estar errados se olharmos para a política externa, com um discurso ridiculamente autonomista; ou para a tolerância com bandoleiros disfarçados de movimentos sociais; ou para a selvageria mercadista do ensino superior; ou para as práticas racialistas que mais dividem do que unem os brasileiros... Ocorre que isso tudo é um tanto irrelevante para o que realmente: o tal statu quo.

Sim, as esquerdas queriam mexer naquele ambiente, com seus delírios de sotaque revolucionário. Eu, que não sou de esquerda, e outros tantos também queríamos — a dita “direita”, não sei... Os direitistas das finanças, por exemplo, estão insatisfeitos com Lula? Acho que não. A nossa “mexida” seria certamente outra. O país abandonou o caminho das reformas, como todos sabem: política, administrativa, eleitoral, tributária... Passada a crise, e um dia ela vai passar, continuaremos a ser um dos países do mundo mais hostis aos negócios e ao empreendedorismo; continuaremos a ter um dos sistemas educacionais mais ineficientes da terra; continuaremos a ter uma das cargas tributárias mais altas e caóticas do universo; continuaremos a ser um país fortemente marcado pela cultura patrimonialista, agora acrescida do patrimonialismo sindical da nova classe social que Lula deu à luz; continuaremos a ser o país do “coitadismo” à espera do pai-estado; continuaremos a ser o país do estado gigante e da sociedade pequena. Continuaremos a ser o que éramos.

Lula aprofundou os nossos problemas essenciais com mais estado, com mais assistencialismo, com mais do mesmo. Deu cavalo-de-pau nas reformas. Não fez a revolução que as esquerdas queriam — a não ser as cosméticas — e, claro, não operou as transformações estruturais de que os mudancistas gostariam. Foi, em suma, um conservador sem nenhuma imaginação.

“Ah, mas então diz aí, sabichão, como se explicam os 85% de popularidade?” Ora, já estão explicados. Para a Dona Zelite, tudo ficou, convenham, no seu lugar. Já a adesão das camadas populares decorre de uma conjuntura internacional extremamente favorável e da formidável capacidade de nada mudar, mas com ar refrigerado: num caso, Lula surfou, por exemplo, na onda da criação de empregos — e, aí sim, de geração sustentável de renda. No outro, estendeu o bolsismo a 50 milhões de pessoas. Não incluiu os miseráveis na economia, mas os incluiu na política. E esse pode ser o seu maior feito.

O homem
E há, claro, as qualidades próprias de Lula, sabiamente manipuladas por seus marqueteiros, que caíram no gosto popular —e, se me permitem a piada, até no “impopular”. Ele é mestre em dar respostas simples para problemas difíceis. Oriente Médio? “Os palestinos e os judeus precisam se entender”. Crise mundial? “Culpa dos especuladores, que, agora querem prejudicar o Brasil”. Desemprego? “Ganância dos empresários, que não reclamavam quando ganhavam dinheiro”.

Notem: nem o mais sectário dos lulistas conseguiria evidenciar que a popularidade de Lula cresceu porque, em janeiro, a vida dos brasileiros melhorou um pouco que fosse. De fato, ela não melhorou para ninguém: piorou um tantinho e tende a piorar ainda mais. Mas ele conseguiu — e não contou com adversários nesse esforço — se desvencilhar da crise (que, de fato, não é de sua responsabilidade) com a mesma facilidade com que conseguiu faturar os benefícios do crescimento (que também não era de sua responsabilidade). “Ora, se Lula afirmava que era ele o responsável pela boa fase do Brasil, por que não continua a atuar da mesma maneira?” Se a média dos brasileiros se fizesse tal pergunta, o país seria outro, não é?

E há um dado da história de Lula que caiu na estimação do povo — não é novo, mas é reforçado a cada dia. Ele é tido como um "ex-oprimido”, mas não como um perdedor, um “loser”, coisa que não pega bem nem no Bananão. Os perdedores estimulam, no máximo, a caridade. Ninguém tem muita paciência com eles. Lula tem o charme irresistível do “retirante” que superou todas as dificuldades e chegou ao topo. Ele é um medalhão do sindicalismo há mais de 30 anos — e isso significa poder, prestígio, intervenção política etc. Mas e daí?

O que excita a imaginação é o filho de Dona Lindu, que já está virando filme. Nesse sentido, Lula já se tornou um mito. E o mito não precisa ter as qualidades que lhe atribuem. Ele preenche uma fantasia, ou uma falha, que está em quem o cultua. O agravamento da crise ou sua continuidade, com conseqüente baixo crescimento, pode até minar um pouco dessa popularidade, mas Lula passará mais ou menos imune a ela. O mito não é arranhado por situações da vida real.

por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

AGU Defende Anistia

O órgão responsável pela defesa jurídica da União encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável à tese de que a Lei da Anistia, de 1979, beneficiou os militares acusados de tortura durante a ditadura. Por isso, não poderiam ser punidos em processos abertos recentemente pelo Ministério Público.

O parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), encaminhado ontem ao STF, afirma que a anistia foi "ampla, geral e irrestrita". Essa conceituação estaria expressa, de acordo com a AGU, na jurisprudência do Supremo Tribunal Militar (STM) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na Constituição. Por isso, a lei estaria de acordo com a Carta e não haveria razão para ser questionada.

O documento ressalta que a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que hoje contesta o benefício aos militares acusados de tortura, emitiu parecer em 1979 no qual concordava que a anistia perdoava todos os crimes cometidos durante a ditadura, inclusive aqueles praticados por agentes públicos.

Esse parecer da OAB foi assinado pelo então vice-presidente da entidade, Sepúlveda Pertence, futuro ministro do Supremo. "Nem a repulsa que nos merece a tortura impede reconhecer que toda a amplitude que for emprestada ao esquecimento penal desse período negro de nossa história poderá contribuir para o desarmamento geral, desejável como passo adiante no caminho da democracia", afirmava Pertence no texto.

A posição da AGU será levada em consideração no julgamento da ação proposta no ano passado pela OAB em favor da punição dos torturadores. O caso é relatado pelo ministro do STF Eros Grau, que foi torturado durante a ditadura.

TESES
O parecer contraria o entendimento do Ministério da Justiça, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Casa Civil - que se manifestou por meio da assessoria jurídica. Os três são favoráveis à tese de que os crimes praticados por militares durante a ditadura não foram beneficiados pela anistia. Do lado contrário, estão os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores e a Controladoria-Geral da União (CGU), que manifestaram concordância com a tese da Advocacia-Geral da União.

Esse assunto já havia provocado uma crise institucional no governo no ano passado. Um parecer da mesma AGU num processo que tramita em São Paulo contra os coronéis da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel, ex-comandantes do DOI-Codi, já indicava qual seria o posicionamento adotado no processo protocolado no Supremo.

APELO
Diante disso, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o titular da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, criticaram publicamente a posição da AGU e defenderam a "correção" do parecer. Vannucchi chegou a cogitar deixar o cargo caso o governo decidisse "passar uma borracha" sobre esse tema. O apelo em favor da mudança de posição da AGU não foi atendido pelo advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli.

por Felipe Recondo, no Estado de São Paulo



Com que então, o nosso sinistro da Justiça, Falso Gênero, continua atacando a Lei da Anistia visando revogá-la para que sejam punidos os torturadores da época do regime militar - mas não sejam punidos os terroristas desta mesma época, já que ele, Vannucchi e Dilma seriam punidos também!

Tarso, aquele do ditado comunista "um peso, duas medidas", junto com outros quadros, hoje conhecidos como ministros do governo Lula (Vannucchi, Dilma, Franklin Martins, Minc), defendem o notório terrorista italiano Cesare Battisti, que, lá, foi condenado pelos crimes comuns que cometeu - assassinou duas pessoas e foi o mandante em outros dois casos.

E veja lá, na defesa que Tarso fez do terrorista, há um citação no item 29 em que ele diz que:

"A respeito da criminalidade política e de sua caracterização em face dos instrumentos de cooperação internacional, observe-se o ensinamento de Francisco Rezek, Direito Internacional Público, 11ª ed., São Paulo: Saraiva, 2008, pp. 214-215:

'Asilo político é o acolhimento, pelo Estado, de estrangeiro perseguido alhures – geralmente, mas não necessariamente, em seu próprio país patrial – por causa de dissidência política, de delitos de opinião, ou por crime que, relacionados com a segurança do Estado, não configuram quebra do direito penal comum. Sabemos que no domínio da criminalidade comum – isto é, no quadro dos atos humanos que parecem reprováveis em toda parte, independentemente da diversidade de regimes políticos – os estados se ajudam mutuamente, e a extradição é um dos instrumentos desse esforço cooperativo. Tal regra não vale no caso da criminalidade política, onde o objetivo da afronta não é um bem jurídico universalmente reconhecido, mas uma forma de autoridade assentada sobre ideologia ou metodologia capaz de suscitar confronto além dos limites da oposição regular num Estado democrático.' (grifei)."

Assim, espertamente, grifou Tarso Genro, corroborando seu viés comunista, a fim de livrar a cara de seu companheiro de ideologia.

Porém, o grifo correto é outro:

"Asilo político é o acolhimento, pelo Estado, de estrangeiro perseguido alhures – geralmente, mas não necessariamente, em seu próprio país patrial – por causa de dissidência política, de delitos de opinião, ou por crime que, relacionados com a segurança do Estado, não configuram quebra do direito penal comum. Sabemos que no domínio da criminalidade comum – isto é, no quadro dos atos humanos que parecem reprováveis em toda parte, independentemente da diversidade de regimes políticos – os estados se ajudam mutuamente, e a extradição é um dos instrumentos desse esforço cooperativo. Tal regra não vale no caso da criminalidade política, onde o objetivo da afronta não é um bem jurídico universalmente reconhecido, mas uma forma de autoridade assentada sobre ideologia ou metodologia capaz de suscitar confronto além dos limites da oposição regular num Estado democrático."

Assassinar um joalheiro é crime político? E um carcereiro? E um açougueiro? Estes, entre outros, são os "crimes políticos" cometidos por Battisti, segundo o entender de Tarso. E segundo sua própria citação, tendo Cesare sido julgado pelos crimes comuns que cometeu em seu país de origem, não pode receber asilo político em hipótese alguma!

Mas suponhamos que Battisti tenha realmente sido julgado politicamente, por seus atos numa organização julgada como terrorista, por atentar contra os poderes do Estado. Ainda assim, não se poderia conceder-lhe o asilo político: a Resolução 1.373 da ONU, de 28 de setembro de 2001, em pleno vigor, da qual o Brasil é signatário, e que tem como objetivo suprimir o financiamento ao terrorismo diz que:

"Agindo de acordo com o capítulo VII do estatuto da Organização das Nações Unidas,
(...)


2.Decide que os Estados membros também deverão:

(a) Abster-se de fornecer qualquer forma de apoio, ativo ou passivo, a entidades ou pessoas envolvidas em atos terroristas, incluindo a supressão de recrutamento de membros de grupos terroristas e eliminando o fornecimento de armas para os terroristas;

(b) Tomar as medidas necessárias para impedir a execução de atos terroristas, inclusive informando, antecipadamente, outros Estados membros através de troca de informações;

(c) Negar refúgio seguro para aqueles que financiem, planejem, apóiem ou cometam atos terroristas;

(d) Impedir que aqueles que financiam, planejam, facilitam ou cometem atos terroristas usem seus respectivos territórios para propósitos contra outros Estados membros ou seus cidadãos;


(e) Garantir que qualquer pessoa que participe no financiamento, planejamento, preparação ou execução de atos terroristas ou que apóie tais atos seja julgada e garanta que, além de outras medidas contrárias, tais atos terroristas sejam considerados como graves delitos criminais pelas leis de cada país, e que a gravidade de tais atos se reflita na pena a eles imputada;

(f) Apoiar um ao outro no processo de investigações ou procedimentos criminais relacionadas com ofinanciamento ou apoio a atos terroristas, inclusive colaborando no processo de obter evidências que sejam necessárias para estes procedimentos;

(g) Impedir a movimentação de terroristas ou de grupos terroristas através de eficientes controles de fronteira e controle na emissão de documentos de identidade e passaportes, e através de medidas que impeçam a falsificação e o uso fraudulento de documentos de identidade e de viagem

3.Convoca todos os Estados membros a:
(...)

(f) Tomar as medidas adequadas em conformidade com o previsto em leis nacionais e internacionais, incluindo padrões internacionais de direitos humanos, antes de conceder condição de refugiado, com o propósito de assegurar que aquele que solicita refúgio não tenha planejado, facilitado ou participado da execução de atos terroristas;

(g) Assegurar, em conformidade com leis internacionais, que a condição de refugiado não seja violada por executores, organizadores ou facilitadores de atos terroristas, e que alegações de ordem política não sejam usadas para recusar os pedidos de extradição dos supostos terroristas;
(...)"

Mais uma vez, Tarso falhou em sua distorcida visão ideológica. Até mesmo a ONU condenaria sua defesa de Cesare Battisti.

Tarso, o celerado terrorista dos anos 60, quer revogar a Lei que perdoou ambos os lados da época do regime militar. E eu repito o que já falei aqui: se for para punir ambos os lados, uma vez que, pelas nossas leis, tanto a tortura quanto o terrorismo são crimes imprescritíveis, eu concordo plenamente com a revisão da Lei. Que sejam encarcerados todos: torturadores e terroristas, com a máxima pena prevista em nossas leis - e sem benefícios como a "redução da pena por bom comportamento"!

De Homicidas e Covardes

O dirigente do partido laico palestino Fatah, Ziyad Abu Ein, divulgou nesta segunda-feira, na Cisjordânia, uma lista de 11 pessoas que, segundo ele, foram executadas recentemente na faixa de Gaza por seguidores da facção rival Hamas. O movimento islâmico radical palestino afirmou que as vítimas morreram por colaborem com Israel durante a grande ofensiva militar na região.

O Hamas controla a faixa de Gaza desde que expulsou o Fatah - ao qual pertence o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas -, em junho de 2007. Em 27 de dezembro do ano passado, Israel começou uma grande ofensiva de 22 dias contra o grupo no território palestino, uma operação que deixou mais de 1.300 palestinos mortos, a maioria civis, cerca de 5.000 feridos e foi, segundo Jerusalém, um "duro golpe" contra o Hamas.

Abu Ein, vice-secretário do Ministério para Assuntos dos Prisioneiros em Ramalah, acusou o Hamas "de cometer crimes contra o povo patriota" em Gaza e de impedir a imprensa de cobrir estes fatos. O ministro afirmou ainda que o Hamas cometeu uma série de violações dos direitos humanos e torturas a palestinos leais ao Fatah ou contrárias ao ideário do Hamas, a quem acusou de praticar terrorismo.

Segundo a denúncia, os atos começaram durante a ofensiva militar israelense em Gaza e cresceram logo após a saída das tropas de Israel. A lista também inclui 170 pessoas torturadas ou espancadas por membros do Hamas, além dos bairros nos quais residiam.

Abu Ein pediu às organizações de direitos humanos que entrem em contato com as pessoas que aparecem na lista, para que possam testemunhar as denúncias. Ele pediu ainda à Liga Árabe que envie uma missão de investigação a Gaza para que averiguar as circunstâncias.

O governo do Hamas em Gaza afirmou em comunicado à imprensa que as vítimas que aparecem na lista perderam a vida durante a recente ofensiva israelense "porque eram colaboradores de Israel". O grupo disse ainda que a maior parte dos casos é de "ajustes de contas" e vinganças de seus seguidores contra colaboradores de Israel.

Em tom mais diplomático, o comunicado afirma ainda que os milicianos do Hamas condenam as execuções e que, "de agora em diante, o governo não permitirá nenhum ato de violência".

"Considerando-se que estamos em uma situação de guerra, nós rechaçamos como governo a qualquer pessoa, independente de sua filiação política, seja o Hamas, o Fatah, a Jihad Islâmica, que faça justiça pelas próprias mãos", diz o comunicado do Hamas.

Durante a ofensiva, o jornal israelense "Haaretz" denunciou que o grupo islâmico executou pessoas suspeitas de colocar em risco a resistência palestina e o domínio do grupo sobre a faixa de Gaza.

De acordo com o jornal, os alvos do Hamas são os membros do Fatah; pessoas condenadas ou suspeitas de colaborar com Israel e outros criminosos "comuns".

O jornal cita uma estimativa de que o número de suspeitos executados varie entre 40 e 80, mas ressalta que, com "o medo de andar nas ruas e a ausência da mídia', é 'virtualmente impossível verificar os números ou identidades dos mortos".

Na Folha On-Line


Não haverá protestos da ONU ou de entidades ditas defensoras de direitos humanos contra as execuções praticadas pelo Hamas na Faixa de Gaza. O relativismo moderno nos diz que facínoras têm o direito de assassinar o seu próprio povo, especialmente quando eles trazem a marca, como é o caso do Hamas, do “progressismo”. Afinal, sabemos, esses valentes comandam o que se chama “resistência” palestina. Também é de somenos que as execuções tenham sido sumárias, ao arrepio de qualquer formalidade legal — e, como não poderia deixar de ser, precedidas de tortura. Cada escola e cada hospital, tão logo Israel saiu de Gaza, foram convertidos em centros de interrogatórios. Quem não recebeu a pena capital levou tiros no joelho ou teve o braço quebrado como punição. A família era chamada para assistir às sevícias.

E não haverá uma maldita palavra a respeito. (...)

Quando Israel ocupou Gaza, o Hamas acoitou-se entre os civis, procurando fazer o maior número possível de vítimas. Só mostrou a cara quando foi para se impor, de novo, pelo terror. Não haverá protestos. Para os progressistas, palestino matar palestino é parte da luta pela autonomia.

A ONU sabe condenar uma força militar por, involuntariamente, fazer vítimas civis numa guerra. Mas deve achar que caçar voluntariamente os adversários, eliminando-os, é parte do jogo. É o humanismo que recende a cadaverina.

por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Forum Social Mundial - Um Outro Mundo é Possível

Apesar da ausência de um documento global, os comentários dos organizadores e participantes ao final do evento tinham quase sempre dois pontos comuns. O primeiro é a idéia de que o fórum aponta na direção certa com seu lema "um outro mundo é possível". Idéia que a crise econômica mundial serviu para fortalecer. O segundo ponto é que o fórum precisa ampliar seu raio de ação, atraindo mais entidades da Ásia, Leste Europeu, África e de outras regiões do mundo. Neste ano, das 5.808 entidades participantes, 4.193 eram da América do Sul.

"Davos acabou. Nós somos o futuro", comentou Candido Grzybowski, do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), referindo-se à cidade suíça que abriga anualmente um fórum com a elite do pensamento capitalista.

"A crise global é a demonstração científica de que o sistema em vigor, o sistema de Davos, não é sustentável", ecoou a italiana Rafaella Bolini, outra integrante do conselho internacional e dirigente de uma ONG que atua na área de cultura.

Por toda parte ouviam-se expressões desse tipo. A francesa Jeanne Singer, pesquisadora da área da saúde e militante marxista, de 82 anos, disse: "Ou mudamos o rumo do mundo, ou vamos direto para barbárie".

Não é fácil entender o encontro, que neste ano reuniu 115 mil pessoas, a maioria delas jovem.Nos debates sobre a crise econômica, a maior parte dos especialistas convidados, de diferentes áreas do conhecimento, apresentaram o pior dos cenários - algo parecido a um apocalipse, que estaria no seu início. Mas, por outro lado, não se consegue extrair do fórum nenhum documento que aponte um caminho a seguir contra a crise.

Segundo os seus idealizadores, essa é a tradição do evento: estimular o debate e o encontro, sem definir caminhos.

Não se deve pensar, porém, que ele seja inócuo em termos de ação. Oded Grajew, diretor do Instituto Ethos e um dos criadores do fórum, observou que ele tem permitido articulações cada vez maiores e mais eficientes de associações da sociedade civil e movimentos sociais aos redor do mundo. Elas podem definir ações e documentos globais, à parte do evento.

No próximo ano o fórum será descentralizado, com vários encontros ao redor do mundo. Em 2011, porém, ele volta a concentrar todas as entidades e regiões num só local - que poderá ser definido amanhã, durante o encontro do conselho internacional, em Belém. A África do Sul está interessada em ser a sede do evento. Mas alguns conselheiros defendem a transferência para a Ásia. Existe a possibilidade de realizá-lo no México, em alguma área da fronteira com os Estados Unidos.

Os organizadores não sabem ao certo qual foi o custo do fórum, nem qual foi a participação das entidades - que pagam pelas inscrições. Sabe-se que cerca de R$ 850 milhões vieram de quatro estatais (Caixa Econômica, Banco do Brasil e Eletronorte). Os governos federal e estadual, por sua vez, fizeram investimentos de R$ 338 milhões - nas áreas de saúde, segurança e infraestrutura, para que a capital paraense pudesse abrigar o evento.

O Fórum Social Mundial foi encerrado ontem em Belém, no Pará, sem nenhum documento final com as conclusões do encontro ou qualquer sugestão a respeito da crise econômica mundial - exaustivamente debatida durante os sete dias do evento. Na assembleia geral, realizada ontem ao ar livre, no fim da tarde, foram lidos documentos sobre um conjunto de 22 questões pontuais, variando da preservação da Amazônia aos problemas enfrentados por migrantes ao redor do mundo, a demarcação de terras indígenas, a questão palestina e outros.

Por Roldão Arruda, O Estado de S. Paulo



Nunca antes "neztepaís" tivemos tantos arqueólogos! Alguns deles, hoje até famosos, viraram presidentes em seus países. São aqueles que também são membros do Foro de São Paulo: Chávez, Correa, Evo e, agora, Lugo. Ah! E também Lula, que, embora não tenha sido convidado, acabou aparecendo na última hora.

Além da evidente queimação de maconha, entre outras drogas, na tentativa mais rápida de alcançar as glórias do "outro mundo possível", tínhamos trabalho infantil, comércio informal desorganizado e comercialização de produções piratas, como CDs e DVDs, aqueles mesmos que a Polícia combate fora desses territórios.

Ué? E onde estavam os nobres combatentes do trabalho infantil? Será que estavam entre os fumadores de maconha e, por isso, nada viram? Ou será que o trabalho de crianças, no paraíso socialista que o Pará se transformou nestes dias, é permitido, não sendo crime?

E porque a comercialização de produtos piratas? "Ah! Mas isso é porque as pessoas que lá estavam são contra a exploração intelectual pelo grande capital representado pelas gravadoras e estúdios de Hollywood!" Ah! Tá bom... As gravadoras e estúdios não podem receber o dinheiro, mas os babacas do "outro mundo possível" não conseguem viver sem a graninha gerada pelo capitalismo. Afinal, se todos são a favor do socialismo, porque não dividiram igualmente os CDs e DVDs que ali se encontravam?

E porque estes encontros nunca geram uma linha sequer sobre o que se deve fazer para que o "outro mundo possível" comece a existir? É simples: qualquer imbecil sabe o que o "outro mundo possível" já causou ao mundo. Causou as milhões de mortes na extinta União Soviética, na China, na Coréia do Norte, no Vietnã, em Cuba.

O "outro mundo possível" só foi possível, até hoje, na base da porrada e do tiro, como vem fazendo o grupo paramilitar "La Piedrita", apadrinhado por Hugo Chávez - que, cada vez mais, com seu "socialismo do século XXI" (e idéias do século XIX), vem tomando as liberdades do povo venezuelano.

Claro, sempre há os cabeças de bagre que apóiam estas estultices. São os "altruístas", que só pensam no bem alheio. Mas, na verdade, são invejosos que não conseguem ver o sucesso das outras pessoas, por não terem metade do carisma, do brilhantismo, da força de vontade de vencer na vida do que aqueles que construíram seus prórpios negócios e com eles prosperaram.

Invariavelmente, são aqueles que adoram o "Deus-Estado", achando que quando o socialismo for implantado e acabar o capitalismo, serão ungidos pelo ditador de plantão para pertencerem à cúpula que ficará isenta de ser enviada às masmorras ou ao "paredón", sem qualquer tipo de julgamento, como sempre ocorreu em todos os recantos onde o socialismo foi implantado.

O "Deus Capitalismo", como Lula chamou o mercado, está doente, claro. Já esteve diversas vezes. E sempre os babacas do "outro mundo possível" cantaram que ele havia morrido. Se morreu, qual fênix da lenda grega, renasceu. E sempre forte e promovendo o crescimento econômico nos países que mais o respeitaram.

Outro mundo é possível? Sim. Aquele em que estes parvos não estejam. Que se juntem todos na Cuba de "Esteban". Ou na Coréia do Norte.

Ou até melhor: porque estes néscios, que tanto adoram as banderinhas com a cor vermelha, não se mudam para Marte, o planeta vermelho?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ontem, Genocidas. Hoje, Heróis.

Hitler matou seis milhões de judeus ao longo da Segunda Guerra Mundial. A URSS, em apenas um ano, matou sete milhões de ucranianos de fome, a China maoísta aniquilou, aproximadamente, sessenta e cinco milhões de chineses e a Cuba castrista assassinou vinte mil pessoas e gerou o exílio de dois milhões de habitantes, homens e mulheres que buscavam a liberdade. A pergunta que fica é: por que o nazismo foi radicalmente execrado da vida social e política moderna ao mesmo tempo em que o comunismo genocida, além de valorizado, passou a ser popularizado por meio de um marketing bem feito e pela conversão de assassinos em heróis?

Talvez esse questionamento gere a ira de neonazistas. Realmente, um jovem seguidor de Hitler deve fazer essa pergunta frequentemente; até poderia ir além, ao chamar o regime hitlerista de “nazismo real”, distinto dos verdadeiros princípios do nacional-socialismo. Não obstante, o problema não é a condenação de Hitler, mas a não condenação de outros assassinos que marcaram e marcam a história da humanidade.

A banalização da morte de milhões de pessoas, onde carrascos se tornam exemplos para a juventude e baluartes da vanguarda, apenas comprova a decadência moral, ética, espiritual, da sociedade moderna. Um marxista não-totalitário, o que até pode ser difícil de encontrar dentro de uma perspectiva ortodoxa, já que a marxologia atual constata o caráter violento intrínseco da hermenêutica das obras de Karl Marx, deveria ter a obrigação de rechaçar a defesa desses regimes genocidas. Os malabarismos teóricos e práticos usados para justificar mortes em série e extermínios em massa apenas constatam a banalização da vida, o esvaecimento da dignidade humana que ocorre entre os homens que se encontram submersos na cegueira ideológica.

Essa popularização de figuras como Che e Mao só é possível, na sociedade atual, porque reina, de forma pujante, um relativismo feroz e aniquilador. É muito engraçado ver artistas famosos, cantores, milionários e esbanjadores, batendo palmas e elogiando líderes que eram defensores incontestes da morte de inimigos políticos, ou seja, qualquer cidadão que defendesse a liberdade ou fosse visto como influência do "imperialismo", seja por meio da música americana, cinema europeu, religião etc. Tudo era compreendido como ferramenta de alienação; superestruturas que sustentavam o sistema capitalista, daí a radical necessidade de destruir os pilares fundamentais da civilização ocidental; a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega; as peças basilares que juntas definiam a identidade do homem do Ocidente; sem elas, ou por meio do início de uma guerra contra elas, os indivíduos não mais se reconheciam.

Hoje o mundo se escandaliza com Guantánamo. Por acaso alguém se importa com a prisão de La Cabaña, chefiada por Guevara, onde quatrocentos cubanos foram assassinados sem julgamento? Onde o único crime cometido, quando havia alguma acusação, era o de se opor ao regime castrista? O bom senso nos obrigaria a fazer uma radical oposição às duas realidades, ambas representantes da banalização da vida, os dois casos retratando o descaso, a profanação da dignidade do ser humano. Entretanto, infelizmente, ao mesmo tempo em que a "mass media", a casta artística e jornalística, governantes e políticos, incitam e estimulam a oposição caricata ao governo Bush, essas mesmas estruturas são as responsáveis por alimentar os devaneios de milhares de homens e mulheres que, enebriados com a massificação socialista, esquecem ou pouco se importam com as mortes e os extermínios em massa. Tudo isso ao mesmo tempo em que, ironicamente, protestam contra o Presidente dos EUA que mantém uma prisão desumana em solo cubano.

Ora, Guevara e outros assassinos comunistas se encontravam num estágio superior, eles não escondiam o grau de importância que davam a essas mortes políticas: “fuzilamento? sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”, dizia Che na Assembleia da ONU. O mais “engraçado” foi quando questionado sobre duas mil mortes que havia sido diretamente responsável, respondeu que todos eram agentes da CIA [veja a imagem ao lado: um agente da CIA pronto para ser assassinado a mando de Che]. Realmente, quem não saberia que camponeses, trabalhadores, padres, freiras, pastores, comerciantes e estudantes na verdade, por debaixo das aparências, eram espiões bem treinados da Inteligência Americana?

Essa conversão, a transformação de assassinos em heróis, só se sustenta por meio de um processo de decadência. Quando a sociedade ocidental passa a não mais se importar com a verdade, quando começa a reinar um sentimentalismo exacerbado e, para piorar, ocorre o triunfo de doutrinas políticas massificantes, estatólatras, invadindo a mídia, a arte e corrompendo a educação básica, os homens passam a ser formados com uma concepção obtusa a respeito da realidade. Antíteses claras e óbvios paradoxos são defendidos sem qualquer preocupação intelectual; não há um mínimo senso de responsabilidade. A defesa dos absurdos – elogiar um Che genocida e criticar Bush militarista, ou se dizer católico, que acredita na ressurreição, e espírita, que é reencarnacionista -, não incomoda, não gera desconforto intelectual.
De forma sucinta podemos dizer que os homens modernos não mais se sentem responsáveis com a Verdade, desse modo abrem espaço para o triunfo não só da mentira, mas das falácias e das contradições.
por Pedro Ravazzano