terça-feira, 31 de agosto de 2010

Areia nos Olhos do Público

A Receita Federal é um curioso organismo. Trata com implacável rigor o contribuinte, tido por definição como um sonegador em potencial a quem incumbe provar, obedecendo a exigências não raro bizantinas, que está com a sua vida fiscal em ordem. Ao mesmo tempo, para se autoconceder um atestado de inocência política, não se vexa de alegar que o vazamento das declarações de renda de pessoas ligadas ao candidato presidencial do PSDB, José Serra, se explicaria pelos indícios de existência de “um balcão de compra e venda de dados sigilosos”, na delegacia do Fisco em Mauá, na Grande São Paulo, com vítimas a granel.

As palavras são do corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos D”Ávila. Ele ecoou a posição do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, que disse não acreditar que tenha havido “fins específicos de natureza político-partidária” na devassa dos dados dos companheiros, amigos e familiares do ex-governador Serra, em outubro do ano passado. Tanto assim que, na mesma época e na mesma repartição, 140 outros contribuintes, entre eles os donos das Casas Bahia e a apresentadora de TV Ana Maria Braga, também tiveram os seus registros vasculhados em 320 acessos - dos quais 206 nos computadores de apenas duas servidoras. Destes, 151 não se justificariam.

Para jogar areia nos olhos do público e desmoralizar a denúncia de que Serra foi alvo de uma torpeza com intuitos eleitorais - numa repetição do golpe dos aloprados de 2006, que também o visava -, a cúpula da Receita preferiu se expor à desmoralização, ao mostrar como são porosas as barreiras do outro lado dos seus ávidos guichês que deveriam proteger a privacidade dos cidadãos da bisbilhotice dos próprios servidores públicos. Acionados a toque de caixa pelo governo, inquieto com a frouxidão das suas reações ao escândalo, os hierarcas do Fisco subitamente encontram a verdade que, na versão anterior, demandaria exaustiva investigação.

Essa história se desenrola há três meses. Em maio, a revista Veja informou que operadores da candidatura Dilma Rousseff tratavam de montar um dossiê com evidências comprometedoras para o seu adversário. A notícia custou a cabeça do jornalista que cuidava da assessoria de imprensa da campanha petista - y de otras cositas más. Em julho, o jornal Folha de S.Paulo revelou que um setor da equipe de Dilma estava de posse de cópias de declarações de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Na semana passada, enfim, o Estado adiantou que, segundo apurou a Corregedoria-Geral da Receita, foi também violado o sigilo de outros serristas.

Salta aos olhos a quem o golpe sujo poderia interessar. A alegação da Receita, que menciona o comércio de informações confidenciais com “pagamento de propina”, em nada altera a substância dos fatos. Os dados passíveis eventualmente de servir de munição à campanha da candidata do presidente Lula podem ter sido oferecidos ou procurados, contra pagamento ou de favor. Em qualquer das hipóteses, a mercadoria chegou ao destino. O acesso a declarações de renda de terceiros - de muitos terceiros, a julgar pelo material clandestino que se vende em plena rua - é uma história à parte. Não tem que ver com a disputa pela Presidência da República.

O que estarrece na série de ilícitos com essa ou aquela intenção é a facilidade com que podem ser cometidos nas tumultuadas entranhas do Fisco. Reportagem publicada domingo neste jornal, com base em depoimentos de analistas tributários e servidores ouvidos no inquérito sobre a violação dos dados do tucano Eduardo Jorge, mostra como senhas individuais de acesso ao acervo de declarações armazenadas em computador passavam de mão em mão e ficavam anotadas em agendas ao alcance de todos quantos passassem pelas mesas dos colegas.

“A segurança dos arquivos da Receita é como queijo suíço, com buraco para tudo”, resume o advogado de uma das funcionárias investigadas.

Se, causado por isso ou propiciado por isso, se formou no Fisco “um balcão de compra e venda de dados sigilosos”, é de perguntar o que o seu titular, Otacílio Cartaxo, espera para se demitir. Só não é preciso perguntar por que o presidente Lula ainda não mandou demiti-lo.

do Editorial do Estadão

A Verdadeira Reforma Agrária

A Polícia Federal prendeu ontem o superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Mato Grosso do Sul, Valdir Cipriano do Nascimento, além de outros quatro funcionários do órgão no Estado. Eles são acusados de venda e destinação ilegal de áreas que deveriam ser entregues a sem-terra.


Lotes da reforma agrária destinados aos sem-terra foram transformados em chácaras de lazer e assentamentos agrícolas do governo federal em áreas de especulação imobiliária. Essas e outras irregularidades, constatadas no Programa Nacional de Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul, resultaram na prisão, hoje, do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Valdir Cipriano do Nascimento, quatro funcionários do órgão no Estado e mais 15 suspeitos.


Eles foram presos durante a Operação Tellus, que na mitologia romana era a deusa que personificava a terra. Outras 15 pessoas também passaram prelo mesmo procedimento, incluindo dois vereadores da cidade de Itaquiraí, extremo sul do Estado. Um deles é Joel José Cardoso (PDT), líder de sem-terra e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, e o outro é Arcélio Francisco José Severo (PDT). Além deles, um empresário residente em Cosmorama, cidade do interior de São Paulo, também foi detido.


O grupo era composto ainda por líderes dos trabalhadores rurais de Naviraí, Dourados, Ivinhema, Nova Andradina, Bataiporã e Angélica. Todos foram apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como membros ativos em esquemas criminosos que resultaram em prejuízos calculados, até agora, em mais de R$ 62 milhões aos cofres públicos.


Desse valor, R$ 50 milhões desapareceram devido às fraudes aplicadas durante processo de abertura de estradas, construção de moradias e distribuição dos 497 lotes da Fazenda Santo Antônio, em Itaquiraí. No local, os melhores terrenos não foram entregues aos sem-terra, de acordo com a ordem de sorteio realizado para a posse das glebas. Um total de 425 sem-terra ficou sem os lotes, que foram entregues a terceiros.


De acordo com a denúncia, os beneficiados são familiares e amigos dos líderes. Um deles ficou com a sede da fazenda. Os R$ 12 milhões restantes corresponderiam ao valor de 300 lotes do Incra vendidos para políticos, comerciantes e pessoas sem o perfil exigido pela reforma agrária. Todos esses lotes teriam sido "legalizados" fraudulentamente por funcionários do Incra-MS.


Repúdio
O superintendente acusado afirmou, em nota distribuída no início da tarde, que não tem a menor culpa nos crimes apontados pelo MPF. "Repudio as acusações direcionadas ao exercício de minha função no cargo de superintendente e as mesmas, com toda certeza, serão esclarecidas oportunamente", afirmou. Segundo Nascimento, durante os 8 meses de exercício no cargo, ele retomou 2 mil terrenos que haviam sido vendidos para pessoas não reconhecidas pelo órgão.


A Fazenda Santo Antônio, com área de 16.926 hectares divididos em 1.236 lotes, custou em espécie R$ 130 milhões ao Incra. Os melhores lotes não foram sorteados, ficando reservados aos líderes dos movimentos sociais, havendo inclusive casos de lotes contíguos destinados a integrantes de uma mesma família.


Posteriormente ao sorteio ocorreu a venda de lotes intermediada pelos líderes dos assentamentos e com a participação de servidores do Incra, que teriam formalizado a venda alterando os registros. Dentre esses lotes ilegalmente negociados, conforme a denúncia, diversos são usados como sítios de lazer, desvirtuando totalmente os objetivos da reforma agrária.


por João Naves de Oliveira, da Agência Estado

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Ídolo de Lula

"Sou contra todos os tipos de ditadores. Sou contra o comunismo".
Fidel Castro, em Abril de 1959, em Washington


Fidel Castro Ruz nasceu em 1926, filho de um imigrante espanhol canavieiro e sua consorte cubana. Como um jovem advogado nos idos de 1950, Fidel emergiu como um adversário do ditador Fulgencio Batista. Com um pequeno grupo de revolucionários, em 1953 Castro organizou um ataque ousado contra o Quartel Moncada, em Santiago de Cuba. O ataque falhou, mas seu julgamento fez dele uma figura de importância nacional.

Após dois anos de prisão, anistiado, viajou para o México, onde organizou um novo movimento de guerrilha para novamente tentar derrubar Batista. Junto com outros 85 guerrilheiros, desembarcou em Cuba no final de 1956. Após três anos, orquestrou a derrubada do presidente Batista, que fugiu de Cuba na véspera do ano novo de 1958.

Após a derrubada de Batista, Fidel manobrou a democracia e através de eleições ganhou o controle sobre o Estado cubano. Assim, começou a desapropriar as propriedades, nacionalizar a indústria e construir laços políticos e militares com a União Soviética. Em 1960, declarou oficialmente a Cuba um estado socialista, expurgando a oposição da mídia e aprisionando dissidentes políticos.

Em 1961, o recém-eleito presidente dos EUA, John F. Kennedy, autorizou a CIA a derrubar o regime de Castro. Em 1962, após o abjeto fracasso da Baía dos Porcos, os EUA impuseram um grande embargo comercial a Cuba, além de ter ido à beira de uma guerra nuclear, após a colocação de mísseis nucleares soviéticos em solo cubano.

Ao longo de seu regime comunista de cinquenta anos, as idéias de Fidel sobre política, economia, assuntos internacionais ainda reinam supremas em Cuba. A ilha tornou-se dependente economicamente da União Soviética ao longo de décadas e com a ajuda de armas soviético projetada de energia e exportar a revolução na América Latina, África e Oriente Médio.

O colapso da União Soviética no início de 1990 e as transformações no mundo deixou Cuba afastada do mundo moderno. Fidel Castro somente salvou Cuba do colapso econômico completo após a abertura da ilha para o investimento estrangeiro e o turismo, mas preservando o controle total sobre a política e a sociedade.
Ainda em 1990, a convite do PT (Partido dos Trabalhadores) do Brasil, ele e Lula fundaram o Foro de São Paulo, uma entidade que congrega os partidos e agremiações de esquerda, como as FARC, a fimde de "recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu".

Em julho de 2006, Castro sofreu uma crise de saúde grave e entregou a autoridade provisória a seu irmão, Raul. Em fevereiro de 2008, entregou oficialmente o papel de presidente do Conselho de Estado a Raúl, embora ele continue a ser uma forte influência sobre o governo totalitário de Cuba.

Quebra de Sigilo

Hoje, o jornal O Estado de São Paulo publica matéria sobre a criminosa quebra de sigilo comandanda por petistas da campanha da Dilma contra membros do PSDB, com o qual montaram um Dossiê contra Serra, entregue para a imprensa. Nela, cita que existe o testemunho de um repórter da Folha de São Paulo, Leonardo Souza, para a Polícia Federal, onde confirma que recebeu as informações vazadas de membros da Campanha de Dilma Rousseff. Veja abaixo:


Na Folha de São Paulo de hoje, o jornal não cita, em nenhum momento, que o seu repórter depôs e confirmou, desmentindo, com isso, a nova versão "plantada" por Dilma Rousseff(PT), em pleno Jornal Nacional. Vejam o que a Folha diz:

O secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos D'Ávila, tentaram ontem despolitizar a quebra dos dados fiscais de quatro pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com os dirigentes do fisco, a violação do sigilo dos tucanos ocorreu a partir de um esquema criminoso mais amplo de compra e venda de informações que funcionava dentro da agência da Receita em Mauá (SP). "Realmente esse fato preocupa [a quebra dos dados das pessoas ligadas a Serra]. Mas, se nós analisarmos todos os acessos feitos na agência, verificamos que foram indistintamente realizados. Não acredito que tenha havido fins específicos de natureza político-partidária", disse Cartaxo, em entrevista para explicar o caso. Conforme a Folha revelou, os dados do vice-presidente tucano, Eduardo Jorge, estavam em um dossiê feito pela chamada "equipe de inteligência" da campanha de Dilma Rousseff (PT). Os outros alvos da quebra tiveram seus nomes citados em outro dossiê do mesmo grupo.

Agora, pasmem! O repórter que assina o texto acima é o mesmo Leonardo Souza que, na Polícia Federal, confirmou que havia recebido o dossiê de petistas da Campanha da Dilma. Agora, nem mesmo cita o fato na sua matéria. Ele não faz nenhuma referência ao fato! Ao contrário: aceita e publica uma versão que sabe, melhor do que ninguém, que é mentirosa! Existe ou não existe um conluio entre a Folha de São Paulo e o PT para abafar o caso? Depois que a Gráfica Plural, que pertence ao Grupo Folha, dono da Folha de São Paulo e do Datafolha, ganhou a "concorrência" de mais de R$ 60 milhões para fazer a prova do Enem, a linha editorial do jornal mudou da água para o vinho. Alguns dizem que ela ganhou a concorrência na Justiça. O fato é que o Governo não recorreu da decisão, como poderia e deveria, já que as provas do ano passado foram roubadas dentro da Plural, causando prejuízos da ordem de R$ 150 milhões para os cofres públicos. O acordo foi feito e está valendo. Só não lê quem não quer.

por Coronel, no Coturno Noturno

Cuidado com Lulitler!

A opinião pública brasileira chegou a um estado inédito de letargia. Do alto de seus quase 80% de aprovação, Lula pode dizer qualquer coisa. O bom entendedor está arrepiado. Em sua excitação de Midas eleitoral, com a candidata fantasma disparando nas pesquisas, o presidente fala pelos cotovelos – e seus cotovelos andam dizendo barbaridades.

A mais grave delas, para variar, passou despercebida. Reclamando do Senado Federal, que lhe foi menos servil do que ele desejava, Lula anunciou: “Penso em criar um organismo muito forte, juntando todas essas forças que nos apóiam, para que nunca mais a gente possa permitir que um presidente sofra o que eu sofri”.

A declaração feita num palanque em Recife, onde o presidente tornou-se uma espécie de semideus, é um escândalo. Ou melhor: seria um escândalo, se o Brasil não vivesse nesse atual estado de democracia anestesiada.

Lula está anunciando um “organismo” político para neutralizar o Congresso Nacional. É o presidente da República, de viva voz, avisando que as regras da democracia não servem mais. Quer usar a ligação direta com as massas para enquadrar o Senado. O mais famoso autor de uma idéia desse tipo foi o führer Adolf Hitler.

Se o Brasil não estivesse imerso no sono populista, Lula teria que ser convocado imediatamente ao Congresso para explicar que “organismo” é esse.

As cartas estão na mesa, e são claras. Todas as tentações autoritárias da esquerda S.A. estão fervilhando com a disparada de Dilma, a candidata de proveta, na corrida presidencial. Chegou a hora de submeter o Congresso, a imprensa e as leis à República dos companheiros.

Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: está sendo urdida uma força para-estatal para dar poderes especiais ao governo Dilma. A vitória no primeiro turno seria o passo inicial do arrastão. Depois viria a Constituinte petista, com a enxurrada de “controles sociais” e “correções democráticas” que o país já viu sair das conferências xiitas bancadas por Lula.

Brasil, divirta-se com a brincadeira de votar na mamãe. Depois comporte-se, porque o organismo vem aí.

por Guilherme Fiuza, na Revista Época

DilMentira Tem Perna Curta!

Muitos daqueles que costumam ler este blog, sabem exatamente como eu trato esse pessoal que hoje se aboletou no poder e que queria, nos anos 60 do século passado, implantar a "ditadura do proletariado": TERRORISTAS!

Sim, isto mesmo. Podem ser ex-guerrilheiros, mas ainda são TERRORISTAS - uma vez que, para eles, os indivíduos que praticaram tortura ainda são torturadores -, pois sustentam as mesmas ideias toscas advindas do socialismo mais tacanho, mais remelento, mais apodrecido que existe.

Dilma, conhecida à época como camarada Estela - ou Vanda -, lutou, sim, contra a ditadura. Mas apenas e tão somente para IMPLANTAR UMA DITADURA AINDA PIOR: A DITADURA COMUNISTA, como a da China, de Cuba, da extinta URSS. E muitos de seus companheiros de quadro comprovam isto. E desta vez, foi Fernando Gabeira.

Gabeira, conhecido como Mateus, Honório, Bento, João e Inácio, também militou na extrema-esquerda e atuou em grupos terroristas como o DI/GB e o MR-8; mas com o passar do tempo, soube fazer a necessária crítica a esse passado reprovável - embora ainda pense, no mais das vezes, com o "raciossímio" esquerdista.

No dia 25 deste mês, Gabeira deu uma entrevista à Folha e, diferentemente de Dilma, não glorifica seu passado, mentindo ao dizer que lutava pela democracia.

Questionado sobre o passado comum com a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, devido ao combate à ditadura militar, Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio, afirmou durante sabatina promovida pela Folha e pelo UOL que ele e os demais envolvidos na luta armada contra o governo de então não buscavam a democracia, mas sim uma "ditadura do proletariado".

"Temos [eu e Dilma] um passado comum, mas existem diferenças no que foi a nossa atuação. Nós participamos dessa luta [contra a ditadura], mas com objetivos diferentes". disse Gabeira.
"Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra a ditadura militar, mas, se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, [ele] era voltado para uma ditadura do proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir seu passado e dizer que estava lutando pela democracia. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegar à ditadura do proletariado. A luta armada não estava visando a democracia, pelo menos em seu programa", afirmou.

Ditadura Disfarçada

Imperaria no Brasil, nos dias que correm e a crer na letra fria da lei, a plenitude democrática do Estado de Direito. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário funcionariam harmonicamente, embora independentes. Isso é o que reza a Constituição promulgada em 1988, ainda que com um grande número de alterações feitas ao longo dos anos.

No entanto, é válido perguntar se não estamos vivendo num regime no qual o Legislativo faz às leis que lhe interessam, o Judiciário as fiscaliza quando lhe convém e, o Executivo, zomba delas sempre que colidam com os seus objetivos.

Hoje, o que se vê é a absoluta predominância desse último sobre os demais. O Legislativo, a reboque das decisões tomadas no Palácio do Planalto e, o Judiciário, sob um vendaval de críticas à sua morosidade e suspeições quanto à sua imparcialidade.

A sociedade, de forma lenta e progressiva, torna-se vítima inerme da propaganda massificante (e custeada com recursos públicos) mostrando o atual presidente da República como sendo um predestinado pelos fados a levar o Brasil a um destino de grandeza. E Lula, no melhor estilo da ditadura castrista, indica seu sucessor (no nosso caso, a sua) somente ouvindo seus áulicos (se é que o fez).

Assim, não é demais salientar que, dentro da linha dos ensinamentos de Antonio Gramsci explanados nos “Cadernos do Cárcere”, assistimos à lenta derrocada do regime democrático e sua substituição por outro que vai, a pouco e pouco, implantando no País a doutrina comunista segundo os ditames do Foro de São Paulo.

E a caminhada para o abismo é feita através medidas legais e ações políticas que, uma vez aceitas e incorporadas pela massa popular, entorpecem a consciência da maioria. A elite econômica é cooptada com favores fiscais e creditícios e os servidores da máquina estatal com aumentos dirigidos para aqueles setores melhor organizados.

Os chamados “movimentos sociais” e os sindicatos são favorecidos com verbas crescentes e, assim, ficam atrelados ao governo, enquanto os cargos de confiança, excrescência alimentada pelos políticos, são ocupados por militantes do partido no poder. Paralelamente, a coesão social é enfraquecida pela criação de cotas raciais e pelo incentivo à luta de classes.

Os valores morais, que num passado nem tão distante assim eram cultuados e valorizados, vão sendo sepultados enquanto a própria sociedade não se dá conta de estar sendo destruída para a construção de uma nova estrutura social, esta moldada segundo os cânones do partido único. Onde a indignação popular com os desmandos do governo, com a corrupção deslavada que se faz presente em todos os níveis, do federal ao municipal? Talvez esteja morta e sepultada sob uma avalanche de favores prodigalizados pelo Estado com o dinheiro dos contribuintes.

A presente campanha política para a eleição do presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, corre morna e burocrática. Afinal, há poucas diferenças entre as idéias e os ideais dos candidatos, com raras e honrosas exceções. No caso dos principais postulantes à Presidência da República, os nomes indicados pelo PT e pelo PSDB foram gestados politicamente por organizações de esquerda, quando ainda estudantes. E, cumpre dizê-lo, os dogmas esquerdistas não foram publicamente renegados por eles.

Seja qual for o resultado das urnas nestes “tristes trópicos”, continuaremos a assistir ao desenrolar de um drama iniciado no governo FHC, qual seja a lenta e progressiva transformação do Brasil em um País dominado pelo pensamento de Gramsci e sob a vergonhosa tutela do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro.

Quem viver verá e haverá de chorar lágrimas de sangue.

por Osmar José de Barros Ribeiro

Dilma, Agora Conte a do Papagaio!

Com o aval de Dilma, seus marqueteiros continuam mentindo por ela. É que ela e eles seguem afirmando, para os tolos, que ela “lutou contra a ditadura”. Ora...Ora...Estou no jornalismo desde antes do ano de 1964...Andei por emissoras pequenas e grandes, trabalhei em jornal e televisão, fui o locutor que, seqüestrado pela turma do senhor Leonel Brizola, em Porto Alegre, abri a que chamaram “Campanha da Legalidade”. Fui por longo tempo substituto de Lauro Hagmann (quando impedido) no famoso noticiário Repórter Esso. Fui titular do Grande jornal falado Farroupilha, à época, para o RGS algo como –versão radio - o hoje Jornal Nacional da Globo para o Brasil, a TV engatinhava.

Exerci minhas funções profissionais na Globo do Rio Grande do Sul (a RBS). Em minha velha carteira profissional estão lá meus registros da Rádio Globo e da Radio Tupy do Rio de Janeiro, como apresentador e redator de notícias e narrador de esportes. Também trabalhei em outras empresas de comunicação no RGS. Fiz estágio (embora curto – 30 dias) no departamento brasileiro da radio Voz da América, Nova York. Exerci minhas funções ao longo de dois anos na Amazônia e lá fundei o jornal Estadão do Norte. Também lá fui correspondente da Rede Capital de rádios (hoje desfeita). Fui editor de jornais, inclusive desta Gazeta do Paraná, trabalhei em rádios em Cascavel e estou há vinte e três anos e meio na TV Taroba... E JAMAIS LI, PUBLIQUEI, COMENTEI OU DIVULGUEI UMA NOTÍCIA SEQUER SOBRE ESSA FIGURA DE AGORA CHAMADA DE DILMA ROUSSEFF. E não foram poucos – a bordo de tudo isso - os nomes envolvidos em conflitos políticos e armados, por mim noticiados, ao longo de todo esse período. E estou aqui especificando apenas o período desde 1964, esquecendo “o antes”.

Transmiti e redigi notícias sobre ações de vários grupos terroristas, de conflitos, de seqüestros, de assaltos a bancos que não foram poucos, prisões, troca de tiros, de bombas que eles soltavam em qualquer lugar e matavam inocentes, e confesso: JAMAIS me vi diante do nome dessa criatura – Dilma Rousseff, ou Estela, ou Vanda, como “lutadora em favor da democracia”, ou envolvida em qualquer outro conflito político que merecesse destaque. Ora... ora... dona Dilma, que já mentiu em várias ocasiões e em relação a várias circunstâncias: Lutou contra a “ditadura” e em favor da democracia... quando... onde... como... com quem e por quê?

Poupe-me, dona Dilma...

O mínimo que se espera de alguém que postule ocupar a Presidência do Brasil é que tenha, pelo menos, pequenas doses – que sejam – de escrúpulos. Mas parece que tanto para a senhora como para seu patrono... “isso é grego”, sem se falar na turma do PT que foi desmoralizada pelo chefe Silva, dias atrás, em programa político na TV quando afirmou que “quando viu Dilma, sentiu que achara a pessoa que queria”, ou seja, não havia no PT – E NÃO HÁ – no conceito dele um que seja que pudesse lhe merecer a escolha. Dilma, então, lutou pela “democracia”? Ela que agora conte aquela do papagaio!!!

Mãe do PAC Mandou à Falência até uma Lojinha Safada!

Nem só de política e cargos públicos viveu a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Entre uma função e outra no Rio Grande do Sul, ela investiu no mundo empresarial com uma loja de bugigangas importadas do Panamá. O negócio, que durou um ano e cinco meses, fechou em julho de 1996 e é omitido de sua biografia oficial.

Com o nome fantasia de Pão & Circo, inspirado na estratégia romana para calar as vozes insatisfeitas, a empresa foi registrada para comercializar confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais, vendidos a preços módicos.

O forte, porém, eram os brinquedos, particularmente os dos “Cavaleiros do Zodíaco”, animação japonesa sobre jovens guerreiros que fez sucesso nos anos 1990. Na biografia oficial de Dilma na web, que exalta a fama de boa gerente da candidata, não há menção ao período em que ela foi sócia-gerente da Pão & Circo. Nem mesmo quando defendeu a criação de um ministério para pequenas e médias empresas, em maio, mencionou o fato.

A Folha procurou a candidata por telefone e por e-mail para que ela falasse dessa experiência. Por meio da assessoria, Dilma confirmou que a empresa existiu e fechou há cerca de 15 anos -e que não falaria mais sobre isso.

SÓCIOS
A empresa tinha sede e filial em Porto Alegre e importava artigos de bazar de Colón, no Panamá, para revender no atacado e no varejo.

Além da agora candidata e da ex-cunhada Sirlei Araújo, participavam da sociedade o ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, e um sobrinho, João Vicente. Carlos foi dirigente da VAR-Palmares, uma das organizações de esquerda das quais Dilma participou durante a ditadura militar.

Segundo Sirlei, ela e Dilma viajaram ao Panamá “umas duas ou três vezes” para escolher as mercadorias, que eram despachadas de navio até Imbituba (RS) e seguiam depois por terra até a capital gaúcha. “Era mais bazar e brinquedos”, diz a ex-sócia. A sede foi inaugurada em fevereiro de 1995, numa sala na região central de Porto Alegre. Quatro meses depois, Dilma abriu uma filial no centro comercial Olaria, também na capital gaúcha.

Os comerciantes mais antigos do Olaria se lembram de Dilma, dos contêineres e da lojinha. “A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos”, afirma Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no local.

PREJUÍZO
A simplicidade da loja e o baixo movimento de clientes também estão na memória dos comerciantes. “A loja era mal-acabada, com divisórias de tábua, um troço rústico. E, claro, não entrava ninguém ali”, diz Ênio da Costa Teixeira, dono de pizzaria, lembrando que dois funcionários ficavam na loja e Dilma aparecia eventualmente.

Um terceiro comerciante, André Onofre, dono de um café no Olaria, acha que a loja não teve viabilidade econômica porque as “bugigangas” eram “muito baratas”. “Foi uma experiência. Acho que ela não era do ramo.” Sirlei afirma que o negócio não foi um fiasco: “Até que deu bem certo”. Diz que Dilma cuidava sobretudo da contabilidade e das vendas.

A empresa ficou aberta por apenas 17 meses, entre 1995 e 1996, segundo registro na Junta Comercial e na Secretaria de Fazenda do RS. Os quatro sócios fecharam a filial primeiro, em 1996, e extinguiram a empresa oficialmente em dezembro de 1998.“Durou bem pouco tempo. Dilma sempre foi muito envolvida com a política. Não dava tempo para ela conciliar. Eu sozinha não conseguia”, justifica Sirlei.

Por Fernanda Odilla, na Folha


Comento:

Esta é a mulher que quer ser "presidenta" do Brasil: cheia de bugigangas na cabeça, quer levar o país à falência, implantando o socialismo mais tacanho como forma de dominação da população!

Minha Casa, Minha Lida!

Um dos programas mais usados pela candidata petista Dilma Rousseff como bandeira de suas realizações, o Minha Casa Minha Vida tem dificuldades em atender as famílias com renda de até três salários mínimos, faixa em que se concentram 90% do déficit habitacional do Brasil.

Dados da Caixa Econômica Federal mostram que, até 31 de julho deste ano, apenas 3.588 casas foram entregues a famílias com esse perfil. Para aquelas com renda entre três e dez salários, foram entregues 149 mil unidades. Das 604 mil unidades contratadas até essa data, 275 mil atingem a faixa mais baixa.

O vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, admite que o programa não teve como foco principal, nessa primeira fase, as famílias de baixíssima renda. “A faixa de zero a três salários é importante, mas tem uma parcela significativa de famílias com 3, 4 e 5 salários mínimos que precisavam desse acesso também”, diz Hereda.

Segundo ele, o Minha Casa Minha Vida foi elaborado para resolver duas questões iniciais: a ampliação do mercado imobiliário e uma ausência quase completa de subsídios nesse setor. “Mais de 22 milhões de pessoas chegaram à classe C e há baixos índices de desemprego. Havia uma demanda para esse público que, antes, não passaria nem na porta de um empreendimento imobiliário.” Além disso, cerca de 50 mil famílias que recebem entre dois e três salários já conseguem se financiar, sem subsídio total.

Espaço
Um dos obstáculos encontrados para a construção de casas para a baixíssima renda, de acordo com Hereda, é o preço dos terrenos nas grandes cidades. Os críticos do programa creditam essa distorção ao fato de as empreiteiras escolherem os terrenos onde os projetos serão construídos. A Caixa nega. “A empreiteira não pega a terra que quer. Só aceitamos terras inseridas na malha urbana, com toda a infraestrutura garantida”, defende-se Hereda.

O rigor nesses critérios seria o motivo de, apesar de a Caixa ter recebido mais de 550 mil propostas de projetos para a faixa de zero a três salários, ter aprovado pouco mais da metade disso.

Ele argumenta que quem aprova os projetos nas cidades são as prefeituras e, em alguns casos, com licenças que devem ser dadas pelo Estado. “A questão da terra só vai se resolver quando as cidades abrirem espaço legal, não em favelas, para os pobres, aplicando o Estatuto da Cidade.”

Uma maior interação de ações nas esferas federal, estadual e municipal seria a saída para a destinação mais eficiente dos terrenos, que tenha como foco as classes mais baixas. Hereda reconhece que Estados e municípios começaram a ter maior participação no programa só recentemente, já que os primeiros empreendimentos foram contratados com empresas, que entregariam unidades mais rapidamente. “As parcerias estão aumentando. Foi um período de aprendizado, mas em São Paulo, por exemplo, temos ações conjuntas com o Estado e a prefeitura”, afirma.

Tempo de entrega
O vice-presidente da Caixa justifica o baixo número de imóveis entregues até aqui pelo programa, afirmando que ele está dentro de uma média razoável de tempo de construção das casas. “Uma casa não sai do nada. Para fazer casas em conjuntos habitacionais levamos de 12 a 24 meses. Vale lembrar que uma incorporação já durou 3 anos neste país.”

Em 2009, de acordo com Hereda, foram contratadas 275 mil unidades, mas o grosso das contratações foi em novembro e dezembro. “As entregas vão acontecer mais intensamente no fim deste ano e no ano que vem.”

É também para o ano que vem que está previsto o lançamento do Minha Casa Minha Vida 2, versão atualizada do programa, que deve fazer correções em alguns pontos criticados da primeira versão. O principal é aumentar a proporção de investimentos nos imóveis para a faixa de 0 a 3 salários mínimos, dos atuais 40% para 60%.

por Flávia Tavares, no Estadão

No rádio e na TV, Dilma Rousseff dá como entregue o lote de… um milhão de casas! De todas as mentiras do governo Lula, está é certamente a mais fabulosa — no sentido mesmo da palavra: fábula. Vai se chegar ao fim do ano com pouco mais de 10% do prometido. Mas a petista já anuncia mais dois milhões.

O governo passou mais de um ano anunciando o tal um milhão de casas na propaganda oficial. Não tenho nada contra a que Serra afirme que, se eleito, pretende fazer funcionar o que está parado. Mas conviria usar o horário eleitoral para contar aos brasileiros quão parado está o programa. Deixe-me ver: uns 97% dos brasileiros não devem conhecer vivalma que tenha recebido uma “casa de Dilma”. Mas é como se o país fosse um canteiro de obras de casas populares. O truque funciona: o telespectador deve pensar: “Bem, não existem casas aqui onde eu moro, mas deve existir em algum lugar”.

E que o leitor fique esperto. A expressão “unidades contratadas” quer dizer pouco mais do que nada. Vejam ali a fala do tal Jorge Hereda: os problemas estariam nos municípios e nos estados. Sei… E acrescenta: “Uma casa não sai do nada. Para fazer casas em conjuntos habitacionais levamos de 12 a 24 meses. Vale lembrar que uma incorporação já durou 3 anos neste país.”
Ah, ele também fala “neste país”, é? Assustador! É claro que uma casa “não sai do nada”. Quem fez parecer que saía foi o governo, foi Dilma Rousseff. Tratava-se, em suma, de um monumental estelionato eleitoral. E que tem funcionado, não nego. O governo pode ser ruim para construir casas, mas é um notável engenheiro de mentiras.

por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ponto Eletrônico

Esta é a mulher que quer governar o nosso país e que, segundo as pesquisas de intenção de voto, está em primeiro lugar.

A terrorista Dilma Rousseff, conhecida como camarada Estela, uso um ponto eletrônico nos comícios em que participa.

Embora tenha estudado em colégios particulares em Belo Horizonte, sua cidade natal, a camarada Estela mal consegue formar um pensamento completo, quanto mais expô-lo aos seus ouvintes. Devidos ao seu português arcaico - e seu pensamento comunista ainda mais arcaico -, seus marqueteiros decidiram: vai usar o ponto eletrônico para não falar mais besteira do que seu criador, Mula da Silva!

O Desabafo de Marina


Marina sobre Dilma Roussef e seus dossiês para falsamente incriminar os adversários do PSDB:

"Uma campanha já é um prenúncio daquilo que se fará quando se chegar ao poder, e quem não respeita a legislação, as instituições antes de ganhar, que garantia teremos de que respeitará depois que chegar lá?"

A Educação em São Paulo e a Falta de Educação de Merdacante

Continuo a minha série de textos destinada a chamar verdade de “verdade” e mentira de “mentira”. Por quê? Porque acho que o mundo fica melhor assim. Como vocês sabem, na minha ortodoxia, uma é o “outro lado” da outra, se é que me entendem. Os diversos pontos de vista expressam juízos de valor sobre um fato. Mas ou um fato é fato ou nunca será. Há vários juízos sobre um limão. O que é fato? Ele é azedo. Sigamos.

Como é que um país pode ir marchando, lenta e suavemente, para o atraso, do qual dificilmente consegue se levantar? Quando políticas públicas corretas, eficientes, são alvos da pura pistolagem política, com o apoio, em muitos casos, de setores da imprensa para os quais — e vou insistir muito nisto — tudo é uma questão de “lado” e “outro lado”.

Tomemos o exemplo da educação em São Paulo. A área passa por uma importante transformação com os dois professores em sala na fase de alfabetização, com o plano de carreira, com a promoção por mérito, com a escola para professores etc — programas combatidos pelo sindicalismo do PT e pelo partido. Dá resultado? Dá. E onde está a evidência disso? No bom desempenho do Estado no Ideb referente a 2009, divulgado em julho. Quase nada se disse a respeito. O Ministério da Educação, do ministro cut cut Fernando Haddad, tentou esconder o resultado, evitando divulgar um ranking. O fato é que São Paulo provou estar no caminho certo, embora muito precise ser feito.

Ah, sim: se você acredita no petista Aloizio Mercadante e nos nanicos que lhe servem de apoio — a começar pelo “empresário” Paulo Skaf (PSB) —, isso não aconteceu. Vamos ver. Segundo o Ideb, estes são o resultado de São Paulo e sua colocação no ranking (o exame avalia três nÍveis):

SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL:
Nota de São Paulo - 5,5
Nota do Brasil - 4,6
Meta nacional - 4,2
Colocação de São Paulo - 2º lugar; só perde para Minas, que obteve 5,6
Notas anteriores:
2005 - 4,7
2007 - 5,0

SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL:
Nota de São Paulo - 4,5
Nota do Brasil - 4,0
Meta nacional - 3,7
Colocação de São Paulo - 1º lugar
Notas anteriores
2005 - 4,2
2007 - 4,3

ENSINO MÉDIO:
Nota de São Paulo - 3,9
Nota do Brasil - 3,6
Meta nacional - 3,5
Colocação de São Paulo - 3º lugar - perde para PR (4,2) e SC (4,1) e empata com RS
Notas anteriores
2007 - 3,6
2009 - 3,9

Você leu?

Quantas vezes você leu por aí que a educação de São Paulo — esta que serve ao proselitismo de Mercadante e de seu nanico Paulo Skaf —, nos três níveis avaliados pelo Ideb, está em 1º, 2º e 3º lugares? Mas há uma outra coisa que você não leu. O PT administra cinco estados — Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe. Sabem quantos deles conseguiram atingir a meta estabelecida pelo Ideb? Um só: o Acre.

Esses caras são bons de propaganda, é inegável, mas ruins de serviço quando se vai avaliar a qualidade real do que fazem. E que se note: não estou aqui a afirmar que se atingiu a excelência em São Paulo, não! Estou demonstrando que há avanços e que se encontrou o caminho, à diferença do que prega a guerrilha da desinformação.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Mentira Como Método

Há pouco tempo atrás, Índio da Costa, candidato a vice-presidente pela chapa de José Serra, acusou o PT de ter ligações com as FARC. Tais acusações renderam ações judiciais contra ele e o PSDB e o TSE deu direito de resposta ao PT no site "Mobiliza PSDB".

Veja o dizem os representantes do PT (à moda Goebbels):

Portal do PT, 2 de agosto de 2010:
“Após as acusações do candidato a vice na chapa de Serra e dele próprio, que inclusive foram motivos de ações judiciais movidas pelo PT, sobre supostas ligações do partido com as Farc, veículos da grande mídia ainda insistem em abordar o assunto de forma tendenciosa. O PT tem ou teve algum tipo de ligação política com a guerrilha colombiana?

Valter Pomar: Não, nenhuma. O PT e os partidos de esquerda latino-americanos estão implementando estratégias que combinam luta eleitoral e luta social. A maioria destes partidos apóia, na Colômbia, o Pólo Democrático Alternativo, que já disputou duas eleições presidenciais. O PT tem um protocolo de cooperação com o Pólo Democrático Alternativo. O PT e o Pólo Democrático defendemos uma saída pacífica e justa para o conflito militar existente na Colômbia.”

Diário do Comércio, 18 de agosto de 2010:
“Walter Pomar, diretor do Foro de São Paulo e secretário de Relações Internacionais do PT, fez uma declaração categórica ontem. Negou a presença de integrantes das Farc no Foro.

‘Minha resposta é quase um mantra: não, nunca. As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) jamais participaram do Foro de São Paulo. Não pertencem ao Foro’.”

Radar Político, Estadão, 18 de agosto de 2010:
“O secretário executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, do Partido dos Trabalhadores (PT), negou hoje (18) qualquer vínculo desse grupo de partidos da esquerda e da centro-esquerda latino-americanas, criado em 1990, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“As Farc não participam e nunca participaram do Foro de São Paulo”, disse Pomar, em entrevista a correspondentes brasileiros em Buenos Aires, onde se realiza o 16.º encontro da organização.”

Estadão, 19 de agosto de 2010:
“O deputado José Eduardo Martins Cardozo, coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff, negou ontem a existência de vínculos de qualquer espécie entre o PT e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O PT nunca teve e não tem relações com as Farc", disse ao Estado durante uma cerimônia do 16.º Foro de São Paulo em Buenos Aires, evento que reúne representantes da esquerda, centro-esquerda e partidos progressistas da América Latina e do Caribe.”


VIRAM BEM O QUE VAI EM VERMELHO? Pois bem, aqui vai a Verdade:

No IX Encontro, quem temos como participantes? Aí vai uma parte deles...

PARTICIPANTES DEL IX ENCUENTRO (2000)
País Partido/Instit.
Argentina / Frente Democracia Avanzada
Argentina / Partido Comunista Argentino
Argentina / Partido Intransigente
Brasil / Partido dos Trabalhadores
Brasil / Partido Socialista Brasileiro
Brasil / Partido Comunista do Brasil
Brasil / Movimento Revolucionário 8 de Outubro
Brasil / Partido Popular Socialista
Colômbia / Alianza Democrática M19
Colômbia / ELN
Colômbia / FARC-EP
Colômbia / Partido Comunista Colombiano
Colômbia / Presentes por el Socialismo
Cuba / Partido Comunista
Chile / MIR


No X Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em 2001, os membros delinearam uma "Resolução de Condenação ao Plano Colômbia", que, entre outras coisas, dizia:

5. Apoiar e encoraja os processos de diálogos desenvolvidos pelas FARC – Exército do Povo e o ELN, em busca de soluções diferentes à guerra para a grave crise colombiana e o conflito social, político e armado, ficando à disposição, na medida de nossas possibilidades e as necessidades dos processos.
(...)
8. Manifestar publicamente, como forças e movimentos políticos anti-imperialistas, nossa defesa aos direitos de rebelião e autodeterminação dos povos do mundo e rechaçar o qualificativo de terroristas para toda forma de resistência.

9. Ratificar a legitimidade, justeza e necessidade da luta das organizações
colombianas e solidarizar-nos com elas.


Entrevista do hoje falecido nº 2 das FARC, Raul Reyes, ao repórter Fábio Maisonnave da Folha de São Paulo, em 28/04/2003:

Folha de S.Paulo - Como tem sido o contato entre as Farc e o governo do Brasil?
Reyes - Agora, nenhum. Estamos muito interessados em um contato direto, porque as Farc têm como política estabelecer relações políticas com governos, para explicar a eles que temos uma política que consiste em não realizar operações militares fora do território colombiano.

Folha de S.Paulo - Qual é a sua avaliação do governo Lula?
Reyes - Tenho muita esperança em que o governo Lula se transforme num governo que tire o povo brasileiro da crise. Lula é um homem que vem do povo, nos alegramos muito quando ele ganhou. As Farc enviaram uma carta de felicitações. Até agora não recebemos resposta.

Folha de S.Paulo - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?
Reyes - Estamos tentando estabelecer --ou restabelecer-- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha de S.Paulo - O sr. conheceu Lula?
Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo*.

Folha de S.Paulo - Houve uma conversa?
Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha de S.Paulo - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?
Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?
Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

Folha de S.Paulo - O sr. pode nomear as mais importantes?
Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...

Folha de S.Paulo - Quais intelectuais?
Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.

* Nota:
Até hoje só ocorreram dois encontros do Foro de São Paulo em San Salvador: o VI Encontro, em 1996, e o XIII Encontro, em 2007. Portanto, o PT tem ligações com as FARC, no mínimo, desde 1996.

Carta dos representantes da FARC aos membros do XIII Encontro do Foro de São Paulo, que ocorreu em San Salvador no ano de 2007:

Mesa Diretora, Companheiros Delegados e Companheiras Delegadas ao XIII Foro. San Salvador, El Salvador. Recebam nossa carinhosa e bolivariana saudação, muitos êxitos em suas deliberações.

Ao não podermos nos fazer presentes em tão importante evento, lhes entregamos este documento com nossos pontos de vista e agradecemos de antemão o fato de tê-lo em conta nas deliberações.
(...)
É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido. Quanta razão havia, transcorreram 16 anos e o panorama político é hoje totalmente diferente.
(...)
Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as FARC não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas. A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar, é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos.

Aos companheiros que pensam que não podemos participar, fraternalmente os convidamos a que nos acompanhem, não no acionar militar ao que as circunstâncias nos obrigaram, pois sabemos que não a compartem e respeitamos seus pontos de vista, os convidamos a participar da busca da solução política e, para isso, os fazemos partícipes da Plataforma para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, aprovada por nossa 8ª Conferência realizada em 1993.
(...)

COMISSÃO INTERNACIONAL
FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA
EXÉRCITO DO POVO, FARC-EP
MONTANHAS DE COLÔMBIA, 7 DE JANEIRO DE 2007


O próprio Valter Pomar, em entrevista à Veja, durante o XIV Encontro do Foro de São Paulo, em 2008, deixa claro que as FARC participavam do FSP:

VEJA: Quando as Farc deixaram de participar do Foro?
Pomar: As guerrilhas colombianas - não apenas as Farc, veja bem, porque há outros grupos - há muitos anos deixaram de vir, até porque a situação da guerra não lhes permite. Na década de 90 havia uma situação de negociação das Farc com o governo e naquele período a presença delas em eventos na região era pública e notória."

Porém, María Belela Herrera, uma ativa participante do foro que ocupava o cargo de vice-chanceler no governo do presidente uruguaio Tabaré Vazquez, as Farc não comparecem ao encontro esquerdista desde sua última edição brasileira, em 2005. Antes disso, os terroristas não só participavam dos encontros do Foro de São Paulo, como faziam intervenções freqüentes nos debates!

Também em 2008, o jornal El Universal do México, publica uma entrevista com Alberto Anaya Gutiérrez, dirigente do Partido del Trabajo, em que este admite o vínculo com as FARC, por suas participações no Foro de São Paulo e garante que, como anfitrião do XIV Encontro, convidou os dirigentes da guerrilha para participar:

El Partido del Trabajo (PT) aceptó que las fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y el Ejército de Liberación Nacional (ELN) están invitados al seminario petista que se realizará a partir del jueves y hasta el sábado en la ciudad de México, pero que no asistirán porque el gobierno no les da visa.

Según el senador Alberto Anaya Gutiérrez, dirigente petista, desde 2002 el gobierno mexicano dejó de garantizar el derecho de asilo y deportó a las representaciones de esos grupos que había en el país.

EL UNIVERSAL publicó ayer en su edición impresa, que el PT invitó a las FARC a un foro que comienza el próximo jueves.

El coordinador del PT en la Cámara de Diputados, Ricardo Cantú, reconoció que su partido tiene un vínculo con las FARC, como con cualquier otro partido en el continente u organización de izquierda.
(...)
En entrevista con EL UNIVERSAL, el presidente del Partido del Trabajo, Alberto Anaya, explicó el origen de estos seminarios que son convocados por el llamado Foro de Sao Paulo, creado en 1990, cuando todavía no existía el PT.

Se trata de un foro en el que participan más de 90 organizaciones políticas de diversas partes del mundo, incluidos grupos armados.

Por supuesto, destacó, las FARC ya no acuden a ningún seminario, a ninguna parte del planeta, porque correrían el riesgo de ser detenidos.

Ainda em 2008, a revista Época faz reportagem que remete à ligação entre o PT e as FARC, nos Encontros do Foro de São Paulo. Nesta ocasião, o nº 2 da guerrilha, Raul Reyes, havia sido morto pelo exército colombiano, que resgatou diversos computadores, com mensagens que comprometiam os esquerdistas:

Até meados dos anos 90, as Farc participaram oficialmente do Foro de São Paulo, um conclave de partidos e organizações de esquerda da América Latina do qual o PT faz parte. Mas as relações com as Farc, segundo o PT, foram rompidas depois que elas abandonaram, a partir de 2002, as negociações para um acordo de paz na Colômbia e enveredaram de vez no caminho dos seqüestros e do narcotráfico. O governo Lula diz jamais ter tido qualquer tipo de contato com a organização, classificada como terrorista pelos governos da Colômbia, dos Estados Unidos e da União Européia.


ÉPOCA teve acesso agora, com exclusividade, a um lote de três cartas que mostram como as Farc tentaram oficialmente estabelecer relações com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois de sua eleição, em 2002, e em seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto, em 2003. As correspondências foram enviadas por Raúl Reyes, o líder das Farc morto em março deste ano, durante um ataque das Forças Armadas da Colômbia a um acampamento da guerrilha no norte do Equador. Elas tinham como destinatário o presidente Lula. O portador das cartas no trajeto da Colômbia até o Brasil foi Édson Antônio Albertão, um vereador de Guarulhos que estava na ocasião no PT e hoje está no PSOL. Albertão, além de freqüentar os acampamentos das Farc, era amigo pessoal de Reyes e recebeu dele a incumbência de trazer as cartas para Lula em julho de 2003 – data da última delas.

Mas em 2007... Raul Reyes havia enviado outra carta ao governo (entre outros "órgãos sociais"), comemorando o refúgio do Cura Medina, o embaixador das FARC no Brasil:


Quando da morte de Reyes, a revista Cambio publicou extensa reportagem sobre o conteúdo dos computadores do terrorista esquerdista e sobre a ligação das FARC com destacados dirigentes, políticos e altos membros do Partido dos Trabalhadores, ao qual o presidente Lula pertence. Além disso, o grupo guerrilheiro manteve contatos com procuradores e juízes do Brasil. Eis a lista dos citados:

- José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil
- Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência
- Erika Kokay, deputada
- Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete
- Celso Amorim, chanceler
- Marco Aurélio García, assessor para assuntos internacionais
- Perly Cipriano, subsecretário de Promoção de Direitos Humanos
- Paulo Vanucci, ministro da Secretaria de Direitos Humanos
- Selvino Heck, assessor presidencial

Estas provas da ligação entre ambas as entidades malignas já estão boas? Ou será que é preciso mais?