sexta-feira, 3 de setembro de 2010

2010 e os Rumos do Brasil

Nos anos 60, o mundo vivia uma divisão política entre capitalismo e socialismo: a Guerra Fria. E no Brasil, quando o presidente Jânio Quadros renunciou, assumiu o vice, João Goulart, que acenava em direção a políticas populistas. Foi aí que o país começou a enfrentar uma profunda crise política, com o perigo de virar uma ditadura de esquerda. Então, os militares tomaram o poder em 1964, e iniciou-se o período de ditadura que durou mais de 20 anos.

Durante o regime militar, as forças políticas que defendiam a instauração de uma ditadura de esquerda no Brasil foram perseguidas, e seus parlamentares tiveram os mandatos cassados pelo AI5. Mas como diz o ditado: em política e no poder não há vácuo. Assim, a esquerda, sem espaço institucional, passou a atuar nos movimentos sociais, ocupando entidades representativas da sociedade civil nos movimentos sindical, estudantil e comunitário, que se tornaram o principal o principal meio de luta contra a política oficial do país.

Como consequência, o governo militar passou a perseguir os movimentos sociais. A partir daí, surgiu o conceito de que a participação em tais esferas é “coisa de comunista”, e quem não era de esquerda passou a se afastar definitivamente desse espaço de poder.

Ora, não poderia dar em outra, pois com as entidades diretamente ligadas aos interesses mais imediatos da população nas mãos da esquerda, os conceitos socialistas, aos poucos, foram se incorporando à mentalidade da população, e o regime militar, que iniciou com ampla aprovação da sociedade, foi perdendo popularidade até o seu final em 1985.

Porém, o preconceito da direita com a participação política nos movimentos sociais se manteve, mesmo após o fim da ditadura. E isso explica o crescimento gradual da candidatura Lula, cujo seu partido, o PT, surgiu exatamente aí, em especial no sindicalismo. A esquerda do Brasil sabe a importância de cada espaço de atuação política e o poder da sua influência na mentalidade da população.

É por isso que, hoje, não temos sequer um partido de direita que defenda claramente os princípios de propriedade privada, da livre iniciativa, do estado mínimo e da prioridade aos direitos individuais. Atualmente, com exceção dos partidos de esquerda, todos os demais são apenas legendas eleitorais sem nenhuma definição ideológica ou programática.

Dessa forma, o Brasil segue os mesmos passos que outras nações já desgraçadas pela trajetória socialista:

1º - A esquerda toma o poder e aplica uma política de aumento do Estado;
2º - Implementam-se políticas populistas para “comprar” o apoio da maioria pobre da população;
3º - O Estado é aparelhado, dando emprego à militância, que se torna um exército de atuação política interna;
4º - A política econômica baseia-se no aumento da carga tributária, forte burocracia estatal, ataques à iniciativa privada, destruição do parque industrial e comercial e redução do poder econômico do país;
5º - Corroem-se as liberdades individuais, começam os ataques à liberdade de imprensa e a perseguição à oposição;
6º - Com o passar do tempo, o Estado fica comprometido financeiramente e entra em crise financeira;
7º - Cai a popularidade do governo;
8º - O país entra numa encruzilhada, cuja direção é: ou o aprofundamento de uma ditadura de esquerda, ou a queda do governo.

Não faltam exemplos de países que seguiram estes passos básicos, que vão do nascimento à morte do socialismo/populismo. Podemos dizer que o Brasil está numa posição entre o 3º e o 4º passos - e já flertando com o 5º passo.

Infelizmente, a oposição, sem representação social, inexiste. O único candidato oposicionista, atualmente, faz uma campanha tentando se mostrar mais defensor da política oficial que a candidata da situação, sem compreender que o espaço que está tentando ocupar já está preenchido. Isso explica a queda contínua de José Serra nas pesquisas de intenção de votos, ao passo que Dilma segue crescendo na carona da popularidade de Lula, mas também graças à forte militância petista, bem como a milhões de dependentes do Bolsa Família. Enquanto isso, quem não se identifica com a política oficial simplesmente não tem opção, o que explica também o crescimento das intenções de voto Branco e Nulo, segundo as mesmas pesquisas de opinião, que tende a ficar em 3º lugar na eleição.

O que podemos prever diante disso? Primeiro, que Dilma provavelmente vencerá a eleição presidencial; segundo, que o Brasil vai aprofundar os passos rumo a tudo o que já vimos em outros países que foram governados pela esquerda.

E a oposição? Terá que se reinventar, construir um verdadeiro partido político de direita, com inserção social, que reuna forças para defender os direitos de propriedade e as liberdades individuais. E isso é um trabalho árduo, com resultados somente a longo prazo. Mas enquanto os liberais continuarem tomados pelo preconceito à atuação política, seja nos movimentos sociais ou na política partidária institucional, o país andará na mesma direção.

E a Cortina de Ferro continuará se fechando no Brasil...

por Anderson Gonçalves

Tá Reclamando do Quê?

Tá Reclamando do Lula?, do Serra?, da Dilma?, do Arrruda?, do Sarney?, do Collor?, Do Renan?, do Palocci?, do Delubio?, Da Roseanne Sarney?, dos mensaleiros?, dos politicos distritais de Brasilia?, do Jucá?, do Kassab?, dos mais de 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de quê?

O brasileiro é assim:

- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

- Fala no celular enquanto dirige.

-Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

- Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

- Viola a lei do silêncio.

- Dirige após consumir bebida alcoólica.

- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

- Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

- Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo.

- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

- Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.

- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta da condução, sem pagar passagem.

- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse furto.

- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

- Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo: A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

Agora, Só Pagando!

Antônio Carlos Atella Ferreira, o sujeito que foi ao posto da Receita em Santo André com uma procuração falsa de Verônica Serra e que obteve lá documentos sigilosos que depois alimentaram a canalha dos dossiês, deu há pouco uma entrevista à CBN.

Bem, ele é quem é, como viram. E agora afirmou que quer se dar bem. Em entrevista à Folha, havia afirmado não se lembrar quem lhe fez a encomenda criminosa porque tem muitas agendas; afinal, diz, é um homem bem-sucedido.

Há pouco, na rádio, disse que pretende arrumar a vida com essa história. Se quiserem nomes, vão ter de pagar muito bem. Sim! É isso mesmo que vocês leram. O cinismo não parou por aí. Falou à repórter que ela deveria se sentir “agraciada” porque aquela seria sua última entrevista gratuita.

Há um indício aí de que ele está recebendo ajuda “profissional”. A verdade interessa a que lado? À vítima — no caso, Verônica Serra. Os que faziam dossiês ilegais — os petistas da campanha de Dilma — preferem o imbróglio. Ora, o que quer que diga agora, por vontade própria, para elucidar o caso pode ser considerado parte de um negócio. Numa democracia normal, apostaríamos no trabalho da Polícia Federal.

Por que um sujeito afronta com essa desfaçatez a lei — na verdade, a Constituição — e ainda faz chantagem à luz do dia? Certeza da impunidade! Digam-me:

- ele é diferente de Otacílio, o Cartaxo do PT, secretário da Receita?;

- ele é diferente da Corregedoria da Receita, que sabia, prova-o o Estadão, que tudo indicava um crime e, ainda assim, participou da pantomima com Cartaxo?;

- ele é diferente da candidata Dilma Rousseff, para quem tudo isso não passa de factóide?;

- ele é diferente dos dirigentes todos do PT, que dizem, cinicamente, ser este um “problema de Serra”?;

- ele é diferente de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, para quem tudo se resume ao crime de “falsidade ideológica”?;

- ele é diferente da cúpula do Ministério Público Federal, que assiste a um crime contra a Constituição e a cidadania e, mesmo tendo a prerrogativa de agir, se cala?;

- ele é diferente de alguns “colunistas” que, curiosamente, resolveram voltar suas baterias contra o PSDB; para os quais nada existe além de pesquisas de opinião, num esforço desesperado de guardar seu lugarzinho no coração daquele que já consideram o “futuro governo”?

Não! Ele é igual a toda essa gente. Tornou-se uma personagem desse tempo.

Por Reinaldo Azevedo

A Corrupção dos Homens e a Corrupção da Sociedade

César separou-se de Pompéia, sua mulher, porque ela foi publicamente considerada culpada de uma ofensa religiosa — pesquisem —, embora ele soubesse, pessoalmente, que ela era inocente. Líder máximo de Roma (ainda era uma República; ele nunca foi imperador), a questão de estado se sobrepôs à pessoal. E então disparou a máxima, sempre muito citada: “À mulher de César não basta ser honesta; é preciso também parecer honesta”.

(...)

Alguém que age pensando nos interesses do Estado pode, o que deve ser terrível, ser compelido a tomar certas decisões — contra aliados e amigos — que, mesmo ferindo seu senso pessoal de justiça, concorrem para o equilíbrio da República. O desejável é que o governante não seja levado a fazer tal escolha. Compelido a tanto, os honestos farão como César. Notem que, nesse caso, estamos diante de uma soma de atributos: o “parecer honesto” não contradiz o “ser honesto”.

Uma mentalidade, digamos, essencialista — coisa muito em voga em nosso tempo; vocês sabem, a turma do “self”… — logo indagaria: “Que importância tem o ‘parecer’? É o ’ser’ que importa”. Na vida pública, tal contradição é descabida. A verdade é tão importante quanto a aparência, daí a necessidade das regras do decoro, que buscam uniformizar a atuação dos homens públicos, lembrando aos cidadãos que os governantes zelam pela res publica. Notável desdita para o homem de estado, nesse caso, obrigado a ser injusto na esfera privada para garantir a justiça na esfera pública. Um governante honesto, assim, é sempre mais angustiado do que feliz.

A distorção populista
Pode-se submeter a máxima cesariana a uma distorção muito típica dos populistas — e de demagogos de um modo geral. Se pensassem a frase de César como um norte moral, encontrariam nela um excesso de rigor. A esquerda brasileira, por exemplo, e seus esbirros na imprensa diriam que há ali um excesso de moralismo; que a política, como arte dos cínicos, não pode ser, assim, tão justa; que a lambança é mesmo parte do jogo.

Nesse caso, o governante ainda conserva o senso do “decoro”, das necessidades da res publica, mas tende a considerar que ele é só o tributo que paga a virtude para que o vício possa ser exercido às escuras. A mensagem que esse governante passa aos seus poderia ser resumida assim: “A mulher de César até pode ser desonesta, mas não pode parecer desonesta”.

Esse norte instrui os mais diversos comportamentos. Governantes assim costumam ter os seus “operadores sujos”, que fazem “o necessário” (seja lá o que for). A regra de ouro é uma só: o público não pode ficar sabendo. Se a informação “vazar”, como se diz no jargão jornalístico, será preciso sacrificar o “operador”. Assim se conduziu, por exemplo, o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A cúpula do PT que chegou ao poder com ele caiu — ao menos formalmente.

Pegue-se um exemplo: José Dirceu serviu Lula ao, segundo a Procuradoria Geral da República, chefiar a quadrilha do mensalão. O presidente e seus aliados estavam pouco se lixando se ele era honesto. Essa exigência não estava dada. Mas ele precisava parecer honesto.

A bandalheira
Pode acontecer, no entanto, de o governante viver naquele que é, para si mesmo, o melhor dos mundos — e o pior para a res publica. Nesse caso, os homens de estado não precisam nem ser nem parecer honestos. A corrupção do próprio caráter faz com que transformem o exercício do poder em fonte de satisfação pessoal e do grupo. Para que possam viver o poder como um festim, como celebração orgíaca da desordem, aí contam com a corrupção moral de setores importantes da própria sociedade.

Esse padrão define o segundo mandato de Lula. Otacílio Cartaxo não precisa seguir as regras estritas da Receita Federal, por exemplo. E não precisa nem mesmo fingir que as segue. Luiz Inácio Lula da Silva ignora as leis, faz chacota e vê exaltada a sua formidável habilidade política. Petistas não se indignam com a lambança de seus pares — nem mesmo fingem que estão indignados. Setores importantes da imprensa acham irrelevantes os agravos à Constituição — nem mais executam a mímica da defesa do estado de direito.

As sociedades que exigem ao menos o decoro dos seus governantes deixam claro que não aceitam ser cúmplices de crimes. As que passam a tomar a falta de decoro como evidência de esperteza e de habilidade política fazem um pacto com o desastre. Pode até tardar, mas vem.

por Reinaldo Azevedo

Para o PT Tanto Faz: Qualquer Pereira Pode ter o Sigilo Quebrado!

“Achamos que está se usando uma situação que em si é deplorável, que é a quebra de sigilos de várias pessoas, para tentar associar esse fato à nossa candidatura, no desespero eleitoral, no desespero daqueles que não tem argumentos, para enfrentar um processo eleitoral como esse. Nós somos os maiores interessados que essa apuração acabe logo. Aliás, foi o PT que pediu a investigação a PF”.

A fala é acima de José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT. Segundo ele, o PSDB quer ganhar no tapetão. Entendo a indignação desse patriota. O sigilo fiscal de tucanos — entre eles, o do vice-presidente do partido — é quebrado. Jornalistas encontram os dados com petistas que fazem a campanha de Dilma. Digam-me: é ou não é um absurdo afirmar que o PT está metido na lambança? Onde já se viu?

O sigilo fiscal de Verônica, filha de Serra, tinha sido violado. Dados desse sigilo, distorcidos pela má fé, já circulavam em blogs financiados pelo governo federal, que servem ao PT e à candidatura de Dilma. Digam-me: é ou não é um absurdo afirmar que o PT está metido na lambança? Onde já se viu?

Assim, a indignação dos petistas, inclusive a de Dilma, é compreensível. É uma barbaridade que esses tucanos tenham seus direitos constitucionais violados, que o conteúdo das violações vá parar na mão do pessoal que serve à candidata do PT e que as vítimas, ainda por cima, reajam. Até parece que o PT não tem o direito de violar o sigilo de quem bem entender.

Ademais, o caso Francenildo deixa muito claro que o PT não distingue um “Pereira” do outro em matéria de quebra de sigilo. O partido é democrático nessas coisas: tanto viola o sigilo de Eduardo Jorge Caldas Pereira, um dos líderes da oposição, como o de Francenildo Pereira, um caseiro.

Elio Gaspari é que está feliz: em matéria de ilegalidade, o PT não distingue o Pereira do andar de cima do Pereira do andar de baixo. Sinal de que a particular leitura da luta de classes deste pensador rende frutos. Um escriba é verdadeiramente influente quando, além de distorcer a história, distorce também o pensamento.

E o PT continua a anunciar processos em massa contra as vítimas. A lógica dos filosófos do andar de baixo é impecável — e agora pede um tratado redigido por Eremildo, o Idiota: tudo saindo como quer o PT, Serra acabaria na cadeia porque quebraram o sigilo fiscal de tucanos e de sua filha e porque estavam armando um dossiê contra ele.

Acusação: ousar enfrentar o PT e o Elio Gaspari.

por Reinaldo Azevedo

O Responsável Pela Bandidagem

O procedimento dos interessados em ter acesso a declarações de renda da empresária Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, destoa do que, tudo indica, tenha sido o padrão seguido nas violações do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e de três outras pessoas ligadas ao ex-governador. Nesses episódios, para obter o que queriam, os predadores da intimidade alheia contavam com afinidades políticas ou a ganância de servidores da agência da Receita em Mauá, na Grande São Paulo - uma verdadeira casa da mãe joana, com senhas individuais expostas e documentos eletrônicos ao alcance das vistas de qualquer um.

No caso de Verônica Serra, que antecedeu os dos demais em cerca de uma semana (de 30 de setembro a 8 de outubro do ano passado), o método seguido foi mais complicado na urdidura e mais simples no trâmite final. Alguém falsificou a assinatura da contribuinte - e o seu reconhecimento num cartório onde ela nem sequer tinha ficha - numa solicitação de cópia de documentos e incumbiu um tipo que habita as cercanias do Código Penal, devidamente identificado no formulário, de apresentá-la à Delegacia da Receita de Santo André. Ali, burocraticamente, a servidora Lúcia de Fátima Gonçalves Milan fez o que lhe era pedido, repassando ao titular da procuração as declarações de Verônica relativas aos exercícios de 2007 a 2009.

Por enquanto, pode-se apenas especular sobre os porquês das diferenças de estratagema. Mas o intuito era claramente o mesmo: recolher material que pudesse ser usado contra Serra na sua futura disputa com a escolhida do presidente Lula, Dilma Rousseff. Àquela altura, no último trimestre de 2009, embora o governador paulista ainda se negasse a assumir a pretensão e o mineiro Aécio Neves ainda não tivesse largado mão da esperança de ser ele o candidato, já não havia dúvidas sobre quais seriam os principais contendores da sucessão. E não passa pela cabeça de ninguém que a turma da pesada do PT fosse esperar a formalização das candidaturas para só então juntar papelório que pudesse comprometer o tucano e seus aliados.

Seria, no mínimo, subestimar a capacidade de iniciativa do “setor de inteligência” petista, como viria a ser conhecido. Principalmente porque os responsáveis pelo trabalho sujo não precisariam gastar tempo e energia para preparar o terreno por excelência de onde escavariam a matéria-prima desejada. O campo da Receita Federal começou a ser aplainado para servir aos interesses do partido quando, em 31 de julho de 2008, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demitiu o então secretário do órgão, Jorge Rachid, há 5 anos e meio no cargo. Desde então, a isenção e o profissionalismo deram lugar ao aparelhamento e à politização das decisões do Fisco. É o que atesta o escândalo das quebras de sigilo para fins eleitorais.

A contar da denúncia, a Receita levou praticamente duas semanas até anunciar a abertura de inquérito administrativo sobre o vazamento de declarações de renda de Eduardo Jorge, cópias das quais apareceram em mãos de membros do comitê nacional de Dilma Rousseff. Depois, quando vieram a público as demais violações, depois que a Justiça autorizou o vice-presidente do PSDB a ter acesso aos autos da investigação, os hierarcas da Receita, acionados pelo governo, correram a desvincular da campanha eleitoral os ilícitos revelados. Afinal, disseram sem enrubescer, o que havia na agência de Mauá era um “balcão de compra e venda de dados sigilosos”, movido a “propina”.

Não que não fosse - outros 140 registros também foram vasculhados ali. Se tivesse uma gota de vergonha, aliás, o secretário Otacílio Cartaxo já teria se demitido. Eis, em suma, o que o governo Lula e a cultura petista fizeram do Fisco: uma repartição em que o livre tráfico de informações presumivelmente seguras sobre os contribuintes brasileiros se entrelaça com o uso da máquina, literalmente, para intuitos eleitorais torpes. O crime comum e o crime político se complementam. Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em “bandidagem”. Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho.

Editorial do Estado de São Paulo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Condenada!


Dilma continua recalcitrante. Recalcitrante nas condenações, recalcitrante no amor ao comunismo. Dilma, que pegou em armas no anos 60 e chefiou a VAR-P, hoje luta para implantar o comunismo com outras armas:

a mentira, ao dizer que lutou pela - e que respeita a - democracia;
o engodo, ao mostrar uma face angelical e um conhecimento que nunca teve;
a distração, onde ela e todo o PT fazem suas disfaçatezes e plantam diversas versões para livrarem-se das consequências legais, quando pegos, sabendo que o povo irá acabar esquecendo ou crendo em suas falácias.

Dilma Confirma: o PT e o Governo têm Ligações com as FARC!

A entrevista da camarada Estela, terrorista comunista, e hoje candidata a presiMente do Brasil, ao Jornal da Globo trouxe uma confissão aterradora, mas que parece ter passado em branco para quase todos: o governo Lula acoberta os guerrilheiros, traficantes de drogas e sequestradores das FARC! Veja abaixo a parte em que ela confessa a ligação com as FARC:


(...)
Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.


Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato.
(...)


A partir do momento em que a candidata governista assume que os terroristas colombianos das FARC são narcoguerrilheiros, ela admite, explicitamente, que há anos o governo dá cobertura para agentes de uma organização criminosa!

E por quê eu digo isto? Vamos a alguns fatos:


1. Lula e o PT fundaram, em 1990, o Foro de São Paulo, junto a Fidel Castro, o ditador assassino de Cuba, e, pasmem!, as FARC!;


2. O próprio Raul Reyes admitiu, antes de morrer, em uma entrevista à Folha de São Paulo, que tinha ligações com Lula e o PT! (Veja aqui esta e outras provas da ligação de Lula/PT com as FARC);


3. O governo contratou a mulher de um representante das FARC, o "cura" Medina - conhecido como "embaixador das FARC no Brasil" -, no Ministério da Pesca a pedido da própria Dilma Roussef!


A candidata do partido governista - pela qual o presidente Lula comete um crime eleitoral atrás do outro, em favor da qual está sendo feita a maior campanha governamental já vista, pela qual a mídia foi comprada (ou silenciada a peso de ouro) - assume que parceiros de seu partido em reuniões internacionais são membros de uma organização formada por terroristas e traficantes de drogas, e fica tudo por isso mesmo!


Tudo isto, que é só a ponta do iceberg dos anseios totalitaristas do PT, não quer dizer nada para o povaréu! E, pior: a "mídia" está tão embotada pela lavagem cerebral esquerdista - não, não estou falando daquela financiada pelo dinheiro do governo - que tem medo de admitir estas evidências.


Mas é mais do que uma obrigação: é um dever esclarecer aos cidadãos de bem do país, que acham que lugar de bandido (o que inclui os traficantes-terroristas das FARC) é na cadeia!, respondendo por seus crimes, especialmente pelos confessos, e não na sala ao lado de ministros ou pior, na presidência de um país.


Some-se isso ao fato de que o presidente Lula, há poucos dias, deu novamente sinais de que criará uma frente para se opor aos mecanismos legais de poder, provando que o velho bolchevismo petista vem à tona sempre que pode – além da crescente interferência de figuras sinistras e autoritárias como o ministro da propaganda petista, Franklin "Goebbels" Martins, velho terrorista impenitente — e o quadro está totalmente desenhado, permitindo que qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e boa vontade entenda que o alarme do perigo totalitário está soando.


O que precisamos, agora, é de homens de bem com pulso firme, para que este alarme não se transforme, mais uma vez, através das mãos dos esquerdistas, num suave badalar de sinetes dos poderosos comunistas chamando a criadagem a lhes servir constantemente, como ocorreu em todos os países dominados pela ideologia socialista!

Democracia em Perigo

A face mais dura do aparelhamento do Estado brasileiro por forças políticas está sendo revelada nesse episódio da quebra do sigilo fiscal da filha do candidato do PSDB à Presidência da República. Em um país sério, o secretário da Receita já teria se demitido, envergonhado, ou estaria demitido pelo seu chefe, o ministro da Fazenda Guido Mantega. E alguém acabaria na cadeia.

Ao contrário, o secretário Otacílio Cartaxo tentou até onde pôde minimizar a situação, preferindo despolitizar o caso e desmoralizar sua repartição.

Ao mesmo tempo surgem de vários lados do governo tentativas de contornar o problema, ora atribuindo à própria vítima a culpa da quebra de seu sigilo fiscal, ora sugerindo que uma disputa política dentro do próprio PSDB poderia ter gerado a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra.

Uma análise muito encontradiça entre os políticos governistas é de que as denúncias, tendo aparecido em período eleitoral, perdem muito de sua credibilidade e de seu poder de influenciar o voto do eleitor, ficam com sabor "eleitoreiro".

Como se essa fosse a questão central. Pensamentos e atos de quem não tem espírito público.

O aparelhamento político da máquina pública não ocasiona apenas a ineficiência dos serviços, o que fica patente em casos como o dos Correios, outrora uma empresa exemplar e que se transformou em um cabide de empregos que gera mais escândalos de corrupção do que seria possível supor.

Dessa vez a revelação de que a Receita Federal transformou-se em um balcão de negócios onde o sigilo fiscal dos cidadãos brasileiros está à venda, seja por motivos meramente pecuniários, seja por razões políticas, coloca em xeque uma instituição que, até bem pouco tempo, era respeitada por sua eficiência e pelo absoluto respeito aos direitos dos cidadãos.

O episódio da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge Caldas Pereira, de três pessoas ligadas de alguma maneira ao partido ou ao candidato oposicionista e, mais grave, da sua filha, mostra que diversas agências da Receita Federal são utilizadas para práticas criminosas, não apenas a de Mauá, que se transformou em um local onde se compra e se vende o sigilo de qualquer um.

O sigilo de Verônica Serra foi quebrado na agência de Santo André, numa demonstração de que se vulgarizou a privacidade dos contribuintes brasileiros.

Não terá sido coincidência que, além de Verônica, os nomes ligados ao PSDB que tiveram seu sigilo fiscal quebrado — Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado — sejam personagens de um suposto livro que o jornalista Amaury Ribeiro Junior estaria escrevendo com denúncias sobre o processo de privatizações ocorrido no país durante o governo de Fernando Henrique.

O jornalista fazia parte do grupo de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, subordinado a Luiz Lanzetta, e os dois tiveram encontro com um notório araponga tentando contratá-lo para serviços de espionagem que incluíam grampear o próprio candidato tucano à Presidência.

Além da denúncia do araponga, delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, feita no Congresso, outro ator do submundo petista surgiu nos últimos dias denunciando manobras criminosas nas campanhas eleitorais.

Wagner Cinchetto, conhecido sindicalista, afirmou ao "Estado de S. Paulo" e à revista "Veja" que o núcleo envolvido com a violação de sigilo fiscal de tucanos na ação da Receita é uma extensão do grupo de inteligência criado em 2002 por lideranças do PT.

Ele diz ter certeza de que os mesmos personagens atuam nos dois episódios. Revelou que o escândalo que levou ao fim a candidatura de Roseana Sarney em 2002 foi montado por esse grupo petista para incriminar o então candidato tucano à Presidência, José Serra, que foi considerado responsável pela denúncia pela família Sarney.

Até mesmo um fax teria sido enviado ao Palácio do Planalto para dar a impressão de que a Polícia Federal havia trabalhado sob a orientação do governo de Fernando Henrique.

No caso atual, os diversos órgãos do governo envolvidos na apuração — Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Fazenda — tiveram atuação leniente, e foram os jornais que descobriram rapidamente que a procuração era completamente falsa, desde a assinatura de Verônica Serra até o carimbo do Cartório do 16 Tabelião de Notas de São Paulo, onde aliás Verônica nunca teve firma.

Não basta a Receita dizer que por causa de uma procuração está tudo legal. Não faz sentido que qualquer pessoa que apareça em qualquer agência da Receita Federal com uma procuração possa ter acesso a dados sigilosos.

Aliás, o pedido em si não faz o menor sentido. Então o contribuinte que declara seu imposto de renda não tem uma cópia?

Agora, que quase todo mundo declara pela internet, como não ter uma gravação da declaração?

A funcionária da Receita que achou normal a apresentação da procuração deveria ter desconfiado de alguma coisa, pelo menos do fato de uma pessoa que declara seu imposto de renda na capital de São Paulo mandar um procurador a uma agência de Santo André para ter acesso a uma cópia.

O contador Antônio Carlos Atella Ferreira admitiu que foi ele quem retirou cópias das declarações de IR de Verônica Serra na agência da Receita Federal em Santo André, mas alega que fez isso por encomenda de uma pessoa que "queria prejudicar Serra".

Mais uma história mal contada. E tudo leva ao que aconteceu em 2006, quando um grupo de petistas ligados diretamente à campanha de Aloizio Mercadante e à direção nacional do PT foi preso em flagrante tentando comprar um dossiê, com uma montanha de dinheiro vivo, contra Serra, candidato ao governo de São Paulo, e Alckmin, o candidato tucano à Presidência.

O presidente chamou-os de "aloprados", indignado nem tanto com o episódio em si, mas com a burrice de seus correligionários que acabaram impedindo que ganhasse a eleição no primeiro turno.

Hoje o caso é mais grave, pois envolve um órgão do Estado que deveria proteger o sigilo de seus cidadãos.

O que menos importa é se a repercussão do caso influenciará o resultado da eleição. O grave é a ameaça ao estado de direito embutida nesse uso da máquina pública para chantagem eleitoral.

por Merval Pereira

Revendo o Passado - ou, o PT que Dizia-se Ético é Totalmente Mentiroso!

PARTIDO DOS TRABALHADORES – DIRETÓRIO NACIONAL

Quebra de sigilo bancário: PT exige afastamento de ministros e investigação imediata

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal manifesta aqui sua posição sobre a quebra de sigilo bancário de oito deputados federais do Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Entendemos que o provável envolvimento de auxiliares diretos do presidente da República e de graduados funcionários do Banco do Brasil nesse episódio, exige uma profunda reflexão sobre os métodos utilizados pelo Palácio do Planalto para a consecução de seus objetivos políticos. Além da já tradicional contrapartida de cargos e outras benesses por votos obtidos no Congresso Nacional, aplicam-se agora a intimidação e a espionagem como instrumentos de “convencimento” individual de parlamentares na busca de apoiamentos às propostas do governo.

Este governo não manifesta qualquer respeito à independência e à autonomia do Poder Legislativo, seja quando governa através da edição de infindáveis medidas provisórias, seja quando pretende transformar o Congresso em mero espaço de homologação das vontades e caprichos do primeiro mandatário do país. É sintomático que essas pressões se exerçam no momento em que está em discussão a emenda constitucional que pretende garantir a possibilidade de reeleição para o presidente Fernando Henrique Cardoso, o que vem demonstrar, não só o seu projeto egocêntrico, como o forte componente autoritário do governo que representa.

Tal fato, por si só, já exigiria uma condenação enérgica por parte do parlamento e de toda a sociedade, não fosse o seu caráter reincidente. Há pouco mais de um ano, o governo se viu envolvido em episódio semelhante, quando o então chefe do Cerimonial da Presidência, Júlio César Gomes dos Santos, teve várias de suas ligações telefônicas gravadas clandestinamente, revelando a prática de tráfico de influência. No entanto, até hoje, nem o ex-auxiliar do presidente, nem os responsáveis pela quebra de seu sigilo telefônico sofreram qualquer tipo de punição. Apesar da festejada extinção do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), parece ter sido montada no Palácio do Planalto uma rede de espionagem política.

Diante desses fatos, o Partido dos Trabalhadores exige a mais completa apuração dos fatos relacionados à quebra de sigilo bancário de parlamentares, bem como a punição exemplar dos responsáveis. Entendemos ainda que se torna impossível a realização de uma investigação isenta, enquanto os principais acusados permanecerem no exercício pleno de suas atividades no governo, de onde podem interferir no curso dos acontecimentos. Por isso exigimos o imediato afastamento do ministro da Coordenação Política do governo, deputado Luiz Carlos Santos, bem como do Secretário-Geral da Presidência da República, ministro Eduardo Jorge Caldas, até que todas as investigações estejam concluídas.

Independente da ação inadiável que cabe ao governo, o PT prepara representação ao Procurador Geral da República para que promova ação penal contra os ministros Luis Carlos Santos e Eduardo Jorege Caldas por crime de responsabilidade, uma vez que ambos se valeram do poder de suas posições para infringir direito individual dos parlamentares, no caso o de sigilo bancário.

Por fim, reafirmamos o caráter casuístico e imoral que assume o atual debate sobre a reeleição, fato suficientemente demonstrado por fatos como o que aqui condenamos.

Brasília, l8 de dezembro de 1996

José Dirceu – Presidente Nacional do PT
José Eduardo Dutra (SE) – Líder do PT no Senado


Em 1996, como atesta o palavrório, José Dirceu e José Eduardo Dutra viam quebra de sigilo onde nada houvera, acusavam sem provas meio mundo e se apoiavam em denúncias sem fundamento para exigir cadeia e demissão.

Depois do estupro do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa pelo ministro Antonio Palocci, passaram a absolver culpados e punir inocentes.

Neste fim de agosto, tentam castigar por injúria, calúnia e difamação as vítimas das bandalheiras que praticam ou patrocinam.

Acham que a imagem do PT foi prejudicada. Como se a imagem do partido valesse alguma coisa.

A Volta da Velha Esquerda

Meu primeiro grande amor começou num “aparelho” do Partido Comunista Brasileiro em 1963, meses antes do golpe militar. Era um pequeno apartamento conjugado na Rua Djalma Ulrich em Copacabana, em cima de uma loja de discos. No apartamento, havia um sofá-cama com a paina aparecendo por um buraco da mola, entre manchas indistintas – marcas de amor ou de revolução? Na parede, um cartaz dos girassóis de Van Gogh e, numa tábua sobre tijolos, livros da Academia de Ciências da URSS. Um companheiro me emprestara a chave com olhar preocupado, sabendo que era para o amor e não para a política. “Cuidado, hein, se o dirigente da “base” souber…” – disse-me, vendo a gratidão em meus olhos.

Eu era virgem de sexo com namoradas, pois pouquíssimas moças “davam”, nessa época anterior à pílula; transar para elas era ainda um ato de coragem política. As moças iam para a cama pálidas de medo, para romper com a “vida burguesa”, correndo o risco da gravidez – supremo pavor. Famintos de amor, usávamos até Marx para convencer as meninas.”Não. Aí eu não entro!”, gemiam, empacadas na porta do apartamento. Nós usávamos argumentos que iam de Sartre e Simone até a revolução: “Mas, meu bem… deixa de ser “alienada”… A sexualidade é um ato de liberdade contra a direita…” Tudo era ideológico em Ipanema – até a praia tinha um gosto de transgressão política. Éramos assim nos anos 60.

A guerra fria, Cuba, China, tudo dava a sensação de que a “revolução” estava próxima. “Revolução” era uma varinha de condão, uma mudança radical em tudo, desde nossos “pintinhos” até a reorganização das relações de produção. Não fazíamos diferença entre desejo e possibilidade. Eu era do “Grupo Vertigem”, como colegas radicais nos apelidaram. Nossa revolução era poética, Rimbaud com Guevara; era uma esperança de um tempo futuro em que a feia confusão da vida se harmonizaria numa perfeição política e estética. Para os mais obsessivos, era uma tarefa a cumprir, uma disciplina infernal, um calvário de sacrifícios para atingir não sabíamos bem o quê. Tínhamos os fins, mas não tínhamos os meios.

E, como todos, tínhamos horror ao demônio do capital e da administração da realidade para a luta (coisa chata, sem utopia…) Por isso, a incompetência era arrepiante. Ninguém sabia administrar nada, mas essa mediocridade era compensada por bandeiras e frases bombásticas sobre justiça social, etc… Nunca vi gente tão incompetente quanto a velha esquerda que agora quer voltar ao poder como em 63, de novo com a ajuda de um presidente. Assim como foi com Jango, agora precisam do Lula. São as mesmas besteiras de pessoas que ainda pensam como nos anos 60 e, pior, anos 40.

“Revolução” era uma mão na roda para justificar sua ignorância, pois essa ala da esquerda burra (a inteligente cresceu e mudou…) não precisava estudar nada profundamente, por serem “a favor” do bem e da justiça – a “boa consciência”, último refúgio dos boçais. Era generosidade e era egoísmo. A desgraça dos pobres nos doía como um problema existencial nosso, embora a miséria fosse deles. Em nossa “fome” pela justiça, nem pensávamos nas dificuldades de qualquer revolução, as tais “condições objetivas”; não sabíamos nada, mas o desejo bastava. Como hoje, os idiotas continuam com as mesmas palavras, se bem que aprenderam a roubar e mentir como “burgueses”. A democracia lhes repugnava, com suas fragilidades, sua lentidão. Era difícil fazer uma revolução? Deixávamos esses “detalhes mixurucas” para os militantes tarefeiros, que considerávamos inferiores, “peões” de Lenin ou (mais absurdo ainda) delegávamos o dever da revolução ao presidente da República, na melhor tradição de dependência ao Estado, como hoje. Deu nos 20 anos de bode preto da ditadura.

Por que escrevo essas coisas antigas, estimado leitor? Porque muita gente que está aí, gritando slogans, não quer entender que a via mais revolucionária para o Brasil de hoje é justamente o que chamávamos de “democracia burguesa”, com boquinha de nojo. Muita gente sem idade e sem memória não sabe que o caminho para o crescimento e justiça social é o progressivo aperfeiçoamento da democracia, minando aos poucos, com reformas, a tradição escrota de oligarquias patrimonialistas. Escrevo isso porque acho que a luta de hoje é entre a verdadeira esquerda que amadureceu e uma esquerda que quer continuar a bobagem, não por romantismo, mas porque o Lula abre-lhes as portas para a lucrativa pelegagem. Vejo, assustado, que querem substituir o patrimonialismo “burguês” pelo sindicalista, claro que numa aliança de metas e métodos com o que há de pior na política deste país. Vão partir para um controle soviético e gramsciano vulgar do Estado para ter salvo-condutos para suas roubalheiras num país sem oposição, entregue a inimigos da liberdade de opinião.

Escrevo isso enojado pela mentira vencendo com 80% de Ibope, apagando como da história brasileira o melhor governo que já tivemos de 94 a 2002, com o Plano Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a telefonia moderna de hoje, com o Proer que limpou os bancos e impediu a crise nos atingir, com privatizações essenciais que mentem ao povo que “venderam nossos bens…”, com a diminuição da pobreza em 35% e que abriu caminho para o progresso econômico de hoje que foi apropriado na “mão grande” por Lula e seus bolchevistas. Ladroeira pura, que o povo, anestesiado pelo Bolsa-Família e pelas rebolations do Lula na TV, não entende. Também estou enojado com os vergonhosos tucanos apanhando na cara por oito anos sem reagir. O governo Lula roubou FHC e o mais sério período do País e seus amigos nunca o defenderam nem reagiram. São pássaros ridículos em extinção.

Tenho orgulho de que, há 40 anos, no apartamento conjugado do Partidão com minha namorada, eu gostava mais dos girassóis de Van Gogh do que dos livros de Plekhanov. Por isso, para levar meu primeiro amor ao apartamento, usei uma cantada de esquerda: “Nosso amor também é uma forma de luta contra o imperialismo norte-americano.” E ela foi.

por Arnaldo Jabor

Descalabro

A empresária Veronica Serra, filha do candidato tucano à Presidência da República, José Serra, também teve seu sigilo fiscal violado por funcionários da Receita. O caso se soma a outros, noticiados recentemente, no que já se configura como mais um escândalo nacional. O novo capítulo reforça a percepção de que as ações criminosas no âmbito do órgão federal têm motivações políticas.


É bom recapitular a sucessão dos fatos para que se tenha noção mais clara do banditismo em curso: em junho, esta Folha revelou que Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, teve seu sigilo fiscal violado no ano passado. Dados do Imposto de Renda do dirigente tucano integravam um dossiê confeccionado pelo grupo de inteligência da campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT), que negou participação no episódio.


Há uma semana, descobriu-se que outros três nomes ligados ao PSDB também haviam sido vítimas de idêntico abuso, na mesma agência da Receita, localizada em Mauá, na região do ABC paulista, berço do PT e reduto histórico do sindicalismo atrelado ao partido.


Tudo leva a supor que a violência perpetrada contra a filha de Serra faça parte de uma mesma articulação delinquente a serviço da candidatura petista.


No que se refere a Veronica Serra, há algumas diferenças de procedimento em relação às demais violações. O acesso aos dados fiscais ocorreu na delegacia da Receita de Santo André, também no ABC, mediante uma procuração fajuta. A filha de Serra não tinha firma reconhecida no cartório, a assinatura que consta no documento não é a sua, e o carimbo utilizado é falso. Além disso, o titular da procuração utilizava cinco CPFs e ostenta vasto histórico de cheques sem fundo -um perfil típico do estelionatário.


Sabe-se já da existência de um esquema criminoso de compra e venda de dados sigilosos envolvendo a agência de Mauá. Ali teriam acontecido pelo menos 320 acessos sem amparo legal.
Estarrecedor, o descalabro está sendo usado como cortina de fumaça pelo governo para tentar despolitizar o escândalo. Se há crime comum, há também crime político-eleitoral, cuja intenção é intimidar e chantagear adversários do grupo hoje no poder.


Não bastassem as evidências (há petistas entre as vítimas?), é preciso registrar que o atual governo tem caudaloso histórico de aparelhamento do Estado -do mensalão à quebra de sigilo do caseiro, dos aloprados de 2006 aos delinquentes de agora.


Instalou-se no país um ambiente intolerável de impunidade e desfaçatez. Espera-se que a Polícia Federal e o Ministério Público ainda reúnam condições de desmascarar a farsa de uma investigação propensa a apontar a responsabilidade de barnabés e ocultar as motivações políticas que, conforme todos os indícios, estão por trás do caso.


Editorial da Folha de São Paulo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bolsa Quadrilha

Você trabalha? Para quê? Se não trabalha, recebe o Bolsa-Esmola, ops, Bolsa Família do (des)governo? Para quê? Para dizer que é digno? Para quê?

Neste nosso (des)governo, não é preciso isso... Veja só o que vai abaixo, diretamente da Previdência Social, instituído por Lulovski. Chama-se "Auxílio Reclusão". Mas você pode chamar de "Bolsa Bandido" ou "Bolsa Quadrilha"!


O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto. Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;

- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;

- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

PERÍODOSALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
De 1º/2/2009 a 31/12/2009R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009*
A partir de 1º/1/2010R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010

* revogada pela Portaria nº 333, de 29/6/2010, com efeitos retroativos a 01/01/2010.

Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e 18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.

Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão.

O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:

- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;

- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto;

- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);

- ao dependente que perder a qualidade (ex.: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);

- com o fim da invalidez ou morte do dependente.Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes.

Como requerer o auxílio-reclusão O benefício pode ser solicitado por meio de agendamento prévio, pelo portal da Previdência Social na Internet, pelo telefone 135 ou nas Agências da Previdência Social, mediante o cumprimento das exigências legais.

Importante: Se foi exercida atividade em mais de uma categoria, consulte a relação de documentos de cada categoria exercida, prepare a documentação, verifique as exigências cumulativas e solicite seu benefício.

Dependentes
Esposo (a) / Companheiro (a)
Filhos (as)
Filho equiparado (menor tutelado e enteado)
Pais
Irmãos (ãs)
Segurado (a) contribuinte individual e facultativo (a)
Segurado (a) empregado (a)/ desempregado (a)
Segurado (a) empregado (a) doméstico (a)
Segurado (a) especial/trabalhador (a) rural
Segurado (a) trabalhador (a) avulso (a)

Valor do benefício
O valor do auxílio-reclusão corresponderá ao equivalente a 100% do salário-de-benefício.Na situação acima, o salário-de-benefício corresponderá à média dos 80% maiores salários-de-contribuição do período contributivo, a contar de julho de 1994. Para o segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o mesmo não contribuiu facultativamente.

Isto quer dizer que todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 1/1/2010 é de R$810,18 por filho para sustentar a família, já que o "coitadinho" não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso.

Ou seja: mais do que um salário mínimo, para um presidiário, que a maioria das pessoas honestas recebem por trabalhar um mês inteiro a fim de manter uma família.

Ou no popular:

Bandido com 5 filhos, além de comandar o crime de dentro das prisões, comer e beber nas costas de quem trabalha e/ou paga impostos, ainda tem direito a receber auxílio reclusão de R$4.050,90 da Previdência Social!

Quantos pais de família com 5 filhos você conhece que recebem um salário suado igual ou mesmo um aposentado que trabalhou e contribuiu a vida inteira e ainda tem que se submeter ao fator previdenciário?

Assim, eu lhes pergunto:

Vale a pena estudar e ter uma profissão?

Trabalhar 30 dias para receber salário mínimo de R$510,00, fazer malabarismo com orçamento pra manter a família?

Viver endividado com prestações da TV, do celular ou do carro que você não pode deixar à mostra pra não ser assaltado?

Viver recluso atrás das grades de sua casa?

Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo “coitadinho” que está preso recebem, cada um, uma bolsa de R$810,18 para seu sustento? E a viúva, recebe algum centavo?

Já viu algum defensor dos "direitos humanos" defendendo esta bolsa-quadrilha para os filhos das vítimas?

Este é o país do PT. Um país governado por um partido que segue os ditâmes do leninismo. Um país que VAI PIORAR AINDA MAIS com a eleição de dona Dilma, a terrorista, pois ela é ainda mais comunista do que Lula.

A Lojinha Fajuta de Dilma Faliu por Culpa de FHC!

Na década de 90, Dilma montou duas lojas para vender bugigangas importadas do Panamá. Não deu certo. A gerente do PAC não conseguiu levar o negócio adiante. O “empreendimento” durou um ano e cinco meses. Fechou em julho de 1996. “A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos”. A afirmação é de Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no centro comercial Olaria, onde se instalou uma das lojas. E como Dilma explica a sua incompetência? Vocês podem não acreditar, mas aconteceu! Ela culpou… FHC!!! Não por acaso, o nome do empreendimento era “Pão & Circo”. Pão, pelo visto, não rendeu. Mas continua a render circo…

Na tarde desta terça, depois de um encontro com Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a mulher que quer comandar o Brasil explicou por que não conseguiu tocar duas lojinhas de 1,99: “Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”.

Ah, bom!
Só que Dilma está contando o contrário da verdade. E isso parece ser um traço compulsivo de seu caráter. O que quer dizer “dólar a 3 por 1″? É assim, com essa clareza, que ela pretende governar o país, se eleita?

Todos vocês sabem que lojas de produtos importados prosperam com mais facilidade quando a moeda local está valorizada em relação ao dólar, certo? Gastam-se menos reais para comprar bugigangas lá fora. É o que temos hoje, diga-se. Os brasileiros nunca gastaram tanto em viagens ao exterior porque os preços, em dólar, estão baixos.

Não! Dilma fechou por incompetência mesmo! Ela abriu sua lojinha quando um dólar valia menos de R$ 1. Era o melhor momento. E fechou quando havia justamente a paridade, “1 por 1″, e não “3 por 1″, como ela afirma. Segue a cotação do dólar em real mês a mês, enquanto a loja da ministra durou. Com competência, poderia ter ficado rica trabalhando:

Paridade do Dólar (Valor em R$)
Mês19951996
Janeiro-0,972
Fevereiro0,8370,982
Março0,8840,986
Abril0,9050,989
Maio0,8910,995
Junho0,9091,001
Julho0,9261,006
Agosto0,942-
Setembro0,953-
Outubro0,958-
Novembro0,962-
Dezembro0,967-

Vale dizer: Dilma teve a sua lojinha de porcariada importada do Panamá no melhor momento da história do Brasil para se ter algo do tipo — aliás, para se vender importados, para ricos ou para pobres. Como se nota, não só o real não estava desvalorizado como foi o período de maior valorização de sua história. Aliás, os críticos do governo acusavam a valorização excessiva, não o contrário. E não é por acaso. Vejam as tabelas acima.

Querer acusar o governo anterior por um fracasso pessoal revela, sem dúvida, um traço de caráter. Mentir de forma tão abismal sobre um período da economia, afirmando justamente o contrário do que aconteceu, bem, aí já é uma questão que tem também uma dimensão política. E eu fico muito impressionado que uma mentira possa ser dita com esse desassombro, com essa ligeireza, na certeza de que não será contraditada.

Mas eu entendo: essa gente se acostumou a dizer qualquer coisa. A besteira vai para a rede, ninguém contesta, e fica tudo por isso mesmo. Afinal, vivemos a era do “aspismo”. Se Dilma afirmar que rinoceronte é uma ave, sua versão será publicada sem contestação. Quem quiser que forneça o “outro lado”, e o leitor escolhe se rinoceronte é ave ou réptil, se é que me entendem…

Por Reinaldo Azevedo

PT e Dilma Mentem até em Comícios

Esta veio do blog "Tô Vendo Tudo":

Veja a seguir uma das fotos do comício da candidata DilMentirosa do PT à Presidência, em Curitiba.

Quem conhece bem Curitiba garante: a imagem é TOTALMENTE FALSA E PESSIMAMENTE MONTADA!

Detalhes na alteração da foto da campanha em Curitiba:

"Como quem é de Curitiba pode perceber, o Ed. Garcez está do lado errado da foto e a placa da FACINTER está escrita ao contrário e todas as bandeiras estão na ordem correta, ou seja... Inverteram a foto e colaram as pessoas como bem quiseram.

O Ed. Garcez está com bandeiras do Brasil que foram usadas nos dias de jogo da copa, então dá realmente para perceber que foi usada foto anterior. Além do que não havia "tapume" na frente do Garcez no dia do comício da Dilma.

Se olhar com calma a foto poderão ver vários rostos repetidos. Dá para deduzir que as pessoas do comício não são de Curitiba. Pois não tinha tanta gente assim! E estão olhando em uma direção que não seria o palanque na praça Osório."

Nos comentários do site do Fábio Campana as pessoas que moram ou trabalham na região contam que não havia toda essa montoeira de gente que tentaram reproduzir na foto, como podemos ver na foto abaixo, tirada no dia:


Além de tudo isto, esconderam, na montagem fajuta, todas as bandeiras do MST, que continua apoiando DilMentirosa, mesmo depois de ela ter dito que não apoia o tal "movimento social" (aliás, como todo comunista, eles também aodram uma mentira, não é mesmo?).